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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Admirável Mundo Transnacional Progressista Novo

MÍDIA SEM MÁSCARA

Desde o fim da Guerra Fria, progressistas transnacionais têm estabelecido leis internacionais - leis supranacionais, realmente - que nenhum eleitor pode rejeitar ou mesmo alterar.

Os ataques de 11 de Setembro acordaram alguns americanos -- não todos -- para a ameaça representada pelas interpretações totalitárias do Islã. John Fonte, acadêmico do Hudson Institute, há muito tem se preocupado com outra ideologia que provavelmente não é menos perigosa para os povos livres.
Ela tem nomes que soam ora vagamente utópicos, como “governança global”, ora idiotas demais para gerar preocupação, como “progressismo transnacional”. Mas em seu novo livro, “Sovereignty or Submission”, Fonte explica como essa ideologia, que é amplamente aceita na Europa e, cada vez mais, dentre as elites dos Estados Unidos, está sub-repticiamente minando a democracia liberal, o autogoverno, o constitucionalismo, a liberdade individual, e até mesmo o internacionalismo tradicional - as relações entre Estados-nação soberanos. Trocando em miúdos, enquanto os jihadistas clamam por “Morte ao Ocidente!” os progressistas transnacionais estão silenciosamente promovendo o suicídio civilizacional.
Isso pode não ser o que eles pretendem. Em teoria, eles estão apenas reconhecendo a “interdependência global” e argumentam que “problemas globais requerem soluções globais”. Na prática, todavia, seu projeto é o de transferir o poder político e econômico das mãos dos cidadãos dos Estados-nação, e seus representantes eleitos, para a ONU, burocratas não-eleitos, juízes, advogados e ONGs. Essas pessoas e instituições irão deter não apenas autoridade transnacional (poder “além” das nações), mas também “autoridade supranacional” (poder “sobre” as nações).
Transnacionais não são tanto antidemocráticas, mas pós-democráticas. Eles acreditam que, no século 21, a democracia deveria ser atualizada para incluir a defesa de “princípios universais de direitos humanos” que, é claro, eles irão enumerar e definir. Eles não falam em abdicar, mas de “compartilhar” a soberania “coletivamente”. O resultado, afirmam, será uma nova era de “autoridade global” que produzirá “justiça global” sob um “Estado de Direito global”.
De fato, desde o fim da Guerra Fria, progressistas transnacionais têm estabelecido leis internacionais - leis supranacionais, realmente - que nenhum eleitor pode rejeitar ou mesmo alterar. Uma maneira de realizar isso é elaborar um tratado e exercer pressão internacional para fazer com que o presidente dos Estados Unidos o assine e o Senado americano o ratifique. Então, juízes -- que, freqüentemente, vêm de países não-democráticos -- em cortes transnacionais interpretam o tratado para fazê-lo parecer o que quer que eles queiram. Não há cortes de apelação.
E se os Estados Unidos rejeitam o tratado ou concordam com ele apenas em parte ao emitir “ressalvas”, os transnacionais declaram que os Estados Unidos estão submetidos de qualquer maneira - sob algo que chamam de “lei internacional costumeira” e à qual, insistem, até mesmo a Constituição Americana está “subordinada”.
É sobre essa base que é construído o argumento de que os Estados Unidos estão violando a Convenção de Genebra ao se negar a classificar terroristas da Al-Qaeda como prisioneiros de guerra -- a despeito do fato de que os Estados Unidos nunca concordou em conceder status tão honorável a combatentes foras-da-lei.
Curiosa e ameaçadoramente, transnacionais têm trabalhado de mãos dadas com islamitas para atingir objetivos como a proibição global da “islamofobia” -- o que representaria um cerceamento histórico da liberdade de expressão.
John Fonte dedica um capítulo inteiro a Israel, um assunto no qual os islamitas e os transnacionais também possuem opinião compartilhada. Israel, ele escreve, tornou-se “o alvo principal de progressistas transnacionais que procuram expandir a autoridade global na determinação de leis de guerra. Se precedentes da lei internacional pudessem ser estabelecidos contra as políticas de segurança israelenses, esses precedentes poderiam ser usados mais tarde para subordinar as políticas de defesa dos Estados Unidos à lei global definida pelos transnacionalistas.”
Facções desse movimento, incluindo grandes fundações como a Fundação Ford, ONGs importantes como aHuman Rights Watch, e setores da União Européia, são “cúmplices na campanha global islamita para deslegitimar Israel como um Estado de apartheid através da estratégia de ‘boicotes, desinvestimento e sanções’.” Fonte observa que Israel “é a mais vulnerável das democracias independentes do mundo, alvo constante dos defensores da governança global como um substituto para os Estados Unidos ou o Estado democrático independente em geral.”
O sonho dos progressistas transnacionais, John Fonte conclui, é que os americanos aceitem “o admirável mundo novo da governança global”, concordem voluntariamente em “compartilhar” sua soberania com os outros, e demonstrar “liderança” ao submeter-se a um “regime legal supranacional global. Com efeito, a larva americana é transformada em uma borboleta global.”
Algum dos candidatos à presidência em 2012 compreende isso? Algum deles possui as habilidades necessárias para fazer disso uma pauta – perguntar aos eleitores se eles querem preservar o que Alexis de Tocqueville chamou, admirado, da distinta “soberania do povo” da América, ou se eles preferem compartilhar sua soberania com outros ao redor do mundo, incluindo ditadores e islamitas?
Minha opinião é que a maioria dos americanos -- não todos -- não querem se submeter, não querem que o século 21 seja uma era pós-democrática e pós-americana. Mas com o ano de eleição se aproximando, agora seria uma excelente hora para começar o debate e descobrir.

Clifford D. May é presidente da Foundation for Defense of Democracies, um instituto político focado em segurança nacional e política externa.

Publicado na National Review.

Tradução: Felipe Melo, editor do blog da Juventude Conservadora da UNB.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".