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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A nova revolução resgatada dos escombros do Muro de Berlim

MÍDIA SEM MÁSCARA
ESCRITO POR ORLANDO BRAGA | 16 NOVEMBRO 2011 

O que se tenta fazer é escamotear o facto de a “crise do edifício social” ser ainda mais aguda, por exemplo, na China do que na Europa.

Têm corrido por aí muitos e-mails – como este [em PDF] — e muitos artigos apocalípticos de semelhante conteúdo, publicados na blogosfera. Em todos eles, existe uma característica comum: a diabolização do Ocidente e, principalmente, da Europa entendida independentemente da União Europeia: o ataque ideológico é dirigido à Europa, e o facto de existirem [ou não] a União Europeia e o Euro, é acessório.
Existem, no supracitado e-mail, algumas verdades que são manipuladas e enviesadas. Por exemplo, é um facto que existe uma crise financeira internacional; mas também é um facto — que é escamoteado — que um desabamento da finança internacional não prejudica só a Europa e os Estados Unidos: a China, por exemplo, está na primeira linha dos países a quem não interessa esse desabamento financeiro; a não ser que a China defenda uma III Guerra Mundial, desta vez, atómica.
Naturalmente que a contrafacção [da produção chinesa] e o proteccionismo chinês no comércio — referidos no e-mail — são verdades; mas são verdades enviesadas e manipuladas, na medida em que aquilo que é, de facto, um defeito da política chinesa, é transformado em virtude: a China, segundo o e-mail, não procede de forma errada, porque tudo o que possa contribuir para o apocalipse da diabólica cultura e da economia capitalista europeias, é bem-vindo. Todos os meios justificam o fim que é o de liquidar os “porcos capitalistas europeus”.
Não é possível alguém afirmar, com razão, que “o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007”, a não ser que esta afirmação se insira em uma religião política (ideologia) imanente e apocalíptica, típica da Esquerda. Todo o e-mail reflecte uma mundividência de profecia de um fim de ciclo cósmico (o fim de uma espécie de Yuga hindu), com o consequente nascimento do Homem Novo que é anti-europeu e contra a cultura europeia. A defesa da imigração islâmica — que podemos ver no e-mail — é a defesa de uma política de terra queimada: para destruir a cultura europeia de liberdade, democracia e capitalismo, até a imigração do diabo em pessoa é conveniente!
“crise do edifício social” é referida no e-mail como sendo exclusiva da Europa. O que se tenta fazer é escamotear o facto de a “crise do edifício social” ser ainda mais aguda, por exemplo, na China do que na Europa — a política de “uma criança por casal”, o aborto livre [sem limite de tempo de gravidez], e o aborto de género (que discrimina negativamente o sexo feminino), são provas irrefutáveis da decadência social chinesa. A verdade é que a China totalitária já atingiu o seu ponto de decadência antes mesmo de poder reclamar uma supremacia política mundial; o que podemos esperar da China é o apodrecimento progressivo do regime totalitário, embora à custa de centenas de milhares (senão milhões) de vítimas chinesas que se oporão ao regime.
“O mundo sempre mudou para melhor” — diz o e-mail. E nem se poderia defender outra coisa: como é que um esquerdista pode dizer que o mundo não mudou para melhor com o surgimento dos Gulag soviéticos? Claro que os Gulag representaram um enorme progresso para o mundo, principalmente se fizermos todos como Estaline, que reescreveu a História a ponto de retirar Trotski da paisagem. Uma das condições para que “o mundo tenha mudado para melhor”, é fazermos de conta que os Gulag nunca existiram, desconstruindo e reescrevendo a História para que se apague a memória colectiva.
E por fim, a defesa da ecologia que revela o ecofascismo de esquerda como sendo um complemento da nova religião política resgatada dos escombros do Muro de Berlim [as melancias: verdes por fora e vermelhos por dentro]. O ecofascismo, em si mesmo, é uma religião imanente bastante semelhante às religiões imanentes da Mãe-Terra que nos chegam do neolítico e que nunca desapareceram totalmente da cultura europeia.
É este, grosso modo, o conteúdo da Nova Revolução.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".