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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Obama faz liquidação da América Latina para comunistas

HEITOR DE PAOLA


Cliff Kincaid


Enquanto a mídia dos EUA continua preocupada com as alegações infundadas de assédio sexual contra Herman Cain, a América está perdendo de novo a Nicarágua para os comunistas. O flagrante roubo nas eleições neste país da América Central tem sido ignorado pelas manchetes na imprensa, proclamando que Daniel Ortega ganhou a reeleição de forma avassaladora. A Administração Obama, que tem incentivado o processo na “Primavera árabe”, o qual resultou em ganhos islâmicos no Oriente Médio, tem se recusado até agora a condenar o roubo da democracia na Nicarágua.

Ortega, um acusado pedófilo (sexual child abuser) e os seus camaradas comunistas do movimento Sandinista, tomaram o poder em 1979 com a ajuda do presidente Democrata dos EUA, Jimmy Carter, o qual declarou que os americanos tinham um medo exagerado do comunismo. Carter cortou a ajuda ao regime pró-americano de Somoza na Nicarágua e, em seguida, propôs ajuda externa para os sandinistas. Carter também perdeu o Irã dos mulás fanáticos no ponto em que adquiririam armas nucleares.

Em 1990, os sandinistas foram forçados a ceder o poder e realizar eleições livres, perdidas por eles, em face de uma revolta militar liderada pelos Contras, combatentes da liberdade da Nicarágua apoiados pelo sucessor de Carter, o presidente republicano Ronald Reagan. Mas Ortega e seus apoiadores nunca desistiram, subvertendo o processo democrático por meio de infiltração, fraude e roubo. Eles têm sido ajudados pela ajuda externa de Hugo Chávez, da Venezuela.

Desta vez, sem oposição visível da Administração Obama, Ortega roubou a eleição presidencial violando a Constituição da Nicarágua que limita um presidente a dois mandatos. É o método de Hugo Chávez de apreensão e manutenção do poder. Os companheiros de Ortega da Corte Suprema da Nicarágua violaram a Constituição e decidiram que ele poderia disputar a presidência novamente.

New York Times citou Robert Pastor, professor de relações internacionais na American University, que disse que a decisão de Ortega de buscar a reeleição foi um “retrocesso para a democracia na América Central”, mas que ele “não é o revolucionário dos anos 70” [1]. Ele acrescentou que “Seria um grave erro para os Estados Unidos retornar para uma nova era de hostilidade”.

O jornal esqueceu de observar que Pastor trabalhou para Jimmy Carter, quando os sandinistas tomaram o poder. Ele foi assessor de segurança nacional dos EUA sobre a América Latina e no Caribe neste período. Nos últimos anos ele vem promovendo a “comunidade norte-americana”, que seria mesclar as economias e, talvez, os sistemas sociais e políticos dos EUA, Canadá e México.

A AP no The Washington Post chamou Ortega de “um sandinista revolucionário de outrora” (“one-time Sandinista revolutionary”). Porém, não há nenhuma evidência de que Ortega já deixou de ser um revolucionário.

O site La Voz del Sandinismo destaca os elogios para Ortega, Hugo Chávez, Raúl Castro e para o Partido Comunista Espanhol, entre outros marxistas e anti-americanos de esquerda.

Tivemos que ir a uma fonte de notícias estrangeiras, El País, um jornal diário espanhol, para ler sobre os cabos divulgados pela WikiLeaks que documentam os laços sandinistas com os traficantes de drogas.

A Republicana Ileana Ros-Lehtinen, presidente da Comissão dos Assuntos Externos da Câmara, disse que a nossa mídia deveria ter relatado como o fato - que a eleição de domingo na Nicarágua “foi uma farsa completa”.

Ela explicou: “Segundo a Constituição da Nicarágua, Ortega não era elegível para correr para mais um mandato como presidente. Mas ele forçou seu caminho para a votação através de um esquema corrupto que atropela os mandatos constitucionais da Nicarágua. E uma vez que ele forçou o seu caminho para a votação, Ortega usou de truques para se certificar de que iria ganhar. Ele negou a incontáveis nicaragüenses o direito ao voto, a fim de colocar a votação a seu favor. Ele aprendeu, claramente, com seus amigos ditadores da região, tal como Hugo Chávez, que é um especialista em espezinhar a democracia”.

Ros-Lehtinen disse que ela havia enviado uma carta ao Departamento de Estado pedindo a Administração para “acordar” para o esquema de Ortega de se agarrar ao poder, acrescentando: “Os EUA e outras nações responsáveis não podem reconhecer o resultado desta eleição roubada”.

Ela pediu antes das eleições:

• Quais ações o Departamento de Estado estavam tomando para garantir que a democracia e o Estado de Direito estão defendidos na Nicarágua?

• O Departamento de Estado irá reconhecer a legalidade das eleições em novembro se é permitida a participação de Ortega, em clara violação da Constituição da Nicarágua?

“A Embaixada dos Estados Unidos em Manágua não quis comentar sobre a votação de domingo”, reportou o The New York Times. Na segunda-feira, um porta-voz do Departamento de Estado de nome Victoria Nuland foi citada como questionando se as eleições foram transparentes e livres de violência, intimidação e assédio.

“Há um grande número de relatórios e nós estamos preocupados porque as condições não estavam indo bem”, disse Nuland. “E, francamente, se o governo da Nicarágua não tinha nada a esconder, deveria ter permitido um amplo monitoramento de observadores internacionais”. Nuland concluiu, no entanto, que o Departamento esperaria para o comentário “formal”.

Estes comentários breves e insuficientes vieram no final do briefing de imprensa de segunda-feira do Departamento de Estado.

Um dos adversários de Ortega na eleição, Fabio Gadea, disse que a oposição não aceitará os resultados apresentados pelo Conselho Supremo Eleitoral, porque há motivos para crer que ocorreu “uma fraude de proporções sem precedentes e arranjos”.

The Economist, uma publicação britânica, reconheceu o estado de coisas na Nicarágua, em um editorial intitulado: “Como roubar uma eleição”. Ortega, que ganhou uma eleição presidencial em 2006, contra uma oposição dividida, tem uma aliança com Hugo Chávez e “parece determinado a extinguir a jovem democracia da Nicarágua”. Entre outras coisas, a publicação menciona:

- O regime de Ortega desclassificou da votação dois partidos da oposição.

-Ele enviou a polícia para saquear os escritórios de um importante jornalista investigativo do país, Carlos Fernando Chamorro.

- Foram recusadas credenciais para observadores independentes, locais e estrangeiros para monitorar a eleição.

The Economist chama Ortega de uma fraude, observando que nas eleições“locais em 2008 houve fraude amplamente, com a FSLN [sandinistas] recebendo erroneamente cerca de 40 prefeituras. Doadores estrangeiros suspenderam mais de US$ 100 m em protesto. Este ano, os sinais são sinistros. Cartões de voto não foram entregues em algumas áreas, e o credenciamento dos agentes dos partidos de oposição foram lentos. O governo admitiu alguns observadores eleitorais da UE, mas não há observadores independentes nacionais”.

Mas os comunistas estão satisfeitos com os resultados.

Em um comunicado divulgado pela Chancelaria venezuelana, Chávez disse que“Os povos da Nossa Grande Pátria Americana ... com alegria celebram a vitória esmagadora do presidente camarada Comandante Daniel Ortega”.

Marxistas e/ou anti-americanos de esquerda estão no controle dos seguintes países da América Latina: Venezuela, Nicarágua, Equador, Bolívia, Argentina, Peru, Cuba e Brasil.

A administração Obama parece perfeitamente bem com isso, chegando ao ponto de ajudar a uma empresa de energia espanhola, a Repsol, a desenvolver as capacidades cubanas na perfuração offshore de petróleo.

A Republicana Ros-Lehtinen acompanhou os representantes Albio Sires (D-NJ), Mario Diaz-Balart (R-FL), e David Rivera (R-FL) no envio de uma carta bipartidária para o presidente Obama protestando sobre essa ajuda. Sua carta diz que a assistência, orientação e assessoria técnica à Repsol do Departamento de Interior viola a Lei - Enemy Act.

Sob Obama, o Departamento de Estado também ampliou viagens e remessas para Cuba, apesar de um refém americano, Alan Gross, estar detido pelo regime de Castro.


Nota:

[1] O professor Robert Pastor, com essa afirmação, ou desconhece ou desinformou propositadamente, pois Daniel Ortega continua o mesmo “revolucionário” de sempre, considerando que seu partido (FSLN) e ele próprio pertencem ao Foro de São Paulo (FSP) e que membros das FARC têm acolhida de irmão em território nicaragüense, além de negócios de armas e drogas com os terroristas colombianos. E tanto é assim que no Encontro do FSP de 2008, ocorrido em maio, em Montevidéu, Ortega enviou sentidas “condolências” à família de Manuel Marulanda “Tirofijo”, no encerramento do Encontro, conforme pode-se ver no vídeo abaixo. E quando Raúl Reyes, o número 2 das FARC foi abatido, em 1º de março, em Sucumbíos, Equador, ele fez duríssimas críticas ao presidente Uribe alegando que o ato foi um “bárbaro assassinato”.

 

 


Original: Obama Sells out Latin America to Reds

Tradução: Richard Jayaprada

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".