Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Livro "Mentes Perigosas: o Psicopata Mora ao Lado" da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva - um pouco mais

Um pouco mais de material sobre o assunto do artigo anterior, os sociopatas ou psicopatas

Sociopatas - Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva - Programa Sem Censura

Entrevista com a médica psiquiatra e escritora Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva sobre psicopatia (sociopatia), tema do livro de sua autoria Mentes Perigosas: o psicopata mora ao lado. Programa: Sem Censura - TVE Brasil

Apresentação: Leda Nagle
Debatedor: Milton Cunha
Participação: ator Herson Capri
Exibição em 14-07-2005

Site da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva: www.medicinadocomportamento.com.br
Youtube: www.youtube.com.br/anabeatrizbsilva
Edição de Vídeo: MIRIAN PIROLO E GIL SARMENTO
Supervídeo Produtora: www.supervideopro.com.br

SINOPSE Os psicopatas são frios, calculistas, insensíveis, inescrupulosos, transgressores de regras sociais e absolutamente livres de constrangimentos ou julgamentos morais internos. Eles são capazes de passar por cima de qualquer pessoa apenas para satisfazer seus próprios interesses. Mas ao contrário do que pensamos, não são loucos, nem mesmo apresentam qualquer tipo de desorientação. Eles sabem exatamente o que estão fazendo. Mentes Perigosas nos mostra em linguagem fluida e acessível quem são estas pessoas que vivem entre nós, se parecem fisicamente conosco, mas definitivamente não são como nós.




Psicopatas - Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva - Programa Sem Censura

Entrevista com a médica psiquiatra e escritora Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva sobre psicopatas, tema do livro de sua autoria Mentes Perigosas: o psicopata mora ao lado. Programa: Sem Censura - TVE Brasil

Apresentação: Leda Nagle
Participação: Gloria Perez
Exibido em 06/11/2008
Site da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva: www.medicinadocomportamento.com.br
Youtube: www.youtube.com.br/anabeatrizbsilva
Edição de Vídeo: MIRIAN PIROLO
Supervídeo Produtora: www.supervideopro.com.br

SINOPSE Os psicopatas são frios, calculistas, insensíveis, inescrupulosos, transgressores de regras sociais e absolutamente livres de constrangimentos ou julgamentos morais internos. Eles são capazes de passar por cima de qualquer pessoa apenas para satisfazer seus próprios interesses. Mas ao contrário do que pensamos, não são loucos, nem mesmo apresentam qualquer tipo de desorientação. Eles sabem exatamente o que estão fazendo. Mentes Perigosas nos mostra em linguagem fluida e acessível quem são estas pessoas que vivem entre nós, se parecem fisicamente conosco, mas definitivamente não são como nós.


Livro "Mentes Perigosas: o Psicopata Mora ao Lado" da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva - ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL

Fonte: ÉPOCA

Cavaleiro do Templo: se tem uma coisa que falta(va) na grande mídia é a análise psicopatológica destes doentes mentais, sociais e espirituais que governam o Brasil. É claro que a Dra. Ana Beatriz não fala de governo, nem era para dizer mesmo. Até porque não precisa. Para quem consegue ler dez páginas e interpretar o que leu, escrevendo uma resenha legível (digo, em português, não em aramaico arcaico como fazem alunos e professores nas escolas brasileiras) o que ela diz abaixo nesta entrevista para a Época e no vídeo que está logo abaixo (imaginem então o que deve estar no livro...) já dá para entender perfeitamente bem quem está em "nóçus paláciuz de gôvernu" Brasil afora. Aprendi com o professor Olavo de Carvalho isto que agora está muito bem explicado por uma pessoa "de fora" dos meios político e filosófico. É uma profissional das doenças mentais. Imperdível!!! Para quem sabe que 2 + 2 = 4, como disse.

Comprei o livro agora por R$ 18,80 + frete aqui.

Site oficial da Dra. Ana Beatriz Barbbosa Silva:
MEDICINA DO COMPORTAMENTO em





MARTHA MENDONÇA

O mal existe e não tem cura. É o que afirma a psiquiatra carioca Ana Beatriz Barbosa Silva, que acaba de lançar Mentes Perigosas: o Psicopata Mora ao Lado. No livro, ela afirma que psicopatas nascem com um funcionamento cerebral que não permite conexão com os outros seres humanos – e por isso agem sem limites. Ana Beatriz diz ainda que é um equívoco relacionar psicopatas apenas com pessoas capazes de atos violentos ou assassinatos em série. “Eles são 4% da população e podem ser qualquer pessoa: um colega de trabalho, o marido ou um filho”.

  ENTREVISTA - ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA  

André Valentim QUEM É
Carioca, 42 anos, psiquiatra pós-graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro

O QUE FAZ
É diretora das clínicas Medicina do Comportamento, no Rio e em São Paulo, onde atende pacientes e supervisiona tratamentos

O QUE PUBLICOU
Mentes Inquietas, Mentes & Manias, Mentes Insaciáveis: Anorexia, Bulimia e Compulsão Alimentar e Mentes com Medo: da Compreensão à Superação

ÉPOCA – O que é um psicopata?
Ana Beatriz Barbosa Silva –
Antes dessa definição, é preciso saber o seguinte: a maldade existe. Nós, latinos, afetivos, passionais, temos dificuldade de admitir que existem pessoas más. Psico quer dizer mente; pathos, doença. Mas o psicopata não é um doente mental da forma como nós o entendemos. O doente mental é o psicótico, que sofre com delírios, alucinações e não tem ciência do que faz. Vive uma realidade paralela. Se matar, terá atenuantes. O psicopata sabe exatamente o que está fazendo. Ele tem um transtorno de personalidade. É um estado de ser no qual existe um excesso de razão e ausência de emoção. Ele sabe o que faz, com quem e por quê. Mas não tem empatia, a capacidade de se pôr no lugar do outro.

ÉPOCA – Qual é a natureza da psicopatia? Os psicopatas nascem assim?
Ana Beatriz –
Os psicopatas nascem com um cérebro diferente. Os seres humanos têm o chamado sistema límbico, a estrutura cerebral responsável por nossas emoções. É uma espécie de central emocional, o coração da mente. Em 2000, dois brasileiros, o neurologista Ricardo Oliveira e o neurorradiologista Jorge Moll, descobriram a prova definitiva dessa diferença da mente psicopata, por meio da chamada ressonância magnética funcional, que mostra como o cérebro funciona de acordo com diferentes atividades. Nesse exame, mostraram imagens boas (belezas naturais, cenas de alegria) e outras chocantes (morte, sangue, violência, crianças maltratadas). Nas pessoas normais, o sistema límbico reagia de forma diversa. Nos psicopatas, não há diferença. O sistema límbico dessas pessoas não funciona. O pôr do sol ou uma criança sendo espancada geram as mesmas reações. Da mesma forma, não há repercussão no corpo. Eles não têm taquicardia, não suam de nervoso. Por isso passam tranqüilamente num detector de mentiras.

ÉPOCA – Há muitos psicopatas no mundo?
Ana Beatriz –
Mais do que se imagina. Cerca de quatro em cada cem pessoas, segundo as estatísticas americanas. Mais homens do que mulheres. Todos têm em comum a ausência do sentimento em relação às outras pessoas. Não conseguem se colocar no lugar do outro, daí agirem de forma fria e sem arrependimentos. O que caracteriza o psicopata não é o nível do crime, mas a forma como ele o comete, a predisposição para planejar e executar sem nenhum sentimento em relação à vítima.

ÉPOCA – Como saber se estamos convivendo com um psicopata?
Ana Beatriz –
Não é tão fácil detectá-los, especialmente quando temos alguma ligação afetiva com eles. Maridos que espancam suas esposas, por exemplo: as estatísticas mostram que 25% são psicopatas, e grande parte delas não aceita a verdade. Mas há algumas características básicas entre eles: falam muito de si mesmos, mentem e não se constrangem quando descobertos, têm postura arrogante e intimidadora por um lado, mas são charmosos e sedutores por outro. Costumam contar histórias tristes, em que são heróis e generosos (Cavaleiro do Templo: lembrou de “auguéin” e da sua turma???). Manipulam as pessoas por meio de elogios desmedidos. Se tiver de começar a desconfiar de alguém, desconfie dos bajuladores excessivos. Chefes também podem ser psicopatas – o que costuma se manifestar pelo assédio moral aos funcionários. Um dado interessante é que eles não sentem compaixão, pena, remorso. Mas sabem, cognitivamente, o que é ter esses sentimentos. Daí representarem tão bem – e às vezes exageradamente – a vítima.

ÉPOCA – E a verdadeira vítima quem é?
Ana Beatriz –
Quase sempre pessoas generosas, em especial aquelas que não acreditam no mal e costumam tentar justificar as atitudes de todo mundo.

ÉPOCA – Um assassino pode não ser psicopata e um psicopata pode jamais matar?
Ana Beatriz –
Sim, isso é muito importante. É um equívoco pensar que apenas assassinos seriais são psicopatas, e um dos objetivos de meu livro é justamente este: mostrar que a psicopatia não está ligada apenas ao homicídio. Existem assassinos passionais que jamais matariam novamente. Um exemplo é a mulher que matou o estuprador do filho dela de 4 anos. Ela nada tem de psicopata. Ao contrário, apesar da violência, o crime dela pode ser compreensível para muitas mães. Ao passo que um psicopata pode nunca ter a necessidade de assassinar, resolvendo suas questões matando vidas afetivas e financeiras, prejudicando pessoas de forma irreversível, mas sem matá-las. Na população carcerária, segundo pesquisas feitas no Canadá e nos Estados Unidos, há de 20% a 25% de psicopatas.

ÉPOCA – Seu livro comenta o assassinato da atriz Daniella Perez. É um caso clássico de psicopatia?
Ana Beatriz –
O caso tem características que levam a esse diagnóstico. Guilherme de Pádua premeditou a morte da vítima, a atraiu para o crime e horas depois foi prestar solidariedade à mãe da moça.

ÉPOCA – Como você classificaria Lindemberg Fernandes Alves, que seqüestrou e assassinou a ex-namorada Eloá? Ele seria um psicopata?
Ana Beatriz –
O ato é de uma personalidade psicopática. Ele usou a razão para dominar os reféns e controlar tudo em volta. Atirou na multidão e disse que era o “príncipe do gueto”, “o cara”. Deu entrevistas por telefone, conseguiu que uma das reféns voltasse ao cativeiro. No fim, com a invasão da polícia, não hesitou em atirar nas duas. Ele começou a namorar a Eloá quando ela tinha 12 anos. Certamente a tratava como propriedade, não admitindo perder esse controle.
 
 

Brasil pressiona e embaixador de Honduras é expulso de sessão da ONU

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO
14/09/2009 - 15h23


O embaixador de Honduras, José Delmer Urbizo, foi expulso nesta segunda-feira da sala do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) a pedido do Brasil e outros países latino-americanos que alegam que ele não representa o governo do presidente deposto Manuel Zelaya.

Zelaya foi deposto em uma ação perpetrada por Suprema Corte, Congresso e Exército quando se preparava para realizar uma consulta popular para estabelecer a reeleição presidencial, proibida pela Constituição. O golpe (Cavaleiro do Templo: golpe de quem??? Se a Suprema Corte, o Congresso e o Exército perpretaram a ação CONTRA uma consulta popular (a reeleição presidencial), proibida pela Constituição, o golpe foi tentado pelo Zelaya) foi condenado pelo Brasil e outros países da região, que exigem a reposição de Zelaya à Presidência.

Salvatore Di Nolfi/AP
Embaixador de Honduras, Jose Delmer Urbizo, foi expulso de sessão da ONU por pressão de colegas latino-americanos
Embaixador de Honduras, Jose Delmer Urbizo, foi expulso de sessão da ONU por pressão de colegas latino-americanos

A polêmica presença do diplomata bloqueou durante mais de cinco horas os trabalhos do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que abriu sua sessão nesta segunda-feira.

Não houve debates pela manhã e, no reinício da sessão à tarde, os trabalhos também ficaram bloqueados durante mais de duas horas devido às intensas consultas sobre o pedido de expulsão apresentado pelo grupo dos países da América Latina e do Caribe.

Finalmente, depois da intervenção dos embaixadores do Brasil, Argentina, México e Cuba, o presidente do Conselho de Direitos Humanos, o embaixador da Bélgica, Alex Van Meeuwen, negou a palavra ao diplomata hondurenho e pediu que se retirasse da sala.

"O Brasil quis receber a confirmação de que o delegado de Honduras representa o governo constitucional do presidente Zelaya, que é o único que reconhecemos", afirmou um diplomata brasileiro durante o fórum.

Urbizo já era embaixador durante o governo de Zelaya, mas apoia o presidente interino, Roberto Micheletti. Ele permaneceu no recinto durante as discussões sobre sua legitimidade. "Eu represento meu país e meu povo e não há razão para não participar dos trabalhos do Conselho", disse Urbizo.

Com Efe, Reuters e France Presse

Novo vídeo ratifica denúncia de UnoAmérica sobre massacre em Pando, Bolívia, EVO MORALES





Novo vídeo ratifica denúncia de UnoAmérica sobre Pando




Bogotá, 14 de setembro – Um impactante vídeo elaborado na Bolívia, que começou a circular na semana passada pelo Youtube, ratifica plenamente o informe que UnoAmérica realizou sobre o massacre de Pando.

O vídeo intitulado Sumamente Pando, dura 40 minutos e explica como se planejaram os atos violentos acontecidos em El Porvenir e Cobija, em setembro de 2008.

Entre outras imagens, aparece o discurso do Ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana – feito um mês antes do massacre -, no qual ele ameaça o Governador de Pando, Leopoldo Fernández, em levá-lo “à cova mais profunda da terra, para que conviva com os vermes”. Atualmente, tanto Fernández quanto o jornalista que gravou esse discurso estão presos ilegalmente em La Paz.

O vídeo também apresenta as imagens de cidadãos de El Porvenir fazendo o possível para evitar o enfrentamento, chegando ao extremo de cavar um fosso para impedir o choque entre oficialistas e opositores. O vídeo mostra ainda como os seguidores de Evo Morales insistem no enfrentamento, seqüestram vários cidadãos para usá-los como escudo, e assassinam a sangue frio o engenheiro que cavou o fosso, Pedro Oshiro.

Posteriormente, o vídeo mostra a militarização do aeroporto de Cobija, assim como a agressão de soldados armados com fuzis, contra a população civil desarmada, onde morre assassinado o pastor evangélico Luis Antonio Rivero.

O vídeo termina fazendo um resumo da agressão oficialista contra os habitantes de Pando, assegurando que: “A agressão foi planejada; a incursão foi noturna; os agressores eram forasteiros; se utilizaram táticas militares; houve seqüestros, torturas e assassinatos; se encarceraram somente os opositores; não houve direito a um julgamento justo; e se transgrediu o direito à informação”.

Depois de perpetrado o massacre, o governo de Evo Morales culpou falsamente os opositores, e aproveitou para militarizar o estado e perseguir seus adversários políticos.

Em junho deste ano, UnoAmérica interpôs uma acusação contra Evo Morales por delitos de lesa-humanidade, ante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), pelos atos de violência suscitados em Pando. Há duas semanas UnoAmérica acrescentou ao processo da CIDH novos elementos que incriminam o governo boliviano no massacre, entre eles a misteriosa morte do procurador encarregado do caso, Dr. Mario Mariscal.

O vídeo Sumamente Pando pode ser visto em sua totalidade no seguinte endereço:
http://www.ernestojustiniano.org/2009/09/sumamente-pando/

Ou pode ser visto em cinco partes nos seguintes links do Youtube:

2. http://www.youtube.com/watch?v=OwVIW85Wce4

3. http://www.youtube.com/watch?v=Ldn7AWyqsiA

4. http://www.youtube.com/watch?v=VhrOGJZsqOs

5. http://www.youtube.com/watch?v=KLRNPsQ7hs8


Tradução: Graça Salgueiro

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Eis o "pôvu brazilêiru": adora a roupa nova do rei, mesmo depois de vê-lo nú


de Hans Christian Andersen


“Era uma vez um rei, tão exageradamente amigo de roupas novas, que nelas gastava todo o seu dinheiro. Ele não se preocupava com seus soldados, com o teatro ou com os passeios pela floresta, a não ser para exibir roupas novas. Para cada hora do dia, tinha uma roupa diferente. Em vez de o povo dizer, como de costume, com relação a outro rei: "Ele está em seu gabinete de trabalho", dizia "Ele está no seu quarto de vestir".

A vida era muito divertida na cidade onde ele vivia. Um dia, chegaram hóspedes estrangeiros ao palácio. Entre eles havia dois trapaceiros. Apresentaram-se como tecelões e gabavam-se de fabricar os mais lindos tecidos do mundo. Não só os padrões e as cores eram fora do comum, como, também as fazendas tinham a especialidade de parecer invisíveis às pessoas destituídas de inteligência, ou àquelas que não estavam aptas para os cargos que ocupavam.

"Essas fazendas devem ser esplêndidas, pensou o rei. Usando-as poderei descobrir quais os homens, no meu reino, que não estão em condições de ocupar seus postos, e poderei substituí-los pelos mais capazes... Ordenarei, então, que fabriquem certa quantidade deste tecido para mim."

Pagou aos dois tecelões uma grande quantia, adiantadamente, para que logo começassem a trabalhar. Eles trouxeram dois teares nos quais fingiram tecer, mas nada havia em suas lançadeiras. Exigiram que lhes fosse dada uma porção da mais cara linha de seda e ouro, que puseram imediatamente em suas bolsas, enquanto fingiam trabalhar nos teares vazios.

- Eu gostaria de saber como vai indo o trabalho dos tecelões, pensou o rei. Entretanto, sentiu-se um pouco embaraçado ao pensar que quem fosse estúpido, ou não tivesse capacidade para ocupar seu posto, não seria capaz de ver o tecido. Ele não tinha propriamente dúvidas a seu respeito, mas achou melhor mandar alguém primeiro, para ver o andamento do trabalho.

Todos na cidade conheciam o maravilhoso poder do tecido e cada qual estava mais ansioso para saber quão estúpido era o seu vizinho.

- Mandarei meu velho ministro observar o trabalho dos tecelões. Ele, melhor do que ninguém, poderá ver o tecido, pois é um homem inteligente e que desempenha suas funções com o máximo da perfeição, resolveu o rei.

Assim sendo, mandou o velho ministro ao quarto onde os dois embusteiros simulavam trabalhar nos teares vazios.

- "Deus nos acuda!!!" pensou o velho ministro, abrindo bem os olhos. "Não consigo ver nada!"

Não obstante, teve o cuidado de não declarar isso em voz alta. Os tecelões o convidaram para aproximar-se a fim de verificar se o tecido estava ficando bonito e apontavam para os teares. O pobre homem fixou a vista o mais que pode, mas não conseguiu ver coisa alguma.

- "Céus!, pensou ele. Será possível que eu seja um tolo? Se é assim, ninguém deverá sabê-lo e não direi a quem quer que seja que não vi o tecido."

- O senhor nada disse sobre a fazenda, queixou-se um dos tecelões.

- Oh, é muito bonita. É encantadora!! Respondeu o ministro, olhando através de seus óculos. O padrão é lindo e as cores estão muito bem combinadas. Direi ao rei que me agradou muito.

- Estamos encantados com a sua opinião, responderam os dois ao mesmo tempo e descreveram as cores e o padrão especial da fazenda. O velho ministro prestou muita atenção a tudo o que diziam, para poder reproduzi-lo diante do rei.

Os embusteiros pediram mais dinheiro, mais seda e ouro para prosseguir o trabalho. Puseram tudo em suas bolsas. Nem um fiapo foi posto nos teares, e continuaram fingindo que teciam. Algum tempo depois, o rei enviou outro fiel oficial para olhar o andamento do trabalho e saber se ficaria pronto em breve. A mesma coisa lhe aconteceu: olhou, tornou a olhar, mas só via os teares vazios.

- Não é lindo o tecido? Indagaram os tecelões, e deram-lhe as mais variadas explicações sobre o padrão e as cores.

"Eu penso que não sou um tolo, refletiu o homem. Se assim fosse, eu não estaria à altura do cargo que ocupo. Que coisa estranha!!"... Pôs-se então a elogiar as cores e o desenho do tecido e, depois, disse ao rei: "É uma verdadeira maravilha!!"

Todos na cidade não falavam noutra coisa senão nessa esplendida fazenda, de modo que o rei, muito curioso, resolveu vê-la, enquanto ainda estava nos teares. Acompanhado por um grupo de cortesões, entre os quais se achavam os dois que já tinham ido ver o imaginário tecido, foi ele visitar os dois astuciosos impostores. Eles estavam trabalhando mais do que nunca, nos teares vazios.

- É magnífico! Disseram os dois altos funcionários do rei. Veja Majestade, que delicadeza de desenho! Que combinação de cores! Apontavam para os teares vazios com receio de que os outros não estivessem vendo o tecido.

O rei, que nada via, horrorizado pensou: "Serei eu um tolo e não estarei em condições de ser rei? Nada pior do que isso poderia acontecer-me!" Então, bem alto, declarou:

- Que beleza! Realmente merece minha aprovação!! Por nada neste mundo ele confessaria que não tinha visto coisa nenhuma. Todos aqueles que o acompanhavam também não conseguiram ver a fazenda, mas exclamaram a uma só voz:

- Deslumbrante!! Magnífico!!

Aconselharam eles ao rei que usasse a nova roupa, feita daquele tecido, por ocasião de um desfile, que se ia realizar daí a alguns dias. O rei concedeu a cada um dos tecelões uma condecoração de cavaleiro, para seu usada na lapela, com o título "cavaleiro tecelão". Na noite que precedeu o desfile, os embusteiros fiizeram serão. Queimaram dezesseis velas para que todos vissem o quanto estavam trabalhando, para aprontar a roupa. Fingiram tirar o tecido dos teares, cortaram a roupa no ar, com um par de tesouras enormes e coseram-na com agulhas sem linha. Afinal, disseram:

- Agora, a roupa do rei está pronta.

Sua Majestade, acompanhado dos cortesões, veio vestir a nova roupa. Os tecelões fingiam segurar alguma coisa e diziam: "aqui está a calça, aqui está o casaco, e aqui o manto. Estão leves como uma teia de aranha. Pode parecer a alguém que não há nada cobrindo a pessoa, mas aí é que está a beleza da fazenda".

- Sim! Concordaram todos, embora nada estivessem vendo.

- Poderia Vossa Majestade tirar a roupa? propuseram os embusteiros. Assim poderiamos vestir-lhe a nova, aqui, em frente ao espelho. O rei fez-lhes a vontade e eles fingiram vestir-lhe peça por peça. Sua majestade virava-se para lá e para cá, olhando-se no espelho e vendo sempre a mesma imagem, de seu corpo nu.

- Como lhe assentou bem o novo traje! Que lindas cores! Que bonito desenho! Diziam todos com medo de perderem seus postos se admitissem que não viam nada. O mestre de cerimônias anunciou:

- A carruagem está esperando à porta, para conduzir Sua Majestade, durante o desfile.

- Estou quase pronto, respondeu ele.

Mais uma vez, virou-se em frente ao espelho, numa atitude de quem está mesmo apreciando alguma coisa.

Os camareiros que iam segurar a cauda, inclinaram-se, como se fossem levantá-la do chão e foram caminhando, com as mãos no ar, sem dar a perceber que não estavam vendo roupa alguma. O rei caminhou à frente da carruagem, durante o desfile. O povo, nas calçadas e nas janelas, não querendo passar por tolo, exclamava:

- Que linda é a nova roupa do rei! Que belo manto! Que perfeição de tecido!

Nenhuma roupa do rei obtivera antes tamanho sucesso!

Porém, uma criança que estava entre a multidão, em sua imensa inocência, achou aquilo tudo muito estranho e gritou:

- Coitado!!! Ele está completamente nu!! O rei está nu!!

O povo, então, enchendo-se de coragem, começou a gritar:

- Ele está nu! Ele está nu!

O rei, ao ouvir esses comentários, ficou furioso por estar representando um papel tão ridículo! O desfile, entretanto, devia prosseguir, de modo que se manteve imperturbável e os camareiros continuaram a segurar-lhe a cauda invisível. Depois que tudo terminou, ele voltou ao palácio, de onde envergonhado, nunca mais pretendia sair. Somente depois de muito tempo, com o carinho e afeto demonstrado por seus cortesões e por todo o povo, também envergonhados por se deixarem enganar pelos falsos tecelões, e que clamavam pela volta do rei, é que ele resolveu se mostrar em breve aparições... Mas nunca mais se deixou levar pela vaidade e perdeu para sempre a mania de trocar de roupas a todo momento.

Quanto aos dois supostos tecelões, desapareceram misteriosamente, levando o dinheiro e os fios de seda e ouro. Mas, depois de algum tempo, chegou a notícia na corte, de que eles haviam tentando fazer o mesmo golpe em outro reino e haviam sido desmascarados, e agora cumpriam uma longa pena na prisão.

Mino Carta tenta explicar o inexplicável. Claro, ele é esquerdista...



Segundo este sujeito, Stálin era da extrema direita pois ser da esquerda, para ele, é defender abstrações como liberdade ou impossibilidades como igualdade. Coisa de quem não sabe o que é o ser humano, que desconhece a natureza humana. Façam a si mesmos uma pergunta: onde existe igualdade? Escolha um quesito aí. Dinheiro por exemplo. Ou beleza. Ou massa muscular. Dedos das mãos. Seus dois olhos são iguais? Dois ou mais relógios? Pés de côco? Carros? Galáxias? Irmãos gêmeos?

É a NÃO-IGUALDADE aquilo que caracteriza todos os seres e tudo que existe neste PLANETA. Alguma coisa neste mundo é igual ao seu "irmão"?

Não adianta doentes mentais ficarem putos da vida com este fato. E, como sempre foi e sempre será, quando alguns desses chegam ao poder para implantar aquilo que ACHAM que seja justo (ou seja, as utopias sociopáticas), acabam criando os maiores espetáculos de miséria, desgraça e destruição jamais vistos.

Voltando ao sujeito, ele defende, ainda, que sem liberdade não se tem igualdade, mas estas duas coisas não têm ligação NENHUMA uma com a outra. E ainda por cima, para se ter a IGUALDADE que os esquerdopatas querem, precisa-se ELIMINAR TODAS AS FORMAS DE LIBERDADE. E depois sim, chega-se à igualdade: TODOS SEM NADA!!!

Igualdade neste planeta só se consegue através da força bruta, através de "sistemas (políticos ou não) ditatoriais", portanto através da supressão da liberdade. Vejamos uma coisa: sempre que sociopatas falam em igualdade eles deixam claro que estão falando em coisas que não fazem parte da natureza humana como bens materiais, dinheiro, poder. Não estão falando em tornar os olhos de todos iguais, por exemplo. Ou a quantidade de inteligência. Ou que a beleza será distribuída igualmente. Este desejo pelo inexistente (IGUALDADE) os leva a fabricá-la. Se dissessem que perceberam ou sabem que a igualdade não existe, jogariam fora seus argumentos e, portanto, sua única chance de chegar ao poder, visto que não possuem habilidade nem mérito para nada além de contar as piores mentiras já contadas e produzir o caos total. Ainda por cima, se acham que a IGUALDADE tem que prevalecer, se algo inexistente tem que prevalecer, então será preciso primeiro expropriar, confiscar, ou simplesmente roubar para depois distribuir aos que não tem.

A partir daí acontece uma coisa interessante: se deixado do jeito que está, todo mundo com as mesmas posses, imediatamente a condição natural volta a se estabelecer. No primeiro negócio, na primeira troca entre bens e/ou produtos feita entre só dois dos seres humanos desta "sociedade de iguais", a não-igualdade volta ao trono. E é pelo explicado abaixo que se percebe que IGUALDADE é fruto de sistemas ditatoriais. Pois veja:

PARA QUE A NÃO-IGUALDADE SE ESTABELEÇA DE NOVO, É PRECISO QUE ALGUÉM TOME CONTA DA SOCIEDADE.

ESTE TOMAR CONTA É FEITO, POR DEFINIÇÃO, DE BAIXO PARA CIMA, UM PODER IMPEDINDO A "EXPLORAÇÃO DE UM PELO OUTRO" QUE LEVA À "DESIGUALDADE SOCIAL", NÃO É MESMO?


Se o sujeito não entende isto é fácil também que esta minhoca humana "entenda" que Stálin era ultra-direitista. A pessoa nem mesmo percebe que se ele fala que esquerda é por definição LIBERDADE, então...

...OS ESTADOS UNIDOS É UM PAÍS ONDE OS GOVERNOS SEMPRE FORAM DE ULTRA-ESQUERDA!!!

Por fim, pergunto: jornalista pode se dar ao luxo de desconhecer o que sejam princípios?

Analfabetos funcionais no Cavaleiro

Este comentário eu faço questão de responder aqui. Vou postá-lo primeiro, resposta abaixo:

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "As Menores Crianças do Mundo":

Depois de tudo que vimos nesse mundo éssas pessoas que nascem todas deformadas pessoas nascem com 4 pernas... nascem cégas e tudo mais..vc ainda tem coragem de dizer que deus existe? pense bem nisso ..

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Resposta:

Antes de tudo, antes de entrar no mérito da questão, devo dizer que analfabetos não podem afirmar que Deus existe OU que não existe, apenas podem dizer acredito ou não acredito. Pense bem nisto primeiro, sr. Anônimo, antes de querer me fazer pensar no que você chama de argumento. Você que não sabe nem escrever não deveria acreditar que tenha prova da existência de Deus ou da sua inexistência.

Segundo, você acha que nascer pessoas com problemas físicos é prova da inexistência de Deus? Ora, isto é tão idiota quanto a crença na existência de Deus como um ser barbudo e com roupa branca morando no céu. Se todos fossem saudáveis e sem problemas físicos então Deus existiria para você?

Gigantescos protestos contra Obama

Fonte: INSTITUTO FEDERALISTA
14/09/2009

Gigantescas passeatas contra o governo Obama não foram devidamente divulgadas com a verdade. Só em Washington cerca de dois milhões de pessoas saíram às ruas, e em dezenas de outras cidades, as ruas ficaram cheias de algo muito maior do que “manifestantes” ou “milhares de manifestantes” - (observar os demais vídeos constantes na página).



Comentario IF

É no mínimo curioso para não dizer outra coisa a falta de divulgação do que realmente aconteceu nos Estados Unidos no último dia 12.09. O Youtube está recheado de vídeos amadores e outros nem tanto com imagens que não deixam margem a qualquer dúvida. O Governo Obama enfrenta problemas sérios, não apenas com a queda de sua popularidade para 51% em apenas oito meses, mas os milhões de pessoas que resolveram tentar fazer o Governo ouvir. É a nova Guerra do Chá, dizem os cartazes e os manifestantes, cansados de pagar impostos e ver mau uso dos recursos, tanto pelo Governo quanto pelo Congresso.

Protestam também contra a centralização que em ocorrendo nos EUA, a ponto de, alguns meses atrás, mais de 30 estados declararem a invocação da Emenda que dá autonomia aos estados federados. A consciência da autonomia local é muito cara ao povo daquele país, razão pela qual, os “taxpayers” não concordam mais com as bobagens feitas pelos governos centrais, independentemente de qual partido sejam.

O brasileiro deixou de ter conhecimento para se inspirar por culpa da mídia, tímida demais para contar o que realmente aconteceu. Mais uma conseqüência do modelo centralizador de país que temos, subjugando até mesmo o antes chamado “quarto poder”.

Está tudo dominado?

Cavaleiro do Templo: o pessoal do Instituto Federalista ameniza bastante. Talvez por terem muitos leitores menos informados, não sei. Mas o que se vê no mundo ocidental e que o IF chama de modelo centralizador é a monstruosidade conhecida como revolução, a reinvenção do mundo ou interpretação criminosa do mesmo, coisa de sociopatas.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Governo só concluiu 1,5% das obras do PAC, diz CNM

Fonte: CONGRESSO EM FOCO
09/09/2009 - 12h45

Renata Camargo

Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta que apenas 60 (1,5%) das 3.961 obras previstas pelo Programa de Aceleração do Crescimento para mais de mil municípios foram concluídas.

Entre os problemas apontados pela CNM, estão o excesso de burocracia, a falta de retorno por parte do agente financeiro sobre o andamento do processo e a não liberação de recursos em diversas etapas das obras.

Os números foram apresentados nesta manhã pelo presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, em audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.

Paulo também divulgou um levantamento sobre os convênios firmados entre União e municípios. De acordo com o estudo, de 1995 a 2009, o governo federal ofereceu R$ 45 bilhões para convênios, mas liberou R$ 31 bilhões, o que corresponde a 68% do total de recursos.

Segundo o levantamento, o governo federal celebrou, ao todo, 210.827 convênios com municípios, o que representa cerca de 40 convênios por dia. A análise abrange os dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique e do presidente Lula. Nas duas gestões, FHC celebrou 114.569 convênios, enquanto o governo Lula firmou 95.579 até o início de setembro deste ano.

A pesquisa mostra que, em ambos os governos, os convênios foram distribuídos de forma desporporcional pelo país. No governo Lula, a região Nordeste foi a que mais celebrou convênios (cerca de 11 mil convênios). Enquanto as regiões Norte e Centro-Oeste foram as menos beneficiadas - com menos de 4 mil cada uma.

A CRUZADA DO SÉCULO XXI

A CRUZADA DO SÉCULO XXI
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André F. Falleiro Garcia *



As Cruzadas foram um acontecimento extraordinário na História, cuja glória subsiste e subsistirá para todo o sempre. Não importa que certos católicos — mesmo situados em altos cargos na Igreja — manifestem vergonha por elas. Estes, por não terem espírito cruzado, não são católicos militantes. Nem possuem o verdadeiro espírito católico. Pois está na essência da Igreja essa militância.


A glória das Cruzadas nunca se apagará

Católicos não militantes infiltraram-se na Igreja, trazendo para dentro dela um outro espírito. Não apresentam da Igreja senão certas formas exterioriores, nem têm consonância com a Roma dos Santos e dos Mártires. Tempo virá em que esses elementos infiltrados serão afastados e a Santa Igreja voltará a brilhar com toda a sua autêntica militância.

Quando os cruzados medievais saíam à luta, eram estimulados pela sociedade, voltada para os direitos de Deus e sua maior glória. Nessa época, dava-se grande valor à prática dos Dez Mandamentos e aos bons costumes ditados pela Moral católica. Uma grande sacralidade estava presente na Igreja e se difundia na ordem temporal.

Hoje, a sociedade é muito diferente: aprecia-se num rapaz a constante revolta contra a hierarquia, a irreverência e o descumprimento da lei moral. Numa moça, elogia-se sua sensualidade, ao invés da pureza e do recato. Numa criança, festeja-se o erotismo precoce e os modos tirânicos com que afirma a igualdade de direitos em relação aos seus pais. Ou aplaude-se a prática das virtudes ecológicas, que manifestam sua iniciação na religião da natureza. Os adultos sentem vergonha de serem honestos, a corrupção é tolerada por toda a parte e mesmo aplaudida. E a velhice, coitada, perdeu a sua sabedoria, dignidade e glória e aceitou ser identificada apenas com suas deficiências.

Por toda a parte as instituições são demolidas por seus próprios dirigentes. As elites em geral não exercem sua relevante função social e se voltam para o gozo da vida. Aqueles que deveriam proteger a Igreja, o Estado e a Civilização mostram-se indiferentes. Este é o atual ambiente revolucionário.

A guerra psicológica revolucionária desafio para os novos cruzados

Houve uma gloriosa Cruzada no século XX. Está havendo outra neste início de milênio. Na verdade, há um nexo de continuidade entre ambas. Sem elogios, sem festas, sem aplausos os novos cruzados avançam e enfrentam o ambiente revolucionário. Seguem os passos daquele que lutou antes deles — Plinio Corrêa de Oliveira, o Cruzado do Século XX. Aqui, percebem o murmúrio que solapa suas iniciativas. Ali, são vítimas da conspiração do silêncio que sufoca seus esforços e os apequenam. Acolá, recebem o bombardeio implacável das críticas e zombarias. Contra essas armas tão destruidoras do ânimo os cruzados medievais não tiveram que lutar.

Quem entra numa guerra sabe que receberá maus tratos e sofrerá muitos padecimentos causados pelo inimigo. Mas na cruzada em que estamos engajados, os mais próximos muitas vezes nos causam mais dor do que o inimigo.

Os adversários agitam os argumentos da impiedade, da blasfêmia, do vício. Mas os que deixaram cair por terra os estandartes que antes desfraldaram, mostram-se engenhosos ao suscitar questões de virtude, acusando os novos cruzados de serem orgulhosos por se terem lançado na luta por conta própria; mostram-se incoerentes e contraditórios, ao levantar questões de autoridade e legitimidade, apontando-os como revoltados, por não seguirem os líderes compromissados. E dizem contra eles tanta coisa mais, que são de causar inveja aos fariseus. Os acomodados, os omissos, os covardes, os traidores, estão dispostos a percorrer mares e terras para fazer um prosélito, para lhe transmitir, em altos brados ou de boca a ouvido, o comportamento politicamente correto estabelecido pelos manipuladores da opinião.

Ouve-se o ruído do campo de batalha. Não é possível ficar indiferente a ele. É o estrondo da maior guerra contra o bem da História. O objetivo da Revolução gnóstica é a conquista universal, para isso busca alcançar os cargos de chefia no Estado e os lugares de destaque na sociedade. Visa a conquista das almas, pela transformação das mentalidades, dos costumes, da maneiras de ser e de pensar. É uma guerra psicológica total, voltada para o domínio de todo o homem e das estruturas da civilização que o envolvem.

Estas são as estratégias mais freqüentes que a Revolução utiliza nessa guerra psicológica:

  • Anestesiar as reações contra o Progressismo na Igreja, desviando as atenções para os pequenos problemas individuais relativos aos interesses materiais, saúde e conforto.


  • Dividir aqueles que ainda mantém uma boa posição, ou descer sobre eles a cortina do silêncio. Se isto não for possível, persegui-los através do ridículo e da difamação.


  • Difundir o caos por todos os aspectos da vida social, de forma que os padrões de ordem, moralidade e sacralidade herdados da Civilização Cristã fiquem completamente evanescidos. E em seu lugar, surja um conjunto de problemas sem solução que atormente a toda hora a vida de cada pessoa.

Vaticano II o maior êxito da guerra psicológica revolucionária

Nos últimos quarenta anos, viu-se a progressiva demolição do maior bastião de luta contra a Revolução no mundo, onde estavam concentradas as maiores energias morais e espirituais da reação. A Igreja Católica foi alvo de uma ofensiva psicológica tremenda, não só da parte de seus adversários externos, mas também dos agentes revolucionários nela infiltrados com a intenção de destruí-la.


Vaticano II: calamidade para a Igreja

O Concílio Vaticano II foi uma das maiores calamidades, se não a maior, da História da Igreja. Seus documentos oficiais silenciaram sobre os maiores inimigos da sociedade, o comunismo e o socialismo.[1]

Na fase pós-conciliar, o câncer do Progressismo instalado na Igreja gerou inúmeras metástases: a reforma litúrgica da missa, o ecumenismo, a política de aproximação do Vaticano com o mundo comunista etc. Nessa fase uma notável reviravolta se operou: a Igreja , que era o maior bastião da luta contra a Revolução, se transformou, com freqüência, em propulsor da Teologia da Libertação, do Feminismo, da Revolução Cultural e do Tribalismo.

Sendo a Igreja o cerne da Contra-Revolução, a infiltração progressista-modernista tomou de assalto o principal pólo da boa causa. De João XXIII a Bento XVI, os Papas conciliares promoveram os ideais revolucionários do Estado Moderno, como por exemplo, ao concederem apoio incondicional às Nações Unidas, favorecedora da implantação da República Universal no mundo.

Como o principal fomento da revolução social procede da ação ou omissão dos círculos eclesiásticos, tornou-se imperativo para os católicos militantes — mesmo leigos — travarem até dentro dos muros da Igreja a batalha contra o inimigo infiltrado.

Esta foi a Cruzada do Século XX. É também a Cruzada do Século XXI, que continuará até que venha o triunfo do Imaculado e Sapiencial Coração de Maria, tendo como mais importante arena de combate a própria cidadela católica.

O caos nova frente de combate da Contra-Revolução

Outro fator, antes secundário, ganhou importância, e hoje ocupa lugar central na estratégia revolucionária, a tal ponto, que toda a luta psicológica contra-revolucionária se torna desatualizada e ineficaz se não levá-lo em conta: a produção do caos.

A anarquia, a anomia e o caos estão se alastrando por toda a parte, atingindo muitos aspectos da vida social e individual:

A periferia urbana ardeu em chamas em 2005: prenúncio da morte da democracia francesa

Socialmente, os Estados Unidos entraram numa espécie de estado caótico de medo com o ataque terrorista contra as Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. Muita coisa mudou desde então. Em muitos aspectos o direito de ir e vir, que caracteriza a sociedade livre e ordenada, foi seriamente afetado. As pessoas não podem mais se deslocar e viajar como antes.

Com os conflitos da periferia urbana, a França em 2005 revelou sua completa vulnerabilidade diante da agitação islâmica, causada pelas concessivas leis de imigração. A própria democracia entrou em crise de identidade, devido a essas leis que colocam em risco a sua sobrevivência. Com milhões de muçulmanos admitidos como cidadãos, o povo francês está sentado sobre um barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento espalhando a "dawa" (o caos, em árabe). Análogo perigo ameaça a Inglaterra, Alemanha e Espanha.

Economicamente, a recente bancarrota em cadeia de gigantescas instituições financeiras nos Estados Unidos projeta a perspectiva do caos econômico no Ocidente, apesar de alguns líderes latino-americanos se jactarem de que suas nações não serão afetadas.


A guerra assimétrica favorece a difusão do caos no Oriente Médio; acima, militantes do Hamas nos funerais de Arafat

Militarmente, o caos também está presente. O conflito árabe-israelense está estabelecido desde a fundação de Israel, e não há perspectivas de paz no horizonte. A guerra no Afeganistão não terminou e pode continuar nas próximas décadas. O mesmo pode ser dito com relação ao panorama do caótico Iraque.

Moralmente, o Ocidente abriu as portas para a sua própria destruição ao aceitar a promoção do homossexualismo, aborto, eutanásia, direito dos animais, feminismo etc. Nenhuma sociedade na História conseguiu sobreviver muito tempo depois de admitir essas aberrações. Quando esses comportamentos são considerados normais, entra em caos a formação das novas gerações.

Psicologicamente, essas várias modalidades de caos, somadas a muitos outros aspectos antinaturais da Revolução, produzem a quebra do psiquismo humano. Nota-se hoje muito mais pessoas sofrendo de problemas mentais e psicológicos do que antes.

Nessa grande ofensiva do caos, a missão da Contra-Revolução é esclarecer, descrevendo tão claramente quanto possível o que está errado e como as coisas deveriam ser, e apontar quem está por detrás do caos induzido. Nessa tarefa, os novos cruzados preparam os corações e as mentes para a vinda de uma era de ordem.


Espiritualmente, o processo de caos começou bem antes na Igreja. Desde o Concílio Vaticano II, a autoridade eclesiástica iniciou a autodemolição de suas instituições, doutrinas, tradições etc. A autodemolição da Igreja encontra-se hoje em adiantado estado de execução; a mesma mão que demole, espalha também o caos.

O aspecto pulcro desta Cruzada

Manter a posição de resistência diante das autoridades demolidoras é a primeira obrigação dos novos cruzados. Essa luta no momento une pessoas situadas principalmente nas três Américas e na Europa. É preciso que em todo mundo os que têm as mesmas bandeiras de luta se conheçam e se unam.


Plinio Corrêa de Oliveira

Este artigo — "A Cruzada do Século XXI" — é uma homenagem e um agradecimento ao prof. Plinio Corrêa de Oliveira, no ano do centenário de seu nascimento. Além do exemplo heróico como batalhador infatigável contra a guerra psicológica revolucionária, deixou-nos o modelo da plena identificação com a sacralidade.

Se São Francisco de Assis foi a pobreza, e São Bernardo o recolhimento, de Plinio Corrêa de Oliveira podemos dizer que foi, na História da Igreja, a sacralidade militante. Estandarte sempre desfraldado, viseira erguida sem ocultar sua face, aplicou todas as suas energias na grande gesta católica, e proclamou:

"Eu me tornei um Cruzado, um homem diferente de todos os homens. Porque Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a perfeição de todas as coisas, a realização do que há de mais perfeito, vai ser vingado agora por mim. Eu vou realizar a beleza da luta pela luta, da vingança pela vingança de Cristo Nosso Senhor, por Cristo Nosso Senhor."

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NOTA:

[1] Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, parte III, cap 2, 4 A.

O Terror – a Revolução Francesa

Dica de um internauta que deixou um comentário no artigo A FACE OCULTA DA REVOLUÇÃO FRANCESA


Postado em 22 de julho de 2009, quarta-feira.


A Editora Record lançou este mês o livro O Terror, do historiador David Andress, um relato pungente dos anos que sucederam a Revolução Francesa.

O autor apresenta uma profunda reflexão sobre o Terror, como ficou conhecido o período mais violento da Revolução Francesa. De 1793 a 1794, o governo revolucionário perseguiu e assassinou seus adversários, levando a França a uma guerra civil das mais selvagens (Cavaleiro do Templpo: ora, reflitamos: não era LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE? A Revolução Francesa prova que revolução, a reinvenção do mundo ou interpretação sociopática do mesmo, só traz "bons frutos" para os revolucionários. Aliás, nem para eles no médio/longo prazo. O engraçado é que quando os não-revolucionários matam revolucionários a "turma" fica muito triste, não é mesmo? Transformam seus mortos em santos imediatamente ao mesmo tempo em que tratam os mortos do outro lado como um nada, como lixo. Olhem a segunda foto deste artigo. Acho que o tratamento para os mortos deveria ser igual, de um jeito ou de outro, o que acham? E o tratamento para doentes mentais deveria ser internação, no mínimo distância da vida pública). Andress analisa as motivações e os atos dos homens que lideraram este marcante momento da história francesa, que influenciou de forma irreversível o pensamento ocidental.


Até que ponto pode um Estado desumanizar seus inimigos? Quando tem o direito de deter arbitrariamente suspeitos de subversão? Pode o terror justificar-se como instrumento de política? Ao longo dos últimos duzentos anos, a suspensão dos direitos civis à época da Revolução Francesa assombra a imaginação da Europa. A evolução do movimento - da exaltação libertadora para uma orgia aparentemente absurda de derramamento de sangue, sob o comando da sombria e enigmática figura de Robespierre - gerou incontáveis reflexões sobre a maldade humana e a loucura das tentativas de mudança revolucionária.


Andress demonstra que o Terror foi uma guerra civil das mais selvagens. De ambos os lados havia inocentes e aproveitadores, e também os que agiam corajosamente, cumprindo seu dever como patriotas ou súditos leais. É em sua incapacidade de compreender o caráter complexo do conflito que se revela a verdadeira tragédia do Terror, que serve o mais sincero patriotismo de pretexto para o massacre.


David Andress é profundo conhecedor da Revolução Francesa. Atualmente, professor de História Européia Moderna na Universidade de Portsmouth, Fellow da Real Sociedade Histórica. É editor de H-France, o mais consagrado foro eletrônico de debate sobre a história da França. Publicou French Society in Revolution, 1789-99 (Manchester University Press) e The French Revolution and the People (Hambledon and London).

Em visita de Lula a RR, arrozeiros apedrejam carros oficiais

Fonte: TERRA
14 de setembro de 2009

CYNEIDA CORREIA - Direto de Boa Vista - Especial para Terra

Carros do prefeito de Boa Vista e do governador do Estado foram alvo dos manifestantes

Carros do prefeito de Boa Vista e do governador do Estado foram alvo dos manifestantes



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alterou a agenda que estava programada para Roraima após manifestação organizada por arrozeiros contra sua visita ao Estado. Na manifestação, após a solenidade de inauguração do Aeroporto Internacional, os que participavam dos protestos apedrejaram os carros que voltavam da solenidade. Os veículos do prefeito de Boa Vista, Iradilson Sampaio (PSB), e do governador José de Anchieta Junior (PSDB) foram chutados e apedrejados com estilingues.

A decisão de alterar a agenda foi tomada na inauguração da ponte sobre o rio Tacutu, onde Lula se encontrou com o presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo. Na programação oficial, o presidente deveria voltar de helicóptero da Guiana para Roraima, onde realizaria, por volta das 17h, um ato público no Parque Anauá, área central de Boa Vista, juntamente com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. No entanto, o evento foi adiantado em cerca de duas horas e ainda não se sabe se Lula participará.

Os manifestantes pretendem tentar entrar no parque Anauá para falar com Lula, que assina no ato público mais uma demarcação de reserva indígena em Roraima.

Reserva

A nova reserva indígena a ser demarcada por Lula fica localizada no Amajari, a 115 km da capital. Nessa área, ficam índios da etnia wapichana e, em volta dela, existem mais nove reservas indígenas homologadas.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) havia reivindicado pelo menos um terço dos 6 milhões de hectares destinados pela União ao governo estadual, que estariam nesta área da Anaro, para ali reunir parte das etnias "originárias" de Roraima. O projeto é juntar a reserva São Marcos às duas contínuas Raposa Serra do Sol e Yanomâmi, para formar uma nação independente em território único e contínuo.

Redação Terra
 
 

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".