Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Jour de la Dépendance

Jour de la Dépendance

Artigo do Alerta Total - www.alertatotal.net

Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 6 de Setembro de 2009

O alerta amarelo foi aceso para os radicalóides do Foro de São Paulo (balaio de gato que reúne os capimunistas na América Latrina e adjacências). O Itamaraty recebeu um recadinho do Departamento de Estado dos EUA. Seria bom que o chefão Stalinácio da Silva desse um pulinho em Washington, de emergência, no mês que vem. Barack Obama quer ter uma conversinha séria com “o cara”. Tema explosivo: Hugo Chávez Frias.

A turma da Hillary anda achando graça nenhuma de uma informação gravíssima. A Venezuela teria recebido da Rússia – fora dos acordos internacionais – um navio cheio de armamentos. O movimento armamentista do Chávez chamou a atenção dos EUA. O temor inicial – e previsível – é de um confronto, a qualquer momento, com a Colômbia – onde os norte-americanos têm efetivos e seriam obrigados a entrar, indiretamente, na confusão nada oportuna.

Em visita oficial ao Irã ontem, Hugo Chávez reforçou seu apoio ao programa nuclear iraniano e afirmou que não há provas de que Teerã esteja atrás de armas atômicas. Ao lado do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, Chávez ressaltou que a busca por novas formas de energia é um direito do povo do Irã. Chávez chamou o Irã de aliado estratégico e elogiou a posição firme de Ahmadinejad contra as "forças ocidentais" que teriam tentado desestabilizar seu governo após sua reeleição em junho. Os norte-americanos detestaram mais esta marketagem do eixo do mal.

Pressionado por seu núcleo monolítico de poder, Barack Obama espera que Stalinácio tenha uma conversa séria com o Chapolim Colorado. Pois vai ficar esperando. Marco Aurélio Garcia – que é o elemento de ligação do Foro de São Paulo - não tem a menor ascendência sobre Chavez. Muito pelo contrário, MAG apóia o radicalismo bolivariano. Os norte-americanos avaliam que Hugo Chavez saiu do controle em sua sede de poder. Em inglês bem claro, a turma da Águia comenta que “Chavez is crazy”. Em bom português, o chapolim vermelho aloprou!

Vida que segue, já que o assunto é “corrida armamentista”, cabe destacar o que vai acontecer, em Brasília, neste feriado de 7 de setembro. Sem Carla Bruni – um belo desfalque de marketing -, o presidente francês Nicolas Sarkozy participará da parada militar, na Ilha da Fantasia. No nosso “Jour de la dépendance”, o francês vem com 400 empresários franceses, a tiracolo, para assinar grandes contratos com os brasileiros. Na terça-feira, todos participam do Fórum Sustentabilidade.

O primeiro grande negócio será a construção de nosso projeto de submarino nuclear. O Senado aprovou semana passada, na correria, a autorização para o Brasil se endividar e investir R$ 20 bilhões na compra de cinco submarinos franceses Scorpène. O Brasil vai pegar emprestado, e pagar ao longo de 20 anos, um financiamento de 5 bilhões de Euros. A grana será liberada por um consórcio liderado pelo BNP Paribas.

O pacotinho bélico dos submarinos interessa diretamente ao consórcio formado pela empresa francesa DCNS e pela baiana Odebrecht – hoje o grupo mais influente e poderoso do Brasil. O pacotão é de 6,8 bilhões de Euros. Pelo menos 1,9 milhões de Euros serão aplicados na construção do estaleiro e da base naval em Itaguaí, no Rio de Janeiro. Outros 4,9 bilhões de Euros serão investidos em quatro submarinos convencionais, e no sofisticado casco duplo do nosso futuro submarino nuclear. No pacote, inclui-se a prometida transferência de tecnologia.

Mas a investida francesa é mais ambiciosa. A turma do Sarkozy quer fechar logo um outro contratinho de R$ 5 bilhões para que o Brasil compre de 50 helocópteros EC-725 Super Cougar (na parceria entre a Eurocopter e a Helibras). A Dassault Aviation também espera vencer a concorrência para vender 32 jatos Rafale pra a nossa FAB pela bagatela de R$ 2,1 bilhões – incluindo a prometida transferência de tecnologia. Os franceses também têm olho gordo no prometido trem-bala Rio-São Paulo-Campinas, obrinha no valor inicial de R$ 34 bilhões – que tem tudo para ficar mais cara, se realmente sair do papel.

Enquanto alguns segmentos das Forças Armadas brasileiras comemoram tantos investimentos, outros sobrevivem na pinimba, passando a pirão de areia. Conforme o Alerta Total lamentavelmente revelou sexta-feira passada, o Exército foi obrigado a paralisar as atividades, por um dia, por falta de dinheiro para o rancho. Releia: Tropa de Fome: Exército paralisa unidades uma vez por semana, até o fim do ano, por falta de verbas para comida.

Segunda-feira os famélicos verde-oliva (porque as tropas ainda têm orgulho do Brasil e alimentam o compromisso simbólico de defender a Pátria) estarão desfilando diante do chefão-em-comando Stalinácio e do negociante francês especialmente convidado para a parada do “Jour de la dépendance”. Tudo ajeitadinho pelo Ministério da Defesa – que resolveu defender, via marketagem, seu genérico comandante Nelson Jobim – que tira o time assim que fechar os contratos para a “modernização” das nossas Forças Armadas – mal amadas pela turma do Foro de São Paulo, que prefere “exércitos de libertação nacional”.

Felizmente, nossos bravos militares já sabem que ainda temos muito de lutar pela nossa verdadeira independência – cada dia mais inviabilizada pelos entreguistas e traidores da Pátria que trabalham a favor da Nova Ordem Mundial – globalitária e capimunista. Temos o dever moral de projetar e trabalhar por um Brasil soberano – que seja uma grande potência mundial capaz de promover o equilíbrio das relações mundiais. Quem ama o Brasil de verdade já reage como pode!

La política de gobierno actual de los Estados Unidos

Por e-mail:

„Para el triunfo del malo falta sola una cosa…
...si el hombre bueno no hace nada!”


Edmund Burke (1729 – 1797)
Filosofo irlandes y politico

Atrás quedaron aquellos tiempos donde la democracia era la bandera del mundo occidental y el terrorismo y las dictaduras un enemigo comun al que hacer frente

Hace mucho tiempo que estoy pensando compilar un articulo sobre la historia y la política de nuestro mundo. Surge importante llevar a la conciencia comparaciones actuales y historicos para despertar aquellos que tienen el poder y los que no hacen nada para defender la existencia y sobrevivienza de la democracia y la humanidad.

Surge la pregunta porque el ser humanos se complica tanto la vida negando las ensenanzas de la historia.


¿Sera ignorancia, sera estupidez o sera simplemente oportunismo?


¿Tambien me pregunto porque los poderosos gobernantes y politicos del mundo democratico no analizen los acontecimientos historicos, teniendo las posibilidadas, las capiacidades intelectuales y los recursos financieros?


Me tomo la libertad presentar comparaciones entre acontecimientos politicos que han occurrido en los años 30 a 40 del ciclo pasado durante el 1er imperio Aleman del regimen dictadorio de Adolf Hitler con los de la actualidad.


El primer ejemplo:


Hablamos del papel politico de Winston Churchill y del Primer Ministro del Reino Unido Arthur Neville Chamberlain:


Winston Churchill dirigió en los medios de los años 30 del pasado ciclo su atención hacia Adolfo Hitler y el peligro del rearme de la Alemania Nazi. Por algún tiempo fue el único que denunció dicho rearme y abogó por la necesidad de fortalecer militarmente a Gran Bretaña.


Su principal preocupación fue evitar que Alemania obtuviera la superioridad en la fuerza aérea que desgraciadamente consiguió en 1938 a pesar de las advertencias de Churchill. En aquellos años alejado de la vida partidista y debido a sus contactos con militares y cargos relevantes de la Administración llegó a estimar que Alemania estaba gastando 1.500 millones de libras al año en armamento, estimación que posteriormente se demostró muy cercana a la realidad.


Churchill no pudo más que observar con desaliento y frustración como la política de Chamberlain estaba haciendo agotar las únicas posibilidades de evitar una guerra en Europa: frente a las pretensiones de Mussolini en Abisinia el gobierno británico se mostró firme en advertir a Italia de sus consecuencia apoyado por la Liga de Naciones, pero a la hora de la verdad la Liga de Naciones no impuso ningún tipo de sanciones y mucho menos ninguna medida militar.


Hitler observó el acontecimiento y Mussolini, el cual recelaba de Hitler por sus pretensiones en Austria, decidió unirse a su causa en contra de las democracias europeas.


Hitler a continuación ocuparía el corredor del Rhin que años antes Francia había desocupado como gesto de buena voluntad. Ante la pasividad de Francia y el Reino Unido Hitler lo intenta en Austria y aunque un primer intento de golpe de Estado para derrotar al canciller austriaco fracasara por fin en 1938 Hitler consigue la ocupación del país ante la incredulidad de las demás potencias.


Hasta ese momento Churchill cree aún posible evitar la guerra: Hitler pone sus ojos en los Sudetes en Checoslovaquia y ante estas pretensiones Rusia propone un acuerdo a Francia y Reino Unido para unirse en contra de Hitler si lo intentara.


Esta oferta es desoída por ambas potencias a pesar de las simpatías de Churchill a esta idea pero Francia cree suficiente el acuerdo con Checoslovaquia de actuar en caso de invasión y ni Polonia ni Rumanía estaban dispuestas a dejar pasar tropas soviéticas por sus territorios.


En 1937 accede a la jefatura del Partido Conservador y al cargo de primer ministro, sucediendo a Stanley Baldwin. Su nombre históricamente quedará ligado a su política exterior, en lo que se llamó appeasement (Apaciguamiento), que pretendía contemporizar con la política expansionista de Adolf Hitler cediendo a la mayor parte de sus exigencias. De ese modo Chamberlain pretendía salvaguardar la paz mundial . La culminación de esta política fue la Conferencia de Múnich de 1938, que permitió a la Alemania Nazi anexionarse los Sudetes. Así mismo mantuvo la neutralidad del Reino Unido en la Guerra Civil Española y reconoció al gobierno del general Franco el 26 de febrero de 1939, recibiendo duras críticas del diputado laborista Clement Atlee.


Chamberlain en un intento por evitar lo peor viaja a Munich y consigue arrancar de Hitler un acuerdo de renunciar a cualquier otra pretensión territorial en Europa a cambio de que el gobierno de Praga reconozca un régimen de autonomía para la región de los Sudetes de mayoría alemana. Chamberlain regresa a Londres exhibiendo el acuerdo y declarando que era el acuerdo de paz para una era. Fue entonces cuando Churchill reprochó a Chamberlain: "Os dieron a elegir entre el deshonor y la guerra... elegisteis el deshonor, y además tendréis la guerra (You were given the choice between war and dishonour... you chose dishonour and you will have war). Los acontecimiento se precipitaron: el presidente de Checoslovaquia entiende que Francia no acudiría en su ayuda, Polonia y Hungría presentan similares pretensiones territoriales a los alemanes en otras zonas del país.


El presidente del gobierno Checoslovaco dimite y el ejército se disuelve, con sus más de treinta divisiones que habrían contenido un ataque alemán. Rusia toma nota y no ve más salida que un acuerdo con Alemania para garantizar su integridad territorial ante la inoperancia y falta de consideración de Francia y Reino Unido. Por si fuera poco Hitler, lejos de renunciar a sus pretensiones territoriales no solo ocupa los sudetes sino que pone sus ojos en Polonia. A Chamberlain no lo queda más remedio que advertir a Hitler que de invadir Polonia el Reino Unido declararía la guerra a Alemania y del mismo modo lo hace Francia. Hitler invade Polonia el 1 de septiembre de 1939, la II Guerra Mundial da comienzo en Europa.


Comparamos con eventos politicos de hoy::


El terrorismo de Estado consiste en la utilización, por parte de un Gobierno, de métodos ilegítimos orientados a inducir el miedo en una población civil determinada para alcanzar sus objetivos sociales, políticos o militares, o fomentar comportamientos que de otra forma no se producirían. Dichas actuaciones se suelen justificar por la "Razón de Estado".


Habitualmente, se ha considerado que el terrorismo de Estado adquiere una o varias de las formas siguientes:

  1. Uso de la coacción o persecución ilegítima, el secuestro, la tortura, el asesinato o ejecución extrajudicial utilizando recursos policiales, parapoliciales o paramilitares.

  2. Creación, normalmente en secreto, de organizaciones terroristas clandestinas convencionales -reales o simuladas-, apoyo a las mismas o negligencia deliberada en su persecución. A veces, estas organizaciones se presentan como extremistas de las fuerzas opositoras, lo que otorga mayor justificación a sus promotores de cara a la opinión pública.

  3. Instrucción o inducción a la tropa propia para que actúe de tal manera que cause terror en la población civil del enemigo, o negativa a introducir medidas que limiten o persigan tales acciones.

  4. Creación de una política de emigración que impida a la propia población el abandono del país, bajo pena de prisión o muerte. Esta es la política de Cuba, Venezuela y sus discipulus paises latinas, Iran, Corea del Norte y otors y fue la del llamado bloque socialista durante la guerra fría y de la Unión Soviética desde los años 1920.

También se ha llegado a considerar que las organizaciones secretas y estatales financiadas por el estado sin control democrático de los ciudadanos han participado o participan de sabotajes, asesinatos extrajudiciales, atentados e inclusive en la financiación y entrenamiento de grupos que se disponen a hacer dichas actividades.


¿Ha llegado con la presidencia de Barack Hussein Obama la epoca del relativismo y la negociacion “a la Chamberlain” que incluso hasta en Europa suena como demasiado exagerado?


¿A que viene esto? Me pregunto. Rios de tinta y horas y horas de tertulias han sucedido hablando de este tema, es algo machacado y largamente hablado. Pues esto, es vital para entender lo que está pasando hoy en dia.


¡Mientras tanto, dentro de EEUU, desde ciudadanos de a pie hasta senadores empiezan a dejarse influir y manipular por el populismo de un vestíbulo que pone a nuestro mundo democratico en peligro!


¿Donde esta la capacidad de liderazgo y otras cualidades que tán grande habian hecho al pais, entregandose a esa corriente de izquierdismo hipócrita surgida de Europa?


Entonces el milagro ocurrió. El Chavez de EEUU, el populismo materializado en un representante de una minoridad' hizo su aparición en las primarias americanas, sugeriendo tanta esperanza en una nueva etapa . No tuvo dificil llegar al sillon presidencial derrotando a Hillery Clinton y a un veterano de guerra que desde Europa habilmente se asoció a la administracion de Georg Bush, despues.


El mensaje era claro. Haré todo lo contrario que Georg Bush. Y eso, unido a un perfecto redactor de discursos catapultó la popularidad de Barack Hussein Obama hasta registros insospechados.
Algunos insensatos inocentones lo comparában con Kennedy, nada mas lejos de la realidad, comparar a un presidente brillante con un populista barato e incendiario es como compararme a mi con Albert Einstein.


Tras este peñazo introductorio llega la miga del mensaje que quiero transmitir:

1. Llega el momento de los hechos y no de las palabras

2. Hay que tomar decisiones, y ese hombre al que esta al frente, ese politico que Europa creó y America dejó crecer, tiene que actuar contra el terrorismo de Estado

3. Fin a las negociaciones con el terrorismo de Estado

Me preguntaron: ¿Por que no negociar con los narcotraficantes y terroristas de Estado?

¿Obama esta cortejando aquellos elementos en sentarse a la mesa de negociaciones? Y mi respuesta es:

· Pregunta a la madre del nino que mataron los narcos con una granada en una taqueria de Uruapan, una ciudad en Mexico

· Pregunta a la madre cuabana que llora por sus hijo encarcelado por 30 años

· Pregunta por las victimas de la guerrilla FARC columbiana financiada por Chavez, Castro y Rafael Correa

· Pregunta a las madres de las victimas que han matado en el muro de Berlin

· Pregunta por las victimas que han apedreados en Iran

· Pregunta por las victimas del comunismo ruso, donde han asesinado más de 120 miliones de personas por orden de Vladimir Iljitsch Uljanov Lenin, Josif Stalin y Breshnew


¡No se puede negociar con la mafia comunista, con terroristas de Estado, con elementos criminales, con individuos como Hugo Chavez, los hermanos Fidel y Raúl Castro, Mahmoud Ahmadinejad, Kim Jong-il y los otros discipulos de mal!


¡Mundo despierta!


URU
Udo Ruetgers


Nota: Mi agradecimiento a los lectores que me han ayudado a compilar este articulo

Milhares contra o delírio chavista

Fonte: MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA CORRUPÇÃO
9/05/2009 04:20:00 PM



"CHÁVEZ, TERRORISTA INTERNACIONAL”


Convocadas pela internet, as manifestações atingiram 2 continentes (Américas e Europa), 30 países e
mais de 120 cidades pelo mundo. Em dez dias, 400 mil pessoas foram mobilizadas. Foi a primeira manifestação simultânea em várias cidades contra um mandatário da América Latina. E não será a última.


Quando os governos temem seus povos, há liberdade. Mas quando os povos temem os governos, há ditaduras — disse Milagros Ramírez, organizadora do protesto em Caracas.



O QUE DISSE O REPUGNANTE CHÁVEZ?
"Sabe-se que por trás disto está a CIA e seu grande poderio, muito dinheiro e recursos tecnológicos do capitalismo ocidental", afirmou o Nefasto, em um contato por telefone com a estatal Venezuelana de Televisão (VTV).



CONCLUINDO

A verdade é uma só: UNIDOS, somos capazes de grandes feitos contra esses mandatários ignorantes da América Latina, já que nossas oposições políticas são fracas para enfrentá-los.




Que essa nossa capacidade de mobilização seja o nosso instrumento poderoso em favor da democracia. Parabéns aos participantes e principalmente aos organizadores da Marcha
No Mas Chávez. Por Arthur/Gabriela - Veja mais fotos da manifestação aqui. Veja também em Miami



CHÁVEZ SE ESFORÇA PARA SUFOCAR OPOSIÇÃO
A fragmentada oposição venezuelana vem sendo constantemente reprimida na década da chamada "revolução bolivariana".


Quando um líder que proteste contra o governo chavista se destaca, é anulado mediante recursos como impedimento político, prisão ou exílio. Há dois anos, o ex-ministro da Defesa Raúl Isaías Baduel era compadre de Hugo Chávez. Literalmente: a caçula de seus 12 filhos é afilhada do presidente. Há seis meses, porém, ele divide com outros dois generais uma cela pequena, onde não há paredes internas, o banheiro fica atrás de uma cortina e as camas individuais são lado a lado. Foi detido por criticar o socialismo e a "ânsia de poder" de seu antigo companheiro. A acusação oficial foi desvio de verba das Forças Armadas.


- Sairei daqui quando Chávez sair da Presidência - disse, na prisão militar.
Manifestações também são sufocadas. Segundo dados da Cofavic, uma ONG de defesa dos direitos humanos, há na Venezuela mais de 2 mil pessoas investigadas por delitos como obstrução de via pública e violação de zonas de segurança durante protestos políticos, trabalhistas ou contra o governo. Liliana Ortega, diretora da ONG, conta que estudantes, professores, líderes sindicais e comunitários foram privados de sua liberdade por "utilizarem um mecanismo democrático, que é o protesto pacífico", que o governo transforma em crime pela via judicial.


A promotora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, disse na semana passada que iria levar à Justiça todos os que alterem a tranquilidade e a paz públicas, em resposta a uma manifestação contra a polêmica Lei Orgânica de Educação do país.


Adversários políticos de Chávez também denunciam que são vítimas de uma dura ofensiva. Uma das mais pesadas penas imputadas a um oposicionista - 30 anos de prisão - recaiu este ano sobre três comissários que trabalhavam para o prefeito oposicionista da capital, Caracas. O Globo

LULA QUER NO STF QUEM FOI REPROVADO 2 VEZES EM CONCURSO PARA JUIZ DE 1ª INSTÂNCIA. É O PETISMO: QUEM NÃO PODE O MENOS PODE O MAIS

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cavaleiro do Templo: com este artigo venho mais uma vez demonstrar aos leitores que um dos desaparecidos em sistemas revolucionários de governo é a MERITOCRACIA. A REVOLUÇÃO é o sistema de crenças dos dentes mentais e dos inimigos da humanidade. Os REVOLUCIONÁRIOS são aqueles grupos de celerados, os maiores e piores criminosos que já existiram e, provavelmente nunca existirá nada pior. São os artífices da desgraça deliberada, são os destruidores do mundo civilizado, parasitas do progresso atingido pelos que têm e tiveram mérito ao longo da história humana. Jamais contibuiram positivamente neste planeta com nada que não fosse miséria total e absoluta. Basta dá-los poder. Pergunto mais uma vez: "Durante governos revolucionários o que foi criado de significativo para a humanidade e o planeta? Alguma ciência, alguma descoberta, algum avanço comparável aos que foram criados em governos "meritocráticos"?"

Com a morte de Menezes Direito, ministro do Supremo Tribunal Federal, cabe a Lula indicar o substituto. De novo! O seu preferido é o atual advogado geral da União, José Antônio Dias Toffoli, de 42 anos. Já comentei isso aqui. O que não está suficientemente claro é que Toffoli ainda não está intelectualmente preparado para o cargo, não tendo também, entendo, condições políticas de exercê-lo. Por quê? Porque ele foi reprovado não uma, mas duas vezes em concursos públicos para juiz de primeiro grau em São Paulo. Ele já esteve antes no governo, a primeira vez servindo a José Dirceu, na Casa Civil. Entre aquela experiência e a AGU, voltou à advocacia privada. Advogados, nessas circunstâncias, encontram clientes que são verdadeiros aviões. Eles podem até lhes robustecer o currículo e o cofre — sem qualquer ilação maliciosa aqui —, mas podem lhes comprometer certas aspirações legítimas, mas tornadas impróprias. Calma, leitor. Não fique aflito. Farei como o redivivo Belchior na música Medo de Avião: pegarei na sua mão. Tenho a certeza de que você entenderá. Primeiro aos concursos.

Toffoli foi reprovado no 165º e no 166º concursos para juiz de primeiro grau em São Paulo, nos anos de 1994 e 1995, respectivamente. Nas duas vezes, bombou na primeira fase do concurso, naquela de Conhecimentos Gerais e noções básicas, muito básicas, de direito. Tempo para estudar não lhe faltou, não é? Ele se formou em 1990. Ora, o que se exige de um ministro do Supremo? Notório saber jurídico. A rigor, qualquer um pode ser ministro, até Lula. Não precisa de diploma nem mesmo de torneiro mecânico. Basta ter o tal “notório saber”. e não ficar com sono quando lê um livro. Goste-se ou não dos concursos, o fato é que são reconhecidos pela Justiça como um dos critérios de acesso para grupo tão seleto. E Toffoli levou pau duas vezes. Não é assim porque eu quero. É assim porque ele não passou nas provas de Conhecimentos Gerais.

“Ora, dirá alguém, e daí?” Daí que, até onde acompanho, as coisas começariam a ficar bem esquisitas para ele — além da suspeita óbvia de que as reprovações indicam insuficiência. Como ministro do Supremo, uma de suas tarefas seria, inclusive, julgar recursos originários de um tribunal de São Paulo, onde foi reprovado. Não dá. Ele é novo ainda: tem apenas 42 anos. Se quer mesmo chegar ao Supremo, deve trilhar o caminho das leis. Ocorre que ele escolheu o da política. Há 14 anos, em 1995, era um jovem de apenas 28. Em vez de continuar a rachar o coco para ser juiz, optou por ser assessor parlamentar da liderança do PT na Câmara Federal, onde ficou até 2000. Vale dizer: desistiu de ser juiz. Só voltou a pensar no assunto quando começaram a surgir vagas no Supremo.

Com a devida vênia: sem ser bom o bastante para a primeira instância, Toffoli quer logo a última instância? É preciso mais prudência e menos vaidade, não é mesmo? “Ah, Reinaldo, Einstein teve problemas nas aulas de matemática, e Mozart era tido como idiota”. Tá bom. Então a gente nomeia Toffoli depois que ele entregar a sua Teoria da Relatividade ou a sua Flauta Mágica.

Só para vocês terem uma idéia: a OAB exclui de sua lista de indicações para a formação do quinto constitucional profissionais que tenham sido reprovados nesses concursos. Acreditam que a reprovação é evidência de falta o “notório saber jurídico”. A questão óbvia que se coloca é esta: alguém reprovado no concurso para juiz de primeira instância vai se tornar logo desembargador? E há o aspecto político. Vamos ver.

Cartilhas sumidas

Vocês se lembram daquela história das cartilhas impressas pela Secom, quando Luiz Gushiken era o titular da área, que o Tribunal de Contas da União jamais conseguiu encontrar? Pois é… A íntegra da história está aqui, em link aberto. Segue um trecho da reportagem de VEJA, de setembro de 2006, para que vocês lembrem do que se trata.

Por quase um ano os desdobramentos do escândalo do mensalão ofuscaram um mistério envolvendo as contas de publicidade da Presidência da República. No calor da CPI dos Correios, em outubro de 2005, uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) notou que faltava a comprovação de 11 milhões de reais dos gastos da Secretaria de Comunicação (Secom), subordinada diretamente à Presidência. O tribunal apontou superfaturamento na aquisição de materiais gráficos e não encontrou provas da manufatura e distribuição de quase 2 milhões de exemplares de um total de 5 milhões de revistas e encartes que a Secom mandou produzir. Os folhetos continham propaganda do governo e críticas à administração anterior. A Secom não reconheceu o diagnóstico de superfaturamento e pediu mais prazo para fornecer os comprovantes dos encartes “desaparecidos”, alegando que eles não haviam sido guardados pelas agências de publicidade encarregadas de encomendar a execução dos serviços gráficos.

Muito bem. Depois de ter pedido prazo, a Secom compareceu com uma justificativa no mínimo estranha, que poderia ter sido dada logo de cara. Em vez de entregar as cartilhas à secretaria, as duas agências de publicidade as teriam repassado diretamente ao PT, que logo as entregou ao povo. Huuummm… E quais eram as agências que cuidavam do assunto? Informo com um trecho daquela mesma reportagem:

A primeira delas, a Duda Mendonça & Associados, leva o nome do célebre marqueteiro baiano especialista em rinhas de galo, caixa dois e contas não declaradas no exterior. A segunda é a Matisse, originalmente de Campinas, onde atuava como empresa de médio porte até conquistar, para surpresa geral, a conta da Presidência da República. A Matisse pertence a Paulo de Tarso Santos, publicitário amigo do presidente e marqueteiro das duas primeiras campanhas fracassadas de Lula ao Planalto, em 1989 e 1994.

E Toffoli nisso tudo? Ele foi o advogado da Matisse nesse caso e defendeu a tese de que não haveria nada de errado em material impresso com dinheiro público ser distribuído por um partido se ficasse provado que ele era mais eficiente nessa distribuição do que o próprio governo. Imaginem uma tese como essa iluminando uma Corte Suprema.!! Você paga imposto, leitor? Deixe de pagar e prove ao governo que você é mais eficiente em transformar aquela grana em benefício aos pobres. Dada a argumentação de Toffli, a exemplo do “partido”, você também é um ente privado distribuindo o que pertence ao público. A diferença, creio, é que o dinheiro que você paga pode ser comprovado. A existência daquele lote de cartilhas? Bem, isso nunca ninguém conseguiu provar.

Como já vimos, Toffoli começou a trabalhar para o PT em 1995, ano da sua segunda reprovação no concurso para juiz de primeira instância. Depois, foi advogado de Lula nas campanhas eleitorais de 1998, 2002 e 2006 — sim, há menos de três anos. Estava naquele intervalo entre a Casa Civil e a AGU. Foi quando teve clientes privados, como a Matisse . Como já escrevi, advogados com essa bagagem conseguem clientes privados que são verdadeiros aviões do mundo dos negócios. Não tenho dúvida de que Toffoli tem uma brilhante carreira na advocacia privada.

Ademais, até onde alcanço, seria a primeira vez que um presidente da República indicaria para o Supremo alguém que tenha sido seu advogado pessoal. Sim, Toffoli trabalhava para o petismo, mas ele era advogado de Lula: em 1998, em 2002 e em 2006.

Nem aí

Lula é quem é. Já desenvolvi aqui a minha tese sobre a sua falta de superego. Ou vocês se esquecem de que ele fez a concessão de uma rádio ao filho de Renan Calheiros no auge da crise do Senado? Até poderia tê-lo feito depois, esperando baixar a poeira. Mas vocês sabem como ele é movido pelo espírito “ninguém manda ni mim“, não é?

O presidente pode indicar Toffoli apesar desses óbices todos? Pode. Toffoli é que deveria, a esta altura, ter um pouco de simancol. Dado o seu currículo, jovem ainda, ele tem uma brilhante carreira pela frente no mundo privado, é um verdadeiro avião. Não tem por que ser o Renan Calheiros de Lula no Supremo.

Sempre restaria a suspeita de que ele só teria passado nesse “concurso” porque o examinar de Conhecimentos Gerais era Lula…

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

LULA, DILMA, CRIVELLA, A “BISPA” SÔNIA E O “APÓSTOLO” HERNANDES JUNTOS! MEU DEUS!!!

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
quinta-feira, 3 de setembro de 2009 | 19:54

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A ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, é amiga de Jesus desde criancinha. Mesmo quando ela integrava a VAR-Palmares, era em Deus que pensava. Tanto é assim que a sua organização antecipou o despacho de algumas pessoas para o céu. Uma delas, por exemplo, era só um correntista de banco. Estava ele lá, feito Inês de Castro, coitadinho!, no sossego dos seus anos, sacando um chequinho no caixa, e eis que chegou um Anjo — futuramente indenizável como perseguido pela ditadura… — de arma na mão para expropriar o banco em nome do povo. E “pimba!”. Lá foi o pai de família morar ao lado de Jesus! Carlos Minc participou dessa operação. Hoje ele acha um absurdo que algumas pessoas matem árvores e minhocuçus. E Dilma continua amiga de Jesus! O mundo é mesmo pândego.

Por que isso? Vejam que foto histórica esta publicada no Estadão Online. Lula instituiu ontem o Dia Nacional da Marcha para Jesus. Participaram da cerimônia, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o presidente da Câmara, Michel Temer; o senador e “bispo” Marcelo Crivella (PRB-RJ), sobrinho de Edir Macedo, dono da Igreja Universal,;a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o casal da Igreja Renascer Sônia e Estevam Hernandes. Crivella é este que aparece à esquerda, contraindo os olhos enquanto entra em conexão, suponho, com o Espírito Santo. Nunca entendi por que certos religiosos, de qualquer denominação, quando julgam entrar em contato com a Pomba Sagrada fazem essa cara.

Há quem faça coisas ainda mais estranhas. É o caso da “bispaSônia e seu marido, o “apóstolo” Estevam. Quando o Espírito Santo está presente, eles desandam a falar línguas estranhas. Mangabeira Unger perde feio. Não sei como se contiveram ontem. Estevam é essa cabeleira grisalha em primeiro plano; Sônia está à sua direita, a cabeleira castanha. Dilma é aquela com ar beato. A foto não deixa de ser um bom retrato do Brasil.

O casal da Renascer acaba de sair da cadeia nos Estados Unidos e já participa de uma solenidade ao lado de Lula e de sua candidata. Não sei se vocês estão lembrados: a dupla tentou entrar naquele país com dólares que não tinham sido declarados, escondidos na capa de uma Bíblia. O leitor cético dirá que estão todos entre iguais. Afinal, a “bispa” e o “apóstolo” apenas portavam “recursos não-contabilizados”. Ademais, em matéria de dólares ilegais, ninguém é páreo para o pagamento que a campanha de Lula fez a Duda Mendonça no exterior.

Ah, sim: o leitor logo pergunta: “Por que as aspas em ‘bispa’ e ‘apóstolo’?” Porque é como eles se autodenominam, entendem? A palavra “bispa” é uma licença quase poética, além de ser uma brutal licença religiosa. Um feminino aproximado para tal função seria “episcopisa”. Imaginem: “Episcopisa Sônia Hernandes”!!! Já o “apóstolo” é coisa realmente séria. Apóstolos, originalmente, eram 12. Missões divinas dadas a Paulo e Barnabé também permitem que os chamemos assim. Pronto! 14 ao todo! Até a chegada de Hernandez, o 15º elemento. Todos os apóstolos tiveram contato direto com Jesus — logo, supõe-se ser esse o caso do marido da “bispa”. Quatro coisas são privadas dos apóstolos:

- recebem missões diretamente de Jesus;
- podem pregar a todos os povos;
- são dotados de infalibilidade;
- sua jurisdição episcopal é universal; sua igreja é o mundo!

Alguns, nem todos, também operam milagres. Parece ser esse o caso de Hernandez. Que eu saiba, em nenhuma outra denominação neopentecostal alguém se colocou tão pertinho de Jesus Cristo.

A Justiça americana liberou o casal para voltar ao Brasil no dia 1º de agosto, 15 dias antes do prazo, par visitar o filho, Felippe Daniel Hernandes, conhecido pelos fiéis como Bispo Tid, internado na UTI em razão de complicações decorrentes de uma cirurgia para redução de estômago. Segundo o Hospital Oswaldo Cruz, ele teve complicações neurológicas de origem metabólica.

Sônia e Estevam, que sempre oraram pelo filho, prometeram orar por Dilma também.

PS - Vocês prometem fazer apenas comentários que nos abrirão as portas do Paraíso?

DOIS CÓDIGOS MORAIS

Fonte: ViVER DE NOVO
Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009


Por Olavo de Carvalho, no Diario do Comércio


Para a classe jornalística brasileira em peso, o compromisso de um soldado para com as Forças Armadas não significa nada; não há desdouro em rompê-lo. Já uma organização comunista, esta sim é uma autoridade moral que, uma vez aceita, sela um compromisso sagrado


A entrevista do Cabo Anselmo ao programa “Canal Livre” (TV Bandeirantes, 26 de agosto, aqui) é um dos documentos mais importantes sobre a história das últimas décadas e mereceria uma análise detalhada, que não cabe nas dimensões de um artigo de jornal. Limito-me, portanto, a chamar a atenção do leitor para um detalhe: o confronto do entrevistado com os jornalistas foi, por si, um acontecimento revelador, talvez até mais que o depoimento propriamente dito.

Logo de início, o apresentador Boris Casoy perguntou se Anselmo se considerava um traidor. Ele aludia, é claro, ao fato de que o personagem abandonara um grupo terrorista para transformar-se em informante da polícia. Para grande surpresa do jornalista, o entrevistado respondeu que sim, que era um traidor, que traíra seu juramento às Forças Armadas para aderir a uma organização revolucionária. A distância entre duas mentalidades não poderia revelar-se mais clara e mais intransponível.

Para a classe jornalística brasileira em peso, o compromisso de um soldado para com as Forças Armadas não significa nada; não há desdouro em rompê-lo. Já uma organização comunista, esta sim é uma autoridade moral que, uma vez aceita, sela um compromisso sagrado. Nenhum jornalista brasileiro chama de traidor o capitão Lamarca, que desertou do Exército levando armas roubadas, para matar seus ex-companheiros de farda. Traidor é Anselmo, que se voltou contra a guerrilha após tê-la servido. Anselmo desmontou num instante a armadilha semântica, mostrando que existe outra escala de valores além daquela que o jornalismo brasileiro, com ares da maior inocência, vende como única, universal e obrigatória.

O contraste mostrou-se ainda mais flagrante quando o jornalista Fernando Mitre, com mal disfarçada indignação, perguntou se Anselmo não poderia simplesmente ter abandonado a esquerda armada e ido para casa, em vez de passar a combatê-la. Em si, a pergunta era supremamente idiota: ninguém – muito menos um jornalista experiente - pode ser ingênuo o bastante para imaginar que uma organização revolucionária clandestina em guerra é um clube de onde se sai quando se quer, sem sofrer represália ou sem entregar-se ao outro lado.

Conhecendo perfeitamente a resposta, Mitre só levantou a questão para passar aos telespectadores a mensagem implícita do seu código moral, o mesmo da quase totalidade dos seus colegas: você pode ter as opiniões que quiser, mas não tem o direito de fazer nada contra os comunistas, mesmo quando eles estão armados e dispostos a tudo. Ser anticomunista é um defeito pessoal que pode ser tolerado na vida privada: na vida pública, sobretudo se passa das opiniões aos atos, é um crime. Não que todos os nossos profissionais de imprensa sejam comunistas: mas raramente se encontra um deles que não odeie o anticomunismo como se ele próprio fosse comunista. Essa afinidade negativa faz com que, no jornalismo brasileiro, a única forma de tolerância admitida seja aquela que Herbert Marcuse denominava “tolerância liberdadora”, isto é: toda a tolerância para com a esquerda, nenhuma para com a direita.

Mais adiante, ressurgiu na entrevista o episódio do tribunal revolucionário que condenara Anselmo à morte. Avisado por um policial que se tornara seu amigo, Anselmo fugira em tempo, enquanto os executores da sentença, ao chegar à sua casa para matá-lo, eram surpreendidos pela polícia e mortos em tiroteio. De um lado, os entrevistadores, ao abordar o assunto, tomavam como premissa indiscutível a crença de que Anselmo fora responsável por essas mortes, o que é materialmente absurdo, já que troca o receptor pelo emissor da informação. De outro lado, todos se mostraram indignados – contra Anselmo – de que no confronto com a polícia morresse, entre outros membros do tribunal revolucionário, a namorada do próprio Anselmo. Em contraste, nenhum deu o menor sinal de enxergar algo de mau em que a moça tramasse com seus companheiros a morte do namorado. Entendem como funciona a “tolerância libertadora”?

A quase inocência com que premissas esquerdistas não-declaradas modelam a interpretação dos fatos na nossa mídia mostra que, independentemente das crenças conscientes de cada qual, praticamente todos ali são escravos mentais da auto-idolatria comunista.

Ao longo de toda a conversa, os jornalistas se mantiveram inflexivelmente fiéis à lenda de que os guerrilheiros dos anos 70 eram jovens idealistas em luta contra uma ditadura militar, como se não estivessem entrevistando, precisamente, a testemunha direta de que a guerrilha fôra, na verdade, parte de um gigantesco e bilionário esquema de revolução comunista continental e mundial, orientado e subsidiado pelas ditaduras mais sangrentas e genocidas de todos os tempos.

Anselmo colaborou com a polícia sob ameaça de morte, é certo, mas persuadido a isso, também, pela sua própria consciência moral: tendo visto a verdade de perto, perdeu todas as ilusões sobre o idealismo e a bondade das organizações revolucionárias – aquelas mesmas ilusões que seus entrevistadores insistiam em repassar ao público como verdades inquestionáveis – e optou pelo mal menor: quem, em sã consciência, pode negar que a ditadura militar brasileira, com todo o seu cortejo de violências e arbitrariedades, foi infinitamente preferível ao governo de tipo cubano ou soviético que os Lamarcas e Marighelas tentavam implantar no Brasil? Ao longo de seus vinte anos de governo militar, o Brasil teve dois mil prisioneiros políticos, o último deles libertado em 1988, enquanto Cuba, com uma população muito menor, teve cem mil, muitos deles na cadeia até hoje, sem acusação formal nem julgamento.

A ditadura brasileira matou trezentos terroristas*, a cubana matou dezenas de milhares de civis desarmados. Evitar comparações, isolar a violência militar brasileira do contexto internacional para assim realçar artificialmente a impressão de horror que ela causa e poder apresentar colaboradores do genocídio comunista como inofensivos heróis da democracia, tal é a regra máxima, a cláusula pétrea do jornalismo brasileiro ao falar das décadas de 60-70. Boris Casoy, Fernando Mitre e Antonio Teles seguiram a norma à risca. Desta vez, porém, o artificialismo da operação se desfez em pó ao chocar-se contra a resistência inabalável de uma testemunha sincera.

Conhecendo as muitas complexidades e nuances da sua escolha, Anselmo revelou, no programa, a consciência moral madura de um homem que, escorraçado da sociedade, preferiu dedicar-se à meditação séria do seu passado e da História em vez de comprazer-se na autovitimização teatral, interesseira e calhorda, que hoje rende bilhões aos ex-terroristas enquanto suas vítimas não recebem nem um pedido de desculpas.

Moral e intelectualmente, ele se mostrou muito superior a seus entrevistadores, cuja visão da história das últimas décadas se resume ao conjunto de estereótipos pueris infindavelmente repetidos pela mídia e consumidos por ela própria. O fato de que até Boris Casoy, não sendo de maneira alguma um homem de esquerda, pareça ter-se deixado persuadir por esses estereótipos, ilustra até que ponto a pressão moral do meio tornou impossível a liberdade de pensamento no ambiente jornalístico brasileiro.

* extraído do livro "DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE" de 2007, da SECRETARIA ESPECIAL DE DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA "REPÚBLICA" DO LULA.

"...A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) – instituída pela Lei nº 9.140/95, de dezembro de 1995 – vem cumprindo importante papel na busca de solução para os casos de desaparecimentos e mortes de opositores políticos por autoridades do Estado durante o período 1961-1988.

Desempenha esse trabalho com rigor e equilíbrio há mais de 11 anos, contribuindo para a consolidação da vida democrática brasileira. Enfrentou as dificuldades que são inerentes a tão delicada tarefa, mas conseguiu concluir o exame de quase todos os casos apresentados, garantindo reparação indenizatória aos familiares das vítimas e, sobretudo, oficializando o resgate de um período fundamental que já pertence à história do Brasil.

A Comissão encerrou, no final de 2006, uma longa primeira etapa de suas atividades. Concluída a fase de análise, investigação e julgamento dos processos relativos aos 339 casos de mortos e desaparecidos apresentados para sua soberana decisão, que se somam a outros 136 nomes já reconhecidos no próprio Anexo da Lei nº 9.140/95, vem se concentrando, agora, em dois outros procedimentos...".


© 2007 (Ano da 1ª edição)
Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República

Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e não seja para venda ou qualquer fim comercial.

Série Bibliográfica

Tiragem: 5.000 exemplares

Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva

Ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
Paulo de Tarso Vannuchi

Elaboração, distribuição e informações:
COMISSÃO ESPECIAL SOBRE MORTOS E DESAPARECIDOS POLÍTICOS
Esplanada dos Ministérios - Bloco T - Sala 420
70064-900 - Brasília - DF
Fone: (61) 3429 3142 / 3454 Fax (61) 3223 2260
Impresso no Brasil/Printed in Brazil
Catalogação na publicação
Brasil. Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.

Direito à verdade e à memória: Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos / Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos - Brasília : Secretaria Especial dos Direitos Humanos, 2007

400p. : il. (algumas color.) ; 23 x 30 cm

ISBN 978-85-60877-00-3

1. Brasil – História I. Título. II. Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos - Relatório.

Queijo na ratoeira...

Por e-mail:


A única possibilidade de sobrevivência da atividade artística é em uma sociedade onde o direito individual é preservado acima de tudo


Passei anos escrevendo para a Backstage colunas didáticas, técnicas e de opinião sobre a relação do mercado musical. Esta vai ser diferente. Com exceção dos editoriais do Nelson, ainda não vi uma abordagem política sobre a questão musical. Bem, lá vou eu, mais uma vez dar a minha cara a tapa... Devo ser algum tipo de sado-masoquista filosófico...

O título “Queijo na Ratoeira” se refere a uma visão que tenho do processo de intervenção do estado na produção cultural. A metáfora é bem simples: o queijo é o dinheiro e os ratos são os artistas... CALMA!!! Não me espanquem ainda!!! Ratos não no sentido pejorativo de parasita mamífero nocivo disseminador de doenças, mas sim no sentido de vítima, que ao ir buscar seu pedacinho de queijo, terá a sua espinha dorsal partida ao meio por uma armadilha...

No momento atual, um dos maiores contratantes da produção cultural é o estado. Verbas são liberadas para realização de eventos, contratação de shows, financiamento de produção de CDs, DVDs, e é claro para várias outras atividades de outros ramos artísticos. Neste artigo vou me deter apenas ao ramo da música.

A princípio, quando o estado se dispõe a patrocinar a atividade cultural, a intenção inicial é a melhor possível. Viver de música é muito difícil. Imagine quem quer viver de um trabalho musical mais conceitual e não quer ficar tocando sucessos requentados de outrem em barzinhos? A coisa fica mais difícil ainda... É nesse ponto que entra o estado: financia a produção cultural para que ela não tenha que se submeter à pressão do mercado e que ela possa manter a sua integridade e independência artística. Papel nobre o do estado. Protege nossos artistas do vilão capitalista que quer moldar a produção artística de modo que ela gere lucros imediatos sem se importar com a qualidade artística...

Aí está o queijo!!!

O artista que deseja uma carreira artística de sucesso, que se traduz em uma vendagem de discos (ou downloads), em cobrar um bom cachê pelas suas apresentações, receber pagamento de direitos autorais, em receber pelo uso de sua imagem em propagandas, aparecer em programas com altos índices de audiência, vender produtos com o seu nome, de modo que isso gere uma boa renda e um padrão de vida confortável... Bem, este artista é um capitalista em sua essência...

A pergunta que fica então: faz sentido um capitalista ir pedir proteção ao estado contra os capitalistas? É no mínimo contraditório. O primeiro ponto é parar de “demonizar” a palavra “capitalista”. Ser capitalista não é pecado. Buscar o lucro não é imoral. E se este lucro é fruto de esforço e de um trabalho honesto, este lucro é legítimo e digno. Isto parece ser um tanto quanto óbvio, mas por incrível que pareça, quando se chama alguém de capitalista, vem embutido um significado pejorativo quase como um sinônimo de avarento, mesquinho, materialista.

Esta “demonização” da palavra capitalista não surgiu à toa. Ela é resultado de décadas de propaganda ideológica que estimula a inveja para gerar um imaginário conflito de classes de modo que se obtenha proveito político disso. O mecanismo é bem simples: cria-se um vilão (o capitalista) e um grupo de apresenta como os salvadores que irão proteger o “povo” deste vilão.

É óbvio que estes “salvadores” são apenas um grupo com um projeto de poder que substituirá uma elite por outra mais centralizadora ainda. Nos países aonde este grupo triunfou, sem exceção se constituíram regimes totalitários, economias deficientes, baixo poder aquisitivo e restrições à liberdade de expressão e à produção artística.

Os grupos que “combatem” o capitalismo já descobriram que a maior fraqueza do capitalista é o dinheiro. E estão usando o dinheiro para colocar os “capitalistas” na posição do cachorrinho que abana o rabo quando alguém lhe sacode um pedaço de osso. Ou melhor, para ser coerente com o título, como um ratinho que balança seus bigodes quando vê um pedaço de queijo. O que também é óbvio, mas não é visto, é que ninguém dá queijo de graça. Isca no anzol e queijo na ratoeira. Tão primário com animais e com seres humanos...

Vamos fazer um raciocínio básico: se você for tocar em um evento da Coca-cola, você poderá dizer em público que prefere Pepsi? Poder você pode, mas terá o seu contrato com a Coca-cola cancelado. Você realmente acredita que o estado age de maneira diferente? O estado só aprova projetos que são de seu interesse, ou na melhor das hipóteses, neutro. Jamais você terá um projeto aprovado que conteste o regime que vai conceder a verba para o seu projeto. Então você apresentará um projeto, ou se absterá de emitir opiniões políticas em público. Como o artista é um formador de opinião, ele é um dos primeiros a ser visado pelos engenheiros sócio-políticos. Enche a boca dele de queijo para ele não falar...

O que eu falo pode parecer a princípio um descalabro, mas esta pulga começou a me coçar a orelha quando participei como profissional ou como público de vários eventos culturais com palco, som e luz e cachê do artista pago pelo estado, e quase 100% desses eventos foram um fiasco de público. Qualquer empresário do setor do entretenimento não colocaria dinheiro em eventos que não dão público. Mas o nosso bondoso, generoso e protetor estado paga a estrutura, paga o cachê, mas não paga a divulgação. Qualquer pessoa sabe que um evento sem divulgação não vinga. E, ano após ano, a fórmula do fracasso programado se repete. Talvez seja melhor assim. Vai que o artista começa a ficar famoso e deixa de depender das verbas estatais... Aí ele pode começar a falar o que quiser...

E mesmo por uma simples questão de lógica: faz sentido “investir” em cultura se o evento, mesmo que gratuito, não dá retorno de público? Claro que não. Por que este ciclo vicioso se perdura? Por que existe um acordo velado entre artistas e estados. Nenhum dos dois quer cultura de fato. O estado quer controle ideológico e o artista quer dinheiro. O artista não está disposto a abrir mão do seu cachê estatal para que esta verba seja destinada ao investimento em infra-estrutura.

Como em qualquer sociedade, a única maneira real de se crescer é investir em infra-estrutura. No caso da cultura, a infra-estrutura não são teatros ou casas de shows. Isso já existe. O problema hoje é enchê-los, especialmente com projetos artísticos um pouco mais elaborados fora da mesmice do baixo nível de consumo do entretenimento de hoje.

A questão estrutural hoje é a formação de público. E isso passa pela educação. O fato é que simplesmente a educação cultural já desapareceu nas escolas alguns anos. Hoje não se estuda mais artes, música, dança, dramaturgia ou literatura em escolas regulares. E ainda mais agora, com mais um descalabro ideológico que é a aprovação automática na rede pública. O estado “capi-socialista” em que vivemos atesta, através de lei, a sua incapacidade de formar cidadãos e oficializa a possibilidade de um analfabeto funcional chegar à universidade. E sairá de lá no mesmo jeito que entrou.

É claro que este auto-atestado de incompetência esconde um objetivo ainda mais sombrio. Formar uma sociedade sem capacidade de questionamento e dependente do estado. Mais uma vez outro queijo na ratoeira. Agora todo mundo passa!!! Liberou geral!!! Não precisa mais estudar!!! Isso não é o sonho de qualquer criança? E ainda os adultos vão poder dizer: nunca antes na história deste país todos os estudantes passaram de ano... Isso pode até ser colocado como um dado na ONU para mostrar a evolução da educação brasileira. Em mais de 50 milhões de estudantes, nenhum é reprovado... Não é à toa que George Orwell foi um gênio escrevendo 1984” nos anos 20. A maior crítica da literatura de ficção sobre o desejo de controle total de uma sociedade pelo grupo que controla o estado.

Como podemos constatar, se associarmos estes fatos as manobras políticas que acontecem no congresso, senado e no STF, fica claro a intenção: migrar discretamente (para os mais informados, não tão discretamente assim) de um sistema democrático para um sistema autoritário e controlador através da alteração da legislação e do uso do sistema jurídico.

Teoria da conspiração? Veja o que está acontecendo na América Latina. Venezuela, Bolívia e Equador estão em fase final de consolidação de regimes totalitários. Colômbia e Honduras estão em guerra defendendo as suas democracias contra grupos financiados pelos primeiros três países citados. E o Brasil, através de nossos ilustres representantes, está aliado dos primeiros três, e mandando recados desaforados aos últimos dois. Diz-me com quem andas que te direi quem és...

A esta altura você deve estar perguntando: o que eu tenho a ver com isso tudo? Tem sim. Se você é artista, você depende de uma sociedade livre e capitalista para viver. O documentário Buena Vista Social Club mostra como a profissão da música foi banida em Cuba após a tomada do poder por Fidel. Paquito De Riviera, um dos maiores saxofonistas de todos os tempos, fugiu da ilha, pois lá as pessoas só podiam ouvir discos aprovados pelo governo, discos dos Beatles eram proibidos e não havia lugar para tocar jazz, afinal, jazz é coisa de Yankee burguês...

Isso é o que você tem a ver com isso. Receber uma verba do governo não é crime, mas não venda a sua opinião por causa disso. Não venda a sua clareza de enxergar os fatos por causa disso. Os caçadores só alimentam suas presas até capturar-las. Depois, o destino certo é o abate. Abate intelectual, profissional, pessoal, e em alguns casos, até físico.

Nesse caso a nossa área é estratégica, pois a arte incorpora a comunicação social, e através da comunicação se difunde idéias para a sociedade. Quando alguém se pergunta: como pode uma sociedade inteira (Alemanha) ter apoiado Hittler? A resposta é simples: através da comunicação e da propaganda. O Ministro da propaganda de Hittler, Joseph Goebbels criou o vilão (no caso o Judeu capitalista), gerou-se a inveja e o medo. Se você é um artista, tem a responsabilidade da comunicação. E se você acredita que a comunicação não tem poder político, veja estas fotos:


Brincadeiras de mau gosto à parte, estas fotos são uma provocação para mostrar que a comunicação também pode ser usada como arma. A população alemã foi enganada, confundida e iludida a acreditar em uma nova sociedade igualitária e sem problemas... O resultado está nos livros de história...

O comunismo, que é tão ruim que os próprios comunistas têm vergonha do nome e o chamam de “socialismo” para camuflar, é apenas a outra face da mesma moeda do nazismo, que caso vocês não saibam, quer dizer “Nacional Socialismo”. Ambos os regimes pregam a criação de uma sociedade perfeita e a criação de um “novo homem”. Na história deste planeta, apenas dois homens mataram mais do que Hittler: Stalin e Mao Tse-Tung.

O totalitarismo pode ser comparado a uma doença grave ou um acidente de carro: você acha que nunca vai acontecer com você (ou com o seu país). Pois este risco é latente na América Latina com o “Socialismo do séc. XXI” arquitetado por Fidel e proclamado por Hugo Chávez. E Hugo já é apoiado pelo Equador, Bolívia, Nicarágua, Chile, Argentina e Brasil. Países cujos presidentes pertencem ao FORO de SÃO PAULO, hoje disfarçado como o nome de UNASUL. Quem quiser saber o que é Foro de São Paulo, faça uma rápida pesquisa na internet.

Texto pesado, eu sei, mas quero sintetizá-lo em duas frases:

Ser artista e acreditar em regimes totalitários (nazismo, socialismo, comunismo ou teocracia) é acreditar que o lobo cuidará dos coelhos.

Ser artista e ser nazista, socialista, comunista ou teocrático é o mesmo que ser um suicida.

A única possibilidade de sobrevivência da atividade artística é em uma sociedade onde o direito individual é preservado acima de tudo. Direito de expressão, de produção, de propriedade intelectual, patrimonial e física. Existem duas maneiras de se calar um artista: com um cassetete ou com dinheiro. O artista deve ser um pensador, e não um cachorrinho que corre atrás da bolinha que é atirada, ou melhor, um ratinho inocente que vai atrás do queijo na ratoeira...

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".