Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O FIM DE UMA ILUSÃO

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
09/07/2008

A síntese, embora ainda não o epílogo, do que se passou na política brasileira nas últimas décadas foi dada pelo gesto desesperado de Daniel Dantas tentando corromper os policiais federais que lhe foram prender, ontem, segundo informação que foi dada em toda imprensa hoje, na tentativa de livra-se a si mesmo e aos seus da ordem de prisão. O banqueiro, com seu milhão, foi humilhado pelos meganhas. E qual é essa síntese? A de que o poder político – o poder de Estado – é muito superior ao poder do dinheiro. É isso que os revolucionários sempre souberam e que a nossa elite econômica se esqueceu. Daniel Dantas é o espelho da nossa plutocracia posta de joelhos pelo PT e seus aliados de esquerda.

A elite intelectual que cerca a plutocracia também se equivoca, ao achar que o mercado pode alguma coisa contra o poder de Estado. É uma doce ilusão que pode render muito dinheiro de consultorias, todas elas laudatórias e confortantes e inúteis nas horas decisivas. Onde estava o mercado quando vieram buscar Daniel Dantas? O mercado, para ter algum poder, precisa antes domar o Estado. E essa é uma tarefa para homens maiúsculos, não para apologetas e oportunistas.

Dinheiro só tem importância e poder quando as instituições de Estado estão consolidadas em uma ordem liberal aceita pela maioria dos agentes econômicos e políticos, quando o império da lei “justa” está estabelecido. No momento em que as forças revolucionárias são postas em movimento e transformam o sistema jurídico no oposto da lei natural vemos instalar-se a ditadura legal, a ditadura do guarda de trânsito, a ditadura policial mais tacanha e mais terrível. Quando assistimos aos filmes sobre Hitler, especialmente aqueles do diretor húngaro István Szabó – refiro-me à imortal trilogia Mefisto, Coronel Redl e Hanussen, o caro leitor saberá do que eu estou falando. A polícia uniformizada, munida das formalidades legais, passa a caçar politicamente os inimigos da classe dirigente e também os bodes expiatórios no altar das massas. Quem manda na polícia é quem manda no mundo.

Vemos isso claramente no filme belíssimo de Spilberg A Lista se Schindler. Uma das lições é que, ao avançar o processo revolucionário, dinheiro nada vale. A loucura se instala nas instâncias de poder. O próprio Schindler se afunda com os escravos que inicialmente comprava para ganhar dinheiro com o seu trabalho. A pistola (ou o fuzil) fala mais alto do que o talão de cheques. Daniel Dantas descobriu essa dura realidade da pior forma possível.

A grande sabedoria do argumento liberal é a de que precisa haver uma separação completa e higiênica entre poder econômico e poder político, com a vigência do Estado Mínimo e do império da lei. Sem isso, os aventureiros revolucionários colocam gente como Beria no comando da polícia, eliminando paulatinamente todos os adversários.

Eu estou bastante preocupado com o que vai acontecer se o nosso ministro da Justiça conseguir pôr as mãos no banqueiro Salvatore Cacciola. Este homem é um arquivo vivo e foi figura de proa de tudo que se sucedeu no sistema financeiro nacional nos últimos anos do Governo FHC. Tem informações que poderão abalar a República e definir, antes da corrida começar, a sucessão presidencial. Aqui veremos também o fim de uma outra ilusão, aquela vivida pelos que seguem a social-democracia. Essa gente nutre um discurso reformista e amistoso com os revolucionários, subestimando o mal que estes trazem em si. A história mostra que os social-democratas são o quebra-gelos das revoluções, normalmente assumem o poder antes que os verdadeiros revolucionários o façam. FHC cumpriu esse papel, passando o bastão para Lula. Agora os revolucionários não mais sairão do poder antes de cumprido seu nefasto propósito.

O banqueiro Salvatore Cacciola sabe muito. Se falar, veremos gente graúda às voltas com a Polícia Federal, o Ministério Público e as câmaras da Rede Globo, todos algemados. Um espetáculo para as massas estúpidas, que haverão até mesmo de aplaudir os meganhas, sem terem a menor noção do que estará acontecendo. Haverá a destruição do que resta das forças de oposição a Lula pela via legal. Será uma tragédia política de largas proporções.

O tempo está próximo. Quem viver verá.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Salvando as Farc

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 10 de julho de 2008

Estranguladas pelo Exército, odiadas pelo povo colombiano, reduzidas a um décimo de seu contingente e, por fim, desmoralizadas pelo resgate espetacular de quinze reféns, as Farc estão seguindo o manual de instruções e fazendo exatamente o que a guerrilha brasileira fez em circunstâncias idênticas: partiram para o gerenciamento de danos e tentam desesperadamente transformar a derrota militar em vitória política.

Se bem sucedida, essa operação terá sido, no fim das contas, o triunfo mais espetacular que a gangue poderia ter desejado. Todos os clássicos da guerra revolucionária explicam que guerrilhas não têm por alvo derrotar o adversário no campo de batalha, mas forçá-lo a aceitar exigências políticas. Esse é o único objetivo a que podem aspirar e a única razão de ser da sua existência – e, para isso, a derrota militar pode ser ainda melhor do que a vitória. O exemplo do Vietnã ainda está na memória de todos, mas não precisamos ir buscar tão longe: nosso governo atual não é outra coisa senão as guerrilhas dos anos 60-70 transfiguradas em poder político pelas boas graças da anistia.

Não é, pois, de estranhar que, sob pretextos humanitários de uma hipocrisia abjeta, os apelos à desmobilização das Farc em nome da "luta pacífica" se espalhem por toda parte com a simultaneidade exemplar de uma orquestra bem afinada.

Quem soa a nota dominante é, como não poderia deixar de ser, o sr. presidente da República. Fingindo pena dos reféns mantidos em cativeiro e um ardente desejo de "paz", ele sugere que as Farc abandonem a luta armada e sigam o exemplo do seu partido.

Para uma organização que matou trinta mil pessoas e manteve três mil seqüestrados presos em condições sub-humanas durante quase uma década, ser de repente admitida como partido político e automaticamente anistiada de todos os seus crimes é mais do que um presente generoso: é a vitória perfeita, a realização integral dos seus sonhos mais lindos.

Que o sr. Presidente da República venha a colaborar tão solicitamente para a realização desses sonhos é nada mais do que natural: durante dezesseis anos, como fundador e chefe do Foro de São Paulo, ele sentou-se à mesa com os líderes da narcoguerrilha e de outras organizações criminosas, traçando com elas a estratégia unificada da esquerda latino-americana para a conquista do poder total no continente. O princípio mais elementar e óbvio dessa estratégia não poderia deixar de ser a articulação dialética da violência armada com o esforço de organização política, ora convergindo, ora fingindo opor-se -- e ludibriando a todos, enfim, pela alternância feliz da intimidação e da sedução.

A gratidão que as Farc têm por Lula e por seu partido expressou-se da maneira mais eloqüente na mensagem que enviaram a eles na última assembléia do Foro, em 2007, onde se derramavam em louvores a ambos por terem resgatado do perigo de extinção o movimento comunista na América Latina. Com seu pronunciamento recente, o sr. Presidente da República não faz senão dar continuidade à sua obra salvadora, que chegará ao seu ponto culminante no momento em que uma infinidade de crimes hediondos for premiada com a anistia geral e a elevação dos delinqüentes à posição de governantes legais. Governantes que, decorrido algum tempo, poderão então, com toda a calma, serenamente, metodicamente, ir destruindo um por um aqueles que os anistiaram, exatamente como faz hoje a guerrilha brasileira.

Ao sr. presidente pouco interessa que, entre as vítimas das Farc, estejam os funcionários da nossa Embaixada feitos em pedaços pelo atentado à bomba ali praticado em 1993, os milhões de crianças brasileiras levadas à autodestruição pelas drogas que as Farc distribuem no país, ou os nossos concidadãos mortos a tiros, nas ruas, por quadrilheiros locais que as Farc armaram e treinaram. Tudo o que lhe interessa é assegurar um futuro brilhante para aqueles seus companheiros de militância -- assassinos, seqüestradores e narcotraficantes.

O GOVERNO E A INFLAÇÃO

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
21/05/2008


Em seu último programa de rádio o presidente Lula declarou: "A inflação é uma obrigação de todo brasileiro, que deve cuidar para que ela não aconteça. Sabe, é do trabalhador que compra, da dona de casa que compra, do empresário que produz, do atacadista que vende, do varejista e do governo". Ontem Lula voltou ao tema, e podemos ler sua posição sobre o assunto, no Estadão de hoje: “
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem um alerta para os riscos da volta da inflação no País, destacando que ela representa 'a pior desgraça’ para os assalariados. Em discurso feito no anúncio de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na favela de Heliópolis, ele destacou: ’Não podemos deixar a inflação voltar’. E eximiu seu governo de maior responsabilidade. 'E a culpa não é do governo, não. A culpa é de quem compra e de quem vende, de quem governa e de quem não governa.'’

Não se surpreenda o leitor, mesmo que leigo em matéria de ciência econômica, que perceberá a contradição abissal entre os fatos, a análise presidencial e o que fará o governo sobre o assunto. Mesmo um leigo sabe que essa afirmação de Lula contra a inflação não passa de peça de retórica. A inflação é um fenômeno monetário e, enquanto tal, de responsabilidade exclusiva do emissor de moeda, no caso o Governo Federal. Não é o povoo trabalhador que compra, a dona de casa que compra, o empresário que produz, o atacadista que vende e o varejistao responsável por ela, mas o próprio presidente da República, em última análise. O povo que forma preços os pratica no mercado e apenas sofre os efeitos do fenômeno, sobre o qual não tem poder algum.

A afirmação de Lula é uma completa inversão da realidade, a reconstrução da mesma no mundo da fantasia. Quem observa a cena da política brasileira sabe que uma bomba-relógio inflacionária foi armada desde que Lula assumiu, basicamente em virtude de dois fatos: os elevados e crescentes gastos do Estado (nas três esferas de poder) e a generosa política salarial. O terceiro fator, que costuma acelerar o processo inflacionário, o câmbio, por enquanto está neutralizado, mas saberá Deus por quanto tempo. Mesmo com o câmbio neutralizado o que vemos é a contínua expansão dos índices de preços. A alta generalizada de preços poderá formar um cenário em que a inflação de 2008 poderá encostar na casa dos dois dígitos, mesmo sem crise cambial. Seria uma catástrofe, o país perderia a grande conquista das últimas décadas, que foi debelar a inflação.

Bem sabemos o que significa a sua volta. Dificilmente esse governo, pela crença que tem, pelo discurso que prega, pelos compromissos assumidos com seus acólitos e com o descompromisso com a coisa pública reverterá as políticas que estão determinando a volta da inflação, pelo menos não antes das eleições de 2010. Quando os indicadores macroeconômicos sinalizarem o agravamento do déficit público e os preços saírem do controle, com impactos sobre a opinião pública, é de se esperar que Lula e seu partido venham fazer o que todos os esquerdistas costumam fazer: culpar as vítimas pela causa dos males. A tentação de utilizar as vias heterodoxas para segurar os índices será grande e a primeira delas certamente será o controle governamental de preços. Esse filme já o vimos antes por aqui, está a acontecer neste momento na Venezuela e na Argentina, com as nefastas conseqüências de costume: desabastecimento, redução da produção, empobrecimento generalizado. E mais inflação.

O cuidado com a inflação é obrigação do governo, ao contrário do que disse Lula, e não do povo. Para isso existe um Banco Central, que tem o monopólio da emissão de moeda. Mas este organismo, sozinho, é impotente para segurar os preços mesmo que faça a coisa certa, aquilo que dele se espera, que é o controle da liquidez sistêmica. A inflação também reflete a tentativa de abolição da lei da escassez, o sonho impossível de todo esquerdismo. Um exemplo grave é a política salarial. Os economistas costumam medir a relação taxa de câmbio/taxa de salário como determinante da absorção da economia. Um desequilíbrio aqui provoca a crise cambial, que já está a caminho. E outro efeito é que a taxa de salário determina diretamente a formação dos preços.

Não haverá como segurar a inflação com a política de salário mínimo instituída. E não haverá como segurar gastos públicos também, vez que o salário mínimo regula boa parte da remuneração das aposentadorias e dos funcionários do Estado. Essa generosidade é populista no limite e está cobrando seu preço com a elevação dos preços. E a Petrobrás não terá como segurar a elevação dos preços internacionais do petróleo. Portanto, as pressões inflacionárias chegam de todos os lados. O povo não tem como se defender disso. É o governo que precisa fazer a sua parte, segurando emissão de moeda.

Está chegado a hora de demonstrar que o projeto esquerdista de poder é irracional e insustentável no tempo, mesmo que haja uma conjuntura internacional favorável como a que vivemos. É a hora de provar que Lula não é um estadista e que com o poder não se pode ser leviano. Entendo que não há mais tempo para bondades governamentais, é chegada a hora da onça beber água. O índice geral de preços é o melhor termômetro para medir essa doença degenerativa do organismo que é o esquerdismo. É chegada a hora mais silenciosa, aquela em que os populistas nada terão a dizer que não sandices, como aquelas do Lula citadas acima. Suas teorias, sua retórica e sua suposta boa intenção mostrarão sua verdadeira face: incompetência, despreparo, irresponsabilidade e incapacidade de viver a realidade como ela é. A lei da escassez afinal sempre haverá de se impor.

Haverá choro e ranger de dentes.

O que está em risco não é o clima, mas a liberdade

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Václav Klaus em 09 de julho de 2008


Resumo:
A questão do aquecimento global tem mais a ver com ciências sociais do que naturais, e mais a ver com o homem e a sua liberdade do que com a variação de décimos de um grau Celsius na temperatura média global.


© 2008 MidiaSemMascara.org

Vivemos tempos estranhos. Um inverno excepcionalmente quente é suficiente – desconsiderando o fato de que no decorrer do século XX a temperatura global cresceu apenas 0,6 por cento – para que os ambientalistas e seus seguidores sugiram medidas radicais para fazer algo – e fazê-lo já – quanto ao clima. No ano passado, o dito “documentário” de Al-Gore foi exibido em cinemas no mundo todo, o relatório britânico Stern – mais ou menos de Tony Blair – foi publicado, o quarto relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas foi concretizado e a conferência do Grupo dos Oito anunciou a vontade de se fazer algo em relação ao clima. As pessoas racionais e defensoras da liberdade devem se pronunciar. Os ditames do politicamente correto são rígidos e apenas uma verdade autorizada, não pela primeira vez na história, nos é imposta. Todo o resto é denunciado.

O escritor Michael Crichton declarou de forma clara: “O maior desafio que enfrenta a humanidade é distinguir a realidade da fantasia, a verdade da popaganda”. Eu entendo da mesma maneira, porque a histeria do aquecimento global tornou-se o maior exemplo do problema da verdade versus a propaganda. Requer-se coragem para opor-se à verdade “estabelecida”, embora muitas pessoas – incluindo cientistas renomados – vejam a questão das mudanças climáticas de forma totalmente diversa. Eles protestam contra a arrogância daqueles que defendem a hipótese do aquecimento global estar relacionado às atividades humanas.

Como alguém que viveu sob o comunismo a maior parte da sua vida, sinto-me obrigado a dizer que vejo no ambicioso ambientalismo, e não no comunismo, a maior ameaça à liberdade, à democracia, à economia de mercado e à prosperidade, hoje. Esta ideologia quer substituir a evolução livre e espontânea da humanidade por algum tipo de planejamento central (agora global).

Os ambientalistas pedem por ação política imediata porque eles não acreditam no impacto positivo do crescimento econômico a longo prazo, e ignoram tanto o progresso tecnológico de que as futuras gerações sem dúvida usufruirão como o fato comprovado de que, quanto maior a riqueza da sociedade, maior é a qualidade do meio ambiente. Eles são malthusianos pessimistas.

Os cientistas deveriam nos ajudar e levar em consideração os efeitos políticos de suas opiniões. Eles têm como obrigação declarar suas acepções políticas e juízos de valor e o quanto estes afetam as suas seleções e interpretações das evidências científicas.

Faz algum sentido falar sobre aquecimento da Terra quando analisamos o caso no contexto da evolução do nosso planeta ao longo de centenas de milhões de anos? Todas as crianças aprendem na escola sobre as variações da temperatura, sobre as eras glaciais, sobre o clima muito mais quente da Idade Média. Todos nós percebemos que mesmo durante a nossa vida ocorrem mudanças de temperatura (em ambas as direções).

Graças a avanços na tecnologia, o crescimento da riqueza disponível, a racionalidade das instituições e a capacidade dos países se organizarem, a adaptabilidade da sociedade humana cresceu radicalmente. E ela vai continuar crescendo e vai solucionar qualquer conseqüência em potencial de variações climáticas moderadas.

Concordo com o professor Richard Lindzen, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que disse: “As gerações futuras vão se admirar com a estupidez desconcertante de que o mundo desenvolvido do início do século XXI entrou em um pânico histérico a respeito de um aumento de temperatura global médio de alguns poucos décimos de grau, e, com base em exageros grosseiros de projeções feitas por computador de forma altamente duvidosa, combinado a uma implausível cadeia de inferências, passou a contemplar a possibilidade de reverter a era industrial”.

A questão do aquecimento global tem mais a ver com ciências sociais do que naturais, e mais a ver com o homem e a sua liberdade do que com a variação de décimos de um grau Celsius na temperatura média global. Como uma testemunha do atual debate mundial sobre mudança climática, eu sugiro o seguinte:

- Pequenas mudanças climáticas não demandam medidas restritivas abrangentes

- Qualquer supressão da liberdade e da democracia deve ser evitada

- Em lugar de organizar as pessoas de cima para abaixo, deixemos que cada um viva como quiser

- Resistamos à politização da ciência e oponhamo-nos ao termo “consenso científico”, que é sempre alcançado por uma minoria barulhenta, nunca por uma maioria silenciosa

- Ao invés de falar sobre “o meio ambiente”, sejamos atentos a ele no nosso dia-a-dia

- Sejamos humildes, porém confiantes na evolução espontânea da sociedade humana. Acreditemos na sua racionalidade e não tentemos freá-la ou desviá-la em qualquer direção.

- Não nos assustemos com previsões catastróficas ou utilizemo-nas para defender e promover intervenções irracionais nas vidas humanas.

Tradução: Marcel van Hattem

Fonte: Financial Times UK - http://www.hacer.org/current/LATAM232.php

* Václav Klaus é presidente da República Tcheca

Três conselhos aos jovens que desejam mudar o mundo

Do portal OrdemLivre.org
Por Peter Boettke

No dia 19 de junho, eu tive a oportunidade fazer uma palestra para os membros do programa Koch Associate, em Washington D.C.. O programa oferece a recém-formados a oportunidade de trabalhar por um ano na rede dos think-tanks, além de passar por uma série de programas de treinamento desenvolvidos pela Koch Foundation. O programa tem obtido um enorme sucesso.

Minha palestra era sobre como pensar a respeito do problema da “transição” e sobre como se fazer uma “análise da transição”. Eu me inspirei basicamente em minhas experiências na Europa central e oriental, e na antiga União Soviética, bem como em trabalhos mais recentes sobre a economia do desenvolvimento em geral (América Latina e África) e também nos esforços de ‘reconstrução’ após guerras e desastres naturais.

Entretanto, antes da minha palestra, eu dei três conselhos gerais, direcionados aos jovens de mentes sérias, inteligentes e impressionáveis que desejam mudar o mundo:

1. Não confunda comprometimento com dogmatismo

A ciência, argumentei, progride através do comprometimento dos cientistas com as proposições. Essa é uma afirmação tipicamente polanyiana, mas essencial. Muitas pessoas que não estão envolvidas com a ciência (inclusive os filósofos da ciência) não têm idéia alguma sobre como a ciência progride e afirmam que seria tudo baseado em subverters-se a si mesmo. Obviamente, a autocrítica é importante, mas não é dessa maneira que a ciência progride. A ciência progride pela pesquisa insistente que alguns cientistas fazem usando certas idéias, e estes confrontam a busca insistente de outros cientistas do mesmo campo. A ciência deve causar dor quanto as proposições estão erradas. Mas, para algo DOER, a pessoa a quem as provas mostram estar errada precisa ter acreditado sinceramente estar com a razão. A ousadia de uma conjectura está correlacionada positivamente com o nível de comprometimento que o cientista possui com a proposição. Queremos conjecturas corajosas submetidas à refutação, não as fracas. Isso significa que os cientistas terão opiniões fortes e isso, freqüentemente, é confundido com o dogmatismo, coisa que não é. Na verdade, como já escrevi anteriormente, o dogmatismo não é um problema de nível individual, mas um problema de nível disciplinar. Enquanto houver uma competição aberta nos campos de pesquisa, o dogmatismo não causará estragos no avanço científico/intelectual. Eu diria que afirmar o contrário é, na realidade, não compreender como a ciência progride e como os melhores cientistas da história humana trabalharam de fato. Assim, o dogmatismo sistemático deve sempre ser rejeitado porque pode matar o progresso científico.

2. Não confunda a falsa humildade com a verdadeira humildade.

Nesta era pós-moderna, é comum as pessoas afirmarem que nós não sabemos nada. Eu não sei, você não sabe, nenhum de nós sabe. E nós somos todos super bacanas por não sabermos nada! Não, não é legal não saber nada. Na verdade, é muito ruim não saber certas coisas. Sentimos uma alegria verdadeira ao compreender as coisas e, se você quiser pensar seriamente sobre questões importantes, comece por tentar compreender as coisas, ao invés de afirmar que não sabe de nada. Além disso, o progresso do conhecimento pode não ser uma simples passagem linear do desconhecido para o conhecido, mas também não é um tiro no escuro. A expressão é: “quanto mais sabemos, mais sabemos que não sabemos”. A esfera do conhecimento expande-se, e à medida que o conhecimento cresce, a esfera cresce – ou seja, a área do que é conhecido se expande, mas à medida em que a esfera se expande, a superfície (ou a consciência) do desconhecido também cresce. Essa é a humildade que aprendemos a partir do conhecimento científico e não a falsa humildade segundo a qual nenhum de nós sabe nada. Não, a maioria das opiniões sobre as políticas econômicas está errada e nós sabemos disso porque essas opiniões não são baseadas nem na lógica, nem em provas.

Se pensarmos por um minuto a respeito de nossos problemas em relação à economia, poderemos ser capazes de esclarecer isso. Primeiro, o mundo econômico que ocupamos é um fenômeno complexo que abrange uma intricada rede de interconexões, dependências históricas e está mergulhado, como disse Keynes, nas “forças obscuras do tempo e da ignorância.” Essa é a situação econômica em que o ator econômico se encontra. Mas isso não é um problema para os economistas que, apesar disso, estão estudando os problemas e buscam compreender as estratégias de competição e os mecanismos institucionais que emergem para auxiliar nesse confronto com o tempo e a ignorância. Em outras palavras, o conhecimento do economista é diferente do conhecimento do ator econômico. Nós, como economistas, temos acesso ao conhecimento que atores dentro da economia não têm. Essa é uma idéia importante, enfatizada por Hayek, mas às vezes esquecida pelos subjetivistas extremos. De fato pode haver uma ciência objetiva voltada para o estudo das percepções subjetivas das oportunidades de trocas e produção que visem o lucro – a teoria empresarial do processo de mercado. O conhecimento da teoria do processo mercadológico não significa que você poderia ser um empresário, quanto mais ser alguém que regulasse esses processos. Isso significa que você consegue compreender a “explicação do princípio” que fundamenta a ordem produzida no processo mercadológico. O conhecimento é doce. Não vamos azedá-lo.

3. Diga a verdade aos poderosos. Não crie estratégias com o poder.

A principal questão para os indivíduos que desejam mudar o mundo é compreender que o problema não são os diferentes partidos políticos, mas as diferentes regras do jogo. O que mais importa é a estrutura do governo e não quem o governa. Você deve se concentrar na mudança e na busca por regras que gerem incentivos compatíveis com o “jogo” que você deseja promover.

Com relação a isso, a utilização de idéias econômicas compreensíveis e inofensivas pode torná-lo bastante popular no circuito de palestras, mas não lhe ajudará a mudar o mundo. Mais uma vez, deixe-me repetir: a ciência deve doer. Além disso, desenvolver estratégias para diluir uma mensagem econômica a fim de que ela seja adotada por aqueles que estão no poder também não funciona. Os especialistas na diluição de idéias econômicas podem atingir altos postos políticos, mas não promoverão a verdade econômica ou política.

Eu disse à platéia que, em minha opinião, os livros mais importantes que deveriam ler nesse verão são: Free Markets Under Siege, de Richard Epstein e Politically Impossible? De W. H. Hutt. Epstein enfatiza os frutos mais imediatos das políticas públicas, dizendo que se nos concentrássemos apenas nos problemas econômicos mais simples e, ao contrário dos políticos, os compreendêssemos corretamente, ajudaríamos milhões de pessoas em todo o mundo – tarifas mais baixas, impostos menores, a eliminação de algumas regulamentações, a eliminação dos controles sobre preços e salários etc. Questões fáceis de ser solucionadas. Existem questões complicadas nas políticas públicas econômicas; mas em 90% dos problemas que enfrentamos, são as questões facilmente solucionáveis que distorcem tudo e que prejudicam a vida de tantas pessoas. Pense na crise atual dos alimentos e examine o aumento das políticas protecionistas em todo o mundo, que impedem os ganhos comerciais de saná-la. Mais uma vez, são questões fáceis de ser solucionadas.

Hutt, por sua vez, enfatiza que é responsabilidade dos economistas dizer a verdade, como eles a vêem, aos donos do poder, e nunca abrir mão de sua mensagem. A razão é que se os economistas diluem suas mensagens, os políticos as diluirão ainda mais no processo político e, quando aquela idéia se tornar uma política verdadeira, será irreconhecível ao economista. Essa diluição, ao invés de dar voz à economia, a cala completamente, e com o consentimento dos próprios economistas. Então, diga a verdade ao poder e danem-se as conseqüências relacionadas à sua popularidade no mundo político.

Peter Boettke é economista da Universidade George Mason.

CENSURA

Do blog da ANDEC
06 Julho, 2008




Ontem, fui informada que nosso quarto e-mail(!!) estava censurado (os três anteriores já o haviam sido):

Querida Ana, Há dias que tento mandar-lhe um e-mail replicando ao que você me mandou sobre o impeachment de Lula e NADA!! Devolvem-mo sempre.

Informei o fato às demais componentes da diretoria da ANDEC, por e-mail. Uma delas tentou me responder de imediato. E seu e-mail foi devolvido na mesma hora.

Censurado como?, você pode estar se perguntando. Explico:
Nossos e-mails (como remetentes ou destinatários) são abertos, lidos e triados. Dependendo do teor, são ou não 'liberados'.

Estou absolutamente irritada! Essa ditadura (meio que) velada, é o pior tipo de ditadura existente!! Você não sabe até onde pode ir, muitas vezes os menos informados te reputam paranóico, mas você sabe que ela está aí.

Além da invasão de privacidade que sinto, da quebra do sigilo de correspondência que nossa Constituição que, se respeitada fosse, determina seja observado, é no mínimo revoltante saber que os vagabundos que se prestam a isso recebem com dinheiro dos nossos impostos!!!

Detalhe: não somos bandidos, não infringimos a lei, não infringimos a moral, a ética, os bons costumes. Ao contrário. Queremos que a moral, a ética, os bons costumes, a lei, prevaleçam. Queremos ORDEM em nosso País!!

Por vezes me perguntei por que temos visitas tão importantes como o SERPRO e o PRODESP em nosso blog, por que nossos e-mails são censurados.

A ANDEC é uma associação tão pequena ainda! Nem temos tido chance de incomodar tanto quanto gostaríamos.

Também nunca pretendemos disputar espaço com outros blogs, excelentes, que noticiam e comentam toda a (falta de) vergonha dos governantes desse nosso País e que a grande mídia, vendida, tão deliberadamente oculta.

O que fazemos para merecer tais ilustres visitas?

O que leva a facção 'Compadres dos Compadres' que hoje domina o Brasil (que ilustração feliz desse infeliz desgoverno, Coronel!) a nos monitorar?

Quem somos nós? Por que estamos incomodando?

Cheguei a uma conclusão: incomodamos porque buscamos a união dos inúmeros núcleos de brasileiros insatisfeitos espalhados nesse nosso País. Incomodamos porque tentamos desfazer o que esses maquiavélicos baderneiros vêm fazendo, dividindo para governar (no caso, para se manter no poder). Incomodamos porque saimos do virtual, embora ainda o utilizemos como meio de comunicação.

Então, amigos, é sinal de que estamos no caminho certo. Esse é o caminho: união e saída do virtual.

Reinaldo Azevedo hoje divulgou a seguinte informação, que reforça a necessidade (premente) de sair do virtual:

"A legislação eleitoral proíbe a mídia eletrônica de difundir opinião favorável ou contrária a candidato e ainda de dar tratamento diferenciado aos postulantes. ... Na prática, a equiparação significa que as inúmeras ferramentas da internet -como blog, e-mail, web TV, web rádio e páginas de notícias, de bate-papo, de vídeos ou comunidades virtuais- não poderão ser usadas para divulgar imagens ou opiniões que configurem apoio ou crítica a candidatos."

A suposta 'pane' na Telefônica, por sua vez, paralisou a web no Estado de São Paulo e deixou clara a fragilidade desse meio de informação e de 'protesto'.

E aí, cara-pálida? Vai continuar sentando em frente ao seu computador ou vai fazer alguma coisa pelo seu País?

Ouso dizer: faça agora (enquanto ainda dá) ou cale-se (e envergonhe-se) para sempre.

Historinha do Daniel Dantas e os outros mosqueteiros...

Por ANA PRUDENTE por e-mail

Amigos

Quem estiver acompanhando as prisões do "trio" (o quarto seria o Greennhalg mas estranhamente o Juiz De Sanctis não aceitou denuncia contra ele - porque será?), leiam com atenção as informações abaixo, que se juntam ao que está sendo divulgado.
Boletim de 09.07.08 do Ex-blog do Cesar Maia
OPERAÇÃO SATIAGRHA OU DELAÇÃO PREMIADA DO DOLEIRO LUCIO FUNARO! E NÃO ENTREGOU TUDO!

Manchetes do Blog quando ainda não era Ex-Blog. Clique no final e conheça os detalhes. Estava tudo lá. E tem muito mais do que foi noticiado ontem!

20/09/2005: Naji Nahas operava muito na Bonus-Banval através do FUNARO.

22/09/2005: Esse Funaro!!! Não é que é liga do Naji Nahas, está por dentro do caso do fundo exclusivo do BRB, abriu a Garanhuns, opera a Prece, articula-se com PMDB e PCdoB do RJ, passou uma Ferrari para filho de deputado... A CPI está com tudo na mão. Quando fechar o laço, vai cair o mundo!

24/06/2005: Não faz muito tempo! Bonus-Banval, Mensalão, Doleiros e Cia LTDA

26/09/2005: Lavanderia Bonus-Banval! E em seu conselho de administração informal o PT, Nahas, Funaro

26/09/2008: Dólares e lavagem de dinheiro em Santo André... naturalmente!

29/09/2005: Técnicos da CPI não pararam de trabalhar!

02/04/06: As teles e as malas do PT!

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Teor das noticias que estão armazenadas no endereço do blog

20/09/2005

Naji Nahas operava muito na Bonus-Banval através do FUNARO.

NAJI NAHAS E O PT! INTIMIDADE -POLÍTICA- COM O "MERCADO"!

Estado de Minas.

Informações colhidas pelo deputado Sílvio Torres (PSDB-SP), da CPI dos Correios, revelam rastros do megaespeculador Naji Nahas nos contatos mantidos entre membros do PT e a Portugal Telecom, no início deste ano. Naji Nahas teria ido a Lisboa no primeiro bimestre, acompanhado de Delúbio Soares, ainda tesoureiro do PT, e de Luis Favre, marido da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy. Lá, de acordo com as informações que chegaram a Sílvio Torres, o grupo jantou no restaurante O Nobre, um dos mais sofisticados da cidade, com três diretores da Portugal Telecom. Não é o único elo entre Nahas e o caixa 2 do PT. A corretora Bônus Banval, pertence a Breno Frischberg, tradicional corretor de valores do mercado financeiro paulista. Operadores experientes da praça paulista dizem que, em 1992, Frischberg atuava na Distribank DTVM, a mesma em que Nahas operou após o escândalo da Bolsa do Rio, em 1989. As relações de Naji Nahas com o governo Lula são evidentes. No dia 25 de fevereiro do ano passado, o megaespeculador foi convidado ao Palácio do Itamaraty para o banquete em homenagem ao príncipe Bandar, da Arábia Saudita. Depois, integrou a comitiva que foi garimpar negócios no Oriente Médio, em uma das viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

NÃO FAZ MUITO TEMPO! BONUS BANVAL, MENSALÃO, DOLEIROS E CIA LTDA!

Globo-ON- 24 de junho de 2005.

Dinheiro do mensalão passava por corretora paulista

O dinheiro do mensalão tinha um endereço em São Paulo: Rua Pedroso Alvarenga 1.208, Itaim Bibi. Ali funcionava, até dois meses atrás, a corretora Bonus/Banval. Dona de um histórico conturbado, a corretora é apontada como a responsável por botar em prática suposto esquema usado para o mensalão. Essa operação que seria feita por meio da Bonus/Banval. Ou pelo menos foi até bem pouco tempo. Fonte afirma que parte do 'lucro' da operação era depositada diretamente no exterior, através do envio feito pelo doleiro Alberto Yossef, que já foi preso e cumpre pena em liberdade por remessa ilegal de recursos para o exterior. Passavam pela corretora nestas operações entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões por mês e Yossef recebia 0,80% do dinheiro transportado. As operações na BM&F foram feitas por Waldir Vicente Prado, investigado por realizar operações para Naji Nahas, impedido de operar diretamente nas bolsas. Prado era o operador da Master. Teria sido por meio desta corretora que Janene conheceu dois dos atuais proprietários da Bonus/Banval, Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado. A Master é também investigada por suas ligações com a RS Administração e Construção, com sede no Panamá, por remessas ilegais para o exterior.

22/09/05

Esse Funaro!!! Não é que é liga do Naji Nahas, está por dentro do caso do fundo exclusivo do BRB, abriu a Garanhuns, opera a Prece, articula-se com PMDB e PCdoB do RJ, passou uma Ferrari para filho de deputado... A CPI está com tudo na mão. Quando fechar o laço, vai cair o mundo!

Naji Nahas é peça chave. Esteve com Lula algumas vezes. Representa a Portugal Telecom. É quem está por trás da Bonus-Banval. Citado por Toninho da Barcelona. Por Daniel Dantas. Quando é que a CPI vai convocá-lo e investigá-lo.

26/09/05

LAVANDERIA BONUS-BANVAL! E EM SEU CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO INFORMAL O PT, NAHAS, FUNARO...

Folha de SP

Corretora ligada ao PT é suspeita de lavagem

A Polícia Federal tem indícios de que a corretora que operou para o PT, a Bônus-Banval, não faz só negócios oficiais na Bolsas de Valores e na BM&F (Bolsa Mercantil e de Futuros): a empresa lava recursos para doleiros, segundo o levantamento inicial dos policiais. A PF trabalha com duas hipóteses: 1) o esquema de caixa dois do PT ter sido alimentado por alguns desses doleiros; e 2) a Bônus-Bonval funcionar como uma espécie de caixa de compensação entre doleiros.

Pelo menos quatro doleiros conhecidos realizaram operações no mercado financeiro por meio da corretora. Dois são alvo das investigações da CPI do Mensalão: Nelma Cunha, de Santo André, e Carlos Alberto Quaglia, de Florianópolis. Um terceiro investigado pela CPI, Lucio Bolonha Funaro, também recorria à Bônus-Banval.

O advogado da Bônus-Banval, Antônio Sérgio de Moraes Pitombo, diz que "não se pode confundir a corretora com a conduta de alguns clientes". Para Pitombo, a empresa é alvo de campanha difamatória (leia mais na pág. A9). A suspeita dos policiais é que esses doleiros tinham transferido os dólares que compraram para a corretora numa operação de lavagem de dinheiro. Um dos doleiros que apareceu na investigação da PF sobre a Bônus-Banval foi Dario Messer. Na última terça-feira, o Toninho da Barcelona, relatou à CPI dos Bingos e do Mensalão que Messer era o doleiro usado pelo PT para esquentar doações ilegais. As ordens de pagamento, de acordo com o doleiro, eram dadas pelo lobista Marcos Valério de Souza -ele nega as acusações.

DÓLARES E LAVAGEM DE DINHEIRO EM SANTO ANDRÉ... NATURALMENTE!

Folha de SP

Toninho da Barcelona apresentou na CPI uma nova personagem do mercado paralelo que operaria para o PT, segundo ele: Nelma Cunha, dona de uma casa de câmbio em Santo André. Ela teria feito operações em dólar para o PT quando Celso Daniel era prefeito da cidade, de 2000 a 2002. Pode ser mera coincidência, mas Nelma foi cliente da Bônus-Banval. A corretora informa que Nelma perdeu muitos recursos nas suas aplicações. Perda, em mercado de dólar futuro, é uma das formas de transferir dinheiro de forma dissimulada para alguém que não quer ser identificado. Nesse investimento, o aplicador aposta numa tendência para o dólar -de alta, por exemplo. Se o dólar cai, ela perde -e quem apostou em queda sai ganhando. A polícia acha que políticos ou partidos pode estar na ponta que saiu ganhando -seria a forma legal que a doleira usou para esquentar recursos. O argentino Carlos Alberto Quaglia, um dos sócios da Natimar, é outro do mercado de dólares que aplicou na Natimar. A empresa informa que os R$ 6,5 milhões investidos pela Natimar na Bônus-Banval saíram do caixa de Marcos Valério - o que é negado tanto por ele quanto por Quaglia.


A lista de investidores que usavam a Natimar para investir na corretora inclui a mulher do doleiro Najun Turner, que foi usado pelo então presidente Fernando Collor em 1992 para tentar justificar recursos que recebera do esquema montado por seu tesoureiro Paulo César Farias.

29/09/05

TÉCNICOS DA CPI NÃO PARARAM DE TRABALHAR!

Enquanto se discutia a questão da presidência da Câmara, os técnicos das CPIs continuavam a trabalhar.

Algumas certezas:

1. Os vínculos entre Ademar Palocci e Interbrazil são - pelo menos - quase societários;

2. Funaro está metido até as vísceras com políticos - especialmente no Rio.

3. PT tem dinheiro no exterior. E avião da FAB levou carregamento com dinheiro para Cuba.

4. Naji Nahas está por trás e pela frente da Bônus-Banval as Teles, passando pelo Planalto.

5. Marcos Valério está quase dando com a língua nos dentes. Não perderá o dinheiro dos "empréstimos".

6. Palocci -Antonio- sua turma, estão metidos até o fígado, na república do lixo e nas falcatruas de 2003.

7. O desvio de dinheiro dos fundos passa pelos fundos exclusivos.

8. Delúbio é agente de Lula.

9. PCdoB do Rio -especialmente seu deputado estadual, terá muito que explicar...

10. A conexão-político-financeira-previdenciária do Rio, passa pela máfia dos combustíveis.

02/04/06

AS TELES E AS MALAS DO PT!

VEJA

Dinheiro na mala é vendaval

Naji Nahas diz que ganhou uma mala recheada com 3,25 milhões de reais da Telecom Italia como pagamento de serviços de "consultoria"

UM CAMINHÃO DE DINHEIRO

Documento assinado pelo presidente da Telecom Italia na América Latina, Giorgio Della Seta, autoriza o banco Bradesco a sacar de uma das contas da empresa 3,25 milhões de reais – a ser entregues, em carro-forte, a Naji Nahas.

Veja-Mainard

Da mesma forma que a Telecom Italia ofereceu um contrato milionário a Naji Nahas, Daniel Dantas ofereceu um contrato de 8 milhões de reais a Kakay, amigo do peito de José Dirceu, e um contrato de 1 milhão de reais a Roberto Teixeira, amigo do peito de Lula.

http://docs.google.com/View?docid=dckxqdd3_51fztdf9cr


A fundamentação moral da liberdade

Do portal OrdemLivre.org
Por Ralph Husted

Os fundadores dos Estados Unidos da América acreditavam que vivemos em um universo ordenado. Eles acreditavam que faziam parte de uma ordem universal das coisas. Colocando as coisas de outra forma – eles acreditavam em Deus. Eles acreditavam que cada homem deve achar o seu próprio lugar em um mundo onde existe um lugar feito para ele. Eles buscavam a independência para a sua nação, porém, mais importante que isso, eles buscavam a liberdade para os indivíduos; a liberdade para os homens – como indivíduos – pensarem e agirem por si mesmos.

Lá na Filadélfia, eles fundaram uma república dedicada acima de tudo a um objetivo – a preservação da liberdade individual, a proteção de uma sociedade em que os homens seriam livres para buscar seus propósitos na vida, da forma que desejassem. Eles não acreditavam que o propósito da vida de um homem deveria ser determinado pelo governo ou que o governo deveria decidir a quais propósitos nossa sociedade deveria servir.

Espiritual, econômica e política

O que queremos dizer quando falamos de liberdade individual? Em última análise, eu creio que existam três elementos essenciais: a liberdade religiosa, a liberdade econômica e a liberdade política.

A liberdade religiosa significava para nossos antepassados exatamente o que essas palavras indicam, ou seja, a liberdade de adorar a Deus da forma que cada indivíduo preferir. Mas lembre-se, isso também lhes dá a liberdade de não adorar a Deus de forma alguma. É claro que nós sabemos que poucos estavam dispostos a fazer essa opção. Para a maioria dos fundadores, o culto a Deus era uma parte essencial de suas vidas. É verdade que acreditavam e defendiam a separação entre a Igreja e o Estado, mas eles certamente não acreditavam na separação entre o povo e Deus.

Existe ainda mais uma coisa que eu gostaria de dizer em relação à liberdade religiosa, que leva à principal idéia que pretendo expor aqui. A liberdade religiosa não significa nada sem a liberdade econômica e política. A nossa vida não é dividida em pequenos compartimentos independentes uns dos outros. A vida não pode ser dividida, nem a liberdade. É impossível ter liberdade religiosa sem liberdade econômica e liberdade política. E é igualmente impossível ter liberdade política ou liberdade econômica sem ter liberdade religiosa. Examinemos agora a liberdade econômica de acordo com esses princípios.

A importância da liberdade econômica

A liberdade econômica significa, literalmente, a liberdade de buscar os meios de satisfazer as necessidades materiais de alguém; porém, duvido que qualquer pessoa já tenha pensado sobre seu bem estar considerando apenas as suas necessidades materiais. A reflexão acerca das necessidades materiais do homem envolve pensarmos também nas suas necessidades espirituais, pois seu bem estar depende da satisfação de ambas; essas duas necessidades, consciente ou inconscientemente, influenciam os seus esforços para satisfazer seus desejos. Portanto, existe uma interdependência entre a liberdade econômica e a religiosa.

O significado da liberdade econômica se baseia na própria natureza da criação. Nós somos feitos um de cada vez e somos todos diferentes. As diferenças entre nós são imensas e, certamente, nossas maiores diferenças são espirituais. As necessidades básicas da vida são poucas, mas o número de coisas materiais necessárias para expressar o espírito da humanidade é infinito.

As milhões de formas pelas quais a propriedade é moldada pela mão dos homens e os milhões de usos nos quais é empregada não são nada além de expressões das milhões de personalidades humanas que acumulam propriedades e as adaptam às suas necessidades. Sejam elas lápis ou usinas siderúrgicas, as propriedades não são nada mais que um reflexo do espírito infinito do homem. Elas refletem o desejo de auto-expressão do espírito humano.

Se você concorda com isso, creio que você concordará também que a propriedade, para servir melhor a seu propósito, deva ser privada. Pela própria natureza da criação, nenhum de nós pode ter os mesmos desejos, as mesmas habilidades ou as mesmas capacidades mentais de outras pessoas. Nenhum de nós consegue se expressar exatamente da mesma forma que outra pessoa. Uma propriedade possivelmente não poderia servir a um proprietário da mesma forma que serve a outro. O que nós chamamos de propriedade é o direito ao uso, à posse, ao controle e à disposição da propriedade, e são essas ocorrências que fazem com que ela seja útil na satisfação das necessidades dos indivíduos.

Assim, evidentemente, a propriedade deve ser privada, já que qualquer objeto de propriedade existe para satisfazer as necessidades de um homem, da forma que ele as enxerga pessoalmente. Se você ainda tem dúvidas a respeito da propriedade privada, considere por um momento que todos nós temos propriedades; o trabalho de um homem é sua propriedade e, caso ele não seja livre para controlar e dispor de seu trabalho da forma que deseja, será um escravo.

Os homens têm coordenado seus esforços de inúmeras formas, visando à satisfação de seus desejos materiais, mas sempre, e sem levar em consideração o quanto suas vidas podem se tornar independentes, seus esforços são direcionados à satisfação dos desejos dos indivíduos. Os homens criaram organizações comerciais grandes e pequenas, simples e complexas, mas essas organizações não possuem vida, filosofia, capacidade de criar ou produzir quando separadas dos indivíduos que as compõem.

Uma organização ou corporação pode se tornar tão grande que uma pessoa pode sentir sua individualidade completamente engolida, mas permanece um fato que é a pessoa que fornece a vida e não a organização. Somente os indivíduos podem crescer e progredir, somente os indivíduos podem gerar progresso econômico. Somente um indivíduo pode querer. Somente um indivíduo pode saber o que quer; e, a menos que seja livre para escolher o que lhe satisfaça, ele não é realmente livre.

Apesar de nosso sistema ser complexo, ele é, no entanto, construído sobre algo que todos nós compreendemos – a promessa de um homem a outro. Ele é construído sobre o direito de fazermos acordos livremente, sem a intervenção governamental. Ele é construído sobre a liberdade de escolha individual. Uma sociedade planificada pode forçar a especialização do trabalho, porém, a imposição nunca desempenhou os milagres da produção que se tornaram comuns entre os homens que são livres para fazer acordos na forma de desejarem.

O significado de liberdade política

Agora, mas e a liberdade política? A liberdade política, na cabeça de várias pessoas, é um termo definido vagamente pela palavra “democracia”, e que é associado com a liberdade de expressão e o direito ao voto. Pensar sobre a liberdade política apenas como a democracia é realmente perigoso porque a democracia pode se transformar em um arrastão tirânico. Pensar na liberdade política como sendo apenas a liberdade de expressão e o direito ao voto é cair na armadilha socialista, já que até mesmo os socialistas dizem acreditar em ambos. O direito a voto pode ser essencial à liberdade, mas devemos sempre nos lembrar que os povos já abriram mão de sua liberdade através da maioria dos votos.

Então, o que queremos dizer com liberdade política? Penso o seguinte. Todo direito que nós exigimos como homens livres carrega consigo o dever de não interferir através do uso da força no gozo desse mesmo direito por outras pessoas. O desejo humana de expressar-se é natural e bom, e o direito a expressar-se é fundamental; porém, a não ser que sejam acompanhados por um senso de responsabilidade apropriado, eles podem se manifestar através do uso da força.

Somos seres responsáveis, mas todos sabemos que no estágio atual da civilização, e provavelmente será assim pelas próximas eras, ninguém é ou será perfeito. Ninguém tem ou terá um senso perfeito de certo e errado. Assim, devemos ter o Estado de Direito para restringir o uso da força.

Mas devemos ter consciência disso. A lei não é auto-executável. A própria lei deve aplicar a força ou a ameaça da força para conter aqueles que agem irresponsavelmente. Pode parecer banal repetir aqui que “o melhor governo é aquele que governa menos”, mas ainda é tão importante repetir essa frase hoje quanto na primeira vez em que ela foi pronunciada.

Liberdade política significa liberdade em relação às restrições governamentais e às imposições que vão além do necessário para se conter os irresponsáveis. Quando o governo vai além desse ponto, ele se transforma no opressor da liberdade. Quando entregamos ao governo o trabalho de planejamento, administração ou controle sobre qualquer tarefa, independentemente de sua suposta aparência humanitária, nós devemos pesar o custo disso em relação à perda de liberdade, já que a delegação de poder vem sempre acompanhada de uma perda de liberdade.

O papel do governo

Agora, alguns de vocês podem perguntar, “Mas e os vários serviços que o governo presta às pessoas? Será que o governo não faz para nós várias coisas que não poderíamos fazer sozinhos?” Será? Talvez estejamos apenas nos iludindo. O doutor F. A. Harper disse:

O governo ... não pode fazer nada que as pessoas não pudessem fazer sozinhas, pela simples razão de que pessoas compõem um governo. O governo é preenchido por exatamente as mesmas pessoas cujas deficiências deveriam desaparecer quando combinadas dentro de uma estrutura legal com enfeites políticos e burocráticos – um processo que faz uma pessoa normal ficar menos capaz de executar tarefas do que era antes.

Certa vez, Edmund Burke disse:

Para se compor um governo não é necessária muita cautela. Arrume-se na cadeira do poder; ensine a obediência; e o trabalho está feito. Dar liberdade é ainda mais fácil. Não é necessário a guiarmos; ela requer apenas que soltemos as rédeas. Mas a formação um governo livre, ou seja, a mistura desses esses elementos opostos de liberdade e restrição em um trabalho consistente, requer mais pensamento, uma reflexão profunda e uma mente sagaz e poderosa.

Não foi por acidente que George Washington e seus contemporâneos fundaram algo que o mundo nunca tinha visto antes, uma nação dedicada à liberdade individual. Suas mentes compreenderam que a única liberdade real é a liberdade individual. Suas mentes sagazes e poderosas compreenderam a fundação moral da relação pessoal do homem livre com o seu Criador – e eles fizeram disso a base da maior nação da terra.

Os perigos que enfrentamos

Hoje estamos frente a frente com o mais sério ataque à nossa liberdade que já enfrentamos. Digo que é o mais sério por ser um ataque que ocorre exatamente sobre aquela fundação moral que acabei de mencionar. É um pouco confortante saber que o ataque pode ter sido inspirado inicialmente por pessoas além de nossas fronteiras. O fato perturbador é que agora esse ataque está sendo feito por pessoas de todos os estilos de vida, que dizem e pensam ser bons americanos.

Eu acredito não ser verdade a afirmação de que abandonamos conscientemente nossa fé, mas, pelo contrário, temos sido conduzidos sem pensar à aceitação de muitas crenças que, de fato, negam que os homens possuem uma relação pessoal com Deus. A liberdade individual tem sido sacrificada e o governo passou a ser considerado acima de tudo um instrumento para o planejamento econômico e social.

Nós permitimos que a crença de que os homens já não são mais capazes de cuidar de si infectasse nossa filosofia política. Estabelecemos uma burocracia enorme para planejar por eles. Nós ainda professamos a necessidade de liberdade religiosa, mas repudiamos a convicção de nossos antepassados – segundo a qual, a não ser que tenhamos a liberdade econômica e política, a liberdade religiosa não tem sentido.

Nós adotamos, por exemplo, um imposto de renda gradativo com o propósito declarado de dar apoio às funções essenciais do governo, mas mudamos nosso conceito do que é essencial e estamos agora usando os impostos, em larga escala, para a redistribuição de riqueza e como meio de controlar a vida das pessoas.

Temos subsídios para habitação, subsídios para agricultores, subsídios para a energia, subsídios no serviço de entregas e subsídios para os idosos. Nós retiramos a propriedade de um homem para dá-la para outro e acreditamos que isso esteja correto simplesmente porque isso acontece com o consentimento da maioria dos votantes. Adotamos o princípio marxista de “de cada um de acordo com a sua capacidade, a cada um de acordo com as suas necessidades.” Vemos a propriedade governamental direta de centenas de empreendimentos. Temos a interferência governamental sobre os direitos contratuais em praticamente todas as áreas da atividade econômica. Em muitas áreas essa interferência é tão grande que o livre mercado, a liberdade de escolha econômica, já acabou. Nós nos permitimos pensar que um pouco de socialismo não nos causaria danos, mas a semente cresceu e se transformou em uma floresta gigante.

A economia mista

Muitos de nossos políticos, cientistas políticos, economistas, escritores de livros escolares e mesmo alguns de nossos líderes financeiros e industriais vêem com grandes esperanças o que chamam de sistema misto de empreendimentos públicos e privados. Eles falam sobre o “setor público” de nossa economia, em contraste com o “setor privado” e da necessidade de parcerias entre os dois. Elogiam o que é agora chamado de parceria público-privada. Falam da maravilhosa adaptabilidade do nosso sistema de livre iniciativa porque, como dizem, ele foi capaz unir-se com o governo para satisfazer o que os planejadores governamentais chamam de necessidades da sociedade.

Mas que espécie de parceria é essa na qual um parceiro é completamente sustentado pelo outro? Que tipo de parceria é essa, na qual um parceiro se torna um fardo tão grande para o outro que passa a ser evidente de que esse peso já está grande demais? Quanto tempo isso pode durar?

Aceitamos a imoralidade fiscal como política nacional. Isso não é algo que nos tenha sido forçado. O fato é que nós exigimos isso. Toda maré baixa nos negócios se torna uma ocasião para maiores demandas, para que o governo aumente os gastos e para que o Banco Central reduza as taxas de juros e compre títulos do governo para aumentar a oferta de crédito bancário. Tudo isso, claro, resulta em um aumento da oferta de dólares consumíveis, mas não contribui em nada para a riqueza real das pessoas. As pessoas não estão melhores, porque dólares não são bens, nem são uma medida real de riqueza quando estão sujeitos à desvalorização por meio do aumento arbitrário de sua oferta.

Se alguém admite que a propriedade privada é indispensável para a obtenção da felicidade pelo homem, então deve-se admitir também que qualquer manipulação artificial do meio de troca, pelo qual o valor da propriedade é medido, é moralmente errado. Ainda assim, é exatamente isso que o nosso governo federal faz quando manipula as taxas de juros para expandir ou restringir o crédito, ou reduz as exigências de reservas, ou coloca pressão sobre o Banco Central para comprar ou vender títulos governamentais para aumentar ou diminuir o crédito bancário, ou passa a operar em déficit orçamentário. O dinheiro que está sujeito às manipulações governamentais se transforma em instrumento por meio do qual as pessoas têm suas propriedades roubadas.

Pela maioria dos votos em nome da democracia

Nós fizemos isso tudo com a maioria dos votos e em nome da democracia. Nesse momento, não quero ser mal interpretado. A palavra democracia ainda tem significado para mim e eu acredito nele, mas eu pediria a você para sempre se lembrar de que a democracia não é um fim em si. Apesar da pregação dos escritores de livros didáticos atuais e dos planejadores sociais do governo, a democracia não é o objetivo dos Estados Unidos. A democracia pode ser e tem sido muitas vezes um instrumento usado para se abusar dos indivíduos. O nosso objetivo é, e deve continuar sendo, a liberdade individual.

É claro que acreditamos que todos devam ter uma moradia decente, que um agricultor deva ter um alto padrão de vida, e que os idosos não devem viver na pobreza. Mas como esses objetivos poderão ser consumados se passarmos a adotar um planejamento econômico e social maior por parte do governo e um programa de grandes gastos governamentais?

Será que devemos ignorar o fato de que, quando falamos de planejamento governamental, pressupomos a existência de alguém no governo com uma inteligência sobre-humana que faça esse planejamento? Será que devemos ignorar o fato de que, quando o governo planeja, os seus poderes coercitivos são usados para colocar os planos em prática, sacrificando enormemente a liberdade individual? Aparentemente, para alguns dos líderes atuais, estejam dentro ou fora do governo, sim, nós deveríamos ignorar isso tudo.

Será que devemos aceitar a noção de que só porque o planejamento governamental é feito sob o rótulo da democracia, e de supostamente representar os interesses da maioria das pessoas, ele é correto?

Hoje, muitas pessoas, estejam no governo ou não, acreditam que o “bem-estar da maioria” é o critério pelo qual nós devemos medir o tamanho da interferência e do controle governamental sobre as questões econômicas. Nós vemos pessoas, do governo ou não, clamando por um grande programa de planejamento e gastos governamentais para, como dizem, melhorar a sociedade e fortalecer a liberdade. Hoje, encontramos confirmações sinceras da idéia de que os homens merecem, por uma questão de direito, ter condições de trabalho favoráveis, um salário justo, assistência social, moradia adequada e um bom padrão de vida.

É claro que todas essas coisas são desejáveis, mas deixem-me lembrar-lhes que nos Estados Unidos como concebidos por seus fundadores, os direitos inalienáveis do homem – à vida, à liberdade e ao direito de propriedade – não eram concedidos pelo Estado. Eles são dádivas de Deus. Uma moradia decente, um salário justo e a assistência social não são dádivas divinas. Deus dá aos homens a capacidade de adquirir essas coisas por si, e nada mais que isso.

Deus dá aos homens a capacidade e a liberdade de trabalhar e criar. Ele não dá nada que eles não possam criar sozinhos. Nós renunciamos à grande herança religiosa transmitida a nós por nossos fundadores quando falamos das coisas materiais pelas quais os homens desejam trabalhar como se fossem também algo que nós teríamos algum direito divino de reivindicar.

Se acreditamos nas mesmas coisas que os fundadores dos EUA, então devemos permitir que os homens sejam livres para desenvolver seu senso de responsabilidade à sua própria maneira, e devemos ter fé de que assim eles farão. Quando passarmos a compreender que todos os homens são dotados do espírito divino, creio que então, e apenas então, compreenderemos que os homens nasceram para ser livres.

Aborto barrado

Do blog ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão em quinta-feira, 10 de Julho de 2008


Os petistas sofreram ontem uma de suas maiores derrotas políticas na Câmara dos Deputados.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou o parecer do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contrário ao Projeto de Lei 1135/91, que descriminaliza o aborto praticado pela gestante ou com seu consentimento no Brasil.

Por 30 votos a 4, os parlamentares arquivaram a proposta que tramita na Câmara desde 1991 e tem como autores os ex-parlamentares Eduardo Jorge (PT-SP) e Sandra Starling (PT-MG).

No final da votação, representantes de movimentos religiosos comemoravam com os deputados contrários ao projeto e chegaram a rezar a oração do pai-nosso, no plenário da comissão.

Pela legislação atual, o aborto só é permitido em dois casos, com autorização judicial: quando a gravidez é resultado de estupro ou quando a gravidez traz risco de vida para a mãe.

Hegemonia e Ainda a Hegemonia

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 02 de julho de 2008

Desde a década de 30, o Partido Comunista foi-se tornando cada vez mais a influência cultural dominante no Brasil, não por sua superioridade intelectual, é certo, mas por sua capacidade de arregimentar escritores, artistas, jornalistas e professores numa elite militante bem organizada, consciente da sua missão de transformar toda a vida do espírito em arma de guerra revolucionária.

A astuta manipulação de cargos e prestígios, a ocupação de espaços, o boicote feroz aos adversários logo reduzidos a servos dóceis da polítca comunista por meio da intimidação e da chantagem – tais foram os instrumentos com que o Partido acabou por emascular uma intelectualidade conservadora na qual avultavam tipos do porte de um Manuel Bandeira, de um Gilberto Freyre, de um Nelson Rodrigues, de um João Camilo de Oliveira Torres, de um Lúcio Cardoso, de um Gustavo Corção, de um Antônio Olinto, de um Paulo Mercadante, de um Otto Maria Carpeaux e tantos outros, com os quais a esquerda jamais poderia concorrer no campo do livre debate.

Eleitoralmente, o Partido jamais foi grande coisa, mas sua influência tornou-se desproporcionalmente maior que seu minguado número de eleitores, ao ponto de impor à nação um presidente pró-comunista e consolidar o seu poder mediante um plebiscito em que a linguagem da lei e da ordem foi habilmente posta a serviço da subversão e da desordem.

Longe de debilitar essa influência, o novo regime advindo em 1964 acabou por fortalecê-la, na medida em que, concentrando seus esforços no combate à subversão armada e esquivando-se preguiçosamente ao dever da luta cultural, permitiu que a esquerda se revigorasse mediante o debate interno, a autocrítica e a reorganização estratégica segundo as linhas preconizadas por Antonio Gramsci, cujas obras, não por coincidência, chegaram ao alcance da militância intelectual esquerdista local precisamente a partir de 1965. Nessa data começou também a circular a mais importante publicação cultural esquerdista, a “Revista Civilização Brasileira” de Ênio Silveira, que marcou um upgrade intelectual da esquerda e provou sua capacidade de reagir criativamente, agressivamente, a uma derrota política que hoje sabemos ter sido apenas superficial e provisória.

Em meados da década de 1970, a hegemonia cultural da esquerda já era, mais que um fato consumado, um direito adquirido. Sem isso, a total falsificação da história do período, hoje consagrada como verdade incontestável em todo o sistema de ensino e em toda a grande mídia sem exceção, jamais teria sido possível – e, sem ela, a escalada triunfal da esquerda rumo ao poder absoluto jamais teria acontecido.

Ao longo de todo esse trajeto, só duas tentativas de resistência liberal-conservadora organizada se esboçaram, ambas tímidas e débeis.

A primeira veio da Igreja, entre os anos 40 e 60, mas foi logo diluída pela infiltração que veio a fazer da intelectualidade católica o mais eficiente instrumento de camuflagem e legitimação do esforço subversivo. A conversão de Alceu Amoroso Lima e de Dom Hélder Câmara ao esquerdismo, a devassidão ideológica fomentada pelo Concílio Vaticano II e a tomada dos seminários por uma hoste de endemoninhados “teólogos da libertação” resultaram na fundação do PT mediante a tripla união adúltera dos bispos com a intelectualidade comunista e com a militância sindical de esquerda, tudo sob as bênçãos da elite globalista bilionária e da mídia chique internacional.

A segunda foi a fundação do Instituto Liberal no Rio de Janeiro em 1983 e do Instituto de Estudos Empresariais no Rio Grande do Sul no ano seguinte, daí resultando o Fórum da Liberdade, que desde 1988 leva anualmente a Porto Alegre os melhores palestrantes liberais e conservadores do mundo. Essa iniciativa meritória, porém, ademais de ser sistematicamente boicotada pela mídia nacional inteira, ainda padece de duas autolimitações congênitas:

(1) Cinge-se ao debate doutrinal, sem nenhuma perspectiva de ação política e muito menos de uma ofensiva antigramsciana organizada na esfera cultural.

(2) Tende a concentrar-se nos temas econômicos, ignorando as questões essenciais da guerra cultural e da estratégia revolucionária e combatendo antes o estatismo enquanto idéia geral do que a esquerda enquanto força política concreta.

Ainda a hegemonia
Por Olavo de Carvalho em 03 de julho de 2008

Um dos princípios fundamentais do marxismo é a união indissolúvel do conhecimento e da ação revolucionária. Quaisquer que sejam os erros da teoria, eles acabam sendo neutralizados, na prática, pela constante revisão da estratégia à luz da experiência adquirida pelo “intelectual coletivo” (o Partido) na sua luta pela conquista do poder absoluto e pela destruição final do adversário.

A intensidade do esforço intelectual coletivo, organizado e voltado a objetivos mensuráveis, dá aos partidos de esquerda uma capacidade de ação concentrada, orgânica, que seus adversários no campo liberal e conservador nem de longe conseguem emular, e no mais das vezes nem mesmo conceber.

Na verdade, a simples necessidade de adestrar os intelectuais e organizá-los para uma ação cultural integrada é algo que jamais passou pelas cabeças dos nossos “direitistas”. No máximo, o que concebem é uma pura “disputa de idéias”, como se, uma vez demonstrada em teoria a superioridade intrínseca da livre empresa, a militância socialista se dissolvesse por si, cabisbaixa e arrependida, desistindo para sempre de suas ambições revolucionárias.

Nem de longe suspeitam que, na voragem da ação política, as “idéias” podem vir a representar um papel bem diverso – ou até inverso – daquilo que parecem anunciar pelo seu mero conteúdo. O “intelectual coletivo”, consciente dessa diferença bem como do fato de que os direitistas em geral a ignoram, diverte-se sadicamente, num jogo de gato e rato, fazendo as idéias mais ortodoxamente direitistas trabalharem pela glória e triunfo do esquerdismo.

A aposta unilateral dos liberais no “enxugamento do Estado”, inspirada em considerações econômicas e morais perfeitamente verazes e justas em si mesmas, mas amputadas de toda conexão com a estratégia política e cultural, só tem servido para transferir as prerrogativas do Estado para as ONGs esquerdistas, quando não para organismos internacionais perfeitamente afinados com o esquerdismo.

A idéia abstrata de “lei e ordem”, inteiramente correta, mas letal quando desligada do respectivo quadro cultural e estratégico, levou muitos liberais a colaborar servilmente na derrubada de Fernando Collor, a entronizar portanto a esquerda como detentora das virtudes morais por antonomásia e a dar-lhe por essa via os meios de elevar a corrupção a alturas que o ex-presidente não poderia nem mesmo imaginar.

Não houve então um só intelectual esquerdista que, vendo o decano liberal Roberto Campos sair do hospital em cadeira de rodas para ir votar contra Collor, não se lembrasse, com enorme satisfação, da máxima de Lênin que recomenda fazer o adversário lutar contra si próprio. E não houve um só deles que não enxergasse, no sepultamento político do ex-presidente, o prenúncio da iminente ascensão petista.

Já assinalei também, nestes artigos, a facilidade com que, em prol da liberdade de mercado, liberais e conservadores admitem negociar – ou ceder de graça – os princípios morais e culturais que geraram essa liberdade e sem os quais ela não subsiste senão como etapa de transição para o socialismo.

A “direita” deixa-se conduzir porque não tem nenhuma visão ou plano de conjunto, apenas o apego a pontos de detalhe que, de um modo ou de outro, sempre podem ser manejados para encaixar-se na estratégia abrangente da esquerda.

Para que tivesse essa visão ou plano, a direita precisaria ter formado uma genuína militância intelectual habilitada, no mínimo, a acompanhar as discussões internas da esquerda e a prever o curso das manobras estratégicas que ali se preparam.

Mas como esperar que os intelectuais da direita enxerguem o futuro, se não querem nem mesmo olhar para o passado e o presente? Participei de muitos Fóruns da Liberdade, em Porto Alegre – a maior concentração de inteligências liberais e conservadoras que já se viu no Brasil – e jamais ouvi ali uma única palavra sobre o Foro de São Paulo, exceto saída da minha própria boca.

Enquanto os liberais e conservadores discutiam em abstrato o sistema econômico e a estrutura do Estado, a esquerda construía, diante dos seus olhos cegos, a maior e mais poderosa organização política – político-militar, na verdade – que já existiu no continente.

E, cada vez que falo em criar uma intelectualidade, eles me olham como se eu fosse um professor de abstratices, a quem se pode ouvir com reverência polida, mas jamais levar a sério no campo da “prática”, que eles consideram o seu terreno próprio. Como se fosse muito prático teimar no erro e perder sempre.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".