Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Mensagem urgente à oposição brasileira

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Alejandro Peña Esclusa em 09 de junho de 2008

Resumo: A relação entre Lula e as FARC existe – comprovadamente – desde julho de 1990, data em que Lula fundou – junto com Fidel Castro – o Foro de São Paulo, organização que agrupa, entre outros, Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega, o FMLN de El Salvador e as FARC.

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Caracas, 6 de junho – Segundo uma nota publicada hoje no jornal El País do Uruguai, o Partido Democrata do Brasil (DEM) investigará os nexos entre o governo de Lula e as FARC. A investigação estará baseada em documentos extraídos do computador de Raúl Reyes e inclui a participação de Frei Betto, ex-assessor de Lula.


A relação entre Lula e as FARC existe – comprovadamente – desde julho de 1990, data em que Lula fundou – junto com Fidel Castro – o Foro de São Paulo, organização que agrupa, entre outros, Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega, o FMLN de El Salvador e as FARC.

Durante mais de quinze anos, Frei Betto foi o editor da revista do Foro de São Paulo – América Libre – em cujo Conselho Editorial [*] aparece (até o dia de hoje) Manuel Marulanda, codinome “Tirofijo”, junto com outras figuras do Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil como Gilberto Carvalho , ex-Chefe de Gabinete de Lula e Luis Eduardo Greenhalgh, membro da Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores.

Mesmo que depois da “Operação Fênix” o PT tenha lançado uma campanha pública para desvincular-se das FARC, existem centenas de documentos que demonstram a estreita relação entre ambas as organizações. No ano de 2006, pouco antes das eleições presidenciais do Brasil, viajei a São Paulo e mantive uma reunião com um importante dirigente do comando de campanha de Geraldo Alckmin – candidato opositor a Lula – para recomendar-lhe divulgar os nexos entre Lula e as FARC; porém, por algum inexplicável motivo, ele negou-se a fazê-lo.

Nesta oportunidade, me atrevo a recomendar à oposição brasileira que centre sua investigação nos nexos existentes ente o PT e as FARC através do Foro de São Paulo, e depois contraste essa informação com os documentos extraídos dos computadores de Raúl Reyes. Estou certo de que chegarão a conclusões surpreendentes e definitivas.

[*]: Lista de integrantes do Conselho Editorial de América Libre disponível em http://www.nodo50.org/americalibre/consejo.htm

Tradução: Graça Salgueiro

O autor é engenheiro mecânico, formado pelo Instituto de Altos Estudos da Defesa Nacional. Atualmente é Presidente da associação civil Fuerza Solidaria – www.fuerzasolidaria.org.

Campanha - Rede Eldorado contra a nova CPMF

Por e-mail enviado pela ANDEC - Associação em Defesa da Ética e da Cidadania

Por favor esse apelo é apartidário. Entrem no site da Rádio Eldorado e façam seu abaixo assinado contra a criação do imposto. Esse imposto, ao contrário da CPMF, não é "provisório". Faça esse favor para as gerações futuras e parasitadas, obrigada!

Divulguem, é dificílimo juntar 1.000.000 de assinaturas, não pense que é fácil, por isso sua ajuda é FUNDAMENTAL!!!

http://www.radioeldorado.com.br/am/campanha_css/assinaturas.asp

Exército veta general em evento sobre Amazônia

EXIGIMOS EXPLICAÇÕES

Do portal TERRA MAGAZINE
Raphael Prado, segunda-feira, 9 de junho de 2008

O comandante do Exército brasileiro, general Enzo Martins Peri, impediu que o general Augusto Heleno participasse de um debate sobre a internacionalização da Amazônia na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, de acordo com a entidade. O evento está marcado para terça-feira, dia 10.

Veja também:
» Internacionalização deve ser rechaçada, diz Hatoum
» Almeida: teses de comandante são "vergonhosas"
» RR: Governador diz que respeita posição de militar

De acordo com a OAB, o general Peri entrou em contato com o chefe de gabinete da OAB - responsável pelos convites - e informou que o Augusto Heleno não participaria do evento. Heleno gerou polêmica em meados de abril, ao afirmar que a política indigenista brasileira era "lamentável". Ainda segundo a OAB, não foram dadas mais explicações para a ausência do general.

A OAB confirma a participação da ex-ministra do Meio Ambiente, senadora Marina Silva, no evento. Outros dois ministros, diz a OAB, confirmaram presença: Tarso Genro (Justiça), Nelson Jobim (Defesa) e Roberto Mangabeira Unger (Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo).

Procurado por Terra Magazine, o Exército não se manifestou sobre o veto da participação do general Augusto Heleno. A assessoria de imprensa solicitou o envio da solicitação por e-mail, que não foi respondido até o momento.

Terra Magazine

PASSEM PARA SEUS CONTATOS, VAMOS CRIAR UM ABAIXO-ASSINADO PARA EXIGIR DO EXÉRCITO EXPLICAÇÕES.

Enquete da BAN: 89% dos brasileiros votaram CONTRA AS AÇÕES DO MST

Pois é... O impressionante é termos 11% de pessoas que acreditam que o MST está correto em suas ações. Que tipo de louco é este, que não o revolucionário sociopata?

Clica na foto abaixo para ver o resultado.

A REALIDADE POLÍTICA BRASILEIRA: UMA PROPOSTA LIBERAL DEMOCRÁTICA PARA A REVERSÃO DA CRISE - SEGUNDO CURSO E CICLO DE DEBATES


SEGUNDO CURSO E CICLO DE DEBATES

A REALIDADE POLÍTICA BRASILEIRA:
UMA PROPOSTA LIBERAL DEMOCRÁTICA PARA A REVERSÃO DA CRISE


13 de junho de 2008

COORDENAÇÃO: JORGE ROBERTO PEREIRA

Sexta-Feira, 13 de junho de 2008

Sindicato dos Bancos do Estado do Rio de Janeiro
Avenida Rio Branco, 81 – 19º andar

MANHÃ – COORDENADOR: Jorge Roberto Pereira – Presidente do FDR

8:30 – 10:00
A ESTRATÉGIA REVOLUCIONÁRIA GRAMSCISTA E A REALIDADE POLÍTICO-CULTURAL BRASILEIRA
Sérgio Augusto de Avellar Coutinho

10:00 – 10:15 – Coffee Break

10:15 – 11:30
AMEAÇAS ATUAIS À DEMOCRACIA REPRESENTATIVA E À SOBERANIA TERRITORIAL DO BRASIL
Heitor De Paola

11:30 – 12:30 DEBATES

12:30 – 14:00 ALMOÇO

TARDE – COORDENADOR: Heitor De Paola

14:00 – 15:15
AMEAÇAS À LIBERDADE NO BRASIL: ECONÔMICA, CULTURAL, FILOSÓFICA, MORAL
Ubiratan Iório

15:15 – 15:30 – Coffee Break

15:30 – 16:30
UMA PROPOSTA LIBERAL-DEMOCRÁTICA PARA A REVERSÃO DA CRISE
Jorge Roberto Pereira

16:30 – 17:30 DEBATES

Entrada franca. Vagas limitadas.
Favor confirmar presença pelo e-mail: ebraga@realveritas.com

Tribunal do Chile proíbe "pílula do dia seguinte"

Enviado por e-mail pelo Arlindo Montenegro

O Tribunal Constitucional do Chile proibiu, em última instância, a abortiva "pílula do dia seguinte", revogando decreto assinado pela presidente socialista Michelle Bachelet. A sábia decisão vinha sendo reclamada pelos
movimentos pró-vida, como Acción Familia por un Chile auténtico Cristiano y fuerte. Militantes anti-vida, políticos de esquerda e empregados públicos por um lado, e defensores da vida por outro, protagonizaram respectivamente
manifestações de repúdio e de apoio à sentença do tribunal. A luta contra o aborto e em defesa da família está polarizando o Chile.

Fonte: Revista Catolicismo, junho 2008

É crime a tentativa de entregar Território Nacional

Do blog da

Recebi o e-mail abaixo e resolvemos abraçar mais essa idéia de ação para mostrar que não aceitaremos, de braços cruzados, a internacionalização de nem um pedaço do território brasileiro.

Peço que adotem a idéia. Publiquem-na também e/ou repassem-na.

Transcrevemos abaixo dois textos para serem enviados por telegrama tanto para a Procuradoria Geral da União, como também para a Procuradoria Geral da Justiça Militar, requerendo a abertura de IPM (inquérito policial militar), conforme determina o Código Penal Militar (é crime tentar entregar parte do Território Nacional a interesses internacionais).

Passem e peçam para as pessoas passarem telegramas com os textos acima e anexos para estas procuradorias e para o STF também, pois o telegrama tem fé pública e vale como requerimento judicial.

(Evidentemente, telegramas têm custo. Quem não puder enviar telegrama, envie e-mails, cartas com aviso de recebimento...)

Qualquer pessoa, quer seja deputado, ministro, ministro do STF ou senador que se atrever a tentar internacionalizar Roraima ou qualquer outra parte do Brasil, estará incurso em CRIME MILITAR!!!!! !!!

Dados para envio:

1. Exma. Sra. Dra. Procuradora- Geral da Justiça Militar, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz
Procuradoria-Geral da Justiça Militar - Edifício Sede - SAUS Qd Bloco J
CEP 70070-925 - - Brasília - DF
email:claudia.luz@ mpm.gov.br
Telefone: (61)3313-6003

2. Exmo. Dr. Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes
Praça dos Três Poderes
Anexo II-A, 3° andar
CEP 70175-900 - Brasília - DF
mgilmar@stf.gov.br

3. Exmo. Sr. Dr. Procurador Geral da República, Dr. Antônio Fernando de Souza
Saf Sul Quadra 4 Conjunto C Bloco A - Cobertura
CEP 70050-900 - Brasília - DF
(desse, só consegui telefone do Gabinete:
chefe do gabinete: Marcius Correia Lima
Telefone: (61) 3105-5605 e 3105-5604 Fax: (61) 3105-5692)

Mensagem (telegrama, carta, e-mail) 1

O Comandante Militar da Amazônia, General de Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira, informou ao Governo Federal e à Nação Brasileira, que a homologação da Suposta Reserva Indígena Raposa Serra do Sol coloca em risco a Soberania Nacional na área. Data Vênia, os próceres dessa homologação, públicos e privados, estão incursos no típico do art. 142 inciso III do Código Penal Militar: Tentar submeter parte do Território Nacional a interesse internacional. Observe-se, que havendo mínimo risco para a soberania está configurada a tentativa do tipo penal. Ante o exposto, requer seja oficiada a autoridade, que exerce o Poder de Policia Judiciária Militar da área de Roraima, para que instaure o competente Inquérito Policial Militar, para apurar as responsabilidades, quanto à autoria do delito.
N. Termos
P. Deferimento
De São Paulo para Brasília, 30 de maio de 2008.

Mensagem (telegrama, carta, e-mail) 2

O Comandante Militar da Amazônia, General Ex. Augusto Heleno Ribeiro Pereira, informou ao Governo Federal e à Nação Brasileira, que a homologação da suposta Reserva Indígena Raposa Serra do Sol coloca em risco a Soberania Nacional da área. Em 1904 perdemos a Guiana para a Inglaterra. Atores da mesma origem pressionam, com sucesso, o Governo Federal para homologar a falsa reserva. Data venia, após a recente proclamação da independência do Kosovo, apoiada pela ONU, é concreto o risco de perda de território em Roraima. Portanto , os próceres oficiais e privados da homologação, estão incursos no típico do artigo 142 inciso III do Código Penal Militar, que define o crime de tentar entregar parte do Território Nacional a interesses internacionais. Observe-se, que havendo o mínimo risco para a soberania está configurado o típico penal. Na espécie, data venia, o risco é claro para qualquer leigo.
Ante o exposto, requer a instauração de Inquérito Policial Militar fundamentado no artigo 142 inciso III do Código Penal Militar, contra todos os que estão apoiando e ou tentando promover a homologação da Falsa Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, como: a diretoria do CIMI - Conselho Indigenista Missionário, do CIR - Conselho Indigenista de Roraima, da FUNAI, as diversas ONGS da Região e outros personagens, oficiais ou não, que apoiaram publicamente a homologação da falsa reserva.
N. Termos
P. Deferimento
De São Paulo para Brasília, 03 de junho de 2008.

domingo, 8 de junho de 2008

A solução é o “planejamento”. . .

Do blog do CONDE LOPPEAUX DE LA VILLANUEVA (CAVALEIRO CONDE)
Por Conde Loppeux de la Villanueva, sexta-feira, 16 de maio de 2008

É paradoxal que o século XX, com as investidas dos totalitarismos nazista e comunista, não nos tenham ensinado o fracasso de uma idéia, tão em voga em academias e universidades: o chamado planejamento estatal centralizado. De fato, isso é um modismo comum no linguajar universitário brasileiro, como se os universitários e mesmo o governo tivessem uma mágica pronta para o desenvolvimento econômico e social humano. Fala-se de “políticas sociais”, de “projetos sociais”, em “plano nacional”, como se o Estado encarnasse alguma mística do “bem comum”, como se mesmo o bem comum fosse um fim em si mesmo no Estado. Certo dia, ouvi de um amigo a seguinte frase, que é um clichê do nicho acadêmico: o Estado visa o interesse público e o privado só visa o lucro. Na verdade, aqui se vê uma distinção ideal, uma romantização do Estado e uma demonização da iniciativa privada, como se um fosse hierarquicamente superior, no plano moral, em relação a outro.

Tudo seria lindo maravilhoso, se não fosse por um detalhe: a grande maioria dos serviços que os cidadãos usufruem provém justamente da iniciativa privada. Os melhores hospitais, as melhores escolas, como também, os melhores serviços do dia a dia, como uma padaria, um restaurante, um hotel, ou mesmo um supermercado, são todos privados. O Estado, que promete o bem comum, que encarna o chamado “espírito público”, o que nos dá? Hospitais caindo aos pedaços, escolas abandonadas aos matagais, dentre tantos outros serviços, que de tão ruins, revelam que o espírito público está longe desses meios. É pior, o povo paga muito caro por serviços tão ruins. Mas alguém objetaria: se o Estado faz mal seus serviços, é porque ele foge das diretrizes iniciais com que foi criado, ou seja, a prevalência do público. O problema deste discurso, porem, é que ainda assim, insiste numa idealização, como se a idéia mesma fosse um elemento da realidade. E na prática, não é. É como se, por decreto, o Estado se transformasse num poço de virtudes, como se a virtude dependesse de uma mera legalidade, e não de mecanismos eficazes de controlar ou mesmo limitar as funções do Estado. Já que o governo, por assim dizer, é gerenciado por pessoas, que possuem interesses particulares e que podem ser contrários às funções que são obrigados a obedecer.

E onde entra o planejamento? As “políticas sociais” de combate à pobreza, contra a “exclusão digital”, a favor da “reforma agrária”, partem de uma premissa tacanha e messiânica de que as políticas estatais podem acabar com a pobreza ou a escassez. Ou mais, a de que o Estado tem uma idéia pronta de controlar todos os problemas que aparecem, como se ele pudesse resolvê-los todos. É uma paranóia da democracia das massas Pós-Revolução Francesa a idéia mítica de que o Estado deve atender a todos os problemas sociais e individuais que existem. A contradição básica desse sistema é que ele aumenta arbitrariamente o poder estatal, enquanto divide os indivíduos em exigências mesquinhas e fragmentárias, esvaziando mesmo a ação política deles como cidadãos. A ascensão do Estado burocratizado se deve, dentre tantos outros motivos, a uma falha comum nos sistemas democráticos: a crença de que o Estado deve atender a todas as “demandas sociais”, quando os cidadãos recusam, eles próprios, a agirem por conta própria. Quanto mais ação do Estado, mais burocracia. E quanto mais burocracia, menos ele se torna eficiente, e a sociedade se torna esvaziada de autonomia.

Há outro aspecto perverso da idéia do planejamento. Ela parte da crença de que a sociedade é um pedaço de argila que pode ser moldado às conveniências dos engenheiros sociais. E de que os burocratas têm todas as informações para atender a todas as necessidades possíveis, de todos os indivíduos de uma comunidade. A falência do sistema socialista na economia se deveu a essa crença absurda de que o Estado poderia “adivinhar” ou “prever” expectativas racionais de milhões de pessoas, seja na economia, seja em qualquer particularidade de suas vidas, e planejá-las. Na prática, era o burocrata quem decidia o que o cidadão devia consumir ou escolher em suas vidas cotidianas, tal como um deus terreno. Interessante observar que as exigências de mais controle estatal, mais autoridade estatal, causam uma anomia em que o Estado acaba se tornando internamente anárquico, incontrolável. É paradoxal que o Estado socialista, almejando controlar todos os aspectos da sociedade civil, acabe não controlando nem a si mesmo. Não é por acaso que o socialismo foi a expressão máxima da tirania no século XX.

No Brasil, a situação não é diferente. Burocracias complexas, minuciosas, paladinas do interesse público e do bem comum, acabam se tornando uma espécie de poder paralelo, pois o cidadão comum se sente sufocado por elas. E no final, os burocratas tornam-se empecilho para ações, que sem elas, seriam mais fáceis de realizar. Abrir uma empresa, pagar impostos, empregar pessoas, fazer contratos, tudo fica mais difícil com os excessos burocráticos. Na verdade, um aspecto profundo que ronda o excesso de burocracias é a corrupção endêmica. Quando elas são maiores, tornam-se mais corruptas e difíceis de fiscalizar. Na antiga União Soviética, como em alguns países do Leste Europeu, a corrupção da burocracia contaminou de tal maneira o povo, que muitos serviços públicos não vingam, senão pela propina generalizada. E quem duvidaria que a burocracia soviética pregava a ideologia do espírito público na figura do Estado socialista, já que o privado foi abolido por decreto (ou, ao menos, por decreto)?

Espantoso é perceber que a idéia do planejamento central não se limita somente ao Estado-nação: é um projeto mesmo que alcança uma dimensão mundial. A ONU é mestra nessa ideologia, quando quer determinar, a despeito das soberanias nacionais, “políticas” internas de centralização governamental. É um lugar-comum a muitos membros das Nações Unidas o sonho de uma burocracia mundial controlando a tudo e a todos, a despeito das soberanias políticas das nações. A engenharia social alcança dimensões assustadoras, quando a ONU não se limita apenas em querer intervir na gerência interna dos governos; ela quer ditar comportamentos e valores culturais extravagantes e perversos, a revelia do direito de escolha dos povos. O que ocorre no Brasil, atualmente, é uma ideologia de engenharia social, muitas vezes receitada pela ONU. O Estado nacional acaba se tornando um instrumento de uma ideologia globalista. Legalização do aborto, casamento gay, eutanásia, destruição da soberania nacional e o ódio mortal aos valores do cristianismo, entre outros, são as aberrações que os engenheiros sociais, tanto daqui, como de fora, nos prometem, se os cidadãos não tomarem consciência dos perigos do planejamento estatal. Mesmo o controle de natalidade, tão alardeado como um mecanismo de combate à pobreza, na realidade, obedece à lógica de controle da reprodução humana. A China é o exemplo mais cabal dessa monstruosidade, quando o Estado impõe abortos forçados sobre as mulheres. E a Europa é o retrato de uma sociedade que ameaça se extinguir, por falta de filhos para reproduzir. Isso nada difere dos sonhos imperiais de um Hitler ou de um Stálin. A diferença é que a linguagem é adocicada, a onda politicamente correta que parece se transmutar numa espécie de moralidade civil estatal.

“Políticas sociais”,
“planos nacionais”, projetos sociais”, velhos discursos socialistas, velhas ideologias de planejamento, que não vão resolver o problema da miséria, da escassez, da educação, da reforma agrária, da informática ou mesmo da riqueza. Pelo contrário, vão gerar sim, mais problemas artificiais, já que estas práticas só existem para agigantar o poder das burocracias e dos políticos que vivem desse discurso. Ninguém, em sã consciência, precisa de reforma agrária, porque o agro-negócio alimenta muito bem os brasileiros; ninguém necessita de “inclusão digital”, pois as lan houses e mesmo os preços da internet e dos PC estão cada vez mais populares; tampouco se precisa de governo para acabar com a pobreza, pois as empresas se encarregam melhor disso. E mesmo a educação e a saúde poderiam ser melhores, se o sistema fosse quase todo privatizado, com a gerência desses serviços aos cuidados e escolhas dos pais de família, enquanto o governo, só subsidiariamente, poderia auxiliar. A sociedade civil e o mercado podem resolver a maioria de seus problemas, sem a interferência do Estado. Todavia, “projeto social” é uma indústria de coleta de dinheiro e de poder: fortalece os acadêmicos, as burocracias voluntariosas, os políticos interesseiros, tudo para querer controlar as nossas vidas. E quando um conhecido meu do Ministério Público faz uma confusão entre interesse público e a mera existência do Estado, é porque as coisas vão de mal a pior. O socialismo ainda não morreu. A idolatria do Estado ainda não morreu. Como bem dizia um famoso articulista, quando um político fala em ‘política social’, acredite, ele quer o seu dinheiro. Ou melhor, ele quer mandar na sua vida.

Arthur Virgílio cobra explicações do governo sobre cartas recebidas das Farc

Da AGÊNCIA SENADO
PLENÁRIO / Pronunciamentos
05/06/2008 - 19h47

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse considerar inadmissível que o governo brasileiro tenha tratativas diplomáticas com as Forças Revolucionárias da Colômbia (FARC). Por essa razão, exigiu, nesta quinta-feira (5), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva explique o que se passou exatamente quando do recebimento, em 2003, de três cartas assinadas pelo ex-líder daquela organização Raúl Reyes, morto em março último (C.T. - baixe as cartas logo abaixo e veja você mesmo).


Segundo a revista Época, Reyes "tentou, oficialmente, estabelecer laços entre a guerrilha colombiana e o governo Lula". Na matéria, o jornalista Rodrigo Rangel afirma que as três cartas "foram levadas ao gabinete presidencial, no Planalto, por um parlamentar do PT".

Tarja multimídia


Discurso


Vídeo


Áudio


Fotos

Em seu pronunciamento, Arthur Virgílio disse que esse parlamentar foi o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e que a correspondência foi entregue ao então assessor especial de Lula, Frei Betto. Este teria entregado as cartas a Lula, mas, em declaração recente, o assessor para assuntos internacionais do presidente, Marco Aurélio Garcia, teria dito que Lula não recebeu o material.

- Frei Betto não mentiria. E como conheço o senador Suplicy, prefiro acreditar que o Marco Aurélio Garcia é quem está mentindo. Por isso, seria muito bom que o presidente falasse sobre isso com muita clareza - disse o líder do PSDB.

De acordo com Época, "num dos textos, Reyes manifesta expressamente o desejo das Farc de estabelecer 'relações político-diplomáticas' com o próprio Lula e com seu governo". E o "chefe guerrilheiro", também conforme a revista, pediu uma conversa com Lula para tratarem de "temas de benefício recíproco", entre os quais o comportamento das Farc na fronteira do Brasil com a Colômbia.

- Para mim, é alarmante: correspondência do guerrilheiro, a meu ver, terrorista e narcotraficante, Raúl Reyes para o senhor presidente da República. Esse é um fato demasiadamente delicado para ficarmos no diz-que-diz - cobrou Arthur Virgílio.

O senador pelo Amazonas disse ter sido assediado por um representante das Farc no Brasil, (C.T. - porque este cara não foi preso na mesma hora? Porque um representante das FARC pode andar livre mente pelo Brasil?) mas rechaçou a investida do emissário, com base no entendimento de que se tratava de um grupo criminoso que combatia um governo legítimo, com o qual o governo brasileiro mantém relações diplomáticas.

Cobrado igualmente a explicar o episódio, o senador Eduardo Suplicy confirmou ter entregado a Frei Betto cartas recebidas do então vereador pelo PT de Guarulhos, Edson Antônio Albertão, hoje no PSOL, interlocutor assumido das Farc (C.T. - um parlamentar brasileiro assume ser interlocutor das FARc e continua com seu mandato? Não falo nem na sua prisão imediata pois, pelo jeito, pode-se ser interlocutor de qualquer miséria humana neste país e gozar de todas as vantagens. Só não se pode ser honesto aqui, o resto pode, "tá liberado"? Que país louco é este tal de Brasil?). O conteúdo da correspondência seria uma saudação a Lula por sua vitória na campanha eleitoral e a proposta de "um diálogo, de alguma maneira, com o presidente Lula, com o seu governo".

- Nunca houve, da parte do presidente Lula, qualquer comunicação transmitida a mim ou a Frei Betto ou ao Albertão. Portanto, com as Farc, com respeito a esse assunto, não houve comunicação além dessa que está registrada unilateralmente - afirmou o senador por São Paulo.

Suplicy contou ter dito a Albertão que seria importante um entendimento entre as Farc e o governo do presidente colombiano Álvaro Uribe. Para o senador, em outras ocasiões esse diálogo foi tentado, por exemplo, com a mediação da União Européia.

O parlamentar petista lembrou as diversas manifestações do governo brasileiro, inclusive no Senado, no sentido de que qualquer assunto relativo às Farc só seria tratado com o governo da Colômbia.

Nelson Oliveira / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Estudo aponta sugestões para combater corrupção no Brasil

Do site da AGÊNCIA BRASIL
Por Bruno Bocchini, repórter da Agência Brasil

São Paulo - Estudo realizado pelo Movimento Voto Consciente em parceria com a Transparency Internacional, a pedido da Organização dos Estados Americanos (OEA), indica o desvirtuamento nos licenciamentos e nas contratações de funcionários públicos e os frágeis mecanismos de denúncia contra atos de corrupção e de proteção a testemunhas como os principais empecilhos ao combate à corrupção no país.

De acordo com a coordenadora geral do estudo, Rita de Cássia Biason, o documento, divulgado hoje (7) em São Paulo, não tem a intenção de trazer denúncias sobre o quadro de corrupção do país, mas de sugerir caminhos para a superação das dificuldades apontadas. “Nosso cuidado foi de indicar algumas recomendações, estabelecer recomendações para melhorar o quadro”, diz.

Para atacar os desvirtuamentos nas contratações de funcionários públicos, o estudo sugere, por exemplo, a normatização das contratações dos servidores da União em regime jurídico único, ou seja, propõe eliminar as figuras da contratação temporária e terceirizada. A elaboração de uma lei complementar que discipline um percentual limite de contratações em cargos em comissionados também é sugerida.

Os pesquisadores recomendaram sete ações para combater o desvirtuamento nas licitações. Entre elas, introduzir uma lógica parecida com a do pregão eletrônico; evitar as emendas orçamentárias aditivas que destinam mais recursos para uma obra já em andamento; e a elaboração de um catálogo de material com especificação de produtos, para evitar desvios na etapa de compras.

A ampliação do recurso de delação premiada para todos os réus e testemunhas e a aprovação de uma lei federal tornando obrigatório o programa de proteção às vítimas e testemunhas a todos os estados brasileiros foram algumas das medidas sugeridas para tornar mais robustos os frágeis mecanismos de denúncia contra atos de corrupção e de proteção a testemunhas no país.

O documento também propõe o fim do foro privilegiado para funcionários e políticos do primeiro e do segundo escalão da administração pública federal, permitindo a aplicação da Lei de Improbidade Administrativa a todos os ocupantes de cargos públicos.

Para Sergio Praça, um dos cientistas políticos responsáveis pelo estudo, só há uma maneira de colocar em prática as sugestões apresentas: “É convencer os políticos. E ponto”.

sábado, 7 de junho de 2008

O XIV FORO DE SÃO PAULO RASGA A SUA CARTILHA

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA

Por Alejandro Peña Esclusa, engenheiro mecânico graduado pela Universidade Simón Bolívar. Formado pelo Instituto de Estudos Superiores de Administração (IESA) e do Instituto de Altos Estudos da Defesa Nacional (IAEDEN). É especialista no tema da subversão na América Latina. Trabalhou como assessor do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Venezuela. Foi candidato à Presidência da República da Venezuela no ano de 1998. É consultor do FDR

Buenos Aires, 26 de maio – Durante semanas, os organizadores do XIV Encontro do Foro de São Paulo – que encerrou-se ontem em Montevidéu – elaboraram cuidadosamente uma cartilha para “relançar” o Foro com outra imagem, mais moderada, ocultando sua histórica relação com as FARC.

Na coletiva de imprensa de abertura, Valter Pomar, Secretário Executivo do Foro de São Paulo e dirigente do Partido dos Trabalhadores do Brasil, atreveu-se a mentir descaradamente dizendo que as FARC já não pertenciam a essa organização.

Entretanto, o anúncio da morte de Manuel Marulanda, codinome “Tirofijo”, caiu como uma bomba no Encontro e alguns de seus participantes mostraram seu desagrado e desconcerto. O colombiano Carlos Gaviria Días, Presidente do Polo Democrático Alternativo, do mesmo modo que a delegação da Frente Farabundo Martí de El Salvador, não quiseram crer na notícia. “Mataram Marulanda várias vezes e depois ele reaparece”, disseram.

Porém, depois da confirmação da morte de Tirofijo, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, que encerrou o XIV Foro de São Paulo, mandou às favas a cartilha escrita com tanto cuidado pelos organizadores do evento.

“Quero expressar minhas condolências e minha solidariedade para com as FARC e a família do Comandante Marulanda, um lutador extraordinário que vem batalhando desde há longos anos numa luta ininterrupta que tem sua origem, suas raízes, nas profundas desigualdades que vive o povo colombiano”, afirmou Ortega. Com essas palavras, referendadas pelos aplausos dos assistentes, Ortega reconheceu o que todos já sabiam: que as FARC são – e sempre foram – parte integral do Foro de São Paulo.

Não satisfeito com isso, Ortega teve outro gesto para reafirmar o caráter terrorista e radical do Foro de São Paulo: rendeu homenagem aos ex-guerrilheiros tupamaros do Uruguai, qualificando-os de “irmãos extraordinários, lutadores incansáveis e abnegados”. Além disso, o presidente nicaragüense outorgou a Ordem Carlos Fonseca Amador – fundador da Frente Sandinista – a José Mujica, Eleuterio Fernández Huidobro e Julio Marenales, representantes do setor mais radical do partido governante Frente Ampla.

Há quase duas décadas, Eleuterio Fernández Huidobro pertence ao Conselho Editorial da revista “América Libre”, órgão de comunicação do Foro de São Paulo. Durante todos esses anos, Manuel Marulanda também fez parte do tal Conselho Editorial (C.T. - cliquem no link anterior (ou aqui), vejam quem mais faz parte deste Conselho Editorial e saibam porque Chico Buarque e outros "brasileiros luminares" não valem metade do que acham).

Para que não restasse nenhuma dúvida de que a cartilha original terminou no lixo, o XIV Foro de São Paulo legitimou publicamente as “distintas vias para implementar os projetos revolucionários” segundo as características de cada país, enquanto “todos estão contribuindo para o desenvolvimento, a afirmação da soberania e o progresso de nossos povos”. Ou seja, a luta armada e o terrorismo também são válidos.

A Declaração Final do XIV Foro alinha suas baterias contra o governo de Álvaro Uribe (C.T. - Uribe conta com mais de 80% de aprovação em seu país e os narcotraficantes da FARC, evidentemente, vão trabalhar para no mínimo prejudicá-lo. Como as FARC fazem parte do FORO DE SÃO PAULO é claro que o mesmo vai posicionar-se contra o GOVERNO COM MAIOR POPULARIDADE DO CONTINENTE. É mais uma prova de que DEMOCRACIA na boca destes ESQUERDOPATAS, como são TODOS OS PARTICIPANTES DO FORO DE SÃO PAULO quer dizer MINHA VONTADE, A VONTADE DE MEU GRUPO, É LEI), alegando que ele “violou a soberania do Equador”, ao dar baixa em Raúl Reyes, e conclui que “a Colômbia é o principal fator de instabilidade da região”. Porém, que mais se poderia esperar dos aliados das FARC?

Como dado curioso, os do Foro de São Paulo, acostumados a organizar contra-cúpulas, tiveram a sua própria em frente às instalações do MERCOSUL, onde ocorreu o evento. Um grupo de manifestantes pediu liberdade para o povo cubano, com palavras de ordem e cartazes.

Tradução: Graça Salgueiro

Um quarto dos congressistas na mira da Justiça

Do portal do CORREIO DA BAHIA

Ao todo, 123 deputados e 20 senadores são alvo de algum tipo de investigação no Supremo Tribunal Federal

SÃO PAULO - Com um aumento de 36,1%, em apenas nove meses, no número de deputados e senadores sob investigação, o Brasil chega a ter um quarto de seus congressistas na mira da Justiça. Ao todo, 123 deputados e 20 senadores são alvo de algum tipo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) e, segundo a Procuradoria Geral da República, há indícios para transformar 48 deles (42 deputados e seis senadores) em réus. As informações são parte de um levantamento realizado pelo site Congresso em Foco, especializado na cobertura do Legislativo, que comparou dados consolidados em 4 de setembro de 2007 e em 30 de maio de 2008 sobre processos contra parlamentares.

Segundo o levantamento, o maior número de processos é por crimes contra a administração pública, como peculato e desvio de verbas, e por corrupção passiva ou ativa. Há, também, casos de crime de responsabilidade, que podem resultar em perda de mandato, crimes contra a Lei de Licitações, crimes eleitorais, crimes contra a ordem tributária, crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Há 13 denúncias por formação de quadrilha, seis por estelionato, uma por furto qualificado, uma por contrabando, uma por lesão corporal e outros casos de diversas classificações.

Sob o aspecto da divisão por estados, todos os 26, além do Distrito Federal, têm ao menos um representante sob investigação. Em São Paulo há a maior bancada – 70 deputados e três senadores – e o maior número de envolvidos em processos: 20 deputados. Em termos de proporcionalidade, Roraima é campeã. Dos 11 representantes no Congresso, sete estão sob suspeita no Supremo. Entre os partidos, o PMDB tem quase um terço de sua bancada sob investigação (26 deputados e sete senadores). Em números absolutos, os peemedebistas lideram, seguidos do PSDB e do DEM, com 18 acusados cada.

O PT e o PR têm 11 integrantes sob suspeita. Porém é o PP que se destaca em termos de proporcionalidade. A legenda tem 41 representantes e praticamente a metade está sob suspeita. Do total de 20 partidos representados no Congresso Nacional, apenas PCdoB, Psol, PHS, PTdoB e PTC não têm deputados ou senadores citados no Supremo.

Representatividade - Para o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto, os dados do levantamento revelam três pontos-chave: é patente a baixa qualidade da representação política brasileira; pessoas públicas estão mais sujeitas a processos por adversários políticos; e a filtragem de candidatos a deputados e senadores por mecanismos eleitorais ainda é falha. “Não estamos escolhendo bem nossos representantes”, afirma Barreto. “Temos falado de reforma política, mas, para melhorar a imagem dessas instituições a curto prazo, só reduzindo a questão da impunidade – que é o que mais ofende os brasileiros”.

Segundo o levantamento, há 12 congressistas que dividem o tempo entre o Legislativo e as audiências na Justiça por responderem a, ao menos, cinco processos. O líder no quesito, o deputado Neudo Campos, responde a 17. Os números são robustos, mas o Supremo Tribunal Federal nunca condenou congressistas brasileiros. Até o dia 30 de maio, de acordo com o levantamento, acumulavam-se 281 investigações. Em todos os casos os acusados têm foro privilegiado, mesmo que os processos tenham se originado na Justiça dos estados. (AE)

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Mais quatro processos abertos ontem

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu ontem quatro processos contra mais dois deputados federais: Celso Russomano (PP-SP) e Neudo Campos (PP-RR). Um é contra Russomano, que se tornou réu em uma ação penal por falsidade ideológica. Os outros três, sob acusação de peculato e formação de quadrilha, são contra o ex-governador de Roraima, que passou a ser um dos campeões de processos no tribunal: ao todo ele responde agora a nove ações penais e 12 inquéritos. Neudo Campos foi acusado de liderar um esquema de desvio de dinheiro público em Roraima quando era governador do estado.

As irregularidades, que teriam custado mais de R$230 milhões aos cofres públicos, foram desvendadas pela Polícia Federal, em 2003, na Operação Gafanhoto – fraudes e desvios na folha de pagamento dos servidores estaduais. O procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, enviou ao STF denúncias em três inquéritos que tramitavam na corte sobre a Operação Gafanhoto e os ministros decidiram, ontem, transformar as investigações em ações penais.

As penas previstas para peculato e formação de quadrilha são de até 12 anos e de até três anos, respectivamente. “Creio estarem presentes na denúncia todos os elementos que compõem a descrição dos delitos de quadrilha e peculato”, declarou o ministro Celso de Mello durante o julgamento do caso de Neudo Campos.

Russomano é acusado de ter mentido em documento oficial sobre seu domicílio eleitoral. Por unanimidade, os ministros da corte aceitaram a denúncia apresentada pelo procurador Antonio Fernando de Souza, e transformaram o inquérito que tramitava no tribunal para apurar o caso em ação penal. Ao fim das investigações, que não têm prazo para terminar, o STF julgará o deputado culpado ou inocente. Com a decisão de ontem, Russumano passou a responder a dois processos e a um inquérito no tribunal. Se for condenado, pode pegar até cinco anos de prisão.

Na mesma sessão de ontem do Supremo, os ministros da corte decidiram arquivar um inquérito contra o deputado licenciado Cássio Taniguchi (DEM-PR). Taniguchi, que também coleciona processos na mais alta corte do país, livrou-se de uma das investigações que tramitavam contra ele. O procurador geral apresentou denúncia no inquérito que apurava um esquema de desvio de dinheiro público em Curitiba durante o mandato de Taniguchi na prefeitura. Os ministros rejeitaram a denúncia e arquivaram o caso. Ainda assim, o parlamentar precisará se defender no tribunal de três ações penais e dois inquéritos. (AG)

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São 19 suspeitas de crime em 20 dias

BRASÍLIA - Os pedidos de investigação contra parlamentares abarrotam o cotidiano do Supremo Tribunal Federal (STF). Só em maio, a pedido do Ministério Público Federal, a mais alta corte do país abriu 12 inquéritos contra senadores e deputados federais, que têm direito ao foro privilegiado e só podem ser julgados, portanto, no STF. No mesmo mês, chegou ao tribunal um processo criminal contra um parlamentar.

Também foram encaminhadas mais seis petições – que podem ser transformadas em inquérito caso os indícios apresentados sejam confirmados. Ao todo, são 19 suspeitas de crime registradas em 20 dias úteis, uma média de quase um pedido de investigação por dia. Entre os alvos dos novos inquéritos estão os senadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Gim Argello (PTB-DF) e os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força. As investigações foram abertas a pedido do procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza.

Perillo foi indiciado por corrupção passiva e Argello, por apropriação indébita, peculato, corrupção passiva e ocultação de bens. Costa Neto é investigado por crimes eleitorais. No caso de Paulinho, o caso apurado refere-se a suposto desvio de dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Das seis petições que chegaram ao STF em maio, o destaque é o senador Edison Lobão Filho (PMDB-MA), suspeito de ter praticado formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso e crimes contra a ordem tributária. Uma petição já foi arquivada – um caso de irregularidade em propaganda eleitoral contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Como se tratava de ação popular, o tribunal determinou a transferência do caso para a primeira instância do Judiciário, o foro indicado para esse tipo de processo. (AG)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Lula falando de si mesmo: "eu tenho uma doença perversa"

Do portal TERRA (dica do blog MOVCC)
Quinta, 5 de junho de 2008, 22h12 - Atualizada às 22h54

Lula: preconceito contra gays é 'doença perversa'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta noite o fim do preconceito contra homossexuais e afirmou que a permanência da discriminação sexual "talvez seja a doença mais perversa impregnada na cabeça do ser humano". O presidente, que participou da 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (GLBT) disse que o Brasil precisa de "um momento de reparação".

"Não precisamos querer que ninguém seja igual", afirmou o presidente, pedindo para que todos os preconceituosos "arejem a cabeça e despoluam-na". "Se não for assim, faremos apenas uma meia democracia, uma democracia do 'na hora que eu quero, quando eu preciso'", afirmou.

Acompanhado de pelo menos seis ministros, o presidente Lula lembrou que os homossexuais estão conseguindo, pela primeira vez, "quebrar a casca do ovo, gritar para o Brasil que existem". "Ninguém pergunta a opção sexual de vocês quando vocês vão pagar imposto de renda. Por que discriminar na hora que vocês vão decidir o que fazer com o próprio corpo?", questionou o presidente, que discursou diante de um púlpito coberto com a bandeira gay.

A Conferência GLBT é a 50ª conferência realizada pelo governo Lula desde 2003 e foi convocada com o decreto presidencial de novembro do ano passado.

Bandeira gay
Durante a conferência, o presidente Lula foi presenteado com uma miniatura da bandeira do arco-íris, que simboliza o movimento gay, e bonés em favor da causa.

Ao longo da cerimônia, o presidente ouviu reivindicações de representantes do movimento GLTB e ouviu o dirigente Toni Reis apresentar propostas de criação de um estatuto para os homossexuais, propostas de criminalização da homofobia e de aprovação de união civil de pessoas do mesmo sexo. "Ninguém quer destruir a família de ninguém. Queremos construir a nossa. Não podemos voltar ao obscurantismo", disse Reis.

"Não podemos ficar com a mesma sociedade que nos agride, que nos violenta, que é a sociedade que também nos leva para a cama", declarou a representante do movimento GLTB, Fernanda Benzenutti.

Pedido de impeachment do LULA vira 'segredo de justiça'

E-mail enviado pela ANDEC- Associação Nacional em Defesa da Ética e da Cidadania

Em fevereiro desse ano, dr. Paulo Magalhães, da Brasil Verdade, propôs um impeachment judicial contra Lula, fundamentado na lei de responsabilidade fiscal (uso indevido dos cartões corporativos).

Como co-autores da ação - por ele chamados assistentes virtuais, tendo em vista que outorgamos procuração on-line -, temos acompanhado o andamento do processo.

Qual não foi nossa surpresa, hoje, ao descobrir que não podemos mais acompanhá-lo!

Apesar de se tratar de AÇÃO POPULAR, o juiz houve por bem em 'trancar' as informações de seu trâmite, sob o lacre do 'segredo de justiça'!!!

Quem ficará surpreso se a ação for julgada improcedente?

Ana Paula

ANDEC- Associação Nacional em Defesa da Ética e da Cidadania Lutando por uma sociedade mais justa, livre e democrática
Faça parte desse movimento!

http://andec.blogspot.com

Por causa da Dilma, juiz manda ação da VarigLog para a PGR

Revista Consultor Jurídico, 5 de junho de 2008
por Aline Pinheiro

As declarações da ex-diretora da Anac Denise Abreu para a imprensa já tiveram efeitos, pelo menos no Judiciário paulista. O juiz José Paulo Magano, da 17ª Vara Cível de São Paulo, mandou cópia do processo que discute a administração da VarigLog para a Procuradoria-Geral da República em razão do suposto envolvimento da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, nas negociações em torno da venda da Varig.

Em entrevistas, Denise acusou a ministra de interceder em favor da venda da VarigLog e da Varig para a Volo Logistics LCC, empresa do fundo americano MatlinPatterson. De acordo com Denise, o advogado do fundo, Roberto Teixeira, teria usado sua influência junto ao governo para pressionar a Anac a aprovar a venda da Varig.

“Como a situação caracteriza, a princípio, prática de ilícito penal envolvendo ministra de Estado, determino a remessa de todo o processo ao procurador-geral da República (...) para as providência que entender cabíveis”, explicou Magano. No despacho, proferido de ofício, o juiz explicou como tomou conhecimento das acusações contra Dilma: “Num momento em que se sabe ser plano o mundo, possibilidade que adveio da incrementação da internet, impossível deixar de desconhecer as entrevistas dadas pelos ex-diretos da Anac (Dra. Denise de breu e Dr. Josef Barat)”.

O juiz Magano é responsável pelo processo em que os compradores da VarigLog brigam pela direção das empresas. Estão na disputa a Volo e os sócios brasileiros — Marco Antônio Audi, Marcos Michel Haftel e Luiz Eduardo Gallo.

O pedido de liminar dos sócios brasileiros, para continuarem à frente da VarigLog, foi negado pelo juiz José Paulo Magano, que destacou que eles não tinham lastro econômico para participar da sociedade. Já o pedido da Volo Logistics LLC havia sido acolhido em parte pelo juiz para destituir os sócios brasileiros da gestão da VarigLog por suspeita de má-gestão e desvio de recursos.

Na ocasião, no entanto, o juiz não permitiu que a administração fosse feita diretamente por pessoas ligadas ao fundo, nomeando o administrador judicial José Carlos Rocha Lima. Os relatórios apresentados pelo administrador judicial José Carlos Rocha Lima — nomeado no início de março, mas já afastado — dão conta de que os sócios brasileiros teriam efetuado pagamento de quantias milionárias para escritórios de advocacia e outras empresas que, segundo a Volo Logistis LLC, estão relacionadas ao sócio Marco Antônio Audi.

O juiz José Paulo Magano acolheu, então, novo pedido da Volo para afastar o administrador judicial José Carlos Rocha Lima. Nessa oportunidade, o juiz negou, mais uma vez, que o fundo pudesse eleger três novos administradores. Os escolhidos pelo juiz foram Afredo Luiz Kugelmas, Luis Gaj e Oscar Spessoto.

A VarigLog permanece ameaçada de encerrar as suas atividades. A empresa, que já teve a maior frota cargueira do país e 50% do mercado de transporte aéreo de carga, aproximadamente, hoje tem as suas operações reduzidas. Também enfrenta problemas como suspensão de serviços e arresto de aviões por falta de pagamento a fornecedores e prestadores de serviços.

Leia o despacho

Fls. 5.493: Ciência. Intime-se, com urgência, à ré-reconvinte, a dizer, no prazo, se está a abdicar da administração e da gestão das pessoas jurídicas. Autorizo que a intimação da ré-reconvinte se dê ao telefone, certificando-se, sem prejuízo, de ulterior intimação pela imprensa. Fls. 5.496/5.839: Ciência quanto ao ofício e documentos remetidos pela ANAC. Fls. 5.841/5.863: Em primeiro lugar, causa certa surpresa o fato de ANAC mandar novo ofício, em complemento àquele de fls. 5.496 (que remeteu os documentos de fls. 5.497/5.839), acompanhado do parecer do dia 23 de junho de 2008, expressamente mencionado na decisão judicial de fls. 4.468/5.477, notadamente o item b, 2ª parte, fls. 5.473. E dito parecer, datado de 23 de junho de 2006, que possibilitou e serviu de base à aprovação da aquisição da Varig Logística S/A pela Volo do Brasil S/A, sugere a superação de questões basilares, origem do dinheiro e a comprovação da real capacidade econômica, notadamente dos autores-reconvindos, para regularidade da referida operação.

Num momento em que se sabe ser plano o mundo, possibilidade que adveio da incrementação da internet (buscadores) impossível deixar de desconhecer as entrevistas dadas pelos ex-diretores da ANAC (Dra. Denise Abreu e o Dr. Josef Barat), acerca de que a aprovação da operação (dispensa de elementos que, a princípio, permitiram aferir a regularidade da aquisição), dizendo sobre a intercessão da Min. Dilma Rousseff da Casa Civil, e da secretária administrativa da Casa Civil, Dra. Erenice Guerra, para que se concretizasse a aquisição, da qual, data vênia, derivou parcela da discussão do processo de dissolução e liquidação de sociedades.

Como a situação caracteriza, a princípio, prática de ilícito penal envolvendo Ministra do Estado, determino a remessa de todo o processo ao Procurador Geral da República, especialmente das fls. 5.496/5.839 e 5.841/5.863, para providências que entender cabíveis, informando-o quanto a ofícios anteriores remetidos ao Ministério Público Federal e Superintendência da Polícia Federal. Após, conclusos, com urgência, para deliberar sobre as questões pendentes, inclusive sobre a manutenção das sociedades. Intimem-se.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Momento de veracidade

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 30 de maio de 2008

“Cuanto más alto sube, baja al suelo.” (Frei Luís de León)

A mídia abortista – isto é, praticamente a mídia inteira – cumpriu novamente o seu ritual periódico do silêncio obsequioso, desta vez omitindo-se de assinalar, ao menos com o devido destaque, as palavras centrais, memoráveis sob todos os aspectos, do voto dado pelo ministro Eros Grau na questão das células-tronco:

“O debate instalado ao redor do que dispõe a Lei n. 11.105 não opõe ciência e religião, porém religião e religião. Alguns dos que assumem o lugar de quem fala e diz pela Ciência são portadores de mais certezas do que os líderes religiosos mais conspícuos. Portam-se, alguns deles, com arrogância que nega a própria Ciência, como que supondo que todos, inclusive os que cá estão, fossemos parvos. Como todas as academias de ciência são favoráveis às pesquisas de que ora se cuida, já está decidido. Nada mais teríamos nós a deliberar. Mesmo porque, a imaginar que as impedíssemos, estaríamos a opor obstáculo à cura imediata de doenças. A promessa é de que, declarada a constitucionalidade dos preceitos ora sindicados, algumas semanas ou meses após todas as curas serão logradas. Típica indução a erro mediante artifício retórico. É necessário sopitarmos as expansões de infalibilidade de quem substitui a razão científica por inesgotável fé na Ciência, transformando-a em expressão de fanatismo religioso.”

Dada a sua formação marxista, eu jamais esperaria do ministro uma tomada de posição tão lúcida, tão certeira, tão corajosa, comovente até, contra o “culto da ciência”. Culto que ainda recentemente mais uma obra histórica de grande envergadura, The Dictators: Hitler's Germany, Stalin's Russia , de Richard Overy (New York, W. W. Norton, 2004) veio confirmar ter sido um dos pilares fundamentais de construção dos dois regimes mais hediondamente homicidas que o mundo já conheceu.

Um vício crônico da intelectualidade brasileira é a devoção contínua que cada homem letrado, neste país, se sente obrigado a continuar prestando, pela vida a fora, às suas crenças de juventude. A identidade ideológica do adolescente, qualquer que seja ela, se integra de tal modo nos cérebros e nas almas, que acaba por se sobrepor às faculdades de percepção e intuição, tornando impossível o reconhecimento dos fatos mais gritantes, das realidades mais patentes e manifestas, e reduzindo a atividade pensante à repetição mecanicamente obsessiva de clichês e slogans , por mais deslocados que estejam da situação concreta.

Martin Amis, o brilhante romancista e crítico inglês, dizia que a essência da crítica literária e, no fim das contas, de toda a vida intelectual, é “a luta contra os clichês – não somente os clichês da palavra, mas sobretudo os da alma e do coração”.

Quando um intelectual e homem público brasileiro logra escapar da escravidão mental incapacitante que, por apego a seus companheiros de geração, tantos acabam consagrando como um dever sublime, o que se vê é aquele “momento de veracidade” em que as coisas se revelam como são e que, segundo uma antiga lenda hindu, eleva a criatura humana ao ponto de lhe dar voz de comando sobre os elementos da natureza.

Só uma palavra pode resumir os méritos de que o ministro Grau se cobriu com esse seu voto: Bravo!

Cruz, Credo, Celso de Mello!

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
Por Percival Puggina em 02 de junho de 2008

Resumo: O ministro Celso Mello não esconde o viés totalitário de quem deseja recolher o Direito Natural e o pensamento cristão a um campo de concentração.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Assisti boa parte dos votos proferidos pelos senhores ministros do STF sobre as células-tronco embrionárias. Não houve muitas divergências entre eles, convictos, quase todos, da importância da decisão e da magnitude da causa. As duas exceções correram por conta da ministra Ellen Gracie e do ministro Celso de Mello. A ministra votou ao final da primeira sessão, logo após o pedido de vistas formulado por Menezes Direito. Com meia dúzia de palavras, disse que acompanhava o relator. Definitivamente, não deu qualquer valor a um tema importantíssimo, cuja legislação comparada, entre diversos países, reconhece ao embrião humano um status distinto e superior àquele atribuído às coisas.

Já o ministro Celso de Mello preferiu juntar sua voz, desde o píncaro da magistratura nacional, ao coro dos que, na planície da santa ignorância, recusam direito de expressão, nas questões de Estado, a quaisquer posições inspiradas em doutrinas ou filosofias de base religiosa. Cruz, credo, doutor! E aí, como ficam 95% dos brasileiros que, com maior ou menor fundamento, crêem em Deus e assumem, como base para suas posições e ações, conceitos provenientes dos Dez Mandamentos e do ensino de alguma religião?

Segundo o nobre ministro, o sujeito investido em funções de Estado, precisa deixar embaixo da cama, no âmbito mais recôndito do próprio ambiente privado, todos os valores morais e princípios que possam provir de alguma crença ou com ela guardar semelhança. Na prática, somente ateus, vagando no éter da falta de convicções, pendurados apenas nessa fonte de conhecimento e verdade que é a matéria bruta, têm o direito, segundo o ministro Celso de Mello, de abrir a boca em questões de Estado. Esquece-se o ministro de que ele mesmo, ao empregar o conceito de dignidade da pessoa humana, incorreu triplamente no erro que reprova porque: 1º) “pessoa” é um conceito nascido em berço cristão; 2º) “pessoa humana” é uma expressão que só se justifica para quem admite a existência de “pessoa divina” caso contrário é redundância; e 3º) “dignidade da pessoa humana” é conceito eminentemente cristão, seja na origem, seja na melhor definição.

Até um embrião congelado entenderá que se a tese do ministro Celso de Mello for válida, toda condenação ao terrorismo, à tortura, ao assassinato, ao roubo, à calúnia, à mentira, ao desrespeito aos pais, e ao vasto universo das perversidades seria inaceitável pela mesma razão. A moral cristã também as reprova, assim como reprova o aborto e a manipulação de embriões humanos. A separação entre Igreja e Estado, por ele invocada, tem sentido diverso e superior. Significa, por exemplo, que o Estado não impõe obrigações de caráter religioso e que as religiões não impõem deveres ao Estado. E, no caso examinado pelo STF, significa que, tendo a manipulação de embriões humanos sido considerada constitucional, o preceito sobre o assunto entra em vigor. E ponto final.

O ministro Celso Mello não esconde o viés totalitário de quem deseja recolher o Direito Natural e o pensamento cristão a um campo de concentração (C.T. - isto não é novidade para quem acompanha os programas do Olavo de Carvalho e lê seus textos sobre a MENTE REVOLUCIONÁRIA e também sobre REVOLUÇÃO GRAMSCIANA). Ali, devidamente amordaçados, ficaríamos sob jugo dele e de outros sacerdotes do ateísmo, com as conseqüências que já se instalam sob nossos olhos.

O imbecil juvenil (só os juvenis?)

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 3 de abril de 1998

Já acreditei em muitas mentiras, mas há uma à qual sempre fui imune: aquela que celebra a juventude como uma época de rebeldia, de independência, de amor à liberdade. Não dei crédito a essa patacoada nem mesmo quando, jovem eu próprio, ela me lisonjeava. Bem ao contrário, desde cedo me impressionaram muito fundo, na conduta de meus companheiros de geração, o espírito de rebanho, o temor do isolamento, a subserviência à voz corrente, a ânsia de sentir-se iguais e aceitos pela maioria cínica e autoritária, a disposição de tudo ceder, de tudo prostituir em troca de uma vaguinha de neófito no grupo dos sujeitos bacanas.

O jovem, é verdade, rebela-se muitas vezes contra pais e professores, mas é porque sabe que no fundo estão do seu lado e jamais revidarão suas agressões com força total. A luta contra os pais é um teatrinho, um jogo de cartas marcadas no qual um dos contendores luta para vencer e o outro para ajudá-lo a vencer.

Muito diferente é a situação do jovem ante os da sua geração, que não têm para com ele as complacências do paternalismo. Longe de protegê-lo, essa massa barulhenta e cínica recebe o novato com desprezo e hostilidade que lhe mostram, desde logo, a necessidade de obedecer para não sucumbir. É dos companheiros de geração que ele obtém a primeira experiência de um confronto com o poder, sem a mediação daquela diferença de idade que dá direito a descontos e atenuações. É o reino dos mais fortes, dos mais descarados, que se afirma com toda a sua crueza sobre a fragilidade do recém-chegado, impondo-lhe provações e exigências antes de aceitá-lo como membro da horda. A quantos ritos, a quantos protocolos, a quantas humilhações não se submete o postulante, para escapar à perspectiva aterrorizante da rejeição, do isolamento. Para não ser devolvido, impotente e humilhado, aos braços da mãe, ele tem de ser aprovado num exame que lhe exige menos coragem do que flexibilidade, capacidade de amoldar-se aos caprichos da maioria - a supressão, em suma, da personalidade.

É verdade que ele se submete a isso com prazer, com ânsia de apaixonado que tudo fará em troca de um sorriso condescendente. A massa de companheiros de geração representa, afinal, o mundo, o mundo grande no qual o adolescente, emergindo do pequeno mundo doméstico, pede ingresso. E o ingresso custa caro. O candidato deve, desde logo, aprender todo um vocabulário de palavras, de gestos, de olhares, todo um código de senhas e símbolos: a mínima falha expõe ao ridículo, e a regra do jogo é em geral implícita, devendo ser adivinhada antes de conhecida, macaqueada antes de adivinhada. O modo de aprendizado é sempre a imitação - literal, servil e sem questionamentos. O ingresso no mundo juvenil dispara a toda velocidade o motor de todos os desvarios humanos: o desejo mimético de que fala René Girard, onde o objeto não atrai por suas qualidades intrínsecas, mas por ser simultaneamente desejado por um outro, que Girard denomina o mediador.

Não é de espantar que o rito de ingresso no grupo, custando tão alto investimento psicológico, termine por levar o jovem à completa exasperação impedindo-o, simultaneamente, de despejar seu ressentimento de volta sobre o grupo mesmo, objeto de amor que se sonega e por isto tem o dom de transfigurar cada impulso de rancor em novo investimento amoroso. Para onde, então, se voltará o rancor, senão para a direção menos perigosa? A família surge como o bode expiatório providencial de todos os fracassos do jovem no seu rito de passagem. Se ele não logra ser aceito no grupo, a última coisa que lhe há de ocorrer será atribuir a culpa de sua situação à fatuidade e ao cinismo dos que o rejeitam. Numa cruel inversão, a culpa de suas humilhações não será atribuída àqueles que se recusam a aceitá-lo como homem, mas àqueles que o aceitam como criança. A família, que tudo lhe deu, pagará pelas maldades da horda que tudo lhe exige.

Eis a que se resume a famosa rebeldia do adolescente: amor ao mais forte que o despreza, desprezo pelo mais fraco que o ama.

Todas as mutações se dão na penumbra, na zona indistinta entre o ser e o não-ser: o jovem, em trânsito entre o que já não é e o que não é ainda, é, por fatalidade, inconsciente de si, de sua situação, das autorias e das culpas de quanto se passa dentro e em torno dele. Seus julgamentos são quase sempre a inversão completa da realidade. Eis o motivo pelo qual a juventude, desde que a covardia dos adultos lhe deu autoridade para mandar e desmandar, esteve sempre na vanguarda de todos os erros e perversidade do século: nazismo*, fascismo*, comunismo*, seitas pseudo-religiosas, consumo de drogas. São sempre os jovens que estão um passo à frente na direção do pior.

Um mundo que confia seu futuro ao discernimento dos jovens é um mundo velho e cansado, que já não tem futuro algum.

***

Comentários do Cavaleiro do Templo: lendo o texto percebi que muitos adultos ainda estão nesta etapa da vida, a adolescência. Pelo menos no que se refere à busca pela aceitação em grupos sem que se faça nenhuma ponderação, argumentação ou reflexão. Muitos de nós não questionamos (tenho quase 40 anos), não perguntamos porque estamos trocando de celular se o antigo ainda funciona perfeitamente. Porque gastamos uma enorme soma de dinheiro para ter um carro “completo” se o usamos (pelo menos eu, que ando no máximo 50Km por semana) tão pouco. Ou porque estamos comprando tal roupa se a 6 meses a achávamos absolutamente ridícula. Crescemos só na altura?

* Mesmo depois de toda a desgraça socialista/comunista, com 100 milhões de mortes entre os cidadãos e fora de guerras, com toda a loucura nazista (nazismo = NACIONAL SOCIALISMO) e fascista, ainda existem adultos que não largam seus “amores políticos de juventude”. Medo de ficar isolado ou de admitir que estavam errados? E dos dois, qual seria o pior? Ou seriam sociopatas mesmo?

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Quem vai parar a Dilma? Escândalo no ar: Ex-diretora da Anac abre o jogo e revela pressão de Dilma para facilitar venda da Varig a fundos estrangeiros

Do blog do DIEGO CASAGRANDE
04/06/2008 | 08:31

Em entrevista explosiva ao jornal Estadão, a ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) Denise Abreu resolveu trazer à tona informações que circulavam apenas no submundo dos negócios, relacionadas à falência da Varig, entre 2006 e 2007. Segunda Denise, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e sua secretária-executiva, Erenice Guerra, pressionaram a Anac para aprovar a venda da empresa de cargas da Varig, a VarigLog, para o fundo de investimentos americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros – representados pelo advogado Roberto Teixeira – amigo pessoal do presidente Lula.

Como a lei brasileira proíbe que capital estrangeiro tenha mais de 20% de participação em companhias aéreas, Denise pediu documentos comprovando a origem do dinheiro e a declaração de renda dos sócios brasileiros. Foi impedida por Dilma. "A ministra não queria que eu exigisse os documentos. Dizia que era da alçada do Banco Central e da Receita e falou que era muito difícil fazer qualquer tipo de análise tentando estudar o Imposto de Renda porque era muito comum as pessoas sonegarem no Brasil", revela a ex-diretora da Anac. "A partir daí percebemos que havia algo estranho acontecendo com relação ao caso Varig", conta Denise. Leia a entrevista na íntegra:

A sra. diz que foi pressionada durante seu período na Anac. O que aconteceu?

Em abril de 2006, poucas semanas depois de termos sido empossados, os quatro diretores da Anac foram chamados na Casa Civil para tratar do caso Varig. A análise da ministra-chefe da Casa Civil era que a empresa já estava falida. Nessa reunião, recebemos a determinação de fazer um plano de contingência para não deixar os passageiros desassistidos. Recebemos a instrução de que as linhas internacionais de longo curso deviam ser destinadas à TAM e as da América do Sul à Gol. Ponderamos que não era possível seguir esse rateio no mercado interno, já que outras companhias podiam querer esses destinos.

Qual foi o episódio de maior pressão na Anac?

Enquanto elaborávamos o plano de contingência da Varig, a agência estava avaliando a transferência acionária da VarigLog. Em janeiro, a VarigLog havia sido comprada pelo fundo americano Matlin Patterson, em sociedade com a Volo do Brasil, dos brasileiros Marco Audi, Luiz Gallo e Marco Haftel. Eles tinham uma tal de autorização prévia de funcionamento jurídico dada pelo antigo DAC. Como relatora do processo, descobri que não havia na legislação essa figura da autorização prévia. Revimos a autorização e expedimos um ofício com novas exigências, para podermos comprovar a origem do capital e também, por meio de declarações de Imposto de Renda, se os sócios brasileiros tinham condição de comprar a companhia. Isso era importante para adequar a operação ao Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), que impede que um estrangeiro tenha mais de 20% de uma companhia aérea nacional.

A diretoria da Anac foi pressionada para aprovar essa transferência de capital da Variglog?

Logo que expedi esse ofício, a sra. Valeska Teixeira, filha de Roberto Teixeira, foi à Anac, no Rio. Teve uma reunião bastante calorosa com o superintendente de serviços aéreos e, aos gritos, dizia que queria falar comigo. Na ocasião, pedi para levá-la à minha sala. Ela disse que divergia dos termos do ofício, que era muito amiga do ministro José Dirceu e afilhada do presidente da República. Eu respondi que isso era bom para a relação pessoal dela, mas não mudava nada. Disse ainda que, se entendesse que eu havia extrapolado das minhas funções de diretora da Anac, deveria interpor um mandado de segurança para o Judiciário decidir quem estava correta. Pouco depois, fomos novamente chamados na Casa Civil e, pela primeira vez, ouvi a ministra Dilma dizer que havia chegado denúncias de que eu e o diretor Jorge Velozo estaríamos fazendo o lobby da TAM. E o diretor-presidente Milton Zuanazzi e o diretor Leur Lomanto estariam fazendo o lobby da Gol. Por causa desse suposto lobby, nós teríamos dividido as linhas internacionais entre as duas empresas. Nós nos insurgimos contra essa afirmação, pois havíamos seguido as orientações da própria Casa Civil. A partir daí percebemos que havia algo estranho acontecendo com relação ao caso Varig.

A ministra chegou a cobrá-la pelas exigências de comprovação de origem de capital e de Imposto de Renda dos sócios à VarigLog?

Numa reunião, a ministra se insurgiu contra as duas exigências dizendo que isso não era da alçada de uma agência reguladora, mas do Banco Central e da Receita. Falou ainda que era muito difícil fazer qualquer tipo de análise tentando estudar o Imposto de Renda dos sócios da Volo porque era muito comum as pessoas no Brasil sonegarem imposto. Ela disse também que nunca ia se revelar como se deu a entrada desse dinheiro no País porque poderia haver um contrato de mútuo entre as empresas e que esse contrato, de gaveta, nunca apareceria. Eu respondi que a matéria deveria ser colocada sub judice e os meus colegas já haviam aprovado meu ofício no colegiado da Anac.

Houve alguma ação judicial contra a Anac?

Os representantes da empresa, por meio do escritório do Roberto Teixeira, entraram com uma ação para que a venda da VarigLog fosse aprovada. Eles também entraram com uma representação contra mim no Ministério da Defesa, dizendo que eu fazia lobby pela TAM.

Mas os documentos que a sra. exigia nunca foram apresentados, e mesmo assim a transferência de capital foi aprovada.

Sim. No dia 23 de junho. Fazia uns 15 dias que, por determinação do governo, estávamos despachando na sede do Ministério da Defesa, discutindo o plano de contingência para a Varig. Na sexta-feira 23, quando nós diretores chegamos ao ministério, fomos informados pelo presidente da Anac, Milton Zuanazzi, que teríamos de votar o caso VarigLog naquele dia. A senhora Valeska e o Cristiano Martins (seu marido e sócio) estavam na ante-sala, aguardando a decisão.

Até então a apreciação do caso não estava programada para aquele dia...

Que eu soubesse, não.

Os advogados da VarigLog souberam antes de vocês...

Eu apresentei uma petição para o dr. Milton me dando por impedida de votar. Pela lei, se há uma representação contra uma autoridade que vai decidir, ela é considerada suspeita para votar aquele caso. Poucas horas depois, os advogados da VarigLog apresentaram um protocolo de retirada da representação que haviam feito contra mim no Ministério da Defesa. Aí eu ponderei que havia uma ação judicial tratando dessa matéria e citava nominalmente a mim. Portanto, eu continuava impedida de votar. Aí os advogados da VarigLog foram à Justiça Federal e protocolaram a desistência da ação. Tudo no mesmo dia. Como eles desistiram da ação, infelizmente, a decisão judicial, que havia sido proferida no dia anterior mas ainda não havia sido publicada, passou a não ter valor. O desembargador havia decidido que a Anac estava correta, que tinha o poder de investigar não só a origem do capital, como a capacidade financeira de cada pessoa física.

Não havendo mais impedimento, solicitei uma manifestação da Procuradoria-Geral da Anac. No mesmo dia, apareceu um parecer do procurador João Elídio dizendo que não era competência da Anac exigir os documentos de origem de capital e o Imposto de Renda.

O procurador foi pressionado?

Ele me disse que sim. Contou que ligaram da Casa Civil para ele e ele disse que estava internado. Depois a dra. Erenice ligou no celular dele para perguntar como ele estava de saúde, que ela gostaria muito de mandar o subchefe da Casa Civil visitá-lo no hospital.

Ele estava internado?

Ele disse que estava internado, não fui visitá-lo, não tinha tempo.

Ele foi internado quando soube que tinha que dar o parecer?

Não sei se foi em conseqüência disso, mas foi tudo no mesmo dia. O que eu soube é que, depois de receber o telefonema da dra. Erenice, ele teria saído do hospital e ido a uma reunião na Casa Civil. Pouco depois, ele emitiu seu parecer. Mas, enquanto não chegava o parecer do procurador, eu saí do ministério. Só voltei quando o presidente da Anac me chamou, às 11 da noite, para finalmente votarmos a matéria. No dia seguinte, oficiei a todos, ao Banco Central e à Receita, pedindo que se verificasse a origem de capital e o Imposto de Renda dos sócios da VarigLog. Enquanto eu estava na Anac, não tive resposta.

Por que havia tanta pressa em votar o caso da VarigLog no dia 23?

Não sabíamos à época. Depois, quando a VarigLog comprou a Varig no leilão, é que vimos que uma matéria estava atrelada à outra. Se não aprovasse a transferência acionária da VarigLog, ela não existiria e não poderia participar do leilão.

A sra. também diz que a Anac teve problemas no episódio de venda da Varig. Uma das questões dizia respeito à dúvida se o comprador da Varig herdaria as velhas dívidas da companhia. O que aconteceu?

O procurador-geral da Fazenda Nacional, Manoel Felipe Brandão, deu algumas declarações dizendo que a sucessão de dívidas não estava afastada. Ao saber disso, o juiz Ayoub (Luiz Roberto Ayoub, da Vara Empresarial do Rio de Janeiro) solicitou uma audiência com o procurador, em Brasília. O procurador achou que ia receber só o juiz. Mas a diretoria da Anac também foi chamada, além de um assessor da Erenice e alguns jornalistas. Enfim, uma quantidade de pessoas bem maior do que ele imaginava, e ele manteve seu posicionamento. Em poucos dias, ele saiu da procuradoria e foi colocado o procurador Luís Adams. Aí foi emitido um parecer garantindo que não havia sucessão de dívidas.

Como era a atuação dos advogados do escritório Teixeira, Martins e Advogados?

O caso VarigLog/Varig é o caso em que tivemos a participação muito intensa de advogados dentro da Anac. Não lembro de outros casos. Nunca vi o Roberto Teixeira na Anac em Brasília. Sei que ele participou de algumas reuniões no Rio. A filha e o genro iam muito à Anac em Brasília.

E como era a atuação da Valeska?

Era truculenta. Recentemente vi um boletim de ocorrência do Marcos Haftel (sócio brasileiro da VarigLog) contra ela, em que confirma essa truculência. Ela liga da reunião para o pai. Sabe pressão psicológica? Ao final de uma reunião, acompanhada pelo esposo, ela diz: "Agora temos de ir embora porque o papai já está no gabinete do presidente Lula".

O nome de Roberto Teixeira aparecia nas reuniões da Casa Civil?

Nas reuniões de plano de contingência, ou para aprovar ou não a VarigLog, sobre transferência do cheta da Varig, em várias oportunidades, ouvimos a Erenice falando com o Zuanazzi sobre o tema e se referindo a alguém como "papai". Ou a Erenice e a ministra Dilma dizendo uma para a outra: "Porque o papai precisa analisar". Eu só sabia que todos nós que estávamos na reunião não éramos "papai".

Como eram essas reuniões na Casa Civil. Quem convocava?

O Milton nos comunicava que a ministra Dilma havia convocado a reunião e deveríamos participar, como colegiado.

Tecnicamente, era função da ministra ou a senhora sentia que havia uma ingerência indevida?

Tecnicamente, uma agência reguladora não está vinculada ao governo. A lei da Anac é clara e dá autonomia funcional, administrativa e de gestão à agência.

Na prática, a ministra mandava na Anac?

A Anac é um órgão muito grande. Seria uma irresponsabilidade dizer que ela mandava na Anac. Mas existia uma tentativa de monitoramento das ações da diretoria com relação a esse caso: Varig e VarigLog.

A sra. diz que foi vítima de um dossiê falso. Como foi?

Um mês depois da minha saída da Anac, recebi um envelope na casa da minha mãe. Foi preparado como um dossiê, só com informações falsas. Fui ao meu advogado e pedi para que a documentação fosse levada para a Polícia Federal investigar quem elaborou o dossiê. Demos entrada na PF e o caso foi remetido à Polícia Civil de São Paulo, para investigar crimes de calúnia e tentativa de extorsão.

O que tinha no dossiê?

O dossiê diz que eu teria contas no Uruguai e remeteria dinheiro para Luxemburgo. E teria usado cartões de crédito para fazer saques em dinheiro e pagar eventos onde teria me encontrado com o coronel Velozo e o Anchieta (Anchieta Hélcias, vice-presidente do Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias, ligado à TAM). Ao ler o dossiê, passei a entender uma série de questionamentos que recebi de deputados durante a CPI do Apagão Aéreo e que na hora eu não havia entendido. Também entendi por que, em 2006, a ministra Dilma afirmou que eu e o Velozo fazíamos lobby para a TAM e o Leur e o Zuanazzi fariam para a Gol.

A sra. tem alguma suspeita da autoria do dossiê?

Eu relatei os inúmeros tumultos ao longo do processo, que podem apontar o caminho para a polícia fazer a investigação. Agora cabe ao delegado fazer o link e chegar às suas conclusões.

Sua suspeita é que seria alguém que teve o interesse contrariado durante sua gestão na Anac?

Com certeza.

O que sempre se falou é que a sra. agia em nome dos interesses da TAM e que tem um irmão que advogou para a TAM. Qual é a sua relação com a TAM?

Eu não tenho relação com a TAM. Jamais recebi qualquer benefício da empresa. Meu irmão foi advogado - e isso descobri a posteriori - muito antes de imaginar que eu, procuradora do Estado de São Paulo, iria trabalhar no governo do presidente Lula e, depois, seria indicada para uma agência que ainda não havia nascido. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República julgou esse caso, recentemente, e arquivou a questão de ter irmão advogado e disse que não há nenhuma conduta antiética.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".