Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
domingo, 4 de maio de 2008
Bolívia: Santa Cruz apóia em massa estatuto autonômico (TV)
Domingo, 05 de maio de 2008
89% DOS VOTOS DE SANTA CRUZ APOIARAM AUTONOMIA
Os primeiros informes não oficiais sobre os resultados do referendo realizado hoje na região de Santa Cruz assinalam que em zonas urbanas o apoio à autonomia foi de 88,9% e a rejeição de 11,1%, enquanto que nas rurais o Sim registrou 83,6% e a desaprovação, 16,4%.
Segundo pesquisas de boca-de-urna divulgadas pelo canal de televisão privada Red Uno, 85,9% dos eleitores da próspera região de Santa Cruz apoiaram o Sim à criação do primeiro governo autônomo da Bolívia, num polêmico referendo realizado neste domingo.
O plebiscito - considerado ilegal pelo governo - foi realizado durante oito horas, em meio a incidentes isolados no bairro 'Plan 3000', no sul da cidade e baluarte eleitoral do partido governista MAS, e nas zonas rurais do departamento; pelo menos 28 pessoas ficaram feridas, segundo o ministro de Governo (Interior), Alfredo Rada.
Com exceção dos incidentes registrados nos bolsões governistas, a consulta foi realizada com normalidade, apesar de o ministro Alfredo Rada dizer que o processo autonomista "fracassou porque simplesmente levou à divisão do próprio povo do departamento" de Santa Cruz.
O prefeito Rubén Costas, um dos incentivadores do projeto autonômico, destacou o "ambiente festivo" em que se realizou o referendo e o líder civil de Santa Cruz, Branko Marinkovic, questionou setores pró-governamentais "que impulsionaram episódios de violência" durante a jornada.
Segundo a corte eleitoral local, 935.527 pessoas foram habilitadas a votar e ainda não há informação oficial sobre o percentual de eleitores que compareceram às urnas.
QUEM SÃO OS GRUPOS FASCISTAS?
O melhor jeito de analisarmos uma situação, caso não tenhamos muito conhecimento da causa, é ver quem a defende. Na questão do referendo da Bolívia, o Chávez logicamente que foi contra.
Além do direito incontestável do povo boliviano em não aceitar a socialismo idiota do Evo Morales, em distribuir aos índios as terras dos que produzem, o fato de o Chávez apoiar tal discrepância, por si só, já escancara o lado errado da situação. O Chávez é a própria assinatura do diabo que tudo que endossa é criminoso. Pois não é que ele lamentou a violência de "grupos fascistas" bolivianos que apóiam a autonomia
Parabéns ao povo boliviano que não se curvou diante das ameaças das carrancas raivosas que atearam fogo, roubaram urnas, obstruíram caminhos e agrediram os que disseram NÃO à política indigenista e retrógrada do Evo Morales. Venceu o progresso, o Evo perdeu. Assim como o Chávez levou um NÃO no seu referendo, o Índio levou um SIM, pela autonomia de Santa Cruz
OBSERVADORES DA HUMAN RIGHTS FOUNDATION
“Foi inconcebível o que aconteceu”. Segundo, o Notimex, um ancião morreu por inalação de gás lacrimogêneo lançado pela polícia para dispersar as tribos do Evo que tentavam impedir e boicotar a votação, em Santa Cruz. Outros 22 ficaram feridos.
O presidente da organização Human Rights Foundation, Thor Halvorssen, que liderou um grupo de observadores, afirmou à Notimex que um dos centros de votação na zona de Montero foi incendiado, e que “desconhecidos” roubaram as urnas. "Esta é uma maneira de fazer terrorismo, tirar o direito ao voto do povo de Santa Cruz ao invés de deixá-los votar. Se alguém não está de acordo com a proposta do estatuto de autonomia, que vote ‘NÃO’ ou nulo, porém tirar o direito de votar é criminoso.
O observador acusou o governo de não proteger os recintos das votações e permitiu que imperasse uma situação de anarquia, na qual as pessoas que não são afetas ao processo se converteram em "terroristas eleitorais". "Isso é inconcebível, e é insólito o que aconteceu de o material roubado ontem (por membros do Movimento ao Socialismo) ser utilizado para denunciar à imprensa que ouve fraudes. Esse material foi roubado e foi usado para denunciar que ouve fraude, afirmou o observador, se referindo ao diretor nacional para Assuntos Rurais do governo da Bolívia e membro da Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA), Romeo Amorín, que foi capturado junto com outras cinco pessoas com a documentação eleitoral roubada.
A Ditadura do Proletariado, segundo Marx - Socialismo é apenas etapa anterior ao Comunismo - Marx, o salafrário
por Carlos I.S. Azambuja em 03 de maio de 2008
Resumo: O socialismo não é um modo de produção autônomo como o é o capitalismo, e nem um Estado acabado. Então, o que é o socialismo? (C.T. - apenas uma desculpa para um golpe de estado aplicado por um grupo interessado no poder total (legislativo, executivo, judiciário e também religioso, a religião do Estado Social-escravocrata, a adoração do líder como aconteceu com Hitler, Fidel, Mao, etc, etc, etc...) e eterno. Em resumo, uma DINASTIA como a Dinastia Castro em Cuba, onde Fidel deixou o poder para o irmão.)
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Como plagiador, Marx ultrapassa os limites da pura desonestidade. De Marat, se apropria da frase “o proletariado nada tem a perder, exceto os seus grilhões”. De Heine, “a religião é o ópio do povo”. De Louis Blanc, sacou a fórmula “de cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades”.
De Shapper, tirou a convocação “trabalhadores de todo o mundo, uni-vos”, e de Blanqui, a expressão “ditadura do proletariado”. Até mesmo sua obra bem acabada e vertiginosa, O Manifesto Comunista (1848, em parceria com Engels), é um plágio vergonhoso de O Manifesto da Democracia, de Victor Considérant, escrito cinco anos antes.
A opção da via democrática ao socialismo e o abandono do princípio da ditadura do proletariado como expressão do poder político da classe operária é um debate teórico que se desenrola, há anos, no Movimento Comunista Internacional, pois é considerado aquilo que constitui a chave do marxismo-leninismo: a teoria de Estado.
A fase, ou etapa, do Estado de todo o povo, conforme definição constante da Constituição stalinista de 1936, ou do socialismo desenvolvido, segundo a Constituição de 1977, apresenta formas inéditas de Estado, sem explicação e nem fundamentação teórica desde a perspectiva da teoria marxista. Ou seja, significa uma etapa a mais entre o capitalismo e o comunismo, introduzida pelos ideólogos do Kremlin.
É sabido que Marx assinalou que “entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista existiria um período de transformação revolucionária da primeira na segunda (...) Esse período de transformação do capitalismo em comunismo seria denominado socialismo, ou primeira fase da sociedade comunista”.
A caracterização do socialismo como primeira fase da sociedade comunista é fundamental para compreender seu alcance e limitações.
Ao assinalar que essa fase intermediária entre o capitalismo e o comunismo levaria, ainda, “o sinete da velha sociedade”, Marx reconheceu que, necessariamente, persistiriam elementos da velha sociedade capitalista em luta com aqueles elementos que seriam expressão da nova sociedade: a comunista. Persistiria existindo o direito burguês, que prosseguiria regendo o caráter da distribuição da riqueza social: “a cada um segundo o seu trabalho”. Persistiria a exploração do trabalho assalariado, a exploração da classe operária e a sua força de trabalho.
O socialismo, ao eliminar a propriedade privada sobre os meios de produção, terminaria, apenas, com uma das formas de exploração do homem pelo homem (C.T. - e inauguraria por definição a fase da exploração do HOMEM pelo ESTADO, sem esquecer que tudo que serviu como base para MARX definir esta exploração do homem pelo homem já foi desmascarado já na sua época através, inclusive, da exposição das fraudes de MARX em suas obras como aquela famosa em que utilizou dados de 30 anos antes para provar que a relação capital/trabalho era de um jeito quando o BLUE BOOK daquele ano em que ele escreveu afirmava que esta relação progredia com grandes ganhos para o trabalho através, entre outras coisas, das leis criadas pelo Parlamento inglês para proteger o trabalhador. Como diz meu pai, MARX não vale o que o gato enterra). Na medida, porém, em que a força de trabalho continuasse sendo encarada como uma mercadoria e o salário como o seu equivalente, o trabalho seria, ainda, assalariado. Persistiriam as classes sociais e a luta de classes continuaria sendo o motor da História. Persistiria o Estado como “expressão da dominação de uma classe sobre as outras”. Haveria, porém, uma mudança fundamental no caráter de classe e no tipo de Estado que possibilitaria a transformação revolucionária da sociedade capitalista em comunista. Segundo Marx, “a esse período corresponderia também um período político de transição, cujo Estado não poderia ser outro senão a ditadura revolucionária do proletariado”, expressão tomada de Louis Auguste Blanqui.
Karl Marx assinalou ainda que uma das finalidades da sua obra – “O Capital” – foi a de “encontrar a lei econômica que regularia o movimento da sociedade moderna” e que “ainda que uma sociedade haja encontrado o caminho da lei natural com auxílio da qual se movimenta, jamais poderá ultrapassar e nem descartar, por decreto, as fases naturais de seu desenvolvimento. Poderá, unicamente, encurtar ou mitigar as dores do parto”.
Dentre as leis atribuídas a Marx, uma delas assinala que “a luta de classes conduz necessariamente à ditadura do proletariado (...) e que essa mesma ditadura nada mais é que o trânsito a uma sociedade sem classes” (C.T. - outra farsa que só engana debilitados mentais, pois o Estado Socialista/Comunista tem sim uma nova classe, muito mais poderosa que qualquer outra existente, a do grupo que manda no Estado, os esquerdopatas revolucionários).
A questão fundamental em torno da ditadura do proletariado não é tanto a necessidade de uma maior ou menor violência ou coerção sobre a burguesia expropriada, nem do maior ou menor grau de liberdade ou democracia. A questão central é definir se a revolução indolor, pacífica e democrática pregada por Gramsci, significa e constitui somente uma mudança da classe que exerce a dominação do Estado, ou se exige um novo tipo de Estado que tenha como objetivo a absorção da sociedade política pela sociedade civil, a não separação entre esta e o Estado, e o fim da divisão entre homens que governam e homens que produzem, condições fundamentais para o desaparecimento do Estado e o trânsito à sociedade comunista.
O socialismo não é, portanto, um modo de produção autônomo como o é o capitalismo, e nem um Estado acabado. Então, o que é o socialismo?
O socialismo, no dizer de Marx, seria apenas um período político de transição e de luta “entre os elementos que buscam restabelecer e perpetuar a velha sociedade, que morre, e os elementos da nova sociedade, que nasce”. A tendência ao avanço ou ao retrocesso estaria condicionada por múltiplos aspectos, dos quais o Estado seria um dos fundamentais, uma vez que, para que essa sociedade realmente cumprisse suas funções de sociedade de trânsito ao comunismo, o Estado não poderia ser outro que não o da ditadura do proletariado.
Lênin, por sua vez, justificou esse período de transição – ditadura do proletariado – e atribuiu a inevitabilidade de nele persistirem o direito burguês e um poder coercitivo, ao fato de que, ao saírem da sociedade capitalista, “os homens não estão ainda preparados para trabalhar para a sociedade sem sujeição a nenhuma norma de direito, e porque, também, não existem as premissas econômicas para essa mudança”. Todavia, por outro lado, assinalou Lênin, “a organização comunista do trabalho social (...) baseia-se, e cada dia mais se baseará, na disciplina consciente dos próprios trabalhadores (...) Essa nova disciplina não cai do céu e não é conseguida apenas com boas intenções. Ela surge exclusivamente das condições materiais da grande produção capitalista, e o portador, o veículo dessas condições materiais, é uma classe histórica determinada, criada, organizada, agrupada, instruída, educada e aguerrida pelo grande capitalismo. Essa classe é o proletariado”.
Conclusão de tudo isso: no período de transição denominado socialismo – fase inferior do comunismo – deveriam ocorrer uma série de condições que assegurassem o desenvolvimento social à fase superior. Uma das condições é a de que o Estado surgido da revolução deveria ser um Estado com capacidade de extinção. A sociedade reorganizar-se-ia de forma tal que permitiria suprimir a divisão entre governantes e governados visando estabelecer uma única condição: a de homens que produzissem e, ao mesmo tempo, atendessem às funções de governo.
A forma organizativa que permitiria conjugar o Estado com a produção, teria por base um Estado organizado sobre conselhos operários, organismos desde os quais a classe produtora administraria os meios de produção e exerceria as funções de Estado, deliberaria, decidiria e executaria. Os órgãos máximos de poder seriam as assembléias de fábricas. Os delegados dos conselhos regionais e nacionais seriam demissíveis em qualquer momento.
O aparato burocrático do Estado iria, assim, desaparecendo progressivamente. A estrutura hierárquica das empresas e a administração pública desapareceriam também, as tarefas administrativas seriam simplificadas ao máximo e iriam perdendo seu caráter político.
A máxima democracia operária seria acompanhada da mais ampla liberdade de pensamento, de reunião, de organização e de expressão. A justiça não seria um aparato independente da população, na medida em que seria exercida através dos próprios órgãos de poder. Os órgãos de repressão e coação seriam eliminados por desnecessários.
A fusão do ensino técnico e superior com a produção permitiria a educação permanente e ininterrupta dos produtores. Um novo tipo de vida criaria as condições necessárias à emancipação da mulher da escravidão doméstica para tornar efetiva sua igualdade ao homem, tanto em seu papel produtivo como na vida social.
Agora comparemos tudo isso que Marx imaginou com aquilo que em seu nome foi implantado na ex-União Soviética, demais Estados ditos socialistas do Leste Europeu e que ainda persiste em Cuba (C.T. - em resumo, o que um salafrário como KARL MARX produziu durante sua vida foi MENTIRAS e nada mais. O que poderia ser criado de bom quando tem como base a falsidade e a desonestidade? Leiam mais sobre este homem aqui).
Carlos I. S. Azambuja é historiador.
Como prosperar apesar do Estado esbanjador
Por Arlindo Montenegro em domingo, 04 de maio de 2008
A receita vem da Itália, onde os escândalos de corrupção e a máfia têm um histórico de escândalos sucessivos, onde o terrorismo das Brigadas Vermelhas em sangrento atentado tirou a vida do Ministro Aldo Moro e o lixo se acumulou tornando intransitáveis as ruas de Nápoles, um dos mais belos cartões postais do mar Mediterrâneo.
Vem da Itália, onde está encravada a sede do cristianismo, o Vaticano. A mesma Itália que gerou o fascismo e gerou Antonio Gramsci, o editor Feltrinelli que morreu tentando colocar uma bomba numa torre de transmissão de energia e o Partido Comunista mais ativo da Europa.
No dia 9 de Maio de 1978, o corpo do Primeiro Ministro e Presidente da Democracia Cristã italiana Aldo Moro foi encontrado dentro do porta-malas de um carro, depois de um seqüestro que durou 55 dias. Lá como aqui, os extremistas de esquerda promoveram o terrorismo – na Itália, Alemanha e França - “contra o Estado, contra a exploração dos trabalhadores e por uma reforma revolucionária da sociedade conforme o modelo marxista-leninista”.
Exatamente há 30 anos, Treviso era uma região de camponeses devastada durante a II Guerra Mundial, conhecida por seus vinhos, queijos, doces e um patrimônio arquitetônico encantador formado por castelos, palácios e igrejas. Encravada na região do Veneto, perto de Veneza, no nordeste da Itália, a democracia cristã se mantinha no poder. Mas o poder maior era a religiosidade e a unidade das famílias que trabalhavam a terra, transformando-a em 30 anos na região mais próspera da Itália.
Hoje, em Treviso há pleno emprego. Os 830 mil habitantes, do que aqui se denominaria município, trabalham duro em 84.000 empresas. Cada empresa tem pouco mais de 20 empregados e muitas são líderes em excelência e produtividade. A província (município) de Treviso exporta sapatos, móveis, roupas, vinho, metais e outros produtos para o mundo, tendo alcançado em 2006 uma fatura de R$ 28 bilhões e uma renda per capita de 25.250 euros (uns 71.000 Reais por habitante).
A receita do milagre de Treviso é um exemplo de dinamismo e criatividade empresarial (C.T. - viram esquerdopatas, riqueza só existe quando existe a atividade empresarial, coisa que no Brasil não acontece como DEVERIA pois o que interessa aos governos atual e passados (exceto o Collor) é a implantação do sistema social-escravocrata e uma das frentes de batalha para a implantação do SOCIALISMO PETISTA (que vai extinguir o capitalismo como afirma o vídeo produzido pelo PT) é ensinar aos brasileiros que o empresário é um salafrário, um bandido no máximo tolerado quando a verdade é que ele é O ÚNICO QUE PODE CRIAR A RIQUEZA QUE DEPOIS É DISTRIBUÍDA ENTRE A SOCIEDADE. Notem o seguinte: é o GOVERNO que impede o pobre de deixar de ser pobre. Percebam por exemplo a falácia que é a educação no Brasil quando nossas crianças disputam com outras de outros países e chegamos em último ou perto disto. É o GOVERNO que faz o empresário pagar de novo outro salário igual ou maior ao que paga ao empregado ao ESTADO além de toda a carga de impostos restantes, imposições e dificuldades criadas artificialmente pelo GOVERNO para impedir o desenvolvimento da atividade empresarial. É o GOVERNO que fica com 1/4 da rqiqueza gerada na economia e em troca disto entrega-nos o que? NADA. E, por fim, QUEM MAIS ROUBA NESTE PAÍS? É A CLASSE EMPRESARIAL OU A CLASSE POLÍTICA?). Os prefeitos eleitos são homens eficazes, apegados ao território onde não existe luta de classes nem sindicatos porque todas as empresas são familiares.
A maioria das fábricas funciona como anexo das velhas casas familiares. Os patrões não usam terno e gravata. Trabalham de macacão ao lado de alguns parentes e mais meia dúzia de imigrantes. A norma é ralar, produzir, inovar, faturar, reinvestir e vender mais. A qualidade é produto do amor ao trabalho e da partição dos resultados.
No tempo das eleições os patrões e empregados votam no mesmo partido, nos homens que conhecem e respeitam. Naqueles que brigam contra o Estado, ali conhecido como “Roma ladrona”, que leva os impostos e não dá o retorno. Mas os venetos, que há 30 anos eram alvos de piadas foram levados pelo Partido Democrata Cristão (aquele mesmo do Aldo Moro) a abrir seus próprios negócios.
A vontade de controlar os próprios destinos, uma tradicional cultura solidária e fraterna e o gosto por acumular riquezas mobilizou a sociedade de proprietários de pequenas unidades agrícolas que se serviam de meeiros, hoje transformados em operários associados numa sociedade avançada e exemplar, desenvolvendo tecnologias de ponta.
Do governo central da “Roma ladrona” reivindicam apenas a redução de impostos, o relaxamento e ordem nas leis de imigração e a melhoria das estradas que muitas vezes ficam congestionadas com prejuízo da circulação das mercadorias destinadas à exportação.
Finalmente uma historinha para exemplificar o sucesso empresarial da região onde está a sede da Geox, fundada há 14 anos. Mario Polegato cultivava uvas e foi passear nos Estados Unidos para vender seus vinhos no Reno. O calor era feroz e ele resolveu fazer uns furos nas botas. Utilizou uma faca e sentiu-se aliviado. De volta à Itália, patenteou o “invento” e hoje a Geox “vende 21 milhões de pares de sapatos esburacados com alta tecnologia para 60 países”.
Os comunistas e seus sindicatos tentaram desmoralizar a região com um único argumento: “é um ninho de carolas”. Não têm voz nem vez porque em apenas 30 anos, o capitalismo em sua versão mais simplificada e genuína, conseguiu transformar as hortas feudais em campos de alta tecnologia onde reina a democracia, o bem estar, o lucro e o tiramisú, uma sobremesa feita com biscoitos embebidos em vinho, especiarias e creme de leite, que nem um pavê.
Arlindo Montenegro é Apicultor.
sábado, 3 de maio de 2008
Piadinha que faz pensar...
- 'Ouvi dizer que o vôo fica mais curto se a gente conversa com o passageiro ao lado. Gostaria de conversar comigo?'
O garoto fechou calmamente o livro e respondeu:
- 'Talvez seja interessante. Que tema o Sr. gostaria de discutir?'
- 'Ah, que tal política? Você acha que devemos reeleger o presidente ou dar uma chance a outro?'
O garoto suspirou e replicou:
- 'Pode ser um bom tema, mas antes preciso lhe fazer uma pergunta'.
- 'Então manda!', encorajou o Político.
- 'Cavalos, vacas e cabritos comem a mesma coisa, capim, grama, ervas, concorda? '
- 'Sim', disse o político...
- 'No entanto, cabritos excretam bolinhas, vacas largam placas de esterco e os cavalos grandes pelotas... Qual é a razão para isto?'
O político pensou por alguns instantes, mas confessou que não sabia resposta.
O garoto concluiu:
- 'Então como o senhor se sente qualificado para discutir quem deve governar o Brasil, se não entende de bosta nenhuma?'
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Hegel, Marx, Hitler e o Totalitarismo
Escrito por Wellington Moraes em 02 de maior de 2008
"A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas da classes" (Marx e Engels)
"Existe apenas uma espécie de revolução possível, e ela não é nem econômica, nem política, nem social, mas racial, e será sempre a mesma coisa: a luta entre as classes inferiores e as raças superiores que estão no poder. ... Todas as revoluções – e eu estudei com dedicação e cuidado – foram raciais...” (Hitler, diálogo entre Hitler e Otto Strasser)
O nacionalismo, que animou os pequenos estados alemães a erguerem-se contra Napoleão e seus libertadores, teve um surto que, posteriormente, pela ação inegável de muitos autores, que serviram aos interesses de políticos ambiciosos, gestou os fundamentos do nacionalismo alemão, que teria de desembocar, fatalmente, no nazismo como síntese de socialismo e nacionalismo, do nacional-socialismo alemão.
Uma das personalidades a quem cabe a maior culpa, ou pelo menos a quem mais se atira a culpa desse nacionalismo, foi Hegel, o inspirador simultâneo do nazismo e do marxismo, dois filhos da sua doutrina, opostos, adversários, mas analogados em muitos aspectos como ainda veremos.
Hegel tornou o Estado a expressão da Divina Idéia concrecionada na Terra. É a marcha de Deus através do mundo, um organismo com consciência e pensamento, seus atributos essenciais, cuja realidade é necessária, e que existe por si e para si. Nunca se endeusou tanto o Estado, também nunca se endeusou tanto um filósofo, como o foi Hegel pelos autoritários prussianos e pelos filósofos alemães de então, cuja maioria o proclamava o supremo ditador da filosofia, apesar de muitos, de inegável valor e dignidade, terem-se oposto às suas doutrinas.
A lei é uma manifestação da vontade, dizem eles, mas de quem? Do Estado, afirmam os estatólatras; da nação, afirmam os nacionalistas; do povo, afirmam os democráticos; do proletariado, afirmam os marxistas e os socialistas autoritários em geral.
Deu-se uma vontade ao povo, à nação, à classe, uma vontade e uma consciência, que se transformaram em supernacionalidades hipostasiadas, criações do coletivismo romântico.
Marx substituiu o Espírito de Hegel pela matéria e pelos interesses econômicos, do mesmo modo que o nazismo substituiu o Espírito pela Raça. E, então, quando Hegel afirmava que o Espírito é o propulsor da história, o senhor do espetáculo da História, Marx substituindo o termo Espírito, afirmava: A Matéria e os interesses econômicos são os propulsores da História, os senhores do espetáculo da História. Hitler substituindo pela Raça, poderia dizer: a Raça é a propulsora da História, a senhora do espetáculo da História.
Em Marx, o Espírito vira de cabeça para baixo, e vira Matéria; em Hitler, torna-se Sangue. Essa é a inversão de que tanto eles se orgulharam.
O arsenal dos argumentos é o mesmo para todos. Não foram proporcionados apenas por Hegel, pois já vinham de antigas pilhagens de outras aventuras intelectuais do Renascimento, das lutas que procuravam impor o direito dos príncipes contra a concepção da Igreja, defensora das pequenas pátrias, a fim de acautelar e impedir as grandes guerras destrutivas, e partir, a pouco e pouco, para uma maior unidade dos cristãos, que acima dos particularismos nacionalistas, deviam pôr a idéia da Humanidade em Cristo, e torná-la universal católica (de Kath'olon, em grego, universal), vencendo os obstáculos, que impediam a fraternidade universal e que reinasse a paz entre os homens de boa vontade.
Um conjunto de esquematismos gira em torno da idéia nacionalista. Podemos alinhar alguns:
1) o Estado é a encarnação do Espírito (Hegel), ou da Raça (Hitler) ou da Ditadura do Proletariado (Marx). Uma raça eleita, que deve conquistar o mundo (Hitler) ou um Estado eleito que deve dominar o mundo (Hegel) ou uma classe eleita, que deve dominar o mundo (Marx).
2) O Estado é independente e liberto de toda obrigação moral. Deve realizar seus fins, sejam quais forem os meios (Os fins justificam os meios, é do patrimônio de todos, de Hegel, Marx e Hitler).
3) Para realizar seus fins é mister uma guerra impiedosa e totalitária (também do patrimônio de todos).
4) Portanto, impõe-se uma vida heróica, que não tema os perigos, que viva perigosamente a grande façanha de realizar o ideal (também do patrimônio de todos).
5) Realizar-se-á, finalmente, o Grande Homem do amanhã (o germano superior de Hegel e Hitler, o revolucionário de Marx). O Estado não é a meta final, mas sim a fusão dele com o ideal-typus preconizado.
6) O Estado não está sujeito a nenhuma norma superior; ele é a lei, tanto a moral como a jurídica.
7) Os Estados podem estabelecer acordos mútuos entre si, porém não são obrigados a cumpri-los, porque seria violentar a sua soberania (Tese de Hegel).
8) Quando os Estados não encontram uma solução para as suas pendências, a guerra deve procurar resolvê-las (Tese de Hegel).
9) O bom êxito justifica tudo (Tese de Hegel). O bom êxito é o único juiz da História.
10) O despojo será do forte, que expropriará os mais fracos (Tese de Freyer, aceita por todos os autoritários).
11) O ataque é sempre a melhor defesa (Tese aceita por todos os totalitários).
12) A moralidade particular, a filantropia, a caridade não são guias do Estado poderoso (Tese de todos, que renegam qualquer consideração aos direitos alheios).
13) Não se deve vacilar na propaganda ante o emprego da infâmia, da calúnia, da mentira. O êxito justifica tudo. "Caluniai, caluniai, que alguma dúvida ficará..." Todos os poderosos totalitários aconselharam essa prática. Lenine justificou-a várias vezes, e aconselhou-a aos bolchevistas.
14) Todo o bem conquistado em favor do Estado é justo (Tese universal de todos os dominadores).
15) Só a guerra viriliza os homens e impede que se enfraqueçam. A política, na paz, só é justificada se prepara uma boa guerra (Assim pensaram sempre os poderosos). A guerra é a forma mais perfeita da atividade do Estado (Tese de Max Scheler, existencialista, mas aceita por todos os totalitários). A guerra é um bem precioso e raro (Hegel).
16) O humanitarista não é um regulador da História. O homem adultera-se pela idéia humanista (Tese de Rosenberg, filósofo nazista).
17) Há uma missão histórica a ser cumprida, para a qual está predestinado o Espírito (Hegel), a raça (Hitler), a classe (Marx). São os novos messias. É preciso amar esse destino.
18) Não há princípios morais acima do Estado. Tudo deve subordinar-se ao Estado como encarnação, ou da nação, da raça ou da classe, etc.
19) A tese aceita é dogmática e a expressão viva da Verdade. Qualquer opinião em contrário é herética e blasfemática, e quem a profere deve ser eliminado. (Tese de todos os totalitários).
20) A vontade individual deve subordinar-se à vontade coletiva, representada pelo Estado, como encarnação de Deus, Raça, Classe, etc.
21) O ideal preconizado é inevitável, e sua vitória final é determinada necessariamente pela História (Tese universal dos totalitários).
22) O terror preventivo é o melhor meio de impedir as tentativas de oposição. A admissão de partidos é absurda, porque só há uma verdade, a do Estado, como encarnação de... (Tese universal).
Schopenhauer — pondo de lado suas deficiências — ergueu sua voz na Alemanha contra o totalitarismo e viu em Hegel o grande perigo para o seu povo e para a humanidade. Algumas de suas palavras não podem ser hoje esquecidas. Durante quase quarenta anos, fêz-se a conspiração do silêncio em torno de sua obra, que é a tática sempre usada contra todo aquele que traz alguma coisa de novo e superior, e põe em risco a mediocridade oficial dominante.
Comentando Hegel, escrevia: "Exerceu não só sobre a Filosofia, mas sobre todas as formas da literatura germânica, uma influência devastadora, ou, para falar com maior rigor, de caráter letárgico e — até se poderia dizer — pestífera. É dever de todo aquele que se sente capaz de julgar com independência, combater essa influência tenazmente e em todo momento. Porque, se calarmos, quem falará?"
E mais esta passagem, permitam-nos citar: "Se alguma vez vos propondes a embotar o engenho de um jovem e anular seu cérebro para qualquer tipo de pensamento, então nada podereis fazer de melhor que dar-lhe a ler Hegel. Com efeito, estes monstruosos cúmulos de palavras, que se anulam e se contradizem entre si, atormentam a mente que procura inutilmente encontrar nelas algum sentido, até que, finalmente, se rende totalmente exausta. Deste modo, fica tão perfeitamente destruída toda capacidade de pensar, que o jovem termina por tomar por verdade profunda uma verbosidade vazia e ôca. O tutor, que teme que seu pupilo se torne demasiado inteligente para os seus projetos, poderia, pois, evitar essa desgraça, sugerindo-lhe inocentemente a leitura de Hegel."
E que frutos deu essa doutrina? O nazismo e o marxismo.
Contudo, Hegel, como filósofo, tem um grande valor, apesar do que partejou para a humanidade.
INFORMAÇÃO PARA BRASILEIRO
Por Arlindo Montenegro em 02 de maio de 2008
Uma menina repórter da televisão do bispo Macedo, passou 20 dias em Cuba e produziu um documentário em que mostra o culto a Guevara e ao velho Castro, a vocação musical de um povo, com raros contatos com o mundo exterior neste meio século e as belezas da ilha. Mostrou outras coisas, com a leveza da alienação.
O nome da menina é Andréa Veron, que perdeu a oportunidade de informar-se, antes da visita, lendo o livrinho “Cuba: est’il socialiste?” de René Dumont, um comunista francês, especialista em pastos para vacas, que passou dois anos tentando ensinar como produzir leite. E concluiu que Cuba era um grande latifúndio dominado por um único e voluntarioso capataz
Com esta simples leitura a mocinha teria informação suficiente, da experiência de um comunista europeu, para compreender e traduzir o que viu. Mas parece que leitura e informação multidisciplinar têm pouca ou nula importância para os jornalistas da mídia eletrônica dos nossos dias.
Nossa turista foi hospedada num hotel de luxo que oferecia “muita comida, até pratos japoneses no café da manhã, tendo como paisagem o mar do Caribe, telefone e até acesso à internet”. Depois hospedou-se com uma família cubana, num conjunto residencial da periferia de Havana, “parecido com aquelas construções da União Soviética”, tudo cinzento, decadente, móveis quebrados sem possibilidade de substituição ou conserto, nenhum conforto que nem dos favelados das novelas da rede globo. (O erro de grafia é proposital).
A moeda cubana para os turistas é específica e vale 1 euro. Já o Peso que os nacionais utilizam, não vale nada. “Tudo muito caro.” Em vez de dizer: arrancam a pele dos turistas porque o Estado, dono e controlador de toda atividade econômica perdeu a fonte de renda da União Soviética, que mandava leite e carne enlatada antes da queda do muro de Berlim e subsidiava as aventuras guerrilheiras de Castro; pagava o dobro pela produção de açúcar (hoje reduzida a 50%); financiava a gasolina e mantinha militares, médicos, engenheiros e outros profissionais de nível superior como “voluntários” na ilha.
Nas entrevistas gravadas, a menina destacou que “não há nenhuma propaganda de produtos como roupas, sapatos... somente out doors contra os EUA e outros imensos com as caras e frases de Castro e Fidel”. A única emissora de tv, a única emissora de rádio, a única agencia de notícias, os dois jornais oficiais “Granma” e “Juventud Rebelde”, foram comentados en passant, sem que a mocinha entendesse nada de propaganda e doutrinação no ambiente comunista. Ela nunca leu Gramsci nem sabe da existência de agentes da KGB que desertaram e abriram o verbo contando como a lavagem cerebral é feita até os nossos dias.
Para entrevistar uma moça que fabrica charutos, a janela da casa ficou fechada. Cautela e caldo de galinha não fazem mal. Em visita a um canavial, os trabalhadores levaram um pito das autoridades por falar com a repórter. Não a deixaram entrar com câmera na sorveteria Copélia, onde se formam filas quilométricas todos os dias: “única alternativa de encontro e lazer em Havana nas tardes de domingo... Não é como aqui onde a gente pode ir a uma padaria e comprar um bolo...e não me deixaram entrar com a câmera... foram bruscos, rudes...há uma forte presença policial...”
Lá não existem padarias, supermercados, feiras como aqui. Nem mesmo restos de feira para os miseráveis. Se a moça tivesse lido René Dumont, saberia que a dieta, a roupa e os sapatos de cada cubano, é fornecida pelo governo, obedecendo a uma “Caderneta de Abastecimento” que relaciona o que cada pessoa e cada família tem direito a adquirir por mês, se encontrar nas lojas do governo.
A Sorveteria Copelia e uma ou outra pizzaria são as alternativas dos poucos jovens que chegam a tempo, reforçar o estômago. Num dado momento o sorvete ou a pizza acabam e as portas são fechadas.
Voltando da província de Oriente, onde visitou a Sierra Maestra, nossa aventureira viu um médico e uma enfermeira pedindo carona para Trinidad, a 120 km. Os profissionais disseram que faziam aquilo uma vez por semana e esperavam até 6 horas ou mais por uma carona, já que o ônibus vivia quebrado por falta de manutenção e peças.
Para adquirir a licença de guiar um carro velho é necessário autorização do governo. A menina não concluiu que as sucatas consomem gasolina. Os carros novos são exclusivos das autoridades e diplomatas. E que a energia de Cuba é fornecida por Chavez e controlada pelo governo. Daí o transporte público incipiente, os caminhões que nem dos nossos bóias frias e os poucos veículos particulares abandonados pelos que escaparam na década de 50, todos propriedade do governo.
Os cubanos não têm acesso à internet. E os celulares proibidos até há pouco, foram liberados para uma minoria. Nem referiu que a presença maior em cada canto da ilha é de agentes controladores do Partido Comunista.
Olho no lance!
Por Arlindo Montenegro em quinta-feira, 01 de maio 01 de 2008
Os jogos do poder estão organizados e os ingressos já estão esgotados para o que vai acontecer nos campos de Santa Cruz de la Sierra, onde o comparsa do nosso companhêro presidente, o cocaleiro Morales tem obedecido à risca os comandos do outro amigão da turma do Foro São Paulo, o revolucionário bolivariano Chavez.
A data é 4 de Maio, Domingo. Na Província (Estado) de Santa Cruz, fronteira com o Brasil, (ali onde Morales confiscou a refinaria da Petrobrás) vai acontecer um referendum pela autonomia em relação ao Governo Central
Os habitantes de Santa Cruz reagem ao projeto da nova Constituição da Bolívia, que permite ao Presidente Morales implantar os controles estatais socializantes sobre a economia de todo o país.
O Senador Oscar Ortiz, em entrevista à AFP, declarou que “o projeto de Constituição de Morales, foi aprovado ilegalmente. Não tem conteúdo democrático porque é cópia do modelo de Hugo Chavez: criar fachadas democráticas mas concentrar todo o poder no Presidente”.
Segundo o Senhor Ortiz, que também é Presidente do Senado da Bolívia, o referendum de autonomia de Santa Cruz mostra a necessidade de “uma grande reforma na legislação sobre as obrigações do Governo Central com os Departamentos e Municípios”.
O povo de lá quer reformas políticas e vai à luta! Por aqui estamos esperando reformas políticas sentados e com calos nos traseiros! Os bolivianos merecem a atenção de todos os que prezam as liberdades, a Lei e aspirações democráticas do nosso continente e no mundo.
O Presidente de lá, ta p da vida com o movimento de referendos que já tem data marcada para acontecer em outras Províncias: Tarija, Beni e Pando, que junto com Santa Cruz, formam a “meia lua”, concentrando importantes recursos agrícolas, industriais e o gás do passa moleque na Petrobrás.
O Morales arrota que os referendos são “intentos separatistas de setores menores que não querem perder privilégios. Na verdade os referendos, que a Constituição da Bolívia permite, são reações anti socialistas dos setores majoritários e contrários ao poder na mão de um só.
Em 2005, antes de ser eleito ele prometia trabalhar para criar muitas Cubas e muitos Fidel na América Latina. Repetiu o discurso visitando Cuba, em 2006, já como Presidente. E há poucos dias, em confraternização com o bispo Fernando Lugo, eleito no Paraguai, disse: “Bem vindo ao ‘eixo do mal’... até há pouco só contávamos com o companheiro irmão maior Fidel e o companheiro Chavez” mas agora já contamos com outros (olhe o plural!) presidentes” (La Nación, Buenos Aires, 24/04/2008)
No dia 23 de Abril ele foi a Caracas, reunindo-se às pressas com Chavez, Daniel Ortega da Nicarágua e com o Vice Presidente cubano Carlos Lage. Foi então que o Senador Ortiz comentou que: “Chavez está ameaçando o continente de modo terrível. Há um presságio de violência (por ocasião do referendo) que só pode ser patrocinado pelo governo porque a população vai votar pacificamente. Chavez deve parar de intervir na Bolívia”.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) acaba de alertar para a possível violência e derramamento de sangue nos próximos dias. E o Governo de Morales vai tentar responsabilizar a “minoria” da oposição, contraria ao socialismo nos moldes bolivarianos.
Por aqui a tendência é do “to nem aí...” porque a turma nem sabe que diacho é o Foro São Paulo, nem a nossa imprensa deu destaque ao discurso do companhêro presidente dizendo:
“Meus queridos companheiros e companheiras que nos estimulam com esta visita ao 12º Encontro do Foro de São Paulo
...nós pudemos atuar junto a outros países (...) sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política (...)”
Mais adiante Lula diz:
“E foram inúmeras daquelas reuniões que ninguém quer participar, às vezes, pegar um vôo, andar quatro, cinco horas de avião e parando três, quatro vezes para chegar num lugar e encontrar meia dúzia de companheiros para se reunir. E esses companheiros que tiveram a coragem de assumir essa tarefa, eu acho que hoje podem estar orgulhosos, porque valeu a pena a gente criar o Foro de São Paulo....hoje nós somos um continente em que a esquerda deu, definitivamente, um passo extraordinário (...) chegar ao poder e exercer esse poder.
...feliz eu fico quando tomo a informação, (...) de que um companheiro do Foro de São Paulo foi eleito presidente da Assembléia, foi eleito prefeito de uma cidade, foi eleito deputado federal, senador (...)”
E Lula citou o Equador, Bolívia, Uruguai e a Argentina do companheiro Kirchner. Além da Venezuela, o Foro São Paulo já elegeu o Daniel Ortega. O Chile também elegeu uma companheira.
Lula deixou de citar as Farc, que tinham um representante presente à reunião e que, não obstante o clamor público, não obstante o tráfico de drogas e armas, não obstante as centenas de seqüestrados, contam com a simpatia de todos estes governantes alinhados ao foro São Paulo, que, como uma Nova Internacional Comunista, decide o que fazer em reuniões secretas.
A imprensa não acreditava, disse Lula. O plano para a tomada do poder utilizando-se das liberdades democráticas era tão bom, que ninguém acreditava.
Eis o que disse o Presidente:
“(...) no começo, acharam que nós éramos um bando de malucos. (...)eu não posso brincar o tanto que eu já brinquei, (...) porque quando nós começamos o Foro de São Paulo, a gente ficava implorando para ter um jornalista e não tinha nenhum. E hoje tem muitos e eu já não posso (...) dizer tudo o que eu dizia antes.Nós aprendemos que a organização da sociedade é um instrumento excepcional e nós aprendemos que o processo democrático pode garantir que a gente concretize esses sonhos nossos.”
Ou seja: eles aprenderam como utilizar as liberdades democráticas para destruí-las e instaurar o socialismo. Por isso o dia 4 de Abril próximo na Bolívia deve ser alvo das atenções dos que ainda desejam preservar a democracia em nosso continente.
Arlindo Montenegro é Apicultor e adora dar ferroadas no governo ideológico do crime organizado.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Cuidado com os analistas políticos
Do portal MÍDIA SEM MÁSCARApor Olavo de Carvalho em 30 de abril de 2008
Resumo: Dissolver o conhecimento na manipulação e a inteligência na vontade de poder. É nisso que consiste a quase totalidade daquilo que, nas universidades e na mídia, se entende como ciência política.
© 2008 MidiaSemMascara.org
Todo mundo se interessa pela política e tem alguma opinião a respeito. Alguns fazem disso uma profissão. Comentaristas de jornal, cientistas sociais, professores universitários, analistas estratégicos pagos a peso de ouro pelas grandes empresas, todos se acham capacitados para desvendar os mistérios do poder e explicá-los ao comum dos mortais.
O público está de tal modo habituado à ruidosa presença dessas pessoas, que já conta com ela como um componente essencial da política mesma. Nenhum político se aventura a agir sem contabilizar a possível reação dos opinadores de ofício: o cenário que eles comentam é em grande parte criado por eles próprios. O poder que exercem é às vezes maior que o dos políticos mesmos.
Suas palavras se superpõem aos fatos e não raro os encobrem por completo, criando novas situações que nascem da pura imaginação do comentarista, mas no dia seguinte já se tornaram uma realidade com que é preciso contar.
O exemplo mais eloqüente foi talvez a Ofensiva do Tet , quando a vitória dos americanos sobre o exército comunista do Vietnã do Norte foi transmutada em derrota pelo noticiário da TV americana e acabou, por isso mesmo, gerando efeitos políticos equivalentes aos de uma derrota militar genuína.
Designar como derrota uma vitória militar explorada em sentido político contrário pela propaganda adversa é, com toda a evidência, uma figura de linguagem, uma metonímia. E tomar figuras de linguagem como descrições literais da realidade é sintoma de grave confusão mental. Uma vez disseminada, a confusão gera situações políticas reais que podem em seguida ser usadas como “provas” retroativas para legitimar como verdade literal a transposição metonímica que deu origem ao engano.
Aquase totalidade do que hoje se denomina comentário político é constituída tão-somente de retro-alimentação desse mecanismo alucinatório. Por isso é que, quanto mais analistas estratégicos, comentaristas de mídia e cientistas políticos se ouvem discursando no palco do mundo, menos compreensíveis se tornam os processos políticos reais e menos previsíveis, para eles como para seus ouvintes, os desenvolvimentos mais óbvios das situações de fato.
Quantas dessas mentes iluminadas puderam prever, no meio dos anos 80, a queda da URSS?
O grande sucesso editorial de 1987 foi Ascensão e Queda das Grandes Potências, de Paul Kennedy, que anunciava como iminente a derrocada dos EUA e a subida da URSS à condição de potência dominante. Pior: o fator que ele apontava como causa essencial do declínio era o crescimento desmedido do orçamento militar – justamente o expediente usado logo em seguida por Ronald Reagan para vencer a Guerra Fria.
Mas o maior vexame acadêmico daquela década parece não ter deixado nenhuma lição para a década seguinte. Uma vez consumada a dissolução da URSS, quantos luminares do comentário político puderam prever que o movimento comunista não se extinguiria com ela, mas, ao contrário, cresceria formidavelmente e logo estaria em condições de “reconquistar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu” (C.T. - lema do FORO DE SÃO PAULO)?
Praticamente não houve, entre aquelas criaturas maravilhosas, quem não se apressasse em noticiar o fim do comunismo , seja para celebrá-lo apressadamente no altar da economia de mercado, seja, ao contrário, com o intuito perverso de dar ao comunismo sua melhor oportunidade de fazer-se de morto para assaltar o coveiro.
Nessas duas ocasiões, as poucas vozes sensatas que enunciavam conclusões baseadas na realidade foram sufocadas pela tagarelice majoritária. Ludwig von Mises e Eric Voegelin previram muito claramente o fracasso da URSS, mas ninguém ligou. Lev Navrozov e Anatoliy Golytsin passaram por loucos quando disseram que o fim do regime soviético era um upgrade do movimento comunista.
Se a capacidade de previsão é a marca distintiva do conhecimento científico, não vejo como escapar à conclusão de que a ciência política atualmente aceita como tal nas universidades e na mídia é uma fraude retumbante. Mas muitos de seus praticantes não têm mesmo a mínima intenção de conhecimento: o que querem é produzir efeitos políticos para os quais a confusão e o erro são em geral os instrumentos preferenciais.
Alguns deles usam apenas a máscara do prestígio científico como um ladrão se disfarça de padre ou de velhinha. Outros, mais cínicos, confessam que não são devotos da ciência no sentido usual da palavra: são “agentes de transformação social”. Não querem compreender a realidade, mas transmutá-la à sua imagem e semelhança. Se, tomando sua declaração expressa como mera auto-ironia elegante, o público prefere antes confiar nos seus diplomas de ciência política e continuar levando esses indivíduos a sério como analistas idôneos, ele o faz em prejuízo próprio.
De fato, a transposição metonímica da realidade não é somente uma falsificação pontual. É a destruição da possibilidade mesma do estudo científico da sociedade e da política. Vinte e quatro séculos atrás, Platão e Aristóteles inauguraram esse estudo com a distinção fundamental entre o discurso do agente político e o discurso da análise teorética .
É claro que este último pode, em seguida, ser incorporado ao primeiro e transformar-se ele próprio em meio de ação política. Mas confundi-los já na base é dissolver o conhecimento na manipulação, a inteligência na vontade de poder. É nisso que consiste a quase totalidade daquilo que, nas universidades e na mídia, se entende como ciência política
O exemplo de Uribe
Do portal MÍDIA SEM MÁSCARApor Ipojuca Pontes em 28 de abril de 2008
Resumo: No plano das escaramuças revolucionárias, os países integrantes do Foro de São Paulo, exasperados com a popularidade do governo Álvaro Uribe, partem para uma intensa campanha de descrédito e desmoralização – coisa que os comunistas fazem como ninguém.
© 2008 MidiaSemMascara.org
Já à época, os métodos empregados pelas FARC eram cruéis: “Tirofijo”, para obter dinheiro dos nativos, bloqueava as principais rodovias (“carreteras”) da região e cobrava pedágio, em dinheiro ou víveres. Dos motoristas recalcitrantes que recusavam fazer o pagamento, Marulanda mandava cortar a garganta e puxar a língua pela glote, compondo um quadro de horror. Em seguida, mandava fotografar os cadáveres e distribuir cópias das fotos entre os “carreteros” e viajantes. Queria - e conseguiu - intimidá-los. Ninguém mais fugia do “tributo” das FARC.
Quatro décadas depois, o exército guerrilheiro de “Tirofijo” tornou-se, com a omissão de governantes do quilate de Lleras Restrepo - então presidente da Colômbia -, uma força terrorista das mais poderosas do mundo que fez do assassinato, seqüestro, assalto, tortura e o tráfico de droga e armas a sua razão de ser. Não foi por outro motivo que “Tirofijo”, no seu depoimento à TV alemã, afirmou: - “Mi hijo, la guerilha es um medio de vida”. Exatamente, para o sanguinário guerrilheiro a luta armada é um meio de vida, tal qual o foi para Lampião, no Nordeste do Brasil, ou para o bandoleiro Nestor Makhno, nas estepes russas.
Mas quem se interpôs com força e determinação na Colômbia, à crescente sanha deste bandido e sua máquina de matar, gerados ambos pela perversidade satânica do Partido Comunista Colombiano? Álvaro Uribe, o presidente-macho, cujo pai, Alberto, foi assassinado covardemente pelos asseclas de “Tirofijo” – de resto, um presidente que tem a cabeça a prêmio de US$ 400 mil (estipulado pelas FARC) e enfrentou até agora, sem temor, nada menos de 32 atentados tramados pelo bando terrorista.
No duro combate travado no dia-a-dia contra a guerrilha, Álvaro Uribe controlou em 70% as ações criminosas das FARC, para o desafogo dos colombianos. E exatamente por tal determinação, em defesa da democracia, o mandatário do país vizinho foi eleito, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Mitofsky, do México, o presidente mais popular das Américas. A partir de dados divulgados na terça-feira, 22, quase dois meses após ter destroçado o acampamento das FARC na fronteira com o Equador, Uribe obteve 84% de aprovação, decorrente, claro, do respeito que o povo colombiano lhe devota. Na mesma pesquisa, o “doutô” Luiz Inácio da Silva, com todo o seu bilionário poder de marketing, ficou na 6ª posição. Hugo Chávez e sua chocarrice interminável, em 8º lugar. Raúl Castro, testa de ferro do irmão-ditador, nem classificação conseguiu.
Em recente comunicado do governo da Colômbia dirigido à Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o ataque aos guerrilheiros das FARC alojadas em território equatoriano, no qual foi aniquilado o chefão “Raúl Reyes”, Uribe assegurou que o presidente do Equador, Rafael Correa, não apenas sabia da presença dos membros da guerrilha em seu país, como fez mais: desautorizou qualquer operação do seu exército contra o bando de “Tirofijo”.
No mesmo comunicado, o presidente Uribe denunciou, com abundância de provas materiais, que as FARC, desde o Equador, produziram um sem-número de atentados contra cidadãos e a Força Pública da Colômbia. Em especifico, ele menciona que a partir de 2004 foram documentados 40 casos de assassinatos da guerrilha contra civis que cuidavam da tarefa de erradicar manualmente o cultivo de ilícitos em território colombiano. Nada a ver com “insurgência” ou qualquer tipo de “contestação ao regime”, pois não! É tudo conversa. Na prática, deu-se o seguinte: desesperado com a política uribiana de combate às drogas, sua inestimável fonte de renda, “Tirofijo” e seu exército, instalados dentro do território equatoriano, partiram para a execução sumária de camponeses que destroem os rendosos campos de plantação de coca da guerrilha em terras colombianas.
No plano das escaramuças revolucionárias, os países integrantes do Foro de São Paulo, (com destaque para Cuba, Brasil, Venezuela, Bolívia, Guatemala, Argentina e, óbvio, Equador), exasperados com a popularidade do governo Álvaro Uribe, intensificam a estratégia desestabilizadora no continente. Não é para menos: o principal objetivo da entidade totalizadora (Foro) é desalojar Álvaro Uribe do poder a partir de intensa campanha de descrédito e desmoralização – coisa que os comunistas fazem como ninguém.
Em circuito interno, num improviso que já se fez folclórico, Celso Amorim, o “chanceler” que o Brasil tinha de exportar (mas que nenhum país democrático do mundo deveria receber), para defender o bando de “Tirofijo” saiu-se com uma obra-prima de cinismo diplomático: “O Brasil não faz classificação de quais organizações são terroristas e, por isso, não iria discutir se as FARC entram ou não nesta categoria”. Neste sentido, Lula foi mais explícito e, fazendo coro ao Coronel Chávez, a quem julga um “grande pacificador”, não vê as FARC como organização terrorista. Ao contrário do que declaram o Canadá, a União Européia e os Estados Unidos, o vosso sindicalista-presidente condena a legítima ação da Colômbia contra a guerrilha e proclama que as FARC não passam de uma organização “insurgente”.
Resumo: com a chegada de Fernando Lugo (um ex-Bispo integrante da apóstata Teologia da Libertação) à presidência do Paraguai, o cerco se fecha. Acossadas pela ação subversiva dos petrodólares de Chávez, a grana do narcotráfico e a proteção diplomática de países como o Brasil, resta o apoio das consciências democráticas à Colômbia de Uribe. Pessoalmente, escrevendo, é o que farei.
O autor é cineasta, jornalista, escritor e ex-Secretário Nacional da Cultura.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Desintegrar para Entregar!
por João Nemo em 29 de abril de 2008
Resumo: A política sindical do governo petista só age de uma forma: cultiva antagonismos irreconciliáveis para vender serviços de intermediação. Por seu turno os sindicalistas - ninguém estranhe - amam o usufruto das vantagens oferecidas pela projeção pessoal e pela capacidade de se fazerem temidos.
© 2008 MidiaSemMascara.org
“Se depois de ameaçar e expor o esquema petista de dominação, for permitida a sua recuperação do sufoco e superada, sem as necessárias conseqüências, a pressão ora exercida sobre os abusos cometidos, o que teremos será o esgotamento integral dos instrumentos de defesa legais e políticos, de tal maneira que não haverá mais resistência possível. O país ficará a mercê de toda e qualquer arbitrariedade sem poder de reação”.
(Os Imperdoáveis - publicado por ocasião do escândalo do “mensalão” - junho/2005)
Apesar de uma parcela da opinião pública e da imprensa fervilhar com notícias e comentários sobre questões éticas ou mesmo criminais, relacionadas ao partido dominante e seus acólitos, o dano mais profundo nesse aspecto não é o que fazem e têm feito, mas sim o fato de haverem alcançado um patamar relativamente confortável de inimputabilidade. Ser inimputável é um atributo que todos invejam.
Lulla, uma espécie de saúva rainha que garante o futuro do formigueiro, é o nosso Macunaíma, o herói sem nenhum caráter com o qual, a julgar pelas faladas pesquisas, a nação resolveu se identificar. Alguns vêem a seqüência de sacrifícios humanos que o tem preservado como fruto de um maquiavelismo ardiloso para evitar sombras e alternativas. Pessoalmente, creio que se trata de outro fenômeno: proteção, a qualquer custo, do logotipo do projeto de poder. Independentemente do elevado grau de egolatria em que a figura mergulha cada vez mais, o fato é que sem o autodenominado “metamorfose ambulante” o formigueiro desmorona. Ninguém, na oposição, se deu ao trabalho de enxergar e interferir nesse processo antes que esse absurdo grau de blindagem fosse atingido. Houve época em que teria sido relativamente fácil evitar a fabricação do mito, mas no meio político a vocação dominante é para cuidar do próprio umbigo.
Há poucos dias, quando ninguém mais esperava, alguém quebrou um copo em meio ao silêncio do banquete. Foi preciso que um General do Exército, de carreira brilhante construída passo a passo, através de trabalho e estudo (coisas totalmente estranhas ao apedeuta-mór) dissesse o óbvio: está sendo colocada em risco a soberania nacional e a integridade do nosso território, fruto do empenho e do sacrifício de gerações. Lembro-me que na minha juventude de estudante, o lema nacionalista compatível com a ingenuidade daqueles tempos era “Integrar para não Entregar”. Não é uma frase brilhante, mas pelo menos era bem intencionada e incentivava o desenvolvimento e a busca de um encontro com as regiões mais distantes e desfavorecidas do país.
O lema agora parece ser outro. Algo como “Desintegrar para Entregar”, fingindo-se ignorar as conseqüências da criação das tais “nações” indígenas junto à fronteira. Os militares brasileiros têm sido estóicos no seu disciplinado silêncio, mesmo quando injustamente atacados por gente que se auto-proclama “defensores da democracia” nos ditos “anos de chumbo”. Na verdade, a esmagadora maioria deles constituída de ferrenhos defensores do despotismo e da submissão do país a projetos revolucionários comunistas de inspiração soviética, cubana, maoísta e quejandos. Mas o silêncio que os militares não romperam para se defender, foi rompido ao ser posta em causa a soberania nacional, alertando, pela voz do General Heleno e dos que o secundaram, sobre os absurdos que se vem cometendo com malícia e cinismo inigualável. O General foi corajoso e claro, mas manteve-se rigorosamente dentro dos limites das suas atribuições. Nós, que não temos outras atribuições além do simples dever de cidadãos, podemos ir um pouco mais além.
A desintegração que vem sendo plantada não alcança apenas fronteiras ou tão-somente o plano físico da nação. O simples fato de se atreverem a tomar medidas como as que atualmente cursam em Roraima, mostra o grau de desarticulação a que chegamos, pois o razoável seria que tais absurdos nem fossem tentados ou encontrassem imediata reação por parte da opinião pública, do Congresso e de outras instituições permanentes. Ao contrário, assistimos a invasões em salvas por grupos de cangaço acumpliciados com o próprio partido governante; distribuição de pedaços de território para “nações” indígenas; outros pedaços para supostos “quilombolas” que jamais tiveram existência legal e nem factual; dinheiro à farta para ONGs que brotam como cogumelos à sombra do governo; invasões de propriedades, de usinas energéticas e de órgãos públicos, sempre contando com a compreensão dos “cumpanhêros”.
Se há algo característico na linha doutrinária a que esse governo se filia é a dedicação, que não pode ser casual, ao plantio generalizado de antagonismos: pobres contra ricos; negros contra brancos (o mestiço foi abolido); nordestinos contra sudestinos; índios contra não-índios; patrões contra empregados e assim por diante. Mais do que duas categorias atrapalha. O discurso sindical, no qual foram criados, vive disso. A política sindical que praticam não é capaz de atuar de outra forma. Cultiva antagonismos irreconciliáveis para vender serviços de intermediação. Por seu turno os sindicalistas - ninguém estranhe - amam o usufruto das vantagens oferecidas pela projeção pessoal e pela capacidade de se fazerem temidos.
No plano internacional vige uma atitude seletivamente complacente que já vai se tornando muito perigosa. Demonstrações de fraqueza, a história ensina, só se prestam a atrair hostilidade. De um lado, bravatas contra os países “ricos”, cujos dirigentes apreciam o nosso presidente com a condescendência curiosa de quem observa um personagem exótico da National Geographic; do outro, rasgação-de-seda junto a ditadores e pretendentes a tal, particularmente na vizinhança. O dinheiro do contribuinte brasileiro, que paga tanto em troca de tão pouco, está à disposição para fazer concessões a outros bravateiros.
Os militares, educados para amar mais à pátria do que a si próprios, saíram do silêncio para dizer que não se esqueceram da sua missão nem abdicaram dela. Se há instituições integradoras no Brasil, estas são as Forças Armadas. Na minha juventude, conheci lugares Brasil adentro que só existiam graças ao avião da FAB que lá pousava com obsessiva regularidade. O Exército sempre foi a organização onde cor, etnia, credo e origem social ou econômica nunca se constituíram em obstáculo para nada. Leia-se um pouco a biografia do Marechal Rondon, tão comentado quando é lembrada a questão indígena, para saber o que é isso.
Os militares podem defender nossas fronteiras com fuzis de 43 anos de uso, como informa o General Heleno, mas não podem nos defender de nós mesmos. Se a sociedade brasileira consentir em ser dividida em partes e cotas antagônicas, tornar-se estúpida a ponto de se deixar paralisar pelas parvoíces do “politicamente correto”, não haverá exército no mundo capaz de nos proteger, pois só poderão, em qualquer circunstância, agir em consonância com o que nós somos e queremos ser.
Ódios e antagonismos, que apesar das nossas mazelas e deficiências nunca prosperaram, estão sendo aqui introduzidos pelo mais medíocre e obtuso dos caminhos: a importação forçada de conceitos e idéias idiotas, nascidas do mais rasteiro sub-academicismo americano e europeu, gerador do tal “multiculturalismo” pelo qual, eles próprios, vêm pagando um preço terrível. Na nossa versão dessa guerra cultural, a plástica e original “civilização dos trópicos”, prognosticada pelo genial Gilberto Freyre, vai sendo, por sua vez, lançada ao lixo por um bando de aleijões intelectuais, ressentidos e invejosos daqui e d’além.
Se algum dia vier a ocorrer a fragmentação física do Brasil - Deus permita que, então, eu já esteja na Sua companhia – isso só terá sido possível porque antes nos fragmentamos internamente. De pouco nos valerá, então, o brio e a lealdade das nossas maltratadas Forças Armadas, porque já não haverá o que defender. Quando o General Heleno lembra que as instituições permanentes servem antes à Nação que ao governo, devemos entender que há um espaço onde os combatentes somos todos nós. A guerra cultural não se trava com fuzis e metralhadoras, mas também exige coragem, inteligência, planejamento estratégico, logística e tudo mais. O Brasil está se tornando o paraíso dos atrevidos, onde tudo se exige de uns e tudo se permite a outros; onde bandidos são considerados vítimas da sociedade e cidadãos que reagem taxados se irresponsáveis; onde empreendedores são vistos com desprezo, mas invasores são intocáveis; onde o trabalhador tem seu dinheiro tomado, compulsoriamente, para sindicatos e centrais, mas o presidente veta a exigência de qualquer prestação de contas desses recursos; onde instituições vitais são tratadas a pão e água, enquanto se distribui bilhões para uma malta onde cabe de tudo um pouco, desde desertores e assassinos, até simples espertalhões do mundo artístico. Acho que é preciso acordar.
João de Oliveira Nemo é sociólogo e consultor de empresas em desenvolvimento gerencial.
O Foro de São Paulo elege seu 10º Presidente na América Latina
por Graça Salgueiro em 26 de abril de 2008
Resumo: Vai-se fechando o cerco do Eixo do Mal no continente sul-americano, onde, excetuando as Guianas, o Peru e a Colômbia, todos os demais países têm presidentes ligados ao Foro de São Paulo.
© 2008 MidiaSemMascara.org
Quando o Dr. Constantine Menges tentou alertar o Brasil em 2002 sobre o “Eixo do Mal” latino-americano – Cuba-Venezuela-Brasil -, que se fortalecia através do Foro de São Paulo, foi alvo de injustas e abjetas críticas por parte da imprensa venal brasileira e do maior interessado em desqualificar e ocultar as graves denúncias que o Dr. Menges fazia, o então candidato Luis Inácio da Silva, que o rotulou junto ao ex-preso político cubano Armando Valladares de “picaretas”.
Em 2005, no 15º aniversário do Foro de São Paulo (FSP), disse Lula em seu discurso: “Eu que, junto com alguns companheiros e companheiras aqui, fundei esta instância de participação democrática da esquerda da América Latina, precisei chegar à Presidência da República para descobrir o quanto foi importante termos criado o Foro de São Paulo”. E mais adiante: “Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política”. A esta altura não havia mais necessidade de fingir que o FSP era uma “invenção de uns picaretas de Miami” porque seu trabalho já estava, senão consolidado, bastante fortalecido.
Desde a criação do FSP em 1990, somente Cuba era governada por um comunista, o ditador vitalício Fidel Castro, que com o fim da Guerra Fria havia perdido o apoio financeiro da ex-URSS. Era necessário então criar algo que substituísse aquela preciosa ajuda além de expandir o comunismo para um outro continente a fim de “recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”. Com um persistente trabalho, tendo à frente Fidel, Lula, Marco Aurélio Garcia (MAG) e o pseudo-frei Betto, o FSP ajudou a eleger Hugo Chávez na Venezuela em 1998. Seguiram-se à Venezuela o Brasil com Lula; a Argentina com Néstor Kirchner; o Equador, primeiro com Lucio Gutiérrez, - ungido pelo FSP e em seguida defenestrado por este mesmo Foro como traidor, por aceitar acordo de cooperação com os Estados Unidos contra o narcotráfico -, e depois com Rafael Correa; a Bolívia com o cocalero Evo Morales; a Nicarágua com Daniel Ortega; o Uruguai com Tabaré Vazquez e o Chile com Michele Bachelet. Hoje, o 10º ungido do FSP é o ex-bispo comunista Fernando Lugo, do qual eu já havia comentado no artigo Por que o governo brasileiro não condena as FARC? - Parte II.
A imprensa brasileira falou muito pouco a respeito deste candidato e, quando o fez, foi mostrando-o como um “ex-bispo” que havia se afastado de suas funções religiosas para ingressar na política. Candidamente isto. Todavia, há mais coisas acerca deste senhor e de seus planos que o governo brasileiro propositalmente não quer dar a conhecer e a imprensa, toda ela com o rabo preso, não investiga e, se investiga e descobre, diligentemente joga no fundo do baú do esquecimento.
Fernando Lugo é adepto da Teologia da Libertação, aquela cujo evangelho é o marxista, e mantém estreitos e fraternos laços de amizade com os pseudo-freis Betto & Boff. Betto esteve no Paraguai acompanhando a eleição presidencial ao lado de seu amigo candidato. Por determinação do XIII Encontro do Foro de São Paulo ano passado em El Salvador, ele fez parte da “comissão de observadores” que agora participará de todas as eleições que ocorrerem no continente latino-americano.
O carro-chefe da campanha de Fernando Lugo foi algo que mexe com os brios dos paraguaios há tempo: a revisão do Tratado de Itaipu, daí – provavelmente – ter recebido o apoio expressivo da população que acabou dando-lhe a vitória. No princípio do ano passado, em encontro do Mercosul no Paraguai, Lula teria sido rude e enfático ao afirmar que “o Tratado de Itaipu não estaria na pauta de discussões”, conforme denunciei no artigo Brincando com fogo, e suas relações com o presidente Nicanor Duarte eram apenas “toleráveis”, considerando que este não pertence ao FSP. Agora, entretanto, começa a mudar o rumo da prosa...
Como todos sabem, Itaipu foi criada em 1973, de comum acordo entre os presidentes Médici e Stroessner. O Brasil entrou com toda a infra-estrutura e, por isso, ficou acordado no Tratado que durante 50 anos o Paraguai, que só entrou com a água, cederia seu excedente a preço de custo ao Brasil como pagamento da dívida. Os paraguaios acham este acordo injusto porque o Brasil consome 95% de toda a energia produzida na hidrelétrica e o Paraguai só recebe 300 milhões de dólares quando podia, se vendida a preço de mercado (como o Brasil faz na venda à Argentina), receber entre 1.5 a 2 bilhões de dólares.
Durante todos esses anos, nem Lula, nem seu Partido-Estado nem nenhum parlamentar da base governista jamais viu nesse acordo qualquer “injustiça” mas, como agora o presidente eleito é um “companheiro”, chovem críticas de todos os lados! Lula nega que vá rever os termos do acordo alegando que “apesar de compartilhar princípios ideológicos com Lugo, nada muda o tratado”, acrescentando que a agenda bilateral “vai além da hidrelétrica”. Entretanto, através das declarações de membros do seu partido e governo – o que dá no mesmo -, deixa claro uma benevolência para com o novo presidente-companheiro. O chanceler Celso Amorim declarou que “não está descartado um eventual reajuste dos valores pagos mas [o Brasil] não pretende rediscutir o tratado que define a fórmula do cálculo”. Ora, como é possível reajustar os valores sem alterar a fórmula do cálculo que faz parte do Tratado? Será mais uma mágica, tipo “recursos não contabilizados”?
O vice-presidente do Parlasul (Parlamento do Mercosul), Dr. Rosinha (PT), afirmou que “O fato de o governo do Paraguai vir a questionar o tratado é natural e legítimo. Se provar que há injustiças, é preciso rever o tratado”, acrescentando que “o documento em questão foi assinado em 1973, quando ambos os países eram presididos por regimes ditatoriais, sem nenhum debate público”, acreditando que a eleição de Lugo “facilitará” o ingresso da Venezuela – leia-se Chávez - no bloco como membro pleno. E agora, meu senhor, por acaso há “debate público”? E, só agora, com a eleição de um “companheiro”, esse Tratado torna-se injusto porque foi feito por presidentes militares? O pseudo-frei Betto foi mais longe e mais claro: “O Brasil pagava muito pouco pelo gás da Bolívia, que reclamou, e Lula ponderou. Vai se passar o mesmo com o Paraguai na questão da água, da energia. Não é só uma questão de fé; conversei com gente do Governo e sinto que Lula simpatiza com Lugo e estaria disposto a revisar o tratado”. Quer dizer, como no caso da Bolívia, há intenção clara – embora como sempre negada - em ceder às pressões do novo governo paraguaio que já avisou que fará de tudo, inlcusive recorrer à Corte Internacional de Justiça de Haia para conseguir o que deseja, se preciso for, pois como reza a cartilha do Foro de São Paulo, os países ricos têm que ajudar os países pobres do bloco, mesmo que isto signifique prejuízo para o nosso povo que é quem vai acabar pagando a conta. É só aguardar para ver!
Há ainda outros aspectos relevantes nas propostas do mais novo presidente do FSP. Logo após saber de sua vitória, Lugo declarou: “Continuo sonhando com a Pátria Grande, com uma América Latina integrada, sem fronteiras”. (...) “Quero seguir sonhando com os povos da América Latina, com os povos de Correa, de Bachelet, de Tabaré. Também com os de Evo, que nos telefonou às duas da manhã assim que se inteirou do resultado de domingo e se pôs à nossa disposição”. (...) “O mesmo com Kirchner, com Chávez... e com a Nicarágua”. Ou seja, com todos os presidentes membros do Foro de São Paulo aos quais ele é grato por esta vitória, e que efetivamente deram-lhe seu apoio!
E o sonho dessa “Pátria Grande Bolivariana”, encarnada no projeto da “União de Nações Sul-Americanas” (UNASUR) já apoiada por Lula e o Foro de São Paulo, foi saudada por Chávez por telefone ao novo presidente eleito do Paraguai. Chávez disse que reconhece “a impecável jornada democrática a qual demonstra a maturidade política alcançada por este povo irmão sul-americano”. E, em seguida, sua “admiração pela história heróica do povo paraguaio, digno herdeiro da memória do Marechal Francisco Solano López, e a necessidade de seguir construindo a União das Nações Sul-Americanas, sobre a base da reivindicação da história de luta de nossos povos”.
E assim vai-se fechando o cerco do Eixo do Mal no continente sul-americano, onde, excetuando as Guianas, o Peru e a Colômbia, todos os demais países têm presidentes comunistas elegidos pelo Foro de São Paulo. É importante salientar o que disse o ideólogo do bolivarianismo, Heinz Dieterich: “É necessário consolidar urgentemente a estrutura política (OEL), militar (Conselho de Defesa da América do Sul) – que já foi aprovado por Lula e Nelson Jobin para ser implantado em outubro de 2008, e será tratado por mim num próximo artigo -, econômica (ALBA) e financeira (Banco do Sul) – do qual o Brasil é signatário e “contribui” com 40% dos fundos -, do nascente Bloco Regional de Poder Latino-americano, o triunfo de Fernando Lugo é de grande importância para manter uma correlação de forças positivas na América Latina”.
Este elemento peçonhento, que é tratado como “um religioso que pediu afastamento de suas funções eclesiásticas” por motivo de saúde, não passa de mais um embusteiro comunista que inclusive é casado com dona Emilia Alfaro; que foi saudado pela mãe do ódio e do terror, Hebe de Bonafini e toda a rafaméia comunista do continente sul-americano; que vai estabelecer relações diplomáticas com a China comunista, rompendo as relações com Taiwan, por exigência da China; que, como Chávez, Morales e Correa, vai propor uma Assembléia Nacional Constituinte que já se mostrou danosa à democracia e às liberdades indviduais, como tem provado a Venezuela. É este elemento que vem com o clichê da “mudança” (que o povo nem sabe para quê mas repete e apóia, como papagaio), como vieram Lula, Morales e também Barak Obama nos Estados Unidos.
Que Deus se apiade do pobre povo paraguaio que não faz idéia do crime que acaba de cometer contra si mesmo!
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