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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Rotina: Estado laico coringa


 

LUCIANO AYAN


Esta rotina é utilizada constantemente em qualquer site de pregação neo-ateísta que se preze. Também é utilizada continuamente por associações humanistas. Jornalistas enfezados contra a religião tradicional também não se furtam de usar o truque.

Basicamente, a coisa envolve fazer qualquer tipo de protesto (qualquer um mesmo), especialmente quando se fala sobre manifestações de pessoas ou grupos religiosos, concluindo com um questionamento do tipo “Mas o estado não deveria ser laico?” ou uma afirmação como “É um absurdo que isso ocorra em um estado laico”.

Vamos a exemplos.

Imagine que vários deputados evangélicos iniciem uma campanha contra a PL 122. Isso seria uma manifestação legítima em um país democrático, certo? Não para os esquerdistas, que dirão que a existência de uma bancada evangélica é uma “afronta ao estado laico”.

Outro exemplo recente é o da comemoração de várias atletas nas Olimpíadas com uma oração em público. Segundo André Barcinski, isso é “inaceitável em um país laico”.

O exemplo já conhecido da manifestação contra a presença dos crucifixos nas repartições públicas, que foi chamado por manifestantes gayzistas e humanistas se “ataque ao estado laico”, também é uma clara deturpação, pois no conceito de estado laico não existe nada que impeça a presença de um símbolo de valor cultural em qualquer lugar que seja. Aliás, conforme já apontado aqui, enquanto há um crucifixo exibido em repartições, também existe a estátua da Deusa Dicé nos tribunais, e a existência dos jogos Olímpicos (que eram um tributo aos deuses gregos, e a pira olímpica não é menos um símbolo de religiões gregas do que o crucifixo é um símbolo de algumas doutrinas cristãs).

E assim sucessivamente, o conceito de estado laico é maquiado para ser disfarçado de estado anti-religioso ou estado humanista. E exatamente por isso o truque esquerdista é usar o conceito de estado laico como um ‘coringa’. A tendência é que futuramente se em sua empresa vários religiosos se juntarem para rezar, virá uma ação judicial dizendo que isso “viola o estado laico”. Ou mesmo quando um humanista entrar em um táxi que tenha um crucifixo pendurado no espelhinho, anotar a placa do carro, o nome do motorista e mandar um processo por “afronta ao estado laico”.

Isso ocorre por que grande parte da população absolutamente não sabe o que significa estado laico, e, então, o benefício psicológico é obtido.

Este estratagema, portanto, só pode ser revertido com uma conscientização pública (e simplificada, sem linguagem empolada, por favor) a respeito do que significa de fato o estado laico, e posteriormente, com uma campanha de contra-ataque mostrando que os humanistas, enquanto afirmam defender o estado laico, são na verdade seus maiores violadores.

Um comentário:

Anônimo disse...

Não entra na onda desse Ayan , o carinha além de pão com manteiga que pensa que é x-salada apela para a falácia logo de cara (A tendência é que futuramente se em sua empresa vários religiosos se juntarem para rezar, virá uma ação judicial dizendo que isso “viola o estado laico”. Ou mesmo quando um humanista entrar em um táxi que tenha um crucifixo pendurado no espelhinho, anotar a placa do carro, o nome do motorista e mandar um processo por “afronta ao estado laico”) tirando da própria cabeça oca e dando uma derrapada absurda sobre o que dizem os laicistas (podem não ser boa coisa mas sejamos honestos com o que eles dizem), ele pode criticar mas não falar asneiras queimando o filme de gente séria lutando contra o esquerdismo. Na mais absurda cara de pau o sujeito se acha o rei da argumentação, já até ficou de mimimízinho sobre o Leonardo Bruno e além de tudo é abortista (vai lá olhar o que ele disse sobre aborto) .

http://lucianoayan.com/2012/01/24/ha-um-esquerdismo-aceitavel/#comments

http://abortoemportugal.blogspot.com.br/2012/07/contradicao-do-abortista-luciano-ayan.html

http://arquivoreaccionario.blogspot.pt/2012/05/luciano-ayan-o-predador-infeliz.html

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".