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sábado, 19 de maio de 2012

“GUERRA É PAZ,” “LIBERDADE É ESCRAVIDÃO,” “IGNORÂNCIA É FORÇA”

 

BLOG DO HEITOR DE PAOLA


MINITRUE & MINILUV

Publicado em 18 de maio de 2012 por heitor

Então, pois, o impotéce aconsível: o que Graça Salgueiro, incansável estudiosa dos lances revolucionários do Foro de São Paulo – que obviamente, não existe, segundo a sapiência de alguns próceres liberais – contra as Forças Armadas nos países da Iberoamérica vinha advertindo, sem resultados, aos militares brasileiros, aí está: criada e instalada a “Comichão da Verdade” para investigar os “crimes da ditadura”. Fui testemunha de como Graça foi tratada com desdém inúmeras vezes: ora, uma baixinha nordestina vir dar lições aos poderosos milicos do Brasil! Isto é impossível no Brasil! Blogueiros tucanos que adoram ser chamados de “rei” desdenharam! Aqui é impossível, e o impossível não acontece! Mas o impotéce aconsível, senhores! E com o vergonhoso aplauso dos chefetes atuais da “ativa” (ou passiva?): os quatro comandantes (de quê?) estavam na reunião e aplaudiram sem grandes pejos à criação no Ministério da Verdade (MINIVER, em Novilíngua), baseado nos princípios do “amor à verdade” com direito a chororôs da Presidenta e aplausos efusivos do Príncipe dos sociólogos imbecilóides, de um sorridente idiota “filhote da ditadura” e de um dos titios e dos maiores beneficiários da dita (dura ou mole!), criador de marinbondos fogáceos!

Está oficialmente instalado o MINIVER e os investigados serão entregues aos cuidados do MINIAMOR  (Minitrue & Miniluv, em Newspeak, Novilíngua de 1984, apud Orwell). Como se sabe  o mundo de Orwell estava dividido em três potências em constante guerras entre si. Numa delas, Oceania, tinha-se estabelecido o Ingsoc (de English Socialism) cujo “Partido Interno” dominava o país do Partido Externo e os proles (os proletários, que nem identidade possuíam). A dominação era exercida por quatro Ministérios: da Verdade, do Amor, da Abundância e da Paz. Na sede do primeiro estavam as palavras

“GUERRA É PAZ,” “LIBERDADE É ESCRAVIDÃO,” “IGNORÂNCIA É FORÇA”,

demonstrando claramente qual era – e é agora, aqui entre nós – o verdadeiro sentido da palavra verdade. Em Novilíngua quem tentar expressar a verdade que se conhece – o terrorismo e a guerrilha que queriam dominar o país transformando-o numa Cuba de dimensões continentais – incorre numa opinião heterodoxa. Dizer que aqueles, inclusive os que hoje ocupam altos cargos, são criminosos que merecem também ser investigados, é impensável: seria como dizer que o Grande Irmão é imbom, forma compacta de dizer que é mau. Quem sequer pensa nisto incorre numa crimidéia, comete o terrível crimepensar!

No entanto, o erro de Orwell foi acreditar que o fascismo que observava seria sempre assim, terrível e assustador. Como disse Jonah Goldberg (Liberal Fascism) quando o novo fascismo chegar não haverá botas atropelando pessoas nem balas matando, mas belas palavras de amor e proteção contra as quais quem se insurgir é um mal agradecido e rancoroso. Tudo será feito por e com amor ao próximo. Orwell não se deu conta de que a lavagem cerebral gramciana já estava em plena atividade.

Assim é o novo Miniamor, para onde serão entregues os milicos que enfrentaram de armas na mão ladrões, terroristas e guerrilheiros expondo suas próprias vidas e de seus familiares e ora se vêm abandonados por seus pares da passativa (seria sssim assim emNovilíngua?). Ora, afirma chorosa a Presidenta, só queremos descobrir a verdade e proteger os familiares dos caídos em combate que ainda não conseguiram enterrá-los. “Não nos move nenhum desejo de vingança”, somos só paz e amor!

Mas, cuidado com a Sala 101 do Miniluv, onde se encontra “a pior coisa do mundo”!

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".