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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O olé de Giles Fraser pra cima de Richard Dawkins



Enviado por  em 22/02/2012

OBSERVAÇÃO 1: a risadinha aí é minha (lá pelo 3 minutos e meio), com todo o respeito.

OBSERVAÇÃO 2: o link da BBC é estehttp://news.bbc.co.uk/today/hi/today/newsid_9696000/9696135.stm

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Fonte: Gazeta do Povo

Parece que um dos assuntos do momento (na Inglaterra, não aqui) é o olé que o reverendo anglicano Giles Fraser deu em Richard Dawkins durante um programa de rádio na BBC. Para encurtar a história, Dawkins estava falando de uma pesquisa feita por sua fundação com pessoas que se declararam cristãs no último censo britânico. Um dos dados mostrava que dois terços dos autodeclarados cristãos não sabia qual era o primeiro livro do Novo Testamento. Fraser interveio e disse que esse não era um modo confiável de avaliar a religiosidade das pessoas, e para comprovar isso perguntou a Dawkins qual era o nome completo de A origem das espécies. Depois de um punhado de "ums" e "ers", e até um "oh, God", o biólogo não conseguiu se lembrar (mas chegou perto). Para quem quiser ouvir, o trecho em que Fraser pergunta sobre o livro está perto de 3:30. O diálogo, transcrito pelo Huffington Poste traduzido por mim, é o seguinte:

Fraser: Richard, se eu lhe perguntasse qual o título completo de A origem das espécies, tenho certeza de que você seria capaz de me dizer.

Dawkins: Sim, seria.

Fraser: Então vamos lá.

Dawkins: Sobre a origem das espécies... hm, com, oh, Deus. Sobre a origem das espécies... e tem um subtítulo referente à preservação de raças favorecidas na luta pela vida.

Fraser: Você é o sumo sacerdote do darwinismo. Se você perguntasse essa questão a pessoas que acreditam na evolução e voltasse dizendo que somente 2% acertaram, seria muito fácil para mim dizer "então, eles não acreditam nisso". Não é justo perguntar esse tipo de questão. As pessoas se autoidentificam como cristãos e eu acho que você deveria respeitar isso.

(Em português, o título original seria Sobre a origem das espécies por meio da seleção natural ou a preservação de raças favorecidas na luta pela vida)

Meus comentários (de Luciano Ayan)

Esse tipo de jogada feita por Fraser serve para mostrar que uma das principais rotinas de Dawkins pode ser neutralizada.

Não é um argumento à favor da religião, claro, mas sim em relação ao fato de que muitos adeptos de uma doutrina qualquer podem não segui-la a risca ou mesmo não lembrar dos mínimos detalhes dos livros relacionados a ela.

É possível que muitos seguidores de Dawkins não tenham lido toda sua obra, assim como muitos marxistas não conhecem a integra de todos os livros de Marx.

Portanto, a afirmação de que se um número de leitores que não conhece a fundo os cânones de sua doutrina isso configura algo contra ela (Dawkins diz que muitos cristãos só o são por pura formalidade, e usa os dados para simular isso) não se sustenta.

Muitos darwinistas não conhecem a obra de Darwin a fundo e isso não demonstra que eles não são darwinistas.

O truque de Dawkins pode ser rotulado como Ampliação Indevida. A idéia dele é fingir que muitos cristãos só o são "por comodismo", e a prova dele seria que muitos não citam passagens da Bíblia de forma decorada, ou até se enganam sobre alguns termos. Aí para definir alguém como cristão ele só aceitaria que a pessoa conhecesse decor e salteado todos os livros.

A excelente rebatida de Fraser mostra que Dawkins continua sendo darwinista (mesmo que ele cometa erros grosseiros, como ampliar o escopo do darwinismo para fantasiar memes), mesmo sem ter lembrado do nome completo de "A Origem das Espécies".

Enfim, mais um truque neo ateu desmascarado.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".