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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A crise é do socialismo, não do capitalismo

 

NIVALDO CORDEIRO

21/02/2012

Lendo o artigo de Rubem Ricúpero, publicado ontem na Folha de São Paulo ("Perdão pela crise"), é que me dei conta do tamanho da desonestidade intelectual dos escribas engajados na causa socialista. Escritos como o de Rubem Ricúpero são cortinas de fumaça que buscam precisamente esconder a origem da presente crise, que tem na Grécia seu momento mais trágico.

Rubem Ricúpero quer fazer crer a seus leitores que a crise é resultado de um erro técnico (não precisado por ele) e da soberba dos economistas. Ele também acusa uma indefinida "liberalização financeira" como sua causa imediata e, com isso, tenta fazer crer que é uma crise do capitalismo, fundada na luta de classes: "Não foi a falha de imaginação ou inteligência a culpada da imprevisão. A causa é a ideologia, o disfarce de interesses de classe e setores sob roupagem científica". Qual ideologia? Para o ideólogo Ricúpero, a de mercado.

Aqui temos uma dupla desonestidade, pois se há um elemento de luta de classe no processo, são as classes letradas vendidas ao socialismo que, engendrando decisões financeiras fundadas no mefistofélico Keynes, tentam desesperadamente construir uma sociedade falsamente igualitária, supondo que não existe a lei da escassez. Mas ela existe e nem toda emissão de moeda do mundo será capaz de suspendê-la. Tentar colocar o problema como sendo a luta de classes em termos marxistas, de ricos contra pobres, é um abuso teórico. São os engenheiros sociais, patronos do socialismo, os que lutam para reconstruir a realidade em outros termos, ou uma Segunda Realidade, em acesso de loucura que não passa de uma rebelião contra o mundo como ele é.

É desonesto também atribuir a crise ao capitalismo. Os teóricos socialistas que tomaram conta do Estado fizeram todas as estripulias proibidas pelas manuais de livre mercado e como a corda arrebentou tentam agora dizer que é culpa do mercado. Ora, culpa mesmo é de quem emitiu moeda sem lastro, quem elevou os gastos do Estado à estratosfera, quem regulou cada um dos mercados, quem tributou no limite da asfixia de quem trabalha e produz, a começar pelo mercado de trabalho. Aliás, os EUA sairão bem dessa crise precisamente porque são o país que menos regulou este mercado. A Europa, bem vemos, a pátria do socialismo fabiano, se afunda mais e mais.

Se há uma luta de classes nesse processo é dos que se fizeram donos do Estado sob promessas falsas e passaram a roubar impunemente os produtores de riquezas. Do sindicato dos charlatães socialistas contra os que labutam noite e dia.

É preciso repudiar textos como esse de Rubem Ricúpero, porque não passam de panfletos enganadores da opinião pública. A crise é do socialismo, não do capitalismo.

Um comentário:

gutenberg disse...

No início era um monte de dinheiro.

Ouvia outro dia uma professora universitária de matemática e estatística (marxista roxa) dizer, de modo resoluto, que o problema do mundo era o da má distribuição dos recursos.

Do modo que ela falava parecia que lá no passado distante havia um montão de dinheiro original, que foi sendo apropriado pelos burgueses espertos, criando, então, a miséria no mundo.

Marxistas nunca entenderam de economia.
Gutenberg

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".