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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Discutir: pra quê? Como?

 

APENAS ESCREVER

sábado, 18 de fevereiro de 2012

 

              Discutir é a ferramenta na qual confrontamos ideias, opiniões e interesses, a fim de persuadir alguém, ou mesmo para chegar a um consenso.Mas como o processo de discussão deve acontecer para que se alcancem os objetivos desta empreitada comunicativa?

            Um debate, assim como qualquer outra relação comunicativa, deve preconizar alguns atributos como:

1.    Respeito - Harmonia entre os debatedores é fundamental, pois do contrário, poderá haver um confronto pessoal, físico ou verbal, o que obviamente desviaria o foco do tema em discussão.

2.    Imparcialidade – Saber separar as ideias do pessoal, admitir que, acima de tudo, suas ideias podem estar equivocadas e vice-versa. Este é, talvez, o mais importante. O contrário da imparcialidade é um dos constituintes da chamada desonestidade intelectual.

Desonestidade intelectual acontece, por exemplo, quando os argumentos não condizem com verdade, (Pressuposto) devido a vários motivos, um deles é a interferência do Eu.

3.    Pressuposto – Ponto de partida, alguma consideração comum entre os debatedores.

4.    Argumentação – É a matéria prima da discussão, é nesta parte que o embate será mais forte e, portanto, se faz necessário todo um cuidado a fim garantir eficiência nesta etapa.

•    Os argumentos devem ser lineares, no sentido que haja uma sequência, onde, os debatedores em forma de réplica e tréplicas, retomem os pontos abordados pelo o que foi exposto anteriormente.

•    Os argumentos devem ser contextualizados. Nada de misturar, a não ser que haja consenso, Física com Metafísica, por exemplo, pois tal equivoco fará com que, devido as incongruências, haja um paradoxo argumentativo, onde, não prevalecerá as ideias, mas sim, quem tiver maior poder de imposição de tais ideias.

•    Os argumentos devem ser objetivos, se atendo a defender seu ponto de vista matriz, ou para contrapor o(s) de seu adversário(s)

5 .Entendimento- É quando um dos debatedores reconhece que o outro está correto, ou quando os debatedores chegam a um denominador irredutível. Este último acontece devido a que, não há mais argumentos para respaldarem a tese, ou tais argumentos não foram suficientes para convencer.

                Ao contrario das instruções que dei sobre como proceder em uma discussão, mostrarei alguns erros que são cometidos, uma espécie de variação da argumentação, que são as falácias.

Falácias

1.    Argumento de autoridade: É quando um debatedor cita alguma ideia defendida por uma outra pessoa, a qual tem credibilidade, afim de respaldar um ponto de vista, em função da autoridade desta pessoa.

•    Teísta X Ateísta (Teísta comete falácia)

Teísta: Até mesmo Einstein, inteligentíssimo, racional e cientista, acredita em Deus e você não.

Ateísta: Ora, quanto a crença de Einstein em Deus, já não se pode afirmar se há veracidade. Ainda que verdade fosse, o fato dele acreditar,pura e simplesmente, não argumenta a favor da existência de Deus.

•    Teísta X Ateísta (Ateísta comete falácia)

Ateísta: Sua religiosidade a qual defende amor e paz é hipócrita e falsa, basta observarmos o histórico genocida da igreja católica, e de gente religiosa como Hitler.

Teísta: Para mim Deus é amor, minha religiosidade independe da igreja católica e seu péssimo histórico. Hitler não vivia as ideias de sua suposta religião e ainda que vivesse, você não pode refutar minha conduta religiosa em função de um cara em outro continente, isto é generalizar.

2.    Falácia do pessoal: Ocorre quando um dos debatedores não tem mais recursos argumentativos e parte para um ataque ao estilo, conduta ou qualquer atributo pessoal do adversário. Uma das facetas desta falácia é a fuga do foco. Exemplos:

•    (1) “Para você discutir economia comigo tem que ter um diploma”

•    (2) “Você é arrogante, pessoas assim não sabem o que dizem”

1: Os conhecimentos econômicos podem ser adquiridos de várias formas e, não apenas através da formação acadêmica. Logo, constitui-se uma fuga da argumentação em função de uma característica pessoal, no caso, a ausência de diploma.

2:Se a pessoa é humilde, pobre, rico, arrogante não interessa. Deve-se levar em conta os argumentos, apenas.

    Caso ainda esteja se perguntando, porque discutir ? É importantíssimo para a renovação de suas opiniões, seja para muda-las ou para mantê-las, a discussão é um dos mecanismos comunicativos responsáveis pela manutenção de nossas ideias.

Postado por Robert Brenner. às 13:26

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".