Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

“Sou um soldado muçulmano”!

INSTITUTO PLINIO OLIVEIRA DE OLIVEIRA

30, junho, 2010



Atentado terrorista na Times Square, Manhattan.
José Carlos Sepúlveda
Foi há pouco tempo. Talvez até muitos já se tenham esquecido. Mas no dia 2 de maio passado, uma van Nissan Pathfinder começou a fumegar em pleno coração de Nova York. A polícia foi alertada por um vendedor ambulante e rapidamente evacuou a Times Square, esvaziando o centro de Manhattan (foto – reprodução).
Dentro do carro a brigada especial da polícia encontrou diversos materiais explosivos e desativou o artefato que fazia daquele veículo um carro-bomba. Michael Bloomberg, prefeito da cidade, afirmou que a polícia evitou uma tragédia.
Indiciado por terrorismoAs investigações logo identificaram o responsável, Faisal Shahzad, paquistanês de 30 anos, naturalizado americano há pouco mais de um ano. A polícia efetuou a prisão de Faisal, quando este embarcava num vôo para o Dubai, no Aeroporto Internacional John F. Kennedy.
Levado ante um Tribunal Federal, Shahzad se confessou culpado e foi indiciado por terrorismo e por estar “conspirando com o Taliban do Paquistão para causar morte e destruição na Times Square“.
“É uma guerra”O julgamento de Shazad teve início nestes dias, segundo noticia a imprensa. Ao contrário do que se podia esperar,Faisal Shahzad não tentou provar sua inocência, mas reafirmou com jactância sua culpabilidade pelo atentado frustrado.
Como o noticiário é revelador, convido-os a ler alguns trechos da reportagem publicada pela Folha de S. Paulo(22.jun.2010), intitulada Réu se diz culpado no caso Times Square, reportagem que comento em seguida:
“Num tribunal federal em Manhattan, Shahzad disse à juíza Miriam Goldman Cedarbaum que gostaria de se declarar culpado “mais cem vezes”. A sentença está marcada para 5 de outubro. (…)
“É preciso entender de onde eu venho. Eu me considero um soldado muçulmano”, disse ele, acusado de tentativa de usar armas de destruição em massa e de praticar terrorismo transnacional.
Questionado se não se preocupa com o fato de que poderia ter matado crianças, ele respondeu que os EUA não se importam quando crianças morrem em países muçulmanos.
É uma guerra. Sou parte da resposta à aterrorização americana das nações muçulmanas e do povo muçulmano”, declarou o acusado, no tribunal.
“Em nome disso, estou me vingando do ataque. Os americanos só se importam com o seu povo, mas não com as pessoas que morrem no resto do mundo.”
Shahzad reafirmou ter recebido treinamento no Paquistão e atribuiu ao Taleban do país as lições para construir a bomba que pretendia detonar na Times Square, em 1º de maio.
Ele disse ter escolhido uma noite quente de sábado porque haveria mais gente que pudesse machucar ou matar. E descreveu que o veículo usado no atentado, uma perua Nissan Pathfinder, tinha três bombas, e a intenção era que explodissem como uma bola de fogo. (…) “Esperei para ouvir um barulho, mas não ouvi. Então andei até a [estação] Grand Central e fui para casa.” (…)
Ainda de acordo com a CNN, Shahzad também considerava promover ataques no Rockefeller Center, no Grand Central Terminal e no World Financial Center, alguns dos principais pontos de Nova York.
“Faisal Shahzad tramou e conduziu um ataque que poderia ter levado a sérias perdas de vida, e hoje o sistema de Justiça criminal americano assegurou que ele pagará o preço de suas ações”, disse o secretário da Justiça dos EUA, Eric Holder. ”
Chamo a atenção para o fato de Faisal Shahzad se dizer um “soldado muçulmano” e protestar contra a intervenção em

Eu me considero um soldado muçulmano e isto é uma guerra.
países muçulmanos. Ou seja, a perspectiva dele é primordialmente religiosa e não uma questão de disputa territorial entre países. Além disso, deixa claro que existe uma guerra levada a cabo pelos muçulmanos, uma guerra de caráter essencialmente religioso.
Ressalto ainda a inclemência de Shahzad, que buscou circunstâncias para que seu atentado ferisse ou matasse o maior número possível de civis.
Para muitos no Ocidente tais perspectivas são incômodas, já que abalam suas crenças pacifistas, como também suas convicções laicistas. Mas de que adianta se entricheirar nessas convicções se quem ataca o mundo ocidental o faz por meio da guerra e da guerra religiosa?
Resposta “à mão estendida”
O atentado abortado em Times Square, pela pronta e precisa intervenção da polícia, foi a segunda grande tentativa de um atentado islâmico em território norte-americano,durante a administração do Presidente Barack Obama.
É bom recordar que, em sua postura messiânica, o presidente Obama parecia trazer consigo a fórmula mágica que desmontaria todos os conflitos e congraçaria todos os adversários.
Ele insistiu em estender a mão aos inimigos dos Estados Unidos, e mais amplamente do Ocidente, tentando desarmá-los com sua compreensão e afirmando que seu país não estava engajado numa guerra contra o Islã; fez igualmente questão de abolir, em sua nova estratégia de segurança nacional, as referências à “guerra contra o terrorismo”. Mas…
- a resposta à mão estendida foi o punho fechado, não só nas tentativas de ataque aos Estados Unidos, por meio de atentados, mas em muitos outros campos políticos e diplomáticos, bastando recordar as atitudes desafiantes da Coréia do Norte e do Irã;
- ao contrário das crenças de Obama, os promotores de certo terrorismo afirmam que, sim, há uma guerra, e levada a cabo por soldados muçulmanos; ou seja, não uma guerra de nações, mas uma guerra religiosa;
- ainda que o presidente norte-americano evite falar de guerra ao terror, a tática preferencial dessa guerra religiosa continua a ser o terrorismo.
Desprevenção e entreguismoA postura do Presidente Obama é reveladora de uma mentalidade que desmobiliza e ilude. Sim, o mais perigoso de tal estado de alma é querer iludir-se quanto à realidade e acabar por ser vítima dela.
Diante de Hitler muitos europeus quiseram fazê-lo. Sua atitude, vergonhosa e fatal, ficou consagrada nas palavras de Churchill, o homem que incansavelmente alertava contra a mentalidade acomodatícia, o ambiente de desprevenção, a vaga de entreguismo: “Entre a desonra e a guerra, eles escolheram a desonra, e terão a guerra”.
O que se seguiu faz hoje parte de uma das páginas mais negras da História contemporânea. Hitler esfacelou a Europa com sua máquina de guerra e de perseguição… favorecido pelos que lhe estendiam a mão e tentavam desarmá-lo com boa vontade.
Esperemos que o mesmo estado de espírito não conduza o mundo ocidental a desastres e tragédias semelhantes.
Não olhar de frente a realidade pode ser cômodo, pelo menos no primeiro instante. Mas costuma ser a véspera da catástrofe!
É bom ter presentes as palavras de Faisal Shahzad: Eu me considero um soldado muçulmano e isto é uma guerra.

Um comentário:

José de Araujo Madeiro disse...

Cavaleiro do Templo,

A cada dia os acontecimentos evidenciam a interligação do Foro de São Paulo com grupos radicais religiosos e ideológicos, cujos objetivos visam a destruição das democracias e da cultura ocidental, baseados na civilidade, desenvolvimento tecnológico e identificado com os direitos humanos.

Precisamos estar atentos, para que eles não destruam essas conquistas seculares,pelos incansáveis esforços de homens livres e de bons constume.

Por isto temos que enfrentar sem medo ou covardia às trapaças desse criminoso Lula e seus companheiros que abertamente trabalham contra o povo brasileiro, nos rumos de ser uma nação próspera, civilizada e livre, como convém para realidade moderne e pós queda do Muro de Berlim.

Devemos lutar contra os radicalismos de quaisquer matizes.

Att. Madeiro

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".