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terça-feira, 24 de março de 2009

O exemplo francês



NIVALDO CORDEIRO | 22 MARÇO 2009
ARTIGOS ECONOMIA

A crise econômica veio acabar com tudo isso. A Era do Estado Total chegou à exaustão. A presente situação não pode ser mantida e a volta à normalidade exigirá o restabelecimento do Direito Natural como o entendiam os teóricos clássicos do liberalismo.

“Eu vos digo: de toda palavra vã que se proferir há de se prestar conta, no dia do juízo. Por causa das tuas palavras serás considerado justo; e por causa das tuas palavras serás condenado”.
Mateus, 12, 36-37

A imprensa internacional informou: a França ontem (19/03) foi paralisada por greves e manifestações contra a crise mundial, a segunda em menos de dois meses. Mais de três milhões de pessoas marcharam pelas ruas gritando slogans conta o capitalismo.  O primeiro-ministro francês, François Fillon, declarou que o “governo tem que ser responsável”, como se precisasse fazê-lo, enfatizando que o déficit da França dobrou com o conjunto de pacotesanti-crise e não há como o Estado fazer mais.


Caro leitor,  essas manifestações na França são o prelúdio do que está por vir. A terra de Flaubert é sempre aprimigênia quando se trata de fazer a rebelião das massas e quero comentar esse momento importante. Veja que ainda estamos nos albores da crise, cujo epicentro está nos EUA e a mobilização das massas já começou a acontecer de forma maciça do outro lado do Atlântico. O que esperar daqui a seis meses, com o aprofundamento inevitável da crise? A mobilização permanente, e não apenas na França, mas em todos os países. O processo produtivo, já anêmico com os efeitos naturais da crise, poderá ser desorganizado pelas paralisações freqüentes e irracionais provocadas pelos líderes sindicais populistas e pelos partidos revolucionários, sempre a postos para tirar proveito da situação, sempre vista na ótica do quanto pior, melhor.

É necessário sublinhar a estupidez dos manifestantes, ao atribuir ao capitalismo de per si a causa última da crise. Quem tem acompanhado o que eu escrevo está bem informado e sabe que a raiz da crise não é o livre mercado, mas o próprio Estado. Tenho demonstrado que a exorbitância estatal e o surgimento do chamado capitalismo de fundo de pensão (Peter Drucker) são as causas da crise, de tal forma que o sistema de livre empresa está sendo praticamente destruído. É essa a origem de tudo. Para piorar, as políticas econômicas de praticamente todos os Estados são de corte keynesiano, de sorte que tendem a aprofundar e a agravar os desequilíbrios econômicos. A crise foi levada ao paroxismo precisamente pela insana tentativa de se tentar superar seus efeitos sem tocar nas causas (a exorbitância do Estado), basicamente usando os instrumentos da emissão de moeda e da ampliação da dívida pública.

O fato é que as massas marcharam na França contra a ameaça do fim do privilégio de se trabalhar pouco ou nada, em um sistema de remuneração do ócio que contraria a lei natural. E mais todos os falsos e insustentáveis direitos à Saúde, Educação, Habitação e Aposentadoria. Esse sistema de privilégios pôde se manter enquanto a massa de desocupados remunerados era relativamente pequena em relação ao total daqueles que trabalhavam para pagar a conta. A generalização de “direitos” (na verdade, de privilégios contra pagadores de impostos) levou o sistema à bancarrota. O Estado não tem poderes para debelar a crise e não tem meios de manter os privilégios indignos usufruídos pelas massas desocupadas.

A crise econômica veio acabar com tudo isso. A Era do Estado Total chegou à exaustão. A presente situação não pode ser mantida e a volta à normalidade exigirá o restabelecimento do Direito Natural como o entendiam os teóricos clássicos do liberalismo. Lembremos que os tais direitos humanos que esses teóricos defendiam, embora teoricamente errados em face da boa ciência política aristotélico-tomista, jamais podem ser confundidos com as aberrações que foram feitas em seu nome desde o século XX. Os direitos humanos de que falavam os liberais clássicos eram basicamente o direito à vida, á liberdade e à propriedade, ou seja, um limite claro para que o Leviatã não invadisse a esfera privada. Portanto, esses direitos eram limitadores da exorbitância natural do poder de Estado. 

No século passado esse conceito de Direito Natural foi prostituído, de sorte que foram multiplicados. A contrapartida desses novos direitos não foi a diminuição do poder de Estado, como ocorreu originalmente no século XVIII, mas o seu agigantamento, pressupondo que os capitalistas, os ricos e a classe média, deveriam ser os pagadores da conta dos privilégios das massas bestificadas. A nova classe política dirigente que emergiu, como Obama e Lula, é composta de exemplares acabados de aduladores dessa massa faminta de privilégios. A generalização do sufrágio universal facilitou a vida desses populistas irresponsáveis. Vivemos a plena rebelião das massas.

O mundo está em perigo. A cada estágio de agravamento da crise veremos mais e mais multidões nas ruas, a bradar contra o capitalismo. Mais greves para manter privilégios que não poderão ser mantidos. Os desempregados serão multiplicados aos milhões, em todo o mundo. Essa multidão não sabe o que diz, não tem descortino algum da realidade, vive mergulhada na Segunda Realidade. Como zumbis, repetirão os chavões dos revolucionários inescrupulosos. Uma explosão de violência caótica é perfeitamente previsível e a chegada ao poder de líderes carismáticos e  messiânicos, bradando contra o livre mercado, é fato ainda mais esperado. Não podemos nos esquecer do que houve com a Alemanha em 1933 e na Rússia em 1917.

Quem viver verá.



A CEGUEIRA DE GORDON BROWN

NIVALDO CORDEIRO

22 de março de 2009

 

O estandarte do sanatório geral vai passar”.

Chico Buarque de Holanda

 

O primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown, concedeu entrevista às páginas amarelas da revista Veja que chegou ás bancas. Quero aqui, meu caro leitor, explorar alguns pontos da entrevista do político britânico, que são emblemáticos para se entender a cegueira que tomou conta de praticamente todos os dirigentes do mundo. Essa entrevista reflete não uma mera visão político-partidária, mas sobretudo a cegueira predominante no meio acadêmico bem pensante.

 

Para ilustrar esse fato, informo que acabei de escrever a resenha de um livro de um compatriota de Brown, John Gray (MISSA NEGRA – Religião Apocalíptica e o Fim das Utopias, Editora Record, 2007), que será publicada proximamente. Ali está o suporte teórico, se podemos chamar a essa xaropada ideológica esquerdista de teoria, a base sobre a qual o primeiro-ministro se apóia para descrever seu proceder político diante da crise. John Gray será certamente o seu guru em ciência política.

 

Vamos à entrevista. Perguntou o repórter a Gondon Brown:  O que a Europa está fazendo para sair da crise?Resposta: “A União Européia tem um papel-chave a desempenhar nos preparativos para a Cúpula de Londres. Três meses atrás, os 27 países-membros do grupo concordaram em dar uma resposta coordenada à crise, agindo com rapidez para aumentar os gastos e acelerar as reformas. Trata-se, sobretudo, de ações nas áreas de educação, emprego, eficiência energética e infraestrutura digital. Esse tipo de política é crucial. Quando os países atuam de forma unida, o impacto nos negócios e na confiança do consumidor é muito maior do que quando agem separadamente”.

 

Veja, meu caro leitor, a candidez tonta da resposta. A crise é a expressão do fracasso do Estado gigante que se sobrepôs ao livre mercado. A Inglaterra, como de resto a Europa do Euro, somados a carga tributária e o déficit público terá algo próximo a 50% do PIB abocanhado pelo Estado. Uma insanidade sob todos os aspectos. Essasobrepresença do Estado na economia e na regulação da vida privada foi alargada agora com a nacionalização dos bancos falidos. Deus saberá quanto está a representar o Estado no Produto daquele país agora. Lembro que a mídia esquerdista mundial elogiou muito o primeiro-ministro britânico pela suposta “coragem” no seu gesto de nacionalizar os bancos, como se coragem houvesse nisso, e não a pura e simples loucura de achar que o Estado tem poderes mágicos para eliminar os riscos existenciais. Brown levou o receituário keynesiano ao limite da demência. Sua condição é de caso psiquiátrico. Brown é o abre-ala da turma do sanatório geral de que nos fala a canção do Chico Buarque.

 

O único antídoto racional contra a crise é precisamente desinflar o Estado e pôr  as legiões de vagabundos remunerados pelo Estado a trabalhar. A volta da economia natural. E o que o primeiro-ministro nos informa? Que está “agindo com rapidez para aumentar os gastos e acelerar as reformas”. Apagando fogo com gasolina. Essa fé cega na ação do Estado vai precipitar a economia mundial na maior tragédia econômica de todos os tempos, sob os aplausos da mídia e das massas estúpidas, tornadas clientes do Estado.

 

Um segundo ponto eu quero aqui sublinhar. Pergunta: O governo britânico gastou bilhões de libras para salvar os bancos nacionais. Medidas com perfil estatizante como essa sinalizariam o fracasso do capitalismo e do livre mercado? Resposta: “Acredito firmemente que as economias baseadas no livre mercado oferecem melhorias reais no padrão de vida das pessoas. Seria um erro grosseiro desistir desse modelo apenas por causa da crise econômica. Os problemas com que estamos lidando, porém, podem reforçar a necessidade de uma regulação mais efetiva dos mercados financeiros para que consigam funcionar adequadamene e produzir crescimento econômico. Os mercados devem ser livres, mas não podem ser livres de valores éticos. O governo britânico interveio no setor bancário para garantir que ele continue a apoiar as famílias e os empresários. Os bancos têm de prover as fundações para que a economia possa crescer no futuro. Isso é algo com que o presidente Lula e eu concordamos firmemente, e devemos conversar sobre o assunto durante minha visita”.

 

A resposta começa com a tradicional profissão de fé no mercado, eco do passado são que ainda se expressa como chiste de linguagem, enquanto o portador do discurso age no sentido oposto, em ato de loucura explícita. O descolamento do discurso da ação do sujeito é coisa de maluco. “Os mercados devem ser livres, mas não podem ser livres de valores éticos”. Veja, caro leitor, o salto lógico que ele faz aqui, que é culpar a vítima (os agentes econômicos privados) pela crise, por causa de sua suposta falta de ética. Implícita aqui a capacidade de o Estado aperfeiçoar a humanidade, como se o Estado, a podridão humana cristalizada e amplificada pelo poder de polícia, tivesse condições de dar lições de moral a quem quer que seja. Um agente político como Gordon Brown carrega em si todos os pecados do mundo e se arvora no legislador da moralidade privada.

 

Obviamente ele se vale de um recurso sofistico para justificar o injustificável. Como não há motivação econômica para a ampliação do Estado, então ele vai buscar uma justificativa ética. Coisa de malandros coletivistas, recurso usado no passado por Roosevelt, outro que dava a si mesmo o apelido de “progressista”. Ou Hitler, que queria purificar a humanidade. Ou Stalin, que queria o mesmo, sem o conteúdo racista. Pergunta: Como o senhor se define ideologicamente? Resposta: “Sempre fui um progressista. Um membro do governo deve se perguntar a todo momento o que ainda pode fazer para melhorar a vida das pessoas comuns. Temos a obrigação de promover prosperidade e crescimento econômico e ao mesmo tempo construir uma sociedade mais justa. Quando deparamos com uma crise econômica como a atual, essa postura fica mais importante do que nunca. Se olharmos para o passado, para os momentos de instabilidade, veremos que foram os pobres, os idosos e os trabalhadores comuns que sempre pagaram o preço mais alto pelas crises. Eles são sempre a parte mais vulnerável. Nessa ocasião, temos o dever de pôr esses grupos em primeiro lugar e protegê-los dos piores e mais prolongados efeitos da crise”. Gordon Brown declara-se um servo das massas estúpidas, um charlatão adulador das multidões irracionais.

 

É esse o grande perigo em que vivemos, meu caro leitor: o de vermos os loucos transformados em chefes de Estado.  O estandarte do sanatório geral vai passar?”. Creio que não antes de uma violência política como nunca vista antes, necessária para devolver os loucos ao manicômio.

Amartya Sen defende o “velho capitalismo”

MARCOS GUTERMAN
11.03.09

Diante da enormidade da crise econômica mundial, já houve quem dissesse que o capitalismo acabou, ou então que era preciso reinventá-lo. O indiano Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia que se notabilizou por suas idéias na luta contra a pobreza, sugere, no entanto, que a saída está num retorno ao velho capitalismo.

Por “velho capitalismo” Sen entende as concepções de Adam Smith, o pai do pensamento econômico moderno, que, curiosamente, nunca usou a palavra capitalismo. Smith não defendia a predominância absoluta do capital e do mercado, diz Sen, em artigo no Financial Times. Para ele, o mais importante eram os valores, como “humanidade, justiça, generosidade e espírito público”.

Smith dizia que aquilo que entendemos por capitalismo é impulsionado pelo interesse pessoal, que motiva o empreendedor a entrar no mercado. Mas é preciso que haja confiança mútua para que o mecanismo funcione. A questão, diz Sen, é que a confiança não é algo natural no mercado – muito parecido com a civilização em si, que, como diz Norbert Elias, deve ser defendida todos os dias da tentação da barbárie. A confiança é algo que se constrói, e é frágil num mercado agora tão entranhado de subdivisões, com seus derivativos e outros gêneros de investimentos complexos, objetos do desejo da busca desenfreada do lucro sem regulação estatal.

Sen afirma que reconstruir o mercado não passa necessariamente pela invenção do “novo capitalismo”, como querem alguns. Passa simplesmente, referindo-se a Adam Smith, pela “compreensão das velhas idéias acerca dos limites da economia de mercado”, e um bom começo é perceber que só a conjunção entre mercado e Estado poderá liquidar a crise e criar um “mundo econômico mais decente”.

Plano Econômico dos Democratas: Culpe os Republicanos por Qualquer Coisa

TRADUÇÕES ESSENCIAIS
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Traduzido por Leandro Diniz

Link do artigo original aqui

por John R. Lott, Jr. [1]
26 de Janeiro de 2009 [2]


O que você espera que os americanos façam quando o presidente Obama nos contar que nós estamos em "uma crise econômica sem precedentes"? Alguém se surpreende quando os consumidores passam a comprar menos? Quando companhias param de gastar dinheiro?

Infelizmente, as declarações de Obama não são novas - ele fez declarações similares durante sua campanha ano passado. Consultores políticos democratas têm aparecido em toda a mídia clamando sobre nós estarmos na "maior crise financeira sem precedentes da história." Claro, a mídia tem espalhado essa mensagem também.

Não só esse discurso sobre a "crise econômica sem precedentes" é falso - é absurdamente falso. Mas ao amedrontar os americanos e levá-los a mudar seus hábitos, eles causam o caos econômico que dizem querer resolver.

Pegue alguns números:

-- As pessoas podem não se lembrar disso, mas praticamente um terço de todos os meses durante as décadas de 1970, 1980 e 1990 tiveram taxa de desemprego alta, ou mais alta que agora.

-- A taxa de inflação hoje é incrivelmente baixa. Ao longo do último ano a taxa de inflação tem sido 0.1 por cento. Só existe um ano desde 1960 em que a taxa de inflação foi menor do que 0.7 por cento (1961).

-- O crescimento do PIB deve ter caído levemente uns 0.5 porcento no terceiro trimestre do ano passado, mas isso foi depois de um crescimento de 2.8 porcento no trimestre anterior. Os americanos estão mesmo assim mais ricos que estavam no início do ano.

Dado todo o falatório sobre o desastre, é um mistério que a economia não esteja em estado pior. Você deve pensar que os políticos devem ter entendido o impacto das suas palavras. Mas se não entenderam (e é muito difícil de acreditar que eles não entenderam), eles tiveram bastantes oportunidades para aprender essa lição novamente ano passado.

Senador Chuck Schumer (D-N.Y.) soltou publicamente uma carta que escreveu ao Federal Deposit Insurance Corp (FDIC) e o Office of Thrift Supervision (OTS) questionando as chances de sobrevivência do IndyMac Bancorp. Ele não tinha nenhuma evidência de nada, apenas a suspeita de que o IndyMac tinha uma condição financeira frágil.

Os depositários entraram em pânico e retiraram seu dinheiro do banco, o que o levou a falência.

O escritório do OTS concluiu: "A causa imediata do fechamento foi uma esvaziamento nos depósitos que começou e continuou depois da liberação pública da carta de 26 de Junho para o OTS e o FDIC do Senador Charles Schumer de Nova York. A carta expressava preocupações sobre a viabilidade do IndyMac. Nos próximos 11 dias úteis, os depositários sacaram mais de $1.3 bilhões de suas contas."

Ou pegue a declaração do Líder da Maioria do Senado Harry Reid: "Um dos indivíduos na reunião de hoje falou sobre uma grande companhia de seguro. Uma grande companhia de seguro - uma de nome que todos conhecem e que está à beira da falência. Isso é a razão disso tudo." Nenhuma companhia de seguro estava à beira da falência, mas todos os preços de ações da indústria de seguros despencaram no dia seguinte. Ninguém sabia de qual companhia de seguro Reid tinha informações privilegiadas.

Se essas táticas de pânico sobre a economia não foram suficientes, a ameaça de taxas maiores, ou cancelamento de contratos de hipoteca, ou grandes novas regulamentações, ou subsídios para pessoas desempregadas só fizeram as coisas piorarem ainda mais. Porque o aumento do benefício do seguro desemprego termina muito antes das eleições do próximo ano?

Meu palpite é que os Democratas realmente entendem o impacto de suas palavras. Mas esses são apenas algumas de suas declarações sobre a economia. Então por que o esforço consciente para derrubar a economia?

A resposta é simples: se as coisas piorarem economicamente, especialmente antes do plano de estímulo dos Democratas entrar em vigor, os Democratas pensam que serão capazes de culpar os Republicanos por tudo. Mesmo que a maioria dos americanos não sabem que os Democratas controlaram ambos, Congresso e Senado, pelos últimos dois anos.

Pode levar uns anos, mas as coisas eventualmente vão se acertar por si mesmas na economia, e os Democratas dirão que foram seus planos que arrumaram as coisas. Infelizmente, esse ganho político será feito nas costas dos americanos que estão vivendo um sofrimento desnecessário.

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[1] John Lott é o autor de Freedomnomics e um pesquisador científico Sênior da Universidade de Maryland. voltar

[2] Traduzido por Leandro Diniz. voltar



Aquecimento que faz mais gelo? Claro, esta é a percepção de mundo dos sociopatas



Arctic Ice Grows 30 Per Cent In a Year 190808polar

Predictions of “ice free” summer for first time in history completely debunked

Paul Joseph Watson
Prison Planet
Tuesday, August 19, 2008

Alarmist scientists who predicted that the North Pole could be “ice free” this summer as a result of global warming have been embarrassed after it was revealed that Arctic ice has actually grown by around 30 per cent in the year since August 2007.

Back in June, numerous prominent voices in the scientific community expressed fears of a mass melting of the polar ice caps, including David Barber, of the University of Manitoba, who toldNational Geographic Magazine, “We’re actually projecting this year that the North Pole may be free of ice for the first time [in history].”

“This summer’s forecast—and unusual early melting events all around the Arctic—serve as a dire warning of how quickly the polar regions are being affected by climate change,” adds the article.

In February, Dr. Olav Orheim, head of the Norwegian International Polar Year Secretariat, toldXinhua, “If Norway’s average temperature this year equals that in 2007, the ice cap in the Arctic will all melt away, which is highly possible judging from current conditions.”

As per usual, the reality has failed to match the hype of the climate doomsayers.

According to collated data from the NASA Marshall Space Flight Center and the University of Illinois, Arctic ice extent was 30 per cent greater on August 11, 2008 than it was on the August 12, 2007. This is a conservative estimate based on the map projection.

Arctic Ice Grows 30 Per Cent In a Year 190808ice
Blue pixels represent increased ice coverage over the North Pole in the year since August 2007.

The video below highlights the differences between those two dates,” reports The Register. “As you can see, ice has grown in nearly every direction since last summer - with a large increase in the area north of Siberia. Also note that the area around the Northwest Passage (west of Greenland) has seen a significant increase in ice. Some of the islands in the Canadian Archipelago are surrounded by more ice than they were during the summer of 1980.”





But what of the Antarctic down south? Figures tell us that ice coverage in the year since August 2007 has grown by nearly one million square kilometers.

As The Register article notes, “The Arctic did not experience the meltdowns forecast by NSIDC and the Norwegian Polar Year Secretariat. It didn’t even come close. Additionally, some current graphs and press releases from NSIDC seem less than conservative. There appears to be a consistent pattern of overstatement related to Arctic ice loss.”

A general cooling trend across the planet is now clearly apparent as sunspot activity, the main driver of climate change, dwindles to almost nothing.

As we reported last week, A top observatory that has been measuring sun cycles for over 200 years predicts that global temperatures will drop by two degrees over the next two decades as solar activity grinds to a halt and the planet drastically cools down, potentially heralding the onset of a new ice age.

While the mass media, Al Gore and politicized bodies like the IPCC scaremonger about the perils of global warming and demand the poor and middle class pay CO2 taxes, both hard scientific data and circumstantial evidence points to a clear cooling trend.

How man-made global warming advocates will spin this one remains to be seen - maybe they will just continue to adopt their current tactic by claiming that any geological or weather event whatsoever, be it hurricanes, earthquakes, droughts or floods, temperature increase or decrease, and even a 30 per cent growth of the polar ice cap - is a result of that evil life-giving gas that we exhale - CO2.

Research related articles:

  1. Arctic ice refuses to melt as ordered
  2. Russia threatens to seize swathe of Arctic
  3. Arctic Sea Ice Melt Season Officially Over; ice up over 9% from last year
  4. Arctic Sees Massive Gain in Ice Coverage
  5. Are the ice caps melting?
  6. Arctic Sea Ice Increases at Record Rate
  7. OPINION: Anxiety Grows in Global Warming Alarmist Camp
  8. US mission to Arctic will lay claim to gas reserves
  9. Networks Wrong On Global Warming Again; Arctic Ice Still There
  10. Arctic time bomb set for 2020?
  11. Russia plots course in race for the Arctic
  12. WWF Resorts To Deception In Climate Fearmongering

Mais um prêmio internacional - PREMIO SYMBELMINE

BLOG DO CLAUSEWITZ




Direto do BLOG DO CLAUSEWITZ vema indicação de mais um prêmio internacional, o Prêmio Symbelmine.

Grande batalhador pela liberdade e pelo direito de continuarmos a ser SER HUMANO, Carl é um dos poucos brasileiros acordados. E sem medo!!!

Agradeço irmão. Graças a Deus que Seus Filhos contam com um trabalho como o teu, de reflexão e escritos pessoais, bem diferente do meu que na imensa maioria das vezes é de publicação.

Que Deus lhe pague pela vida abnegada que levas!!!

Um pouco sobre o prêmio: "...Estos premios son una forma de crear lazos de amistad y a su vez,  para reconocer el  esfuerzo y trabajo en la actividad bloggera de otros espacios... (aqui)"

Che: el Argentino

MÍDIA A MAIS
por Ipojuca Pontes em 12 de março de 2009

No inicio de 1960, o ex-embaixador dos Estados Unidos em Cuba, Earl T. Smith, em depoimento prestado ao Senado sobre o papel do Departamento do Estado e da CIA junto ao exército rebelde, declarou de peito aberto: “Nós colocamos Castro no poder, e agimos a seu favor tanto no aspecto moral quanto material”


Cartaz do filme sobre Che: propaganda esquerdista do começo ao fim.

Por insistência de um amigo cinéfilo, vi a primeira parte do filme-propaganda “Che” (Che: el argentino), de Steven Soderbergh, cineasta que faz hora e vez no pedaço faturando em cima de causas “politicamente corretas”. Vi, e logo me arrependi, pois o longo comercial sobre a revolução de Castro e aliados, para além de ser um enfadonho clichê, é também produto extremamente mentiroso. (A segunda parte da exegese sobre a guerrilha de Guevara na Bolívia, que leva mais duas horas, não me pegará: minha cota de tolerância se extinguiu).

Certo, caro leitor, mentira e revolução são, em essência, irmãs siamesas – mas a incensada revolução de Castro, em especial, pela quantidade abusiva da invencionice arquitetada, excede qualquer expectativa. Com efeito, em torno de “la revolución cubana”, os comunistas e seus agentes culturais construíram uma tão monstruosa cadeia de embustes, que fica difícil, senão impossível, diante dela o leigo não sucumbir. (Basta ver que, apesar do completo fracasso da experiência sanguinária, ainda cresce o número de pessoas que, a cada instante, mergulhadas numa estranha espécie de psicopatia, nela passam a acreditar).  

No caso do filme de Soderbergh – baseado nas “Passagens da Guerra Revolucionária”, do próprio Guevara, contando com roteiro do “companheiro de viagem” Peter Buchman (corrigido, antes das filmagens, por censores “especialistas” do Centro Che Guevara, em Cuba) – a falta de compromisso com a verdade tornou-se tão visível, que nem mesmo os escribas do “Granma”, depois de sua exibição em Havana, conseguiram livrar a cara: “A obra não tem fidelidade absoluta aos feitos históricos” – diz o jornal do PC cubano. “Tratam a figura revolucionária (Che) de forma respeitosa e admissível, mas carece de emoção. Algumas reações têm tons falsos e são imitações dramatizadas demais, sobretudo nas cenas em que aparecem Fidel e Camilo Cienfuegos. Os feitos (narrados) viraram um mostruário dos primeiros anos da revolução, mas falta (ao filme) carisma e profundidade”.        

(Quer dizer: nem seguindo a cartilha oficial da ditadura de Castro, antecipadamente consultada, o spaghetti-propaganda – rodado na Espanha e pago com os bem nutridos recursos do comunismo internacional – consegue convencer).   

Mas em que o “Che” de Soderbergh mente? Eis a resposta: em tudo. Do primeiro ao último fotograma, nada do que o filme projeta – sem porejar o mínimo contraditório – deixa de ser uma manipulação grosseira dos fatos, coisa em que os comunistas, sejamos justos, são indiscutíveis mestres. Um exemplo: no início do filme, uma cena de arquivo registra solenidade em que Fulgêncio Batista sorri ao lado de pretensa autoridade americana, dá a entender ao espectador que o “imperialismo ianque” segurou o sargento-ditador no poder.

Muito bem. Pode-se ventilar que a presença do governo americano por trás de Batista já é uma verdade consolidada no inconsciente coletivo, não é mesmo? No entanto, é bom ressaltar, ela não passa de uma mentira deslavada, que filmes de propaganda made-to-measure por Soderbergh et caterva só ajudam a estabelecer como verdade histórica inquestionável a verdade que se fez lenda perniciosa, necessária à manutenção do mito, mas que soterra os fatos tais como ocorreram. E os fatos, neste caso, bem documentados nos arquivos do Congresso americano,  foram os seguintes.

No inicio de 1960, o ex-embaixador dos Estados Unidos em Cuba, Earl T. Smith, em depoimento prestado ao Senado sobre o papel do Departamento do Estado e da CIA junto ao exército rebelde, declarou de peito aberto: “Nós colocamos Castro no poder, e agimos a seu favor tanto no aspecto moral quanto material”.

Antes, em 1959, ao tempo em que o governo americano embargava o envio de armas para as tropas de Fulgêncio Batista, o embaixador Smith, em pessoa, pressionava para que o ex-sargento telegrafista deixasse o País, negando-lhe, quando solicitado, a concessão de exílio nos Estados Unidos. Por sua vez, Robert Weicha, agente da CIA em Santiago de Cuba, afirmava na Comissão de Justiça do Congresso,  depois da fuga de Batista: “Eu e meu estafe éramos todos fidelistas. Todo mundo na CIA e todos no Departamento de Estado eram pró-Castro”.

(Convém ainda lembrar ao leitor que os EUA foram um dos primeiros países a reconhecer oficialmente o governo de Castro, afiançando-lhe, em seguida, subsídio de U$ 200 milhões – uma bagatela se comparado aos bilhões de dólares que a gang de Castro e Guevara roubou dos empresários cubanos e americanos então em fuga da ilha-cárcere).

Outra patacoada do filme diz respeito à tomada da cidade de Santa Clara, o grande feito militar de Guevara. Pois bem, ele não existiu, ou melhor, tudo não passou de um blefe: diante do descarrilamento de um trem que transportava armas, nos arredores da cidade, o Che, usando da malandragem portenha, levou o comandante adversário a acreditar que os seus 500 soldados estavam cercados por 2.300 guerrilheiros, quando na realidade a guerrilha não tinha mais de 300 homens. De posse das armas transportadas no trem, e com a fuga da guarnição militar do governo em queda, tomar Santa Clara não passou de um piquenique.

A produtora de “Che”, Laura Brickford, comunista articulada, prefigurando Gramsci, abriu o jogo sobre as suas pretensões revolucionárias: “Os valores de Che Guevara são universais e o filme tenta levantá-los; a questão é como implementá-los de uma forma diferenciada. O objetivo do filme é levantá-los novamente”.

Ou seja: incensando o mito, Lady Laura quer ver pelo mundo mais ditaduras sangrentas, como as que foram impostas pelos irmãos Castro (com a coadjuvação do Che), que só levaram o povo cubano ao sofrimento, à fome e à ausência da mais tacanha liberdade, inclusive a de ir e vir, tal como demonstra o caso recente dos dois boxeadores exilados nos Estados Unidos.

O que fazer com uma gente assim?

MST e a transição socialista

WSCOM - O  Jornal Eletrônico do Nordeste

Ipojuca Pontes

ipojuca@wscom.com.br | Cineasta, jornalista e autor do livro “Politicamente Corretíssimos”.

Ao contrário do que se deixa entrever, o farto apoio e a ampla cobertura econômica, política, moral e institucional que o governo Lula presta ao MST não são fatos aleatórios: eles fazem parte do projeto de “transição para o socialismo” arquitetado pelo Foro de São Paulo, entidade representativa de organizações esquerdistas transnacionais, fundada pelo próprio Lula e Fidel Castro, em 1990, com o objetivo de articular a “retomada na América Latina do que foi perdido no Leste Europeu”. (Quem por ventura duvidar do aqui exposto, basta entrar no site “Mídia Sem Mascara” e consultar as atas oficiais da referida entidade).

À época, o dito Foro congregava em reunião na capital paulista cerca de 300 organizações de esquerda (entre elas, o PT, as Farc e a Igreja da Teologia da Libertação, “mãe espiritual” do MST). O próprio Fidel Castro, em pessoa, durante a posse de Collor de Mello, tramou com o ex-metalúrgico o avanço estratégico das forças comunistas (radicais ou não) em toda América Latina, a começar pelo campo.

A maneira ambígua de como o governo Lula trata o Movimento dos Sem Terra (MST), braço armado do projeto FSP, é também atitude premeditada: sem retoques, ela reedita a plena execução da velha tática bolchevique do “morde e sopra”, adotada contra o governo Kerenski no golpe pela completa tomada do poder, na Rússia, em 1917.

Assim, quando o “comissário” Tarso Genro, ministro da Justiça, considera que os quatro assassinatos cometidos em duas fazendas no interior de Pernambuco pelos líderes do MST, não passa de ação “arrojada”, e o presidente Lula, em contraposição, diz que, diante das mortes, “a afirmação de legitima defesa” alegada pelo movimento revolucionário é simplesmente “inaceitável” - não há aí nenhuma contradição: tudo se encadeia no jogo de cena para se estabelecer o caos e confundir a opinião pública. Quem é do ramo, sabe.

Imaginemos a seguinte situação: um grupo de sujeitos tidos como de “direita”, pertencente a um hipotético Movimento dos Sem Dinheiro (MSD), ganha passagens do erário público, viaja à Brasília e adentra o Ministério da Justiça. Lá, uma vez no gabinete ministerial, um dos membros do grupo dá uns bofetões na cara de Tarso Genro e toma a sua carteira.

Enquanto ocorre a agressão, em outro ministério, o da Fazenda, Guido Mantega, eufórico, libera polpudas verbas para o Movimento dos Sem Dinheiro, via ONGs e associações “legais” – visto que, tal como o MST, o MSD não tem personalidade jurídica e nem pode receber recursos diretos do governo.

Pergunta-se: como reagiria o comissário Tarso Genro diante de tais acontecimentos? Diria que tudo não passa de atitude mais “arrojada” de um bando de pobres excluídos? Ou de tratar-se tão somente da necessária mobilização de “segmento da sociedade” empenhado em restabelecer justiça social?

Qualquer analista consciente sabe que a reforma agrária nunca foi o objetivo do MST. De fato, muito além de mero pretexto para espoliar (com voracidade) os cofres públicos, o espetáculo sangrento das invasões de terras tem por meta primordial destruir a propriedade privada, cerne do capitalismo. Assim, desde sempre, seguindo programa traçado pelo Foro de São Paulo, o que pretende João Pedro Stedile, líder do terror vermelho, é, como ele próprio confessa, confrontar o agronegócio, os transgênicos e o reflorestamento – para não falar nos bancos e nas empresas estrangeiras atuantes no País.

No entanto, um dado escandaloso se abate sobre o fenômeno: ao se reportar à ação criminosa do exército paramilitar do MST, a mídia brasileira, na sua quase totalidade, procurando esconder da opinião pública o óbvio ululante nunca revela ao leitor o que se opera por trás das sucessivas invasões. Para ela, segundo se depreende da opinião dos seus editoriais, o avanço da programada violência rural pelas tropas do MST, a demonstrar a clara ameaça de comunistização do País, não passa de soma de acidentes isolados, ainda que nocivos, sem vínculos com a vontade de um governo que – opina - apenas concilia “alianças políticas e ideológicas ecléticas”.

Tomemos, por exemplo, a leitura do editorial do “O Globo”, na sua edição de 03/03/09. Nele, por questão de afinidade ideológica, o jornal prefere encarar o avançado processo de transição para o socialismo, detonado primordialmente pela ação das esquerdas dentro da máquina do Estado, como simples questão de “má interpretação” do presidente engajado.

Neste andamento, depois de chamar a atenção para o contraditório depoimento de Lula sobre o assassinato dos quatro seguranças, em que o mandatário a um só tempo elogia e crítica a ação do MST, o jornal pondera em tom de alvíssaras que o ex-metalúrgico “pelo menos fez aquilo que os ministros - Tarso Genro, da Justiça; e Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário – deveriam ter feito, e de forma enfática” . Isto é, “O Globo” livra a cara de Lula pelo que ele considera “inaceitável”, mas não traduz em ação: ou seja, suspender a doação do dinheiro público e mandar processar e combater o bando paramilitar com os rigores da lei e da força da Polícia Federal.

No mesmo editorial, avaliando o repasse de verbas para o braço armado do processo revolucionária em andamento, “O Globo” observa, cheio de pudores: “Não surpreende, mas assusta, que Guilherme Cassel e Dilma Rousseff defendam, priori, a legalidade dos repasses, sem que haja uma investigação séria e isenta dos destino dos milhões liberados para entidades usadas como laranjas pelo MST”.

Muito sonoro e ponderado, já se vê, mas por que “O Globo” não denuncia à opinião pública o projeto maquiavélico do Foro de São Paulo, a programar periodicamente metas da violência revolucionária no campo e, de forma camuflada, dentro do próprio aparelho do Estado, tomado ministerialmente pelos seus filiados?

Por muito menos Roberto Marinho, em 1964, consciente do perigo, combateu firmemente o desgoverno Jango, cem vezes menos ameaçador do que o levado adiante hoje por Lula da Silva, o manhoso criador (ao lado de Fidel Castro) do Foro totalitário.

Des-programando os estudantes


THOMAS SOWELL | 23 MARÇO 2009


Não há necessidade de discutir coisas específicas de questões particulares. Você pode dizer a seu ultra-confiante jovem estudante que você ficará contente em discutir aquela questão particular depois que ele dê o passo elementar de ler algo escrito por alguém do outro lado.

 

Alguns pais me escrevem reclamando, freqüentemente, de certa sensação de futilidade quando tentam discutir com seus próprios filhos, que se alimentam de uma dieta permanente de visão politicamente correta do mundo, da escola fundamental à universidade.

Pedem sugestões de livros que possam abalar a atitude de sabichões de certos jovens que, durante toda sua vida, ouviram somente um lado da história nas salas de aulas.

Esta é uma forma de tentar des-programar os jovens. Há, por exemplo, alguns bons livros que mostram o que existe de errado com os agitadores do “aquecimento global” ou por que diferenças de renda ou ocupação entre homens e mulheres não são, automaticamente, discriminação.

Vários autores têm escrito muitos bons livros que demolem o que é atualmente crido – e ensinado aos estudantes – numa ampla faixa de questões. Alguns desses livros estão listados, como leitura sugerida, em meu site (www.tsowell.com).

Mesmo assim, desfazer a propaganda que se passa por educação em tantas escolas e faculdades, uma questão por vez, pode não ser sempre a melhor estratégia. Há um número excessivo de questões em que o politicamente correto parece ser a única forma de ver as coisas.

Dada a ampla faixa de questões em que os estudantes são doutrinados, em vez de educados, tentar desfazer todo o novelo exigirá uma estante cheia de livros – e, exigirá também que os façamos ler todos eles.

Outro caminho pode ser responder à dogmática certeza de um jovem, talvez seu próprio filho, perguntando: “Você já leu um único livro que tivesse opinião diferente sobre essa questão?”

Muito provavelmente, depois de anos de “estudos”, mesmo nas mais caras escolas e faculdades, eles nunca leram.

Quando a resposta inevitável à sua questão é “Não”, você pode simplesmente observar quão ilógico é estar tão certo sobre algo, quando você ouviu apenas um lado da história – não importa quão freqüentemente tenham repetido esse lado para você.

Faria sentido para um júri chegar a um veredicto depois de ter ouvido apenas o promotor, ou apenas o advogado de defesa, mas não a ambos?

Não há necessidade de discutir coisas específicas de questões particulares. Você pode dizer a seu ultra-confiante jovem estudante que você ficará contente em discutir aquela questão particular depois que ele dê o passo elementar de ler algo escrito por alguém do outro lado.

Por mais elementar que isso pareça, devemos ouvir ambos os lados de uma questão antes de nos decidir, o que raramente acontece, hoje, nas questões politicamente corretas em nossas escolas e faculdades. O maior argumento da esquerda é que não há argumento – seja na questão o aquecimento global, seja sobre as leis de preservação ambiental, seja em qualquer outro assunto similar.

Alguns estudantes imaginam até que já ouviram o outro lado, pois seus professores podem ter lhes dado a sua versão dos argumentos ou motivos das outras pessoas.

Mas um júri nunca ficaria impressionado pelo que o promotor pudesse dizê-lo sobre qual seria a defesa do advogado de defesa. O júri desejaria ouvir a apresentação do caso diretamente do advogado de defesa.

Mesmo assim a maioria dos estudantes que leu ou ouviu repetidamente sobre catástrofes que se aproximam, a menos que tentemos interromper o “aquecimento global”, nunca leu um livro, um artigo ou mesmo uma única palavra de nenhum das centenas de climatologistas, em vários países do mundo, que têm se oposto a essa visão.

Esses estudantes podem ter assistido na escola ao filme de Al Gore “Uma verdade inconveniente”, mas é muito pouco provável que a escola tenha mostrado o documentário do Canal 4 britânico  “A grande farsa do aquecimento global(Cavaleiro: veja o vídeo aqui).

Mesmo que suponhamos, em termos de argumentação, que os estudantes estejam sendo doutrinados com as conclusões corretas das questões atuais, isso ainda seria irrelevante educacionalmente. Ouvir apenas um lado não dá aos estudantes a experiência de saber como distinguir os lados opostos de outras questões que eles enfrentarão no futuro, depois de deixarem a escola e precisarem chegar às suas próprias conclusões.

Seja como for, eles serão o júri que decidirá, em última instância, o destino desta nação.

 

Publicado por Townhall.com 

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo.

“Hora do Planeta”, voluntarismo ingênuo e poder global

MÍDIA A MAIS
por Gerson Faria em 23 de março de 2009

Veja o vídeo abaixo A GRANDE FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL e entendam o artigo, bem como uma das partes do projeto de dominação mundial (Globalização é um de seus nomes) que sufoca a inteligência, a verdade e a capacidade que temos de sermos seres humanos, por fim. 




Para os ecologistas, a criação humana é quase sempre maléfica (Foto: Luminato Festival)

A edição de 2009 do apagão voluntário, chamado pelos marketeiros ecológicos de “Hora do Planeta”, tem data marcada: 28 de março às 20:30. Trata-se de um “ato simbólico para sensibilizar e pressionar as autoridades sobre a necessidade de combater o aquecimento global”. A partir dessa hora, os participantes se submetem a apagar todas as luzes de suas residências por uma hora. Os organizadores têm nome e estão sob a pele do ursinho da WWF. Particularmente, irei alugar um daqueles imensos holofotes de indicação de eventos e utilizá-lo nesse dia, um dia de comemoração.

Esse tipo de manifestação é realmente tocante ao espírito do cidadão bem-pensante. Ora, dirão, “as autoridades se sentirão pressionadas com nossa demonstração de organização mundial e poder de mobilização que cedo ou tarde terão que ceder às nossas exigências de seres humanos que somos”. Mas será que é assim que o poder funciona?

Em todos os tempos, quem organiza pessoas em prol de algo é quem de fato detém o poder. A capacidade de fazer com que o mundo curve-se à idéia de que algo precisa ser mudado é que distingue quem tem poder dos que têm apenas belos ideais ou nem tanto. Os voluntários são os desconhecidos que fazem com que a operação se realize na ponta, meros agentes passivos, por mais irônico que soe. Somente mediante um giro mental os passivos sentirão que têm poder na equação. E esse giro mental é o produto de toda a propaganda do “faça sua parte”. Fazer parte é a chave para a felicidade do bom-moço. Já o que é a sua parte você não decide.

O ecologista-político-empresário das cavernas pede seu apoio: "Conto com você no dia 28!"

Por exemplo: a idéia de aquecimento global tem sido divulgada em escala mundial de modo a obrigar alguns países a se submeter a políticas restritivas ao desenvolvimento humano. Se aplicadas as diretrizes do protocolo de Kyoto (que já possui um sucessor), países como o Brasil e os Estados Unidos por exemplo, seriam obrigados a produzir alimentos e explorar uma parte ínfima de seus territórios. Todo o restante seria protegido e legislado pela ONU, as chamadas zonas “buffer”. A mesma ONU que tem criticado o aumento nos preços dos alimentos quer impedir que se produza alimentos mediante a sustentabilidade impossível.

Já outros países jamais serão submetidos ou, ainda que submetidos, é evidente que não cumprirão protocolos que os prejudiquem, como a China e a Rússia. Isso é política e não belos ideais de novas gerações neo-hippies. Os neo-hippies entram como a propaganda necessária, o ideal que nunca morre, os portadores da chama da revolução. Eles não estão nem na China nem na Rússia. Após as várias refutações da teoria do aquecimento global, seus próprios criadores acharam por bem amenizar o termo e legislar sobre as “mudanças climáticas”, termo geral, expansível ao infinito.

Sucesso total da manifestação, na visão dos ativistas

Um amigo, astutamente, me pergunta: “Tal apagão não poderia gerar uma catástrofe no sistema de distribuição de energia, dado que um balanço entre oferta e demanda deveria ser mantido?” Não sei se a resposta é sim ou não. Só sei que, se o movimento crescer e as prefeituras forem obrigadas pelos ativistas a apagarem as luzes das ruas e avenidas, a coisa ficará preta. 

Todos os ativistas e seus patrões apelam ao coração do cidadão, fazendo do ser humano um neném chorão, prestes a pedir a chupeta ou a papinha. Têm utilizado o chamado “soft power” a seu bel prazer, girando a humanidade de cabeça para baixo várias vezes ao ano. Apelam ao simbolismo tosco e infantilizante em todas as ocasiões.

Eis que dessa vez fica bastante claro o simbolismo do movimento ecologista. Escuridão remete a trevas, cavernas, estado basal, cessação de atividade criativa. Bem ao gosto daqueles que podem se dar ao luxo de nada fazer e ainda assim receber muito por isso.


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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".