Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
FORA LULA denuncia sistema COC de ensino
Sexta-feira, 4 de Julho de 2008
Sistema COC faz pregação comunista para crianças. Lavagem cerebral descarada. Veja as provas escaneadas aqui.
A função anti-social da propriedade.
Por Conde Loppeux de la Villanueva em sexta-feira, Junho 27, 2008
A Constituição Brasileira, em seu art. 5. Inciso XXXIII, reitera um princípio que é, no mínimo, ameaçador das liberdades: “a propriedade atenderá a sua função social”.
Paradoxalmente, a Carta Magna não nos explica, claramente, como pode determinar a função dita “social” ou como o cidadão comum deve utilizar sua propriedade. Na verdade, ela deixa brechas para o poder discricionário do Estado determinar o que deve ser “socialmente” válido para exercer esse direito. Essa determinação implica, inclusive, decidir o que o proprietário deve fazer com seus bens. O precedente da função social da propriedade, um capricho jurídico inventado a partir do início do século XX, por juristas positivistas e apologistas do Estado interventor, deu incremento legal para os regimes totalitários abolirem os direitos proprietários dos cidadãos. E a Constituição Brasileira, que é uma mistura de ideologias espúrias e demagógicas, adotou este conceito, que dá um precedente legal para a destruição da propriedade no país.
Se a função social da propriedade deixa brechas contrárias ao direito que diz defender ou postular, o pretexto da reforma agrária se tornou um instrumento concreto de violação dos direitos dominiais dos cidadãos. De fato, a Constituição postula que o governo pode desapropriar terras consideradas “improdutivas”, para fins de reforma agrária, com prévia indenização. O problema aqui não é somente do ponto de vista moral, como também econômico. Quando um governo determina que alguém deva produzir obrigatoriamente para a sociedade, em vistas de fins supostamente sociais, ele está determinando que o cidadão comum trabalhe obrigatoriamente em favor da vontade do Estado. Em outras palavras, a obrigatoriedade do trabalho ou da produção em vista de um fim alheio ao produtor é um fenômeno somente visto em sociedades escravocratas ou regimes ditatoriais do tipo stalinista ou nazista.
De fato, a mentalidade da função social da propriedade no Brasil lembra muito o Estado fascista ou nazista, para não dizer o comunista. Os direitos de propriedade, por assim dizer, deveriam cumprir a “função social” que o governo determinar. Neste caso, o direito de propriedade já não existe mais, é abolido em favor de uma mera posse concedida pelo Estado. Ou na melhor das hipóteses, a propriedade é uma mera formalidade, que pode ser revogada aos caprichos do poder governante. Neste caso, o Estado exige o que é funcional e utilitário apenas para ele mesmo. Foi por intermédio desse raciocínio capcioso que Hitler subjugou o empresariado alemão para sua causa partidária e esforço de guerra. A obrigação dos chamados “deveres sociais” do proprietário implicava o direito do Estado de impor o que o cidadão deve fazer com seus próprios bens, sob pena de desapropriá-lo. Aqui em nosso país, temos outro nome: supremacia do interesse público sobre o privado. Ou nas próprias palavras de Hitler: “Nosso socialismo atinge camadas mais profundas. Não muda a ordem externa das coisas, ordena apenas a relação do homem com o Estado. . .de que serviriam rendas e propriedades? Por que precisaríamos socializar os bancos e as fábricas? Nós estamos socializando o povo”.
A função social da propriedade no Brasil adquiriu dimensões tão piores ou mais do que o nazismo, porque não abrange apenas a mera relação servil do homem com o Estado. Sob determinados aspectos, seu processo é bem mais radical. Ela implica uma brutal intervenção do Estado no direito de propriedade, como se o governo tivesse poderes absolutos de ditar a posse e o domínio dos bens alheios. A reforma agrária em nosso país é um exemplo claro dessa loucura distributivista. Lembra perfeitamente ao modelo comunista na agricultura, com efeitos nefastos na produção de alimentos.
A “reforma agrária” retrata uma profunda ideologia de engenharia social, sendo uma demência, do ponto de vista econômico. Ela está impregnada de conceitos socialistas de planejamento centralizado ou mesmo de um igualitarismo massificador, já que o postulado de apropriar-se da terra não é a proteção do dono ou mesmo de sua produção, mas a garantia restritiva e limitada de uma posse condicional que ameaça mesmo sua segurança. Por outro lado, o lugar-comum da “propriedade produtiva” mostra um visível desconhecimento desses juristas e engenheiros sociais com os aspectos básicos da economia e mesmo noções básicas de livre mercado.
Uma propriedade não tem a obrigação de ser produtiva, pela seguinte razão de que nem todo capital deve ser gasto, e sim poupado. Um país não possui terras ociosas porque os proprietários sejam indolentes o bastante para não usufruírem delas, e sim porque não há demanda suficiente para produzir alimentos em todas as terras disponíveis. A lógica de usar todas as terras ociosas disponíveis para produzirem tem o mesmo sentido de gastar toda uma poupança em rendas por ser obrigatoriamente “produtiva”. Uma falácia!
O projeto é um verdadeiro engodo, senão uma indústria de dinheiro para o MST e outros demais grupos de extrema-esquerda no campo. A reforma agrária no Brasil adquiriu conotações dignas de uma estatização em massa da agricultura, com os resultados pífios de produção dos mais grotescos regimes socialistas. O governo, só em assentamentos, já desapropriou mais do que a soma de todas as terras particulares produtivas do país. As estatísticas são aberrantes: cerca de mais 60 milhões de hectares de terras estão nas mãos dos assentados, quando apenas 45 milhões de hectares de terras são ocupadas por empresas rurais privadas. Desses mais de 60 milhões de hectares, agrupados em mais de 7 mil assentamentos e cerca de 900 mil famílias, somente 5% das terras geram renda suficiente, e a grande maioria não produz absolutamente nada. Inclusive, a esmagadora maioria dos assentados recebe cestas básicas do governo, incapazes que são de produzir comida ou mesmo de se auto-gerir. Enquanto o agronegócio e as terras privadas geram alimentos baratos para o mercado interno e externo, rendendo divisas ao país e uma das agriculturas mais produtivas do mundo, o governo federal transformou os sem-terra nos latifundiários mais improdutivos do planeta. Eles são improdutivos e caros. Em 20 anos de reforma agrária, o governo terá jogado fora no ralo cerca de 50 bilhões de reais pela brincadeira socialista. Sem contar que uma boa parte das terras já foi revendida: apenas 40% dos assentados permanecem na terra, já que a maioria revende os lotes, prática proibida por lei. Isto porque cerca de 80% dos militantes sem-terra nunca pegaram em uma enxada e jamais tiveram alguma experiência no campo. Raramente em uma democracia houve um processo tão brutal de estatização das terras. E raramente o dinheiro público foi usado de forma tão absurdamente irresponsável, para favorecer um grupo revolucionário e terrorista, tal como é o MST.
A reforma agrária ainda esconde outras perversões políticas. O mero fato de o governo federal priorizar a influência de um grupo fora da lei, sem registro público algum e sem prestação de contas do dinheiro público, como é o caso do MST, já um ato de improbidade administrativa. E o INCRA criou uma espécie de servo de gleba dependente do Estado, preso à terra, para receber subsídios públicos. Isso lembra as leis das paróquias, na Inglaterra do século XVIII, quando os camponeses eram proibidos de deixar as comunas agrárias e paroquiais e obrigados a trabalhar mais de dez horas por dia, para receber um minguado subsídio governamental. Ou é parecido com o que ocorreu no Camboja do ditador Pol Pot, quando ele deslocou populações inteiras das cidades para o campo. Se o governo federal não tem controle das verbas repassadas aos assentados, onde está o dinheiro? Está financiando o projeto revolucionário do MST, seja através de invasões de terras, saques e roubos de terras produtivas, seja para a doutrinação ideológica e o treinamento de guerrilha nos assentamentos. Muitos ataques e saques a fazendas produtivas, como a destruição das pesquisas de eucalipto da Aracruz Celulose e mesmo a invasão do Congresso Nacional pelo MSLT, foram bancados pelo dinheiro público. Em outras palavras, o dinheiro do contribuinte está sendo usado para subsidiar práticas criminosas.
Na prática, a reforma agrária é um gigantesco processo de coletivização da agricultura, que se afetar as terras produtivas, vai destruir a agricultura brasileira e reduzir a população na mais completa fome. É por isso que a reforma agrária, do ponto de vista econômico, no Brasil é um fracasso. E do ponto de vista político é uma séria ameaça à democracia. Na verdade, a reivindicação da reforma agrária nada tem a ver com a resolução de problemas agrários. Ela camufla sim um projeto revolucionário, que é o de causar uma guerra civil no campo e destruir os direitos de propriedade dos fazendeiros, além de confiscar as terras para o domínio do Estado, controlado pelo MST e pelo PT. A “luta da terra” é apenas um pretexto para galgar reivindicações maiores e mais ousadas de poder. E não é novidade que o MST se tornou um organismo paraestatal do governo federal, sendo uma extensão do próprio Estado na vida rural. A “função social” da propriedade no campo cumpre esse papel genuíno de destruir os direitos de propriedade e mesmo das liberdades democráticas.
Se a “indústria” da função social da propriedade ganha conotações desastrosas no campo, a sua retórica se torna explosiva, quando invade as cidades ou adquire conotações raciais. A reforma agrária do MST tem outro aliado, a “revolução quilombola” e os “sem-teto”, reivindicando terras e casas alheias. Os segmentos revolucionários de esquerda, através de um pernicioso Decreto nº4887/03, criado pelo governo Lula, podem reunir um grupo de negros autonomeados para exigir os direitos de propriedade de alguns pobres cidadãos. Sim, os critérios de identificação dos quilombolas não são o de registro ou de posse e sim de auto-declaração. O decreto isenta até mesmo o ônus da comprovação de propriedade dos negros. Eles não precisam provar que são descendentes dos quilombolas, nem que tenham registros de posse naquela terra. E qual o argumento para a desapropriação? A propriedade do infeliz ocupa supostamente algum antigo terreno “quilombola” esquecido pelos registros históricos. Ou seja, a esquerda pode inventar algum relatório fajuto sobre a existência de quilombos na terra de qualquer um, através de meia dúzia de mulatos oportunistas declarados “negros” e exigir os direitos de propriedade sobre o terreno alheio, ignorando qualquer regra jurídica a respeito de propriedade, prescrição ou usucapião. Em outras palavras, o Estado pode rasgar os direitos de propriedade, escrituras públicas e registros de cartórios e permitir saquear bens à vontade, sem prestar contas à titularidade dos proprietários. Esse mesmo princípio é aplicado aos índios, já que é o governo o responsável pelos conflitos da região assim chamada “Raposa do Sol”, em Roraima, em particular, pelo risco de desapropriação das fazendas dos produtores de arroz. O governo criou uma reserva indígena embasada em dados fraudulentos da FUNAI, para destruir a segunda maior produção de arroz do Brasil. O mesmo princípio fraudulento se aplica aos quilombolas, para confiscar terras produtivas e legalizadas. E como o fator racial é um elemento necessário para a exigência de terras alheias, o Estado não somente insufla conflitos de propriedade, como conflitos raciais de propriedade. Os índios e os negros estão sendo jogados contra os brasileiros em geral, como se uns fossem dissociados de outros. Os índios são induzidos a discriminar brasileiros em sua soberania e os negros são manietados a oprimir proprietários, porque estes representam a “dominação branca” no país.
A mesma esquerda quer aplicar os métodos terroristas do campo nos centros urbanos. Como ter duas casas é quase um crime, dentro dos padrões da “função social” da propriedade, os sem-teto começam a agir pelas mesmas táticas que o MST no campo: invadindo casas desocupadas, terrenos, prédios, etc. Como sempre, eles ocupam as casas, saqueiam os bens e revendem o terreno para outros proprietários. Muitas áreas de invasões de muitas capitais brasileiras são verdadeiras indústrias de roubo de propriedades. E muitos políticos estão por trás dessa tramóia, prometendo títulos de propriedade aos invasores, quando na verdade, esses terrenos passam dez ou vinte anos sem registro algum, salvo o do proprietário roubado. A função social da propriedade na cidade funciona da seguinte forma lógica: é como alguém se achar no direito de usar, abusar e dispor de sua garagem, porque você não comprou o carro.
A função social da propriedade é um precedente jurídico gravíssimo na Constituição Brasileira, que cria condições legais para a destruição da propriedade privada no Brasil. Ela não vai destruir apenas a propriedade, mas a liberdade civil, pois só existe vida livre na sociedade, quando os cidadãos são proprietários de seus bens. Da feita que o governo revoga, por mecanismos sutis e graduais, a proteção e a soberania dos bens particulares contra o poder público, a tendência cada vez mais é o agigantamento do Estado sobre a independência individual do particular. A sociedade civil independente só existe porque se contrapõe ao poder estatal e se autonomiza diante deste. A destruição dos direitos de propriedade é um dos passos cabais para o Estado totalitário, já que tudo será do Estado, e nada será contra o Estado. E o Brasil ainda não percebeu que passa por um processo revolucionário comunista similar. A Constituição, em nome de uma função social, criou uma função anti-social, a função destrutiva da propriedade.
Algumas considerações sobre o Individualismo
Por João Luiz Mauad
A palavra “individualismo” pode ser empregada de duas maneiras diferentes. A primeira – e mais importante – não tem sinonímia e é geralmente utilizada em oposição a “coletivismo”. De acordo com o Dicionário Houaiss, individualismo é a “doutrina moral, econômica ou política que valoriza a autonomia individual, em detrimento da hegemonia da coletividade despersonalizada, na busca da liberdade e satisfação das inclinações naturais”. O outro significado é meramente lexical, sem qualquer conotação filosófica, política ou econômica, e diz respeito a certa “tendência, atitude de quem revela pouca ou nenhuma solidariedade e busca viver exclusivamente para si; egoísmo”.
A simples existência desta segunda acepção é suficiente para provocar inúmeras confusões terminológicas e dificultar o correto entendimento filosófico do individualismo, além de fornecer aos coletivistas material precioso para seus ataques e sofismas, invariavelmente calcados num suposto dualismo entre “individualismo” e “altruísmo”, o que, como veremos, é um completo disparate.
Toda a confusão começa com Platão, para quem o individualismo altruísta não seria possível. De acordo com o mais famoso discípulo de Sócrates, a única alternativa ao coletivismo por ele idealizado era o egoísmo. Esse dualismo platônico forneceu aos coletivistas uma arma retórica poderosíssima, pois vincula todo e qualquer oponente doutrinário ao defeito moral do egoísmo, enquanto eles próprios alardeiam para si um pretenso humanitarismo.
Como bem assinalou Karl Popper, Platão sabia muito bem o que estava fazendo ao apontar suas armas para aquele inimigo. De fato, a emancipação do indivíduo viria a ser a grande revolução espiritual que conduziria à queda do tribalismo e iniciaria a ascensão das sociedades abertas. “Foi justamente o individualismo altruísta”, diz Popper, “cuja existência era rejeitada por Platão, que formou a doutrina central do Cristianismo e tornou-se a base da civilização ocidental e o âmago de todas as doutrinas éticas que dela originaram”.
Bem mais tarde, Adam Smith cimentou os alicerces do liberalismo clássico quando, ao encampar, esmiuçar e aperfeiçoar a doutrina do “laissez-faire”, inferiu que a prosperidade e a opulência das sociedades dependiam muito mais do esforço de cada indivíduo na busca de seus próprios interesses do que da benevolência desses mesmos homens. Numa de suas mais famosas citações, Smith afirma que “todo indivíduo está continuamente empenhado em descobrir os mais vantajosos empregos para os capitais sob seu comando. É o próprio lucro que ele tem em vista, e não o da sociedade. Porém, ao examinar o que melhor lhe convém, ele naturalmente, ou melhor, necessariamente, acaba preferindo aquele emprego que é mais vantajoso para a sociedade”.
São diversos os trechos em “A riqueza das nações” onde se encontram citações semelhantes, sempre enfatizando que é pela busca dos próprios interesses, e não pela desejável, porém nem sempre presente, virtude da benevolência, que os empreendedores contribuem para a prosperidade das nações.
Estas constatações, se por um lado revolucionaram a forma de enxergar a economia política, de outro forneceram ainda mais munição aos coletivistas, embora Adam Smith jamais tenha feito qualquer glorificação ou demonstrado encantamento por uma suposta virtude do “egoísmo”, nem tampouco elaborado qualquer crítica à caridade, à solidariedade, à benevolência ou ao altruísmo, como alguns supõem. Muito pelo contrário.
Tanto em “A riqueza das nações” quanto na “Teoria dos sentimentos morais” o escocês sempre fez questão de enaltecer aqueles valores. Na TSM, por exemplo, ele nos diz que “todos os membros de uma sociedade humana necessitam de mútua assistência, assim como estão expostos à injúrias mútuas. Onde quer que a necessária assistência seja reciprocamente mantida pelo amor, pela gratidão, pela amizade e pela estima, a sociedade florescerá e será feliz”. Num outro trecho, ele descarta qualquer forma de maniqueísmo relacionado aos sentimentos, virtudes e vícios humanos, quando afirma: “Por mais egoísta que um homem supostamente possa ser, existem, evidentemente, alguns princípios em sua natureza que o fazem importar-se com a sorte dos demais, tornando a felicidade destes necessária a ele, embora ele não lucre nada com isto, exceto o prazer de assisti-lo.”
É notória a falta de parcimônia com que muitos coletivistas costumam deturpar as teorias e doutrinas que lhes são opostas, o que já não causa nem mais espanto. Infelizmente, no entanto, os próprios adeptos dos princípios individualistas costumam, às vezes, “jogar contra o patrimônio”. Seja por necessidade retórica, falta de cuidado na escolha das palavras ou mero desconhecimento, alguns de nós, liberais, freqüentemente caímos na armadilha de utilizar a palavra “egoísmo” como sinônimo daquilo que Smith chamava de “own interest”, “own care” ou “own convenience”.
Com isso, muitas vezes passamos uma imagem do liberalismo diametralmente oposta à verdadeira, pois, com exceção dos discípulos da tão brilhante quanto radical Ayn Rand, adeptos do “objetivismo” – uma variante do liberalismo clássico cuja doutrina está baseada na ética racionalista, numa hipotética “virtude do egoísmo” e na rejeição radical do sacrifício, ainda que voluntário (abnegação), dos próprios desejos ou interesses em razão de qualquer imperativo ético, anseio místico ou princípio religioso – , nenhum teórico ou estudioso do liberalismo jamais foi apologista do “egoísmo”.
Outro equívoco bastante comum quando se fala em individualismo é o de vinculá-lo a “isolamento”. Nada poderia ser tão evidentemente estúpido para qualquer ser pensante e, mesmo assim, tenho visto muitos espertinhos dispostos a atacar o liberalismo sob o argumento banal de que o homem é um ser eminentemente cooperativo. Esse é um daqueles tipos de argumentação que chega a ser patético, pois ninguém, muito menos um liberal em sã consciência, poderia negar que a cooperação entre os homens e a vida em sociedade produzem tremendos benefícios para os indivíduos. Nenhum liberal jamais questionaria as enormes vantagens da divisão do trabalho, da associação humana, do comércio voluntário ou qualquer outra interação cooperativa.
A benéfica cooperação entre pessoas, utilizada como um meio para a consecução dos objetivos individuais, todavia, não pode ser confundida com o infame ideal coletivista que pretende transformar as sociedades humanas em algo semelhante a uma colméia ou formigueiro. Como muito bem colocou o saudoso professor Og Francisco Leme, no magnífico ensaio “Entre os cupins e os homens”, enquanto a abelha, a formiga ou o cupim são insetos cujo comportamento é previsível, estando sempre dispostos à permanente renúncia individual em favor da comunidade, bastando-lhes a programação genética sob cujos auspícios nasceram, o homem, ao contrário, é um animal muito mais complexo. Para este, a vida em sociedade significa coexistir com outros indivíduos, todos diferentes entre si, com propósitos pessoais específicos, interesses diversos e, acima de tudo, com a necessidade de compartilhar valores, princípios e objetivos diferentes. O drama de qualquer sociedade, portanto, está no fato de indivíduos, biológica e eticamente diferenciados, possuidores de interesses pessoais muitas vezes conflitantes, terem de ajustar-se a uma coexistência pacífica, em seus próprios benefícios.
Assim como é natural que nas sociedades dos animais gregários os indivíduos estejam subordinados aos interesses do “todo”, certamente estará destinada ao fracasso qualquer tentativa de organização social fundamentada no pressuposto de que os homens estarão sempre dispostos a abrir mão dos seus interesses particulares e preferências específicas em prol da comunidade. Se é certo, como vimos anteriormente, que muitas vezes os homens estarão propensos a sacrifícios em favor do semelhante, é também evidente que, na maioria das vezes, ele colocará os respectivos interesses e bem-estar em primeiro plano.
Constitui imensa agressão à condição humana a submissão do indivíduo aos propósitos do grupo - seja ele uma raça, uma classe, um Estado – ou mesmo à esta fantasia que se convencionou chamar de “bem comum”. São os homens, individualmente, que têm valores, ideais, desejos, ambições, enfim, VIDA. Eis porque a base de toda a filosofia individualista está na crença de que o ser humano é um fim em si mesmo, e não um meio a ser utilizado para fins “maiores”. O Estado, ao contrário, não é a personificação do bem, pairando acima dos homens como querem os coletivistas, mas mera instituição criada pelos indivíduos para facilitar a consecução dos seus projetos, mediar conflitos de interesse e zelar pelas suas vidas, liberdades e propriedades.
João Luiz Mauad é empresário formado em administração de empresas pela FGV/RJ.
Declarada a guerra contra a internet
07 de julho de 2008
| O Sen. Eduardo Azeredo, o mesmo responsável pela lei do voto virtual que acabou com a possibilidade de auditoria do resultado das urnas-e, é quem está forçando a aprovação de mais uma lei equivocada sobre informática. É a lei que quer criminalizar o uso da internet por quem não interessar aos grupos que apoiam o senador. |
A Internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, permitindo um avanço planetário na maneira de produzir, distribuir e consumir conhecimento, seja ele escrito, imagético ou sonoro. Construída colaborativamente, a rede é uma das maiores expressões da diversidade cultural e da criatividade social do século XX. Descentralizada, a Internet baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação, como impera ainda na era das mídias de massa. Na Internet, a liberdade de criação de conteúdos alimenta, e é alimentada, pela liberdade de criação de novos formatos midiáticos, de novos programas, de novas tecnologias, de novas redes sociais. A liberdade é a base da criação do conhecimento. E ela está na base do desenvolvimento e da sobrevivência da Internet.
A Internet é uma rede de redes, sempre em construção e coletiva. Ela é o palco de uma nova cultura humanista que coloca, pela primeira vez, a humanidade perante ela mesma ao oferecer oportunidades reais de comunicação entre os povos. E não falamos do futuro. Estamos falando do presente. Uma realidade com desigualdades regionais, mas planetária em seu crescimento. O uso dos computadores e das redes são hoje incontornáveis, oferecendo oportunidades de trabalho, de educação e de lazer a milhares de brasileiros. Vejam o impacto das redes sociais, dos software livres, do e-mail, da Web, dos fóruns de discussão, dos telefones celulares cada vez mais integrados à Internet. O que vemos na rede é, efetivamente, troca, colaboração, sociabilidade, produção de informação, ebulição cultural.
A Internet requalificou as práticas colaborativas, reunificou as artes e as ciências, superando uma divisão erguida no mundo mecânico da era industrial. A Internet representa, ainda que sempre em potência, a mais nova expressão da liberdade humana. E nós brasileiros sabemos muito bem disso. A Internet oferece uma oportunidade ímpar a países periféricos e emergentes na nova sociedade da informação. Mesmo com todas as desigualdades sociais, nós, brasileiros, somos usuários criativos e expressivos na rede. Basta ver os números (IBOPE/NetRatikng): somos mais de 22 milhões de usuários, em crescimento a cada mês; somos os usuários que mais ficam on-line no mundo: mais de 22h em média por mês. E notem que as categorias que mais crescem são, justamente, "Educação e Carreira", ou seja, acesso a sites educacionais e profissionais. Devemos, assim, estimular o uso e a democratização da Internet no Brasil.
Necessitamos fazer crescer a rede, e não travá-la. Precisamos dar acesso a todos os brasileiros e estimulá-los a produzir conhecimento, cultura, e com isso poder melhorar suas condições de existência. Um projeto de Lei do Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a Internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral.
O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos. Dezenas de atividades criativas serão consideradas criminosas pelo artigo 285-B do projeto em questão. Esse projeto é uma séria ameaça à diversidade da rede, às possibilidades recombinantes, além de instaurar o medo e a vigilância. Se, como diz o projeto de lei, é crime "obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida", não podemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por "cópia sem pedir autorização" na memória "viva" (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers (INTERNET EXPLORER, FIREFOX, SAFARI, etc, etc, etc...) ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comuns dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime.
O projeto, se aprovado, colocaria a prática do "blogging" na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém! Se formos aplicar uma lei como essa as universidades, teríamos que considerar a ciência como uma atividade criminosa já que ela progride ao "transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado", "sem pedir a autorização dos autores" (citamos, mas não pedimos autorização aos autores para citá-los). Se levarmos o projeto de lei a sério, devemos nos perguntar como poderíamos pensar, criar e difundir conhecimento sem sermos criminosos.
O conhecimento só se dá de forma coletiva e compartilhada. Todo conhecimento se produz coletivamente: estimulado pelos livros que lemos, pelas palestras que assistimos, pelas idéias que nos foram dadas por nossos professores e amigos... Como podemos criar algo que não tenha, de uma forma ou de outra, surgido ou sido transferido por algum "dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular"? Defendemos a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a Internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na Internet, a ser considerado crime.
Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século XXI. Por estas razões nós, abaixo assinados, pesquisadores e professores universitários apelamos aos congressistas brasileiros que rejeitem o projeto Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo ao projeto de Lei da Câmara 89/2003, e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000, e n. 76/2000, pois atenta contra a liberdade, a criatividade, a privacidade e a disseminação de conhecimento na Internet brasileira.
André Lemos, Prof. Associado da Faculdade de Comunicação da UFBA, Pesquisador 1
do CNPq.
Sérgio Amadeu da Silveira, Professor Titular Faculdade Cásper Líbero, ativista do software livre.
Henrique Antoun, Prof. Associado da Escola de Comunicação da UFRJ, Pesquisador
do CNPq.
Fernanda Bruno, Coordenadora da Linha Tecnologias da Comunicação e Estéticas do PPGCOM/UFRJ.
Mônica Schieck, Doutoranda PPGCOM / ECO - UFRJ
José Maurício Alves da Silva, Jornalista e Programador Visual
Rogério da Costa, Filósofo, Prof do programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUCSP.
Suely Fragoso, Professora Titular da Unisinos, Pesquisadora CNPq Nível II
Fátima Cristina Regis Martins de Oliveira, Coordenadora Adjunta do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UERJ.
Laan Mendes de Barros, Professor titular da Faculdade Cásper Líbero.
Marcos Palacios, Professor Titular, Faculdade de Comunicação, Universidade Federal da Bahia.
Marta Vieira Caputo - PPGCOM - UNESP - Bauru - SP.
Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques, Coordenador do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON.ECO.UFRJ e membro do Global Panel do Millennium Project da World Federation of United Nations Associations-WFUNA.
Paulo Carneiro da Cunha Filho, Coordenador do Programa de Pós-graduação em Comunicação da
Universidade Federal de Pernambuco.
Eduardo Freire, Coordenador do Curso de Jornalismo da Unifor.
Simone Pereira de Sá. Prof Adjunta - Dep de Mídia - UFF.
Profa. Regina Gomes, Universidade Católica do Salvador.
Raquel Recuero, Programa de Pós-Graduação em Letras UCPel.
Suzana Oliveira Barbosa, Doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBa e integrante do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online, GJOL/UFBA.
Gerson Luiz Martins, Grupo de Pesquisa em Ciberjornalismo (CIBERJOR/UFMS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS.
Tattiana Teixeira - Jornalista. Pesquisadora e Professora de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Adriana Amaral - Professora Adjunta e Pesquisadora do Mestrado em Comunicação e Linguagens da UTP.
José Carlos Ribeiro - Prof. Associado ao Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
André Olivieri Setaro, Faculdade de Comunicação, Universidade Federal da Bahia.
Sebastião Carlos de Morais Squirra, Universidade Metodista.
Eduardo Meditsch - Universidade Federal de Santa Catarina
Suzy dos Santos, professora da Escola e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ.
Lia da Fonseca Seixas, Doutoranda em gêneros jornalisticos, Universidade Federal da Bahia.
Mirna Tonus, Universidade de Uberaba (UNIUBE)
Thiago de Morais Lins, estudante de Comunicação Social/ Jornalismo UFRJ
Paola Barreto Leblanc - Cineasta e Mestranda do PPG COM / ECO - UFRJ
Helen Amorim, publicitária e economiária
Cristiane de Magalhães Porto, Doutoranda do Programa Multidisciplinar de Cultura Contemporânea da Faculdade de Comunicação - UFBA.
Cláudio Renato Zapalá Rabelo, professor da Unidade de Conhecimento Comunicação Social da Faesa-ES, Novas tecnologias.
Yuri Almeida - Jornalista e pós-graduando na FJA/Ba.
Carlos Alberto Ferreira Lima, Professor da Universidade de Brasília.
Adalci Righi Viggiano, Mestre em Educação Tecnológica - CEFET-MG, Profa. Virtual da UFScar, Profa. do Cefet-MG e Profa. da Newton Paiva Virtual.
Jacques Jules Sonneville - UNEB Universidade do Estado da Bahia.
Francisco José Paoliello Pimenta, Professor Associado II Faculdade de Comunicação da UFJF
Campus de Martelos, Juiz de Fora - MG.
Jan Alyne Barbosa e Silva - UFBA.
Mauro Betti, Universidade Estadual Paulista- Campus de Bauru, Faculdade de Ciências
Departamento de Educaçao Física.
Fabiano Mazzini Bonisem, Prof. das Faculdades Integradas São Pedro - FAESA.
Solimar Garcia. Jornalista e Professora Universitária dos cursos de Gestão da UNIP - São Paulo.
Denise Maria Cogo, Professora do PPG em Comunicação da Unisinos, RS.
Ronaldo Henn - Professor pesquisador do PPG em Comunicação da Unisinos, RS.
Douglas Dantas Cardoso Gardiman - Sindijornalistas/ES
Leôncio Caetano de Farias, Graduando em Ciências Sociais - UFMG, Bolsista PIBIC - CNPq.
Paulo Munhoz, integrante do Gjol grupo de pesquisa em jornalismo on-line da UFBA.
Marcos Alves, Estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo.
Macello Santos de Medeiros. Doutorando em Comunicação (FACOM/UFBA) e Professor do Centro Universitário Jorge Amado.
Roberto Abdala Junior, Centro Universitário do Leste de Minas - UnilesteMG, Cel. Fabriciano, Vale do Aço.
Alessandra Carvalho, prof. das Faculdades Integradas S. Pedro, Vitória-ES.
Beatriz Martins, Doutoranda ECA - USP, Pesquisadora do Colabor - USP.
Simone do Vale, Doutoranda ECO/UFRJ.
Erly Vieira Jr - Mestre em Comunicação, Imagem e informação pela UFF, Doutorando em Comunicação e Cultura pela UFRJ, escritor e cineasta.
Brunella de Lima França - Estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo
Carla Andrea Schwingel - Doutoranda em Jornalismo Digital e Mestre em Cibercultura pelo Ciberpesquisa - PósCom-UFBA.
Marcelo De Franceschi, Com. Social - Jornalismo Universidade Federal de Santa Maria - RS
Diretório Acadêmico Mario Quintana (DACOM).
Júlio Vitorino Figueroa,
mestrando em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia.
Josemari Poerschke de Quevedo, Mestradando no PPGCOM UFRGS em Comunicação e Informação.
Rogério Christofoletti, Professor e pesquisador do Mestrado em Educação da Univali (SC).
Maria Lucilia Borges, Mestre e Doutoranda em Comunicação e Semiótica - PUCSP.
Karina Gularte Peres - Graduanda em Jornalismo/UCPel.
Marcos Aurélio Júnior, técnico especializado da webradio Uni-BH, mestrando em Comunicação Social pela UFMG.
Luciana Scuarcialupi, Ação Cultura Digital do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura.
Uirá Porã, Ativista do conhecimento livre.
Graciela Selaimen, Coordenadora executiva do Nupef/Rits - Núcleo de Pesquisa, Estudos e Formação da Rede de Informações para o Terceiro Setor.
José Carlos Ribeiro - Prof. Associado ao Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Silvana Louzada - UFF
Carlos Henrique Falci, Professor Adjunto III - PUC Minas; Membro do grupo de pesquisa Comunicação e redes hipermidiáticas do CNPq.
Marcelo Träsel, mestre em Comunicação e Informação, professor-assistente do Faculdade dos Meios de Comunicação Social da PUCRS, consultor em mídias sociais.
Iara Regina Damiani/NEPEF/UFSC
Herberto Peil Mereb Coordenador Organizacional da ONG AMIZ - Unidade de Formação e Capacitação HUmana e Profissional.
Ana Márcia Silva - Universidade Federal de Goiás.
Carlos Frederico de Brito d'Andréa, Universidade Federal de Viçosa.
Prof. Dr. Francisco Laerte Juvêncio Magalhães, Universidade Federal do Piauí
Erik Oliveira.
Marcos Cavalcanti, Coordenador do Crie - Centro de Referência em Inteligência Empresarial
Fábio Malini - Jornalista e Professor na Universidade Federal do Espírito Santo
ATENÇÃO - ESTOU ATUALIZANDO AS ASSINATURAS. Quem já deixou a adesão em um post neste blog terá o seu nome incluído no Manifesto. Quem ainda não assinou, por favor siga a sugestão do João Carlos Caribé. Ele propõe que todos passem a assinar o Manifesto no site da petition on-line. Ficará mais fácil para coletarmos os apoios.
Vamos assinar a divulgar PETITIONONLINE/VETO2008
http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html
(*) Fonte: http://samadeu.blogspot.com/
Legitimidade democrática
Por Denis Lerrer Rosenfield (*) em 07 de julho de 2008
A "criminalização" em questão é a que o MST se dá a si mesmo, ao escolher crimes e ilícitos como meios de ação. Essa organização se escolhe pela "criminalização" por suas invasões, pelo esbulho possessório, pela posse de armas, pelo cárcere privado, pelo desrespeito a decisões judiciais.
O Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul tomou uma corajosa decisão em defesa do Estado de Direito e das instituições democráticas. Indo na contracorrente do que vem acontecendo no País, onde impera uma extrema leniência em relação ao MST, que não hesita em ampliar os mais diferentes tipos de invasões, com uso de violência, os promotores impetraram ação civil pública visando a reordenar institucionalmente o Estado, em nome da paz pública e da preservação das liberdades. A ação civil foi acolhida em caráter liminar pelo juiz da Comarca de Carazinho (RS), começando pela desocupação de dois acampamentos que cercavam literalmente a Fazenda Coqueiros. A Polícia Militar cumpriu imediatamente a ordem judicial.
No dizer dos promotores, trata-se de "investigar os integrantes de acampamentos e a direção do MST pela prática de crime organizado, pois ficou constatado que o movimento e seus militantes têm prática de atos criminosos, como a invasão e depredação de propriedades privadas e de prédios públicos, como táticas regulares de atuação"; trata-se de "investigar os integrantes de acampamentos e a direção do MST no que toca ao uso de verbas públicas e de subvenções oficiais, tanto no plano criminal quanto na esfera da improbidade administrativa. Não se pode aceitar que o Estado brasileiro, com tantas tarefas a cumprir em um país subdesenvolvido, possa despender enormes quantias na subvenção de um movimento que recusa a legitimidade das instituições democráticas".
A Fazenda Coqueiros, objeto primeiro da ação do Ministério Público (MP), foi vítima, em 50 meses, de 12 grandes invasões, com mais de 135 boletins de ocorrência, 11 casas e 2 caminhões incendiados, 1 trator explodido com dinamite, 200 bois abatidos, 100 desaparecidos, uma área de 30 hectares com danos ambientais e incêndios, mutilação de animais, além de ameaças a funcionários. Os acampamentos instalados ao seu redor eram verdadeiras bases operacionais das ações emessetistas. Seja dito de passagem que a referida propriedade já tinha sido considerada altamente produtiva tanto pelo ministro do Desenvolvimento Agrário quanto pelo próprio ouvidor agrário nacional. No entanto, coerente com suas posições políticas - e não sociais -, o MST continuou a perpetrar uma série de atos violentos, visando a amedrontar o proprietário da fazenda, desestimulando-o de prosseguir em suas atividades. Diante disso, o MP votou pela desativação desses "acampamentos situados nas proximidades da Fazenda Coqueiros, onde a possibilidade de conflitos é mais evidente, bem como de todos os acampamentos que estejam sendo utilizados como ?base de operações? para invasão de propriedades. O fundamento é o uso nocivo da propriedade, vedado pela ordem jurídica brasileira".
O MST, seus intelectuais e ONGs de plantão reagiram com fingida indignação, pois sabem perfeitamente o que estão fazendo. Procuram suscitar na opinião pública uma posição favorável a eles, colocando-se como vítimas de uma ação "injusta". Exercem o seu jus esperneandi, pois não esperavam uma tomada de posição firme de um grupo de promotores que, depois de investigação extremamente cuidadosa, fundamentada em provas, exibiram a verdadeira face desse "movimento", que é, na realidade, uma organização política. Calculadamente, procuram, num procedimento totalitário, fazer passar suas mentiras como representando a boa causa, considerando os cidadãos tolos capazes de ingerir qualquer versão deles. De tão acostumados a isso, esqueceram o compromisso essencial com a verdade. Só clamam pela democracia porque a entendem como totalitária.
Ao justificar a sua ação, o MP ressaltou a sua missão constitucional, em tudo adequada para agir contra uma organização que tem por objetivo a destruição da ordem democrática e de seus pilares, como o direito de propriedade. "A legitimidade do Ministério Público para o ajuizamento da presente ação decorre expressamente do texto constitucional. Com efeito, o legislador constituinte estabeleceu como incumbência desta instituição a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, bem como definiu como suas funções, dentre outras, as de zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia, assim como a da promoção do inquérito civil e da ação civil pública, para a proteção do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos." Ao agir assim, o MP, no dizer do dr. Paulo Brossard, em artigo publicado no jornal gaúcho Zero Hora, "despertou e retomou o exercício de seus deveres constitucionais".
Os argumentos de uma suposta "criminalização dos movimentos sociais" nada mais é do que uma encenação midiática. Seu objetivo consiste em fazer com que o MST e suas organizações de fachada - como a Via Campesina, o Movimento dos Atingidos pelas Barragens, o Movimento das Mulheres Campesinas e o Movimento dos Trabalhadores da Mineração - possam agir impunemente, como se a lei a eles não se aplicasse. Procuram situar-se acima da lei, como se eles a encarnassem. O que temem é o exercício efetivo do Estado de Direito, que supõe tratá-los como grupos e indivíduos que, como quaisquer outros, estão obrigados a agir segundo o ordenamento constitucional. A "criminalização" em questão é a que o MST se dá a si mesmo, ao escolher crimes e ilícitos como meios de ação. Essa organização se escolhe pela "criminalização" por suas invasões, pelo esbulho possessório, pela posse de armas, pelo cárcere privado, pelo desrespeito a decisões judiciais.
No dizer de Kant, uma pessoa, quando rouba, se rouba, sendo ela responsável pelo que faz, escolhendo-se desta maneira. O MST se criminalizou, devendo, portanto, responder por suas ações.
(*)Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080707/not_imp201664,0.phpA Ilha perdida e a exportação da mistificação
Por Arlindo Montenegro em domingo, Julho 06, 2008
O SBT, ex líder de audiência, apresentou na noite de 1o. de Julho a reportagem da ex global Ana Paula Padrão sobre a ilha comunista de Cuba. A linda jornalista é competente e séria. Nas entrelinhas e nas imagens ficou demonstrado como a mistificação e o controle totalitário resultam no conformismo da população. Uma espécie de escudo de defesa pela sobrevivência.
Fidel Castro é uma presença quase onipotente em cada setor de trabalho, estudo e vida dos cidadãos. Os Comitês de Defesa da Revolução (CDR) estão organizados em cada rua, em cada fábrica, em cada granja, em cada escola, em cada prédio. Vigiam 24 horas por dia, bisbilhotando a vida das pessoas para descobrir e denunciar qualquer atitude contra o Estado, denominado “revolución”.
É isto mesmo. O Estado totalitário só é designado “revolução”. O mesmo Estado que, cumprindo ordens de seus financiadores soviéticos e chineses, ofereceu seu território à União Soviética para instalar ogivas atômicas, criando uma tensão limitante na década de 60. O mesmo Estado que serviu de ponte para o financiamento posterior de guerrilhas, treinando terroristas de toda a América, da África e da Ásia.
Os rios de dinheiro gastos naquela empreitada guerrilheira, ninguém sabe quantos milhões de dólares durante tantos anos, bem poderiam ter sido aplicados para o bem estar do povo e desenvolvimento pacífico da ilha. Mas Fidel Castro declarou e manteve sua posição guerreira contra os Estados Unidos.
Manteve e aplicou rios de dinheiro na propaganda, envolvendo intelectuais (?) das Américas e da Europa em encontros literários. Passagens, hospedagem no hotel Hilton, batizado de “Habana Libre”, passeios turísticos, apresentações do excelente balé de Cuba tendo à frente Alicia Alonso. Tudo às custas da “revolução” resultando numa propaganda bem sucedida feita pelas consciências compradas em toda a América e na Europa.
Desafio qualquer cubano, brasileiro simpatizante ou ideologicamente comprometido, a calcular quantos milhões de dólares foram aplicados nesta tentativa de implantar estados comunistas pelo mundo afora, utilizando a mistificação e levando países à guerra fratricida.
A mesma mistificação que ainda hoje é aplicada aos estudantes estrangeiros acolhidos na ilha. Na reportagem, Ana Paula Padrão entrevista estudantes brasileiros de medicina, de artes cinematográficas. Moços encantados com o acolhimento que não teriam no Brasil. Moços que declaram estar conhecendo uma revisão histórica e conhecendo uma América que não sabiam existir. Moços que declaram a intenção de levar o aprendizado onde as instituições brasileiras não marcam presença.
O jornalismo de Ana Paula Padrão é marcante pelo interesse na busca da verdade. É diferente do lugar comum que estamos conhecendo em que o jornalismo corrente busca a coisa atrativa para ser vendida com facilidade, mesmo que a verdade seja distorcida.
Comentário do Cavaleiro do Templo: não vi o documentário mas a moça teve acesso livre a qualquer área da ilha? Ela pode ir onde quisesse para FILMAR APENAS o estado de coisas entre a população rural, por exemplo? Ou perguntar de onde estavam vindo os dólares usados por cubanos, dinheiro este que em grande parte (talvez a maioria) é enviado por cubanos que conseguiram FUGIR DA ILHA-PRESÍDIO e dos EEUU, por exemplo, enviam MILHÕES DE DÓLARES PARA SEUS PARENTES PRISIONEIROS DE FIDEL, o que significa que sem esta montanha de dinheiro a economia cubana estaria muito pior? É o TIO SAM salvando a economia sociopatista MAIS UMA VEZ...
O que parece passar despercebido é que quando a jornalista fala dos altos índices de educação, omite a qualidade da educação e o marco ideológico que limita o raciocínio, construindo pessoas conformadas, obedientes, abúlicas e quando muito cínicas. Os que ousaram discordar foram parar na cadeia.
Os títulos de medicina da escola cubana não são aceitos no Brasil. A escola cubana é a mesma escola soviética. Os comunistas da pátria mãe, desde o começo da “revolução” – Estado comunista cubano – tomaram a frente e orientaram o funcionamento de TODAS as instituições. Os quadros do PC Cubano, contrários a Fidel Castro, eram insuficientes para ocupar todos os postos do novo Estado. A velha União Soviética financiou e assumiu o mando nos bastidores.
Imagine um país de 11 milhões de habitantes que somente nos dias de hoje tem a possibilidade de acessar a internet, conhecer telefones celulares, freqüentar restaurantes e hotéis, plantar uma roça e vender seus produtos sem a interferência do Estado.
Cuba se moderniza! Que beleza! O povo ama Fidel Castro (se não, o CDR continua vigilante para denunciar os dissidentes). Em mais de meio século a “revolução” – Estado totalitário – de Cuba esqueceu o povo para dedicar todos os recursos à guerra de guerrilhas e à propaganda mistificadora.
O povo resiste calado, desenvolvendo a esperteza para superar as dificuldades de sobrevivência, sem um mínimo de privacidade. Agora, segundo noticiou o jornal “El País”, até o jornal oficial informa sobre a corrupção e os roubos. E relata alguns fatos que afirmam a reportagem do SBT e reforçam a visão do lado obscuro que, por orgulho nacional, os cubanos escondem dos visitantes.
O semanário ‘Trabajadores’, informou no dia 16 de junho sobre as leis estavam sendo violadas na província de Pinar Del Rio com o desvio de combustível. O jornal oficial “Granma” referiu que a fábrica de conservas ‘La Conchita’, que antes da revolução processava 28 toneladas de tomate e l8 toneladas de goiaba, estava importando cocos do Sri Lanka, tomates do Brasil e tomate da China. As empresas agrícolas estatais deixavam as frutas e verduras apodrecerem no campo.
Os cubanos roubam as rodas das lixeiras para fazer carrinhos de mão. O mesmo “Granma” cita como apareceram novas “profissões”: “trocador de dinheiro” - as notas de 1 Peso (moeda local) são trocadas por 80 centavos, porque os ônibus nunca têm troco; “vendedor de sacolas de plástico” - em frente aos locais de comércio que nunca têm sacolas – porque os empregados “desviam”. Cada sacola custa 1 Peso.
A burocracia estatal funciona assim: um homem chega a uma loja estatal de consertos e pede para consertarem a haste dos óculos. O funcionário olha e diz que não pode consertar, que ainda não está totalmente quebrada. O homem arranca completamente a haste que mal se sustenta. Aí o funcionário conserta e cobra os 5 Pesos pelo serviço.
Existem fábricas clandestinas de pratos, bacias, prendedores de cabelos, oficinas de trabalhos manuais. Máquinas para fabricação de objetos de plástico e de alumínio foram apreendidas em operações policiais. Em fim o Estado não conta com a organização capaz para satisfazer as necessidades mínimas. Prende e multa quem tenta solucionar os problemas.
A produtividade e a qualidade na construção de casas é severamente criticada pelo mesmo Estado. Solução: um membro do Comitê Central convocou os militares para trabalhar com urgência para resolver os problemas, que são estruturais. A gestão da economia no modelo socialista, além dos esforços guerreiros de Fidel Castro é posta às claras.
O mais insolente, foi ver uma pré escola, de “Pioneiros”, onde uma menininha de aproximados 6 anos, fazia um discurso cerimonial, terminando com a frase: “Seremos como el Che!” e numa fábrica de charutos, uma leitora, num ponto elevado, lendo o jornal Granma, através de um serviço de alto falantes Doutrinação na escola e no trabalho o dia inteiro!.
Para os brasileiros acolhidos como estudantes em Cuba, a culpa do atraso, carências e dificuldades da ilha é atribuída aos Estados Unidos, ao bloqueio econômico. É o que diz Fidel. A prova de liberdade é justificada por um estudante de artes e indústrias cinematográficas que roda um filme sobre homossexualismo. Comportamento também defendido pela filha do atual Presidente, sobrinha de Fidel, que defende o casamento gay.
A mistificação continua sendo exportada: quem era guerrilheiro e queria a ditadura totalitária no Brasil, agora se diz democrata e defende o exemplo cubano. Inventaram até o socialismo democrático, uma coisa que imita a China, onde o Partido comanda o Estado e adota a economia capitalista (C.T. - me parece que a economia por aquelas bandas é como a brasileira, ou seja, FASCISTA, que resume-se ao capitalismo de joelhos na frente do ESTADO), em associação com os financiadores do mundo, verdadeiros pais desta dominação global.
Arlindo Montenegro é apicultor.
Ainda a hegemonia
Do portal do OLAVO DE CARVALHOPor Olavo de Carvalho em 03 de julho de 2008
Um dos princípios fundamentais do marxismo é a união indissolúvel do conhecimento e da ação revolucionária. Quaisquer que sejam os erros da teoria, eles acabam sendo neutralizados, na prática, pela constante revisão da estratégia à luz da experiência adquirida pelo “intelectual coletivo” (o Partido) na sua luta pela conquista do poder absoluto e pela destruição final do adversário.
A intensidade do esforço intelectual coletivo, organizado e voltado a objetivos mensuráveis, dá aos partidos de esquerda uma capacidade de ação concentrada, orgânica, que seus adversários no campo liberal e conservador nem de longe conseguem emular, e no mais das vezes nem mesmo conceber.
Na verdade, a simples necessidade de adestrar os intelectuais e organizá-los para uma ação cultural integrada é algo que jamais passou pelas cabeças dos nossos “direitistas”. No máximo, o que concebem é uma pura “disputa de idéias”, como se, uma vez demonstrada em teoria a superioridade intrínseca da livre empresa, a militância socialista se dissolvesse por si, cabisbaixa e arrependida, desistindo para sempre de suas ambições revolucionárias.
Nem de longe suspeitam que, na voragem da ação política, as “idéias” podem vir a representar um papel bem diverso – ou até inverso – daquilo que parecem anunciar pelo seu mero conteúdo. O “intelectual coletivo”, consciente dessa diferença bem como do fato de que os direitistas em geral a ignoram, diverte-se sadicamente, num jogo de gato e rato, fazendo as idéias mais ortodoxamente direitistas trabalharem pela glória e triunfo do esquerdismo.
A aposta unilateral dos liberais no “enxugamento do Estado”, inspirada em considerações econômicas e morais perfeitamente verazes e justas em si mesmas, mas amputadas de toda conexão com a estratégia política e cultural, só tem servido para transferir as prerrogativas do Estado para as ONGs esquerdistas, quando não para organismos internacionais perfeitamente afinados com o esquerdismo.
A idéia abstrata de “lei e ordem”, inteiramente correta, mas letal quando desligada do respectivo quadro cultural e estratégico, levou muitos liberais a colaborar servilmente na derrubada de Fernando Collor, a entronizar portanto a esquerda como detentora das virtudes morais por antonomásia e a dar-lhe por essa via os meios de elevar a corrupção a alturas que o ex-presidente não poderia nem mesmo imaginar.
Não houve então um só intelectual esquerdista que, vendo o decano liberal Roberto Campos sair do hospital em cadeira de rodas para ir votar contra Collor, não se lembrasse, com enorme satisfação, da máxima de Lênin que recomenda fazer o adversário lutar contra si próprio. E não houve um só deles que não enxergasse, no sepultamento político do ex-presidente, o prenúncio da iminente ascensão petista.
Já assinalei também, nestes artigos, a facilidade com que, em prol da liberdade de mercado, liberais e conservadores admitem negociar – ou ceder de graça – os princípios morais e culturais que geraram essa liberdade e sem os quais ela não subsiste senão como etapa de transição para o socialismo.
A “direita” deixa-se conduzir porque não tem nenhuma visão ou plano de conjunto, apenas o apego a pontos de detalhe que, de um modo ou de outro, sempre podem ser manejados para encaixar-se na estratégia abrangente da esquerda.
Para que tivesse essa visão ou plano, a direita precisaria ter formado uma genuína militância intelectual habilitada, no mínimo, a acompanhar as discussões internas da esquerda e a prever o curso das manobras estratégicas que ali se preparam.
Mas como esperar que os intelectuais da direita enxerguem o futuro, se não querem nem mesmo olhar para o passado e o presente? Participei de muitos Fóruns da Liberdade, em Porto Alegre – a maior concentração de inteligências liberais e conservadoras que já se viu no Brasil – e jamais ouvi ali uma única palavra sobre o Foro de São Paulo, exceto saída da minha própria boca.
Enquanto os liberais e conservadores discutiam em abstrato o sistema econômico e a estrutura do Estado, a esquerda construía, diante dos seus olhos cegos, a maior e mais poderosa organização política – político-militar, na verdade – que já existiu no continente.
E, cada vez que falo em criar uma intelectualidade, eles me olham como se eu fosse um professor de abstratices, a quem se pode ouvir com reverência polida, mas jamais levar a sério no campo da “prática”, que eles consideram o seu terreno próprio. Como se fosse muito prático teimar no erro e perder sempre.
Quem nos governa, afinal?
Do portal do OLAVO DE CARVALHO Por Olavo de Carvalho em 05 de julho de 2008
O plano de transição para o governo mundial, que Arnold Toynbee expôs mais de meio século atrás e que mencionei brevemente nesta coluna, já está em avançadíssima fase de implantação, ao ponto de que não há nenhum exagero em dizer que a Nova Ordem globalista-socialista é um fato consumado, irreversível. Que a maioria dos seres humanos ignore isso por completo e ainda tenha a ilusão de poder interferir de algum modo no curso das coisas por meio do "voto", eis aí a prova de que Toynbee tinha toda a razão ao dizer que a nova estrutura de poder não seria democrática, nem democrática a transição para ela. Não há estado de sujeição mais completo do que ignorar a estrutura de poder sob a qual se vive.
É verdade que a mera complexidade crescente da administração estatal moderna já era, por si, conflitiva com as pretensões democráticas de transparência, informação acessível, "voto consciente", enfim, com as presunções da "cidadania". Mas o que vem acontecendo no último meio século é o aproveitamento deliberado e sistemático da complexidade burocrática para criar, acima do governo representativo, uma nova estrutura de poder que o domina, o estrangula e acaba por eliminá-lo. A maior parte das nações já vive sob o controle dessa nova estrutura global sem ter disso a menor consciência e acreditando que continua a desfrutar das garantias e meios de ação assegurados ao eleitor pelo antigo sistema de governo representativo, hoje reduzido a um véu de aparências tecido em torno do poder mais centralizado, abrangente e incontrolável que já existiu ao longo de toda a história humana.
Não só essa transição já aconteceu, mas ela foi realizada sob a proteção de um conjunto de pretextos retóricos altamente enganosos, criados para dar à população a idéia de que a mudança ia no sentido da maior liberdade para os cidadãos, da maior participação de todos no governo e de mais sólidas garantias para a empresa privada. Todos os termos-chave dessa retórica – "governo reinventado", "parcerias público-privadas", "terceira via", "descentralização" – significam precisamente o contrário do que parecem indicar à primeira vista.
Os dois diagramas que acompanham este artigo tornarão isso bastante claro. As flechas aí indicam a origem do poder e o objeto sobre o qual se exerce. No antigo sistema representativo, o eleitorado escolhia o governo segundo os programas que lhe pareciam os mais convenientes, e o governo eleito – executivo e parlamento – repassava esses planos aos órgãos da administração pública, para que os executassem. No novo sistema de "parcerias público-privadas", a administração pública é só uma parcela do órgão executor. A outra parcela é escolhida por entidades sobre as quais o eleitorado não tem o menor controle e das quais não chega às vezes a ter sequer conhecimento. Tal como apresentado na sua formulação publicitária, o novo sistema é mais democrático, porque reparte a autoridade do governo com "a sociedade". Mas "a sociedade" aí não corresponde ao eleitorado e sim a ONG's criadas sob a orientação de organismos internacionais não-eletivos – ONU, UE, OMS, OMC, etc – e subsidiadas por bilionárias corporações multinacionais cuja diretoria não é mesmo conhecida do público em geral.
A orientação geral dessas ONG's reflete um conjunto de novas concepções socioculturais e políticas que jamais foram postas sequer em discussão, e que por meio delas são implantadas do dia para a noite, sem que o eleitorado chegue a saber nem mesmo de onde vieram. A própria velocidade das transformações é tamanha, que serve para reduzir as populações ao estado de passividade atônita necessário para tornar inviável não só qualquer reação organizada, mas até uma clara tomada de consciência quanto ao que está acontecendo. Paralelamente, muito do poder de decisão do parlamento é transferido aos órgãos burocráticos, que, agindo já não como braços do eleitorado, mas como agentes a serviço de parcerias controladas pelo triunvirato de ONG's, corporações e organismos internacionais, passa então a introduzir na sociedade mutações radicais que, no sistema de governo representativo, jamais seriam aprovadas nem pela população, nem pelo parlamento.
Ao desfazer-se de uma parte das suas prerrogativas, sob as desculpas de "privatização", "democratização", "descentralização", "desburocratização" etc., o governo não as transfere ao povo, mas a um esquema de poder global que escapa infinitamente à possibilidade de qualquer controle pelo eleitorado. As ambigüidades decorrentes, que desorientam o público, são então aproveitadas como instrumentos para gerar artificialmente novas "pressões populares", que não são populares de maneira alguma, mas que refletem apenas a vontade da chamada "sociedade civil organizada", isto é, da rede de ONGs criadas pelo próprio esquema de poder global.
Subsidiadas pelas grandes corporações e fundações, essas ONGs, prevalecendo-se da "parceria" que têm com órgãos do governo, passam então à parasitagem voraz de verbas públicas, somando aos recursos que as alimentam desde fora o sangue extraído do próprio eleitorado que as ignora e que elas falsamente representam. Essa nova estrutura de poder não é um plano, não é um objetivo a ser alcançado: ela já é o sistema de poder sob o qual vivemos, construído sobre os escombros do antigo governo representativo, que hoje em dia só subsiste como aparência legitimadora da transformação que o matou.
Uma ambigüidade especialmente irônica e por isto mesmo proveitosa da situação é que um dos instrumentos principais para a implantação do novo esquema reside na rede mundial de ONG's e movimentos esquerdistas, desde os mais radicais até os mais brandos e inofensivos em aparência. Ao mesmo tempo, como a violência e rapidez das mutações gera toda sorte de desequilíbrios, temores e insatisfações, essa rede de organizações esquerdistas é usada por outro lado como megafone para lançar a culpa de todos esses males no velho capitalismo liberal, apontado como beneficiário maior das mesmas transmutações que o esmagam. Os sintomas colaterais mórbidos da transformação servem eles próprios como pretextos para acelerá-la e aprofundá-la, canalizando em favor dela as dores que ela gerou.
Numa obra memorável, "Du Pouvoir. Histoire Naturelle de Sa Croissance", Bertrand de Jouvenel mostrou que a história da modernidade não é a história da liberdade crescente, como pretendia Benedetto Croce, mas a história do poder crescente do Estado avassalador.
Esse livro é de 1945. Desde então, o curso da História tomou um rumo que o confirma na medida mesma em que aparenta desmenti-lo. A "descentralização" dos governos nacionais, simulando em escala local uma vitória do liberal-capitalismo sobre as tendências centralizadoras e socialistas, foi posta a serviço da construção do Leviatã supranacional que, inacessível e quase invisível, controla dezenas de Estados reduzidos à condição de entrepostos da administração global. Não só o eleitorado foi submetido a essa gigantesca mutação sem a menor possibilidade de interferir nela ou de compreendê-la, porém até mesmo alguns dos mais intelectualizados porta-vozes do liberal-capitalismo, enxergando apenas o fator econômico e recusando-se a investigar a nova estrutura de poder político por trás da globalização comercial, colaboraram ativamente para que o processo de centralização mundial se implantasse pacificamente, sob a bandeira paradoxal da liberdade de mercado.
O camponês antigo, o servo da gleba e até mesmo o escravo romano gemiam sob o tacão de um poder incontrastável, mas pelo menos tinham uma idéia clara de quem mandava neles e compreendiam perfeitamente o funcionamento do sistema que os governava. O cidadão da "democracia de massas" está cada vez mais submetido a decisões que não sabe de onde vieram, implantadas por um sistema de governo que ele nem conhece nem compreende. O globalismo é a apoteose do processo de centralização do poder, centralizando até o direito de conhecer o processo.

Emissário confirma reunião com Farc antes da libertação de Betancourt
Da France Presse, 06/07/2008
Contato foi feito no sábado (28), na "zona das Farc". Autoridades colombianas esperaram o retorno dos emissários para ativar a operação.
Noel Sáez, um dos emissários encarregados por França, Suíça e Espanha (C.T. - ou seja, nada a ver com COLÔMBIA e o plano de libertação bem-sucedido dos sequestrados) para estabelecer contatos com as Farc para a libertação de reféns na Colômbia, confirmou neste domingo (6) à AFP que manteve contato com a guerrilha antes do resgate de Ingrid Betancourt.O ex-consul francês em Bogotá evitou comentar as suspeitas que pesam sobre outro emissário, o suíço Jean-Pierre Gontard, que segundo Bogotá teria entregue cerca de 500 mil dólares à guerrilha em março passado.
Sáez e Gontard chegaram no sábado, dia 28 de junho, a uma "zona das Farc" próxima à fronteira com o Equador e situada a cerca de 400 km do local onde Ingrid Betancourt foi resgatada, em uma operação do Exército colombiano, na quarta-feira passada (2).
Nesta "zona das Farc" os emissários se reuniram com um "homem de confiança de Alfonso Cano (o líder da guerrilha), a seu pedido", explicou Sáez.
Este homem pediu que "esperassem alguns dias" para obter a resposta de Alfonso Cano sobre as propostas para um possível acordo sobre os reféns, mas por razões de segurança, os emissários partiram sem a resposta e regressaram a Bogotá em 30 de junho, dois dias antes da operação que resgatou Ingrid e outros 14 reféns, segundo Sáez.
Fontes ligadas ao caso informaram que as autoridades colombianas "esperaram o retorno dos emissários para ativar a operação e evitar represálias contra o grupo".
O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, admitiu na sexta-feira passada que vazou informações para a imprensa sobre a missão dos emissários europeus, a fim de aumentar a credibilidade da falsa transferência dos reféns para outro acampamento das Farc, simulada pelos militares durante o resgate.
Santos também acusou Gontard de ser o "portador" de 500 mil dólares para as Farc em março passado, como aparece em arquivos encontrados no computador do número dois da guerrilha, Raúl Reyes, morto pelo Exército colombiano.
Mais um prêmio internacional

O super Blog do Clausewitz me honra mais uma vez com outra indicação para mais um prêmio internacional, o Blog Ácido, criado pelo De Libre Opinión Política. Não é de se estranhar que a internet esteja trazendo "problemas" para os celerados esquerdopatas, visto que sem apoio nenhum da grande mídia e nem mesmo do grande público que permanece insensível aos problemas da América Latina, exceção apenas dos leitores e colaboradores da imensa massa de blogs denuncistas (no melhor sentido possível) mundo afora, vamos fazendo história através deste movimento cívico-patriótico como foi o 1964 no Brasil.
Nossas armas são a liberdade e a utilizamos em prol da verdade, não da absoluta, mas daquela que as pessoas de bem percebem no dia-a-dia de nosso país e deste continente chamado América Latina.
A poucos meses eu me sentia desolado e com vontade de mudar de país, sair da terrinha. Hoje me sinto fortalecido pois a grande rede mundial de computadores é a terra da liberdade e da verdade e nela encnnotrei não apenas eco para meus sentimentos mas amigos como o Carl. Por ela (liberdade) brigamos hoje e brigaremos sempre, mesmo que para isto a morte chegue mais cedo. Não temos medo pois não somos covardes e defendemos a bandeira dos cidadãos de bem que querem trabalhar por um mundo melhor.
Agradeço a todos e por este prêmio vai aqui o meu imenso abraço ao irmão em armas e em espírito Carl do magnífico BLOG DO CLAUSEWITZ, uma das fontes que o Cavaleiro do Templo não cansa de nela beber.
Entrevista com Heitor de Paola, autor do livro "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial"
Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
É uma honra publicar a entrevista que nos concedeu Heitor De Paola*, o qual compartilha seu conhecimento baseado nos processos históricos e políticos aliado a uma amplitude de visão fundamental, não só para nos ajudar a superar os limites que vão além do nosso ‘quintal’, como também para projetar um futuro sombrio caso nada se faça de concreto para modificá-lo.
Heitor De Paola acaba de lançar seu livro “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial” com apresentação de Alejandro Peña Esclusa e prefácio de Olavo de Carvalho:
“(...)Na verdade o jornal revelou Heitor De Paola ao próprio Heitor De Paola, roubando-o em parte aos clientes do seu consultório de médico e psicanalista e colocando-o diante do caso clínico mais dramático e desesperador que já passou pelo divã de um discípulo (não muito fiel) do Dr. Freud: um continente neurotizado por um intenso tiroteio cruzado de ações camufladas e mentiras ostensivas que ultrapassa imensuravelmente a capacidade de compreensão da inteligência popular e a engolfa num abismo de esperanças ilusórias, terrores sem objeto e ódios sem sentido.(...)”
(Olavo de Carvalho em MÍDIA SEM MÁSCARA)
“À tese de Marx de que a “história dos homens é a história das lutas de classes”, Lenin completou com a recomendação de “acirrar todas as contradições, e aonde não existirem, criá-las”. Como já demonstrei anteriormente em A essência do comunismo , o comunismo é uma máquina ininterrupta de produção de mentiras e a maior de todas é a de que através de engenharia social – comandada obviamente por eles mesmos – é possível chegar a uma sociedade onde as diferenças entre os homens serão abolidas e a paz eterna reinará. Esta falsa utopia serve na medida para conquistar idiotas úteis para a luta pela hegemonia e, em última análise, pelo poder total e irrestrito dos doutrinadores, uma vez tornados hegemônicos. Estes sabem que não existe utopia alguma, é puro engodo.”
(Heitor De Paola em Direito Alternativo e luta de classes)
“É esta alternatividade do direito que cria, por “legítimas” embora ilegais, as cotas raciais e os direitos das minorias “alternativas” e impõe às maiorias “opressoras” obrigações absurdas como ter que aceitar conviver em pé de igualdade com todas as extravagâncias e perversões sexuais. Simultaneamente, legalizam-se também, por “legítimas”, as várias formas de fragmentação territorial: as invasões urbanas e rurais, a instalação de quilombos, os direitos das “nações” indígenas à autonomia – e, muito em breve, as declarações de independência. Ora, se é legítimo, dane-se a Constituição que prevê a integridade territorial do País e as leis que valem para os demais. Espertamente os mentores da governança global e aspirantes a membros do futuro governo mundial, valem-se de documentos alienígenas, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que determina o “Direito de autodeterminação dos povos indígenas e tribais, incluindo fazer suas próprias leis, regulamentos, convenções, etc. e proíbe operações militares nas reservas em quaisquer circunstâncias”
(Heitor De Paola em A fragmentação do Brasil)
“Quando as fronteiras estão assim arrasadas e quando Governadores, Parlamentares e empresários brasileiros acorrem à Clarence House para de forma abjeta e degradante consultar o Príncipe Charles sobre o quê fazer com a Amazônia (ver aqui), cabe a pergunta: a soberania brasileira está reduzida a quê? Ou melhor, ainda somos um país soberano? Será que ainda cabe perguntar se é possível salvar nossas fronteiras, ou se deve ser substituída por: será que ainda há tempo de retomá-las, expulsando todas as ONG’s e fazendo cumprir o Artigo 142 da Constituição do Brasil?”
(Heitor De Paola em Amazônia: doação anunciada)
“Durante oito anos o circo foi constantemente armado pelo PT. Desde 2002, obedecendo rigorosamente ao rodízio acordado em Princeton, cabe ao PSDB fazê-lo - e com mais habilidade ainda! O PMDB não é um partido: é um bando de caçadores de cargos públicos e de estatais. O DEM, embora tenha quadros importantes e sérios, parece um amontoado de baratas tontas que tende a se tornar um partideco sem importância, controlado pelos Maias – com o devido perdão de Eça de Queiroz.”
(Heitor De Paola em Cortinas de fumaça)
"Por que nunca namorei Fidel, se fui comunista nos anos 60? Pela simples razão que nem eu, nem ninguém que esteve realmente envolvido no movimento comunista – e não quer apenas posar de bom moço, porque é bonito e dá ibope – jamais acreditou que Fidel fosse outra coisa além do que realmente era: um brutal ditador, assassino de dezenas de milhares de cubanos, latino-americanos em geral, angolanos e quem mais se atravessasse em sua frente e tentasse obstruir seu caminho para o poder total. Assim como Fidel, Lenin, Stalin, Mao, Pol Pot e outros menos votados. Nunca encontrei um revolucionário comunista autêntico – nem quando eu era um, nem depois – que acreditasse por um segundo sequer na tal “utopia” que eles usam – nós usávamos – para enganar os trouxas e imbecis e convertê-los no que já nos primórdios Lenin chamava de idiotas úteis. Lembro-me de como ridicularizávamos estes babacas que serviam de excelente massa de manobra! Nunca houve esta tal de utopia, ou idealismo utópico - só como estratégia de doutrinação."
(Heitor De Paola em Nunca namorei Fidel!)
1- Lula é um semi-analfabeto, ignorante, presunçoso e que se gaba de ser iletrado. Na sua opinião, qual é o maior legado que Lula deixará ao Brasil, (um país de tolos), na hipótese de deixar o poder? (Luiz Inácio, símbolo do Brasil)
Heitor De Paola --> Apesar de semi-analfabeto e tudo o mais, Lula tem uma característica extraordinária: é de uma sagacidade ímpar e de uma capacidade de apreender o significado de coisas complexas e sintetizá-las, raramente encontradas num homem público. Só é comparável a Adolf Hitler, outro homem de pouca instrução. Esta característica permite a Lula uma comunicação instantânea com as massas. Não é à toa que se gaba de ser iletrado, de ter criado os bordões “nunca antes neste país”, “nunca, nos últimos 500 anos....” e de interpretar corretamente qual é o caminho da felicidade do PT, inchando a máquina estatal e cooptando o apoio dos grandes empresários e banqueiros: “vamos deixar de lado as ideologias; a China tem partido único e imprensa controlada e ninguém reclama porque estão ganhando muito dinheiro”, o que inclui uma ameaça óbvia: “seu eu fizer o mesmo aqui os empresários e banqueiros vão adorar!”. Não creio que Lula deixe o poder tão cedo, pode até trocar de endereço físico – se não for re-eleito - mas continuará mandando, seja através de um candidato petista ou de um tucano, dá no mesmo. Seu legado será de uma unanimidade burra a duradoura.
2- Na sua opinião, qual o paralelo existente entre o crime do aborto e a possibilidade de geração de melhores condições de vida ao ser humano, através da manipulação de células embrionárias?
(Quando começa a vida?)
Heitor De Paola --> Quando saiu a decisão do STF sobre as células-tronco embrionárias houve uma imensa comemoração: “vitória da ciência sobre o obscurantismo religioso!”. O que venceu foi o pior obscurantismo de todos, o dogmatismo pseudocientífico, baseado num falso entendimento de ciência. Qualquer pessoa familiarizada com os procedimentos científicos sabe que os cientistas não formulam verdades absolutas, mas conjecturas que permanecerão sempre abertas às refutações e que, portanto, é impossível enunciar julgamentos morais ou éticos com base nelas. Os cientistas abrem caminhos; não encerram diálogos! Cada vez que se faz isto, milhões morrem. É o que vai acontecer com os seres humanos em fase embrionária. Não foi lapso, é assim mesmo: embriões são seres humanos tanto quanto as crianças, os adultos, os idosos. O limite da ciência, neste particular, é dizer que os embriões já são humanos, pois possuem 46 cromossomos, exclusivo da espécie humana, e se sobreviverem não há a menor possibilidade de se tornarem jacarés ou rinocerontes ou árvores. Não cabe à ciência determinar quando os seres humanos adquirem o status de pessoa e se e quando devem ser eliminadas. Isto é da área da ética, da religião, da moral, da política. E enquanto nenhuma pesquisa séria aponta os tais benefícios, outras mostram a grande evolução havida com as células-tronco adultas. Por que então matar embriões? Obviamente, aberta a exceção estará livre o caminho para aprovação do aborto legal.
3- Recentemente veio à baila que a mulher de Olivério Medina, “embaixador” das FARCs no Brasil, trabalhava à custa do erário brasileiro. E com o aval do governo petista, esse é só mais um exemplo da intimidade do atual poder executivo com terroristas de ontem e de hoje, que dele fazem parte. Temos alguma chance ou já está “tudo dominado”?
Heitor De Paola --> Está tudo dominado e tenho sérias dúvidas se esta situação poderá ser revertida por via democrática, pois o povão está comprado pelas diversas “bolsas” e programas “sociais” e o empresariado e os banqueiros pelas fortunas que “nunca antes neste país” ganharam em tal enxurrada. Estão todos, como dizia Lenin, comprando a corda com que serão enforcados. Cada um recebe a anestesia correta e só uns poucos conseguem enxergar o conjunto das ameaças. E estes estão sendo calados: recentemente o Jornal do Brasil desconvidou todos os articulistas que escreviam discordando da linha oficial, com a exceção de Olavo de Carvalho (até quando?) e o Estadão acabou de fazer o mesmo com um dos seus articulistas. Na área política não existe oposição. O PSDB é governo, embora finja ser oposição, o DEM sei lá para quê existe, sobram quais? Muita gente exultou quando FHC estrilou e chamou Lula de nazista. Ora, não passou de briga de quadrilhas, Lula deve ter ultrapassado os limites da área da outra “famiglia”, como nos velhos tempos de Chicago. Como o Lula jamais perseguiu judeus e não consta que tenha alguma simpatia por idéias anti-semitas, a denúncia é absolutamente vazia! Se fosse para valer tê-lo-ia chamado do que ele é: comunista!
4- Nos corredores palacianos comenta-se que o grande facilitador da tramitação do Projeto de Lei que resultou na Lei de Mobilização Nacional foi José Dirceu. Você acha que o advento desse dispositivo legal (Lei 11631/07) capacita o governo do PT a articular qualquer “golpe de mão” na rés publica (coisa pública) e na rés privatae (coisa particular), sob falso pretexto de mobilizar a nação para o enfrentamento a um possível avanço colombiano em solo amazônico, sob orientação norte-americana? (Big Brother is Watching You)
Heitor De Paola --> Sim, mas não creio que venha a ser esta a razão da mobilização, se houver. Não é do interesse do atual governo tomar nenhuma atitude contra os EUA, ao menos enquanto não terminar o governo Bush, já que as relações correm em mar de almirante com a crença idiota da Casa Branca e do Departamento de Estado de que Lula serve para apaziguar Chávez et caterva – sem perceber que Lula é o chefe da caterva. Creio que o SINAMOB (Sistema Nacional de Mobilização) foi criado mais como uma estratégia preventiva de reações das Forças Armadas ou de setores civis contra o avanço cada vez maior nas nossas liberdades – e no nosso bolso. Note-se que a Lei prevê no artigo 3º, a tomada de ações estratégicas “desde uma situação de normalidade”, isto é, qualquer coisa pode ser interpretada como uma ameaça. É uma prévia do Estado Policial que se avizinha e já conta com algumas estruturas bem montadas, como a Receita Federal.
5- Desde 2003 ( Lendas e mistérios da Amazônia) você alerta para os problemas de fronteira da Amazônia e a política indigenista (na aparência caótica), e finaliza seu último artigo sobre o tema com uma série de questões: “Quando as fronteiras estão assim arrasadas e quando Governadores, Parlamentares e empresários brasileiros acorrem à Clarence House para de forma abjeta e degradante consultar o Príncipe Charles sobre o quê fazer com a Amazônia (ver notícia), cabe a pergunta: a soberania brasileira está reduzida a quê? Ou melhor, ainda somos um país soberano? Será que ainda cabe perguntar se é possível salvar nossas fronteiras, ou se deve ser substituída por: será que ainda há tempo de retomá-las, expulsando todas as ONG’s e fazendo cumprir o Artigo 142 da Constituição do Brasil?” Você poderia nos dar o caminho para as respostas a algumas dessas perguntas aqui postas por você? (Amazônia: doação anunciada)
Heitor De Paola --> A soberania brasileira está reduzida a nada, não somos um país soberano há muito e não há fronteiras a salvar e sim a retomar, à força se necessário. Mas isto dependerá da disposição das Forças Armadas em tomar as medidas cabíveis para fazer cumprir o artigo 142 (sua destinação para a defesa da Pátria, da garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem). A soberania não está restrita às fronteiras físicas da Nação. De nada adianta mantê-las se a Nação não tiver o poder de, livremente e sem ingerências externas, tomar as decisões que julgar mais adequadas. E isto o Brasil já perdeu desde que se submeteu a todas as determinações oriundas da ONU e outros organismos internacionais e a qualquer ONG financiada por multibilionárias fundações internacionais que se arvore a ditar ordens. O governo brasileiro não é mais o defensor do poder nacional, mas apenas um sátrapa que executa as ordens do Foro de São Paulo, do Diálogo Interamericano, da Comissão Trilateral e até do Príncipe Charles que reina mais aqui do que na sua terra onde não pode nem escolher a própria mulher! A abdicação começou com Collor: na palhaçada de tampar o buraco da Serra do Cachimbo, com a assinatura do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, culminando na realização da ECO 92 onde aceitamos todas as idiotices ambientalistas coordenadas pela Fundação Gorbachov para inviabilizar a economia Ocidental. Itamar tentou resistir, mas FHC enterrou de vez, na medida em que se comportou menos como Presidente do que como Governador da Capitania do Brasil em nome do Diálogo Interamericano. Os organismos eletivos viraram nada mais do que fantasmas que pairam em Brasília e apenas sua corrupção é real, nada fantasmagórica. Finalmente, alguma coisa eles têm que fazer!
6- Como você compreende a recente lei de repatriação de imigrantes ilegais aprovada pela União Européia, à luz dos objetivos de instalação do governo mundial onde a ONU é a fachada das mãos invisíveis do corpo de elite não eletivo formado pelo Council on Foreign Relations, A Trilateral Commission, Bildeberg Club entre outras organizações internacionais, o Komintern (Internacional Comunista) e o Islam (A “Comunidade Internacional")? Como a Nova Ordem Mundial (socialista, da maneira que se apresenta) trataria a imigração (a legal e a ilegal, que são situações bem distintas)? Os distintos "blocos" que já se formam na configuração da nova ordem mundial construiriam "novos muros de Berlim"?
Heitor De Paola --> A formação destes blocos estanques é bem provável, como o futuro previsto por George Orwell: Oceania (Inglaterra e Américas), Eurásia (Europa, União Soviética com suas repúblicas federadas) e Lestásia (China, Japão, Sudeste Asiático) – a África seria um eterno campo de batalha. Mas tudo é especulação, o futuro só é previsível para os “iluminados” marxistas e não podemos incorrer no mesmo erro e nos igualarmos a eles, como Francis Fukuyama (O Fim da História). A Trilateral Comission, uma evolução do atlanticismo (América do Norte e Europa) para incluir o Japão, ignora o resto do mundo como áreas de conflito permanente. Até então o problemas das imigrações era o mercado de trabalho que poderia ser dividido nas áreas menos nobres desde que não criassem problemas na camada mais rica. No entanto, o rápido crescimento do Islam no final do século passado e o advento da moderna Jihad, não previstos por estes movimentos puramente ocidentais, criam uma zona cinzenta que dificulta a avaliação dos futuros previsíveis. Inclusive, e principalmente, a questão da imigração. Jamais houve uma onda migratória que ameace tanto os países hospedeiros como a invasão islâmica. As antigas ondas migratórias européias para as Américas contribuíram e muito para o desenvolvimento dos países receptores porque eram constituídas por migrantes – legais ou ilegais, não importa – com a mesma tradição cultural. O Islam tende e romper com as tradições e impor a shari’a, suprema lei corânica, para todos.
7- No seu artigo “A Fragmentação do Brasil”(Publicado no Jornal Inconfidência, Ano XIV, Nº. 127, Junho/2008), você alerta para o fato de que a “legitimação” em oposição à legalidade tem sido um dos principais fatores para a manutenção da proto-ditadura comunista que ora vivemos no país. No momento em que o poder legislativo já se encontra praticamente anulado como tal diante do abuso das medidas provisórias (e outros tantos “instrumentos”), no seu ponto de vista, que razões levam o poder Judiciário a se ajoelhar diante de tanta legislação infra-legal?
Heitor De Paola --> Um misto de ideologia, demagogia e intimidação. Alguns juízes são ideologicamente identificados com os “movimentos sociais”, são realmente comunistas, já formados dentro da ideologia do direito alternativo; outros votam demagogicamente, como bem o disse o próprio Presidente do STF a respeito da publicação da lista dos políticos submetidos a processos, uma medida obviamente inconstitucional e que viola as melhores tradições do direito – a de que só as pessoas com sentença transitada em julgado podem ser consideradas culpadas -; os demais se deixam intimidar pelas pressões de três origens: populares, ONG’s e do próprio Executivo. Isto ocorreu, por exemplo, no caso das células-tronco embrionárias: nenhum dos quatro que não votaram a favor teve a hombridade de se pronunciar claramente contra, mas levaram horas justificando votos ambíguos. Com o aprofundamento do processo revolucionário os últimos tendem a desaparecer primeiro e depois os demagógicos, até que sobrem apenas os ideológicos. É como dizia Churchill: “um pacifista é um sujeito que alimenta o jacaré na esperança de ser comido por último”. A revolução não tem pressa e as aposentadorias nos órgãos de cúpula da Magistratura estão à vista. Alguns dirão: e a corrupção, não existe? Sim, como em qualquer grupo humano devem existir juízes corruptos, só que sempre existiram e estamos falando aqui de uma situação revolucionária.
8- Na série de artigos “O Suicídio da águia – (I-II-III-IV)" você diz que “A dissolução dos Parlamentos nacionais e até mesmo dos governos é uma questão de tempo, pois se tornarão completamente desnecessários.” (...) “Mas, para se obter sucesso pleno, a caminhada rumo a esse objetivo deve eliminar a soberania de um país em particular: os EUA.” Como (e em que proporção) a eventual vitória de Barack Hussein Obama concorre com esse suicídio?
Heitor De Paola --> Obama é uma incógnita, mas suas raízes comunistas e islâmicas certamente concorrem para aumentar as chances deste suicídio. No entanto, ainda é muito cedo para um julgamento. Note-se que as posições dos dois candidatos estão mudando a toda hora: Obama já não vai retirar as tropas do Iraque em 18 meses; McCain mudou de idéia quanto à liberação do aborto “em certos casos”. É melhor aguardar.
9- Como você compreende a contradição(?) do apoio dos financiadores judeus ao partido democrata norte-americano e em especial a Barack Hussein Obama, que demonstra uma predileção pela causa palestina e sinaliza para uma relação no mínimo amistosa com Ahmadinejad?
Heitor De Paola --> (Para responder contei com a ajuda de amigos judeus que conhecem a história da comunidade judaica americana). Por terem sofrido discriminação e preconceito dos gentios, os judeus europeus seculares e mais ou menos seculares se filiaram a partidos de esquerda e criaram o primeiro partido comunista-judeu (é contraditório mas é um fato), o Bund, essencialmente anti-sionista, defendia uma cultura judaica européia com o yiddish como a lingua-mãe e não o hebraico. Os judeus sefaraditas ou mizrahim nao existiam para eles. Os partidos de esquerda eram os únicos que combatiam a discriminação e preconceitos, prometendo igualdade social, econômica, etc. Com a chegada dos pogroms promovida pelos czares houve uma emigração desses judeus e sua utopia para os mais diversos paises, inclusive os EUA. Assim como o partido comunista nunca foi muito forte nos EUA, a maior identificação ocorreu com o partido Democrata e não com o Republicano que arregimentava os magnatas, conservadores e anti-semitas (não que não houvesse anti-semitismo no PD). E essa tradição da maioria dos judeus se filiarem ao PD perdura, independentemente do candidato. Obviamente hoje em dia não há lógica nisso, mas persiste uma forte desconfiança histórica quanto aos republicanos. Para alguns caiu a ficha, como para o senador Joe Liberman. O Obama é muito esperto: ele tem um discurso ambíguo. Apóia Israel incondicionalmente, mas não apoiaria a política do Likud. Na realidade hoje em dia muitos eleitores judeus que tradicionalmente votam nos democratas estão perplexos. Os financiadores judeus existem, mas são os de esquerda, e o principal deles, é o anti-sionista George Soros, que vive financiando causas Anti-Israel, e promove grupos que constantemente têm sido os mais ferrenhos e preconceituosos críticos das relações entre os Estados Unidos e Israel.
10- Como viabilizar a reversão da grande escalada das “mentiras convenientes” como a do terrorismo ecológico e desmascarar para o grande público a “conexão de Al Gore e seus cúmplices atuais, Nancy Pelosi na política, idiotinhas deslumbrados como Leonardo Di Caprio e o Príncipe Charles, com a antiga gang comunista de Gore Sr. e Hammer"?
(A Comunidade Internacional II – Final)
Heitor De Paola --> Não será fácil, nem sei se será possível. As campanhas de esclarecimento pela internet têm demonstrado uma força inesperada, como no caso do desarmamento. Jornais eletrônicos, sites e blogs como Mídia Sem Máscara, Farol da Democracia Representativa (onde, clicando em Temas e escolhendo Falácias sobre Aquecimento Global existem vários artigos sobre o tema), e o de vocês, atingem uma camada grande da população, mesmo quem não tem internet através da transmissão boca-a-boca. Articulistas que têm acesso à grande mídia (não cito nomes para não deixar ninguém de fora injustamente) têm feito seu papel. Ultimamente vem surgindo também uma imprensa “nanica” e jornais de bairro que apresentam uma visão bem mais clara da situação. Cito o Ilha Capital, de Florianópolis que conheci recentemente. É muito pouco porque há interesses poderosos por trás da mídia chapa branca que bloqueia até cartas de leitores. Nos EUA existe o potente instrumento de difusão das informações: o rádio. Apesar de todos os progressos o rádio é ainda um maior formador de opinião do que a TV. E aqui, pelo famigerado sistema de concessões, o que se pode fazer se a qualquer momento o governo pode cassá-las?
11- O gradualismo gramscista é bem exemplificado pela entrevista de Garcia (MAG) ao Le Monde onde afirma que “as eleições democráticas são uma farsa, unicamente um passo para a tomada do poder de uma nação”. Uma vez que “uma parte essencial do gradualismo gramscista é o controle cada vez maior das comunicações”, como você entende que se poderia concretizar um bem sucedido ataque anti-comunista contra tais amarras paralisantes “antes que seja impossível vencer as avalanches catastróficas da maldade comunista”? (A colheita I - O Eixo do Mal Latino-Americano)
Heitor De Paola --> A resposta é igual à anterior. É necessário ressaltar que a tomada do poder a que se refere o MAG não é mais, necessariamente, aquela revolução violenta em que os comunistas se apossam do poder e fuzilam todos os opositores. Basta ter o Governo nas mãos e permitir que as ONG’s e os organismos internacionais tomem o verdadeiro controle das decisões. E esta fase já está completada. Toda a imprensa depende de dinheiro público e/ou está em regime de concessão e é diariamente vigiada pelos órgãos policiais e de inteligência, exatamente o que acusavam a “ditadura” de fazer. Mas naqueles tempos havia alguma censura específica sobre determinados temas, hoje é muito mais abrangente. Com os atuais meios de comunicação não é mais necessária a presença física dos censores. As grandes empresas privadas dependem de contratos do governo e/ou financiamento do BNDES. Pode-se contra-argumentar que a mídia tem denunciado o Foro de São Paulo e algumas revistas vêm criticando duramente o MST e até suas ligações com as FARC. Bem, o Foro já está instalado plenamente no poder central e pode ser falado. Quem deu a autorização foi o próprio Lula quando abriu o jogo. Nenhum dos articulistas e repórteres que antes negavam veementemente sua existência veio a público pedir desculpas por sua cumplicidade ou inépcia. Quanto ao MST também já precisa mais de propaganda do que sigilo e, por outro lado, o PT pode controlar melhor sua arrogância e radicalização, tomando aqui e ali medidas que parecem repressivas.
12- O Eixo do mal latino-americano conta com um considerável aparato de apoio a seus objetivos sub-reptícios como o Foro de São Paulo (criado por Fidel e Lula e que além de abrigar terroristas já elegeu Lugo no Paraguai, seu 12º presidente) e também “outras entidades interessadas que se aliaram a ele”, como “O Diálogo Interamericano” (do qual FHC é “membro nato”), o Pacto entre eles e que foi acertado em Princeton entre Lula e FHC em 1993, bem como as conexões extra-continentais. Você poderia expor um pouco mais sobre essas conexões extra- continentais? ( A colheita I, A colheita II - O Eixo do Mal Latino-Americano e A colheita final: URSAL em marcha)
Heitor De Paola --> A rede é vastíssima e nem sempre os interesses são idênticos. De maneira geral todas as entidades interessadas no aprofundamento do governo mundial estão representadas. Em meu livro cito, além da ONU e suas Agências – que a meu ver já são verdadeiros Ministérios Mundiais – as grandes fundações, Ford, Rockfeller, Carnegie Edowment for International Peace, Woodrow Wilson International Center for Scholars. Organizações como o COUNCIL ON FOREIGN RELATIONS, a TRILATERAL COMMISSION, ASSOCIATION OF WORLD FEDERALISTs, Bilderberg Group (BG), o Committee for Economic Development (CED). As religiosas, como National Council of Churches, World Council of Churches, United Religions Initiative (recomendo a leitura do livro False Dawn de Lee Penn para ver a enorme extensão desta última). Posso citar ainda aquelas ligadas ao Príncipe Charles e seu pai, dois ilustres desocupados: Prince’s Foundation for the Built Environment, Prince’s Regeneration Trust e a Cambridge University. Guerrilheiras “camponesas” como a Via Campesina, Friends of MST, National Farm Workers Service Center Inc. As ligadas à liberação das drogas, como Open Society Institute e Marijuana Policy Project.
13- Ainda em seu artigo A colheita final: URSAL em marcha, você diz que a “contra cúpula” dos povos expressou sua imensa satisfação com o trabalho de Chávez como sucessor de Fidel. Alardearam especificamente Chávez ter controlado e dominado facilmente a “classe política” venezuelana o que lhe credencia para controlar a classe política de toda a América Latina, iniciando um processo irreversível de integração latino-americana, do qual a integração comercial em acordos “neo-liberais” é apenas o início mais aceitável para a “comunidade internacional”. Não seriam essas futuras fronteiras artificiais advindas da instalação da URSAL um dado passível de ser explorado pelos anti-comunistas uma vez que parece ter sido sub-dimensionado por seus “idealizadores”?
Heitor De Paola --> Não creio. Já criaram a UNASUL, uma antecessora da URSAL como eu previra, e ninguém chiou, a não ser os mesmos de sempre. Já está em franco processo a união das Forças Armadas da América do Sul, já existe Banco, TV, tudo e quem fala algo sobre isto? A única esperança é que as Forças Armadas se recusem ao desarmamento, sucateamento e transformação em meras milícias regionais. E voltarem às suas funções primordiais de defesa do território nacional. A UNASUL segue os planos do Diálogo Interamericano de levar a estes resultados. Quanto à sucessão de Fidel, observe-se a reciprocidade entre Chávez e Raúl e o fato de que o primeiro se declarou, há alguns dias, “filho de Fidel”, entrando assim para a família. Ninguém, nem Fidel nem Raul, o desdisse.
14- Você concorda com a suposição de que a UNASUL é o incremento de legalidade à fundação da URSAL, mediante a continentalização do MERCOSUL, criação de um banco central sul-americano, criação de um conselho de defesa, moeda única, tudo aos moldes da União Européia? E que a permanência da Colômbia à margem do processo poderá ser um entrave providencial para esse passo inicial? (A colheita final: URSAL em marcha)
Heitor De Paola --> Não só a Colombia, mas também o Peru; e o Uruguai poderá, nas próximas eleições, eleger um Presidente liberal, se os tradicionais Partidos Blanco e Colorado se unirem. Também o Chile, com o crescente descontentamento popular, poderá ter um resultado não previsto. Aqui parece que vai ocorrer o oposto da Europa: lá, os países que submeteram a adesão ao referendo popular se deram mal, veja-se a Holanda e agora a Irlanda. Por isto a EU está implementando a união através de mecanismos não eleitorais. Aqui, a resistência só ocorrerá enquanto Alan Garcia e Uribe estiverem no poder (e se se confirmarem as possibilidades acima do Uruguai e do Chile). Se for a referendo a propaganda do Chávez é fortíssima, através das cartilhas bolivarianas distribuídas por empresas interessadas em contratos lá. Pode ser wishful thinking, mas acho que aqui no Brasil, indo a referendo, não passa, então provavelmente vão aproveitar os desvãos da “Constituição Cidadã” para aprovar no Congresso mesmo. Quando eu estava respondendo a esta entrevista deu-se a libertação de Ingrid Bettancourt e outros reféns das FARC mediante, ao que transpareceu nos primeiros momentos, uma espetacular ação do Exército colombiano. O fortalecimento de Uribe se incrementou. A reação de Chávez: calou-se! De Correa: pena que não tenha havido negociação de paz, mas um resgate. E a de Lula: mandou o Amorin, menino de recados do MAG, dizer que não tivera tempo para telefonar a Uribe! O golpe foi tão grande que eles vão ter que reunir extraordinariamente o Foro de SP para ver o que fazer; ou dizer! Entretanto é preciso observar bem os futuros desdobramentos. Ingrid é de esquerda e poderá se lançar contra Uribe, pois comunista não tem palavra de honra, só palavra de ordem!
15- As previsões feitas em 2002 por Constantine Menges (falecido em 2004) que alertava para a constituição de um "eixo do mal" latino-americano com a participação da Venezuela , Cuba e Brasil, onde o Irã seria parceiro desse eixo, são um fato consumado que deve ser complementado pelo surgimento de um "eixo auxiliar de governantes de esquerda que assumem o papel de "moderados úteis", para adormecer as sãs reações e pavimentar o terreno ao "eixo do mal" (e onde Lula desponta como um dos principais expoentes continentais). Você concorda que a partir dos acordos firmados entre Chávez e Ahmadinejad "a América Latina poderá se transformar, em curto ou médio prazo, em um novo campo de batalha político, financeiro e, quem sabe, militar, dos conflitos do Oriente Médio", além dos conflitos que se desenham contra a Colômbia, por exemplo? ( Aliança Chávez-Ahmadinejad: "eixo do mal" e "eixo auxiliar")
Heitor De Paola --> Não creio. Os conflitos do Oriente Médio têm raízes milenares, Bíblicas. Não se reduzem a meros esquemas economicistas, como o controle do petróleo, explicação preferida pelos esquerdopatas, nem territoriais, como preferem os defensores dos “palestinos”. É o tipo do caso para o qual a expressão popular “o buraco é mais em baixo” se aplica. Ou melhor, mais em cima: é a questão da Terra Santa para as três religiões monoteístas, tendo como centro Jerusalém. É um conflito interminável a meu ver, a não ser que os países islâmicos se desarmem, o que não correrá. Como bem o disse Binyamin Netanyahu, se os árabes se desarmarem acaba a guerra; se Israel se desarmar, acaba Israel. O eixo Venezuela-Irã é parte de uma luta global para destruir os EUA, mas nunca terão a radicalização religiosa que existe lá. O eixo latino-americano não tem conotações anti-semitas. Isto não implica que não exista preconceito e até algum grau de discriminação, mas nenhum dos governantes da área sustenta uma política consistentemente anti-semita por princípio.
16- “A sucessão de Fidel por Chávez, mesmo que numa Federação co-presidida por Raúl Castro, teria o objetivo de impedir qualquer ação americana após a morte do primeiro já que Cuba não seria um país acéfalo e sim, no gozo de sua plena soberania, além de que Chávez colocaria novo vigor na repressão interna em Cuba.” Como a ascensão da esquerda norte-americana, representada pelos democratas, modificaria essa configuração? (A colheita final: URSAL em marcha)
Heitor De Paola --> Em princípio reforçaria. Obama já se declarou disposto a “dialogar” com Raúl e, como todo Democrata, manda sinais de paz para os inimigos. Se Obama for da estirpe de Carter e Clinton, estamos fritos! Lembrem que tais sinais de conciliação por parte de Carter ensejaram dois desastres: a queda do Xá do Irã e do Somoza. Ambos foram substituídos por regimes antiamericanos infinitamente mais cruéis. Mas mantenho o que eu disse acima: Obama ainda é uma incógnita.
17- Você adverte para o fato de que apesar de muitos movimentos anti-nacionais estarem baseados nos EUA, não se pode dar vazão “às interpretações delirantes dos ultranacionalistas e das esquerdas – que não deliram, sabem muito bem da verdade mas não lhes convém difundir - de que os EUA estão preparados para invadir o Brasil, principalmente a Amazônia”. Uma vez que esta é uma “interpretação simplista e mesmo simplória que vê os EUA como um todo homogêneo”, e que “É impossível haver consenso de Washington se não existe consenso em Washington.”, como se deve tratar esse assunto para que a população em geral se livre da cultura anti-americana ? (A colheita II - O Eixo do Mal Latino-Americano)
Heitor De Paola --> Rezando! Só por milagre isto acontecerá. O Brasil é o país mais antiamericano do mundo, ganha até da França!, embora, como lá também, todo mundo adore viajar para Disneyworld, hambúrguer do McDonald’s, carrões, lojas com nome em Inglês e calças jeans.
18- Você cita Sun Tzu quanto ao desequilíbrio da balança entre quem defende e quem ataca. A postura do Exército adotada de 1979 para cá, que visa unicamente defender-se e buscar uma parceria com a esquerda revolucionária e vingativa, não seria uma demonstração cabal de que o EB (ativa) na verdade serve ao atual governo e é cúmplice da total tomada do poder pelo Foro de São Paulo, numa frontal traição ao estado brasileiro, o que fere inclusive suas atribuições constitucionais? ( As raízes históricas do Eixo do Mal Latino-Americano - Parte V)
Heitor De Paola --> O Exército está intimidado e na defensiva, a meu ver sem nenhum motivo já que continua sendo a instituição mais confiável para a população, segundo pesquisas do próprio governo. Por isto, sempre que Exército se manifesta e encontra eco na população, como no caso da Amazônia, surgem novamente os processos contra os Coronéis Ustra e Lício e são preparadas armadilhas como a dos sargentos gays (ao menos um deles era desertor) e do Morro da Providência. A gana que estes caras têm do Exército é incomensurável! Notem bem: isto não é, como comumente se diz, revanchismo. Não mesmo, é um plano muito bem urdido para liquidar com a única força que pode deter a revolução comunista, como já fez em 35, 64 e 68/73. Sem anular o Exército nada feito. No entanto, não é o Exército como um todo que “serve ao atual governo e é cúmplice da total tomada do poder pelo Foro de São Paulo, numa frontal traição ao estado brasileiro”. Por mais que se mantenha coeso nota-se certas fraturas cada vez mais acentuadas. Se eles se renderem de todo só nos restará duas saídas: Galeão e Guarulhos!
19- “(...) Bom Senso morreu depois de seus pais, Verdade e Confiança; de sua mulher, Discrição; de suas filhas, Responsabilidade e Razão. Sobreviveram a ele seus irmãos adotivos: Eu Conheço Meus Direitos, Eu Quero Já, O Outro é o Culpado e Eu Sou Uma Vítima.
Poucos compareceram ao seu enterro porque só uma minoria percebeu que ele havia morrido. Se você ainda se lembra dele, re-envie esta notícia. Caso contrário junte-se à maioria e nada faça.” Você considera que somente o re-envio da notícia da morte do Bom Senso consegue mudar a postura apática da maioria das pessoas? (Obituário do Sr. Bom Senso - © London Times -Tradução: Heitor De Paola)
Heitor De Paola --> Claro que não, aquilo faz parte do texto original do Times, não é de minha autoria. É preciso levar em conta que a revolução gramscista tem como um dos seus principais componentes a modificação do senso comum. (Traduzi commom sense por bom senso porque se aplica melhor à linguagem comum. Já quando se trata de uma linguagem técnica a tradução deve ser literal).
20- No dia 30 de Junho p.p., a É Realizações lançou o livro de sua autoria "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial", onde Alejandro Peña Esclusa o apresenta como “um acurado estudo sobre o neocomunismo, partindo do período do pós-guerra até o Foro de São Paulo, organização que já conta entre seus membros com doze presidentes latino-americanos.” E Olavo de Carvalho no prefácio menciona o fato de que você se viu “diante do caso clínico mais dramático e desesperador que já passou pelo divã de um discípulo (não muito fiel) do Dr. Freud: um continente neurotizado por um intenso tiroteio cruzado de ações camufladas e mentiras ostensivas que ultrapassa imensuravelmente a capacidade de compreensão da inteligência popular e a engolfa num abismo de esperanças ilusórias, terrores sem objeto e ódios sem sentido.”
(Prefácio de Olavo de Carvalho aqui). O que mais você poderia nos adiantar sobre o seu livro?
Heitor De Paola --> Na Introdução faço um resumo da minha história nas esquerdas brasileiras e as razões pelas quais revi minhas posições. Nos demais capítulos faço um levantamento histórico das raízes que levaram nosso Continente a ser comandado pelo Foro de São Paulo e o Eixo Havana-Caracas-Brasília.
21- Você concorda com Olavo de Carvalho, que no artigo "Quem nos governa, afinal?" afirma que "que não há nenhum exagero em dizer que a Nova Ordem globalista-socialista é um fato consumado, irreversível"? Por que?
Heitor De Paola --> Certamente! Quem dá as cartas na economia mundial? O FMI e o Banco Mundial. Quem supervisiona a educação mundial? A UNESCO. Quem determina as leis trabalhistas? A OIT. Quem dá as diretrizes da saúde? A OMS. Quem faz e desfaz nas leis sobre a infância? A UNICEF. FAO na agricultura, AIEA determina quem pode ou não desenvolver o potencial nuclear. E por aí vai! São verdadeiros Ministérios mundiais, só falta mudar o nome, o que nunca vai acontecer para não despertar grandes resistências e rechaço. Os ministérios nacionais existem para implementar as ordens que vêm de fora; os legislativos, para sacramentar as leis impostas pela Nova Ordem. E quem comanda a ONU são as ONG’s globalistas e as grande fundações multibilionárias. É irreversível, a não ser que seja substituída por outra: a Ordem Islâmica. O Cristianismo acovardou-se ou está infiltrado e já não consegue resistir mais, nem aos ataques materialistas e pagãos da Nova Ordem Ocidental, nem aos da Ordem Islâmica. Estas duas vão se enfrentar para herdar o que restar dos escombros da civilização judaico-cristã, pois Israel sozinho não conseguirá resistir.
22- No mesmo artigo ( "Quem nos governa, afinal?"), Olavo de Carvalho desnuda o papel desempenhado pelas ONGs e afirma que "muito do poder de decisão do parlamento é transferido aos órgãos burocráticos, que, agindo já não como braços do eleitorado, mas como agentes a serviço de parcerias controladas pelo triunvirato de ONG's, corporações e organismos internacionais, passa então a introduzir na sociedade mutações radicais que, no sistema de governo representativo, jamais seriam aprovadas nem pela população, nem pelo parlamento". Na sua avaliação, é viável a hipótese de se impedir a existência dessas ONGs no país como um caminho para a reversão do processo de instalação da "Nova Ordem globalista-socialista"?
Heitor De Paola --> Muito difícil, talvez impossível. Falando do Brasil a única possibilidade é que as Forças Armadas compreendam a situação e tomem uma atitude como a de 64. Mas sem o amplo apoio civil como houve naquele ano elas não se mobilizarão.
23- De que maneira seria possível (pelo menos teoricamente) superar os fatos que promovem "a "descentralização" dos governos nacionais, simulando em escala local uma vitória do liberal-capitalismo sobre as tendências centralizadoras e socialistas" a qual foi "posta a serviço da construção do Leviatã supranacional que, inacessível e quase invisível, controla dezenas de Estados reduzidos à condição de entrepostos da administração global"? ("Quem nos governa, afinal?" de Olavo de Carvalho)
Heitor De Paola --> Quem nos governa já foi respondida na resposta 22. Teoricamente: se os EUA tomassem vergonha na cara, saíssem da ONU e parassem de financiar o seu maior inimigo e a expulsasse do East River. Chances de isso acontecer: uma em cem milhões! Se tanto! Pois os EUA também não são mais um País autônomo. No dia em que estou respondendo esta pergunta (4 de julho) os americanos estão comemorando o Independence Day. Para quem tem uma visão de conjunto como a que estou expondo aqui é deprimente que eles não percebam que a grande conquista de mais de 200 anos já não passa de uma ficção!
24- Ante o enfraquecimento das Forças Armadas, citado no Capítulo XII de seu livro "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial" , qual sua opinião pessoal sobre o emprego do Exército em uma obra de cunho eleitoreiro (cimento social), vindo a confrontar de maneira criminosa os efetivos daquela força com os efetivos do tráfico carioca?
Heitor De Paola --> A mesma opinião técnica do Comando Militar do Leste que foi contra tal emprego.
25- Qual sua opinião sobre a participação das Forças Armadas brasileiras num país como o Haiti, incrustado numa área estratégica como o Golfo do México e culturalmente desvinculado de nosso país e de nosso povo?
Heitor De Paola --> Um absurdo! Não pelo problema cultural, que não tem importância, mas porque aceitar fazer parte das tropas da ONU, usar aquele famigerado capacete azul ao invés do nosso verde oliva, é sinal de rendição da soberania nacional. Tropas brasileiras em país estrangeiro só em caso de guerra declarada soberanamente pelo Brasil!
26- Ainda no Capítulo XII do mesmo livro, você se refere à oposição brasileira como "grupo de poltrões que esganiçam como velhotas de aldeia, mas nada fazem se ganharem carguinhos mesmo chinfrins e algumas regalias...". No prolongamento da idéia, o PSDB é citado por ser "interessado direto, nada diga...". Essa sua afirmação seria a mesma coisa que dizer da irmandade ideológica entre o PSDB e o PT?
Heitor De Paola --> Claro, é um casal muito feliz que briga de vez em quando por coisas menores e que jamais se separarão. E quem afirmou isto foi o FHC.
27- Em relação à análise constante no Capítulo XIII do seu livro "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial", sobre a consolidação da URSAL, ao analisar-se que a UNASUL já foi institucionalizada, que abertamente já se planeja o conselho de defesa sul-americano, que há uma tendência de distensão do MERCOSUL, que a TELESUR já é uma realidade, que a moeda única já está engatinhando em acordos alfandegários entre Brasil e Argentina, qual será o mote de criação da URSAL, que necessariamente deverá aglutinar a América Central e o Caribe?
Heitor De Paola --> A necessidade de integração de toda a América Latina para enfrentar o “império” e liquidar o “injusto” sistema capitalista.
28- Você gostaria de acrescentar alguma coisa que considere importante e que não foi aqui perguntado, já que temos consciência de que o assunto não se esgota e também de que muitas outras entrevistas seriam necessárias?
Heitor De Paola --> Nada. Para uma entrevista geral está muito bem montada. Outros assuntos específicos poderão ser abordados em outras oportunidades, como o ambientalismo, a invasão gramscista nas ciências e na psicanálise, etc.
Bate bola com Heitor De Paola..........
• Um livro –
Heitor De Paola --> Mr Pickwick Papers
• Uma música -
Heitor De Paola --> When the Saints go Marching in
• Um filme –
Heitor De Paola --> O Homem que não vendeu sua alma
• Um verbo –
Heitor De Paola --> Pesquisar
• Campo minado –
Heitor De Paola --> Movimentos “sociais”
• Pedra no sapato –
Heitor De Paola --> Ecochatos, viciados em ginástica e dietas orientais
• Sonho de consumo –
Heitor De Paola --> Editar um jornal
• Um lugar –
Heitor De Paola --> Escócia
• Um projeto –
Heitor De Paola --> Editar um jornal
• Uma previsão –
Heitor De Paola --> Dentro de 50 anos a Terra estará esfriando a haverá um Movimento Contra o Esfriamento Global, obviamente culpa da ação humana, comandado pelo neto do Al Gore
• Uma mulher –
Heitor De Paola --> A minha
• Um homem –
Heitor De Paola --> Meu pai
• Uma indignação –
Heitor De Paola --> Nenhuma
• Uma covardia –
Heitor De Paola --> A rendição da Civilização Ocidental ao coletivismo e ao Islam
• Uma ameaça –
Heitor De Paola --> O Islam
• América Latina –
Heitor De Paola --> Existe isto? Chamar nosso Continente de latino é herança do passado colonial. Hoje é uma mistura de latinos, negros, índios, imigrantes de várias origens não latinas, judeus, árabes, asiáticos. Uso o termo apenas como referência geográfica.
• Barack Hussein Obama –
Heitor De Paola --> Incógnita
• Brasil –
Heitor De Paola --> A maior vitória de Antonio Gramsci em toda a história da destruição do pensamento.
• 2010 –
Heitor De Paola --> LulaLá!
• Um pensamento, uma reflexão –
Heitor De Paola -->
"O pacifista é um sujeito que alimenta o crocodilo na esperança de ser comido por último."
(Churchill).
*HEITOR DE PAOLA
Médico, psicanalista, escritor e comentarista político, estudioso de filosofia, filosofia da ciência, história, ciência política e política internacional.
Articulista do jornal eletrônico Midia Sem Máscara e do Jornal Inconfidência.
Membro da International Psycho-Analytical Association, Ex Clinical Consultant da Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, Membro do Board of Directors da Drug Watch International, Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa, Membro do Conselho Consultivo da organização Brasileiros Humanitários em Ação (www.braha.org), Membro da ONG Terrorismo Nunca Mais www.ternuma.com.br .
Publicou trabalhos nas áreas de psicanálise no Brasil e no exterior e artigos de análise política nos sites FrontPageMagazine, Hispanic American Center for Economic Research (HACER), VCRISIS, Laigles Forum.
Organizador e Coordenador do I Seminário Latino-Americano sobre Democracia Liberal – Democracia, Liberdade e o Império das Leis, São Paulo 16-17 de maio de 2006.
Autor do livro “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial”, editado pela É Realizações.
Site (em construção): www.heitordepaola.com
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
