Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Velha novidade

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Thomas Sowell em 07 de maio de 2008

Resumo: A proteção a criminosos, o ataque a empresários, o aumento de despesas governamentais, a promoção da inveja e descontentamento, o aumentar impostos para os que são produtivos e o subsídio para os que não são – tudo isso é uma reprise dos anos 1960, representada por Barack Obama.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Muitos anos atrás, o grande rebatedor Paul Waner estava se aproximando do fim de sua longa carreira. Ele começou uma partida com 2999 rebatidas – há uma rebatida da marca histórica de 3000 que muitos rebatedores gostariam de atingir, mas que muito poucos realmente conseguem.

Waner atingiu uma bola que o fielder[1] não conseguiu interceptar inteiramente, e o juiz considerou isso uma rebatida, perfazendo a sua 3000ª. Paul Waner então mandou dizer ao juiz que ele não queria que aquela rebatida questionável fosse a que o colocaria numa posição de destaque.

O juiz reverteu a decisão e assumiu o erro. Mais tarde, Paul Waner conseguiu uma rebatida limpa para ser a 3000ª.

Isso me vem à mente quando vejo o grande fervor que muitos parecem sentir a respeito da possibilidade de ter o primeiro negro como presidente dos EUA.

Sem dúvida, é uma questão de tempo para que haja um presidente negro, tal qual era apenas uma questão de tempo para que Paul Waner atingisse a marca de 3000 rebatidas. A questão é se queremos atingir tanto essa marca histórica que estamos dispostos a desconsiderar o quão questionável são os meios de atingi-la.

Paul Waner teve muito orgulho de aceitar a rebatida suada e inquestionável. Escolher um presidente dos EUA é muito mais momentoso que bater um recorde do beisebol. Precisamos como eleitores ter muito mais preocupação sobre quem colocamos para decidir o destino de uma nação e de gerações ainda por vir.

Não há razão para que alguém tão arrogante, idiotamente inteligente e em última análise perigoso quanto Barack Obama se torne presidente – especialmente não em um momento em que a ameaça de terroristas internacionais com armas nucleares espreita os mais de 300 milhões de americanos.

Muitos parecem considerar eleições como ocasiões para descarregar emoções, tal como torcer para seu time ou escolher a Rainha da Escola.[2]

Os três candidatos estão sendo discutidos em termos demográficos – raça, sexo e idade – como se isso fosse o mais importante para o cargo.

Um dos mais dolorosos aspectos do estudo de grandes catástrofes do passado é descobrir como muitas pessoas estavam preocupadas com trivialidades quando se encontravam à beira do abismo. A demografia da presidência é muito menos importante do que o momentoso peso da responsabilidade inerente ao cargo.

Apenas o poder de nomear juízes federais para as cortes de julgamento e apelação em todo o país, incluindo a Suprema Corte, pode ter um enorme impacto por décadas no futuro. Não há sentido em se sentir indignado por coisas decididas por juízes federais se você vota, na base da emoção, naquele que os nomeia.

Barack Obama já deu indicações de que quer juízes que façam política social em vez de simplesmente aplicarem a lei. Ele já tentou evitar que jovens criminosos fossem julgados como adultos.

Apesar de o senador Obama se apresentar como um candidato das coisas novas – usando o mantra “mudança” indefinidamente – a verdade pura e simples é que virtualmente tudo o que ele diz sobre política doméstica vem diretamente dos anos 1960 e virtualmente tudo o que ele diz sobre política externa vem diretamente dos anos 1930.

A proteção a criminosos, o ataque a empresários, o aumento de despesas governamentais, a promoção do sentimento de inveja e descontentamento, o aumento de impostos para aqueles que são produtivos e o subsídio para os que não são – tudo isso é uma reprise dos anos 1960.

Pagamos um preço altíssimo por tais noções daquela década nos anos que se seguiram, na forma de taxas de criminalidade rapidamente ascendentes, inflação e desemprego de dois dígitos. Durante os anos 1960, os guetos em todo o país foram sacudidos por distúrbios dos quais muitos ainda não se recobraram.[3]

A violência e destruição foram concentradas não onde havia a maior pobreza ou injustiça, mas onde havia os políticos mais esquerdistas, que promoviam o descontentamento e paralisavam a polícia. (C.T. - sentiram a semelhança com o Brasil de já algumas décadas?)

Internacionalmente, o que o senador Obama propõe – inclusive os encontros midiáticos de chefes de estado – foi tentado durante os anos 1930. Isso, em nome da paz, foi o que levou à mais catastrófica guerra da história humana.[4]

Tudo parece novo àqueles muito jovens para lembrar o passado e muito ignorantes em história para ter ouvido falar a seu respeito.

Thomas Sowell é doutor em Economia pela Universidade de Chicago e autor de mais de uma dezena de livros e inúmeros artigos, abordando tópicos como teoria econômica clássica e ativismo judicial. Atualmente é colaborador do Hoover Institute.

Publicado por Townhall.com

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo

[1] O fielder é uma espécie de defensor no jogo de beisebol, que no caso tenta agarrar a bola com a luva antes que ela toque o chão ou saia do campo.

[2] Tradição americana de escolher uma estudante para ser coroada a rainha da escola ao final do curso secundário ou universitário. (N. do T.)

[3] Ver, de Sowell, Conseqüências dos anos 1960. (N. do T.)

[4] Ver, de Sowell, Moralmente paralisado. (N. do T.)

Câmara rejeita Lei do Aborto por unanimidade de 33 votos a ZERO

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Julio Severo em 09 de maio de 2008

Resumo: Rejeitado projeto de lei que legalizaria o aborto no Brasil.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Foi realizado no último dia 08/05 a votação do PL 1135/91, apresentada pelo governo Lula ao legislativo em 2005, que legalizaria o aborto no Brasil por qualquer motivo, durante todos os nove meses da gravidez.

O Deputado José Aristodemo Pinotti, juntamente com a Deputada Cida Diogo, apresentaram inicialmente seus votos a favor do projeto. O deputado Pinotti voltou a mencionar, para justificar seu voto, que houve diminuição do número de abortos nos países onde a prática foi legalizada. O argumento, constantemente repetido pelos promotores do aborto, é comprovadamente equivocado porque desconsidera os inúmeros casos dos países, inclusive no primeiro mundo, como é o caso da Inglaterra, Espanha, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelância, Canadá, e vários outros, em que após a legalização o número de abortos aumentou, continua aumentando ou até mesmo explodiu, em vez de diminuir.

José Aristodemo Pinotti, além de médico e deputado federal, é também desde os anos 70 membro do Board of Trustees do Population Council, entidade pertencente às organizações Rockefeller que, fundada em 1952, foi o cérebro que coordenou o desencadeamento internacional do controle populacional e da ofensiva atualmente vista a favor da implantação do aborto em todo o mundo.

Em seguida, depois haverem sido rejeitados sucessivos requerimentos para adiar a votação, os deputados que já haviam apresentado seus votos a favor retiraram-se do plenário, sendo substituídos pelos respectivos suplentes.

REALIZADA A VOTAÇÃO, O PROJETO DE LEI QUE LEGALIZARIA O ABORTO NO BRASIL, DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ O MOMENTO DO PARTO, FOI REPROVADO POR UNANIMIDADE DE 33 VOTOS CONTRA ZERO.

Fonte: www.juliosevero.com

Leia a seqüência de notícias publicadas em tempo real pela Agência de Notícias da Câmara dos Deputados.

http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=121441
http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=121437
http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=121426

Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail: juliosevero@hotmail.com

AS FARC NO BRASIL E OLIVÉRIO MEDINA, UM CHEFE

Do blog do REINALDO AZEVEDO

As Farc — sim, o grupo terrorista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia — atuam no Brasil, segundo farto material publicado no jornal colombiano El Tiempo. Ali se evidencia que os narcoguerrilheiros têm contato com nada menos de 400 grupos espalhados por sete países da América Latina, com algumas ramificações na Europa e Estados Unidos. O Peru e o Brasil servem para o recrutamento de simpatizantes e negócios com armas e cocaína; o Equador abriga o braço financeiro da organização e dá refugio a terroristas; a Venezuela, a Costa Rica e o México lavam os narcodólares.

A principal estratégia dos terroristas é enviar ao exterior representantes que ganham o status de refugiados políticos. El Tiempo dá nomes de alguns membros do grupo em vários países, e, claro, no Brasil. Sobre o Bananão, está lá: “(...) o contato das Farc, Francisco Antonio Caderna Collazos, o ‘Camilo’ — casado com uma professora brasileira e encarregado de trocar cocaína por armas e do recrutamento de simpatizantes —, não pôde ser extraditado para a Colômbia porque goza do status de refugiado desde 2006”.

Quem é esse? Ora, é o notório padre Olivério Medina, lembram? Aquele que participou, certa feita, de uma reunião com petistas em Brasília e que chegou a prometer, segundo um agente da Abin, doar US$ 5 milhões para a campanha de Lula à Presidência, em 2002. A VEJA contou a história numa reportagem, cuja íntegra está aqui: “Documentos guardados dos arquivos da Abin contam tudo. O principal foi datado de 25 de abril de 2002, está catalogado com o número 0095/3100 e recebeu a classificação de ‘secreto’. Em apenas uma folha e dividido em três parágrafos, esse documento informa que, no dia 13 de abril de 2002, um grupo de esquerdistas solidários com as Farc promoveu uma reunião político-festiva numa chácara nos arredores de Brasília. Na reunião, que teve a presença de cerca de trinta pessoas, durou mais de seis horas e acabou com um animado forró, o padre Olivério Medina, que atua como uma espécie de embaixador das Farc no Brasil, fez um anúncio pecuniário. Disse aos presentes que sua organização guerrilheira estava fazendo uma doação de 5 milhões de dólares para a campanha eleitoral de candidatos petistas de sua predileção.”

Evidentemente, os tontons-maCUTs se encarregaram de acusar uma “conspiração”. Collazos — também conhecido por Camilo e Medina —, que padre não é, foi adotado pelos esquerdopatas locais e tratado como uma vítima do governo legal da Colômbia. E, agora, está livre para agir.

A principal fachada das Farc, hoje, é a CCB — ou Coordinadora Continental Bolivariana. Olivério Medina, segundo o jornal, é peça graúda. Ele integrava o comando da CCB em companhia de Raúl Reyes, o terrorista pançudo morto no Equador, e de Orlay Jurado Palomino, ou “Hermes”, que está na Venezuela. Com a morte do chefe, eles buscam ampliar a rede de contatos da CCB: o atual esforço é para instalar-se nos EUA por intermédio de uma ONG e de uma entidade ambientalista.

Para ler a íntegra, clique aqui

O ABC do poder global

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Jeffrey Nyquist em 08 de maio de 2008

Resumo: Para aqueles que amaldiçoam os Estados Unidos e Israel fica a pergunta: vocês confiariam nos herdeiros de Mao Tse-tung e nos discípulos de Felix Dzerzhinsky para manter a paz, a liberdade e ampliar a prosperidade global?

© 2008 MidiaSemMascara.org

Rússia e Estados Unidos têm os maiores arsenais nucleares do mundo. Ambos os países têm exércitos poderosos, além de frotas navais e forças aéreas também poderosas. O mesmo pode ser dito da China, que se coloca como o terceiro país mais poderoso do mundo. Os três países são grandes em área e população. Juntos, ocupam um quatro da área da superfície terrestre, somam um terço da população mundial e têm a posse de mais de noventa por cento das mais poderosas e avançadas armas do mundo. Sendo a mais poderosa dessas três potências, os Estados Unidos são dominantes. Se essa supremacia acabasse repentinamente (devido a uma grave crise financeira), a atual aliança entre Rússia e China rapidamente preencheria o vácuo deixado pelo colapso do poder americano.

Como é que o mundo se pareceria sem os EUA no papel dominante?

Para responder a esta questão, precisamos considerar as diferenças entre a Rússia, China e os Estados Unidos. Se não existissem diferenças significativas, especialmente as concernentes ao uso do poder, os três países seriam intercambiáveis. O mundo permaneceria estável, sem nenhuma ameaça de que uma guerra mundial viesse a se deflagrar. Infelizmente, as três potências não são iguais.

Quaisquer que sejam os pecados cometidos pelos Estados Unidos, quaisquer que sejam os danos que os americanos tenham causado, não há comparação entre os EUA e as duas outras potências – Rússia e China. O Oriente e o Ocidente diferem na história, na política e na cultura. Diferem, acima de tudo, nos métodos utilizados para obter e manter o poder. A história americana é completamente diferente da história russa e da chinesa. A história dos Estados Unidos não é um desfile de tiranos: não é a história do primeiro imperador Ch’in que unificou a China em 221 a.C., e nem a do primeiro czar, Ivã, o Terrível. A maioria das nações nasce em meio a algum derramamento de sangue, é verdade, mas nem todo esse sangue é derramado em prol dos mesmos fins. Quem procurar algum imperador chinês ou czar russo que se assemelhe a George Washington ou a Abraham Lincoln procurará em vão. Rússia e China foram sempre governadas por déspotas, e esses não estavam preocupados com a liberdade, mas com o auto-engrandecimento. Hoje, Rússia e China ainda são governadas por déspotas.

A fim de ilustrar melhor o caráter do poder russo – no passado e no presente – recomendo enfaticamente a leitura de um artigo de Jamie Glazov, intitulado The Russia-Al-Qaeda Axis [O Eixo Rússia-Al Qaeda][1]. Basicamente, é uma entrevista concedida a Glazov por Ahmed Zakayev, primeiro-ministro no exílio da República da Chechênia. Quando perguntado se a resistência chechena é nacionalista ou islâmica, Zakayev explicou que a ideologia islamita é uma provocação [iniciada em 1988][2] organizada pela KGB contra a população muçulmana da antiga União Soviética. Àquela época, a KGB fundou o “Partido da Renovação Islâmica da URSS”. O propósito do partido era, nas palavras de Zakayev, “rachar toda nação islâmica ao dividi-la entre ‘bons’ e ‘maus’ muçulmanos”.

Na Rússia, há uma longa tradição: dividir e conquistar; de penetrar, infiltrar e subverter potências rivais; de criar falsas frentes de oposição para encurralar os inimigos. De acordo com Zakayev, o radicalismo islâmico foi a “vacina do Kremlin” contra a independência nacional de vários grupos muçulmanos dentro da URSS. “Durante todos esses anos”, disse Zakayev, “a missão principal dos ideólogos ‘islâmicos’ foi a de desacreditar e desorganizar a resistência chechena”. Ele explicou ainda que a FSB/KGB é “a mais experiente organização terrorista no mundo, cujas bases foram lançadas ainda antes que os bolcheviques tomassem o poder...”. Os serviços [secretos] especiais da Rússia sabem como conduzir “todo tipo de atividade terrorista, incluindo raptos, explosões, seqüestro de aviões, tomada de reféns, uso de venenos e de materiais radiativos para assassinatos, etc.”. Mas a capacidade mais apreciada da KGB, como ressaltou Zakayev, “é a habilidade da FSB/KGB em formar e desenvolver ideologias extremistas”.

Apesar de não ser ampla e devidamente considerada e avaliada, a mais influente e destrutiva peça de ideologia conspiratória de século XX foi criada pelos serviços especiais russos em Paris [em 1903]. Eu estou me referindo à falsificação conhecida como Os Protocolos dos Sábios do Sião. Hitler acreditou nos Protocolos e o nazismo baseou sua campanha genocida contra os judeus sobre esse mesmo documento forjado. Muito do absurdo conspiratório que anima a extrema-direita nos EUA foi influenciado por essa falsificação. Como exemplo comprobatório, só é preciso citar o caso de Timothy McVeigh. Se a polícia secreta russa não tivesse inventado os Protocolos, o bombardeio em Oklahoma City não teria tido qualquer antecedente conceptual (ver The Turner Diaries).

Depois de 1917, o governo soviético persistiu na tradição czarista de fomentar ideologias extremistas. Exemplo disso é o encorajamento soviético ao culto conspiratório no caso do assassinato de John F. Kennedy (ver The Mitrokhin Archive). Para cultivar e disseminar a desconfiança, o ódio e o pessimismo, a FSB/KGB desenvolveu ferramentas intelectuais sofisticadas a fim de desorganizar as sociedades alvo. Idéias extremistas afetaram bastante o patriotismo de muitos americanos, levando-os ao desencanto e à paranóia.

O terrorismo islâmico que hoje ameaça o mundo é mais um exemplo de criação de ideologias extremistas pela KGB. De acordo com Zakayev, a Al Qaeda é “uma provocação global projetada para fazer colidir o mundo islâmico com o mundo ocidental, assim enfraquecendo ambos os lados tanto quanto possível. Aqueles que ganham com isso são Rússia, China e seus aliados no campo totalitário”. Zakayev está, quase com certeza, correto.

Refletindo sobre os fatos da história russa e sobre o emprego de ideologias extremistas pela KGB, qual seria o resultado do declínio dos Estados Unidos? O que seria desencadeado? Que violência seria cometida e quais nações sofreriam? Tal como expliquei no início deste artigo, há somente uma nação capaz de resistir à ameaça nuclear da Rússia e da China. Se os Estados Unidos se enfraquecessem e recuassem, o poderio da Rússia e China necessariamente avançaria.

Felix Dzerzhinsky
Para aqueles que amaldiçoam os Estados Unidos e Israel, que aceitam várias teorias conspiratórias, eu ofereço esta advertência: vocês querem que Rússia e China dominem o mundo? Vocês confiariam nos herdeiros de Mao Tse-tung e nos discípulos de Felix Dzerzhinsky[3] para manter a paz, a liberdade e ampliar a prosperidade global? Vocês querem o legado de Ivã, o Terrível e do primeiro imperador Ch’in?

Uma potência dominará. Um legado se verá realizado. Será um legado de terror global e opressão? Ou será um legado de mercados e eleições livres?

[1] NT: O título em português é meramente ilustrativo.

[2] NT: Cf. Ahmed Zakayev, a provocação contra os muçulmanos da antiga URSS foi iniciada pela KGB já em 1988, portanto antes do “fim” da URSS, mas conduzida até hoje pela FSB/KGB.

[3] NT: O “Felix de Ferro”, comunista polonês, foi ligado aos movimentos terroristas que atuaram na Polônia a partir de 1900, onde assassinou pessoalmente seus inimigos e ordenou a morte de suas famílias de forma notavelmente fria e calculista. Filiou-se ao Partido Bolchevique em 1917; foi um dos comandantes do Terror Vermelho, quando levou a cabo torturas e execuções sumárias em massa; fundador e organizador da Cheka, a primeira polícia secreta da Rússia soviética, sucedida pela NKVD, GPU, KGB e FSB. Lênin teria comentado com Maxim Gorky a respeito de Dzerzhinsky: “Ele tem o rosto de um religioso pietista, mas a natureza de um ladrão e corruptor”.

© 2008 Jeffrey R. Nyquist

Publicado por Financialsense.com

Tradução: MÍDIA SEM MÁSCARA

sábado, 10 de maio de 2008

Na contramão da história

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por João Luiz Mauad em 07 de maio de 2008

Resumo: Para grande parte de nossos socialistas o trabalho é um fim em si mesmo e não um meio para a obtenção do verdadeiro fim, que é o aumento do bem-estar geral, obtido através do gradativo aumento do poder de compra de cada indivíduo.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, com apoio amplo, geral e irrestrito das centrais sindicais, o Projeto de Lei nº 7663/06, de autoria do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que reduz a jornada máxima de trabalho, no país, das atuais 44 para 40 horas semanais. De acordo com o autor do projeto e seus patrocinadores, a lei, caso aprovada, deverá gerar mais empregos, além de aumentar a segurança do trabalhador.

Antes de mais nada, é preciso ressaltar que, como normalmente acontece em Pindorama, estamos andando na contramão da história. Discute-se hoje um projeto que já foi testado em alguns países mundo afora, sempre com resultados muito diferentes do esperado. Há cerca de uma década, por exemplo, a França aprovou dispositivo legal que reduziu a jornada semanal de trabalho de 40 para 35 horas. Conhecida como “ Lei de Aubry” – numa referência direta à ex-ministra socialista do trabalho Martine Aubry –, a estrovenga foi saudada como um marco histórico na caminhada daquele país rumo ao pleno emprego – uma das maiores e mais veneradas utopias socialistas.

Após todos esses anos, no entanto, a taxa de desemprego na terra de Napoleão não só não caiu, como apresentou um discreto aumento. Como era de se esperar, pesquisas recentes mostram que 2/3 dos franceses são hoje favoráveis à revogação da tal lei. Não por acaso, esta era justamente uma das plataformas de campanha do recém-eleito Nicolas Sarkozy.

Um outro francês, este bem menos popular que o atual presidente, porém infinitamente mais sábio, costumava dizer que "na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não geram somente um efeito, mas uma série de efeitos. Dentre esses, só o primeiro é imediato. Manifesta-se simultaneamente com a sua causa. É visível. Os outros só aparecem depois e não são visíveis. Podemos nos dar por felizes se conseguirmos prevê-los. (...) Entre um bom e um mau economista existe uma diferença: um se detém no efeito que se vê; o outro leva em conta tanto o efeito que se vê quanto aqueles que se devem prever." (Frédéric Bastiat)

Acho que já contei, num outro artigo, a história de um empresário ocidental que, em viagem à China comunista, deparou-se com um grupo de centenas de homens que construíam uma pequena barragem de terra, munidos exclusivamente de pás e enxadas. Antevendo uma oportunidade de negócio, ele comentou com o oficial chinês que o acompanhava que apenas um operário, de posse de uma moderna máquina escavadeira, poderia executar toda aquela empreitada num tempo bem mais curto. A resposta do astuto oficial – mal escondendo um sorriso sarcástico no canto dos lábios – foi: "sim, mas imagine todo o desemprego que isso acarretaria". Sem nada dizer, porque estúpido não era, o empresário pensou: "se são empregos que desejam, melhor seria que lhes tirassem as pás e dessem-lhes colheres".

O raciocínio do chinês é o mesmo que infesta a mente de muitos dos nossos socialistas, para quem o trabalho é um fim em si mesmo e não um meio para a obtenção do verdadeiro fim, que é o aumento do bem-estar geral, obtido através do gradativo aumento do poder de compra de cada indivíduo. A curto prazo e em âmbito localizado, a introdução de novas máquinas e equipamentos realmente provoca um desemprego temporário. Como diria Bastiat, é o efeito que se vê. No entanto, no longo prazo, os efeitos do avanço tecnológico são inúmeros, mormente em relação ao aumento da produtividade e da prosperidade econômica que ela provoca.

Tempo e trabalho são fatores presentes na produção de qualquer bem ou serviço. Ambos são recursos escassos e, portanto, sujeitos à lei dos custos de oportunidade. A sua utilização em determinada tarefa automaticamente exclui seu uso concomitante noutra qualquer. Se tenho, por exemplo, que plantar batatas para ganhar a vida, não poderei utilizar o mesmo tempo e energia para desenvolver programas de computador ou pesquisas no ramo da energia nuclear. Até posso desenvolver duas atividades distintas, mas nunca ao mesmo tempo.

Outrora, quando a tecnologia ainda engatinhava, os seres humanos gastavam praticamente todo o seu tempo na caça e na coleta, atividades indispensáveis à sua sobrevivência. Depois de muito tempo, nossos ancestrais descobriram que podiam cultivar a terra e dela colher quantidades cada vez maiores de alimento, além de estocá-lo para consumo futuro. Embora a agricultura ainda fosse bastante rudimentar, seu aparecimento liberou um contingente razoável de pessoas para outras atividades, antes impossíveis ou improváveis, como a produção artesanal de roupas, ferramentas e outros acessórios, por exemplo. Aos poucos, o desenvolvimento de novas técnicas foi liberando um contingente cada vez maior de pessoas (a princípio desempregadas) para outras atividades, tornando crescente e diversificada a produção de bens e serviços.

Com o advento da Revolução Industrial, a introdução de novas técnicas e máquinas, tanto na agricultura quanto na indústria, colocou em disponibilidade uma quantidade inimaginável de pessoas. Num primeiro momento, o desemprego no campo foi impressionante e ocasionou uma onda de imigração para as cidades que chocou diversos historiadores, além de turvar as mentes obtusas de alguns economistas, alguns deles donos de uma retórica contundente e sofisticada, como Karl Marx, para quem a riqueza produzida pelo novo modelo, por ele apelidado de capitalista, se dava às custas da miséria da maioria. Infelizmente, o alemão era um dos que só conseguia enxergar os efeitos imediatos daquela revolução que testemunhava, uma deficiência que gerou teorias tão esdrúxulas quanto absurdas, que vêm repercutindo até hoje e cujas conseqüências nefastas para toda a humanidade talvez um dia possam ser mensuradas.

A história do capitalismo, no entanto, demonstrou que Marx estava errado. Como mau economista que era, não previu que todo aquele enorme contingente de desempregados, substituídos por máquinas e outros equipamentos, migraria para outras atividades e provocaria uma onda de desenvolvimento e prosperidade até então inimagináveis. Não sabia ele que o progresso necessita de gente com tempo e força disponíveis para produzir novos bens e serviços, enfim, para criar novas riquezas.

Na medida em que as indústrias tornam-se mais eficientes e produtivas, os produtos ficam mais baratos, a renda per capta dos consumidores aumenta e, com ela, a demanda por serviços – setor que, nos países desenvolvidos, passou a absorver cada vez mais mão-de-obra, sendo hoje o responsável por cerca de 80% do mercado de trabalho nos EUA, por exemplo. A melhor notícia, no entanto, é que o trabalho braçal (físico) foi sendo paulatinamente substituído pelo "cerebral". Além disso, o aumento da renda e do tempo disponíveis possibilita que parcelas sempre crescentes da população possam ter acesso à educação é à cultura, antes um privilégio apenas dos nobres.

O raciocínio por trás dos pseudobenefícios da redução da jornada semanal de trabalho está calcado na mesma idéia estúpida dos comunistas chineses, acima descrita. Ao reduzir em 10% a jornada máxima, pretende-se, através da lei, colocar 11 homens para fazer o trabalho que hoje é feito por 10. Ao enxergar apenas o resultado aparente – de todo modo questionável, já que, mantidos os valores nominais da hora trabalhada, os novos empregos de alguns serão proporcionais às horas tiradas de outros – seus idealizadores não vêem que, a longo prazo, este tipo de política acaba freando o desenvolvimento, uma vez que impede a dinâmica natural do capitalismo.

O autor é empresário e formado em administração de empresas pela FGV/RJ.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

QUE INVEJA DA OPOSIÇÃO BOLIVIANA!

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO

Começa a contagem regressiva para Evo Morales. O presidente da Bolívia convidou os prefeitos opositores para tentar um acordo sobre a questão da autonomia das regiões, e a resposta das forças políticas da oposição ao chamado presidencial veio em grande estilo, e em tempo recorde. O Senado da Bolívia aprovou a Lei que permite convocar, em um prazo de 90 dias, um referendo para determinar a saída ou a permanência no poder do presidente Evo Morales, do vice-presidente e de prefeitos dos nove departamentos do país

O Congresso da Bolívia iniciou seu trabalho esta manhã, quinta-feira, colocando na agenda um debate surpresa, encabeçado pelo partido opositor “Podemos”, para aprovar ou não, a Lei do referendo revogatório de mandato das autoridades nacionais e regionais. Imediatamente, a lei foi sancionada pela maioria opositora.

Sem embargo, os opositores recordaram que o Senado é quem decide e o mandatário deve promulgar a Lei. Se o Evo não promulgar ou vetar a Lei, num prazo de 10 dias, o vice-presidente e o congresso poderão dar sinal verde para que se realize o referendo. Se Morales não aprovar a Lei (que inclusive, foi ele mesmo quem apresentou em uma outra conjuntura política, obviamente), ele dará uma imagem de grande debilidade política.

A pergunta aprovada pelo Senado para o Referendo:

“¿Você está de acordo com a continuidade do processo de mudança liderado pelo presidente Evo Morales Ayma e pelo vice-presidente Álvaro García Linera?”

Segundo a agência Bolpress, “para se revogar o mandato do Presidente e do Vice presidente é preciso que os votos contra, superem 53,7%. Se ambas as autoridades perderem o mandato, imediatamente serão convocadas eleições gerais”.

A manobra da oposição tem a intenção de bloquear qualquer intento do Estado, em aprovar leis de convocatórias ao referendo constitucional para mudar a Constituição Política dos Estados aprovada pela Assembléia Constituinte.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ziraldo: como pode um homem com esta (baixa) estatura ocupar espaço na mídia nacional?

Olhem a declaração deste cretino, uma homenagem invertida ao único espaço que existe onde os governos ainda não meteram seu bedelho para IDIOTIZAR (ou ZIRALDIZAR) e transformar em órgão de propaganda ideológica vagabunda como acontece na mídia em geral.

Depois olhe o último vídeo, o comentário do Olavo de Carvalho sobre esta pessoa e seu passado, bem como o momento presente de sua nova vida de MILIONÁRIO, com dinheiro que saiu DO NOSSO BOLSO.

Até quando vamos aceitar isto? JAMAIS adquiri/consumi nada produzido por este homem e sempre será assim. Como protesto, sugiro a vocês que façam o mesmo, não comprem NADA desta pessoa nem para vocês nem para seus filhos. Ele já ganhou o dinheiro que queria para viver bem até a morte.

Boicote TOTAL ao ZIRALDO e ao JAGUAR, outro que ganhou mais de UM MILHÃO DE REAIS de indenização.



Para que não fique nenhuma dúvida, o ZIRALDO afirma MAIS UM VEZ nesta outra entrevista a sua visão sobre o INTERNAUTA (ou seja, VOCÊ, O (segundo ele) BABACA QUE ESTÁ LENDO ESTE BLOG). Mas tem mais neste vídeo logo abaixo. As opiniões desta pessoa e seus dois GRANDES AMIGOS revelam mais sobre o Sr. Ziraldo... Deprimente é pouco, muito pouco...



quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ares de mudança, reflexões enviesadas

Por ARLINDO MONTENEGRO para o Cavaleiro do Templo em 07 de maio de 2008

Os Estados Unidos vão eleger um novo Presidente. O evento parece ter relevância menor na atualidade. Os países do mundo já não têm mais nenhum líder com autoridade moral. Não sentem mais necessidade de alinhar-se sob a proteção de qualquer império.

Alguns aspectos culturais, ideologias e crenças, são utilizados com freqüência cada vez maior, como ferramentas do poder: para justificar totalitarismos, conquistas territoriais, matança tanto quanto para influenciar comportamentos humanos. Os grupos de poder promovem e manipulam a luta de classes sociais e preconceitos diversos.

Na situação de bons colonizados, podemos observar o que ocorre na União Européia: a dupla cidadania e o livre trânsito, a migração e a falta de empregos, criam pontos de tensão e estabelecem regras de direito internacional que atingem outros continentes. A Inglaterra, cuja influência tem peso de ouro nas decisões daquele continente comunitario, pra não dizer do mundo que, antes da globalização da economia, se costumava chamar de ocidental e até de cristão. Na ilha da rainha o trabalhismo perde terreno.

Os americanos saíram do Vietnã, o feminismo e os panteras negras que lutavam por mais direitos civis se dispersaram sem maiores divergências. Os hippies que esperavam salvar o mundo através das drogas e comportamentos sexuais que apelidaram de “amor livre”, derivaram para outras experiências e atualmente se dedicam ao onguismo internacional. O país que era exemplar e líder virou alvo do terrorismo e consome quinquilharias produzidas na China, antes inimiga numero 1.

O declínio da influencia e liderança exclusiva dividida entre os EUA, conhecidos como defensores do capitalismo (sistema econômico que só viceja em ambientes democráticos de direito) e a detonada União Soviética, defensora do socialismo marxista, (sistema econômico que brotou no ambiente da ditadura de estado totalitário e militarizado) e inaugurou o caminho europeu da terceira via: uma experiência que unia alhos com bugalhos a que apelidaram liberalismo esquerdista.

Os carinhas ingleses, americanos, holandeses e outros, que decidem o que fazer com mundo e seus habitantes, estão que nem barata tonta, sem saber que discurso, que arranjos, que novas mentiras e mágicas utilizar para dar resposta aos gritos da globalização: queremos os direitos que vocês nos têm negado! Direito à vida: estudar, morar, comer, opinar, namorar, procriar, agradecer a Deus do jeito que o concebo e até trabalhar ou vagabundar.

Nos países do hemisfério sul como em alguns países da Ásia com organização social e econômica deficiente e em diversos estágios de civilização, as ditaduras, as ideologias e as crenças liberais importadas da Europa mobilizam cada vez menos adeptos para a morte. Onde se experimenta uma liberdade relativa, a gente sobrevive alheia aos macro movimentos da usura nas negociatas globalizadas.

A maioria se ocupa da sobrevivência, com parca educação, com pouca informação.

As ex potências mundiais circulam pelo planeta buscando mão de obra barata, fontes de abastecimento de matérias primas e alimentos e trabalham para colocar ordem em seus próprios territórios. Mantêm suas posições a peso de ouro nos organismos internacionais, sem que nenhum tenha apresentado uma orientação firme para lidar com as conexões entre os povos e suas necessidades: desde os que ainda vivem nas cavernas até os que lidam com alta tecnologia. Todos continuam acenando com o velho discurso multilateral das utopias distantes da realidade.

As soluções oferecidas pelo FMI, OMC, OTAN, Bancos e Bolsas, Banco Mundial, originárias de Washington, Londres ou Paris, estão longe de satisfazer as necessidades crescentes e exigências dos novos blocos de influência regional que se fortalecem na Ásia, na África, nas Américas. São indicadas para um mundo que não acredita mais na boa vontade dos poderosos, para países cujos políticos não tem vontade nem poder de realizá-las. Um mundo que se mobiliza para criar o Fundos Monetários, Bancos de Fomento e Exércitos dissuasórios locais.

As pessoas lidam com múltiplas exigências evidenciadas pelas perdas de autoridade da família, instituições e pessoas notáveis. O que era aceito como crença incontestável – autoridade paterna, união da família, número de filhos, dependência da mulher – é contestado. O consumismo globalizado estimula derivativos que destroçam a estrutura emocional tradicional.

Na Europa sente-se o declínio do liberalismo esquerdista. Até entre os jovens observam-se tendências ao conservadorismo. E os grupos ditos de direita na política parecem fortalecer-se a cada dia. Alguns valores tradicionais parecem emergir porque a “revolução da educação” dos governantes de esquerda não surtiu o efeito desejado e o desemprego da população jovem já chega a quase 20%, enquanto outros 20% não conseguem ficar na escola até concluir o 2do. Grau.

Em nosso continente, disputado por todas as influências dos poderosos do hemisfério Norte, continuamos, como bons colonizados, convivendo, abestalhados, com as oligarquias ultrapassadas que se autodenominam de esquerda ou direita. Continuamos como papagaios, repetindo teses e termos sem saber o que significam. Atitudes que mantêm as amarras da ignorância e preconceitos.

Convivemos com autocracia violenta e grotesca do Hugo Chavez e seus seguidores dependentes do petróleo. Convivemos com as guerrilhas da Colômbia e seus amigos narcotraficantes espalhando terror nas metrópoles. Convivemos com frágeis reformas de esquerda, direita, centro ou posição nenhuma, que tentam usar a globalização e débeis mecanismos democráticos para alimentar o discurso de superação das desigualdades.

Se o Brasil, sob qualquer partido no governo, assumisse posições claras sobre as deficiências e entraves da política continental; se adotasse com força a defesa do território; se mandasse as Farc, Chavez e seus confusos seguidores catar coquinhos (com bom humor!); se pudesse controlar as ongs; se mandasse às favas (ou pra cadeia) os corruptos em todos os níveis; se investisse em educação e implantação de tecnologias baratas (existentes e engavetadas) em todos os setores da produção; se os governantes fossem afetados por um surto de honestidade; se engavetassem a burocracia e os excessivos controles que gravam a produção e investimentos produtivos; se abrissem mão do paternalismo; se... se... se mostrasse a cara mais competente – certamente a democracia seria fortalecida.

Chavez está bem armado, mas já não conta com a aprovação e lealdade incondicional dos ingênuos que o elegeram. Cuba está copiando os chineses e vietnamitas a contragosto de Chavez. A globalização da economia, os movimentos da China e da Rússia, os novos blocos de influência setorizados, mudam a face do planeta. Quem continuar na espera paternalista neste continente, vai perder a esperança. Pior, vai contribuir para índices crescentes de violência.

EUA, Inglaterra, Rússia e China, ocuparão o cume dos poderosos por muito tempo e não existe nenhum rival à vista para desafiar o controle da economia global. A Europa vai estar ocupada em re-arrumar-se. Nós vamos persistir repetindo erros históricos sem poder influir nos modelos globais de comércio. O fundamentalismo do Oriente e os israelenses vão continuar defendendo suas crenças. Os comerciantes de armas e drogas pelo mundo afora vão multiplicar seus lucros.

Quem vai acreditar em liderança moral? Quem vai acreditar na boa vontade dos que concentram a economia e distribuem a esmola? Quem vai desafiar o poder da Inglaterra e seus banqueiros associados agindo em todo o planeta?

Os banqueiros e empresários onde quer que seja, buscam maiores lucros. Ideologias, estados nacionais, misticismos, xenofobia, preconceitos, luta de classes, ignorância, guerras, ajudam mas criam instabilidades que reduzem os lucros. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Competência e fé em Deus, fazem bem.

Arlindo Montenegro é apicultor.

Travessia perigosa

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 05 de maio de 2008

Em seu livro America and the World Revolution (Oxford University Press 1962), transcrição de conferências pronunciadas na Universidade da Pennsylvania na primavera de 1961 (tradução brasileira pela Zahar, 1963), Arnold Toynbee escreveu:

“Se queremos evitar o suicídio em massa, precisamos ter o nosso Estado mundial rapidamente, e isto provavelmente significa que precisaremos instaurá-lo numa forma não democrática, para começar.”

Não era uma profecia, era uma proposta. Ou melhor, era a reafirmação de uma proposta que já vinha sendo trabalhada nos altos escalões do establishment anglo-americano pelo menos desde 1928, quando Herbert George Wells publicou a primeira versão popular do plano, sob o título altamente sugestivo The Open Conspiracy. Alguns historiadores fazem o projeto remontar a finais do século XIX e apontam sua presença já entre as causas da I Guerra Mundial, mas nós não precisamos ir tão longe. Os melhores estudos sobre a vida e obra de Wells (W. Warren Wagar, H. G. Wells and the World State , Yale University Press, 1961; Michael Foot, The History of Mr. Wells , Washington DC, Counterpoint, 1995) não deixam dúvidas quanto ao papel desempenhado pelo autor de A Guerra dos Mundos na transformação de uma idéia geral num projeto político viável. Tal como Wells, Toynbee não foi apenas um intelectual, mas um ativista, colaborador íntimo do governo britânico e dos círculos globalistas. Sua obra monumental A Study of History (1939-1961) fornece a visão unificada do desenvolvimento histórico mundial, indispensável à preparação do terreno para o advento do governo mundial.

O estado mais recente de implementação dos planos traçados por esses visionários pode ser avaliado pelos seguintes parágrafos publicados no Taipei Times de 21 de fevereiro de 2006 (v. State sovereignty must be altered in globalized era) , aos quais nenhum comentarista político brasileiro prestou muita atenção embora seu autor fosse nada menos que Richard Haas, presidente do CFR, Council on Foreign Relations , o mais poderoso think-tank dos EUA e praticamente uma ante-sala da Presidência americana:

“Na era da globalização… os Estados têm de estar preparados para ceder algumas parcelas da sua soberania aos órgãos mundiais... Isso já está acontecendo no comércio...

“Alguns governos estão preparados para desistir de elementos de soberania para enfrentar a ameaça da mudança global do clima. Por um desses acordos, o protocolo de Kyoto, que vigora até 2012, os signatários concordam em eliminar certas emissões específicas. O que é preciso agora é uma ampliação do acordo, pela qual um número maior de governos, incluindo o dos EUA, da China e da Índia, aceitem limites às emissões e adotem padrões comuns por reconhecer que seria pior se nenhum país o fizesse.

“A globalização, portanto, implica não somente que a soberania está se tornando mais fraca na realidade, mas que ela deve mesmo se tornar mais fraca... A soberania já não é um refúgio.”

Observações:

1. O apelo sucessivo aos exemplos do comércio e da “mudança global do clima” mostra que o plano do Estado mundial tanto pode se legitimar como resposta unificada a problemas de escala internacional, quanto pode espalhar ele próprio uma onda alarmista em torno de problemas inexistentes para se legitimar por meios postiços e fraudulentos. Em 2006 o slogan “aquecimento global” ainda podia parecer um aviso de amigo. Decorridos dois anos, não só milhares de cientistas contestam abertamente esse dogma, mas até crianças de escola estão aptas a desbancar a lenda imposta ao mundo pela campanha bilionária em que brilha como supremo garoto-propaganda o ex-vice-presidente americano Al Gore (v. “Al Gore's global warming debunked – by kids!”).

2. Os procedimentos usados para impor as reformas globalizantes contornam as vias democráticas normais por meio de decisões tomadas em discretas comissões tecno-científicas e administrativas cuja atividade o público mal pode compreender (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/030524globo.htm ). A rapidez mesma das mudanças torna impossível ao cidadão comum perceber o sentido dos acontecimentos. A “opinião pública”, que em geral já não passa mesmo de um conjunto de impressões vagas sem grande conexão com a realidade, torna-se então um mero instrumento para a implantação de mutações que ela própria não pode nem entender nem influenciar. O programa de Toynbee surge aí realizado da maneira mais clara: o Estado mundial não suprime a democracia, mas a engole. Ela continua existindo, mas como órgão de um corpo superior que a abrange e controla sem que ela tenha disso a menor idéia.

3. Se outros fatos que tenho citado em meus artigos não o comprovassem abundantemente, o caso do Protocolo de Kyoto basta para mostrar uma coisa óbvia que muitos dos nossos nacionalistas relutam em entender: que nem os centros de comando do poder globalista se encontram no governo americano, nem os interesses do Estado global se identificam no mais mínimo que seja com os do bom e velho “imperialismo ianque”. Da Califórnia à Nova Inglaterra, da Flórida ao Oregon, ninguém ignora que curvar-se à ampliação do Protocolo de Kyoto é destruir na base a economia americana, reduzindo os EUA à condição de potência de segunda classe. Nem escapa à atenção geral o fato de que outros projetos globalistas propugnados pelo CFR, como o Tratado da Lei do Mar ou a dissolução das Fronteiras com o México e o Canadá, completariam essa destruição e fariam da nação americana um capítulo encerrado da História. Curiosamente, o mais lúcido intelectual de esquerda no mundo, Antonio Negri, já explicou e repetiu mil vezes que “Império” e “Estados Unidos” não são a mesma coisa, que o Império global em formação é supranacional não somente nos objetivos mas na sua própria constituição interna (não que Negri tenha descoberto pioneiramente alguma coisa: com pequenas diferenças, o essencial da sua concepção do Império, publicada em 2000 pela Harvard University Press sob o título Empire , já estava todo no meu livro O Jardim das Aflições , de 1996). Mas o fato de que nem mesmo a palavra de um esquerdista ilustre baste para desfazer a confusão de globalismo e americanismo já mostra que muito do nacionalismo brasileiro é antes uma forma de atavismo doentio do que um patriotismo inteligente. A linguagem cotidiana da política reflete isso: embora o único Império que existe no mundo seja aquele a que se refere Negri, no Brasil usa-se o termo “Império” como sinônimo de “Estados Unidos”, seguindo nisso a retórica comunista de Fidel Castro (v. o artigo dele “Nuestro espiritu de sarificio y el chantaje del Imperio”, de 25 de abril). Com isso, o grande e verdadeiro Império, do qual a esquerda latino-americana é um dos principais instrumentos, fica a salvo da hostilidade pública, voltada contra uma nação em particular, a qual por ironia – mas não por coincidência – é justamente aquela que maiores obstáculos oferece às pretensões imperiais.

4. O esquema globalista apoiado pelo CFR não é o único que existe. Há um globalismo russo-chinês, consolidado no Pacto de Solidariedade de Shangai (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/060130dc.htm ), que atua principalmente por duas vias: o financiamento ao terrorismo e o domínio de nações inteiras por intermédio da mais formidável máquina de corrupção que já existiu no mundo. E há o globalismo islâmico, que se expande através da imigração usada como arma de guerra cultural, numa eficientíssima estratégia de ocupação por dentro. As relações entre esses três esquemas de dominação são extremamente complexas e sutis. O Pacto de Shangai, por exemplo, apresenta-se como reação de esquerda ao “globalismo imperialista”, mas na verdade não se opõe a ele de maneira alguma, e sim apenas aos EUA, ajudando portanto o globalismo a minar a resistência americana (o cacoete lingüístico brasileiro acima mencionado é amostra local desse fenômeno). O esquema islâmico e o russo-chinês podem, até certo ponto, ser vistos como concorrentes entre si, mas aí também uma rede de atenuações e ambigüidades torna proibitiva toda simplificação esquemática.

5. Nenhum país pode “enfrentar” o globalismo avassalador, mas cada um tem a obrigação de se integrar nele da maneira mais proveitosa para o seu povo, sem nada ceder dos seus interesses vitais. Para isso, no entanto, é preciso uma elite intelectual altamente preparada, capaz de orientar-se nos meandros da mais vasta e complexa mutação histórica de todos os tempos. No Brasil essa elite não existe de maneira alguma, e a presunção de que as nossas instituições de ensino “superior” possam prepará-la é tão ridícula que nem merece discussão. Nos cursos que não foram reduzidos à condição de escolinhas de militantes, predomina o praticismo econômico mais rasteiro ou então o formalismo acadêmico que só sabe raciocinar em termos de instituições e doutrinas, sem ir jamais às questões fundamentais. Que eu saiba, o único brasileiro que está preocupado em formar essa elite sou eu mesmo, mas, como os senhores não ignoram, só posso trabalhar em escala miúda, proporcional aos meus recursos, isto é, à falta de recursos. O Brasil parece destinado a atravessar esta grande e perigosa época sem compreender para onde vai nem saber quem o leva.

Estudo de caso 3 - argumentação (?) esquerdopata

Leia na íntegra aqui a frágil argumentação e o despreparo total da esquerdopatia nacional. Diria mesmo total ignorância, pois NAZISTA não pode ser CONSERVADOR DE DIREITA como defino a mim mesmo logo no início do blog.

Um leitor (Anônimo disse...) escreve e recebe o que merece (Cavaleiro do Templo disse...).

Anônimo Anônimo disse...

Vai tomar no seu **, Nazista filho da puta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (C.T. - se quiser saber onde o Sr. Anônimo me mandou tomar, clica no link acima. Foi lá mesmo onde você está pensando, uma palavra com 2 letras mesmo)

28 de Abril de 2008 15:57

Excluir
Blogger Cavaleiro do Templo disse...

Antes de qualquer coisa que eu poderia escrever para você, Sr. Anônimo (portanto COVARDE devido ao teor do comentário), qualquer pessoa que não goste do que é postado no CAVALEIRO DO TEMPLO e se esquerdista é MUITO MAIS NAZISTA QUE EU. Sabe porque? Porque NAZISMO é NACIONAL SOCIALISMO. Socialismo é ESQUERDA. Portanto...

Tenho aqui um desafio: identifique-se. Seja HONESTO consigo mesmo e com meus leitores. Ou quer continuar a ser desmoralizado assim mesmo, sem nome nem sobrenome?

Ah... Se não sabe, toda vez que um inepto posta algum comentário no site ajuda as pessoas de bem a entender o despreparo da esquerdopatia nacional...

7 de Maio de 2008 09:43

Pense sobre o aborto

Por CAVALEIRO DO TEMPLO

Veja quanto vale um bebê abortado (ISSO MESMO, QUANTO PAGAM POR UMA CRIANÇA ABORTADA QUE A MÃE NEM MESMO VÊ, MUITO MENOS OS PROCEDIMENTOS ABBORTIVOS, O QUE O ABORTEIRO FAZ PARA MATAR UM SER HUMANO ABSOLUTAMENTE INDEFESO, FRUTO DA RELAÇÃO CONSENSUAL OU NÃO ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER) e os argumentos contrários ao aborto neste vídeo. Pense bem no que estamos fazendo e, principalmente, nos reais motivos deste movimento mundial e nos seus caso esteja pensando em ABORTAR SEU FILHO.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Para uma antropologia filosófica

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 19 de julho de 2003

A condição humana mais geral e permanente, a estrutura fixa por trás de toda variação local e histórica, pode-se resumir em seis interrogações básicas, articuladas em três eixos de polaridades, cujas tentativas de resposta, estas sim temporais e variáveis, dão as coordenadas da orientação do homem na existência.

O primeiro eixo é "origem-fim". Ninguém jamais soube onde e quando o conjunto da realidade começou nem como ou quando vai terminar. Pode-se arriscar uma teoria da eternidade do mundo, um mito cosmogônico ou a imagem do "big bang", uma teologia da criação ou um atomismo materialista, cada qual com sua respectiva explicação do fim. Nenhuma delas jamais obteve aceitação universal. O que não se pode é ignorar a questão, pois dela depende o nosso senso de orientação no tempo, a possibilidade de conceber projetos e dar forma narrativa às nossas experiências.

O segundo eixo é "natureza-sociedade". Todo homem vive entre dois campos da realidade, um anterior e independente da ação humana, o outro criado por ela. A diferença e a articulação desses campos aparecem no contraste entre o geometrismo da taba circular e o matagal informe, na oposição de Lévi-Strauss entre o cru e o cozido, no instinto de buscar a proteção do grupo contra os animais e as intempéries ou, inversamente, no sonho rousseauniano de encontrar na natureza um abrigo contra os males do convívio social. A natureza pode aparecer como um pesadelo temível ou como seio materno acolhedor. A sociedade pode ser lar ou prisão, fraternidade ou guerra. Pode-se fazer da natureza uma espécie de ordem social, como na antiga cosmobiologia, ou naturalizar a sociedade, como na antropologia evolucionista. Mas essas tentativas só revelam a impossibilidade, seja de explicar um dos termos pelo seu contrário, seja de articulá-los numa equação definitiva, seja de compreender um deles sem referência ao outro.

O terceiro eixo é "imanência-transcendência". Cada ser humano sabe que ele próprio existe, que tem um "mundo" interior de experiências, recordações, desejos, temores. Mas sabe também que esse poço é sem fundo, que ninguém pode compreender-se ou ignorar-se totalmente, que cada alma encontra dentro de si algo de estranho e atemorizante, que cada um se conhece e se desconhece quase tanto quanto aos demais. Buscamos na nossa intimidade o abrigo contra a maldade alheia, assim como buscamos no outro, no amigo, na esposa, a proteção contra nossos fantasmas interiores. Cada um de nós é próximo e estranho a si mesmo. Por outro lado, para além de tudo o que se pode conhecer da realidade, para além de toda experiência alcançável, cada homem e cada cultura pressente um fator "x", que, desde acima ou desde o fundo do fluxo dos acontecimentos, faz com que as coisas sejam o que são e não de outro modo. "Por que existe o ser e não antes o nada?": assim formulava Schelling a interrogação suprema. Podemos tentar respondê-la pela concepção de um absoluto metafísico, de uma divindade ordenadora ou de uma fantástica auto-regulação de coincidências. Podemos até expulsá-la da discussão pública, deixando-a à mercê do arbítrio privado, com a abjeta covardia intelectual do agnosticismo moderno. Mas mesmo então sabemos que não escapamos dela. Entre a imanência e a transcendência, várias articulações são possíveis, mas nenhuma satisfatória. Podemos conceber o transcendente à imagem do nosso ser íntimo, como divindade bondosa que nos compreende e nos ama -- mas isso fará ressaltar ainda mais o que a vida tem de estranheza fria e hostilidade demoníaca. Podemos imaginá-lo com os traços impessoais e mecânicos de uma fórmula matemática -- mas isso não nos impedirá de amaldiçoar ou bendizer o destino, subentendendo nele uma intencionalidade humana quando nos oprime ou nos reconforta.

Cada um dos pólos é uma interrogação, um misto de ignorância e conhecimento, um foco de tensões espirituais. Cada um articula-se com seu oposto, num mútuo esclarecimento -- ou multiplicação -- de tensões. E no ponto de interseção dos três eixos, como no das três direções do espaço, fixado na estrutura da realidade como Cristo na cruz, está o ser humano.

Crenças, cosmovisões, doutrinas, diferem sobretudo pela hierarquia que estabelecem entre os seis fatores por meio de assimilações e reduções. Muitas culturas arcaicas privilegiavam o fator "origem", explicando sociedade e natureza por um mito cosmogônico, ignorando a transcendência e a imanência. A escolástica medieval remeteu-se à transcendência, sonhando poder deduzir dela uma ordem intelectual completa e definitiva. A modernidade absorveu tudo na oposição natureza-sociedade, esperando não menos utopicamente reduzir os mistérios da transcendência e da imanência, da origem e do fim, a questões de partículas subatômicas, código genético e análise lingüística. Preparou assim o advento das ideologias totalitárias que fizeram da sociedade a razão última da origem e do fim, colocando entre parênteses a natureza, sufocando a imanência e vedando o acesso à transcendência. Cada um desses arranjos, mesmo o mais limitador, é legítimo e funcional a título provisório, como experimento de sondagem numa certa direção que os interesses de um momento enfatizaram. Torna-se alienante e opressivo quando se cristaliza numa proibição de olhar para além da articulação admitida. Só a abertura da alma para a simultaneidade dos seis pólos, com suas luzes e trevas, dá acesso à experiência realista da condição humana e, portanto, à possibilidade da sabedoria. Todas as explicações que, para enfatizar uma articulação em particular, negam ou suprimem a estrutura do conjunto, são falsas ou estéreis.

Filosofias como o marxismo, o positivismo, o pragmatismo, a escola analítica, o nietzscheanismo, o freudismo, o desconstrucionismo, -- todas aquelas, enfim, que ocupam o espaço inteiro do ensino acadêmico neste país -- são doenças espirituais, obsessões que nos encerram hipnoticamente no fascínio de uma resposta ao mesmo tempo que apagam o quadro de referências que dá sentido à pergunta.

Esquerda e criminalidade: Parte I

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
Por Thomas Sowell em 06 de setembro de 2006

Resumo: Dentre os dogmas da esquerda está o que afirma que colocar indivíduos na prisão não reduz a criminalidade e que a “raiz” social do crime deve ser atacada como prevenção, pouco importando as enormes evidências de que essa postura simplesmente não funciona.
© 2006 MidiaSemMascara.org

A mentalidade geral da esquerda política é similar em todos os países e em todos os tempos.[1]

A tolerância para com criminosos perigosos, encontrada em escritores do séc. XVIII, tais como William Godwin e Condorcet, tem seu eco, hoje em dia, naqueles que fazem vigílias de protesto nas execuções [de pena de morte] de assassinos e que reclamam que não estamos sendo bonzinhos com os trogloditas presos em Guantanamo.

Questões específicas variam de lugar para lugar e de tempos em tempos, mas a mentalidade permanece notavelmente similar. O que é também diferente de país para país e de uma época para outra é o nível de resistência enfrentada pela esquerda, o que determina o quão longe ela pode ir, na prática.

Os EUA sempre foram mais resistentes à esquerda que a maioria dos países europeus. Podemos ver, quase sempre, para onde vai a esquerda americana observando aonde chegou a esquerda européia.

Um novo livro sobre o crime na Inglaterra mostra o que acontece quando a mentalidade da esquerda prevalece no sistema judiciário. O livro se intitula “A Land Fit for Criminals” [Um país ideal para criminosos] e foi escrito por David Fraser.

Num passado ainda recente, a Inglaterra era uma das nações mais obedientes à lei na face da Terra. Quando Lee Kuan Yew visitou Londres, vindo de Singapura, logo após a II Guerra Mundial, ele ficou tão impressionado com a honestidade dos ingleses e seu respeito à lei e à ordem que ele voltou para casa determinado a fazer o mesmo em seu país.

Hoje, Singapura é uma das nações mais obedientes à lei no mundo, enquanto a criminalidade na Inglaterra aumentou a um nível que, pela primeira vez, excede à dos EUA.

O que aconteceu entre uma e outra época foi o crescimento contínuo dos dogmas esquerdistas, até seu completo predomínio, tanto no sistema legal, quanto na mídia e entre as elites políticas da Inglaterra.

Hoje, um ladrão preso em flagrante pela polícia inglesa tem grande chance de receber uma advertência. Se ele já tiver sido condenado por roubo, ele poderá receber uma advertência mais severa. Mas, ele dificilmente enfrentará a situação draconiana, por exemplo, de ser posto atrás das grades.

Roubo é considerado ofensa “leve” por líderes de ambos os partidos (do Trabalho e Conservador) na Inglaterra. Casos raros em que ladrões são presos são criticados pela mídia.

A ideologia esquerdista a respeito do crime, incluindo seu desprezo pela propriedade privada, tem se alastrado por todo o espectro político, atingindo a todos que desejam ser considerados “homens de seu tempo”. Essa ideologia é essencialmente a mesma em ambos os lados do Atlântico, mas na Inglaterra atingiu uma dominância muito maior e sem contestação.

Dentre os dogmas da esquerda está o que afirma que colocar indivíduos na prisão não reduz a criminalidade e que a “raiz” social do crime deve ser atacada como prevenção, além de que a “reabilitação”, por meio de vários programas “na comunidade”, é mais efetiva que a prisão de criminosos.

Nada disso é novidade e sua racionalidade já é velha de mais de dois séculos. O que é notável é como montanhas de evidências factuais contrárias são ignoradas, evitadas ou simplesmente ocultadas, em ambos os lados do Atlântico.

O livro de David Fraser examina essas evidências à exaustão e expõe a alegação fraudulenta usada para tentar justificar a contínua leniência para com criminosos, enquanto a criminalidade cresce assustadoramente na Inglaterra.

Há montanhas similares de evidências contra os dogmas criminais da esquerda nos EUA e essas evidências são, da mesma forma, ignoradas, evitadas e ocultadas por esquerdistas. Mas, aqui a esquerda enfrenta uma oposição maior, razão pela qual ela não atingiu uma dominância tão grande quanto na Inglaterra – ainda.

Em ambos os países, os ideólogos têm o apoio de políticos e burocratas “práticos”[2] que simplesmente não querem gastar o dinheiro necessário para construir e manter prisões para trancafiar, durante longos períodos, os criminosos.

Aqueles que comparam custos e benefícios definem “custos” como aquilo que o governo gasta. Mas, os custos pagos pelo público, apenas em termos econômicos, excedem enormemente o custo das prisões. Mas isso não importa, tanto para os ideólogos, quanto para os políticos e burocratas jurídicos “práticos”.

[1] O sítio Townhall.com publica, na página deste artigo de Sowell, uma foto do jornalista da Globo seqüestrado pelo PCC. Na legenda da foto, há referência à aquiescência da emissora em divulgar um comunicado, no Fantástico, do grupo criminoso. (N. do T.)

[2] Sobre homens “práticos”, Chesterton tem um delicioso texto. Para sua versão original clicar aqui. Para a versão traduzida clicar aqui. (N. do T.)

Publicado por Townhall.com

Traduzido por Antônio Emílio Angueth de Araújo

Esquerda e criminalidade: Final

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Thomas Sowell em 13 de setembro de 2006

Resumo: Nos EUA e em outros países a esquerda tem sustentado persistentemente suas suposições e crenças sobre a criminalidade, e milhões de vítimas pagam o preço dessas ilusões sobre o crime.

© 2006 MidiaSemMascara.org

Um alto índice de prisões de criminosos reduz a criminalidade? O crime é resultado da pobreza, desemprego e coisas similares? Alternativas à prisão são mais efetivas na prevenção da reincidência no crime?

Alguns hesitariam em responder tais questões antes de consultar muitos dados reais e de pensar muito a respeito.

Mas, muitos esquerdistas são capazes de responder imediatamente, pois eles sabem quais as respostas estão em voga na esquerda – afirmam, ademais, que a razão de outros não aceitarem essas respostas é que eles estão atrasados no tempo ou são desumanos e gostam de punir.

Uma coisa é acreditar que uma política A é melhor que uma política B. Outra muito diferente é acreditar que aqueles que acreditam em A são mais sábios, mais compassivos e, geralmente, seres humanos mais valorosos do que quem acredita em B.

A transformação da questão empírica dos resultados da política A versus os resultados da política B numa questão pessoal de um maravilhoso Nós versus um terrível Eles, torna mais difícil uma eventual retratação, se os fatos não apoiarem a crença.

Se a escolha entre a política A e a política B for considerada como um símbolo de mérito pessoal, moral ou intelectual, então haverá um risco devastador à auto-estima de alguém o fazer das evidências empíricas o teste fundamental.

Não somente nos EUA, mas também em outros países, a esquerda tem sustentado persistentemente suas suposições e crenças sobre a criminalidade por, pelo menos, dois séculos, não apenas a despeito da ausência de evidências reais, mas também em oposição a evidências contrárias, acumuladas por dois séculos, em diversos países ao redor do mundo.

Onde a dominância da esquerda é maior – na mídia e na academia, por exemplo – fatos contrários são raramente considerados.

A futilidade do encarceramento, por exemplo, é um dogma da esquerda. Não adianta lembrar que o índice de criminalidade tanto nos EUA, quanto na Inglaterra, elevou-se enormemente na década de 1960, quando a pobreza estava em declínio – e o índice de prisões estava também diminuindo.

Não adianta observar que o índice de criminalidade elevado nos EUA começou a diminuir somente depois que o declínio do índice de prisões foi revertido, levando a um aumento da população carcerária, o que foi deplorado pelos esquerdistas.

Não adianta mostrar que o índice de prisões de Singapura é mais que o dobro daquele do Canadá – e seu índice de criminalidade é menor que um décimo daquele do Canadá. Muitos no Ocidente ficaram horrorizados em descobrir, alguns anos atrás, que um americano, sem antecedentes criminais, foi sentenciado, em Singapura, a uma punição corporal.

Poucos críticos indignados se preocuparam em considerar a possibilidade de que isso poderia ter sido uma forma de prevenir que o jovem pudesse se tornar um criminoso contumaz – e, talvez, pudesse salvá-lo de um destino pior se ele continuasse a desrespeitar as leis.

A autodefesa contra criminosos é um anátema para a esquerda, tanto na Inglaterra, quanto nos EUA, mas lá a esquerda tem uma maior predominância. Britânicos que pegam ladrões em suas casas e os mantêm lá, na mira de uma arma, até a polícia chegar, são, depois, processados por crime – mesmo quando a arma é de brinquedo.

Dada a visão prevalecente no sistema de justiça criminal da Inglaterra de que roubo é uma ofensa “leve” e a feroz hostilidade a armas, mesmo de brinquedo, a vítima de roubo tem maior probabilidade de acabar atrás das grades do que o próprio ladrão.

A jihad esquerdista contra cidadãos de bem que possuem armas tem produzido uma inundação de informações distorcidas. Comparações internacionais são invariavelmente feitas entre os EUA e países que têm um controle de armas mais rígido e um menor índice de crimes.

Mas, se os fatos fossem realmente importantes, você poderia, com a mesma facilidade, comparar os EUA com países que possuem leis mais rígidas de controle de armas e maiores índices criminais – Brasil e Rússia, por exemplo.

Você poderia comparar os EUA com países que tivessem um maior número de cidadãos possuidores de armas – Suíça e Israel, por exemplo – e menor índice de criminalidade. Mas isso, somente se os fatos fossem considerados mais importantes que os dogmas da esquerda.

Milhões de vítimas pagam o preço das ilusões da esquerda sobre o crime – e sobre ela mesma.

Leia também Esquerda e criminalidade: Parte 1

Publicado por Townhall.com


Traduzido por Antônio Emílio Angueth de Araújo

O velho comunismo

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
Por Ipojuca Pontes em 06 de maio de 2008

Resumo: Ao invés de criar um “novo homem”, velha pretensão totalitária, o sistema comunista gerou um ser desfibrado, coisificado, tangido pelo temor e a autocensura – em suma, um sub-homem.

© 2008 MidiaSemMascara.org

A revolução comunista, em vez do “novo homem”, criou o sub-homem.

A London Paperback divulga o lançamento da 2ª edição, na Europa, do novo livro do historiador inglês Orlando Figes, “The Whisperers” (0s Sussurros), sobre os intermináveis horrores da Era Stalinista. Figes tem formado, ao lado de Paul Johnson, o duo de especialistas voltados para a reconstituição e análise da funesta experiência comunista na Rússia Soviética. Seu relato “A People’s tragedy – the russian revolution 1881-1924” (A Tragédia de um povo – A Revolução Russa 1881-1824 - Editora Record, Rio, 1996) – se inscreve, pelo rigor da pesquisa cuidadosamente estruturada, como leitura obrigatória para todos aqueles que desejam saber como a serpente expeliu o ovo e formou o tentacular monstro comunista.

Com acesso direto aos arquivos de Moscou, ou pelo menos parte deles, Figes, na transição deste século, se transferiu para a capital russa e entrevistou um sem-número de sobreviventes do stalinismo. Houve resistência, alguns depoentes, em pânico, tentaram se esquivar de qualquer conversa com o historiador pensando que ele não passava de um agente da KGB. No entanto, ainda que temerosos, eles contaram como, há mais de meio século, funcionava a vida privada do homem comum sob a repressão do Estado soviético.

Uma vida, de resto, levada aos “sussurros” por causa do vizinho que, por qualquer indício de “desigualdade”, denunciava ao agente do Partido Comunista mais próximo (“comissário do povo”) o que se passava por trás das paredes dos apartamentos comunais soviéticos, onde fermentavam, ao mesmo tempo, a carência, a dor, a inveja, o medo e a delação. O simples ato de comer uma batata a mais, dentro de um modelo social baseado no princípio da igualdade na pobreza, poderia levar o indivíduo e sua família ao degredo e à desgraça.

São centenas de relatos escabrosos, em que as vítimas do sistema repressivo, em meio à violência e a miséria moral, perderam por completo o auto-respeito, os parâmetros e o próprio sentido da existência; pessoas tomadas pelo conformismo e transformadas em peças amorfas destinadas ao trabalho escravo e à obediência cega. Ninguém ousava – e aí de quem! - levantar a cabeça ou mesmo esboçar o desejo de se manifestar politicamente. Coisa em tudo similar ao que nos descreve outro escritor inglês, George Orwell, no seu aterrorizante “1984”. Eis o fato incontestável: ao invés de criar um “novo homem”, velha pretensão totalitária, o sistema comunista gerou um ser desfibrado, coisificado, tangido pelo temor e a autocensura – em suma, um sub-homem.

Os adeptos da seita e os espíritos acadêmicos integrantes do movimento comunista, a partir do XX Congresso do PC, em 1956, adotaram como estratégia o sofisma de afirmar que o stalinismo representou apenas um “desvirtuamento” da rota teorizada por Karl Marx e materializada por Lenin. “Tudo não passou de um equivoco histórico”, proclamou certa vez o revisionista caboclo Salomão Malina, último Secretário-Geral do PCB. Papo cínico e canalha. Pois é da essência mesma do credo coletivista nulificar o indivíduo em função da verdade única que se cristaliza na propriedade estatal dos meios de produção. Stalinista ou não, o sistema se consolida em definitivo na subordinação da sociedade à burocracia estatal, controlada pelo Partido. Assim, as formas de pensar, liberdade, cultura, ensino, relações políticas, sociais, etc., se efetuam no socialismo tão somente sob a “guarda do Estado” e, dentro dele, disfarçada ou abertamente, só podem ou terão condições de existir os que atuam para reafirmá-lo. (Qualquer semelhança com o que se desenvolve, sorrateiramente, no Brasil da Era Lula não é mera coincidência).

Com notável sentido do fato histórico, Figes dá especial relevo aos depoimentos de pessoas que, de algum modo, sobreviveram à época do Grande Terror stalinista. Nela, foram aniquiladas milhões de pessoas, entre as quais milhares de militantes e figuras centrais da revolução russa, tais como os “camaradas” Kirov, Bukharin, Zinoviev e Kamenev. Stalin não brincava em serviço. Como todo bom comunista, só tinha um objetivo: manter o poder. Por isso, ao menor sinal de desconfiança, instituía julgamentos farsescos nos quais os suspeitos se declaravam culpados de conspirações inexistentes e de cumplicidades (impossíveis) com os inimigos do regime. O próprio Lev Trotsky, o homem da “revolução permanente”, antecipou-se e fugiu das garras do “Guia Universal dos Povos”, em 1929, mas não conseguiu se livrar da picareta mortal de um dos seus agentes, na cidade de Coyacán, México, em 1940.

As vilanias do stalinismo e do próprio comunismo são inescrutáveis. No epílogo de seu livro, um êxito de vendas, Figes nos dá conta de que a sombra do Grande Terror da Era Stalin se projeta de forma nítida na Rússia de Putin, o ex-dirigente da KGB. Prevalecem nela ainda, segundo o historiador, o conformismo e o eterno temor diante do arbítrio estatal. O cidadão comum, por uma espécie de perversão moral herdada do passado, não ousa contestar as ameaças das instituições burocráticas e da imensa máquina de segurança do Estado, mantida e até ampliada nos alvores do Putinismo.

Para nós, na aparente distância, o fenômeno descrito em “The Whisperers” é inteiramente explicável. Na Rússia atual o governo simplesmente amplia as garras do Estado, passando por cima da fragilidade da sociedade civil liberal e isolando, no processo, a ação do indivíduo consciente como contrapeso ao poder centralizador do Estado forte. Por que digo isso?

Bem, os senhores sabem, tenho o Brasil diante de mim.

O autor é cineasta, jornalista, escritor e ex-Secretário Nacional da Cultura.

O Partido Comunista e o indivíduo

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Carlos I.S. Azambuja em 06 de maio de 2008

Resumo: O indivíduo não tem cabimento na teoria e no programa dos partidos comunistas.

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Louis Aragon, poeta oficial do Partido Comunista Francês, simplesmente constatou: Perdi meu tempo, ao verificar o desmoronamento do socialismo real.

Quando alguém examina livros, revistas e folhetos comunistas verifica um fato surpreendente. Em nenhuma parte da interminável verborréia que pretende abordar o político-social se encontra qualquer referência ao indivíduo.

Página após página encontramos os termos massas, proletariado, burguesia, mercenários do capitalismo, reformistas, revisionistas, renegados e sempre, em toda a parte, referências à vanguarda revolucionária. Isto é, ao partido.

Sempre que se refere a qualquer membro do partido, ele é esterilizado psicologicamente e tirada a sua individualidade: é convertido no companheiro, kamarada ou quadro.

Não é, porém, por acidente que o ser humano está ausente dos escritos comunistas. O indivíduo não tem cabimento na teoria e no programa dos partidos comunistas. A ideologia só se interessa pelo homem como membro de uma classe e, no que se refere ao programa, os indivíduos são manejados como massa.

Na medida em que o indivíduo siga sendo ele mesmo, diz-se que está animado por interesses e esperanças pessoais: é sensível às dúvidas e ao otimismo; é capaz de ser tocado pelo mistério da vida; torna-se imprevisível e capaz de ater-se às suas próprias opiniões.

As mesmas qualidades que fazem dele um indivíduo o desqualificam para os fins partidários. Tende demasiado a não ser facilmente convencido, a mostrar-se cético, a aborrecer-se pelas reiteradas abstrações próprias da ideologia comunista, a duvidar do método, a manter uma opinião ainda mesmo depois de se ter convertido à linha partidária e a simpatizar ou antipatizar com uns semelhantes sem permissão do Comitê Central.

Em conseqüência, não é confiável. Necessita ser desenvolvido e integrado à massa, a fim de que o partido cumpra a sua missão histórica.

De acordo com a doutrina científica, todos os aspectos do ser humano que não se prestem à sua politização são burgueses.

Carlos I. S. Azambuja é historiador

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".