Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
EUA decidem restabelecer a 4ª Frota na América Latina
A decisão da Marinha americana de restabelecer a 4ª Frota, após quase 60 anos, para manter um perfil mais alto no Caribe e na América Latina, gerou uma inquietação na região, já que alguns vêm a iniciativa como o retorno da "diplomacia dos canhões".
Fidel Castro abordou a questão em um artigo publicado na semana passada no jornal oficial do regime cubano, Granma, acusando os Estados Unidos de quererem "semear o terror e a morte na América Latina". (C.T. - já as pessoas de bem que sabem ler e conseguem com a leitura chegar ao óbvio festejam. Façam uma reflexão lendo este artigo)
"Os porta-aviões e as bombas nucleares com as quais ameaçam nossos países servem para semear o terror e a morte, não para combater o terrorismo e as atividades ilícitas", afirmou Castro, 81 anos, que deixou o poder em fevereiro de 2008. (C.T. - Lênin dizia: xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz. Quem semeou o terror e a morte na América Latina matando mais de 100 mil pessoas em quase 50 anos chama-se FIDEL CASTRO)
Para Fidel, a iniciativa americana tem o objetivo de "enviar uma mensagem à Venezuela e ao resto da região".
O presidente boliviano Evo Morales também evocou a 4ª Frota, em uma entrevista concedida a uma rede de televisão cubana.
No entanto, a Marinha americana insiste em que o restabelecimento da frota é uma medida simplesmente administrativa.
Os navios de guerra e submarinos americanos ficarão sob o comando da 4ª Frota a partir de 1 de julho quando circularem pela região, anunciou a Marinha, e ao contrário das cinco frotas dirigidas pelos almirantes de três estrelas, está será dirigida por um de duas estrelas.
O despertar da 4ª Frota é simbólico, segundo especialistas. Para o contra-almirante James Stevenson, atual comandante das forças navais americanas na região, isto "envia um sinal correto, inclusive aos que, como vocês sabem, não são nossos maiores admiradores".
"A obsessão dos Estados Unidos pela Venezuela, Cuba e outros indica que usarão mais a força militar e com maior frequência", de acordo com Frank Mora, professor da National War College.
Ainda de acordo com Mora, "para os Estados Unidos não se trata de tentar usar o instrumento militar para invadir ou construir outro país, mas sim trabalhar com esses países para fazer frente aos desafios e ameaças em comum".
Os Estados Unidos observaram com inquietação a chegada ao poder de presidentes de esquerda na região, com, às vezes, o apoio de Venezuela e seu presidente Hugo Chávez, ovelha negra da administração do presidente George W. Bush na América Latina.
A aquisição de material militar pela Venezuela, especialmente de aviões e helicópteros de combate e submarinos, incomodou alguns militares.
No entanto, desde que assumiu o comando sul do exército americano, o almirante James Stavridis adotou uma postura diplomática na região, organizando exercícios conjuntos, visitas aos portos e missões humanitárias.
"Esta atitude não deve ser interpretada pelos países como uma vontade de dissuasão ou como uma ameaça. Essa não é a intenção", indicou Jay Cope, ex-chefe do comando sul.
Os objetivos do almirante Stavridis são maiores, afirma Cope. "Já houve um tempo, na época da Guerra Fria, que gostávamos de pensar que a América Latina era nosso quintal. Hoje, não é exatamente a forma correta de se olhar para a região", insistiu.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
A antiga Atenas e a América moderna
Do portal MÍDIA SEM MÁSCARApor Jeffrey Nyquist em 01 de abril de 2008
Resumo: Há uma diferença entre Atenas e a América que não devemos esquecer. Os inimigos de Atenas eram misericordiosos e razoáveis. Eles não buscavam derrubar ou subverter a ordem social existente. Ao invés de revolucionários, eles eram reacionários que acreditavam na sabedoria do passado.
© 2008 MidiaSemMascara.org
“Portanto, homens da Lacedemônia, decretem a guerra, como convém à dignidade de Esparta; e não permitam que os atenienses se tornem ainda maiores...” – Sthenelaidas, éforo[1] espartano.
Há mais de vinte e cinco séculos atrás, um livro começava com estas palavras famosas[2]: “Tucídides, um ateniense, escreveu a história da guerra entre os peloponésios e os atenienses...”. Eis aqui uma história de arrogância, império e violência. No século V a.C., Atenas tinha se tornado a mais poderosa cidade no mundo grego, energizada por uma nova forma de liberdade. Toda grande potência faz inimigos, e Atenas fez muitos. Sua riqueza era invejada. Sua política de liberdade e de poder compartilhado entre os cidadãos homens era temida pelos líderes conservadores em Corinto, Tebas e Esparta. Um famoso pensador político inglês do século XVII, Thomas Hobbes, traduziu a história de Tucídides e ofereceu as seguintes palavras de louvor: “Já foi ressaltado que, Homero na poesia, Aristóteles na filosofia, Demóstenes na eloqüência e outros antigos em outras áreas do conhecimento, ainda mantêm sua primazia; não sendo nenhum deles superado e alguns nem sequer aproximados por qualquer outro em épocas posteriores. E entre eles também está, com justiça, nosso Tucídides; um artífice não menos perfeito em sua obra do que qualquer um dos citados anteriormente; nele, a faculdade de escrever história está em seu mais alto ponto”. Hobbes argumentava que a história de Tucídides continha lições valiosas. Durante o século XVII, a Inglaterra estava agitada pelas discussões sobre democracia e republicanismo, aprendidas do estudo da história greco-romana. Hobbes estava amedrontado quanto aos rumos que essa discussão poderia tomar e, com ela, a Inglaterra. Naturalmente, a agitação levou a uma guerra civil que custou a vida de mais de cem mil pessoas. O que tornou Tucídides relevante para Hobbes no século XVII e o que o torna relevante hoje, é a probabilidade de que o desestabilizado mundo grego da antiga Atenas seja um modelo de desestabilização futura. Tal como os atenienses do século V a.C., estamos à beira da maior comoção que jamais aconteceu. “Ouvir a história repetida”, explicava Tucídides, “será, talvez, desagradável”. Não obstante, esta história ganha imortalidade porque instrui os povos que a sucederem quanto ao que podem esperar da liberdade descontrolada. Há momentos na história em que o mundo mergulha na loucura. Tudo muda para sempre e muito se perde. Ao descrever o seu tempo, Tucídides escreveu: “Pois nem jamais houve tantas cidades expungidas e desoladas... nem tantos banimentos e matanças, alguns pela guerra e outros pela sedição...”. Quando a própria sociedade é rompida, até mesmo a natureza parece rebelar-se. Ocorreram terremotos junto com um número incomum de eclipses; e houve terríveis surtos de peste. “Todos esses males vieram junto com a guerra”, declarou Tucídides. Guerras desse tipo podem acontecer novamente? Sim. Guerras assim acontecerão, de novo e de novo, até que a história mesma chegue a um fim. No limiar das grandes tribulações, raramente suspeitamos do horrível caminho que tomamos. Raramente vemos o perigo e o abismo que se abre sob nossos pés. Em Atenas, havia um político notável chamado Péricles. Sua famosa oração fúnebre em honra aos heróis atenienses mortos em combate soa quase americana em sua lógica: “Temos uma forma de governo que, por ter em sua administração respeito não a poucos, mas a uma multidão, é chamada de democracia. E, deste modo, há uma igualdade entre todos os homens diante da lei na solução de suas controvérsias particulares. A liberdade que desfrutamos em nosso governo estende-se também à nossa vida comum. Assim, longe de exercermos ciumenta vigilância de uns sobre os outros, não nos sentimos ofendidos porque cada um faz o que lhe aprouver. Mas isto não faz de nós cidadãos sem lei. Ao conversarmos uns com os outros, sem ofensa, mantemo-nos receosos de transgredir a coisa pública e somos sempre obedientes àqueles que governam e às leis, principalmente às leis tais como aquelas escritas para proteger contra a injúria”. De acordo com Péricles, os atenienses eram o maior povo do mundo. Eram os primeiros na guerra, os primeiros na liberdade, os primeiros na descoberta de novas idéias. Os atenienses tinham descoberto uma nova maneira de se governar. Era um modo de vida melhor, assim acreditavam. Os povos de outras cidades gregas, de outras nações, poderiam apreciar este modo de vida melhor. Porém, para muitas cidades gregas, os atenienses pareciam arrogantes. Seu império apresentava uma ameaça. Atenas e a América não são iguais. Mas lições que se aplicam a uma podem ser aplicadas a outra. Quando os homens rompem com a tradição, aventurando-se num colossal experimento político, eles perdem sua habilidade de navegar. Eles perdem seu senso de proporções, seu senso de certo e errado. É sempre perigoso se enganar quanto à posição em que se está e é perigoso perder os meios de reconhecer um erro; é perigoso acreditar que o sucesso imediato – ou que os sucessos obtidos até o momento – indique algum recém-descoberto caminho para a felicidade coletiva. A verdade pode ser a de que um experimento político, até agora bem-sucedido, esteja, não obstante, fadado ao desastre. Talvez haja algo de inerentemente instável nos materiais, no povo e na situação de poder e sucesso sem precedentes dos Estados Unidos. Talvez o vitorioso tenha sido estragado e corrompido por suas vitórias; uma nação que inove tanto talvez não possa abarcar e compreender as conseqüências de tantas inovações empilhadas umas sobre as outras. Os Estados Unidos desfrutaram da supremacia por quase o mesmo tempo que Atenas desfrutou da sua supremacia. Os Estados Unidos, tal como Atenas, acreditam que o seu modo de vida tem a chave para a prosperidade e a liberdade de outras nações. E os Estados Unidos, assim como Atenas, são odiados por seu poder. É questionável se os americanos agiram de forma tão injusta e brutal quanto os atenienses. Mas uma coisa é certa, dada a marcha do tempo: o povo dos Estados Unidos perdeu seu centro moral e corre o risco de cair num tipo de caos. Este caos se revela em nosso comportamento econômico – em nosso endividamento e no fracasso em obedecer às regras tradicionais da economia. Também ignoramos os alertas de nossos antepassados quanto a enredamentos no exterior. E perdemos também nosso senso comum em questões de família e comportamento pessoal. Mas há uma diferença entre Atenas e a América que não devemos esquecer. Os inimigos de Atenas eram misericordiosos e razoáveis. Eles não buscavam derrubar ou subverter a ordem social existente. Ao invés de revolucionários, eles eram reacionários que acreditavam na sabedoria do passado. Portanto, quando Atenas foi derrotada ao fim da Guerra do Peloponeso, Esparta não exterminou os atenienses nem destruiu a cidade. No caso dos Estados Unidos, todavia, o inimigo é revolucionário e niilista. Os revolucionários socialistas e islâmicos estão ávidos por matar, perseguir e destruir. E eles terão armas de destruição em massa para fazer o serviço. [1] NT: Em Esparta e em outros estados dórios, um éforo era um dos cinco magistrados escolhidos pela aristocracia, tendo poder executivo, judicial e disciplinar, vindo a supervisionar a conduta do rei. [2] NT: Todos os trechos de Tucídides, exceto aquele explicitamente atribuído a Thomas Hobbes, mas incluindo a Oração Fúnebre de Péricles, são traduções livres a partir da versão inglesa de Richard Crawley [Thucydides, Great Books, Chicago, 1952] e não cópias de qualquer outra versão existente em português. © 2008 Jeffrey R. Nyquist Publicado por Financialsense.com Tradução: MSM Jeffrey Nyquist é formado em sociologia política na Universidade da Califórnia e é expert em geopolítica. Escreve artigos semanais para o Financial Sense (http://www.financialsense.com/), é autor de The Origins of The Fourth World War e mantém um website: http://www.jrnyquist.com/
quinta-feira, 3 de abril de 2008
A história do mundo para crianças
Do portal OLAVO DE CARVALHOPor Olavo de Carvalho, 31 de março de 2008
Por aqui até crianças sabem aquilo que os cientistas políticos, comentaristas de mídia, analistas estratégicos brasileiros estão longe de poder sequer imaginar: que a verdadeira disputa política nos EUA não é propriamente entre republicanos e democratas, mas entre globalistas e americanistas, e que nada, absolutamente nada do que se passa no mundo de hoje – sobretudo nas áreas mais diretamente submetidas à influência americana – pode ser compreendido se não for enfocado nessa perspectiva.
Quando digo crianças, não é força de expressão. Kyle Williams é um garoto homeschooled que estreou no jornalismo aos doze anos de idade, em 2001, e manteve uma coluna regular no WorldNetDaily até 2005. Seus primeiros artigos foram reunidos no livro Seen and Heard ( http://shop.wnd.com/store/item .asp?ITEM_ID=1127 ), onde as estrelas intelectuais da ESG, da USP e da Folha de S. Paulo poderiam colher muitas lições úteis, se tivessem maturidade para isso.
Certamente Williams não é a única fonte para o estudo do assunto. Só na minha biblioteca já reuni uns cem títulos a respeito, dentre os milhares que circulam nos EUA. Recomendo o livro do garoto para não sobrecarregar os cérebros dos nossos formadores de opinião com alimento mais maduro.
Em 2001, Williams já havia compreendido perfeitamente que, para a elite globalista, empenhada na construção ultra-rápida de um governo mundial segundo as linhas aprovadas oficialmente pela ONU, o único obstáculo considerável era a soberania americana. Daí que não apenas subsidiassem generosamente movimentos anti-americanos por toda parte, mas, internamente, investissem pesado no "multiculturalismo" destinado a dissolver o próprio senso de identidade nacional.
Passados sete anos (três desde que Williams abandonou o jornalismo, talvez por achar-se velho demais para essas coisas), as propostas jurídico-administrativas mais atrevidas destinadas a quebrar a espinha do poder nacional americano – a dissolução das fronteiras com o México e o Canadá, a submissão do governo americano ao Tribunal Penal Internacional e o Tratado da Lei do Mar – ainda encontram resistência obstinada, mas os progressos na guerra cultural são notáveis, tanto no exterior quanto na esfera doméstica, onde o simples surgimento da candidatura Barack Obama prova que o anti-americanismo explícito já tem alguma força eleitoral.
A ascensão da esquerda na América Latina teria sido impossível sem o apoio dos círculos globalistas. As relações entre o Diálogo Interamericano e o Foro de São Paulo datam pelo menos de 1993. A ligação próxima da elite "progressista" americana com a narcoguerrilha colombiana ficou mais que provada com as visitas de importantes dirigentes da Bolsa de Valores de Nova York aos comandantes das Farc (v. Por trás da subversão). E não podemos esquecer que a ocultação da existência do Foro de São Paulo, favorecendo o crescimento dessa entidade longe dos olhos da opinião pública, recebeu um potente impulso legitimador da parte do próprio CFR, Council on Foreign Relations, o mais importante think thank globalista dos EUA (v. Mentiras concisas e Alencastro, o sábio da Veja).
Desde o fim da era Reagan, uma política comercial um tanto mais agressiva da parte dos EUA veio junto com a quase total abdicação da "diplomacia pública" e de qualquer tentativa séria de rebater as violentas campanhas anti-americanas por toda parte. Essa estranha combinação de ousadia comercial e timidez diplomática é a fórmula infalível para despertar o ódio a um país. Trinta anos atrás, os princípios e valores americanos tinham alguma presença no debate político-cultural em todo o mundo. Desde então, só o que se vê é o interesse comercial nu e cru, adornado de sorrisos lisonjeiros que só servem para alimentar suspeita. Entre os conservadores americanos, é forte a convicção de que o Departamento de Estado vem há décadas trabalhando contra os EUA e em favor da elite globalista.
No Brasil, ignora-se tudo, literalmente tudo a respeito desse conflito que tanto os globalistas quanto seus adversários sabem ser o capítulo mais decisivo da disputa de poder no mundo. Nas colunas de jornal, nas conferências da ESG e em círculos de discussões militares na internet, só o que encontro é um enfoque atrasado de mais de quarenta anos, no qual tudo o que venha dos EUA é interpretado como expressão direta e inequívoca do "interesse nacional" americano em luta para dominar a América Latina. Isso é de uma estupidez quase inimaginável, mas não resta a menor dúvida de que muitos que a cultivam não padecem dela pessoalmente, apenas a incutem, por esperteza, na mente dos outros.
Mal orientado por um fluxo de informações planejado precisamente para isso, o patriotismo das nossas Forças Armadas pode ser, de um momento para outro, transformado em instrumento do anti-americanismo continental e acabar servindo ao globalismo no instante mesmo em que imagina combatê-lo. Submetidas durante duas décadas a uma brutal campanha de desmoralização e ao progressivo desmantelamento dos seus recursos, as nossas Forças Armadas arriscam ser levadas àquele ponto de desespero no qual uma oferta de compromisso, vinda de seus mais empedernidos algozes e legitimada por pretextos aparentemente patrióticos, pode aparecer como uma tábua de salvação.
O duplo tratamento pavloviano dado pela elite comunista aos militares – de um lado, a difamação incessante, o aviltamento, a cusparada; de outro, a aproximação sedutora e capciosa sob as desculpas de "reconciliação" e "defesa da Amazônia" – foi calculado precisamente para chegar a esse resultado. E está chegando.
Talvez não esteja longe o dia em que nossos oficiais se sintam honrados de integrar o "exército anti-imperialista" de Hugo Chávez, sem saber que, voltando o seu ódio contra os EUA, ajudam a derrubar a única barreira efetiva que se opõe às mesmas ambições globalistas contra as quais acreditarão piamente estar levantando a bandeira da soberania pátria.
Se um engano tão descomunal parece grotesco demais para poder transmutar-se em realidade, algumas amostras do atual pensamento militar brasileiro que circulam pela internet tendem a mostrar, ao contrário, que isso já está acontecendo. Parece mesmo que não há limites para a autodegradação compulsiva que se tornou, de uns anos para cá, o modo brasileiro de ser.
Ironicamente, a política mais recente do Departamento de Estado para com a América Latina concorre ativamente para levar a esse resultado. Proclamando mentirosamente a lealdade do governo brasileiro à velha aliança com os EUA e recusando-se a reconhecer a parceria de Lula com as Farc e Hugo Chávez no quadro do Foro de São Paulo, a administração Bush só reforça a credibilidade de uma das mentiras mais astutas já concebidas pela esquerda brasileira para aliciar os nossos militares: a lenda de que Lula "aderiu ao capitalismo" e está agora trabalhando para os americanos. A perspectiva atemorizante da fragmentação real e virtualmente oficial do nosso território – uma parcela para o MST, outra para as comunidades indígenas, outra para os "quilombolas", outra para os narcotraficantes, etc. --, que inspira tanto horror entre os nossos militares patriotas, surge assim como se fosse uma iniciativa do nacionalismo americano e não de seus verdadeiros autores, o conluio de globalistas e esquerdistas. O próprio ressentimento dos militares contra os sucessivos governos esquerdistas que tudo fizeram para desmantelar as Forças Armadas é assim voltado contra os EUA e transmutado em arma a serviço da "revolução bolivariana" no continente. Sem dúvida a esquerda nacional aprendeu alguma coisa com a máxima de Ronald Reagan: "Você pode conseguir tudo o que quiser, desde que não faça questão de levar o mérito."
Na verdade, a insistência psicótica do Departamento de Estado em tratar o governo Lula como se fosse um parceiro confiável e um baluarte de resistência à onda comuno-chavista, ignorando reiteradas ações e palavras do próprio Lula que mostram que ele não é nada disso, explica-se simplesmente pelo desejo de camuflar o fracasso descomunal da política latino-americana do governo Bush. Ninguém no Departamento de Estado ignora o compromisso inflexível de Lula com o Foro de São Paulo, isto é, com Hugo Chávez e o terrorismo. Mas reconhecer isso em voz alta, principalmente num ano eleitoral, é mais do que se poderia esperar, seja do presidente americano, seja da sra. Condoleezza Rice.
Neste aniversário do movimento cívico-militar de 1964, não há assunto mais digno da atenção das nossas Forças Armadas.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Má notícia para os urubus: o “Império” sobreviverá - Final
por João Luiz Mauad em 01 de abril de 2008
Resumo: Inversamente ao que prevê o wishful thinking antiamericanista, portanto, será preciso muito mais do que uma crise de hipotecas para colocar uma economia daquele tamanho e complexidade de joelhos.
© 2008 MidiaSemMascara.org
Falemos um pouco de desemprego. O quadro abaixo mostra os volumes de pedidos de seguro-desemprego – média móvel de 4 semanas – desde 2001 até hoje. A análise deste quadro mostra claramente que, ainda que os pedidos tenham aumentado durante 2008, eles ainda estão em níveis muito inferiores àqueles de períodos recessivos. Segundo os padrões estatísticos dos EUA, não se poderia falar em recessão enquanto o volume semanal de novos pedidos não alcançar a marca de 400.000.
Peguem agora os dois gráficos abaixo, que mostram o volume de empréstimos do setor bancário, desde 2005 até agora, tanto para os setores comercial e industrial, como para o consumidor. Reparem que a tendência é de crescimento quase ininterrupto durante todo o período analisado.
Ora, considerando que o crédito à produção e ao consumo é o combustível da economia e, por conseguinte, da geração de riqueza, seria prudente falar em recessão, pelo menos num horizonte de curto prazo?


Se todos os dados acima mencionados parecem indicar que a economia americana ainda não está em recessão, o histórico dos ciclos econômicos nos mostra que ela virá, alguma hora, no futuro. Quando isso ocorrer, no entanto, ao contrário do que gostam de pregar os adeptos da escatologia econômica, que – como o ministro Mantega e o presidente Lula da Silva – já falam numa crise semelhante à de 1929, não se prevê nada muito duradouro.
Como mostram os quadros abaixo, a duração dos períodos recessivos da economia norte-americana vem caindo regularmente, desde o início do século XX. Vejam que, de 1900 a 1926, os americanos permaneceram 44,4% do tempo sob recessão. De 1927 a 1954, a prevalência de períodos recessivos caiu para 28,6% do tempo, chegando a 20% entre 1955 e 1982. Nos últimos 25 anos, apenas 5,3% do tempo a economia mais próspera do planeta esteve em recessão.

De fato, a economia americana tornou-se sempre mais estável ao longo do tempo (veja gráfico abaixo). Reparem que, a partir da década de 1950, as flutuações de crescimento e declínio do produto interno bruto daquele país se deram de forma bem mais suave que na primeira metade do século e, mesmo nos períodos considerados recessivos, as flutuações negativas foram muito menos abruptas.

Só o tamanho e a pujança da economia americana, com seu PIB hoje próximo dos 14 trilhões de dólares, distribuídos de forma amplamente diversificada pelos setores agrário, industrial, de serviços, financeiro e de tecnologia, dentre outros, proporcionam um elevado grau de estabilidade, como que vacinando-a contra as pressões recessivas.
Inversamente ao que prevê o wishful thinking antiamericanista, portanto, será preciso muito mais do que uma crise de hipotecas para colocar uma economia daquele tamanho e complexidade de joelhos. Ainda que Perry e outros estejam errados, e tenhamos realmente uma recessão em 2008, no longo prazo a economia dos EUA continuará em sua trajetória de prosperidade, pois, com recessão ou não, ela ainda será a maior geradora de riquezas, prosperidade e trabalho da História.
Leia também Má notícia para os urubus: o “Império” sobreviverá - I
terça-feira, 25 de março de 2008
Má notícia para os urubus: o “Império” sobreviverá - I
por João Luiz Mauad em 25 de março de 2008
Resumo: A economia americana está em recessão? Muita gente acredita que sim, e alguns mais afoitos já falam até no “fim do Império”
© 2008 MidiaSemMascara.org
"I know we are supposed to be in a recession since Warren Buffett said so, but the data refuse to fully cooperate"
(James Pethokoukis, US News & World Report)
A economia americana está em recessão? Muita gente acredita que sim, e alguns mais afoitos já falam até no “fim do Império”. Bobagem! Mais uma vez, eu estou com os céticos. Um deles é o economista Mark. J. Perry, professor de finanças na Universidade de Michigan e editor do excelente blog CARPE DIEM.
Segundo ele, a economia americana está forte e estável, e deve continuar expandindo-se – embora a taxas menores que no passado recente – durante o próximo ano. Para fundamentar sua opinião, Perry cita o National Bureau of Economic Research - NBER, órgão oficial de pesquisas econômicas dos EUA (sucedâneo do nosso IBGE). Para espanto de muitos, diz ele, o NBER não baseia suas análises em quaisquer dos elementos atualmente em voga na grande mídia, como a crise das hipotecas, o câmbio desvalorizado, as retomadas de imóveis, os índices da bolsa de valores ou preço do petróleo.
As únicas variáveis que realmente importam para determinar se há uma recessão em andamento – ou não – são os salários pagos aos trabalhadores, os níveis de produção (principalmente industrial), a atividade comercial (consumo), e as requisições de auxílio-desemprego. De acordo com dados disponíveis, nenhuma dessas variáveis mostra que um quadro recessivo esteja em andamento. Vamos conhecer algumas delas:
Antes de mais nada, uma rápida análise nos dados de crescimento agregado da economia americana, desde 2000 até 2007.
O crescimento real do PIB no segundo e terceiro trimestres de 2007 foi de 3,8% e 4,9%, respectivamente, tendo caído para 0,6% no último trimestre daquele ano. Esse último indicador é o pano de fundo da maioria das análises que indicam ali o início de uma provável recessão.
Porém, se olharmos a coisa com um pouco mais de cuidado, o primeiro dado que nos chama a atenção é que o número do terceiro trimestre foi muito grande para os padrões de 1º mundo (4,9%) e, portanto, era presumível que houvesse uma desaceleração no período seguinte, como, de fato, ocorreu.
No entanto, se compararmos o desempenho do 4º trimestre de 2007 com o mesmo período de 2006 (e fizermos o mesmo para todos os demais períodos anteriores), veremos que o bicho não é tão feio quanto parece. Neste caso, o crescimento foi de 2,5% (veja quadro acima), algo bem diferente dos 0,6% em relação ao trimestre anterior. É preciso notar que, por motivos óbvios, as taxas de crescimento de trimestre a trimestre serão sempre mais voláteis do que as anuais e, por conseguinte, sempre mais enganosas.
Reparem também que a tendência verificada durante quase todo o ano de 2007 não guarda qualquer similaridade com a verificada em 2001 (ano da última recessão), ou mesmo em 2000 (ano imediatamente anterior).

No último dia 17, veio a notícia de que a produção industrial de fevereiro havia caído 0,5% em relação a janeiro, o que causou enorme apreensão nos mercados. O que quase ninguém disse foi que, em relação ao mesmo período do ano anterior, houve mesmo um crescimento de 1%. Reparem no quadro acima os níveis de crescimento mensal da indústria durante o último período recessivo, em 2001. É evidente a diferença entre o que aconteceu naquele período e o que temos hoje.
Prestem atenção agora no gráfico seguinte, que mostra a evolução anual das taxas de crescimento da indústria americana, numa perspectiva de mais longo prazo, pegando o período desde 1990 até 2008:

Calculada relativamente ao mesmo mês do ano anterior, janeiro de 2008 marcou o 55º mês consecutivo de crescimento positivo da produção industrial. Isto quer dizer que a última vez em que esta taxa esteve no terreno negativo foi em junho de 2003 (e mesmo assim apenas por um mês), mais de 4 anos atrás.
O crescimento durante todo o ano de 2007 esteve abaixo da média de 2,9%, é verdade, possivelmente indicando alguma redução nos níveis de produção. Porém, certamente esta redução é muito diferente daquelas ocorridas em períodos de comprovada recessão (veja as áreas marcadas no gráfico, em 1990/91 e 2001 respectivamente). Outro dado que parece demonstrar que não há uma recessão no horizonte é a tendência “para cima”, verificada desde meados de 2007.

Segundo dados do Departamento de Comércio divulgados recentemente, os novos pedidos para bens duráveis em dezembro de 2007 subiram 5,2%, contra uma expectativa do mercado de apenas 1,6%. Esse foi o segundo aumento consecutivo. Os pedidos de bens duráveis são um sinal claro, segundo Perry, de que a economia americana encontra-se hoje mais forte do que há um ano, estando longe de uma recessão. Reparem no gráfico acima que houve um forte declínio nos pedidos de bens duráveis não só durante, como também nos meses anteriores e mesmo posteriores à última recessão, em 2001.

O gráfico acima mostra o desempenho anual das vendas no varejo em relação ao mesmo mês do ano anterior (média móvel de 6 meses). Vejam que a tendência dos últimos 9 meses é ascendente e não se parece em nada com a tendência declinante verificada durante e depois da último período recessivo (área escura).
quinta-feira, 13 de março de 2008
BUSH FAZ DURAS CRÍTICAS A CHÁVEZ POR SEUS VÍNCULOS COM AS FARC
Bush intensificou na quarta-feira suas críticas ao Chávez, acusando-o de exibir um "padrão preocupante" de comportamento provocativo e de desperdiçar o petróleo do seu país para fomentar o antiamericanismo.
Sobre a ação militar colombiana dentro do território equatoriano, e que a Venezuela e o Equador responderam à investida mandando tropas para suas fronteiras com o território colombiano - "esse é o capítulo mais recente de um padrão preocupante de comportamento provocativo exibido pelo regime de Caracas", afirmou Bush em um discurso na Câmara de Comércio Hispano-Americana.
Estabelecendo uma relação entre o governo Chávez e as FARC, Bush disse: "O regime (de Caracas) também pediu que os terroristas das Farc fossem reconhecidos como um Exército legítimo, e importantes autoridades desse regime reuniram-se com líderes das Farc na Venezuela."
"À medida que tenta ampliar sua influência na América Latina, o regime (de Caracas) alega promover a justiça social", disse Bush. "Na verdade, a agenda dele não se traduz em nada muito diferente de promessas vazias e sede de poder." "Esse regime desperdiçou seu petróleo em um esforço para promover uma opinião hostil aos EUA, uma opinião antiamericana", acrescentou. "Ele fez com que seus próprios cidadãos enfrentassem racionamentos de comida enquanto ameaçava seus vizinhos." - Reuters (IDS)
Comentário do Cavaleiro do Templo: tudo que BUSH afirma acima fica entendido quando percebe-se que por trás dos interesses de CHÁVEZ, LULA, MORALES, CORREA, FARC e tudo que é lixo esquerdopata da América Latina está o FORO DE SÃO PAULO, que, para estes sociopatas, é mais importante que as suas nações. Leia e comprove.
terça-feira, 11 de março de 2008
Bush dá os primeiros passos para incluir a Venezuela na lista dos “Países Terroristas”
Segunda-feira, 10 de Março de 2008
Um alto representante do governo dos EUA confirmou hoje, que o governo Bush já pediu aos seus advogados para analisarem os passos necessários para incluir uma nação que patrocina o terrorismo na lista dos Estados Unidos, segundo a matéria de Pablo Bachelet, hoje, no The Miami Herald.
A investigação é o primeiro passo do processo que poderá resultar na inclusão da Venezuela, ao lado de países como a Coréia do Norte, Cuba, Sudão, Síria e Irã, na lista de aliados do terrorismo do Departamento de Estado. As leis dos Estados Unidos estabelecem que as atividades econômicas ficam sujeitas à sanções e, em último caso, as empresas americanas e estrangeiras estariam obrigadas a cortar os laços com um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o que afetaria severamente o comércio da Venezuela.
(C.T. - e depois vão dizer por aí que os EEUU são o "capeta" por cortarem relações comerciais com um outro país. Todos os leitores (honestos) deste blog SABEM que existe o FORO DE SÃO PAULO e que CHÁVEZ, LULA e a canalhada latRino-americana excetuando o URIBE são PARCEIROS DAS FARC. O povo venezuelano sofreria MAS A CULPA É DO SEU PRESIDENTE SOCIOPATA, HUGO CHÁVEZ.)
Este processo legal deverá ser produzido depois de conhecidos todos os dados do computador de falecido terrorista Raúl Reyes. (C.T. - e já vimos que pelo menos alguns destes dados são verídicos, clique aqui e veja quem já foi preso devido ao que estava neste computador). Um alto membro do governo Bush, que solicitou anonimato pela delicada natureza do tema, disse que foi solicitado aos advogados clarearem a questão: “o que se considera como proibido, ou atividades proibidas” para poder qualificar a Venezuela como “patrocinador estatal” do terrorismo. Leia matéria completa (em espanhol) do Notícias 24 Horas aqui -
Comentário: Agora, é tarde demais para covardias seu Hugo Chávez.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Eles sempre dizem: o inimigo está lá fora (invariavelmente, como diz o post, os EEUU)
Por Arthur Chagas Diniz, quinta, 6 de Março de 2008
Comentário do Cavaleiro do Templo: acho que este post "fecha" com chave de ouro a série FORO DE SÃO PAULO dos últimos dias, visto que a ESQUERDOPATIA vende a décadas que o monstro são os EEUU. Os monstros, como estamos vendo, estão aqui e falam português e espanhol. Alguém AINDA duvida disto? Como Lênin dizia, "... amigos esquerdopatas, xingue-os do que você é, acuse-os de fazer o que é você que está fazendo (ou, pior, já fez) ...".
Reflitam sobre a "curtura" brasileira e sobre como aceitamos todo tipo de imbecilidade que nos dizem como se fossem verdades absolutas, como SEMPRE aconteceu com o Sr. LULA, "vendido" pela mídia como santo e que agora mostra sua verdadeira cara, este sim um "DEMÔNIO" que se junta com as FARC.
A moralidade do indivíduo deixou de ser importante. No começo desta degradação moral da sociedade brasileira era "ele rouba mas faz...". Como se isto não fosse já um absurdo, agora mudou para "ele é amigo de narcotraficantes que matam nossos filhos mas foi pobre (e agora é podre de rico)" e dá esmola para os necessitados (trabalho, educação, saúde não dá não).
Durante muitos anos, convivemos na América Latina com afirmações de políticos populistas de que "o inimigo está lá fora". Com isso, ou seja, acusando os Estados Unidos (sim, este era o inimigo), os políticos justificavam o baixo nível de desenvolvimento, o protecionismo, a presença excessiva do Estado, enfim, toda a série de eventos que nos transformaram em estatólatras.
É curioso observar que no momento atual Chávez, o venezuelano, atribui todas as mazelas aos Estados Unidos e ... à Colômbia, pois não é outra a razão que tem para imiscuir-se num conflito de fronteira entre a Colômbia e o Equador.
Como sua popularidade, apesar da abundante receita do petróleo, está em baixa em seu país, em função do desabastecimento por ele mesmo criado, Chávez tenta assumir as dores dos equatorianos, que tiveram suas fronteiras invadidas, por alguns quilômetros, pelo exército e a aviação da Colômbia atrás de bandidos, seqüestradores e narcotraficantes abrigados sob o manto das Farc.
O posicionamento de Chávez, como se a Venezuela fosse ela o objeto da incursão, tira ao caudilho qualquer possibilidade de participar de um grupo para evitar e prevenir conflitos que deve, necessariamente, cobrir os dois lados da questão, ou seja, tanto evitar novas invasões do pessoal de Uribe quanto evitar que o Equador e a Venezuela dêem abrigo aos bandidos das Farc e da ELN.
É difícil para o Brasil fingir uma neutralidade que não tem. A estreita relação entre as Farc e o PT, desenvolvida ao longo dos anos no Foro de São Paulo, deixou marcas visíveis e dela emergem Marco Aurélio Garcia e seus áulicos.
Infelizmente, o Brasil, que teria tudo para ser o protagonista da paz entre sul-americanos, conspurcou sua biografia com uma relação delituosa e longa com os narcotraficantes.
É uma pena para Lulla que sempre sonhou com essa posição dentro da América Latina. Quando condena a invasão e cobra desculpas de Uribe, está só repetindo o que vem fazendo há anos: apoiando a guerrilha.
Arthur Chagas Diniz é presidente do Instituto Liberal
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Brasil vai entrar em guerra contra os EEUU?
É este mais um dos objetivos do FORO DE SÃO PAULO, que tem o Chávez como "chefe das armas".
Sempre lembrando que quem gosta de "brincar de imperador" é a turma sociopata do Socialismo, etapa inicial do Comunismo (utopia que JAMAIS EXISTIU NA PRÁTICA EM NENHUM LUGAR DESTE MUNDO).
Basta vermos o que acontece em Cuba e China e o que aconteceu na antiga União Soviética, onde os "imperadores" mandavam e desmandavam, tinham poder total sobre a vida do cidadão e, pior que a imensa maioria dos impérios, todo mundo está/estava confinado aos muros ao redor trabalhando como escravo.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
O legado maligno de Lee Harvey Oswald
por Daniel Pipes em 29 de novembro de 2007
Resumo: Um novo livro nos EUA explica como o assassinato de JFK, cometido por um militante comunista, foi atribuido pelas esquerdas a "uma conspiração de extrema direita" e serviu de senha para uma radicalização assustadora do liberalismo americano, que dura até hoje.
© 2007 MidiaSemMascara.org
O que há de errado com o liberalismo americano? O que aconteceu com o Partido Democrata de Franklin D. Roosevelt, Harry Truman e John F. Kennedy, outrora confiante, prático e otimista? Por que Joe Lieberman, a encarnação contemporânea mais próxima desses três, foi expulso do partido? Como foi que o antiamericanismo infectou escolas, a mídia e Hollywood? E de onde vem a fúria esquerdista que conservadores tais como Ann Coulter, Jeff Jacoby, Michelle Malkin e o Media Research Center documentaram amplamente?
Num esforço sobre-humano, James Piereson, do Manhattan Institute, oferece uma explicação histórica, tanto nova quanto convincente. Seu livro, Camelot and the Cultural Revolution: How the Assassination of John F. Kennedy Shattered American Liberalism [Camelot e a Revolução Cultural: Como o Assassinato de John F. Kennedy Estilhaçou o Liberalismo Americano] (Ed. Encounter Books), investiga o deslocamento do liberalismo americano para um antiamericanismo, remontando até o fato, aparentemente menor, de que Lee Harvey Oswald não era nem um segregacionista nem um adepto da Guerra Fria, mas um comunista.
Eis o que Piereson argumenta: durante os quase quarenta anos que antecederam o assassinato de Kennedy, ocorrido em 22 de novembro de 1963, o progressivismo/liberalismo foi a filosofia pública reinante e quase única; Kennedy, um centrista realista, vinha de uma tradição eficaz que visava, e com sucesso, à expansão da democracia e do welfare state.
Em contraste, aos republicanos, tais como Dwight Eisenhower, faltava uma alternativa intelectual a esse liberalismo, daí que só lhes restou diminuir o ritmo. O "resíduo" conservador deixado por Wiliam F. Buckley, Jr., virtualmente não teve nenhum impacto na política. A direita radical, corporificada pela John Birch Society, cuspia fanatismo ilógico e inútil. Piereson explica que o assassinato de Kennedy afetou profundamente o liberalismo americano porque Oswald, um comunista ao estilo da New Left, assassinou-o para proteger o regime de Fidel Castro de um presidente que, durante a crise cubana dos mísseis em 1962, brandiu a carta do poderio militar americano. Kennedy, em resumo, morreu porque foi valentão na Guerra Fria. Os liberais americanos não aceitaram tal fato porque esse contradizia o seu sistema de crenças; em vez disso, apresentaram Kennedy como uma vítima da direita radical e um mártir das causas liberais (i.e., esquerdistas).
Essa quimera política requeria dois passos audaciosos. O primeiro se aplicava a Oswald:
• Ignorar o seu perfil comunista ao caracterizá-lo como um direitista extremado. Deste modo, o promotor distrital de Nova Orleans, Jim Garrison, afirmou que "Oswald teria ficado mais à vontade com Mein Kampf [Hitler] do que com O Capital [Marx]".
• Reduzir o seu papel à insignificância ao (1) teorizar acerca de outros dezesseis assassinos ou (2) fabricando uma gigantesca conspiração na qual Oswald seria um simplório manipulado pela Máfia, Ku Klux Klan, cubanos anticastristas, russos brancos, milionários do petróleo texanos, banqueiros internacionais, a CIA, o FBI, o complexo industrial-militar, os generais, ou o sucessor de Kennedy, Lyndon Johnson.
Com Oswald quase apagado da narrativa, ou até mesmo transformado em bode expiatório, o establishment governante – Johnson, Jacqueline Kennedy, J. Edgard Hoover, e muitos outros – continuou, dando então um segundo e surpreendente passo. Eles jogaram a culpa do assassinato não em Oswald, o comunista, mas no povo americano e na direita radical em particular, acusando-os de matar Kennedy porque ele teria sido mole demais na Guerra Fria ou acomodatício na questão dos direitos civis para os negros americanos. Aqui estão apenas quatro dos exemplos citados por Piereson que documentam essa distorção desenfreada:
• O juiz da Suprema Corte, Earl Warren, censurou publicamente o suposto "ódio e amargor que foram injetados por fanáticos na vida da nossa nação".
• O líder da maioria no senado, Mike Mansfield, encolerizava-se contra "o fanatismo, o ódio, preconceito e a arrogância que, naquele momento de horror, convergiram para abatê-lo".
• O deputado Adam Clayton Powell advertia: "Não chorem por Jack Kennedy, mas pela América".
• Um editorial do New York Times lamentava "[...] A vergonha que toda a América deve suportar pelo espírito de loucura e ódio que abateu o Presidente John F. Kennedy".
É nessa "negação ou pouco caso" quanto aos motivos e a culpa de Oswald, que Piereson determina as origens rançosas, mas férteis, da transformação do liberalismo americano na direção de um pessimismo antiamericano. "A ênfase reformista do liberalismo americano, que tinha sido prática e com os olhos postos no futuro, foi sobrepujada por um espírito de autocondenação nacional".
Ao ver os Estados Unidos como um país grosseiro, estúpido, violento, racista e militarista, o foco do liberalismo americano deslocou-se da economia para os assuntos culturais (racismo, feminismo, liberdade sexual, direitos gays). Essa mudança ajudou a criar o movimento de contracultura do final dos anos 1960; de forma mais duradoura, alimentou um "resíduo de ambivalência" quanto ao valor das instituições tradicionais americanas e quanto à validade do uso do poderio militar dos Estados Unidos; quarenta e quatro anos depois, esses mesmos perfil e disposição geral do liberalismo americano permanecem.
Assim, o legado maligno de Lee Harvey Oswald continua vivo em 2007, ainda causando dano e pervertendo o liberalismo americano, poluindo o debate nacional.
Publicado pelo Jerusalem Post. Também disponível em www.danielpipes.org
Tradução: MSM
[1] NT: O liberalismo americano, tal como apresentado pelos autores do artigo e do livro citado, teria como princípio fundamental a crença quase irrestrita no progresso, na bondade essencial do homem, na promoção da justiça, da igualdade e dos direitos civis, coisas que na visão de mundo do liberal americano pressupunham e pressupõem a intervenção estatal em várias esferas e não apenas na economia (New Deal, p.ex.). Por outro lado, o liberalismo econômico clássico propugnado pela Escola Austríaca (Böhm-Bawerk, Mises, Hayek, etc.) é a antítese dessa noção americana de liberalismo. Assim, hoje, mas já há bastante tempo, nos EUA, liberal e liberalismo são sinônimos de esquerdista e esquerdismo, respectivamente. O artigo e o livro resenhado tentam mostrar a origem dessa radicalização, ou da transformação de um tipo americano de liberalismo, por assim dizer, em esquerdismo antiamericano, hoje representado por uma miríade de grupos ou “ismos”, os quais, grosso modo, têm o Partido Democrata como principal porta-voz e abrigo no establishment político americano, sem esquecer-se das universidades, ONGs, Fundações, parte da grande mídia e de Hollywood.
[2] NT: No contexto americano, Camelot, o castelo do mítico Rei Arthur, significava e simbolizava a esperança de que a presidência de John F. Kennedy fosse a realização de uma grande promessa; esperança essa ainda mais reforçada pelos discursos do próprio Kennedy.
[3] New Left: consulte os arquivos do MSM através do mecanismo de busca por palavra chave.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Cuba e o embargo americano
Existe um EMBARGO que impede que empresas AMERICANAS negociem com a ilha-quase-senzala. Tem a ver com soberania nacional. Acontece que a anos ouvimos que a pobreza da ilha-quase-senzala é devida a este EMBARGO.
Mas me digam: a ilha-quase-senzala não odeia os EEUU?
Não odeia TUDO que seja americano?
Não é isto que ensinam para os cubaninhos, coitados?
Então, como poderia ser um EMBARGO responsável pela pobreza de alguém que, por te detestar, não poderia JAMAIS fazer negócios com você?
Ou será que Fidel odeia os americanos mas quer trocar charutos por produtos e serviços Made in USA ou de qualquer outro país onde exista DEMOCRACIA e CAPITALISMO?
Como é esta coisa de odiar um sistema, qualquer que seja, mas querer as coisas que este mesmo sistema torna possível existir?
Alguém me explica?
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
