Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Contactos de Chávez y Correa con las Farc no se limitan a los que figuran en computador de 'Reyes'
domingo, 2 de agosto de 2009
Deputada republicana pede investigação sobre ligações de Correa com as Farc
31/07/09 - 19h00 - Atualizado em 31/07/09 - 19h02
Da EFE
segunda-feira, 27 de julho de 2009
A campanha de Correa recebeu SIM dinheiro das FARC
NOTÍCIAS FALTANTES - FORO DE SÃO PAULO
Correa está sem saída. Por isso pisoteia com argúcias e desata tormentas virulentas em meio ao seu plano de escravizar o Equador, país ao qual pretende levar à miséria e baixos níveis de vida como padecem os cubanos submetidos à cavernosa ideologia comunista, para uni-lo à panfletária política exterior venezuelana e fechar o curral geográfico e estratégico que a Colômbia significa para os conspiradores comunistas.
Tanta grosseria e insolência de Rafael Correa, alheias à consuetudinária decência e bons modos da maioria dos equatorianos, todos amigos da Colômbia, refletem o desespero que Chávez, Correa e Lula sentem para evitar que os computadores de Reyes sejam peça processual clara e concreta nos julgamentos que, cedo ou tarde, vão fazer contra eles na Corte Penal Internacional, por ter nexos com os terroristas das FARC.
Por essa razão, os camaradas legais e ilegais da Colômbia e do exterior, assíduos ao estratagema de solidariedade continental, procuram enlodar o presidente Uribe, deslegitimá-lo e arrancá-lo do poder, ao mesmo tempo em que fazem galanteios a Piedad Córdoba, em que pese a sinistra frieza com que a dirigente liberal manipula a dor dos seqüestrados e de seus familiares, de maneira coincidente com as determinações das FARC acerca da farsa do acordo humanitário e da vulgaridade de Correa.
Correa está sem saída. Por isso pisoteia com argúcias e desata tormentas virulentas em meio ao seu plano de escravizar o Equador, país ao qual pretende levar à miséria e baixos níveis de vida como padecem os cubanos submetidos à cavernosa ideologia comunista, para uni-lo à panfletária política exterior venezuelana e fechar o curral geográfico e estratégico que a Colômbia significa para os conspiradores comunistas.
Desde março de 2008 ficou claro que Correa recebeu sim, dinheiro das FARC; que o coronel Brito e o general Vargas, dois comunistas infiltrados nas Forças Armadas equatorianas, tinham tratos com Reyes; que Correa autorizou as FARC, por meio de Gustavo Larrea, até para "aplicar a justiça revolucionária" contra os equatorianos que não se submetam à organização celular de partido e ao apoio clandestino à ONG Associação Latino-Americana de Direitos Humanos, dirigida pelos irmãos Larrea, com a finalidade de legitimar todos os terroristas das FARC e suas bases de apoio logístico no Equador, e muito mais.
Entretanto, ainda pululam os idiotas e os desinformados que se atrevem a pôr em dúvida a veracidade dos fatos. Se Correa tivesse a dignidade que pretende aparentar, já teria ordenado a captura e entrega à Colômbia de todos os membros das FARC que se movem como o peixe na água em seu país, inclusive com documentos de identidade equatorianos, e que ao mesmo tempo são cobiçados por alguns quadros políticos da Aliança País.
Também teria ordenado a expropriação de todas as propriedades que as FARC têm em seu país. Porém, não. Pelo contrário, faz vista grossa e além de ofender o presidente Uribe, que o supera como estadista, sai com a "cantinflada" [1] - para utilizar uma de suas expressões favoritas - de que as FARC não são terroristas, que a Colômbia deve cuidar da fronteira com o Equador, que o conflito é dos colombianos, etc., etc.
Nunca questiona as FARC nem as denuncia ante as instâncias internacionais. Tampouco explica qual a razão por que, com absoluta certeza da existência de um acampamento guerrilheiro no Equador, se fez de desentendido e não só conspirou contra a Colômbia como traiu seus eleitores, pois com a maior sem-vergonhice aceita que o ex-ministro Gustavo Larrea tenha se reunido com Reyes, mas fora do Equador, e diz que não informou a Uribe porque não tinha porquê fazê-lo.
E a essa conduta insolente e pró-fariana acrescenta outra "cantinflada": denuncia a Colômbia pelas fumigações contra a coca mas não pelos danos ao eco-sistema, senão porque, na realidade, ao combater o narcotráfico seus sócios de ideologia e curta visão política frente ao ritmo cambiante da história contemporânea, ficam sem o dinheiro que a coca lhes proporciona para assassinar o povo colombiano, o mesmo povo que os comunistas dizem defender.
A atitude de enviar o vídeo de "Mono Jojoy" à OEA era necessária, embora um pouco tardia. Como seguramente ali não vai acontecer nada, a diplomacia colombiana deve seguir com outras instâncias, até chegar à Corte Penal Internacional.
A história demonstra que os terroristas, os fundamentalistas e os comunistas só entendem com medidas contundentes. As demais as interpretam como debilidades do adversário. E é isto que sucede com Correa.
Em má hora os equatorianos cometeram o duplo erro de eleger um delinqüente de colarinho branco inimigo da Colômbia e depois reelegê-lo, sabendo seguramente que tem nexos com as FARC e obscuros antecedentes familiares.
Se Hugo Chávez é um elemento desestabilizador para a América Latina, seu peão Rafael Correa é um vizinho nocivo para a Colômbia, pois quem apóie as FARC não é nem mais nem menos que um inimigo declarado da Colômbia. A agressão das FARC não se reduz às ações armadas. Estende-se a um programa ideológico totalitário fundamentado no terror, na chantagem e no contínuo derramamento de sangue de seus "inimigos de classe".
Valeria a pena que as autoridades judiciais colombianas iniciassem uma investigação penal contra Correa e seus comparsas, e que todos os familiares das vítimas das FARC o denunciem ante as respectivas instâncias nacionais e internacionais, para que algum dia este personagem e seus comparsas sejam julgados e encarcerados por patrocinar o terrorismo comunista contra a Colômbia.
[1] "Cantinflagem" é uma expressão que se refere ao comediante Cantinflas, e significa alguma atitude ao mesmo tempo burlesca e patética (N.T).
Tradução: Graça Salgueiro
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Mono Jojoy revela negocios con el Makako y Correa
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Rafael Correa (Equador) e as FARC
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Líder das Farc revela apoio econômico a Correa
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
La estrategia del cinismo de Rafael Correa, amerita una respuesta contundente
Vale la pena añadir a ese analisis el video (Cavaleiro do Templo: o vídeo está logo abaixo também) de la entrevista que dio Alejandro Peña Esclusa, presidente de Fuerza Solidaria yUnoAmérica, a la periodista Branka Popovic en el progama"Vozz.tv" de Miami, el 3 de enero de ese año, pues los dos a mi me parecen ser complementarios.
Disfruten con gusto y distribuyan a sus amigos. Hasta la proxima y que Dios nos bendiga a todos!
Comentarios: G. Salgueiro
Mientras el gobierno colombiano tendió un ramo de olivo en aras de normalizar y reanudar relaciones diplomáticas y de buena vecindad con el hermano pueblo del Ecuador, con cinismo sin par, el gobierno izquierdista de Rafael Correa, fiel a las estratagemas ordenadas desde La Habana y Caracas, respondió con una bofetada, propia de la estrategia del cinismo.Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido
www.luisvillamarin.co.nr
Analista de asuntos estratégicos
sábado, 5 de julho de 2008
O ressentimento da corja, diante do golpe mortal na revolução bolivariana de Chávez
Uma das coisas mais irritantes da esquerda é a inveja deles e o despreparo latente. São criaturas daninhas, incapazes de disfarçar seu ressentimento odioso quando alguém se sobrepõe pelo talento e pela sagacidade de conquistar e de fazer acontecer. Coisas de gente grande!Não se trata obviamente, de querer impor uma visão unânime sobre o trabalho do presidente Álvaro Uribe, mas, é incontestável a vitória de seus esforços pela liberdade humana.
A imprensa hoje, se deu ao trabalho de publicar algumas análises fervorosas de vozes ranzinzas tentando desqualificar a operação do governo colombiano. A nossa imprensa não devia se prestar a esse papel ridículo. Sinceramente, não me dei ao trabalho de ler além das duas primeiras linhas, o bastante para tirar de mim uma sonora gargalhada e o desprezo pela falta de argumentos. Ao negarem o óbvio, os esquerdopatas se tornam ainda mais patéticos do que já são normalmente. Ficam do tamanho de um rodapé.
A postura encabruada de alguns vizinhos com relação aos feitos do presidente da Colômbia (e, nela se inclui a do Lula da Silva), só serve para expor a dubiedade desse bando de picaretas com relação aterroristas da FARC — serve para evidenciar o descompromisso deles para com a democracia e o bem estar de seus povos.
A libertação de Ingrid e dos demais reféns representa, em primeiro lugar, forte revés contra a política bolivariana encampada por Chávez. Em segundo lugar, a aprovação do presidente Uribe está nas alturas e atinge 92% de aceitação. É aí que mora o ressentimento dos ineptos presidentes da esquerda latina, cuja meta de minar com o governo colombiano ficou mais distante ainda. Que ótimo! Por Gaúcho/Gabriela
URIBE ESBOFETEA CHÁVEZ – O CAUDILHO BUFÃO
Análise de Luis Maria Anson (El Mundo Espana)
Os serviços de inteligência cubana que dominam a Venezuela arquitetaram meticulosamente o plano para converter Chávez no líder dos povos latino-americanos. O castrismo se alimenta hoje, a grandes soldos, do petróleo venezuelano. Dinheiro extra que substituiu a voracidade soviética: dinheiro do açúcar em troca do sangue cubano derramado nas aventuras comunistas na África.
A projetada liberação de Ingrid, graças à mediação e Chávez, deixaria suculentos créditos: Uribe desprestigiado; a guerrilha comunista e terrorista, convertida em interlocutor político; Chávez, o caudilho indiscutível da Venezuela, além de grande mediador, o líder dos povos da Libero-América, capaz de resolver os problemas mais perigosos. Enfim, tudo estava estudado, calculado e medido. Leia mais aqui
, Via Notícia 24 – Tradução de Arthur (MOVCC)
EXÉRCITO COLOMBIANO APRESENTA TERRORISTAS DAS FARC O guerrilheiro da imagem é o “César”, um dos dois guerrilheiros que foram capturados na operação de resgate dos seqüestrados.
O Exército colombiano apresentou à imprensa nesta quinta-feira, 3, os dois rebeldes das FARC: "César", O Gerardo Aguilar Ramírez e Alexander Farfán, cujo apelido é "Gafas". Eles permaneceram em silêncio durante a apresentação, ao longo da qual ficaram lado e lado, entre agentes da Polícia Militar do Exército. Nenhum dos dois integrantes das Farc aceitou responder às perguntas dos jornalistas. "César", considerado o líder carcereiro da guerrilha, apresentava hematomas pelo corpo e algumas escoriações em seu rosto.
O general Mario Montoya, que apresentou os detidos, também mostrou aos jornalistas algumas das correntes e cadeados usados para prender os reféns no cativeiro. O Estado de São Paulo e foto do Noticia24
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Tá com medinho, “seu” Chávez? Então pede pra sair!
Por Graça Salgueiro, Fundadora e Representante do FDR para o Nordeste
O presidente Hugo Chávez está entrando em seu inferno astral mas conta com bons estrategistas que o ajudam a mudar o rumo da prosa quando a luz vermelha se acende. É característico de seu comportamento obsessivo-compulsivo falar o que pensa sem medir as palavras e de tomar atitudes, as mais absurdas e criminosas, sem prever as conseqüências que podem advir desses rompantes.
Dentre estes fatos os mais notórios dos últimos tempos são: a modificação de 69 artigos da Constituição, na qual foi derrotado no Referendum de 2 de dezembro de 2007; os destemperados rótulos e xingamentos ao presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, que considera um “cachorro do Império”; a solicitação ao mundo para acolher as FARC como um “agrupamento político beligerante”; o anúncio na Assembléia Nacional de que mastigava folhas de coca diariamente, ofertadas pelo cocalero Evo Morales, presidente da Bolívia; o minuto de silêncio em cadeia nacional pela morte de Raúl Reyes, e, finalmente, a criação da Lei do Sistema Nacional de Inteligência e Contra-Inteligência.
Esta Lei estabelece que todo cidadão fica obrigado a cooperar ilimitadamente com os novos órgãos de Inteligência, com os Conselhos Comunais chavistas e demais associações da militância e, em caso de negar-se a fazê-lo, será punido com uma condenação de dois a quatro anos de cárcere e se for funcionário público a pena é de quatro a seis anos de prisão. No Art. 19, a nova Lei autoriza o “emprego de qualquer meio especial ou técnico para a obtenção e processamento de informação” (Gaceta Oficial Nº 38.940 de 28 de maio de 2008), o que significa que os novos agentes secretos de Chávez podem interceptar correspondência, grampear ligações telefônicas, torturar para obter informação, seqüestrar, drogar, violentar, ameaçar, humilhar em público e até assassinar, tudo em nome da “Segurança Nacional”.
Quando esta Lei foi divulgada começaram as pressões, inclusive dentro das Forças Armadas, para anular esta aberração que Chávez criou utilizando-se das prerrogativas da Lei Habilitante. Uma semana depois, no programa dominical “Alô, Presidente” do dia 8 de junho, aparece um novo Chávez, conciliador, fazendo um mea culpa pelos “exageros” cometidos na tal Lei, alegando em sua defesa ter-se lembrado da tentativa de golpe liderado por ele em 1992 e que não fora, nem aceitaria, ser coagido para delatar quem quer que fosse porque isto era uma violação aos direitos humanos. Em vista deste “reconhecimento”, suspendeu a tal Lei até que fossem revistos alguns artigos.
Ainda no mesmo programa pediu que as FARC se desmobilizem e entreguem todos os reféns, porque a “guerra de guerrilhas é história” e “não se justifica derrocar um governo democraticamente eleito”. Dias depois foi a vez de Rafael Correa, o boneco de ventríloquo de Chávez, repetir o mesmo discurso cínico dizendo: “Por favor, já basta, deixem as armas, vamos ao diálogo político e diplomático para encontrar a paz. Dissemos isso 500 vezes”. (...) “Que futuro tem uma guerrilha que combate um governo democrático, ao menos em aparência, e que não tem nenhum apoio popular no século XXI?”.
Bem, esta solicitação de Chávez teve boa acolhida no governo colombiano e o presidente Uribe agradeceu o gesto de seu par venezuelano [1], passando por cima de todas as agressões e ofensas. Por outro lado, a Corte Suprema de Justiça da Colômbia solicitou à Scotland Yard que revisasse os computadores de Raúl Reyes para corroborar o informe da INTERPOL de que o material ali encontrado era autêntico e não fora violado, alterado ou suprimido.
O que se depreende de todas estas informações? Em primeiro lugar, Chávez pode ter iludido o mundo inteiro com estas declarações, parecendo ter recobrado a sensatez, mas não aos venezuelanos que o conhecem muito bem. Sua popularidade de dezembro até os dias de hoje despencou para risíveis 28% e este é um ano de eleições importantes, para prefeitos e governadores. Ele ainda aguarda o aval do Brasil para ingressar no MERCOSUL e ser defensor das FARC nesse momento depõe contra. Chávez sabe que as FARC estão em franco declínio - em decorrência do excelente trabalho realizado pelos orgãos de Segurança colombianos -, que contam com não mais que míseros 3% de apoio popular e que a Venezuela também é vítima deste bando terrorista por seqüestros, assassinatos e pelo tráfico de drogas e armas.
A Venezuela tem um dos índices de seqüestros mais elevados do mundo – muitos deles pelas mãos das FARC, que Chávez não reclama porque não rendem dividendos políticos - e os crimes por encomenda cresceram tanto, que já são uma das principais causas de morte no país. Por outro lado, os venezuelanos já foram vítimas da espionagem chavista – extra-oficialmente – através das famigeradas listas “Tascón” e “Maisanta” e continuam sendo perseguidos, ameaçados e encarcerados injustamente [2]. Chávez sabe, portanto, que está encurralado, que os venezuelanos o conhecem muito bem e já estão fartos de suas mentiras, de suas truculências e de vê-lo dizer uma coisa hoje para desmentir amanhã, se assim lhe for conveniente politicamente.
Por outro lado, já se sabe das ligações do PT e de funcionários do alto escalão do governo brasileiro com as FARC mas o presidente Lula, malgrado as substanciais provas de envolvimento através dos Encontros do Foro de São Paulo, será poupado, ou melhor, blindado, como vem sendo desde que assumiu o primeiro mandato em 2003.
A política, já disse alguém, é a “arte do possível”. Por isso Uribe fecha os olhos e poupa Lula de uma denúncia formal de envolvimento com as FARC, agradece a Chávez pelo seu pronunciamento e reata relações diplomáticas com o Equador. Por isso também, Rafael Correa mudou seu discurso porque sabe, tanto quanto Chávez, que corre o risco de entrar para a classificação de “países amigos de terroristas” dado pelos Estados Unidos e União Européia. Dependendo comercialmente dos Estados Unidos eles cedem, numa relação de amor e ódio, uma relação tão patológica quanto suas formas de governar.
Chávez está com medo mas, como todos os líderes totalitários não se importa muito em perder coisas materiais, desde que não perca o poder. Por isso muda o discurso, torna-se compassivo, chora, apela, finge-se de amigo mas sobretudo mente; mente muito e vai continuar mentindo. E é por isto mesmo que este reconhecimento não pode ser simplesmente aceito e a página virada. Não! Se ele não pede para sair, tem que ser julgado e posto na cadeia pelos seus crimes, pois ele é parte dos problemas causados pelas FARC, não só na Colômbia mas em toda a América Latina.
[1] Ouça o áudio do agradecimento em http://www.elpais.com/audios/internacional/Uribe/Quiero/reiterar/agradecimientos/Hugo/Chavez/csrcsrpor/20080615csrcsrint_1/Aes/
[2] http://www.payolibre.com/articulos/articulos2.php?id=1433
Escrito originalmente para o Jornal Inconfidência de Belo Horizonte
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Interpol confirma: dados dos computadores das FARC são autênticos
O esperado informe da Interpol confirmou que os documentos encontrados pelo exército colombiano no PC de Raúl Reys das FARC são autênticos. Não ouve manipulação, nenhum tipo de alteração dos dados.
No PC continham 37.872 documentos de texto, 452 folhas de cálculo, 210.888 imagens, 10.537 arquivos multimídia, que pesavam 610 gigabytes de informação. Tinha também 7.989 endereços de correio eletrônico e 22.481 páginas de internet, de acordo com a Interpol.
Se uma pessoa fosse ler todo conteúdo do PC, ela levaria 1.000 anos lendo 100 páginas por dia, para conhecer todas as informações das 39,5 milhões de páginas de arquivos em formato Word, que foram entregues a Interpol, disse o Secretario Geral, Ronald Kenneth Noble, que destacou a independência e a integridade na avaliação da evidência.
"A Interpol conclui que não ouve nenhum tipo de alteração, repito, nenhuma alteração dos dados computador", pontualizou Noble ao apresentar para a imprensa os resultados do trabalho de "informática forense" que seu organismo fez por petição do Governo do presidente Uribe.
A Colômbia recorreu a Interpol para desfazer qualquer dúvida sobre a autenticidade dos documentos contidos nos 3 computadores portáteis dos discos rígidos externos e das três memórias portáteis USB. O exame forense se limitou a verificar se a Colômbia havia alterado os arquivos e manejado as provas corretamente. Não foi solicitado a Interpol que analisasse o conteúdo dos documentos eletrônicos propriamente ditos. EL Tiempo.Com – Leia matéria completa aqui
Foto: Canal Institucional - Ronald Kenneth – ele assegurou que não houve manipulação dos arquivos por parte da Colômbia, segundo estudo realizado por 64 pessoas durante 5.000 horas.
O dado aparece em um dos correios extraídos do computador de Raúl Reyes. Mostra também a estreita relação entre o ministro equatoriano Gustavo Larrea com o grupo terrorista. Uma cópia da agenda de Marulanda, cita: 'Vamos com Correa até que se mantenha' El Mundo espanhol teve acesso a vários correios eletrônicos que comprometem o Presidente Rafael Correa, o seu ministro Coordenador de Segurança Interna e externa, Gustavo Larrea, e um militar reconhecido como herói nacional, o coronel Jorge Brito. O mandatário insistiu na segunda-feira em Madri, que as presumidas conexões das FARC com seu governo são falsas, resultado de uma campanha de desprestigio orquestrada por Bogotá. Pois, aí está a prova cabal de que Rafael Correa é outro grande mentiroso.
Washington Post - (Notimex)- Altos funcionários da Venezuela haviam oferecido ajuda as FARC para conseguir mísseis - terra-ar - para reforçar sua luta contra o governo da Colômbia, segundo reportagem do diário The Washington Post.
O jornal que teve acesso aos documentos encontrados nos computadores de Raúl Reyes informou que funcionários venezuelanos buscavam comprar os mísseis de comerciantes de armas australianos. Também haviam acordado de os guerrilheiros colombianos receberem treinamento no Médio Oriente, segundo os documentos mostrados ao diário pelo governo colombiano. AOL LATINA
Os Estados Unidos disse nesta quinta-feira que os informes da imprensa que descrevem os prováveis vínculos de Venezuela com a as FARC são "muito preocupantes", reforçando que não há razão para duvidar da legitimidade dos documentos. - "A imagem descrita por alguns dos informes preliminares que eu vi nos últimos dias é preocupante, muito preocupante", disse numa roda á imprensa o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack. El Washington Post informou na quarta-feira que altos funcionários do governo da Venezuela propuseram ajudar os rebeldes a obter mísseis terra-ar para continuar sua guerra com a Colômbia. O jornal informou que teve acesso aos arquivos de discos rígidos do computador. Globovisión
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou nesta quinta-feira a Montevidéu para apresentar a proposta de um Conselho Sul-americano de Defesa, informaram fontes diplomáticas à AFP. Ele viaja acompanhado pelo comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e pelo comandante militar do Sul, general José Elito Carvalho.
O ministro brasileiro procura explicar que o Conselho não seria somente uma aliança militar convencional, mas também uma "aliança de diálogo entre os ministérios de Defesa dos governos" O Brasil propõe uma articulação de políticas regionais de defesa, a organização de exercícios conjuntos e forças de paz, assim como a análise conjunta da conjectura internacional e das situações regionais. Jobim já abordou o tema com seus pares da Venezuela, Guiana, Suriname, Colômbia, Equador, Peru e Paraguai, e semana que vem deverá falar com a Bolívia.
Essa iniciativa deverá ser abordada na reunião da União das Nações Sul-americanas (Unasur) em 23 de maio, em Brasília, ocasião em que se aprovará sua constitutiva. Esse projeto do Conselho de Defesa toma pulso justamente num momento em que os Estados Unidos decidiu restabelecer, depois de quase 60 anos, la IV Frota, que funcionou entre 1943 e 1950 na América Latina e no Caribe. Continue lendo a matéria da Globovisión/AFP aqui
QUEREM RIR UM POUCO?
Chavistas protestaram contra Interpol
segunda-feira, 21 de abril de 2008
MENSAGEM SANGRENTA
Por NIVALDO CORDEIRO em 03/03/2008
A ordem que o presidente Uribe deu para que suas forças militares invadissem o território do Equador a fim abater o guerrilheiro Raúl Reys a dois quilômetros da fronteira da Colômbia foi um gesto carregado de mensagens. A mais óbvia é que não há mais santuário para a liderança das FARC. Seus membros agora são passíveis de serem alvejados em qualquer parte de hora em diante. Outra mensagem é a de que aqueles países que apóiam operacionalmente a guerrilha são considerados também inimigos militares. A Colômbia parou de se enganar achando que seria possível liquidar os facínoras com operações militares apenas dentro de seu território. Era sua fraqueza estratégica. Com o gesto Uribe escalou uma nova fase, a única que lhe permitirá acabar de vez com a beligerância.
A reação de Hugo Chávez, à parte sua verve circense, é bastante compreensiva. Reagiu como se a Venezuela tivesse sido ela mesma a invadida e Raúl Reys fosse um dos seus generais. Penso que o cálculo de Chávez é o de que a Colômbia, aberto o precedente no Equador, não hesitará no futuro em liquidar os camaradas das FARC que operam livremente em território venezuelano, verdadeiro santuário para descanso, reabastecimento, exportação de drogas e ação diplomática dos guerrilheiros. Por saber-se cúmplice, Chávez acusou o golpe. Sua reação demonstra todo o medo de que está possuído.
O presidente Uribe está certo em agir assim. Essa guerra está caduca, não deveria mais existir depois de tanto tempo. Urge a pacificação, que só será obtida se a Colômbia, de fato, confrontar as FARC em todas as frentes em qualquer território de operação e fustigá-las até a liquidação final, mesmo que para isso tenha que enfrentar a possibilidade de uma guerra com algum vizinho.
Fica em aberto o papel do governo brasileiro e sua relação com as FARC. Nosso governo dá apoio político e diplomático aos guerrilheiros, mas não liberou o território como santuário dos facínoras, até porque as nossas Forças Armadas não permitiriam tal acinte à Constituição. E também porque a opinião pública se oporia fortemente a um gesto dessa envergadura. De qualquer forma, está claro que Lula e o PT, agindo no âmbito do Foro de São Paulo, são aliados incondicionais dos guerrilheiros, além de serem também de Hugo Chávez.
Uma eventual beligerância entre Venezuela e Colômbia poderá ter sérios reflexos para o Brasil. Colômbia é aliada dos EUA, que têm interesse em debelar os rebeldes comunistas e fazer cessar a produção de coca. Teríamos um cenário de ver os Marines atuando na nossa fronteira Norte, o que não seria nada bom. E certamente uma guerra entre aqueles dois países geraria fluxos migratórios poderosos em direção ao Brasil, desestabilizando as povoações fronteiriças.
É um cenário muito preocupante, pois a linha de apoio político que Lula e o PT vêm dando às FARC pode arrastar o Brasil para dentro de um conflito alheio aos nossos interesses geopolíticos.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Arquivos (dos computadores apreendidos de Raúl Reyes) podem ferir Chávez e Correa
Por Andres Oppenheimer em domingo, 30 de Março de 2008
O presidente venezuelano Hugo Chávez, o presidente do Equador, Rafael Correa, e guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) emitiram declarações frenéticas refutando a autenticidade de arquivos de computador explosivos recolhidos pela Colômbia depois de seu ataque de 1º de março a um acampamento rebelde no Equador. Eles podem ter boas razões para estar preocupados.
Se forem provadas autênticas por uma equipe de especialistas forenses em computador da Interpol convidada pelo governo colombiano para examinar três laptops Toshiba arrebatados do líder rebelde morto, Raúl Reyes, durante o ataque, os documentos indicariam, entre outras coisas, que as carreiras políticas de Chávez e Correa foram parcialmente financiadas por um dos grupos terroristas mais violentos do mundo.
Além disso, os documentos falam de um fundo de cerca de US$ 300 milhões que Chávez estaria criando para as Farc, e de um apoio ativo de Correa a acampamentos das Farc no Equador.
Enquanto Chávez pede que o mundo dê às Farc um status de "beligerante", o que equivaleria a uma legitimação diplomática, os EUA, o Canadá e os 27 países da União Européia definem as Farc como um grupo "terrorista". A equipe da Interpol que está examinando os computadores deve emitir seu veredicto sobre a autenticidade dos arquivos em meados de abril.
O governo Chávez ridicularizou os arquivos como "falsificações", e Correa os tem chamado de "infâmia". Uma declaração das Farc publicada no site do Ministério da Informação da Venezuela ridiculariza as afirmações da Colômbia sobre os arquivos, dizendo que eles não teriam sobrevivido ao ataque do Exército colombiano "mesmo que fossem à prova de bala".
Ante essas negativas, telefonei para altas autoridades colombianas, incluindo o chefe de polícia, general Óscar Naranjo, o encarregado da investigação da Colômbia, e para analistas políticos. Perguntei como eles pretendem convencer o mundo de que os documentos são autênticos. Entre suas respostas:
Primeiro, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, estaria cometendo o maior erro de sua carreira - equivalente à afirmação de George W. Bush de que havia armas de destruição em massa no Iraque - se tivesse divulgado documentos que se revelariam falsificações.
Segundo, Uribe seria muito tolo de convidar a Interpol para examinar os computadores de Reyes e tornar público seu relatório. A Colômbia informa que deu à equipe da Interpol pleno acesso não só à investigação, mas também aos próprios computadores.
Terceiro, é quase impossível manipular um disco rígido de computador sem deixar traços que seriam detectados por especialistas. "Os especialistas da Interpol poderão determinar, além de qualquer dúvida, se esses documentos foram modificados, apagados ou acrescentados à memória do computador após o ataque de 1º de março", disse-me o general Naranjo.
Quarto, há mais de 2 mil fotos de Reyes e seus colegas guerrilheiros das Farc nos computadores, incluindo alguns visitantes bem conhecidos em acampamentos rebeldes. Como o Exército colombiano poderia ter forjado essas fotos?, perguntam autoridades colombianas. Até mesmo uma foto do computador de Reyes que autoridades colombianas haviam erroneamente descrito como mostrando Reyes em companhia de um ministro equatoriano revelou-se uma foto autêntica do líder rebelde morto com outra pessoa, dizem elas.
Quinto, autoridades costa-riquenhas encontraram US$ 480 mil em dinheiro na casa de um simpatizante das Farc perto da capital da Costa Rica, com base em informações encontradas em computadores de Reyes, segundo autoridades colombianas e costa-riquenhas.
Sexto, as autoridades colombianas ridicularizam as alegações das Farc de que os computadores não poderiam ter sobrevivido ao ataque: mais da metade das estimadas 60 pessoas que estavam no acampamento guerrilheiro no momento sobreviveu, e muitos objetos sofreram poucos danos, dizem eles.
Depois de entrevistar autoridades colombianas, liguei para vários especialistas em computador para perguntar se seria tecnicamente possível o Exército colombiano ter alterado os computadores sem deixar marcas. "Seria extremamente difícil, se não impossível, alguém plantar evidências consistentes depois do fato", disse Jason Paroff, chefe de operações forenses de computadores da Kroll Ontrack Inc., uma das maiores empresas mundiais de recuperação de dados, com sede em Minneapolis. "Se alguém plantou evidências, a equipe (da Interpol) descobrirá."
Ou Uribe é louco de convidar a Interpol para verificar a autenticidade dos arquivos, ou Chávez e Correa em breve ficarão expostos ao mundo como mentirosos compulsivos e aliados de terroristas. A julgar pelo que os especialistas em computadores dizem, será uma coisa ou outra. Façam suas apostas.
Andres Oppenheimer é colunista do "Miami Herald"
quarta-feira, 12 de março de 2008
Base das Farc no Equador foi montada há vários meses, diz OEA. Portanto, Correa MENTE mais uma vez...
Da France Presse, em Bogotá - 12/03/2008 - 07h26
A base das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) bombardeada pela aviação colombiana no território do Equador, onde morreu o número dois da guerrilha, Raúl Reyes, havia sido construída há vários meses, revelou o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza.
"Este não era um acampamento recém-instalado, provavelmente tinha vários meses e foi construído há certo tempo", afirmou Insulza à imprensa após sua visita à zona do ataque, no departamento de Putumayo, na fronteira entre Equador e Colômbia.
O secretário-geral, que lidera a delegação da OEA que analisa o incidente, visitou na segunda-feira (10) o que restou do acampamento da guerrilha, onde morreram 22 rebeldes, além de Reyes, no dia 1º de março passado.
Funcionários do governo equatoriano afirmavam que o acampamento era um local de passagem, e não uma base fixa, como dizem as autoridades colombianas.
A delegação da OEA percorreu a margem colombiana do rio San Miguel, que marca o limite entre os dois países, e visitou uma zona de erradicação do cultivo de coca, além de conversar com ex-guerrilheiros, agora sob a proteção do governo.
"Estivemos em Puerto Asís, conversamos com algumas pessoas, com alguns (guerrilheiros) desmobilizados que nos deram antecedentes muito interessantes de como se vive nesta atividade, e também com líderes locais, que nos falaram da situação em Putumayo", revelou Insulza.
Já o embaixador de Bogotá na OEA, Camilo Ospina, disse que a missão "esclareceu alguns pontos da operação, os quais já discutimos com o Equador, como o local de onde (os aviões) lançaram as bombas. Jamais vamos aceitar que foi do território equatoriano porque não foi assim, foi do território colombiano".
O secretário-geral da OEA concluirá sua visita à Colômbia nesta quarta-feira, após ser recebido pelo presidente Álvaro Uribe.
Álvaro Uribe humilha Rafael Correa na República Dominicana, colocando o verme ao sol
Sexta-feira, Março 07, 2008
Uma cena história: Uribe mostra documentos, cartas e declarações comprometedoras das Farcs envolvendo o governo de Rafael Correa do Equador. O presidente do Equador, sem palavras, fugiu do recinto da reunião da Cumbre Del Rio, na República Dominicana. E o presidente da Colômbia impôs um silêncio sepulcral na audiência, humilhando seus rivais. Nem Hugo Chavez moveu um pio a respeito.
Para matar o verme da mentira, basta colocá-lo sob o sol dos fatos e da verdade. Mas tem que ser MACHO se for homem ou FÊMEA se for mulher e quero dizer com isto que, antes de querer para si mesmo, estas pessoas são as que querem (o bem e a verdade) para os outros. Algo que falta neste país chamado Brasil. Dá-lhe URIBE, o único MACHO da América Latina (não usarei mais América LatRina em respeito a este homem colombiano).
O Presidente da Colômbia destruindo o governo do Equador!
Sexta-feira, Março 07, 2008
Dois vídeos imperdíveis. Só faltou dizer: - Por qué no te callas, Correa?
No primeiro o GRANDE Presidente da Colômbia Uribe fala da "soberania" equatoriana. Defende o direito de seu país de retribuir os ataques do governo equatoriano, quando terroristas das Farcs atacam o povo colombiano. Quem viu o vídeo integral do "Cala a boca, Chávez" vai notar que neste novo vídeo o capacho ORTEGA tenta esculhambar a reunião outra vez, como foi da outra, só que desta vez sozinho pois o sociopata venezuelano não deu um pio sequer.
Neste segundo vídeo, Uribe, mais uma vez humilha o presidente do Equador, Rafael Correa, respondendo: “Não use comigo o cinismo que têm os nostálgicos do comunismo; não use comigo o cinismo com que enganam seus povos”.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Colômbia – a grande manobra
Por Oliveiros S. Ferreira, Sexta-feira, 07 de março de 2008
Os tambores de guerra a que aludiu Fidel Castro, ao comentar a crise Equador-Venezuela-Colômbia, soaram. Soaram para mascarar a manobra principal. A crise é, na melhor linguagem militar, uma manobra de diversão, que tem como objetivo, como toda ação desse tipo, desviar a atenção para um teatro de operações secundário e fazer que o adversário não atente para o que se pretende seja o teatro principal.
Como toda manobra de diversão, a que Chávez e Correa estão conduzindo tende a fazer crer que o objetivo é diferente daquele que parece ser — ou seja, que a batalha se trava ali e não aqui. De fato, a Colômbia realizou uma operação armada em território equatoriano — operação de Estado, pois os invasores eram do Exército colombiano. Se fossem paramilitares colombianos, não teria havido tanto alarido. Afinal, os paramilitares são tão irregulares quanto as FARC.
A crise vai girar, pois, em torno de um fato insofismável — a violação de território soberano —, grave à luz do que dispõe o Direito Internacional e, mais que ele, a tradição do Direito Internacional Americano (se podemos dizer assim) que se foi consolidando a partir do fim do século XIX para refrear as ações intervencionistas dos Estados Unidos, e consagrou-se já em 1933 na conferência interamericana de Montevidéu.
A diversão é de amplo alcance. Os prisioneiros das FARC, especialmente a senhora Bittencourt, cidadã franco-colombiana, cuja imagem sofrida não deixa os noticiários de TV quando se fala do assunto “prisioneiros das FARC”, foi o elemento novo introduzido na discussão internacional, antes da operação militar colombiana — embora ainda não nos foros internacionais.
Não insistirei no mote de que a morte de um (ou de poucos) toca mais a opinião pública do que a de milhares. Mas direi, isto sim, que a sorte de algumas centenas de prisioneiros, especialmente a dessa senhora de dupla nacionalidade, toca almas sensíveis e, mais do que comovê-las, toldou o raciocínio do presidente Uribe, que aceitou o jogo no terreno em que seus adversários queriam travar, que é o da conquista de corações e mentes para a causa da guerrilha narcotraficante.
Quando Chávez decidiu patrocinar a libertação de alguns reféns, luzes amarelas deveriam ter aparecido nos painéis dos analistas e dos Estados-Maiores. Sem dúvida, o “bolivariano” é um show-man; exatamente por isso é que se deveria ter perguntado: a que público ele se dirige quando, Chefe de Estado, negocia com um grupo guerrilheiro que se coloca contra um Governo com o qual mantém relações diplomáticas normais? Com que objetivo encenou a operação da qual participaram representantes de terceiros Governos e da Cruz Vermelha Internacional e que resultou na libertação de reféns somente depois de adiada pelas FARC (como foi noticiado)?
A luz amarela deveria ter-se transformado em vermelha quando, semanas depois, as FARC anunciaram a soltura, sem nada exigir em troca, de outros reféns — comunicando, ao mesmo tempo, que suas ações humanitárias com isso terminariam e que, doravante, a sorte dos demais obedeceria a apenas vis padrões mercantis: tantos seqüestrados por tantos guerrilheiros presos.
O “humanitário” da primeira encenação fez que não pensássemos na meia-generosidade das FARC. No terreno humanitário em que Chávez havia colocado a operação desde o início, pareceu normal que Uribe, sem deixar de acusar as FARC daquilo que podem ser acusadas, estivesse em Paris para, entre coisas, discutir com Sarkozy as condições de libertação da Sra. Bittencourt. Ao ter essa iniciativa, permitiu que, sem falsos pudores diplomáticos, o governo francês negociasse com uma organização guerrilheira colombiana.
As condições para a operação de diversão foram assim preenchidas e o quadro estratégico passou a ser o seguinte:
1. Uribe, apontado por Deus e o mundo como tutelado dos Estados Unidos, não consegue, apesar de êxitos táticos, liquidar as FARC. A aceitação do plano Colômbia é apresentada como evidência da condição de “subordinação” aos Estados Unidos, e afeta negativamente sua imagem junto a alguns Governos e parte da opinião pública “esclarecida” das Américas;
2. ao concordar que a França se empenhasse na libertação de uma cidadã colombiano-francesa politicamente importante na Colômbia, realizando gestões junto às FARC, Uribe implicitamente admitiu que esse grupo não seria um bando de criminosos, mas uma organização que pode ser interlocutora de um governo sobre o qual não pairam suspeitas de ser benevolente com terroristas;
3. se Uribe cedeu aos apelos humanitários, com mais razão a opinião pública “esclarecida” formará ao lado dos que reclamam que ele ceda à única exigência das FARC, supostamente não militar, para iniciar (iniciar é o termo) negociações sobre a libertação de reféns, sobretudo da Sra. Bittencourt.
Estando as coisas neste pé, é possível ver que a manobra principal era o reconhecimento das FARC como grupo “insurgente”, como as qualificou Chávez. Se algum Governo reconhecesse essa condição à guerrilha, seria fácil a qualquer outro reconhecer um “governo provisório da Colômbia Livre”. E seria possível, então, iniciar o segundo e decisivo tempo da manobra principal, que é afastar Uribe, e os que pensam como ele, da cena política, eliminando a influência dos Estados Unidos na área.
O ataque colombiano à base das FARC no Equador serviu aos objetivos estratégicos do grupo que tem Chávez como seu porta-voz. Ao atacar, a Colômbia colocou-se em má posição. A projeção internacional da Colômbia não permite que Uribe possa invocar o “direito de perseguição” como fez o Comando francês ao atacar bases da FLN na Tunísia, durante a guerra da Argélia. Uribe colocou-se em má posição diante dos governos reunidos na OEA e teria sido sacrificado, para gáudio de muitos (e humilhado, para satisfação da diplomacia brasileira), não fosse a intervenção do “princípio do erro” na ação estratégica de “Chávez catervatim”. O erro foi o Coronel ter rufado os tambores de guerra, assustando todos, inclusive seus “companheiros de aventura” (numa tradução livre de compagnons de route como, na época do fastígio da III Internacional, eram chamados os que seguiam a orientação do Guia Genial de Todos os Povos, Stalin).
O relato da primeira reunião do Conselho Permanente da OEA trouxe revelações interessantes. Uma delas é que, apesar de sentir-se atacado militarmente, o Equador não invocou o TIAR, concebido exatamente para cuidar de situações desse tipo. Preferiu a reunião do Conselho Permanente, em que se representam Embaixadores e não Ministros das Relações Exteriores. É um foro menos solene e no qual se pode negociar, porque nada é definitivo, já que haverá a Conferência Extraordinária dos Ministros em caso de necessidade de recorrer — se a relação de forças for favorável a quem recorre. O que não parece ser o caso, pois os governos que não pertencem ao Estado-Maior “Chávez catervatim” seguramente meditaram sobre o fato de o Governo do Equador admitir ter mantido contatos com uma organização guerrilheira que fustiga um governo amigo.
A resolução da OEA não encerra o problema, embora tenha servido para que a grande manobra perdesse seu momentum. É preciso notar, diria mesmo anotar, que a situação de Uribe, apesar do apoio ostensivo dos Estados Unidos, terá dificuldades em consolidar-se, porque Paris transforma a morte de seu interlocutor nas FARC num caso diplomático/humanitário que enfraquece a posição colombiana.
Que o governo de Quito usasse a ruptura das negociações com as FARC — mantidas exatamente com Reyes — entende-se. Menos primorosa, digamos, é a posição de Paris, denunciando Uribe como sendo aquele que impediu que prosseguissem as negociações para a soltura de reféns — para a França, o efeito político interno da libertação da Sra. Bittencourt vale uma quebra dos padrões internacionais, e que se dane o prestígio internacional de um Presidente sul-americano. Já a tentativa de mostrar ao mundo que Uribe impediu que as negociações entre a guerrilha narcotraficante e governos de Estados não falidos pudessem chegar a bom termo dá às FARC uma dupla opção: soltar a Sra. Bittencourt e mostrar generosidade, ou deixar que ela, combalida como sabemos que está, morra — para desgraça, em ambos os casos, de Uribe.
Os estudiosos de relações internacionais devem atentar para esse fato: com o aval da França, está sendo montada uma grande ação internacional para acusar Uribe de colocar em risco a vida de quantos foram seqüestrados pelas FARC. Os seqüestros perdem importância moral e política, e o “humanitarismo” acrescenta pontos à insurgência, fazendo também esquecer o narcotráfico. Os atos criminosos do seqüestro e do narcotráfico, e o sedicioso da rebelião guerrilheira devem ser considerados menos relevantes porque está em jogo a vida de dezenas de pessoas, sobretudo a de uma cidadã francesa.
Os crimes previstos na Convenção de Roma (a tortura é um deles — e o cárcere privado nas selvas é uma tortura) prescrevem quando a Humanidade se ergue apoiada na força da França e na do conjunto daqueles países que, na reunião da OEA, foram os mais duros no ataque à Colômbia, de certa maneira evidenciando a que Estado-Maior seus governos pertencem: Brasil, Argentina, Bolívia, Nicarágua e Venezuela.
Cuba não está nesse grupo porque não pertence à organização interamericana. Mas Fidel dirá o que pensa sempre que julgar necessário. Não foi Raúl quem disse que ele seria sempre consultado?
É necessário dizer mais?
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