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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Castro agradece à família Kennedy enquanto ataca Nixon e Bush

Fonte: MÍDIA A MAIS
por Humberto Fontova em 7 de outubro de 2009 Opinião - EUA e Geopolítica


Fidel Castro e John Kennedy: ditador cubano deve a existência ao clã dos Kennedy

O

s Kennedy, em particular o presidente assassinado, John. F. Kennedy, foram representativos de uma nova geração de americanos que confrontaram a velha e suja política de homens nos moldes de Nixon... O papel da família Kennedy na vitória eleitoral de Barack Obama não deve ser menosprezado. Sem esse apoio moral, político e financeiro, a saga suja dos clãs Bush e Nixon teria continuado”.

Essa é uma parte de um editorial publicado no final de agosto na versão cubano-stalinista do Der Sturmer da Alemanha nazista. Mas ninguém que esteja familiarizado com a história de Cuba deveria duvidar da sinceridade do editorial. Fidel e Raúl Castro, afinal, devem muito à família Kennedy. E, muito cedo nesse jogo, Castro foi tão perspicaz a respeito de Nixon quanto este foi sagaz a respeito de Castro.

É melhor torcermos para que Kennedy vença esta eleição”, Fidel Castro confidenciou a um subordinado em 1960. “Se Nixon vencer, a nossa revolução não resistirá”.

Nixon estava determinado a que a invasão tivesse êxito”, relembra o Coronel Robert Cushman, dos Fuzileiros Navais, um alto assessor militar de Eisenhower em 19601. “Na Casa Branca de Eisenhower, Nixon era o representante da ação no projeto anti-Castro, o seu maior promotor”.

Faça tudo o que for necessário em Cuba”, Eisenhower aconselhou JFK ao lhe transferir o cargo. “Nós simplesmente não podemos permitir que um regime como aquele continue. Ajude os cubanos ao máximo”.

Bem, nós todos sabemos o
resto da história.

Kennedy acabou derrotado à beira da vitória”, escreveu Richard Nixon a respeito da Baía dos Porcos e da Crise dos Mísseis. “Então, deu aos soviéticos o direito de sentar acampamento em nosso quintal”.

Nós acabamos conseguindo exatamente o que queríamos desde o início”, declarou em suas memórias, em tom gabão, Nikita Khrushchev, confirmando o que Nixon dissera.“Segurança para o regime de Fidel Castro e a remoção dos mísseis americanos da Turquia. Até hoje, os Estados Unidos cumpriram a sua promessa de não interferir no regime de Castro e de não permitir que ninguém mais inferira. Após a morte de Kennedy, seu sucessor, Lyndon Johnson, nos assegurou que manteria a promessa de não invadir Cuba”, acrescentou Khrushchev.

Nós trancamos o comunismo de Castro na América Latina e jogamos a chave fora”, rosnava Barry Goldwater, o oponente de Lyndon Johnson nas eleições de 1964. “Eu ajudaria os exilados cubanos ABERTAMENTE. Eu lhes daria armas e munição para fazer Castro voar pelos ares e para fora de sua ilha-fortaleza, agora defendida com armas soviéticas”.

Então, o Açougueiro de Budapeste girou sua faca e riu novamente: “
Teria sido ridículo se nós tivéssemos ido à guerra por Cuba — por um país a doze mil milhas de distância. Para nós, uma guerra era impensável”. Portanto, a ameaça que tanto ouriçou os Cavaleiros de Camelot2 e inspirou tantos dramas épicos literários ou cinematográficos entre os escribas da corte, era pura besteira.

Assim, os feitos de coragem, frieza e resolução que inspiraram o eunuco da corte de Camelot, Arthur Schlesinger, a hiperventilar que: “
O mundo inteiro viu... a insuperável liderança americana na administração responsável do poder... uma combinação de dureza, nervos e sabedoria, tão brilhantemente controlada, tão inigualavelmente calibrada, que deslumbrou o mundo!”, foi, na verdade a covarde sucumbência dos Melhores e Mais Brilhantes da América diante da falsa ameaça de um valentão de escola, um camponês ucraniano batedor de sapato3ordinário.

Não que Kennedy estivesse ele mesmo acima das trapaças – mas essas tinham como alvo os seus compatriotas e a expensas da segurança nacional de seu país. Eis um exemplo:

Os Republicanos permitiram que uma ditadura comunista florescesse a oito minutos de vôo a jato de nossas fronteiras”, acusava John F. Kennedy pouco antes de seu famoso debate com Richard Nixon durante a campanha presidencial de 1960. “Nós precisamos apoiar os combatentes anticastristas. Até agora, esses combatentes pela liberdade não receberam nenhuma ajuda de nosso governo”.

Duas semanas antes daquele debate crucial em outubro de 1960, JFK tinha sido informado em detalhes pela CIA (sob ordens de Eisenhower) acerca dos planos de invasão a Cuba (que mais tarde seria conhecida como a invasão da Baía dos Porcos). Portanto, JFK
sabia perfeitamente bem que a administração Republicana estava ajudando os combatentes anti-Castro. Mas, uma vez que os planos eram secretos, ele sabia perfeitamentebem que Nixon não poderia refutá-lo em público.

Em outras palavras, para atingir seu oponente Republicano com um golpe baixo, Kennedy contava com o patriotismo desse oponente. Sejamos francos: aqui os Republicanos estavam em desvantagem deplorável. Nixon teve de ficar quieto. Ele poderia ter derrubado Kennedy facilmente nesse ponto. Mas, para alguns candidatos, a segurança nacional (e a dos combatentes anticastristas) pesava mais do que ganhar pontos em um debate.

E vocês sabem como os companheiros de viagem de Castro e Che adoram respirar fundo e dizer: “
Nossa! Que coisa! Não é excitante ver como Castro desafiou dez presidentes americanos? Ah, ele é tão cheio de sonhos!” E se vocês acham que eu exagero, aqui vão algumas citações documentadas:

Fidel deixa a arma cair ao chão, bate as mãos nas coxas e se levanta ereto. Ele é como um pênis poderoso tomando vida!” (Abbie Hoffman)

Você é o primeiro e o maior herói a aparecer no mundo desde a II Guerra Mundial! É como se o fantasma de Cortez tivesse surgido em nosso século, montando o cavalo branco de Zapata!” (Norman Mailer)

Um dos homens mais encantadores que jamais conheci!...Castro é pessoalmente dominador. É muito mais do que carisma. Castro permanece uma das poucas personalidades verdadeiramente eletrizantes num mundo onde seus pares parecem maçantes!” (Frank Mankiewics, ex-secretário de imprensa de Robert Kennedy e articulador de campanha Democrata).

Enquanto Fidel falava, eu podia sentir uma sensação peculiar em sua presença. Era como se eu estivesse encontrando-me com uma nova força da natureza! É um homem tão cheio de energia que ele é quase de uma espécie diferente! Força se irradia dele!” (Saul Landau,cineasta)

Bem, como é de praxe, quando se trata de descrições de qualquer coisa relacionada a Castro/Cuba por parte da mídia especializada e através de estudos sérios, a verdade não é apenas diferente - mas o total
oposto daquilo que vocês obtêm da grande mídia e dos livros-texto universitários.

De fato, depois da “
combinação de dureza, nervos e sabedoria, tão brilhantemente controlada, tão inigualavelmente calibrada, que deslumbrou o mundo!” de Camelot, o “corajoso desafio” de Castro aos Estados Unidos tomou a forma da Guarda Costeira americana e até mesmo da marinha britânica (quando alguns intrépidos exilados transferiram suas operações para as Bahamas) fazendo um escudo protetor ao redor da ilha de Castro. Muito longe de “desafiar” uma superpotência, Castro escondeu-se por trás das saias de duas superpotências, mais o Império Britânico.

E nesse caso, pelo menos, tal como evidenciado pelo recente editorial, não podemos acusar os irmãos Castro de ingratidão.

Tradução:
Henrique Dmyterko

Publicado originalmente no American Thinker em 03/09/2009
1 NT: Richard Nixon era o vice de Eisenhower e candidato à presidência em 1960.
2 NT: Camelot, a Corte do Rei Artur, ou o sonho de Camelot, era a auto-imagem promovida pelos Kennedy e sua máquina política e de propaganda.
3 NT: Alusão ao episódio em que Khrushchev tirou o sapato e o bateu sobre a mesa durante Assembléia da ONU.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

John F. Kennedy - liberdade tem preço: a eterna vigilância

Discurso sóbrio, correto, limpo e direto. Coisa incrível pensar que entre os Democratas existiram políticos assim. Hoje, temos Obama. O Ocidente cai pelas tabelas, Lulas, Obamas, Evos, Chávez...

Que coisa medonha, mas somos os culpados disto.

Desistimos de participar da política. Desistimos de escolher um político e seguí-lo em seus(s) mandato(s). Assumimos a cultura da "não-cultura", preferimos ligar a TV e assistir os Faustãos da vida, enquanto os chefes dos monstros citados acima tramavam, ao longo das últimas décadas, a tomada do poder pelas "vias legais".

Os melhores precisam voltar ao comando, assumir, pelas vias legais de fato (e não entre aspas) o controle e o comando dos países ocidentais. Voltemos a fazer o que deixamos de fazer. Larguem de pensar em suas bundas flácidas, nos pés-de-galinha de seus olhos, em lipoaspiração e em carro novo. Nada disto te trará felicidade, ela nos foi roubada (na verdade jogamos fora deliberadamente) quando desviamos nossos olhos para os prazeres e delícias, acreditando que daí sairia alguma coisa como o "supremo prazer". Já vimos que daí saiu apenas o supremo suplício e a imbecilização generalizada.

O ser que vive para satisfazer seus prazeres imediatos está abaixo dos animais na "escala evolutiva". Não é um ser humano, é menos que um bichinho.

Comecemos com (re)descobrir o que é ser um ser humano. Leia clássicos, ouça clássicos, busque o belo da natureza, jogue fora suas macaquices, aquilo que parece estar perto como um novo carro mesmo o teu te servindo perfeitamente, uma nova casa mesma a tua te sendo totalmente funcional, uma nova esposa pois a sua "envelheceu", novos seios que só servem para serem ridicularizados na praia e não vão te levar a ter nem uma gota a mais de prazer, além de atrair quem quer apenas... bom, já entendeu, né? Se a sua vida se baseia em imediatismos, você pouco serve para melhorar o mundo, percebe isto?

Voltemos a ser GENTE. Veja o vídeo e entenda um pouco mais sobre o que nos espera se ficarmos com a bunda no sofá vendo a vida passar.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

O legado maligno de Lee Harvey Oswald

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Daniel Pipes em 29 de novembro de 2007

Resumo: Um novo livro nos EUA explica como o assassinato de JFK, cometido por um militante comunista, foi atribuido pelas esquerdas a "uma conspiração de extrema direita" e serviu de senha para uma radicalização assustadora do liberalismo americano, que dura até hoje.


© 2007 MidiaSemMascara.org


O que há de errado com o liberalismo americano? O que aconteceu com o Partido Democrata de Franklin D. Roosevelt, Harry Truman e John F. Kennedy, outrora confiante, prático e otimista? Por que Joe Lieberman, a encarnação contemporânea mais próxima desses três, foi expulso do partido? Como foi que o antiamericanismo infectou escolas, a mídia e Hollywood? E de onde vem a fúria esquerdista que conservadores tais como Ann Coulter, Jeff Jacoby, Michelle Malkin e o Media Research Center documentaram amplamente?

Num esforço sobre-humano, James Piereson, do Manhattan Institute, oferece uma explicação histórica, tanto nova quanto convincente. Seu livro, Camelot and the Cultural Revolution: How the Assassination of John F. Kennedy Shattered American Liberalism [Camelot e a Revolução Cultural: Como o Assassinato de John F. Kennedy Estilhaçou o Liberalismo Americano] (Ed. Encounter Books), investiga o deslocamento do liberalismo americano para um antiamericanismo, remontando até o fato, aparentemente menor, de que Lee Harvey Oswald não era nem um segregacionista nem um adepto da Guerra Fria, mas um comunista.

Eis o que Piereson argumenta: durante os quase quarenta anos que antecederam o assassinato de Kennedy, ocorrido em 22 de novembro de 1963, o progressivismo/liberalismo foi a filosofia pública reinante e quase única; Kennedy, um centrista realista, vinha de uma tradição eficaz que visava, e com sucesso, à expansão da democracia e do welfare state.

Em contraste, aos republicanos, tais como Dwight Eisenhower, faltava uma alternativa intelectual a esse liberalismo, daí que só lhes restou diminuir o ritmo. O "resíduo" conservador deixado por Wiliam F. Buckley, Jr., virtualmente não teve nenhum impacto na política. A direita radical, corporificada pela John Birch Society, cuspia fanatismo ilógico e inútil. Piereson explica que o assassinato de Kennedy afetou profundamente o liberalismo americano porque Oswald, um comunista ao estilo da New Left, assassinou-o para proteger o regime de Fidel Castro de um presidente que, durante a crise cubana dos mísseis em 1962, brandiu a carta do poderio militar americano. Kennedy, em resumo, morreu porque foi valentão na Guerra Fria. Os liberais americanos não aceitaram tal fato porque esse contradizia o seu sistema de crenças; em vez disso, apresentaram Kennedy como uma vítima da direita radical e um mártir das causas liberais (i.e., esquerdistas).

Essa quimera política requeria dois passos audaciosos. O primeiro se aplicava a Oswald:

• Ignorar o seu perfil comunista ao caracterizá-lo como um direitista extremado. Deste modo, o promotor distrital de Nova Orleans, Jim Garrison, afirmou que "Oswald teria ficado mais à vontade com Mein Kampf [Hitler] do que com O Capital [Marx]".

• Reduzir o seu papel à insignificância ao (1) teorizar acerca de outros dezesseis assassinos ou (2) fabricando uma gigantesca conspiração na qual Oswald seria um simplório manipulado pela Máfia, Ku Klux Klan, cubanos anticastristas, russos brancos, milionários do petróleo texanos, banqueiros internacionais, a CIA, o FBI, o complexo industrial-militar, os generais, ou o sucessor de Kennedy, Lyndon Johnson.

Com Oswald quase apagado da narrativa, ou até mesmo transformado em bode expiatório, o establishment governante – Johnson, Jacqueline Kennedy, J. Edgard Hoover, e muitos outros – continuou, dando então um segundo e surpreendente passo. Eles jogaram a culpa do assassinato não em Oswald, o comunista, mas no povo americano e na direita radical em particular, acusando-os de matar Kennedy porque ele teria sido mole demais na Guerra Fria ou acomodatício na questão dos direitos civis para os negros americanos. Aqui estão apenas quatro dos exemplos citados por Piereson que documentam essa distorção desenfreada:

• O juiz da Suprema Corte, Earl Warren, censurou publicamente o suposto "ódio e amargor que foram injetados por fanáticos na vida da nossa nação".

• O líder da maioria no senado, Mike Mansfield, encolerizava-se contra "o fanatismo, o ódio, preconceito e a arrogância que, naquele momento de horror, convergiram para abatê-lo".

• O deputado Adam Clayton Powell advertia: "Não chorem por Jack Kennedy, mas pela América".

• Um editorial do New York Times lamentava "[...] A vergonha que toda a América deve suportar pelo espírito de loucura e ódio que abateu o Presidente John F. Kennedy".

É nessa "negação ou pouco caso" quanto aos motivos e a culpa de Oswald, que Piereson determina as origens rançosas, mas férteis, da transformação do liberalismo americano na direção de um pessimismo antiamericano. "A ênfase reformista do liberalismo americano, que tinha sido prática e com os olhos postos no futuro, foi sobrepujada por um espírito de autocondenação nacional".

Ao ver os Estados Unidos como um país grosseiro, estúpido, violento, racista e militarista, o foco do liberalismo americano deslocou-se da economia para os assuntos culturais (racismo, feminismo, liberdade sexual, direitos gays). Essa mudança ajudou a criar o movimento de contracultura do final dos anos 1960; de forma mais duradoura, alimentou um "resíduo de ambivalência" quanto ao valor das instituições tradicionais americanas e quanto à validade do uso do poderio militar dos Estados Unidos; quarenta e quatro anos depois, esses mesmos perfil e disposição geral do liberalismo americano permanecem.

Assim, o legado maligno de Lee Harvey Oswald continua vivo em 2007, ainda causando dano e pervertendo o liberalismo americano, poluindo o debate nacional.


Publicado pelo Jerusalem Post. Também disponível em www.danielpipes.org

Tradução: MSM

[1] NT: O liberalismo americano, tal como apresentado pelos autores do artigo e do livro citado, teria como princípio fundamental a crença quase irrestrita no progresso, na bondade essencial do homem, na promoção da justiça, da igualdade e dos direitos civis, coisas que na visão de mundo do liberal americano pressupunham e pressupõem a intervenção estatal em várias esferas e não apenas na economia (New Deal, p.ex.). Por outro lado, o liberalismo econômico clássico propugnado pela Escola Austríaca (Böhm-Bawerk, Mises, Hayek, etc.) é a antítese dessa noção americana de liberalismo. Assim, hoje, mas já há bastante tempo, nos EUA, liberal e liberalismo são sinônimos de esquerdista e esquerdismo, respectivamente. O artigo e o livro resenhado tentam mostrar a origem dessa radicalização, ou da transformação de um tipo americano de liberalismo, por assim dizer, em esquerdismo antiamericano, hoje representado por uma miríade de grupos ou “ismos”, os quais, grosso modo, têm o Partido Democrata como principal porta-voz e abrigo no establishment político americano, sem esquecer-se das universidades, ONGs, Fundações, parte da grande mídia e de Hollywood.

[2] NT: No contexto americano, Camelot, o castelo do mítico Rei Arthur, significava e simbolizava a esperança de que a presidência de John F. Kennedy fosse a realização de uma grande promessa; esperança essa ainda mais reforçada pelos discursos do próprio Kennedy.

[3] New Left: consulte os arquivos do MSM através do mecanismo de busca por palavra chave.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".