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sexta-feira, 11 de maio de 2012

A farta e escabrosa distribuição de plumas e paetês

 

HEITOR DE PAOLA


Gen. Bda Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Uma das mais degradantes medidas que presenciamos nos últimos anos é a visão distorcida seja por defeito físico seja por escandaloso puxa - saquismo de determinadas autoridades.

Sem pejo, elas distribuem honrarias e distinções.

O ato sempre ocorre com pompa e muita circunstancia.

A apoteose é do interesse do agraciador e, logicamente, do agraciado.

Assim, sem pedir (?), mas extremamente gratificado com tanta honra, o honorável aceita a comenda, a medalha, o diploma, a distinção.

São as plumas e os paetês que enfeitam a sua vaidade. As plumas no vasto rabo, e os paetês em torno da face, resplandecendo a risonha cara-de-pau. Um espanto de bonito.

As autoridades concedentes, escandalosamente, jogam no lixo, normas, tradições, e o respeito à sua entidade ou instituição e, principalmente, com desrespeito aos antigos amedalhados e diplomados, que com tanto sacrifício, esforço, dedicação e às vezes árduo estudo alcançaram a distinção e, sem o menor pudor, concedem mimos de alto valor simbólico para qualquer um.

Infelizmente, esta farta distribuição deve ser conseqüência da orgia de barbaridades a que assistimos, em todos os níveis da desavergonhada sociedade brasileira, pois os agraciadores gozam de altas posições, devendo  (ou deveriam) ter um mínimo de recato.

A pilantragem ocorre como uma praga, disseminada por cotas inconcebíveis que se espraiam por cotas de homenagens indevidas a qualquer energúmeno.

Assim, como o fabuloso Ronaldinho gaúcho, que por realizações desconhecidas pelos reles mortais, foi agraciado pela vetusta Academia Brasileira de Letras, que prêmio ou exaltação deverá esperar no futuro, a madrinha da recente “melhoria ” do vernáculo português?

Ultimamente, não sabemos se para provocar o homenageado, uma vez que todos sabem que o dito nunca foi chegado às lides estudantis, diversas universidades e outros templos do ensino, entronizando a imbecilidade, em massa, distribuíram diplomas de Doutor Honoris Causa.

E com alarde, e com magnificência, e com trombetas em claro e descarado desrespeito a tudo o que de honrado a entidade preservava até àquela data. Impressionantemente degradante.

No Brasil, assistimos não apenas à assunção da impunidade, ao enterro da meritocracia, testemunhamos muito mais, a degradação dos indivíduos, a edificação de um templo à hipocrisia, portanto, quando falam em instituir um memorial, um monumento a um grande cretino, só nos resta rezar para que um dia, uma hecatombe caia sobre esta terra e apague da nossa história, homenangeantes e homenageados.

Bons tempos em que os nativos adoravam o sol, as estrelas, o mar, pois depois de anos de lavagem cerebral, esquecemos das maravilhas da natureza, e cá estamos prestes a adorar um mal cheiroso monte de esterco.

A maldade, a inépcia, a falta de caráter, a patifaria e uma gama de atributos que ornam os patifes sempre existiram, contudo, tristemente, testemunhamos a glorificação da calhordice, e, inclusive, a sua premiação.

É como se volta-e-meia tivéssemos a distribuição do Oscar da patifaria, o Oscar de melhor Diretor do escárnio nacional, e todos, aplaudindo de pé, delirantemente, e aos gritos de “ELE merece” , chorássemos de alegria.

Breve, ELE será entronizado Doutor Honoris Causa pela Universidade do Comando Vermelho por decisão unânime de seus Reitores.

Brasília, DF, 07 de maio de 2012

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".