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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Viciados em crack desmontam a cidade para sustentar o vício

RICARDO GAMA
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


O crack toma conta da cidade, os viciados auemtam todos os dias, no Rio não existe uma política pública para tratar e recuperar esses doentes, resultado, a cidade está sendo desmontada para virar moedas do crack.

Rio - O cobre e o bronze estão valendo ouro para viciados em crack. De venda fácil em ferros-velhos, os metais viraram moeda de troca e são alvos frequentes de dependentes que roubam pedaços de monumentos públicos e cabos de energia e telefonia para sustentar o vício. Os ‘nóias’ — como são chamados os consumidores em crise — invadem até cemitérios para furtar fragmentos e imagens em bronze inteiras nos túmulos. A prática leva prejuízo aos cofres públicos e empresas, além de prejudicar a população, que sofre com constantes cortes de energia e telefone.

Só na 25ª DP (Rocha), que fica em região com pelo menos 20 favelas — entre elas Manguinhos e Jacarezinho, onde existem as maiores cracolândias da cidade —, cerca de 80 ocorrências envolvendo viciados em pequenos furtos são registradas mensalmente

Identificar receptadores

Segundo o delegado da 25ª DP, Carlos Machado, para combater o crime, a polícia está identificando receptadores dos produtos e fechando pontos de compras: “O problema é que existem muitos pequenos compradores, que vivem mudando de endereço. Contamos com o Disque-Denúncia (2253-1177)”.

Dependentes de crack fazem de tudo para conseguir a droga . A 38ª DP (Irajá) tem informações de que foram viciados que depredaram a imagem em bronze de São Cristóvão, no entroncamento da Av. Brasil e Via Dutra, em Irajá, na Zona Norte. A estátua teve parte da perna direita e o cajado roubados. A Secretaria Municipal de Conservação restaurou a obra.

Há marcas dos ataques em toda a cidade. No Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, são incontáveis as lápides de sepulturas desfalcadas de crucifixos e objetos sacros em bronze. Na 17ª DP (São Cristóvão), parentes dos mortos fazem, em média, cinco registros a cada 30 dias. “Contratamos seis seguranças para evitar os furtos”, diz o subdiretor administrativo do cemitério, Sebastião Magalhães.

Os ataques a patrimônios históricos são praticamente diários. Na Glória, Zona Sul, boa parte dos monumentos está sem detalhes em bronze. A base da estátua de Pedro Álvares Cabral virou ponto de encontro de viciados. “Mandamos carta ao governador pedindo policiamento”, diz o diretor do Conselho Comunitário da Glória, Jorge Mendes.

Sofrendo, Regina resolveu se dedicar às causas sociais. Percebeu que muitos problemas — como desabamentos e doenças — eram causados pelo lixo. Começou a ir de porta em porta falando sobre a importância de separar e reciclar o lixo. Com os primeiros recursos, arrecadados da venda de produtos a um ferro-velho, montou pequeno armazém e criou a ‘moeda verde’: troca de material reciclável por alimentos. Por exemplo: 1 kg de garrafas PET dá para comprar 1 kg de feijão ou 1 litro de leite.

Se o associado estiver precisando dos alimentos, mas não tiver material para trocar, pode recorrer ao ‘cartão de crédito’: leva os produtos e depois traz o lixo reciclável.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".