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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Capitalismo e Socialismo

APENAS ESCREVER
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012



Não é de enfoque do texto mostrar todo o envolto histórico dos sistemas abordados , pois é algo complexo e muito rico em informações, devido vários pensadores terem dado versões diferentes a cerca destes sistemas, e com isso alongaria ainda mais o texto, saturaria de informações e, consequentemente, não conseguiria transmitir a ideia principal , que é a de comparação entre ambos no sentido prático, fazendo crítica ao socialismo e exemplificando algumas confusões, que ao meu ver, acontecem.

Capitalismo
Capitalismo teve origem da passagem da Idade Média para a Idade Moderna. Com o crescimento urbano e comercial dos séculos XIII e XIV surgiu na Europa uma nova classe social: a burguesia. Esta nova classe social buscava o lucro através de atividades comerciais (referências bibliográficas item 3).

Por definição, Capitalismo é um sistema sócio econômico que se baseia no capital, onde, toda e qualquer produção e distribuição é responsabilidade de alguém ou alguma entidade, ou seja, de domínio privado. Assim sendo, ofertas, preços e demanda são de responsabilidade do mercado, que determinará aqueles visando o lucro.

Apesar de termos definido o que é capitalismo, é importante saber que, não há uma definição exata que abranja todas as características deste sistema econômico, pois existem alguns aspectos mais voláteis, digamos assim. Por exemplo, é sabido que o sistema é baseado no capital e isso implica, teoricamente, que quem obtiver maior capital terá domínio sobre tudo, o que não é bem verdade, já que, a visão de capital pode ser limitada a quase tudo e não a tudo, trocando em miúdos, o mercado teria domínio sobre grande parte dos bens, mas não de todos os bens.

Além de alguns detalhes conflitantes que tornam complicado a definição de capitalismo, temos ainda, diversas variações de capitalismo, exemplos: Capitalismo Financeiro, Capitalismo de Estado, Capitalismo Corporativo, Neocapitalismo, Pós-Capitalismo, Anarcocapitalismo. E pela ideia de capitalismo ter sido bastante explorada, economistas e especialistas nessa área tomam posições variadas a cerca do capitalismo, então deteremo - nos basicamente a primeira definição dada a capitalismo.

Para darmos uma feição sintética e prática ao capitalismo, devemos notar os seguintes aspectos: é um sistema que tem teor liberal, ou seja, ele se organiza de tal modo que, qualquer indivíduo possa vir a ascender classes sociais mais elevadas, bem como adquirir bens ao longo de sua vida, é um sistema que, por coerência, não admite a intervenção maciça do estado, já que isso implicaria na quebra do livre mercado, que por sua vez, acontece por “seleção natural”, onde, o capital é responsável por guiar essa seleção. Sabendo que não há intervenção latente por parte do governo, obviamente concluímos que, a propriedade privada é uma característica marcante do capitalismo, tanto para grandes corporações, quanto para o cidadão comum.

Socialismo
É um sistema organizativo político-econômico que tem como pilar principal a igualdade, onde o agente assegurador dessa igualdade é o setor público. Essa teoria socialista foi desenvolvida no século XIX, no entanto o sistema só foi colocado em prática pela Rússia no século XX.

Esmiuçando um pouco mais sobre socialismo, temos que, o sistema socialista surgiu com a ideia de se opor ao capitalismo, devido ao fato de os pensadores socialistas estarem insatisfeitos com a exploração do proletariado, que acontecia por parte de quem detinha capital, indústrias e etc. Os salários dos trabalhadores eram baixos, a jornada de trabalho era extensa, e as condições de trabalho eram péssimas.

Baseado em que os trabalhadores eram bastante explorados, emerge então a ideia de que a propriedade privada deve ser superada e o proletariado tome o poder. A tomada de poder por parte da maioria implica em domínio do estado, e consequentemente, o estabelecimento de um sistema mais igualitário, onde a renda seria distribuída de forma igual, ou seja, todos ganhariam a mesma coisa.
Entendido as raízes ideológicas do socialismo, passemos então para alguns tópicos históricos.

A Rússia foi o primeiro país a instaurar o Socialismo como forma de organização nacional, tal fato deu – se após a Revolução Russa, que garantiu a tomada do poder pelo povo e a queda do governo Czarista, o vigente naquele país.

A exemplo da Rússia, após a Segunda Guerra Mundial, alguns países adotaram o Socialismo, como o Leste Europeu, China, Cuba e alguns países Africanos.

Para encerrar a parte do socialismo, é importante que destaquemos as características principais dele, como: os meios de produção pertenceriam ao povo, e seriam de domínio do estado, a fim de combater o acúmulo de riqueza e exploração do trabalho, característica do capitalismo; não haveria divisão por classes, ou seja, todos pertenceriam a uma única esfera social, onde, independentemente de seu papel social, o indivíduo receberia o mesmo valor salarial, estabelecendo assim, uma igualdade monetária dentro da sociedade; a economia seria de total domínio do estado, não havendo livre mercado, ou seja, o governo regularia completamente as relações econômicas, desde preços, demanda, estoques, salários e todos os elementos constituintes da economia.


Comparação e opinião
Capitalismo e Socialismo são opostos, e é sabido disso desde a essência da criação do socialismo, que veio justamente para desbancar o capitalismo, a fim de extinguir a exploração do proletariado, e trazer uma nova forma de comportamento para sociedade, uma forma mais igualitária. Já o Capitalismo, tem uma visão totalmente diferente, enquanto a ideia socialista prega a igualdade em absoluto, a capitalista entende que a maneira mais justa é a por meritocracia dentro de um mercado livre, ou seja, individualmente você atribuiria seu próprio valor, de forma que, baseado na sua contribuição para o sistema você seria recompensado, essa recompensa por sua vez, seria dada de acordo com a sua importância para o mercado, e também é entendido que, todos têm direito a posses, ou seja, a propriedade privada.

Tendo sido feita a comparação básica entre os dois sistemas, veremos como, na prática, alguns pensadores, e as pessoas em geral, interpretam ambos os sistemas, e assim sendo, avaliar que confusões são feitas em relação a essas posturas.

Como foi demonstrado ao longo do texto, o socialismo surgiu para por fim a exploração que o capitalismo impõe, é entendido que o capitalismo concentra injustamente riquezas e que o proletariado é o grande produtor dessa riqueza, e que a recompensa para tal não era justa, baseado nisso, as pessoas tem a ideia de que, devido a exploração ocorrida em outrora, o capitalismo terá que explorar ao máximo as outras pessoas para que haja lucros, no entanto, isso é uma concepção equivocada, pois a exploração acontecida no passado é devido as más administrações políticas , e não ao capitalismo, portanto, houve um diagnóstico errôneo por parte daqueles que pensam dessa forma.

Ainda em relação à falácia da exploração por parte do capitalismo, temos que não é de interesse do sistema escravizar ninguém, mas sim fazer da economia eficiente de forma a procurar o que mais importa no mercado, o lucro, sendo assim, para que haja lucros altos não é necessário o envolvimento cansativo por parte do trabalhador, pode-se, por exemplo, colocar robôs para trabalhar por nós, e quando isso acontecer, não haverá “desculpas’’ para exploração humana, mas você poderia se perguntar, quem construirá esses robôs? Inicialmente humanos teriam que trabalhar na construção destes, no entanto, com a tecnologia que se tem hoje, esse trabalho não seria desgastante, além de que, com o tempo, os próprios robôs darão origem a outros, com isso, os humanos ficariam apenas administrando de forma fiscalizadora e trabalhando na logística organizativa desses robôs e dos demais setores, seja ele empresarial ou social.

O exemplo esboçado, onde a tecnologia supriria o esforço humano, foi apenas para mostrar que o capitalismo não é explorador de forma intrínseca, o que existe de verdade nisso é que, por falta de uma boa administração pública, as grandes cabeças detentoras de capital exploravam a classe trabalhadora , mas isso definitivamente , não significa dizer que, sempre será assim.

Entendido a primeira falácia em relação à ideia socialista a cerca do capitalismo, daremos sequência a outros pontos controversos. Outra visão míope que socialismo tem com relação ao capitalismo é que este é desigual ao extremo, que é desumano por permitir que uns ganhem tanto e outros ganhem tão pouco proporcionalmente ao que é trabalhado e produzido. Mas esse é um aspecto coerente e óbvio por parte do capitalismo, já que nós, humanos, somos totalmente diferentes, pensamos diferentes, temos interesses divergentes, fisicamente somos desiguais( a desigualdade que me refiro é a de estatura e etc.),
embora pertençamos à mesma espécie.

Temos participações diferentes na sociedade, trabalhos em setores totalmente incomparáveis, tanto pela quantidade de horas trabalhadas e esforço, quando pela função exercida e a importância desta para a sociedade; para algumas profissões, é necessário o estudo a nível superior e outras qualificações que requerem tempo e habilidade do indivíduo, outras não. Outros teoricamente nem trabalham, então é perfeitamente notório que as divergências são muitas, e que, para tal, é necessário um sistema bem adaptável, versátil e que se adeque a tantas diferenças.

Visto que a desigualdade é a marca da humanidade, bem como a sociedade, como poderia então, vivermos em um sistema que prega igualdade absoluta? Bem simples, não dá. Então esse é mais um dos principais pilares do socialismo que cai por terra. O discurso de igualdade para todos é bonito e agradável aos ouvidos, mas ele é impraticável e à ele, bem foi dado, o nome de socialismo utópico, mas independente dessa denominação, toda e qualquer forma de estabelecimento de igualdade absoluta é utópico, e que se, por ventura, viesse a ser o sistema social preponderante, seria algo a se lamentar, a diversidade tão inerente a nós teria sido castrada.

Seguindo a linha do conceito de igualdade, temos também que as pessoas acham que, pelo fato da sociedade se basear pelo capital, teríamos então com isso, uma sociedade com valores humanos devastados, que garante o privilégio de uns em detrimento a outros, contudo, mais uma vez, isso é de responsabilidade do sistema político, e é perfeitamente cabível que todos, perante a uma constituição, tenham direitos iguais, e isso é um mecanismo político que garante a todos a chance de progredir dentro do sistema, então todos seriam iguais, e respeitados de acordo com a legislação do país, se, de repente, as leis do seu país forem ruins, sua vida será ruim, ela sendo capitalista ou não.

Para concluir o raciocínio, é necessário que entendamos que, o sofrimento dos trabalhadores bem como do povo, não advém do capitalismo, mas dos mecanismos político-sociais de um determinado lugar. Outro fato a ser considerado, é que, por sermos diferentes e dinâmicos, precisamos de um sistema que se adeque a isso de forma eficiente, e o melhor nesse sentido é o capitalismo - liberalismo, as garantias do sistema capitalista são várias, a valorização do individuo, o fato dele poder “sair do nada e chegar ao tudo”, isso sim é uma demonstração de igualdade, uma igualdade baseada no seu mérito, e não por um regulamento mágico que, independente do que você faça, terá o mesmo valor que todos, isso é análogo a uma sociedade de zumbis.

Referências Bibliográficas 

http://www.nacional-socialismo.com/socialismo.htm  --1--
http://www.infoescola.com/historia/capitalismo/ --2--
http://www.suapesquisa.com/capitalismo/  --3--
http://www.renascebrasil.com.br/a_socialismo2.htm --4 --
http://educacao.uol.com.br/historia/socialismo-filosofos-criticam-o-capitalismo-e-imaginam-transformacao.jhtm -    ---5  ---
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo  -- 6 --
http://www.ocapitalismo.com/  --7 –
http://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo --8 --
http://www.suapesquisa.com/capitalismo/ --- 9--

Obs.: os links não estão por ordem de acontecimentos ou mesmo ordem sequencial do texto.

Um comentário:

Traduções pendentes do Mises Institute disse...

O melhor site sobre capitalismo e comunismo é o www.mises.org.br

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".