Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O arcebispo Carlo Caffarra denuncia o silêncio da mídia sobre as perseguições na Índia (Zenit.org),

Do portal do PERCIVAL PUGGINA

BOLONHA, sexta-feira, 12 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- O cardeal Carlo Caffarra, arcebispo de Bolonha, denunciou o «ensurdecedor silêncio da mídia, mais preocupada com os ursos do que com os cristãos», durante a jornada de jejum e oração convocada pelas dioceses italianas em solidariedade com os cristãos perseguidos no estado indiano de Orissa, em 9 de setembro passado.

Em sua homilia na catedral de Bolonha, o cardeal afirmou que «a grandeza do mártir desmascara a pobre nudez do relativismo», e animou os fiéis lá reunidos a «compartilharem, com o jejum e a oração, a mesma paixão dos que são perseguidos pelo nome do Senhor».

O purpurado denunciou o «ensurdecedor silêncio dos meios de comunicação (exceto os católicos) com relação a estas graves violações dos direitos fundamentais da pessoa, o direito à vida e o direito à liberdade religiosa».

«Este 'silêncio ensurdecedor' nos oferece matéria de profundas reflexões», comentou o cardeal Caffarra, e se perguntou depois: «Por que as pessoas se preocupam mais pelo destino dos ursos polares que pelos homens e mulheres culpados apenas por terem escolhido a fé cristã?».

Segundo o arcebispo de Bolonha, este comportamento se deve a que «o martírio incomoda gravemente quem crê que no fundo tudo é negociável, quem nega que exista algo sobre o que não se possa dispor ou que não possa ser comercializado».

«O mártir exalta a dignidade da pessoa, de modo que só pode ser censurado por quem pensa que, no final, o homem é só um fragmento corruptível de um todo impessoal. A grandeza do mártir desmascara a pobre nudez do relativismo.»

O purpurado recordou a vida e os ensinamentos de Jesus, que morreu na cruz para salvar os homens, e explicou que «nossos irmãos e irmãs estão percorrendo o caminho do Senhor».

«Eles são o grão de trigo que, caído na terra indiana, trará muito fruto – prosseguiu. Eles são conscientes de que é melhor, se essa for a vontade de Deus, sofrer fazendo o bem antes que fazendo o mal.»

«Estes irmãos e irmãs perseguidos – concluiu – estão nos oferecendo o maior ensinamento sobre o homem, sobre sua dignidade, sobre sua altíssima vocação.» Por isso, «nada nos perturba, mas adorando só Cristo em nosso coração, estamos sempre dispostos a responder a quem nos peça razões de nossa esperança».

A Vaca Atolada

Do portal A VERDADE SUFOCADA
16 de setembro de 2008

Por Percival Puggina (*)

Em 1996, a Bolívia abriu suas reservas petrolíferas e refinarias aos investimentos externos. As instalações estavam sucateadas e o país não tinha meios financeiros. A Petrobrás entrou no sistema, investiu em tecnologia, qualificou as instalações, capacitou recursos humanos, construiu três mil quilômetros de gasodutos até o Brasil e, principalmente, criou uma demanda para 85% do gás boliviano. Hoje, com o mercado consumidor daqui, a Petrobrás responde por 15% do PIB daquele país e por algo entre 20% e 30% de sua receita tributária.

Não obstante, o Brasil se tornou alvo para a demagogia esquerdista que elegeu Evo Morales. "O Brasil enriquece à custa da nossa pobreza!". E todos lembram do que ocorreu em 2006: desapropriação, presença do exército nas usinas e discursos veementes contra os brasileiros gananciosos que sugavam as riquezas bolivianas sem uma conveniente retribuição. Em resposta, o Brasil falou grosso, depois falou fino e, finalmente, bonzinho, recuou. Há dois meses a Petrobrás anunciou que vai investir mais US$ 1 bilhão na Bolívia. Pode?

Pode. No começo dos anos 90, o Brasil assinou um acordo binacional que lhe garantia gás argentino posto na cidade de Uruguaiana. Dali, o gasoduto seguiria para Porto Alegre. Em Uruguaiana seria construída uma grande usina termelétrica (600 MW). Tudo certo e assinado? Tudo certo e assinado. Ficou pronto o gasoduto até a usina. Inaugurou-se a termelétrica. E o gás subiu de preço. Pior, começou a faltar. Ué! Cadê o gás que estava aqui? O gato aspirou. O país vizinho, por falta de investimentos, entrou em crise energética e restringiu a torneira situada na província de Entre Rios. O brasileiro, bonzinho, reviu o acordo binacional e aceitou a redução do fornecimento. E aí o gás acabou. Como assim, "acabou"? Acabou, mesmo, de vez. Deve ter havido um movimento tipo "El gas es nuestro!". Agora, a usina de US$ 350 milhões está para ser desmontada e vendida. Pode?

Pode. Na década de 70, o Brasil decidiu construir Itaipu. O Paraguai não tinha dinheiro nem crédito para dividir ao meio o investimento. Entrou com metade da água e da vontade, para receber 50% da energia. É essa energia que viabiliza a equação paraguaia no investimento. Assim: da metade da energia que lhe corresponde, o Paraguai, que só tem mercado para cerca de 10%, vende o excedente ao Brasil. A diferença entre o preço dessa venda e a tarifa no mercado brasileiro cobre a parte paraguaia no financiamento.

É esse acordo que Fernando Lugo, o novo demagogo esquerdista alçado ao poder na América Latina, quer rever. A exemplo de Evo Morales, ele fez campanha prometendo acabar com a exploração imperialista brasileira. De novo, o Paraguai é pobre porque o Brasil é rico... Tá bem. E o brasileiro, bonzinho, vai aceitar. Alega o mandatário que seu país tem imensos excedentes energéticos e em nada se beneficia disso. Esquece-se, no entanto, de que recebe energia a troco de banana e andaria a toco de vela não houvesse o Brasil assumido os encargos e riscos de Itaipu.

Pessoalmente extraio duas lições desses três fatos. A primeira é a de que o Mercosul atolou e só vai andar quando os países membros adotarem instituições mais sérias e menos sujeitas ao acasalamento da baboseira ideológica com a demagogia. E a segunda é a de que os investimentos que o Brasil está fazendo nos países vizinhos são de altíssimo risco porque as assinaturas se depreciam com o passar do tempo.

(*) Fonte: http://www.puggina.org/

REFLEXÕES MELANCÓLICAS SOBRE O DECÁLOGO PARA ENFRENTAR EVO MORALES

Do portal PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA


Reflexões melancólicas sobre o “Decálogo para enfrentar Evo Morales” de Alejandro Peña Esclusa

Heitor De Paola

Primeiro: Evo Morales não representa o interesse dos bolivianos. Apesar de sua aparência indígena, tampouco representa o interesse das etnias bolivianas. Ele é um agente a serviço de forças internacionais agrupadas ao redor do Foro de São Paulo.

Infelizmente Lula representa o interesse dos brasileiros, se não na sua totalidade, ao menos em sua esmagadora maioria. Sua aparência não é mera aparência, Lula é aquilo mesmo. Obviamente o único ponto de contato com Morales é que Lula também “é um agente a serviço de forças internacionais agrupadas ao redor do Foro de São Paulo”. Pior: é seu fundador e Morales é apenas uma cria mal nutrida.

Segundo: A oposição boliviana não luta contra o governo nacional, senão contra um conglomerado internacional que utiliza Evo Morales para apoderar-se da Bolívia. Por isso, cada vez que Morales se encontra em apertos, seus aliados saem para respaldá-lo publicamente e para prestar-lhe todo seu apoio.

Ai, que coisa boa deve ser contar com uma oposição! É triste reconhecer: não existe oposição brasileira! Aqui os partidos são meras siglas para acomodar melhor os mesmos interesses. Quando o Presidente do DEM – supostamente um partido liberal - diz que o programa bolsa família é um programa liberal e o seu candidato a Prefeito de São Paulo lança o comunista Serra para Presidente em 2010, que se pode esperar? Onde a canalhice oportunista e mercenária impera, não há oposição! Pior, quando Alejandro diz “cada vez que Morales se encontra em apertos, seus aliados saem para respaldá-lo publicamente e para prestar-lhe todo seu apoio”, Lula é o próprio comandante aliado deste apoio!

Terceiro: Evo Morales não é um democrata. Depois de derrocar dois governos usando métodos antidemocráticos, decidiu amoldar-se ao sistema – participando das eleições – unicamente para chegar ao poder. Uma vez na Presidência, utiliza as instituições do Estado para destruir a democracia desde dentro.

Aqui é pior: Lula não derrotou dois governos democráticos, é exatamente o resultado dos dois governos anteriores do príncipe dos hipócritas FHC que o lançou! E que sempre sai em seu socorro nas horas em que há alguma possibilidade de impeachment. Portanto, esta é uma impossibilidade. Se houver perigo, FHC – e talvez até o DEM – socorre.

Quarto: Não é possível derrotar Evo Morales eleitoralmente. O governo boliviano já conta com o método cubano-venezuelano para cometer fraude. O padrão eleitoral está atualmente tão tergiversado que não é possível manter-se eleições livres e transparentes sem antes depurá-lo.

Bem, aqui temos maquininhas confiáveis! Podemos confiar que elas darão o resultado a quem Lula-FHC-ONU mandarem! Mais confiáveis impossível, não? Já sabemos o resultado antes! Viva a tecnologia moderna!!!! Aliás, qual o problema? Não teríamos escolha mesmo!

Quinto: Os partidos políticos de oposição não estão em condições de enfrentar o governo sozinhos, porque – devido à sua formação – estão acostumados ao diálogo e à negociação. Um ditador como Evo Morales não acredita no diálogo nem na negociação, senão que os usa para ganhar tempo, enquanto consolida seu projeto totalitário. Por isso, a sociedade não partidarista – essa que sai às ruas para protestar – deve adquirir maior liderança.

É de chorar: não temos nem uma coisa nem outra!!!! Aqui a “oposição que sai às ruas” não passa de um bando de nacionalisteiros que são mais antiamericanos do que anticomunistas. Combate ideológico como na Bolívia? Zero! Combate ao menos político? Zero! Fechamento de estradas e fronteiras, com a louvável exceção dos bravos arrozeiros de Roraima: zero! O que combatem os que saem às ruas no Brasil? Slogans anódinos como “corrupção”, “impunidade”, “pela paz e concórdia” e outras palhaçadas. Até quando defendem o território nacional, particularmente a Amazônia, o fazem vendo o inimigo no Grande Satã, o “império americano” e não o Foro de São Paulo e a tal malfadada “comunidade internacional”: a rede de ONG’s multibilionárias.

Sexto: O tempo conta a favor do oficialismo. Enquanto a oposição tem que financiar suas atividades com recursos próprios e, portanto, limitados, o governo boliviano conta com as arcas do Estado e com o financiamento inesgotável que lhe envia Hugo Chávez. Além disso, cada dia que passa o governo aproveita para destruir os poucos espaços democráticos que restam. Por isso, quanto mais tempo Evo Morales leve no poder, mais difícil será tirá-lo de lá.

No Brasil a oposição mirrada que temos precisa financiar a si mesma, pois os empresários brasileiros são em sua esmagadora maioria cúmplices do governo comunista enquanto este tomar atitudes que encham seus bolsos. Como é o caso da doação do Grupo Gerdau para a filha do Ministro da Justiça, candidata a Prefeita de Porto Alegre. Segundo denúncia veiculada no exterior as empresas Odebrecht, ImBev e Pão de Açúcar estariam patrocinando a candidatura de Dilma Roussef em 2010 e o retorno de Lula em 2014. Si non è vero, è bene trovato! A Odebrecht está interessadíssima na privatização do Galeão além de já ter sido aquinhoada com reformas em outros aeroportos da INFRAERO a ImBev quer chegar ao monopólio de cervejas e refrigerantes no país e o Pão de Açúcar é um sucesso suspeito em aquisições de outras redes de supermercados. Além de não darem um tostão furado para as organizações que defendem a propriedade privada, as liberdades individuais e a tradição ocidental, provavelmente ainda riem de nós!

Sétimo: A única maneira de conseguir uma mudança de governo na Bolívia é mediante ações de rua, pacíficas, simultâneas e generalizadas, quer dizer, em todo o território nacional. A convocatória oficialista a um referendo para aprovar uma Constituição ilegal, deve servir de incentivo para organizar o protesto.

Não há maneira possível de conseguir mudança no governo do Brasil! Jamais haverá manifestações de rua contra nada.

Oitavo: A oposição boliviana deve estudar detalhadamente o processo político venezuelano dos últimos dez anos, porque isso equivale a antecipar-se a seu próprio futuro. Entre as lições que deve aprender é não repetir os erros cometidos pelos dirigentes opositores venezuelanos.

O processo político revolucionário no Brasil difere do venezuelano e do boliviano. O Brasil é o país onde as técnicas revolucionárias anestésicas de Antonio Gramsci foram melhor aplicadas.

Nono: Urge usar a informação do computador de Raúl Reyes. Os aliados a Evo Morales – e possivelmente o próprio Morales – estão estreitamente vinculados às FARC e, portanto, são cúmplices de narco-terrorismo e de outros delitos de lesa-humanidade. A informação contida no computador confiscado de Raúl Reyes pode ser de grande utilidade para livrar a Bolívia da ditadura.

Elucidar e trazer à tona os contatos de Lula com as FARC é ainda mais importante. No entanto a melhor avaliação deste assunto é feita por Luis Alberto Villamarín Pulido: “A diferença entre Lula e os bocudos da Venezuela, Equador e Nicarágua, é de estilo mas não de pensamento nem de propósitos. E, claro que a uma potência econômica como o Brasil, com um dos exércitos mais bem preparados e que carregam uma responsabilidade muito grande em defesa da soberania nacional e da segurança do hemisfério, a ditadura cubana não a pode manipular com a mesma facilidade com que dispõe de seus cachorros em Quito, Caracas, Manágua e La Paz. Porém, ao mesmo tempo, Lula está de acordo com o que pensam e fazem seus vizinhos co-partidários, mancomunados com Piedad Córdoba e o Partido Comunista Colombiano.(...) Sem dúvida, Lula (embora à sua maneira) faz parte do complô contra a Colômbia e no final o que contam são os resultados”.

Décimo: Uma vez que Evo Morales trabalha para uma máfia internacional, a oposição boliviana deve travar a batalha não só no campo interno, como também no campo continental, buscando alianças com os setores democráticos da América Latina.

A blindagem de Lula não é produzida apenas internamente, nem mesmo é produto Latino-Americano: começa no Departamento de Estado, controlado pelo Council on Foreign Relations. Obama é aliado de todos os comunistas e jamais mexerá com Lula se McCain ganhar, o provável Secretário de Estado Assistente para a América-Latina será, novamente, Otto Reich, a quem já me referi diversas vezes (ver aqui, aqui e principalmente aqui).

(As traduções dos originais em espanhol são de Graça Salgueiro)

Site do Ministério do Trabalho traz cartilha que ensina a ser prostituta

Do portal GAZETA DO POVO
08/07/2006

Parece mais uma brincadeira da internet, mas não é. O site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) traz em sua página oficial uma cartilha completa ensinando como ser prostituta. O jornal "Diário de S. Paulo" acessou o site www.mte.gov.br e encontrou uma ampla lista de atividades profissionais, na seção Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Entre elas, o item 5.198 é particularmente curioso: descreve o passo-a-passo da prostituição, desde a abordagem ao cliente até a satisfação dele. No final do dia, após o MTE ter sido procurado pelo jornal, o site foi tirado do ar.

Por e-mail, o MTE informou que "não cria profissão, nem regulamenta, nem incentiva atividades (de prostituição)". Segundo o MTE, a classificação foi elaborada pelo governo anterior e publicada em 2002. O objetivo da lista é descrever as ocupações existentes no país. Segundo o ministério, "a CBO é o documento que reconhece, nomeia e codifica os títulos e descreve as características das ocupações do mercado de trabalho brasileiro".

A cartilha é bem didática e traz conselhos para as prostitutas fazerem um pé de meia, como aplicar dinheiro na poupança e recolher a contribuição ao INSS. Há dicas diretas de como atender o cliente: "seduzir com apelidos carinhosos", "envolver com perfume", "respeitar o silêncio do cliente" e até comportamentos específicos da atividade no garimpo, como "lavar roupas dos garimpeiros". A cartilha também aborda o tema da ética ao explicar que a prostituta deve evitar "envolvimento com colegas de trabalho".

Ignorando as propagandas contra a exploração do turismo sexual, a cartilha fala em "fazer companhia ao turista" e "acompanhar o cliente em viagens", no item intitulado "Acompanhar Clientes". Outro capítulo lista todas as ferramentas necessárias para fazer o trabalho, entre elas: guarda-roupa de batalha, gel lubrificante à base de água e até mesmo cartões de visita.

A cartilha está dividida em sete áreas de atividade: batalhar programa, minimizar as vulnerabilidades, atender clientes, acompanhar clientes, administrar orçamentos, promover a organização da categoria e realizar ações educativas no campo da sexualidade.

Alertando sobre os cuidados com a saúde, o item atendimento do cliente aconselha a prostituta a "preparar o kit de trabalho (preservativo, acessórios, maquilagem)", "fazer streap-tease" e "dar conselhos a clientes com carências afetivas". Segundo o texto, "o acesso à profissão é livre aos maiores de 18 anos; a escolaridade média está na faixa de quarta a sétima séries do ensino fundamental. O pleno desempenho das atividades ocorre após dois anos de experiência."

A presidente da Rede Brasileira de Prostituição, da ONG Davida e idealizadora da grife Daspu, Gabriela Leite, foi uma das convidadas pelo MTE em 2002 para descrever as atribuições das prostitutas no Cadastro Brasileiro de Ocupações. Prostituta há 28 anos, Gabriela diz que fazer parte do CBO é importante por dois motivos: o direito à aposentadoria, já que o código permite o recolhimento do INSS, e a inclusão nas estatísticas do censo do IBGE.

Gabriela diz não entender a polêmica em relação à cartilha.

- Assim como todas as profissões, a nossa, tem características próprias. O problema é a hipocrisia da sociedade, que usufrui dos nossos serviços mas tem vergonha de reconhecer nossa profissão - diz.

Cleide Almeida, coordenadora de projetos da Associação de Vila Mimosa-reduto de prostituição carioca-diz que o importante é que a inclusão no CBO colabora para a regularizar a profissão, que está aí "antes de Jesus Cristo".

- Se não há outras alternativas de trabalho, por que não legalizar esta? - pergunta, ressaltando que, mesmo que isso aconteça, muitas prostitutas não vão querer sua profissão estampada na carteira de trabalho.

A ex-prostituta e autora do livro "O Doce Veneno do Escorpião" Bruna Surfistinha diz que não tinha conhecimento do conteúdo do site, mas acha importante regularizar a profissão.

- Já trabalhei com cafetões por muito tempo e sei como é difícil ser explorada - afirma, frisando que só não acharia legal o nome da profissão estar na carteira.

Procurados pelo "Diário de S. Paulo", o Ministério da Justiça, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Superior Tribunal de Justiça (STJ) não quiseram se pronunciar sobre o assunto.

Prostituição não é considerada crime no país.

- A pessoa que se prostitui não está cometendo nenhum crime - explica o advogado criminalista e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sergei Cobra Arbex. Ele diz que a punição é para quem induz ou atrai alguém a se prostituir. Neste caso, o artigo 228 do Código Penal prevê punição com prisão de dois a cinco anos.

O advogado criminalista Eduardo Leite afirma que nos casos das prostitutas que são presas na rua, o motivo da detenção é "por vadiagem". Já os locais onde a prostituição é estimulada, como casas de shows, continuam em funcionamento porque usam como argumento o fato de não terem local para a prática da prostituição ser realizada.

- Os donos desses estabelecimentos alegam que não oferecem camas - acrescenta Arbex.

As casas de prostituição também alegam que muitas pessoas vão a danceterias para se prostituir. Dessa forma, dizem, já que essas boates não são fechadas, não há sentido em puní-los. Ou seja, dizem que não são responsáveis pelas intenções de quem freqüenta o local. Para Arbex, o Ministério do Trabalho deveria orientar sobre os riscos da profissão.

Paz e amor para valer

Do portal A VERDADE SUFOCADA
16/09/2008

 Aristóteles Drumond – publicado na revista FOCO/Brasíla

Vivemos, no mundo, o que se convencionou chamar de pós-democracia, uma vez que com a perda do muro os regimes ditatoriais ficaram poucos, caricatos e sem poder de influir na maioria democrática. Resta o problema africano, que é mais cultural e moral do que propriamente político. Vagueiam ainda figuras como Muammar kadafi, Líbia, Fidel Castro, Cuba, Kim Jong II, Coréia do Norte, Mahmoud Ahmadinejad, Irã, e o exótico Hugo Chávez, Venezuela.

Na América Latina, temos os problemas do Haiti, muito semelhantes ao africano, e das Farc na Colômbia. No Brasil temos que definir o que seria melhor para a consolidação da nossa democracia. Gente com passado totalitário confesso, comunistas de diferentes matizes, admiradores de Fidel Castro, participantes do que se chama de “luta armada” – que não eram contra a ditadura, ao contrário, eram, sim, a favor da implantação de uma verdadeira ditadura -, querem o revanchismo e, assim, acabar com a generosa anistia concedida pelo presidente João Figueiredo, a quem a história ainda fará justiça. Não apenas como o determinado comandante da abertura política, mas pelo excelente governo que fez, com a melhor equipe ministerial que tivemos na república. Ingratos, portanto, os que escaparam de responder por crimes de sangue, acabaram em altos cargos e agora querem despejar seus ressentimentos para humilhar e macular os nossos admiráveis militares, que nos livraram de termos aqui algo parecido com as Farc, por exemplo.

O exercício da autoridade é que garante a liberdade. Portanto, a falta de autoridade no Brasil anda agredindo a liberdade, seja na impunidade de baderneiros, de predadores de bens públicos e privados (MST e afins), seja nos excessos da Polícia Federal. A instituição, aliás, parece se preocupar mais em brilhar nas telas da televisão do que em instruir devidamente os inquéritos para que estes não se percam nos preciosismos de nossos magistrados, estranhamente liberais em soltar acusados fortemente comprometidos em crimes de toda a ordem. Em boa hora o presidente Lula, que é o comandante em chefe das Forças Armadas, fez o governo sair desse tema que não une e só confunde.

Melhor teria feito o ministro da Justiça se formasse um grupo para redigir urgentemente mudança na legislação, criando no Judiciário condições de julgar com celeridade todos esses escândalos. Há gente de saber e respeitabilidade para compor um grupo sério, como o ex-ministro Marcio Tomaz Bastos, o deputado Bonifácio Andrada, o ex-deputado e ex-ministro Ibrahim Abi-Ackel, o jurista Yves Granda Martins, o ministro aposentado do STF Célio Borja e mais alguns,

A reforma poderia criar prazos especiais que impedissem a demora nesses casos mais clamorosos que acabam por prescrever, pela demora ou até pela morte dos envolvidos. Tornar o nosso Judiciário mais ágil e mais controlado, nos casos de corrupção cada vez mais comentados, é servir à consolidação da democracia.

Não se constrói nada com base na impunidade ou no revanchismo, nas iniciativas inspiradas no ódio. A democracia pede autoridade, pede justiça respeitada, pede que seja honrado o que foi pactuado. A anistia é de 1979 e ainda se tenta enlamear homens de bem que sobreviveram e têm o respeito de seus camaradas, como é o caso do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, autor do imperdível A Verdade Sufocada, a qual apresenta muita gente que “justiçou” companheiros e narrou os fastos, com naturalidade, em depoimentos e livros e estão livres em função da anistia.

Os democratas brasileiros têm cobrado pouco os atos vergonhosos, como a entrega do cubano, que o tempo provou que foi mesmo devolvido imoral e ilegalmente à ilha. Fora as suspeitas de diálogos brasileiros com as Farc, a omissão quanto aos atos de violência do MST e a origem de seus recursos. Enfim, abrir feridas e aprofundar suspeitas não contribuirá para o bem do país.

NOTALATINA mostra desmascara (mais uma vez) a mí"r"dia nacional

Do blog NOTALATINA
Monday, September 15, 2008

O Notalatina sai hoje numa edição diferente das demais, por uma força imperiosa de restabelecer a VERDADE dos fatos que criminosamente a mídia insiste em distorcer, fraudar, omitir, para que o leitor cada dia mais se afaste da realidade e embarque na ficção do “1984” de George Orwell. Estou me referindo a uma entrevista publicada pela revista “Época”, datada de 13 de setembro, com Peter Hakim, a respeito da situação da Bolívia a beira de um guerra civil. Ocorre que “Época” é controlada pelo PcdoB e mister Hakim (na foto) é ninguém menos que o presidente do Diálogo Interamericano.

Para quem não sabe o que é o Diálogo Interamericano, recomendo a leitura do livro “O Eixo do Mal Latino-Americano” do Heitor De Paola – especialmente o Cap. XII -, além deste artigo bastante esclarecedor do historiador Carlos Ilich Santos Azambuja. Então, o que se tem é uma revista comunista entrevistando um sujeito que oferece apoio incondicional à implantação do comunismo na América Latina, e o resultado disto vocês vão ver nas contestações que faço intercalando as respostas em azul. Há uma quantidade razoável de pessoas capacitadas para fazer uma análise decente e correta destes fatos, no Brasil e no exterior, mas é óbvio que esta revista está apenas cumprindo com o seu papel de “companheira de viagem”. É vergonhosos que “isto” seja repassado para o público como “informação”.

Antes, porém, quero informar aos leitores que o site Mídia Sem Máscara está temporariamente indisponível por problemas técnicos, e que em breve voltará a normalidade.

E vamos à entrevista ou “engana troucha”. Fiquem com Deus e até a próxima!

Peter Hakim – “O país corre grande perigo”.

Leandro Loyola

O analista americano Peter Hakim estuda a América Latina desde os anos 60. Nesse tempo, já viu inúmeros conflitos no continente e, em especial, na Bolívia. Presidente do Inter-American Dialogue Institute, Hakim afirma que a crise atual é apenas uma continuação dos confrontos entre o presidente Evo Moralae e a oposição, baseada nas províncias mais ricas. Mas o perigo agora pode ser maior. “Pessoas próximas acham que Hugo Chávez está influenciando o presidente Morales”, diz. “E tanto Morales quanto a oposição estão se sentindo fortes”.

Comento: Em primeiro lugar, este sujeito diz ter estudado a América Latina “desde os anos 60” mas o que fez nestes quarenta e tantos anos além de procurar uma forma de reescrever a História? Se ele de fato se limitasse a estudar, analisar os fatos como se dão, sem omitir nem adoçar os crimes cometidos pelo terrorismo comunista, sua análise seria bem outra. Ademais, observem a sutileza do repórter ao afirmar que a oposição a Morales encontra-se nos estados (províncias) mais ricos. Quer dizer, aí ele já induz o leitor desavisado a se posicionar contra os opositores porque são “ricos” e a apoiar (cegamente) os camponeses e índios que são os pobres e desvalidos.

ÉPOCAHá alguma chance de haver um golpe de Estado na Bolívia?

Peter Hakim – O único que pode realmente fazê-lo é o Exército. No meu modo de ver, o Exército não está conspirando. Apesar da oposição de quatro Estados (são “estados” e não Estados) fortes, Morales tem 67% de aprovação popular.

Comento: Mentira. Os índios não representam todo este percentual e essa estatística deve ser do mesmo instituto que faz as pesquisas para Chávez.

Não é um governo impopular: é um governo altamente popular. Eu ainda duvido de um golpe. O perigo é que tanto Morales quanto a oposição tiveram vitórias nos referendos realizados recentemente e estão se sentindo fortes.

Comento: Mais mentira. Se ele fosse assim tão popular não teria havido conflitos e rechaços violentos e constantes desde que assumiu o governo. Ademais, a vitória de Morales foi fraudada, com o respaldo de Chávez, inclusive usando as mesmas máquinas fraudulentas utilizadas na Venezuela.

ÉPOCAO Brasil enfrenta problemas com esta instabilidade na Bolívia. O que pode fazer?

Hakim – O Brasil tem melhor possibilidade de jogar um papel positivo do que os Estados Unidos. O Brasil tem experiência diplomática e certa influência sobre (o presidente da Venezuela, Hugo) Chávez – e, se ele está realmente insuflando Morales, o Brasil pode conversar. A Bolívia corre grande perigo.

Comento: Claro que o Brasil tem mais influência na Bolívia do que os Estados Unidos porque ambos os presidentes são parceiros no Foro de São Paulo que nem a revista nem este elemento citam. Agora, dizer que “se Chávez está realmente insuflando Morales”, no condicional, é a maior das canalhices porque todo mundo sabe que Chávez mantém, como a uma amante, este índio cocalero. E Morales não faz NADA que não seja por ordem de Chávez e de Cuba.

ÉPOCAO presidente Chávez pode estar influenciando o presidente Morales?

Hakim – Pessoas que conhecem Morales bem, que estão perto dele, acham que sim, acham que Chávez tem uma influência grande sobre ele.

Comento: É nojento ver um sujeito que diz estudar a América Latina desde a década de 60 “não saber” o que se passa nesta relação obscena entre esses dois elementos abjetos. Chávez não só “tem influência” como mantém de tudo, desde a guarda pessoal, que é venezuelana, como cede avião e petrodólares, milhares deles. Vejam a última edição do Notalatina clicando nos links e vocês vão ter uma radiografia dessa dependência.

ÉPOCAChávez já afirmou que, se a oposição tentasse derrubar Evo Morales, ele interviria. Isso pode acontecer agora?

Hakim – É difícil imaginar como fazer isso. O problema é muito grande porque há uma polarização na Bolívia por classe social, por nacionalidade, por grupo étnico e por região. Então, não é fácil para Chávez intervir. Provocaria uma resistência maior ainda.

Comento: Ele sabe que Chávez pode intervir sim. Se vai ser recebido a bala ou com flores é outra questão. Os militares bolivianos já mandaram uma mensagem clara para Chávez de que se ponha em seu lugar mas isto não é o suficiente para deter o demente. São duas situações distintas e que ele propositalmente mistura, sutilmente defendendo Chávez.

ÉPOCAChávez pode ter influenciado a decisão de Morales de expulsar o embaixador dos Estados Unidos?

Hakim – É difícil entender a expulsão do embaixador. Acho que a intenção (do presidente Evo Morales) era provocar um conflito com os Estados Unidos para fortalecer sua posição interna. Eu sei que os EUA têm sido muito cuidadosos, entendem muito bem o problema que o governo de Morales está enfrentando e não queriam um rompimento. O governo americano sabia que seria difícil ter as melhores relações com Morales, mas fez muito esforço para manter uma relação racional. Expulsar o embaixador, sem comunicação anterior, é como a opção nuclear.

Comento: Os Estados Unidos sabem muito bem das situações da Bolívia, mas não “o problema que o governo Morales está enfrentando” senão CRIANDO. No fim do ano passado alguns governadores da “meia lua” estiveram nos Estados Unidos denunciando a fraudulenta vitória da nova Constituição, que foi “aprovada” só com os partidos oficialistas, de portas fechadas e onde a oposição FOI PROIBIDA de participar. Depois disso, esses governadores foram ameaçados de morte pelos índios selvagens, como neste vídeo que eu dispus no Notalatina (em que os Ponchos Rojos degolam um cachorro e dizem que vão fazer o mesmo com os “oligarcas”, opositores e prefeitos), e até mesmo incendiando as sedes de governos e delegacias. Este demente sabe disso tudo muito bem e torce os fatos, DESINFORMA PROPOSITALMENTE.

ÉPOCAPor isso, os Estados Unidos expulsaram o embaixador da Bolívia quase imediatamente...

Hakim – É uma pena, mas os Estados Unidos não podiam deixar de responder. Agora é hora de sentar e conversar.

Comento: Isto era a resposta obrigatória, não porque “os Estados Unidos não podiam deixar de responder” mas em obediência a convenções internacionais de reciprocidade.

ÉPOCAEm resposta, o presidente Chávez anunciou a expulsão do embaixador americano da Venezuela em solidariedade à Bolívia. Até onde isso pode ir?

Hakim – Isso é uma loucura. A Venezuela representa um problema muito maior para os Estados Unidos. Por dois motivos. Um deles, obviamente, é o petróleo: a Venezuela fornece de 10% a 12% do petróleo consumido nos EUA.

Comento: O “problema maior” não é para os Estados Unidos mas para a Venezuela. O desinformador diz quanto os Estados Unidos consomem do petróleo venezuelano mas não diz qual o percentual de venda da Venezuela para os Estados Unidos. Visto assim, parece que é uma perda irreparável para os Estados Unidos mas não é, porque eles podem procurar outro fornecedor. Agora, esses “10% a 12%” americanos representam MAIS DE 50% das vendas venezuelanas. Então, quem perde mais?

Além disso, o que ele não informou é que a expulsão do embaixador americano da Venezuela foi um pouco por retaliação pelas últimas denúncias a respeito das ligações de Chávez e seus ministros com as FARC, em especial Ramón Rodriguez Chacín, ex-ministro da Defesa e facilitador de armas e naturalização de terroristas na Venezuela. Falei disso no Notalatina no início do ano, quando das “operações humanitárias” que libertaram Clara Rojas e Consuelo Perdomo. Vejam nas edições do início deste ano que tem toda a folha corrida do terrorista Chacín.

Outro fato também, que este degenerado não informa - nem a mídia companheira de viagem brasileira -, é que este espetáculo serviu para encobrir os julgamentos de venezuelanos envolvidos com o “caso das valises”, onde Chávez deu 800 mil dólares para a campanha presidencial de Cristina Kirchner e agora sabe-se que houve outra, com 4.200.000 que ninguém sabe o paradeiro. Antonini Wilson resolveu abrir o bico em troca de benefícios no julgamento e confirmou a doação. Chávez está possesso com isto e resolveu retaliar, expulsando o embaixador americano, não somente em “solidariedade” ao amigo e companheiro no Foro de São Paulo, o cocalero Morales.

O outro é que a maioria dos países da América Latina não vai querer enfrentar os Estados Unidos, mas também não vai ficar contra a Venezuela. Os Estados Unidos não conseguirão mais apoio dos países da América Latina contra a Venezuela.

Comento: Os Estados Unidos há tempo não contam com o apoio latino-americano - com exceção da Colômbia, incondicional, e parcial do Peru -, não porque não queiram ou porque tenham uma política ruim, mas porque hoje a maioria pertence ao Foro de São Paulo, é comunista e intoxicada de anti-americanismo. Se este degenerado falasse nesta organização criminosa (FSP) ou a revista não procurasse esconder a influência deste Foro na situação latino-americana, as coisas ficariam claras como a luz do dia.

Ataques a sites e blogs - os esquerdopatas aprenderam a usar computador?

Depois de acessar o blog PAPÉIS AVULSOS do Heitor de Paola e o site MÍDIA SEM MÁSCARA tive a mesma experiência. Meu sistema de segurança indicou que um VÍRUS estava presente nas páginas das publicações. Olhem a foto abaixo:


Pergunta: será que os esquerdopatas aprenderam a usar computador e internet? Que coisa, não sabia que lagartixas podiam ser treinadas a isto!!!

Faço um pedido, pois sou perito forense em computação: invadam o meu também! Vou adorar primeiro processar quem o fizer e segundo expor a canalhice no mundo virtual e no real.

ESSE É O CARA

Por e-mail

Joe Arpaio é o xerife do Condado de Maricopa no Arizona já há bastante tempo e continua sendo re-eleito a cada nova eleição.

Ele criou a 'cadeia-acampamento', que são várias tendas de lona, cercadas por arame farpado e vigiado por guardas como numa prisão normal.


Baixou os custos da refeição para 40 centavos de dólar que os detentos, inclusive, têm de pagar.

Proibiu fumar, não permite a circulação de revistas pornográficas dentro da prisão e nem permite que os detentos pratiquem halterofilismo.

Começou a montar equipes de detentos que, acorrentados uns aos outros, (chain gangs), são levados à cidade para prestarem serviços para a comunidade e trabalhar nos projetos do condado.

Para não ser processado por discriminação racial (Comentário do Cavaleiro: Como? Homem é uma raça e mulher outra? Os americanos estão importando a sub-cultura brasileira?), começou a montar equipes de detentas também, nos mesmos moldes das equipes de detentos.

Cortou a TV a cabo dos detentos, mas quando soube que TV a cabo nas prisões era uma determinação judicial, religou, mas só entra o canal do Tempo e da Disney.

Quando perguntado por que o canal do tempo, respondeu que era para os detentos saberem que temperatura vão enfrentar durante o dia quando estiverem prestando serviço na comunidade, trabalhando nas estradas, construções, etc.


Em 1994, cortou o café, alegando que além do baixo valor nutritivo, estava protegendo os próprios detentos e os guardas que já haviam sido atacados com café quente por outros detentos, sem falar na economia aos cofres públicos de quase US$ 100,000.00/ano.

Quando os detentos reclamaram, ele respondeu:


- Isto aqui não é hotel 5 estrelas e se vocês não gostam, comportem-se como homens e não voltem mais.

Distribuiu uma série de vídeos religiosos aos prisioneiros e não permite quaisquer outros tipos de vídeo na prisão.

Perguntado se não teria alguns vídeos com o programa do partido democrata para distribuir aos detentos, respondeu que nem se tivesse, pois provavelmente essa era a causa da maioria dos presos ali estarem.

Com a temperatura batendo recordes a cada semana, uma agência de notícias publicou:

Com a temperatura atingindo 116º F (47º C), em Phoenix no Arizona, mais de 2000 detentos na prisão acampamento de Maricopa tiveram permissão de tirar o uniforme da prisão e ficar só de shorts, (cor-de-rosa), que os detentos recebem do governo.

Na última quarta feira, centenas de detentos estavam recolhidos às barracas, aonde a temperatura chegou a atingir a marca de 138º F (60º C).

Muitos com toalhas cor de rosa enroladas no pescoço estavam completamente encharcados de suor. Parece que a gente está dentro de um forno, disse James Zanzot que cumpriu pena nessas tendas por um ano.

Joe Arpaio, o xerife durão que inventou a prisão-acampamento, faz com que os detentos usem uniformes cor-de-rosa e não faz questão alguma de parecer simpático.

Diz ele aos detentos:


- Nossos soldados estão no Iraque onde a temperatura atinge 120° F (50° C), vivem em tendas iguais a vocês, e ainda tem de usar fardamento, botinas, carregar todo o equipamento de soldado e, além de tudo, não cometeram crime algum como vocês, portanto calem a boca e parem de reclamar.

Se houvessem mais prisões como essa, talvez o número de criminosos e reincidentes diminuísse consideravelmente.

Criminosos têm de ser punidos pelos crimes que cometeram e não serem tratados a pão-de-ló, tendo do bom e melhor, até serem soltos pra voltar a cometer os mesmos crimes e voltar para a vida na prisão, cheia de regalias e reivindicações.

Muitos cidadãos honestos, cumpridores da lei, e pagadores de impostos não tem, por vezes, as mesmas regalias que esses bandidos têm na prisão.

(*) Artigo extraído e traduzido de um documentário da televisão Americana. Os fatos acima são verídicos e a prisão-acampamento está em Maricopa - Arizona.

Ajude a divulgar se achar que a idéia é boa!!!


Mensagem para RÔ-LITORAL

Rô-Litoral, o que achou do novo Cavaleiro do Templo?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

NOTALATINA faz seis anos!!!

Do blog NOTALATINA
Tuesday, September 09, 2008








O Notalatina ontem completou seis anos de existência e isto é para mim motivo de muita alegria, pois nessa caminhada árdua e praticamente solitária, fiz incontáveis amizades no Brasil e no exterior, fortaleci laços de amizade com pessoas que hoje são parceiras, como Alejandro Peña Esclusa, presidente de Fuerza Solidaria, da Venezuela de onde tenho a honra de ser Membro Honorária; Susana Sechi, editora do site La Historia Paralela da Argentina, onde sou articulista; Carlos Wotzkow, um cubano queridíssimo exilado na Suíça, além de novos contatos que estão surgindo, dentre eles um importante militar da Colômbia.

E tudo isto eu devo, em primeiríssimo lugar, ao meu mestre e amigo Olavo de Carvalho que acreditou em um potencial que nem eu mesma sabia que existia e me lançou no Mídia Sem Máscara; ao jornalista Sandro Guidalli, meu amigo querido que deu não só a idéia do blog como me ajudou a montá-lo e é o autor do nome “Notalatina”; aos amigos que generosamente têm divulgado e respeitado meu trabalho nesses seis anos. A todos, meu reconhecido agradecimento.

Mas hoje eu tenho notícias auspiciosas. A primeira delas é sobre o sucesso do lançamento na Universidad Sergio Arboleda, Colômbia, do livro de Alejandro Peña Esclusa, “O Foro de São Paulo contra Álvaro Uribe”. Tenho em mãos os originais deste livro fantástico, pois sou sua tradutora exclusiva no Brasil, aguardando apenas a boa vontade de alguma editora para publicarmos aqui também.

O evento na Colômbia foi muito concorrido mas teve um fato interessantíssimo que vale a pena registrar. A apresentação do evento ficou a cargo do escritor Plinio Apuleyo Mendoza, autor de “O perfeito idiota latino-americano”, em co-autoria com Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa. Depois desse, os mesmos autores escreveram “O retorno do idiota” que, contrastando com a primeira obra, cai no conto do politicamente correto e afirma haver na América Latina duas esquerdas: uma “carnívora” (radical), à qual pertencem Fidel, Chávez, Morales e Correa, e outra “vegetariana” (light), onde se situariam Lula, Bachelet e Tabaré Vázquez.

Pois bem. Ao fazer a apresentação da obra, Apuleyo teve a decência de confessar que no início muitos acreditavam que havia exagero de Peña Esclusa quando denunciava o Foro de São Paulo (FSP) e que cuidaram de proteger Lula, desvinculando-o da “esquerda carnívora”. Após ler o livro e se dar conta de que há exatos 18 anos Peña Esclusa estuda esta criminosa organização, disse ter “reconsiderado o assunto” embora tenha qualificado Lula apenas como “populista”. Vale ressaltar que Carlos Alberto Montaner desqualifica completamente a existência e malignidade do FSP e Vargas Llosa há muito tem demostrado claramente em seus artigos uma guinada à esquerda. A meu ver, os idiotas latino-americanos de hoje são eles e todos os que debocham de nós que vimos há anos denunciando esta organização criminosa, pois os resultados estão aí, para quem quiser usar os olhos para ver a realidade do continente latino-americano.

Outra notícia interessante é que, com o passar do tempo, as revelações dos computadores de Raúl Reyes acabaram fazendo com que os ratos se vissem forçados a sair do porão. O líder camponês boliviano, Felipe Quispe, que se diz “ex” integrante do Exército Guerrilheiro Túpac Katari (EGTK – de extrema esquerda), em um comunicado lido em La Paz acusou o governo e o vice-presidente Álvaro García Linera - que também “pertenceu” a este bando terrorista -, de negarem seus vínculos com as FARC. Disse ele: “Não podemos ser como o atual governo que descohece e tem vergonha de suas origens e de seus amigos, declarando publicamente ‘não conhecer’ aos que foram seus aliados e suportes políticos”. No comunicado Quispe admitiu não só simpatias mas contatos com as FARC, o mesmo valendo para o governo do cocalero Morales.

E do Chile também, em notícia divulgada ontem, o senador opositor Alberto Espina acusa existência de nexos entre os índios mapuche e guerrilheiros das FARC. O ministro do Interior, Edmundo Pérez Yoma, admitiu ter conhecimento de contatos e viagens mas diz não ver nisso “qualquer importância”. Entretanto, o senador Espina entregou há um mês ao Ministério Público e à Agência Nacional de Inteligência um informe contendo mensagens eletrônicas trocadas entre prováveis dirigentes mapuches e Raúl Reyes. Segundo afirmou Espina, “as comunidades mapuches não têm nenhuma vinculação com estes grupos violentos que operam em La Araucanía, são gente de fora treinada e que pertencem aos grupos subversivos”. Ainda segundo a denúncia, um sujeito que se diz chamar “Roque”, enviou em 2006 um correio eletrônico a Raúl Reyes onde aventava a possibilidade de treinar mapuches em conflito.

O senador Espina, que pertence ao partido de direita Renovação Nacional, disse que as FARC mantêm contatos com o Movimiento de Izquierda Revolucionária (MIR), a Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR) e “vínculos políticos” com o Partido Comunista do Chile. Todavia, isto não é nenhuma novidade para quem estuda o assunto, uma vez que todos os citados e inclusive as FARC e o PT do oficialista governo brasileiro, pertencem ao Foro de São Paulo que Vargas Llosa, Apuleyo e Montaner desprezam, como se fosse um grupinho de inofensivos escoteiros.

Mas a informação mais quente de hoje eu reservei para o final. No dia 3 de setembro a “Força Ômega”, através da operação “Alfil”, atacou um acampamento das FARC em Serranía de La Macarena abatendo oito guerrilheiros da Frente 43. Outros quatro foram capturados mas o principal responsável pelo narco-tráfico da guerrilha, Gener García Molina, codinome “John 40”, conseguiu escapar ferido e encontra-se foragido pelas selvas do Guaviare com mais quatro guerrilheiros que conseguiram fugir com ele.

No acampamento foram apreendidos duas metralhadoras, 12 fuzis e munições e o mais importante: três computadores e 40 memórias USB, encontradas em Puerto Cachimo, Guaviare, onde se desenvolveu a ação. O ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, afirmou que a informação contida nesses computadores é maior do que a encontrada nos computadores de Raúl Reyes. Segundo Santos, “[o material] vai nos dar a informação igual ou mais importante do que a que obtivemos no ataque a Raúl Reyes” e acrescentou que “a informação será revelada paulatinamente com o objetivo de não prevenir esta guerrilha”.

Well... Isto é de tirar o fôlego e fico imaginando os segredos de alcova que devem trocar entre si, aquelas “personalidades” que têm e sempre tiveram vínculos com as FARC e o rabo presíssimo, como por exemplo Lula, Marco Aurélio Garcia, Chávez, Morales, Ortega e tutti quanti. Não se pode tapar o sol com a peneira, tampouco não há mal que nunca se acabe. O governo colombiano não conta vitória antes do tempo, como maldosamente divulga a imprensa companheira de viagem, pois eles sabem (e o general Freddy Padilla diz reiteradas vezes) que apesar de enfraquecidas e cada dia mais sufocadas pela ação das Forças Militares, as FARC ainda têm poder de fogo que não deve ser subestimado. Os terroristas continuam cometendo crimes, narco-tráfico e mantêm em cativeiro uma infinidade de vítimas.

Vejam a ousadia deste bando terrorista. Este vídeo divulgado pela “Caracol Radio” da Colômbia mostra a presença de terroristas encapuzados na Faculdade de Ciências e Educação da Universidad Distrital em La Macarena, falando para uma multidão de jovens. Quem é o reitor desta universidade que permitiu um absurdo como este? Mas, como disse o ministro Santos após o sucesso da Operação Xeque, se eles não se renderem por bem, vão se render por mal. Deus o ouça e atenda!

Resta agora aguardar que o governo colombiano divulgue as informações contidas neste material apreendido porque esta gente precisa ser desmascarada. No Brasil a tropa de choque palaciana agiu rápido e a imprensa companheira de viagem seguiu à risca a determinação de desmerecer, negar e minimizar a bombástica revelação da revista “Cambio”, tendo como principal articulista a comuna Eliane Cantanhêde. Na ocasião em que o escândalo estourou veio uma muito providencial “olimpíada” e o resultado é que o caso foi abafado; nunca mais se falou no assunto e o povão, que nunca tomou conhecimento do que é de fato o FSP, já nem lembra mais que assunto é este. Mas nós não podemos permitir que aquelas denúncias sejam “deletadas” da memória nacional, sobretudo porque este é um ano de eleições.

E o Notalatina vai ficar em estado de alerta para as notícias relativas a estes computadores, podendo fazer edição extra a qualquer momento. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

MATO GROSSO DO SUL pede socorro

Do portal AGÊNCIA CNA
(04/08/2008) O Estado de S. Paulo

"Mato Grosso do Sul", de Denis Lerrer Rosenfield

Em 14 de julho deste ano, a Funai editou seis portarias visando à demarcação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul

Denis Lerrer Rosenfield

Parece não haver mais limites para a ação da Funai de demarcação de terras indígenas, como se o País fosse um imenso território virgem suscetível de qualquer reconfiguração territorial. Um Estado federativo passaria a reger-se por portarias e atos administrativos do Poder Executivo que criariam "nações" que, doravante, conviveriam com "outros Estados". Não estaria longe o dia em que essas "nações" passariam a tratar a "nação brasileira" em pé de igualdade, solicitando, inclusive, reconhecimento internacional e autonomia política.

Em 14 de julho deste ano, a Funai editou seis portarias visando à demarcação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul. As portarias abrangem 26 municípios e dizem respeito a uma área potencial total de 12 milhões de hectares, correspondendo aproximadamente a um terço do território estadual. Em sua redação, as portarias não visam especificamente a uma propriedade ou área determinada, mas têm abrangência tal que qualquer propriedade poderia vir a ser atingida. Há uma ameaça real que paira sobre toda essa região, criando uma insegurança jurídica prejudicial aos produtores, aos trabalhadores, aos investimentos e à própria autonomia do Estado de Mato Grosso do Sul.

Observe-se que se trata de uma área extremamente fértil, povoada, rica em recursos, com produtores lá instalados há décadas, com títulos de propriedade e uma situação perfeitamente estabelecida. De repente, o que se considerava uma situação estável, segura, se vê subitamente em perigo graças a atos administrativos da Funai, que passa a considerar esse Estado como um molde aguardando uma nova forma, imposta de fora. Ressalte-se que uma portaria, que é um ato do Poder Executivo, passa a legislar sobre o direito de propriedade e o pacto federativo, sem que o Poder Legislativo interfira minimamente nesse processo. Um funcionário de terceiro escalão passa a valer mais do que um deputado, um senador e, mesmo, um governador de Estado. Há, evidentemente, uma anomalia em questão.

Imagine-se um Estado que pode ser repentinamente amputado de um terço de seu território, o qual passaria à legislação federal indígena graças a portarias e estudos ditos antropológicos. O poder concentrado nessas poucas mãos é francamente exorbitante. Não se trata de uma questão pontual, relativa, por exemplo, a uma aldeia indígena em particular, mas de uma questão que envolve um conjunto macro, que atinge fortemente o direito de propriedade, base de uma sociedade livre, e a configuração territorial de um ente federativo. Da forma como as portarias foram publicadas, elas podem acarretar uma demarcação que produziria, entre outras conseqüências, desemprego para os trabalhadores dessa região, a anulação de títulos de propriedade, a perda de arrecadação tributária, a retração de investimentos, a desvalorização das terras legitimamente adquiridas e uma completa desorganização territorial.

Pense-se num novo investimento que estaria por vir para esse Estado e, por analogia, para qualquer outro ente federativo. Poderiam os investidores aplicar os seus recursos em propriedades que estão sob litígio judicial? É a mesma situação de um cidadão que estaria pronto para comprar um apartamento. Colocaria os seus recursos num imóvel que fosse objeto de disputa judicial? Certamente preferiria comprar um outro imóvel que lhe desse segurança jurídica. Se, porventura, ainda decidisse fazer o negócio, exigira um preço menor pelo risco corrido, com perda para o vendedor, que veria o valor do seu bem esvair-se de suas mãos. O paradoxal é que a Funai diz fazer "justiça" e o "faz" com os recursos alheios! Não se repara uma "injustiça" criando outra!

Engana-se quem pensa que se trata de uma questão que afeta somente os produtores rurais. Trata-se de uma questão muito mais ampla, que concerne a todos os cidadãos sul-mato-grossenses e, através destes, os cidadãos brasileiros em geral. Na recente demarcação da Raposa Serra do Sol, em Roraima, o problema estava localizado numa distante região do País, como se outras regiões e outros Estados não estivessem implicados. Ora, estamos vendo que o longínquo se torna próximo e o particular se torna de interesse geral.

A Constituição brasileira, nos artigos relativos às terras indígenas, estabelece claramente que se trata de terras que os índios "tradicionalmente ocupam", sendo o verbo conjugado no presente. Ele não está conjugado no passado, como se o que estivesse em questão fossem terras que fariam ancestralmente parte de tribos que teriam vivido em tal território. No entanto, há hoje uma tendência antropológica e política de fazer outra leitura, claramente inconstitucional, como se uma portaria e um estudo antropológico valessem mais do que a Constituição. Assim, passam à identificação de um processo de demarcação conjugado no passado, para o qual qualquer "prova" passa a valer, apagando toda a História brasileira.

Hipoteticamente, consideremos, porém, que esse argumento antropológico-político tivesse validade e se aplicasse a qualquer porção do território nacional. Quais foram as primeiras cidades a que chegaram os portugueses? Salvador e Rio de Janeiro. É de todos conhecido, por relatos históricos e quadros, que se tratava de regiões tradicionalmente ocupadas por indígenas. Se fôssemos seguir esse argumento à risca, chegaríamos à conclusão de que estamos diante de terras indígenas, que deveriam ser demarcadas. Até poderíamos dizer que as provas seriam mais contundentes do que aquelas relativas à região sul do Estado de Mato Grosso do Sul. O que pensa a Funai fazer? Expropriar essas cidades? O que faria com as suas populações, seus empregos, suas propriedades, suas escolas, seus hospitais, seus postos de saúde, suas ruas e seus parques? Criaria ela uma "nova nação" nesses territórios "liberados"?

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.

Fonte: O Estado de São Paulo
Foto: divulgação
Mato Grosso do Sul por Denis Lerrer Rosenfield





REPASSEM A TODOS OS TEUS CONTATOS. O BRASIL PRECISA SABER DE MAIS ESTE BARBARISMO DOS GOVERNANTES.

Homem-massa nos tribunais: uma justiça totalitária no Brasil

Do blog CAVALEIRO CONDE (CONDE LOPPEUX DE LA VILLANEUVA)
Quarta-feira, Setembro 10, 2008


Uma questão observável no meio jurídico brasileiro atual é a quase total indigência de conhecimentos gerais e humanísticos entre muitos bacharéis em direito. Se há algo que a universidade forma atualmente é uma legião de futuros tecnocratas, meros copiadores de leis, como que preparados para pertencer a uma gigantesca burocracia, seja ela estatal ou paraestatal. Isso se reflete no excesso de regras jurídicas, de funcionários públicos e de advogados que são jogados aos montes no mercado de trabalho. Na prática, é uma gigantesca estatização da classe média, já que as atividades privadas, sobrecarregadas de impostos e, por conta disso, cheias de riscos, tornam-se cada vez menos interessantes. Do ponto de vista econômico, a classe média vai aonde está o dinheiro. E a maior parte do butim está nas mãos do Estado. Nada mais lógico que ela procure no funcionalismo público uma estabilidade que não encontra na iniciativa privada. Entretanto, fica a pergunta: quem é que vai sustentar tanta gente? Alguém duvida que isso é um processo lento e graduação de estatização da economia?

Se o Estado sofre um processo lento e gradual de agigantamento, cria-se no mercado uma série de empecilhos burocráticos e morais. Já é relativamente comum a ideologia anti-empresarial no imaginário brasileiro. Essa perspectiva se coaduna com outras formas de distorções econômicas, tais como as reservas de mercado e outras demais formas antiquadas de corporativismo em ofícios profissionais, sejam elas empresariais ou até mesmo profissões liberais. Quem duvidará que as provas da OAB, que depuram milhares de bacharéis em direito, restringindo a profissão advocatícia, não é uma reserva de mercado? Em nosso país, até então existia reserva de mercado para jornalistas, uma aberração, do ponto de vista das democracias. Quando o MEC exige títulos e mais títulos para o exercício da profissão de licenciatura nas universidades ou escolas, isso é também reserva de mercado. A cultura cartorial da papelada, tão comum nas altas esferas do Estado, contamina a economia privada do país, incapaz de ser competitiva, empreendedora e dinâmica. Para cada profissão, um título. Quer ensinar história? Tenha diploma de história. Quer ensinar direito? Tenha diploma de direito. Enfim, o que vale não é a cultura real, mas o papel timbrado. Os autodidatas, por definição, estão excluídos desse mercado, ainda que demonstrem ter um conhecimento acima da média dos nobilitados.

Feito isto, eis o que é preocupante na cultura jurídica brasileira: o vácuo de um conhecimento geral apurado de filosofia e demais outras letras deu margem ao ativismo militante encarnado na figura de advogados, promotores, procuradores, juízes ou defensores públicos. Esse ativismo implica uma partidarização do direito, dentro de espúrias crenças de esquerda. Se a classe média está sendo estatizada, por outro lado, ela quase sempre assume uma ideologia corporativista e totalitarista do poder e do direito no Estado. A lógica se processa da seguinte forma: a burocracia estatal é sempre voluntariosa e benévola; a livre empresa é sempre má e exploradora. É o que se passa na cabeça de muitos causídicos iletrados, a despeito de notórios conhecimentos jurídicos. Entretanto, saber jurídico é tão somente um saber técnico. Não é saber filosófico, não é cultura intelectual, não é elevação moral, no sentido maior do termo.

A média dos advogados brasileiros está no nível dos “señoritos arrogantes” tão fielmente descritos na Rebelião das Massas, de Ortega y Gasset: os medianos, de cultura técnica acham que podem medir a humanidade pelo prisma de suas limitadas idéias e esquemas de conhecimento. Não é por acaso que o positivismo jurídico ou o marxismo mais rasteiro se apropriem do vazio intelectual da classe jurídica. Diria rasteiro, porque uma boa parte, senão a maioria, só conhece os autores através de fragmentos, e nunca se interessou em se aprofundar a respeito. Na verdade, há uma certa absorção sofística no direito que vicia sua linguagem. O positivismo jurídico, na valorização absolutista da formalidade e aparência legal e o marxismo, na politização e instrumentalização corporativista das leis, parecem atender perfeitamente a consciência de uma classe de pessoas que só se contentou em decorar e soltar regras a granel. A ideologização do direito no Brasil adquire sintomas preocupantes, porque representa o nascimento de esquemas totalitários aplicados em sentenças e formas abusivas de controle do Estado sobre a sociedade civil.

Alguns exemplos podem ser vistos na realidade política atual. O tribunal paulista que condenou o jornalista Diogo Mainardi da Revista Veja, em processo movido pelo também jornalista Paulo Henrique Amorim, representa um sintoma claro desse modelo de pensar. O parecer do Ministério Público do Estado de São Paulo sobre o assunto mais lembra àquelas tristes épocas da burocracia soviética, em que os tribunais inquiriam ideologicamente o réu e o fuzilavam. A declaração do Procurador de Justiça Carlos Eduardo de Athayde Buono é uma pérola do sovietismo mais ralé. Daqui a alguns anos, quem sabe os futuros burocratas e juristas “soviéticos” não fuzilem o Mainardi?!

O procurador tem umas senhoras pérolas: “É notório que o querelado, em suas matérias semanais, quase sempre atinge a honra de alguém, maldosamente, maliciosamente, com evidente animo de depreciar seu alvo”. (Como se os vigaristas citados por Diogo Mainardi tivessem algum tipo de honra e não merecessem ser depreciados). O fazedor de regras ainda nos completa: “É preciso ressaltar que não sou simpatizante do PT, ou de qualquer partido político”. Bem, todos os petistas chapas vermelhas dizem isso, para simular imparcialidade. O resto do relatório é um poço de puxa-saquismo e falta com a verdade: “Ah, se soubesse adivinhar o futuro esse jornalista não devia ter dito o que disse, ante os fatos e a prisão de Daniel Dantas pela Polícia Federal e sua posterior soltura”. Qualquer pessoa informada sabe que a prisão do banqueiro Daniel Dantas não foi motivada por um excesso de moralidade do governo, e sim para chantagear um sujeito que presta grandes favores ao mesmo, através de muita propina.

Todavia, o Sr. Carlos Eduardo é um burocrata sem senso de humor. Assim ele nos diz: “Dizer que Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim e Mino Carta estão na fase descendente de suas carreiras só porque os dois primeiros não estão na Globo é bobagem sem tamanho dita pela arguta defesa. Felizmente não é verdade. A Record e a Bandeirantes e outros meios de comunicação têm crescido e feito frente à Globo (hoje o monopólio não é mais saudável, especialmente nas democracias e na globalização).” Presumo que o Sr. Procurador é incapaz de entender ironias. De fato, Franklin Martins foi demitido pela Rede Globo quando se soube que ele era figura carimbada no Planalto, principalmente quando sua irmã foi favorecida pelo governo. Isso porque o próprio ganhou um cargo de ministro, por serviços prestados à chapa vermelha petista. Sem contar o jornalismo de Mino Carta e Paulo Henrique Amorim, que é notório e descarado apoio ao governo. Recordemos, o próprio Paulo Henrique Amorim foi demitido da IG, já que nem o público endossa suas vigarices.
Entretanto, o procurador Carlos Eduardo se entrega, quando demonstra o cacoete mental típico de um petista. Afirmar que a Globo é monopólica é demonstrar uma completa ignorância do que seja o sentido da palavra “monopólio”, salvo nos clichês típicos da esquerda. O mesmo princípio se aplica ao chavão mais adiante: “Diogo Mainardi por fazer parte dos poderosos conglomerados de comunicação (Globo e Ed. Abril) não está imune ao Direito Penal”. Quer coisa mais comunista do que esse discurso? Quer coisa mais piegas, mais grotesca, mais parecida com o colegial de DCE acadêmico, do que uma pantomima ideológica como essa travestida em um relatório de uma sentença? Há uma certa dose de elogio em causa própria, como se o "grande conglomerado" da imprensa fosse mais poderoso do que o Estado, como se o próprio Procurador fosse um David lutando contra Golias.
Os impropérios grosseiros de Mino Carta sobre o filho deficiente de Mainardi devem ser um saudável jornalismo ao Sr. Procurador. O contrário, ou seja, a verdade sobre a corrupção moral dos jornalistas pagos por Brasília (entre os quais, Mino Carta), é uma “ofensa à honra” de alguém. O Dr. Carlos Eduardo de Athayde Buono tem futuro no país governado por senhoritos arrogantes. O acórdão que condenou Mainardi é uma senhora defecada de regras sem a menor disposição com a realidade. No final das contas, o charlatão Paulo Henrique Amorim pode mentir á vontade a peso de soldo de Brasília, pois a justiça endossa o seu jornalismo vendido.

Os senhoritos arrogantes passaram anos estudando direito, quando na verdade, não estudam absolutamente nenhuma outra coisa. Fazem sentenças ideológicas, por falta de conteúdo intelectual mais apurado, para cobrir a carência das idéias genuínas. Ser ativista nos tribunais dá status. Neste vazio, há os senhoritos arrogantes que acham que pensam alguma coisa. Um amigo meu do Rio Grande do Sul me avisa qual a obra a ser estudada para o seu curso de Direito: “As motivações ideológicas da sentença”, do desembargador amigão das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Rui Portanova. Se não bastasse isso, outro amigo, lá dos confins do Paraná, me conta a estripulia de uma turma de Procuradores de Justiça que odeiam os empresários, porque estes são malvados por natureza e “exploram” os trabalhadores.

As pessoas não são mais julgadas pelos atos, porém, pelas suas idéias, pelos seus papéis sociais. E os burocratas, fabricados pelas faculdades, tornaram-se os justiceiros do mundo, tomando postos do governo para intervir, lapidar e oprimir, cada vez mais, a sociedade privada e nossas relações particulares. São estes que querem controlar nossa fala, nossos pensamentos, nossas manifestações, em nome da legalidade e da ordem, em nome de uma cartilha politicamente correta estéril e idiotizante. Querem controlar, inclusive, a internet, presumindo que todos os usuários são pedófilos e racistas, até que se prove o contrário. Enquanto isso, eles aderem falaciosamente à ideologia totalitária que domina o governo de Brasília, tais como cachorrinhos amestrados de guarda. Há os oportunistas, os fanáticos e os idiotas úteis nessa história. Ninguém do Ministério Público, do Judiciário ou mesmo da OAB moveu uma palha contra o governo mais cínico, corrupto e imoral da história do Brasil. Quase todos eles pensam em carguinhos, em mesquinharias úteis, em ascensão na burocracia estatal, tal como um burocrata da nomenclatura soviética. Não seria de espantar que, se o Brasil caminhasse para uma ditadura (como de fato está caminhando), haveria uma ordem inumerável de alcagüetes e colaboradores desse sistema totalitarista. Muita gente está pronta para abdicar das liberdades fundamentais em nome do Estado voluntarioso e benévolo. A banalização do mal começa pela indiferença moral burocrática. É a rebelião do homem-massa no Brasil.

A GNOSE PETISTA

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
18/11/2007

Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!...

Mário de Andrade, poema ODE AO BURGUÊS

 

É possível explicar a fórmula de sucesso da ação política do PT, a sua hegemonia? Sim, é possível, mas não no âmbito das categorias empregadas pela ciência política convencional que se estuda nas nossas academias. Na verdade não só a ciência política, mas toda a pesquisa acadêmica no campo das Humanidades no Brasil deixou há muito a seriedade científica para tornar-se ela própria um mero instrumento da propaganda revolucionária, que objetivamente impede as pessoas de melhor formação, as que alcançaram o ensino superior, de terem qualquer noção do que realmente se passa no plano político. Vivemos numa sociedade de zumbis. Um sonho dantesco domina o estado de vigília e a esmagadora maioria sonâmbula carrega em triunfo seus ídolos.

Vou tentar aqui fazer um simples esboço para dar uma explicação sustentada dessa realidade confusa. Não é tarefa fácil, pois bem sei que alguns dos termos que usarei aqui não são de uso comum. Não será pedantismo da minha parte, mas uma imposição da necessidade teórica. A teoria não é um enfeite, é a única ferramenta que permite o descortino da realidade, que infelizmente demanda o uso correto dos conceitos que não são de uso corrente.

A começar pela expressão “gnose” ou “gnóstico”. Um dos grandes tentos dos agentes políticos da revolução foi convencer largas parcelas da opinião pública de que não há ligação entre o elemento religioso e a ação política enquanto tal. A religião supostamente se restringiria à vida privada, como se a gnose política não fosse, ela mesma, uma forma satânica de religião. É como se o Estado, sua representação e sua missão fosse um mundo à parte e não se relacionasse com as coisas do Espírito. É nessa mentira fundamental que todo o edifício político da modernidade foi erigido. Aceitar essa premissa é cair nos braços da gnose e negar a verdade enquanto tal. O petismo é um ramo recente desse processo, de somenos importância quando visto de uma perspectiva global e de sua ação na história até o presente momento. Mas quanto ele é colocado no devido contexto, veremos que toma a feição da linha de frente do movimento revolucionário universal e suas realizações no passado são nada diante da eminência dos grandes fatos que estão por vir.

A gnose é um antigo termo religioso que designa os desvios de doutrina que deságuam na mentira espiritual, com implicações diretas sobre a práxis. Talvez o mais antigo e eficaz movimento gnóstico tenha começado no mundo pagão da Grécia e tomou forma na filosofia epicurista, nascida para confrontar nada menos do que Sócrates, Platão e Aristóteles. Epicuro foi contemporâneo desse último e seus seguidores ajudaram a expulsar o estigirta de Atenas, triunfando no meio político que levou o grande Sócrates ao supremo sacrifício em defesa da verdade da alma. Seguiu-se a decadência não apenas política, mas filosófica de toda a Grécia, vez que o gnosticismo é um elemento de elevado poder destrutivo.

Em poucas palavras, Epicuro defendia que o sentido da vida se resume à existência nesse mundo, simplificado no binômio busca do prazer/fuga da dor. Essencialmente o que importa sublinhar é a negação de qualquer realidade transcendente para os seguidores do epicurismo, tornando o homem – mais precisamente o prazer eventualmente obtido por ele – a medida de todas as coisas. Gigantes como Aristóteles e Platão riram dessa idiotia teórica, pois desde Parmênides sabia-se que a explicação do universo manifesto pressupunha a realidade do Além, as Formas ou o Deus único dos filósofos, o limite mais amplo a que puderam chegar os maiores pensadores pagãos antes do Advento.

No universo cristão a gnose emerge com a mesma idéia central, a de que o homem pode ser aperfeiçoado nesta vida e buscar a salvação ainda nesse mundo. Pelágio é o ancestral mais vistoso dessa heresia, derrotada, no campo teórico, teológico e político pelo grande Santo Agostinho. Mas a gnose acompanhou, como sombra, o Cristianismo pelos séculos seguintes até triunfar na modernidade (entendida esta como a cultura que moldou a civilização ocidental a partir do século XIV). Embora não seja um corpo de doutrina único e se manifeste em diferentes teorias e movimentos religiosos e políticos, o gnosticismo moderno tem como denominador comum declarar a imanência da salvação e reduzir a psique do homem à relação binária busca do prazer/fuga da dor. Essa caricatura espiritual gerou a criatura bifronte dada pelos falsos opostos liberalismo ateu e o marxismo revolucionário.

Os grandes restauradores do epicurismo na modernidade foram Locke e Rousseau, autores que geraram as tradições paralelas do liberalismo ateu e do marxismo revolucionário. Veja, meu caro leitor, que dessa árvore frondosa nasceu a falsa verdade filosófica estabelecida por pelo menos três séculos seguidos. Essa gente tomou conta dos Estados nacionais na Europa e nas Américas e, depois, no resto do mundo. Então quando eu falo em modernidade eu falo da linha de pensamento que seguiu seu curso a partir desses nomes. que são familiares a toda a gente. Basta recordar que gigantes como Kant, Hegel, Marx e Nietzsche, sem falar nos autores do ramo britânico do liberalismo, como Smith e Ricardo, são os caudatários diretos dessa nova suposta verdade da alma.

O inimigo dessa gente é um só, a Igreja Católica e o Cristianismo ele mesmo. Na verdade as denominações protestantes são elas próprias uma plena manifestação do gnosticismo usando a roupagem evangélica. Sei que muitos dos seguidores dessas religiões ditas cristãs talvez nem tenham a noção do que se passou, porque não é tarefa fácil encontrar livros de história e menos ainda livros de filosofia política que relatem fielmente o que aconteceu. A decretação de morte de Deus por Nietzsche é o coroamento da modernidade e a síntese de tudo, o corolário da Reforma.

O PT só pode ser compreendido como legatário dessa tradição. Recordemos que ele nasceu da implosão do Partido Comunista Brasileiro – PCB que aconteceu desde os anos sessenta e se consumou plenamente depois da queda do Muro de Berlim. O Partidão fragmentou-se em várias siglas, mas aquela que realmente triunfou e é seu legítimo herdeiro é o PT. Não é à toa que as demais denominações socialistas e comunistas que persistiram estão, todas elas, na base de apoio do governo do PT, tendo tornado-se seus vassalos. Inclusive o PC do B, a sigla mais belicosa e a mais antiga dissidência do Partidão.

A questão teórica a responder é: como o PT e seus aliados esquerdistas tomaram a representação política e se legitimaram enquanto donos do Estado? Em que consiste essa representação? Quais são as suas idéias fundamentais e em que elas colidem com as “boas” idéias políticas?

Na verdade o imaginário socialista e comunista começou a tomar conta das mentes no Brasil muito antes do PT, pela ação do Movimento Comunista Internacional e pela Internacional Socialista, sua ramificação mais branda. Inicialmente essa gente controlou os meios de comunicação e, ato seguinte, fez-se senhora das universidades. Esse processo iniciou-se na primeira metade do século XX, já antes da Intentona Comunista, sendo notável que grandes escritores brasileiros foram militantes da causa, como Mario de Andrade e Graciliano Ramos, bem como o escritor menor e grande divulgador do comunismo, Jorge Amado. Mas foi nos anos Setenta, com a inexplicável omissão dos governos militares, que essa gente tomou de assalto o ensino público, em todos os níveis. O movimento de redemocratização deu-lhe o palanque que precisavam e a nova Constituição de 1988 já será um produto de sua loucura. Daí para Lula chegar ao poder precisou apenas do um governo preparatório presidido por FHC, cujo partido em essência é um aliado ideológico e um sócio no processo político, servindo como dique contra qualquer tentativa de reação das forças conservadoras. O PSDB é o escudo á direita do movimento comunista brasileiro. Gente como o próprio FHC e José Serra poderiam perfeitamente estar no PT sem necessitar de qualquer adaptação ideológica, vez que concordam em tudo e por tudo com o essencial deste partido, divergindo apenas do tom demagógico e populista que o PT usa sem qualquer freio.

Então o PT passou a representar a sociedade brasileira a partir do momento em que teve acesso à formação da juventude e ao aparelho de Estado, no qual entrou como um vírus que usa o organismo sadio como hospedeiro e de lá não mais saiu. Os eleitores do PT de fato se reconhecem naqueles a quem elegem, pois estão enganados desde o berço. Por isso que o PT é ilegítimo, porque é filho da mentira calculada, da dupla linguagem que usa, uma para o grande público, outra para sua própria elite partidária. É fruto também da dupla moral oportunística, que apregoa as virtudes tradicionais tão caras às gentes brasileiras e pratica efetivamente o seu contrário no exercício do poder. Vimos às escâncaras esse fato por ocasião dos numerosos escândalos, principalmente durante a CPI do “mensalão”.

Sua representação, no nível mais essencial, é falsa, pois que produto da mentira maquinada por décadas de propaganda enganosa. Essa é uma das falhas essenciais da equação petista, a Matrix que não tem como evitar a própria destruição, o próprio colapso.

Três são as idéias-chaves que sustentam o discurso petista e lhe dão a unidade:

1- A denúncia do capitalismo como uma ordem econômica supostamente injusta e maligna que precisa ser substituída pelo reino da justiça comunista. Essa idéia esconde o fato real de que a economia capitalista é a forma natural de organização da sociedade humana, forjada ao longo de milênios e que encontrou no meio cristão o ambiente propício para a sua realização na história. Esconde também que essa economia natural está em consonância com a verdade da alma e permite cumprir o que está na Escrituras. A tradição cristã aceita como um dado da vida a lei da escassez e constrói a sua ética a partir dela, afirmando que cada um deve ganhar o pão com o suor do seu rosto. Os incapazes de sobreviver no sistema são objeto da caridade privada, característica eminente de toda a tradição judaico-cristã. O credo petista nega tudo isso e propõe a substituição do livre mercado pelo Estado, ente supostamente capaz de instituir uma esdrúxula “justiça social”. A idéia do Estado Total que pode mediar e remediar toda a vida privada, exorbitando nas leis e na sua aplicação. Fora do Estado não há salvação para a ideologia petista, ele é posto como a alternativa à ordem natural do capitalismo, o que foi feito pelo comunismo desde sempre.

2- A denúncia dos capitalistas, suposta a classe dominante, e a pregação continua da luta de classes até o limite da histeria, como vemos nas cenas freqüentes das catarses públicas de ódio explícito, seja dos movimentos sindicais, seja dos movimentos sociais, como o MST. Aqui se faz a satanização dos indivíduos por sua condição social. De novo, a pregação da igualdade utópica, ignorando que os indivíduos têm características diferentes e talentos diferentes, que não podem ser homogeneizados de forma alguma. Toda a máquina de propaganda foi posta em movimento para tornar verdade auto-evidente que alguém, se for economicamente bem sucedido na vida, pratica atos imorais, ainda que eventualmente lícitos. Sinais de riqueza adquirida honestamente no mercado passaram a ser tratados como uma forma de traição social. De roubo puro e simples. O irônico é que a própria elite econômica assumiu o complexo de culpa por ter riqueza. Ela própria se engaja nos movimentos sociais e financia as ONGs dos que geraram essa propaganda enganosa. A burguesia brasileira tem financiado continuamente aqueles que serão seus algozes, seja no sentido figurado, seja no sentido literal. É claro que a burguesia há muito deixou de ser classe dominante, tornando-se refém da burocracia estatal controlada pelos agentes do PT. Essa gente é chantagedada todos os dias, espoliada de suas riquezas, paga os impostos absurdos e ainda paga as campanhas políticas e o “arrego” (vide o filme Tropa de Elite) dos esbirros partidários. Ainda assim, como vimos no caso recente da Cisco, a burguesia ainda pode ser perseguida judicialmente pelo crime de dar dinheiro a seus algozes, ainda que dentro das formalidades da lei. A verdadeira classe dominante é a burocracia partidária instalada na burocracia do Estado.

3- A pregação supostamente libertária dos novos costumes que nega a moral natural seguida por milênios. Então causas nefandas como o abortismo, o gaysismo, o feminismo, a visão de que os criminosos não são criminosos (exceto sonegadores de impostos burgueses), mas vítimas do capitalismo, a defesa de todas as aberrações comportamentais e supostamente religiosas, ao lado da perseguição das religiões tradicionais, especialmente da Católica, completam a confusão geral. A bandeira da liberação das drogas é partilhada com a tolerância crescente com o consumo e com o tráfico das mesmas. A imprensa noticiou fartamente que dinheiro de traficantes das FARC supostamente financiou a eleição de Lula. Os indivíduos isolados, em meio a esse ruído contra-cultural, ficam indefesos e não têm como ter critério próprio de julgamento diante das aberrações, restando-lhes exclusivamente a luz natural da razão e da moral como guia. Gente fraca sucumbe imediatamente. E aquilo que sempre foi tratado como nefando passa a ser defendido como moral superior consagrada pelo sistema jurídico.

Essas principais idéias-chaves listadas acima resumem o credo gnóstico que deixa implícito o que os gnósticos de todos os tempos sempre defenderam: viva o aqui e agora, os vícios são virtudes, a salvação é nesse mundo, não existe nada no Além, Deus é o Papai-Noel dos adultos e por aí. É o epicurismo redivivo. Esse é o PT, o petismo, o Mal em ação.

Diante dessa realidade, só me resta fazer minhas as palavra de Voegelin em seu monumental livro A NOVA CIÊNCIA DA POLÍTICA:

Isso significa, concretamente, que um governo tem o dever de preservar a ordem, bem como a verdade que ele representa; quando surge um líder gnóstico proclamando que Deus ou o progresso, a raça ou a dialética determinou que ele se tornasse o soberano existencial, o governo não deve trair a confiança nele depositada. Não ficam excluídos dessa regra os governos que funcionam com base numa constituição democrática e no respeito aos direitos individuais.

Jackson, Juiz da Corte Suprema dos Estados Unidos, ao pronunciar a opinião contrária no caso Terminiello, afirmou que a Constituição não é um pacto de suicídio. Um governo democrático não se deve transformar em cúmplice de sua própria derrubada, permitindo que movimentos gnósticos cresçam prodigiosamente à sombra de uma interpretação errônea dos direitos civis; e, se por inadvertência um movimento desse gênero houver atingido o ponto crítico de captura da representação existencial através da famosa ‘legalidade’ das eleições populares, um governo democrático não se deve curvar à ‘vontade do povo’ e sim sufocar o perigo pela força e, se necessário, romper a letra da constituição a fim de preservar seu espírito”.

Esse trecho do livro resume o espírito glorioso de 1964.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".