Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

ÍNDIOS BRASILEIROS SELVAGENS ATACAM ENGENHEIRO COM FACÃO!

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO


O engenheiro da Eletrobrás, Paulo Fernando Rezende, foi convidado para apresentar os estudos sobre o impacto da usina Belo Monte em Altamira, Pará. A palestra era assistida pela população, e por cerca de 600 índios de 24 etnias, a maioria de caiapós. Quando Rezende terminou de falar, os índios atacaram com socos e com golpes de facão. Uma índia ameaçou com um facão o engenheiro José Antônio Muniz, hoje presidente da Eletrobrás. A confusão foi acompanhada por policiais militares, que não intervieram. O engenheiro foi ouvido pela PF e fez exame de corpo delito. Ninguém foi preso. O Ministério Público Federal pediu à PF a abertura de inquérito para apurar o caso. Em nota, a diretoria executiva da Eletrobrás afirma que tomará todas as providências necessárias para que os responsáveis pela agressão sejam punidos.



FUNAI: AGRESSÃO NÃO TEM RELAÇÃO COM CONFLITO EM RR

O presidente da FUNAI, Márcio Meira, negou que a agressão ao engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende, coordenador dos estudos de Belo Monte, em Altamira, no Pará, tenha relação com o conflito existente na reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Rezende agredido por índios da etnia Caiapó. É uma situação especifica não tem a ver com Raposa Serra do Sol", disse Meira, em entrevista à rádio CBN. Redação terra

COMENTÁRIO

O mundo inteiro assistiu a cena mais terrível e selvagem quando os índios atacaram o engenheiro a socos e golpes de facão. Estou fora do país, e assisti horrorizada como os demais estrangeiros.

Amigos, não existe em parte alguma desse mundo, criminosos iguais aos nossos, com esse teor de brutalidade e cinismo. Considerar os índios como "incapazes" é pura insensatez. Os índios brasileiros são ricos e formados, e se aproveitam da Constituição que diz que eles precisam de tutela do Estado, para exercer impunemente sua selvageria sob o comando do núcleo duro comunistóide da FUNAI.

Atualmente, temos índios por toda parte agredindo. Claro, que eles estão sendo usados assim como são os trombadinhas, pelos criminosos, porque os interessados nessa barbárie sabem que eles não serão punidos pela nossa Constituição.

Ora, esses vagabundos são "incapazes"? Vagabundo é um adjetivo elogioso para esses assassinos ideológicos que estão sendo orientados a cometer as piores atrocidades diante das câmeras de TV. Por que ninguém foi preso no ato? Por que a PF se manteve imobilizada sem fazer nada diante desse horror? Não adianta esses malditos que hoje ocupam cargos no Poder, querer falar do passado do regime militar, porque nunca nada foi igual a este pesadelo que o Brasil está vivendo. É o prenúncio de vermos nossas casas sendo invadidas pelos "incapazes" logo mais.

O nosso conforto ao engenheiro Paulo Fernando Rezende, cuja família deve ter ficado em prantos, insegura e horrorizada, como todos nós os civilizados ficamos ao ver tamanha selvageria. Que esses índios fiquem “mocozados” nos seus buracos, pois lá, é o lugar apropriado para quem faz jorrar sangue como espetáculo.

Enfim, Lula da Silva devia ser o presidente da reserva indígena e não o presidente do Brasil. É isso que dá ter um selvagem na presidência. Por Gabriela/Gaúcho

O MUNDO DO BIG BROTHER

Por Arlindo Montenegro, publicado simultaneamente no blog ALERTA TOTAL do Jorge Serrão.

As pessoas, as nações, as idéias, como os frutos que a natureza nos oferece, têm um tempo próprio para amadurecer/evoluir. Um tempo certo para as transformações características de vegetais, animais e humanos.

As revoluções implicam em transformações que ignoram os movimentos naturais, como meter um alimento num forno de micro ondas ou enfiar idéias políticas, econômicas e sociais goela abaixo, de modo forçado. Submeter pessoas, nações, contrariando a natureza para mudar o mundo.

O mundo, as nações, os parâmetros de uma sociedade amadurecem como frutos da convivência ativa, produtiva e harmônica. Fala-se muito em capitalismo selvagem como causador de todos os males. O comunismo causou males e sofrimentos bem mais profundos e continuados onde foi implantado. As seqüelas estão bem à vista.

O que interessa não é defender este ou aquele sistema de poder e ferramental bélico ou influencia para manter a dominação. Soldados, exércitos, regulamentos e armas são idênticos. O que nos interesse apreciar é o modelo de produção que cada sistema desenvolve. É o que move a gente para o trabalho e a geração de riqueza e bem estar.

No sistema comunista o Estado super poderoso domina todas as propriedades, bens de produção, distribuição e comercialização. Um só agrupamento ideológico, um só homem durante decênios, uma espécie de paizão determina, comanda a vida da coletividade, decide tudo, decide por todos.

Como tudo sobre a vida é imposto a cada cidadão, como tudo quanto se produz no campo ou na indústria obedece ao padrão determinado pelo “plano”, a competitividade, a vontade e a iniciativa das pessoas mingua. Ninguém quer ser escanteado por pensar ou querer fazer diferente. Inexiste a ferramenta principal a diferença no produto final: a vontade individual de fazer melhor.

A competitividade como instrumento democrático de produção, marcou a construção da mais rica nação, bem como a que mais avançou na utilização de mecanismos democratizantes de modo exemplar: os EUA. O império norte americano ergueu-se com alguns fundamentos diferenciados. Algumas características que devem ser lembradas.

Os colonos ingleses, que desembarcaram nos EUA em 1620 (mais de cem anos depois do “descobrimento” do Brasil) eram grupos familiares de protestantes, fugindo de uma Inglaterra perseguidora. Estavam determinados a criar uma sociedade fundamentada na crença de que o trabalho dignifica o homem.
Aquelas famílias eram todas alfabetizadas e bem educadas na tradição protestante da leitura da Bíblia.

O capitalismo em sua essência brotou do trabalho familiar, do respeito entre famílias, da competitividade com respeito humano para merecer as bênçãos, (prêmios divinos) pela competência. Para ser mais merecedor, a condição era o estudo e capacitação, que os conduzia à pesquisa e modos diferenciados de fazer a mesma coisa e fazer coisas novas.

A coroa inglesa explorava aqueles colonos cobrando taxas e impostos, além de lucrar com os recursos minerais e vegetais que não existiam na Europa. Isto aconteceu até 1776, quando foi redigida a Declaração de Independência (quase meio século antes do Brasil).

Dez anos depois, 1878, os EUA tinham sua Constituição garantindo a propriedade privada, os direitos e garantias individuais dos cidadãos. Franceses, espanhóis e holandeses também estiveram presentes naquela história. Houve guerras, escravidão e a reforma agrária mais democrática: os lotes eram assinalados e quem chegasse primeiro numa corrida a cavalo, era titulado.

Rememorando: famílias alfabetizadas, religiosidade, propósito, estudo, competência. Independência sem rei terrestre. A autoridade divina em primeiro lugar. Competitividade, gratificação e orgulho, como fundamentos do desenvolvimento capitalista. O maior lucro obtido do menor custo produtivo e pelo diferencial da oferta competitiva.

Nossa educação histórica no Brasil, fundamentou-se em crenças menos rígidas, menos religiosas, primando pelo paternalismo e autoridade do homem representando a autoridade divina. No 7 de Setembro de 1822, ganhamos a Independência “como reino irmão de Portugal”. E o rei proibindo qualquer tipo de indústria no Brasil. Dificultando a autonomia da colônia, impedindo a possibilidade de um desenvolvimento econômico independente. Preservando os lucros comerciais para a metrópole. Até a proclamação da República em 15 de novembro de 1889, por iniciativa de um grupinho e declaração de um Marechal.

Rememorando: Independência dependente do Reinado, República resultante de uma conspiração, colonos obedientes aplaudindo as autoridades. Um berço esplêndido para uma democracia amorfa e paternalista. Um paternalismo que instaurou famílias oligarcas no poder perpetuando a exploração do trabalho e impedindo a iniciativa, a educação, a reforma agrária, a maturidade e emancipação do povo.

Resultado: um capitalismo de Estado selvagem explorando a gente mantida na ignorância da essência das liberdades democráticas, mantida na ignorância de valores como a família, a religiosidade, o saber. Um povo mantido na ignorância do significado de uma missão de vida, participação ativa e responsabilidade patriótica.

Um povo que não conquistou nada, que historicamente foi conduzido de modo enviesado para receber as esmolas do rei, do imperador, do fazendeiro, do governo, do padrinho e até de Deus.

E assim chegamos ao ambiente histórico ideal para o capimunismo, para o capitalismo selvagem do Estado na exploração de uma nação. Se Deus quiser eu ganho na mega sena, no jogo do bicho, na loteria da tv ou sou escolhido para a casa do big brother e ganho um milhão ou minha filha fica bem gostosa, posa nua para uma revista e garante minha velhice.

terça-feira, 20 de maio de 2008

GRAMSCI E A ESTRATÉGIA ATUAL DAS ESQUERDAS

Do portal GRUPO INCONFIDÊNCIA

Palestra realizada pelo general José Saldanha Fábrega Loureiro, no Círculo Militar/BH, dia 31 de outubro de 2001 e divulgada no Jornal do Grupo Inconfidência, em 4 partes.

parte 1

“A crise do ‘Socialismo Real’ compromete uma específica interpretação de Marx, mas não o patrimônio categorial do marxismo, expresso nos textos clássicos... O que se esfacela com esta crise é o marxismo-leninismo, utilizado como pseudônimo do stalinismo, que empobreceu o aporte teórico de Marx e a própria leitura de Lenine... A esperança revolucionária não se esgotou somente porque o comunismo entrou em colapso no Leste Europeu”.

Estas são palavras de um conhecido intelectual marxista, o Sr Nelson C. Coutinho, e servem para nos alertar sobre precipitadas afirmações, comumente difundidas, tais como: o comunismo acabou, a era das ideologias está finda, a proposta marxista está superada e o mito da revolução já não empolga as massas. Será verdade? Não é demais lembrar que as ideologias entram em crise mas não desaparecem facilmente - mesmo porque, como ensina Daniel Bell, “o fim da ideologia não deve representar o fim da utopia”.

A queda do muro de Berlim encerra apenas um ciclo da história, mas não representa evidentemente seu final. É um grande equívoco acreditar que o comunismo morreu somente porque a “praxis” marxista-leninista, na ex-URSS, redundou num contundente fracasso. Mas o que é inegável, em verdade, é que o comunismo ingressa no século XXI com o seu prestígio abalado e com a sua proposta transformadora sob questionamento. Porém o mais surpreendente é que, paradoxalmente, isso tudo, muito pouco afetou a situação das esquerdas no Brasil. A muitos intriga e surpreende, em primeiro lugar, a rápida e eficiente recuperação do espectro comunista, após a derrota acachapante que as forças democráticas da nação lhe impuseram, nas décadas de 1960/70. Em segundo lugar, a situação inusitada, em termos de participação, reapresentação e influência política, alcançada, hoje, pelas correntes de esquerda no Brasil, em contraste com o desprestígio vivido pela proposta comunista, em nível internacional. Certamente, em nenhum outro período, desde a fundação do Partido Comunista Brasileiro (PCB), em 1922, o segmento comuno-tupiniquim desfrutou de tão consistente e privilegiada situação, no espaço sócio-político brasileiro, como atualmente. Isto tudo, porém, não aconteceu por acaso.

Para este quadro paradoxal, muito contribuiu um fato importante, que por muito tempo escapou da nossa observação. É que após a contundente derrota na luta armada, portanto, cerca de 15 anos antes da queda do Muro de Berlim, as esquerdas brasileiras iniciaram a catarse do leninismo e seus derivados (maoísmo, castrismo, foquismo, etc.) - o tradicional paradigma estratégico da III Internacional - e uma nova opção estratégica para a tomada do poder no Brasil, começa a surgir; agora porém, sob a influência e a liderança do segmento sócio-marxista mais intelectualizado, dando cumprimento, assim, a um aceitável axioma que recomenda: uma estratégia derrotada tende a ser, prudentemente, substituída e não, imprudentemente, repetida.

De nossa parte, é preciso reconhecer que, se por um lado, fomos suficientemente competentes para derrotar todas as tentativas do marxismo-leninismo durante 40 anos, por outro, custamos a perceber que no âmbito do próprio marxismo haviam outras alternativas estratégicas que possibilitavam a continuidade da sua luta pela tomada do poder. E entre tais alternativas - talvez a mais original de todas - destacava-se, nos textos do neomarxismo italiano, a proposta teórico-estratégica de Antônio Gramsci, que a ortodoxia de Prestes e companhia sempre repeliu e nós, os vencedores de 1964, com algum retardo fomos perceber.

Justamente, é com base nas concepções de Gramsci “o mais original pensador neomarxista italiano” que o segmento intelectual comuno-brasileiro vai encontrar inspiração e suporte, seja para superar a incômoda situação a que fora submetido, em face da inclemente derrota nos anos de 1970, seja para definir o rumo da sua inserção no processo político que, sob novos moldes, já se delineava no horizonte dos últimos governos da Revolução de 1964. Assim podemos dizer que Gramsci é, hoje, o grande “guru” das esquerdas brasileiras e o inspirador da estratégia que modula as suas ações na luta pela conquista do poder. Aliás, luta esta que vem incluindo um discurso que se caracteriza por falar de uma tal “democracia radical” e que enfatiza como legenda maior a LUTA PELO SOCIALISMO NO BRASIL, sem contudo especificar, de modo claro e insofismável, qual a forma de LUTA que pretende empreender e qual o TIPO DE SOCIALISMO que pretende implantar. Bem! A ambigüidade e o mimetismo são velhas e conhecidas armas do arsenal persuasivo das esquerdas.

Uma estratégia derrotada tende a ser, prudentemente, substituída e não, imprudentemente, repetida. Gen. Fábrega

parte II

A revolução triunfará através da estratégia de "Guerra de Posição", mediante a qual se desgasta o inimigo penetrando nas "casamatas" e "fortificações" da "Sociedade Civil". Antônio Gramsci

Mas quem é Gramsci ?

Antônio Gramsci nasceu em Ales, na Sardenha em 1891. Desde cedo exerceu intensa atividade intelectual e política, tendo sido um dos fundadores do Partido Comunista Italiano (PCI) em 1921.

Por sua militância política e ferrenha oposição ao fascismo foi preso em NOV/1926, aos 35 anos de idade, e condenado a 24 anos de prisão. Nesta ocasião era deputado ao Parlamento Italiano e principal dirigente do PCI. Após cumprir 11 anos de prisão, devido ao seu precário estado de saúde, foi posto em liberdade, em 20.04.1937, vindo a falecer, sete dias após, numa clínica em Roma.

Sua obra de maior relevo e repercussão está consubstanciada nos denominados "CADERNOS DO CÁRCERE", escritos na prisão entre 1929 e 1935. São 33 cadernos manuscritos que perfazem um total de 2.500 páginas. Segundo Giovani Reale destacado filósofo e historiador italiano...."a obra de Gramsci constitui uma das mais notáveis reelaborações do marxismo, no século vinte, tanto por suas referências aos problemas sociais, culturais e políticos, mas também por sua tentativa de integrar o marxismo na história italiana..."

Os escritos de Gramsci só vieram a ser conhecidos após a Segunda Guerra Mundial (1945). Até então eram totalmente ignorados uma vez que foram, por inteiro, produzidos no interior da prisão.

Vale acrescentar que o pensamento de Gramsci não constitui unanimidade dentro da ortodoxia marxista-leninista, que sempre identificou nas suas propostas um acentuado viés revisionista.

Daí explicar-se a dificuldade de aceitação e penetração do gramscianismo nos centros irradiadores do Movimento Comunista Internacional (MCI) e, também, da sua tardia difusão fora da Itália.

Entretanto a leitura atenta da sua obra demonstra, insofismavelmente, que os seus estudos, reflexões e propostas têm como fundamento essencial e ponto-de-partida os referenciais básicos oferecidos pelo marxismo teórico - a "filosofia da praxis" - isto é : o materialismo dialético, o materialismo histórico, a luta de classes, o mito da revolução etc. etc. Isto significa dizer que o comprometimento total da sua proposta inovadora está dirigido, essencialmente, para a consecução da "revolução socialista", cujo propósito maior é a superação da sociedade burgueso-capitalista e a conseqüente edificação da sociedade proletária.

Percebe-se, porém, que certos autores gramscianos, propositadamente, procuram omitir ou esmaecer o sectarismo e o revolucionarismo marxista consubstanciados na proposta de Gramsci, apresentando-a, eufemisticamente, como uma forma mitigada (de marxismo) de passagem do capitalismo ao comunismo, atitude que representa um claro desvirtuamento dos propósitos da obra do pensador italiano. Gramsci, manteve-se sempre fiel à essência do projeto comunista, embora, tenha proposto formas e caminhos mais consentâneos com o mundo do seu tempo, mas sem perder a referência essencial da teoria marxista.

Qual a essência da proposta teórica de Gramsci ?

O desenvolvimento da teoria de Gramsci buscou motivação na necessidade de encontrar respostas e alternativas ao inconteste fracasso em que se transformara a aplicação do paradigma revolucionário bolchevista (Revolução Russa/1917) nos países capitalistas desenvolvidos da Europa.

Gramsci convenceu-se de que o mencionado fracasso resultara, primordialmente, da inadequação da estratégia bolchevista ("Guerra de Movimento") às condições histórico-políticas e culturais daqueles países, que, evidentemente, se revelavam flagrantemente distintas das condições vigentes na Rússia em 1917. Percebeu, também, que o ponto focal desta distinção residia, sobretudo, no grau de desenvolvimento e organização da "Sociedade Civil", numa e noutra formação social, e, fundamentalmente, na dinâmica das relações entre "Sociedade Civil" e Estado ("Sociedade Política"). Isto evidenciava, nitidamente: a importância do processo histórico-cultural dos países-alvos, o elevado significado estratégico da "Sociedade Civil" e a necessidade de formulação de uma nova estratégia, adequada ao universo sócio-político de tipo europeu. A partir daí, Gramsci construiu a sua teoria sobre a estratégia da "Guerra de Posição", destinada à conquista do poder numa Sociedade de tipo "Ocidental". Este termo tem um sentido meramente metafórico e não necessariamente geográfico como pode parecer. Para explicitar a sua teoria, o autor criou um corpo conceitual próprio, hoje conhecido e designado como "Categorias de Gramsci", cuja originalidade terminológica e de suporte analítico constitui uma especificidade no seio do marxismo.

Por exemplo: Sociedade Civil, Sociedade Política, Hegemonia, Consenso, Senso Comum, Intelectual Orgânico, Domínio, Direção Cultural, Bloco Histórico, Oriente e Ocidente, Crise Orgânica, etc. etc., são categorias de Gramsci , freqüentemente utilizadas no proselitismo ideológico das esquerdas, sem que a audiência leiga, muitas vezes, perceba o vinculo categorial desses termos.

Mas, vejamos como se referiu Gramsci sobre as estratégias da "Guerra de Movimento" e da "Guerra de Posição":

No "Oriente" o Estado era tudo e a "Sociedade Civil" era primária e gelatinosa. Neste caso a "Guerra é de Movimento", isto é, caracterizada pelo ataque frontal e direto à Cidadela do Poder.

No "Ocidente" entre Estado e "Sociedade Civil" havia uma adequada e equilibrada relação e quem pretendesse flanquear o Estado encontraria, de imediato, a robusta estrutura da "Sociedade Civil". O Estado não era mais que uma trincheira avançada, atrás da qual havia uma sólida cadeia de fortificações e casamatas... Em tais circunstâncias, a revolução não pode triunfar no "Ocidente" através de um choque frontal contra as trincheiras do Estado, porque estas se encontram bem consolidadas e protegidas. Neste caso, a revolução triunfará através da adoção da estratégia da "Guerra de Posição", mediante a qual se desgasta o inimigo penetrando nas fortificações e casamatas da Sociedade Civil. Este é o único caminho que pode levar o Partido Comunista ao Poder nos países de perfil "Ocidental".

A "Guerra de Posição", concebida por Gramsci para a conquista do "Poder no Ocidente", tem como referência e fundamento a dinâmica das inter-relações dialéticas (ação recíproca) entre a "Sociedade Civil" e a "Sociedade Política" (Estado no sentido estrito), característica essencial das sociedades tipo "Ocidental". Lenine, por exemplo, em 1917, empregou a "Guerra de Movimento", atacando, de modo frontal e direto, o Estado Russo, porque lá o Estado era tudo e não havia uma "Sociedade Civil" organizada, participativa e dinâmica, que fizesse o contraponto relacional com a "Sociedade Política" (Estado).

Já no "Ocidente", essa inter-relação dialética é decorrência de um processo hegemônico continuado e desenvolvido ao longo da história, que, por sua vez, gerou uma concepção de mundo própria (ideologia), consubstanciada, hoje, no que a linguagem gramsciana chama de "Senso Comum" da Sociedade burguesa . O "Senso Comum" é representado pela incorporação, comunhão e prática de valores, princípios, procedimentos, tradições, costumes, história, civismo, vultos, próceres, etc, enfim, a própria Cultura.

"Gramsci manteve-se sempre fiel à essência do projeto comunista, embora propondo formas e caminhos mais consentâneos com o mundo do seu tempo."

parte III

Por oportuno, desejamos iniciar esta Parte III, com a seguinte OBSERVAÇÃO: Por reconhecer que a teoria de Gramsci apresenta um certo grau de complexidade, sobretudo conceitual, pedimos escusas antecipadas por algum excesso teórico-didático, presente na nossa abordagem sobre a “Guerra de Posição”. Vale dizer, entretanto, que o nosso propósito maior, no caso, é facilitar ao máximo a compreensão do assunto e, principalmente, oferecer aos caros leitores mais um instrumento teórico-auxiliar, para a leitura dos fatos que perfilam a nossa complexa realidade atual (dominada pelo mimetismo, pela ambigüidade e pelas manipulações das esquerdas, em geral) e máxime para identificar os seus fatores de comandamento, de modo a constatar o inequívoco e perceptível avanço da estratégia de Gramsci no nosso país.

No diagnóstico gramsciano, o “Senso Comum” é uma visão de mundo acrítica, difundida (pelas classes dominantes) no seio das classes subalternas (proletariado urbano e rural), constituindo-se, assim, num eficaz instrumento de dominação ideológico-cultural e, ipso fato, de afirmação da “Hegemonia” burquesa. Este entendimento harmoniza-se com um clássico conceito marxista, que sublinha: “as idéias dominantes, em todas as épocas, sempre foram idéias da classe dominante”. Há um texto de I. Simionatto (Ed.Cortez/95), bastante ilustrativo que complementa esta parte: ....“a “Hegemonia” cria a subalternidade (social) de outras classes, não apenas pela submissão à força, mas também pela submissão às idéias... A classe dominante repassa a sua ideologia (concepção de mundo) e realiza o controle do “Consenso” através de uma rede articulada de aparelhos culturais – que Gramsci chama de “Aparelhos Privados de Hegemonia” e o ilustre Professor Jorge Boaventura, da ESG, muito apropriadamente, denomina de “Centros de Prestígio e de Irradiação Cultural”. Estes aparelhos (que correspondem às “casamatas” e “fortificações” da “Sociedade Civil”) compreendem: Escolas, Universidades, Igrejas, Mídia (Rádio, TV, Jornais, Revistas, etc), Associações Intelectuais, Culturais, Corporativas, Sindicatos, Editorialismo, Literatura, Crítica, Cinema, Artes em geral, ONGs, etc. “Através desses aparelhos é que é imposta às classes subalternas a submissão passiva e feito o repasse ideológico (isto é, o próprio “Senso Comum”)”.

Gramsci, por seu turno, destaca que “a supremacia (Hegemonia) de um grupo social se manifesta como “Domínio” ou como “Direção” Intelectual e Moral” (cultural). O “Domínio” pressupõe o acesso ao Poder, o uso da força e a coerção. A sede do “Domínio” é o Estado (“Sociedade Política”). Já a “Direção”, que corresponde à “Hegemonia” propriamente, é exercida na “Sociedade Civil” e é alcançada mediante a persuasão, o proselitismo, a doutrinação, a adesão, enfim pela obtenção do “Consenso”. A “Hegemonia” se conquista e se exerce no universo aliado; o “Domínio”, por sua vez, é imposto sobre o universo antagônico.

Esta visão conceitual levou Gramsci a concluir que: “um grupo social pode e deve ser dirigente, antes mesmo de ser dominante, significando dizer que: antes de ter o Poder Governativo, um grupo social pode conquistar a “Direção” ideológica e cultural, na Sociedade como um todo. Tal entendimento evidencia, claramente, a posição de relevo que a “Hegemonia” (e por extensão o “Senso Comum”) ocupa na formulação estratégica da “Guerra de Posição”, corroborada, também, numa conhecida sentença de Gramsci: “jamais existiu um Estado sem “Hegemonia” e, em substância, a luta entre duas classes que se disputam o poder é, antes de tudo, uma luta entre duas “Hegemonias”. Por outro lado, cabe frisar que a “Hegemonia” só se completa com a eliminação do “Senso Comum” da classe dominante e com a conseqüente imposição de um “Novo Senso Comum”. Nesta oportunidade, vale mostrar aos caros leitores como este processo já está em curso no país, recorrendo, para isso, a um exemplo apresentado pelo General Sérgio A. Coutinho, que destaca alguns aspectos pragmáticos, que se enquadram nas técnicas do gramscianismo, com vistas à mudança do “Senso Comum”, vigente na nossa Cultura: “Sociedade nacional x sociedade civil organizada; direito positivo x direito alternativo; desenvolvimento x ecologia; vulto histórico x líder popular; vontade nacional x opinião pública; tradição x atraso; organismo público x comunidade; invasão x ocupação; legal x legítimo; casamento x união civil de parceiros – formalidade x informalidade”.

Retomando, pode-se aduzir que toda esta elaboração teórico-conceitual, até aqui apresentada, está imbricada na grande premissa estabelecida por Gramsci que: considerou a fórmula maximalista, adotada por Lenine em 1917, como superada, levando, em conseqüência, o pensador italiano a fixar-se na concepção de que a luta revolucionária, no “Ocidente” deve ser travada, substantivamente, no plano das idéias e da cultura, afastando-se, deste modo, do economicismo estrutural, próprio do marxismo clássico.

Neste contexto, portanto, a “batalha cultural” assume um papel preponderante, na rota para a conquista do Poder, apresentando-se, no caso, como “fator decisivo no processo de luta pela “Hegemonia”, na conquista do “Consenso” e da direção político-ideológica, por parte das classes subalternas”. O espaço estratégico nesta contenda é representado pelas “casamatas” e “fortificações” da “Sociedade Civil” – (que na visão gramsciana compreende o conjunto das relações políticas, sociais, ideológicas, culturais, religiosas, intelectuais, etc. e, como tal, é cenário da luta de classe, do repasse do “Senso Comum” e palco dos fatos históricos) – e pelos estamentos da “Sociedade Política” (Estado).

A guisa de síntese e recorrendo a uma linguagem mais formatada, tipo “conceito de operação”, podemos dizer que: Na estratégia da “Guerra de Posição”, a luta revolucionária se caracteriza, em essência, pela disputa da “Hegemonia” (direção política, ideológica e cultural) e conseqüente obtenção do “Consenso” (adesão, concordância, aceitação voluntária), nas “casamatas” e “fortificações” da “Sociedade Civil”, a fim de neutralizar (pela desinformação, desgaste, desvirtuamento, etc) o repasse da ideologia burguesa e impor um “Novo Senso Comum”, criando, ato continuo, as condições subjetivas e objetivas necessárias para investir sobre os estamentos da “Sociedade Política” (Estado), conquistar o Poder burguês (“Domínio”), elevar o proletariado à condição de classe dominante e implantar uma “nova ordem”, calcada nos cânones do marxismo.

Percebe-se, assim, que a “Sociedade Civil” funciona como a grande plataforma de manobra, tanto para a conquista da “Hegemonia” num primeiro tempo, quanto para o investimento sobre a “Sociedade Política”, quando constituirá a própria base estratégica. A tática de luta repousa, por excelência, na “Penetração Cultural”, levada a efeito, como já ressaltado, nos espaços da “Sociedade Civil” e do Estado (“Sociedade Política”). A penetração nos estamentos deste último, opera-se, na verdade, de forma concomitante com a disputa pela “Hegemonia” na “Sociedade Civil” e é dirigida, basicamente, sobre as instâncias e organizações dos Serviços Públicos, Justiça, Legislativo, Executivo, Procuradoria, Promotoria, Defensoria, TCU, Empresas Estatais, Autarquias, Forças Armadas, Polícias, Universidades e Escolas Públicas, Hospitais, Associações de Funcionários, Sindicatos etc.etc.

Um exemplo inequívoco do processo de penetração do gramcianismo nos estamentos do Estado brasileiro e na “Sociedade Civil” é a “Operação Marabá”, levada a efeito por motivação ideológica e conduzida por funcionários da “Sociedade Política”: policiais e procuradores federais, em íntima ligação com jornalista --estes últimos, funcionários pertencentes a uma "casamata" de "Sociedade Civil" (integrantes da parcela "araponga" da mídia "hegemonizada") -- A citada operação, vale recordar, foi realizada contra instalações da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Marabá/PA.

Esta forma de atuação, inaceitável e sem precedentes é bastante reveladora de que na Procuradoria Geral da República e na Polícia Federal, já vige, hoje, um "Novo Senso Comum" que, ideologicamente, inspira e baliza as suas ações e procedimentos institucionais, sendo que, no presente caso, tiveram propósito de inibir e neutralizar a atuação das Forças Armadas na Segurança Interna, objetivo buscado insistentemente pelas esquerdas derrotadas.

“Jamais existiu um Estado sem “Hegemonia” e, em substância, a luta entre duas classes que se disputam o poder é, antes de tudo, uma luta entre duas “Hegemonias”

parte IV (final)

Gramsci dedica um apreciável espaço na sua obra para realçar o papel decisivo e estratégico reservado aos “Intelectuais” e ao Partido Político, na “Guerra de Posição”.Dadas as peculiaridades e, sobretudo, o caráter da luta visualizada na proposta gramsciana de tomada de poder – que muitos identificam como uma modalidade da estratégia indireta, tipicamente de desgaste e de aplicação a longo prazo – pode-se admitir que a “Força de Manobra Revolucionária”, na “Guerra de Posição” está centrada, basicamente, na tropa de “Intelectuais Orgânicos” e no Partido Político (o Comando), que Gramsci também denomina de “Intelectual Coletivo” e de “Moderno Princípio”, este por inspiração maquiaveliana.

O texto gramsciano destaca que: “uma massa humana não se distingue e não se torna independente, por si, sem organizar-se; e não existe organização sem “Intelectuais”. O Partido Político é o novo e eficiente instrumento para enfrentar os grupos dirigentes, na luta pela conquista da “Hegemonia”. Ele será o “parteiro”de uma nova sociedade, realizando a elevação cultural das massas (reforma intelectual e moral) e movendo as suas vontades à ação político-revolucionária. (G.Staccone – Vozes/95)

A teoria de Gramsci, na verdade, considera duas categorias de “Intelectuais”: os “Orgânicos” e os “Tradicionais”. Os primeiros se caracterizam, antes de tudo, pela função organizadora e militante que exercem, em prol da causa revolucionária e não, necessária e obrigatoriamente, por possuírem um elevado nível cultural ou de conhecimento, ou mesmo pelo exercício efetivo da atividade intelectual. Os “Intelectuais Orgânicos” distinguem-se, de fato, por serem os artífices da organização, da doutrinação ostensiva e subliminar e do repasse do “Novo Senso Comum”.

Por exemplo, o Sr. José Rainha e sua esposa dona Deolinda, membros do MST, são considerados “Intelectuais Orgânicos” do mesmo modo como o são Frei Beto, o Senador Roberto Freire e o Sr. Chico Buarque de Holanda. Os “Intelectuais Tradicionais”são os que realmente exercem atividades intelectuais, possuindo as qualificações devidas e reconhecidas como tais. Em princípio, constituem um grupo autônomo adaptado à convivência com a ideologia dominante.

Habitualmente são alvo de cooptação ideológica, até mesmo pelo afago às suas vaidades e, via de regra, são pressionados e patrulhados pelos “Intelectuais Orgânicos” para aderirem ou colaborarem com a causa revolucionária.

Não será difícil para os caros leitores identificar um e outro tipo de “Intelectual”, no universo brasileiro, onde os “orgânicos” já desfrutam de posições consolidadas na mídia, na educação, nas igrejas, na cultura, nos sindicatos, nas associações de profissionais liberais, no serviço público, nos movimentos ditos populares, nas ONG(s), etc. A acelerada penetração ideológico-cultural e a concomitante disseminação do “Novo Senso Comum”, no nosso espaço sócio-político, têm estimulado a incorporação de novos segmentos sociais (inclusive classe média) ao espectro ativista-participativo e militante das esquerdas em geral, indicando o surgimento de um esdrúxulo “proletariado ampliado” e, por via de conseqüência, a moldagem de uma nova “identidade de classe”. Tal fenômeno tem feições próprias do atual processo sócio-político brasileiro, mas certamente deve ser encarado, também, como produto das transformações , sobretudo sociais, trazidas pela dinâmica da nova “Sociedade de Serviços”, cuja tardia percepção na União Soviética levaram-na á completa desintegração, como indica F.Fukuyama.

Por outro lado, ao contrário do que ocorreu em relação aos pólos irradiadores do marxismo-leninismo (detetados e conhecidos), os centros de irradiação do gramscianismo, hoje no Brasil, são bastante difusos, não permitindo, ainda, a sua precisa indicação.

Entretanto, poder-se-ia dizer que, atualmente, o gramscianismo atua e propaga-se por capilaridade ideológica, valendo-se dos partidos de esquerda, em geral, e da rede militante menos radical do espectro marxista no país.

Do ponto-de-vista teórico-estratégico, o quadro final que a “Guerra de Posição” pretende configurar é o da geração de uma crise irreversível nos domínios do Estado burguês, motivada pela ruptura do equilíbrio nas relações entre a “Sociedade Política” e a “Sociedade Civil”. Segundo Gramsci, nas Sociedades “ocidentalizadas” o Estado se “ampliou”, isto é: o Estado (lado sensu) é concebido como um conjunto composto de dois elementos indissociáveis: a “Sociedade Política” (Estado stricto sensu) e a “Sociedade Civil”. Isto significa que o Estado, em si, detém, ao mesmo tempo, as funções de Domínio (coerção) e de Direção (“Hegemonia”) – “Hegemonia revestida de coerção”.

A crise final se instalará, justamente, quando o “Estado Ampliado” perder a “Hegemonia” (Direção) na “Sociedade Civil”- o que significa perder a legitimidade – ficando destarte reduzido aos estamentos da “Sociedade Política” (Estado stricto sensu) e ao exercício do Domínio (coerção). Isto ocorrerá porque nos espaços da “Sociedade Civil” já terão sido implantados, de fato, um “Novo Senso Comum” e uma nova “Hegemonia”, sob a liderança das classes subalternas que, em conseqüência, terão adquirido a condição de “classe dirigente”, mas não ainda a de “classe dominante”, que só se produzirá com a conquista da “Sociedade Política”, isto é com a obtenção do “Domínio” (o Poder).

Tal situação retrata um quadro caótico, em que uma classe tem o “Domínio” e a outra classe a “Direção” a (“Hegemonia”) indicando, pois, a inevitabilidade do confronto e da ruptura final. Esta antevisão caracteriza o que Gramsci denomina de “Crise Orgânica” e que está sintetizada numa frase sua: “o velho está morto e o novo não pode nascer”.

O que os democratas devem ter presente é que o impasse da “Crise Orgânica” será resolvido inclusive pela “Guerra de Movimento”, se necessário. Gramsci nunca negou esta possibilidade. Eis o porquê da generosidade do tratamento concedido ao MST, pelas esquerdas no Poder.

O “novo” nascerá seja de parto normal seja pela ação “cesária” das armas; mas nascerá de qualquer maneira, porque o seu nascimento representa o caminho único para a edificação do Estado Comunista.

Segundo o insuspeito Norberto Bobbio, Gramsci, como todo bom marxista, não fugiu à regra e, na sua obra, ocupou-se somente dos aspectos relativos à tomada do Poder, revelando-se omisso e silente com relação aos problemas do exercício da democracia e dos limites do Poder do Estado, não explicitando, seriamente, como a nova classe deveria exercer a “Hegemonia” e o “Domínio”, na transição para alcançar a “Sociedade Regulada”, isto é: “a sociedade sem classes”, a utopia.
Seu silêncio, no caso, representa uma coonestação ou referendo à ditadura do proletariado – Caros leitores ! cuidado com a pregação de uma tal “democracia radical” que vem sendo feita, espertamente, pelos mesmos pregadores da UTOPIA.

Tenhamos sempre presente o alerta que nos faz o grande filósofo Giovani Reale: “Cuidado! Em todo utópico costuma esconder-se um totalitário”.

“O nosso compromisso é com a Pátria”.
* CURRICULUM VITAE

- Natural de Itaqui/RS
- Turma de Formação:
- AMAN/1954 – Cavalaria
- Cursos:
- Possui todos os regulares do Exército e o da Escola Superior de Guerra
- Principais funções desempenhadas como oficial:
- Instrutor da AMAN – EsAO e EsCEME
- Adjunto da Missão Militar Brasileira de Instrução no Paraguai
- Oficial de Gabinete do Ministro do Exército
- Adjunto do Estado-Maior do Exército
- Comandante do 3º Regimento de Carros de Combate (3º RCC - Realengo/RJ)
- Subchefe do Exército do Gabinete Militar da Presidência da República
- Assistente do Secretário de Economia e Finanças
- Comandante da 2ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (2ªBda C Mec-Uruguaiana/RS)
- Assistente do Exército no Comando da Escola Superior de Guerra
- Condecorações:

  • Possui 9 (nove) condecorações nacionais e 5 (cinco) estrangeiras

“Uma massa humana não se distingue e não se torna independente, por si, sem organizar-se; e não existe organização sem “Intelectuais”

Caros leitores!
"Cuidado com a pregação
de uma tal “democracia radical” que vem sendo feita, espertamente, pelos mesmos pregadores da UTOPIA".

OBSERVAÇÃO

Se você desejar aprofundar no assunto, adquira o livro

A REVOLUÇÃO GRAMSCISTA NO OCIDENTE”

Autor: Gen Sérgio Augusto de Avellar Coutinho

Para adquirir este livro, envie um cheque cruzado,no valor de R$19,00( dezenove reais) a favor de Editora Estandarte E.C Ltda, endereço: Praça da República, nº 13, sala 515- Rio de Janeiro- RJ- CEP 20211-350

Militares advertem em manifesto ao STF que é inaceitável reexaminar soberania, auto-determinação e fronteiras

Do blog ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão na terça-feira, 2o de maio de 2008

Antes de formar seu juízo constitucional sobre o caso da Reserva Indígena Raposa do Sol e suas conseqüências para a homologação de “nações autônomas” ou “ilhas” dentro do território brasileiro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, deveria ler, com toda atenção, o memorial que lhe foi enviado pelo Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos, no último dia 9 deste mês. O ministro Gilmar deve saber que o texto é a expressão do pensamento da maioria dos oficiais-generais brasileiros da ativa e da reserva. É mais um recado democrático das legiões – a exemplo da mensagem do General Heleno, que tanto irritou o chefão do Palácio do Planalto.

O texto do Cebres – uma entidade dedicada a estudos e pesquisas sobre a problemática político-estratégica, nacional e internacional – recomenda aos 11 ministros do STF que “há que Repelir qualquer `Interpretação´ da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas (13.09.2007), que Viole a Soberania do Estado brasileiro sobre o Território e suas Riquezas, e que Intente Restringir a Atuação das Forças Armadas, no Cumprimento de sua Missão Constitucional”. O Cebres também adverte que “há que Repelir qualquer Tentativa de Demarcação da Amazônia brasileira, por Ação das ONGs”.

Junto com o memorial, o Cebres enviou ao STF outros seis anexos contendo denúncias e posicionamentos sobre a “problemática geoestratégica da Amazônia Brasileira”. O Cebres adverte aos ministros do STF sobre os riscos de um “inaceitável reexame de conceitos substantivos, como soberania, auto-determinação e fronteiras”. O documento assinala: “Nosso ‘destino manifesto’ é de índole integracionista, soberano, auto-determinado de autêntico Estado-nação. Nossa Estratégia é Nacional e da Conciliação, da Concórdia, jamais Estratégia do Medo”.

O documento do Cebres condena todas as pressões de fora (de Governos, ONGs, Poderes Oligárquicos e Financeiros Internacionais) – pela criação, de criminosamente, “inconstitucionais e anti-nacionais”, “nações indígenas”, “territórios livres”, “reservas indígenas”. Diante do quadro que se desenha, o Cebres indaga ao ministro Gilmar Mendes: “Em síntese, senhor presidente, como ficará a ordem constitucional brasileira?”.

Fraude na Raposa Serra do Sol 1 - No Jornal da Globo, o laudo antropológico fajuto ASSINADO PELO MOTORISTA

Do blog do REINALDO AZEVEDO
Quinta-feira, Maio 15, 2008

Comentei há dias que a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol foi feita a partir de um laudo cercado de suspeitas. As evidências de que foi fraudado são grandes, o que a Funai se nega a reconhecer porque, como diria o presidente Lula, “não tem isenção” (leia post abaixo) para tratar do assunto.

O Jornal da Globo decidiu investigar a história e apresenta uma séria de três reportagens a respeito.A segunda foi ao ar ontem a noite — hoje, vai a terceira. Segue abaixo a transcrição de trechos da reportagem (ou assista aqui)

*

Há mais de 200 anos, colonizadores portugueses levaram gado e cavalos para Roraima. Os índios foram aos poucos substituindo a caça e a pesca pela pecuária. Nos vales da reserva Raposa Serra do Sol, há também plantações. Um caminhão leva crianças macuxis da comunidade Pedra Branca para trabalhar no bananal.

O tempo passou, os costumes mudaram, mas a disputa pela posse da terra indígena já dura quase um século. Em 1917, uma lei do então estado do Amazonas autorizava o governador a conceder terras para os índios macuxis e jaricunas.

(...)

“Ninguém quer brigar com o próprio índio, nem com os arrozeiros. Nós queremos que a justiça nos ampare no nosso direito de acordo com a constituição brasileira”, diz o líder indígena, Hélio Afonso.

O arrozeiro Nelson Itikawa, que chegou a Roraima há 30 anos, mostra documentos de propriedade da fazenda dele de 1937. Num outro documento, o título definitivo concedido pelo Incra em 1983, onde está escrito que a terra está fora da área de pretensão da Funai.

“A maioria das propriedades são posse centenária que vem sendo explorada na pecuária e dos vinte e trinta anos para cá vem sendo explorado com cultivo de arroz. Mas na verdade nunca houve índio nessa área. Então, nós estamos tentando provar ao supremo que essa área nunca foi indígena”, disse Itikawa.

Por causa das tensões com os índios, arrozeiros têm dificuldade para escoar a produção. Policiais federais e da Força Nacional tentam evitar o confronto. A disputa foi parar nos tribunais.

A perícia
Em 2004, o juiz federal Helder Girão mandou realizar uma perícia no laudo antropológico. “O grupo de peritos concluiu que esse laudo antropológico não tinha sido realizado e que na realidade ele não passa de uma montagem de várias peças antropológicas e jurídicas feitas através do recurso do recortar e colar”, contou o juiz.

A demarcação exigia um conhecimento prévio dos hábitos, da cultura e da ocupação da área. A Funai criou um grupo técnico para fazer o levantamento. O nome de
Maíldes Fabrício Lemos aparece na equipe como técnico agrícola. “Eu acho que um negócio desses está errado, porque não sou técnico, eu sou motorista”, reclama.

Identificar a presença de fazendeiros, trabalhadores rurais e fazer uma radiografia das atividades econômicas na reserva era outro objetivo do laudo. Segundo a Funai, o economista responsável pelo levantamento teria sido o então professor da USP, José Juliano Carvalho.

Em carta ao Jornal da Globo, o professor declarou que não participou do grupo de trabalho e nunca foi a Roraima. Ele afirmou deplorar que seu nome seja utilizado ardilosamente contra os povos indígenas e a favor dos grileiros, que, segundo ele, se auto-intitulam empresários do agronegócio.

“A justiça federal em Roraima considerou, levou a sério esse laudo da perícia que aponta a nulidade, uma falsidade do laudo antropológico da Funai. E eu espero, eu tenho quase absoluta certeza que o Supremo Tribunal Federal vai prestar atenção nessa afirmação e vai dar a esse laudo da Funai o devido lugar”, diz Girão.

Na semana passada, o procurador-geral da república assinou parecer, no entanto, afirmando que o ato de demarcação foi "fundado em consistente laudo antropológico”.

O presidente da Funai disse desconhecer detalhes do processo, mas afirma que não houve irregularidades na produção do laudo. “Esse processo já foi várias vezes questionado e o próprio STF várias vezes negou esses argumentos. O que nós temos convicção na Funai é de que o processo administrativo, que resultou na identificação, na declaração e depois na homologação, é absolutamente perfeito do ponto de vista administrativo”.

O laudo questionado na reportagem é assinado pela antropóloga Maria Guiomar de Melo. O Jornal da Globo fez várias tentativas de contato, mas ela não quis gravar entrevista, nem conversar com nossos repórteres.

Vídeos aqui e aqui

segunda-feira, 19 de maio de 2008

ASSINE : APOIE A LUTA PELA SOBERANIA DO BRASIL - EM DEFESA DA AMAZÔNIA E DA SOBERANIA NACIONAL

O POVO CONFIA NAS FORÇAS ARMADAS!

A função primordial das FFAA do Brasil é defender o país e suas instituições, servir ao Estado Brasileiro, proteger e garantir nossas fronteiras, a integridade de nosso território nacional (seja terrestre, aéreo ou marítimo), cumprir e fazer cumprir a Constituição Federal, garantir a democracia em todos os seus aspectos quais sejam: o direito de livre expressão do pensamento, de associação, a liberdade de ir e
vir, garantir a
propriedade e a segurança individual, entre outros.

O Brasil pede socorro. A agressão à nossa soberania e à nossa integridade territorial não é mais uma simples ameaça, não é um vislumbre. É a realidade com a qual estamos sendo confrontados e quedamos inertes. Nossas fronteiras estão sendo empurradas para dentro.


http://www.petitiononline.com/andec2/petition.html

DEPOIS QUE ASSINAREM, POR FAVOR REPASSEM AOS AMIGOS E A OUTRAS COMUNIDADES.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DA ÉTICA E DA CIDADANIA - ANDEC


Lutando por uma sociedade justa, livre e democrática.
Faça parte desse movimento!

http://andec.blogspot.com/

QUANDO OS FRACOS DOMINAM OS FORTES

Do portal GRUPO INCONFIDÊNCIA
Por A. C. Portinari Greggio

Este é o sexto artigo duma série sobre o papel das universidades e dos intelectuais na subversão política. No último, verificamos que a classe intelectual, tal como a conhecemos hoje, surgiu no século 15 e desde o começo foi fator de perturbação da ordem social. Os intelectuais tinham prestígio e competência, mas não participavam do poder. Por isso, “viviam à margem da sociedade, em rodas boêmias ou círculos de confrades, sem compromisso com a economia, a administração ou a política. Nessa situação de privilegiada irresponsabilidade, davam-se ao luxo de adotar opiniões contrárias, comportamentos escandalosos e atitudes críticas. Tal conduta, longe de afastá-los dos que carregavam o peso da sociedade organizada, tornavam-nos ainda mais encantadores, emprestando-lhes exagerada aura de inteligência, de originalidade e de coragem.”

Fato é que, depois de muitas idas e vindas, explorando a ingenuidade de seus adversários, essa classe chegou ao poder em muitos países, inclusive no Brasil. O regime instituído pela constituição de 1988 não passa disso: a ditadura duma certa fração da classe intelectual, exercida pelos políticos, pela mídia, pelas ongues e pelos movimentos sociais. Que fração é essa? Basta olhar ao redor: são os politizados, conscientes, militantes, geralmente provenientes de faculdades de Letras, Humanas, Sociais, Filosofia e outras do gênero.

O objetivo deste artigo é examinar a estratégia dos intelectuais no seu conflito com as demais facções da classe dominante.

Havia, para eles, duas opções estratégicas.

A primeira era tomar violentamente o governo e investir-se a si mesmos nos postos de autoridade. Mas a experiência das revoluções socialistas foi desastrosa. Em todas o poder acabou caindo nas mãos dos seus rivais mais odiados – os engenheiros, técnicos, contadores, cientistas e administradores, apoiados pelos militares e policiais – e as utopias viraram ditaduras tecnocráticas mais fechadas que as antigas sociedades burguesas.

Diante disso, só lhes restava a outra opção: sem destruir a sociedade, apossar-se do poder mediante a contestação da legitimidade da autoridade instituída, substituindo-a pelo poder espúrio da intelectualidade. Essa estratégia subversiva se realizou por meio de dois projetos paralelos, o de Antonio Gramsci e o da Escola de Frankfurt.

É importante definir a diferença entre poder e autoridade, no nosso contexto. Poder é poder. Um bandido armado exerce poder, embora não tenha nenhuma autoridade sobre a vítima. Autoridade, porém, é poder legítimo, ou seja, poder conscientemente obedecido. Incluem-se nessa categoria tanto a autoridade natural – do pai, do mestre, do sábio – como a legal, sancionada por lei ou contrato, tal como a autoridade do juiz, do funcionário, do militar ou do patrão.

A fraude dos intelectuais na sua estratégia subversiva consiste em confundir propositadamente autoridade e autoritarismo, e abusar do conceito de democracia. Para eles, democracia é o contrário de autoritarismo. E como autoritarismo e autoridade se confundem, democracia enfim passa a ser o contrário de autoridade. Com esse sofisma e sob o pretexto de combater o autoritarismo e defender a democracia, contestam todas as formas de autoridade instituída.

A autoridade legítima e instituída simplesmente chega e manda. Quando o comandante dá uma ordem à tropa, ou o gerente passa uma instrução ao empregado, ou a mãe manda o filho para a cama, fazem-no simplesmente porque têm o título, natural ou legal, de comandante, de gerente ou de mãe. Esse título é suficiente para validar a ordem.

Mas na ideologia dos intelectuais, a obediência é a fonte do autoritarismo. Embora tenha legitimidade e título, a autoridade instituída não deve mandar sem antes consultar os subalternos. E estes devem exigir o direito de ser ouvidos e de questionar. Ao exigir que a autoridade instituída se torne “cidadã” e se submeta à “democracia participativa”, os intelectuais de fato estão a abolir toda a autoridade, substituindo-a pelo poder de quem fala mais e melhor nos comitês e assembléias. E como falar é a sua especialidade, é óbvio que toda essa pregação não tem outro objetivo senão desarmar os adversários e obrigá-los a lutar no terreno mais favorável à intelectualidade.

Uma vez no poder, os intelectuais instituem o tipo de governo mais adequado às suas limitações: o Estado democrático de massas, que no Brasil corresponde ao regime da constituição de 1988. O Estado democrático de massas é uma ditadura disfarçada, que não precisa da violência nem do terror policial. É uma nova forma de poder exercido sem coação, num ambiente em que todas as liberdades são permitidas. Só que essas liberdades não são as liberdades clássicas, do cidadão contra a tirania do Estado. O Estado democrático de massas não permite a liberdade contra o Estado, mas incentiva a liberdade de todos contra todas as demais instituições e autoridades.

Sob o pretexto de defender fracos contra fortes, ou de proteger minorias, o Estado patrocina a rebelião do aluno contra o professor, do filho contra os pais, da mulher contra o marido, do empregado contra o empregador, do soldado contra seus superiores. É nesse contexto que crescem os “movimentos sociais” – de negros, índios, homossexuais, sem-terra, sem-teto, feministas, idosos, deficientes, febéns, criminosos, presidiários, tudo, enfim.

Os únicos que não podem contar com a proteção do Estado são os membros das classes “autoritárias”. Na estratégia do Estado democrático de massas, há dois tipos de “autoritários”: os de dentro do Estado – militares, policiais e funcionários públicos – e os de fora – empresários, profissionais, trabalhadores e pais de família “patriarcais”.

Quanto aos primeiros, o Estado democrático de massas bem gostaria de livrar-se deles; não podendo fazê-lo, cuida de neutralizá-los mediante a política de direitos humanos, embaraçando sua ação, desmoralizando seu esprit de corps, negando-lhes equipamentos, reduzindo seus soldos e diminuindo sua auto-estima.

E os empresários? Diferente dos regimes comunistas, o Estado democrático de massas evita a estatização da economia. Não porque goste dos empresários, mas porque precisa deles. Eliminá-los seria péssimo negócio porque obrigaria os intelectuais a assumir a a atividade produtiva, coisa avessa à sua natureza. Por isso preferem poupar a “burguesia”, mantendo-a sob controle, para extorquir-lhe os tributos com os quais sustentam o seu esquema de poder.

Com esse objetivo, o Estado utiliza a propaganda para inculcar nos empresários o mais doentio sentimento de “culpa”. Por meio dos sindicatos e da fiscalização o Estado mantém as empresas sob contínuo assédio. E, com auxílio das ongues, procura cooptá-las para que se integrem em programas “sociais”, “solidários”, “participativos” e outras vigarices, trazendo-as assim para o seu lado, em troca de proteção e sociedade em bandalheiras do governo.

Mas a liberdade de todos contra todos tem seu custo. Não é por acaso que nos os países onde vige a democracia de massas os índices de criminalidade, abortos, ilegitimidade e baixo rendimento escolar pioram continuamente. A economia perde a eficiência e as empresas passam a depender cada vez mais da proteção governamental. Em longo prazo, o resultado da democracia de massas é a desintegração do país.

Nos próximos artigos trataremos do impacto das ciências exatas, do positivismo e dos currículos profissionalizantes nas universidades tradicionais. Essas transformações tiveram profundas conseqüências na História do Ocidente e no Brasil.

A. C. Portinari Greggio é Economista, ex-aluno da Escola Preparatória de Cadetes de São Paulo

Ok Keynesianos, onde estais vós?

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Alfredo Marcolin Peringer em 15 de maio de 2008

Resumo: Será que o keynesianismo desapareceu? Infelizmente, não.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Há poucos dias, recebi um artigo do economista polonês Mateusz Machaj, com o título shakespeareano “Oh Keynesian, Where Art Thou?” referindo-se, ironicamente, à incapacidade de os economistas keynesianos explicarem as causas e a cura das crises mundiais. Machaj é seguidor da escola econômica austríaca, cujos expoentes são Ludwig Von Mises, Murray Rothbard e Henry Hazlitt. A Escola destaca-se por adotar um enfoque econômico filosófico nos seus ensinamentos, com princípios permanentes, válidos no tempo e espaço. E Hazlitt foi o primeiro deles a mostrar, de forma ampla e apodítica, no seu The Failure of the ‘New Economics’ - An Analysis of the Keynesian Fallacies”, as falsidades dos ensinamentos keynesianos, como a de que “não se precisava mais preocupar com as crises econômicas: o governo já saberia como curá-las”. Bem ao contrário, o autor demonstra que, além de o governo não ser a cura para os males econômicos, ele é a própria doença.

Os economistas da Escola Austríaca, ainda que considerem Keynes uma pessoa carismática e inteligente, mostram um pensador falacioso no campo teórico. De fato, sua Teoria Geral é cheia de falhas axiomáticas, de termos vagos e imprecisos, legítima mixórdia conceitual, pobre de conteúdo científico. Em seus ensaios biográficos sobre Marshall e Edgeworth, Keynes condena o método matemático na economia, mas a sua teoria geral usa e abusa desse método. E de “forma fraudulenta”, complementa Hazlitt, dando ênfase que as suas equações da demanda e da oferta agregada “confundem e misturam fatos reais com expectativas”. Nela, os juros são um “prêmio pela ausência deliberada da liquidez”, conceito no mínimo impreciso, já que todo sistema de trocas monetárias é uma renúncia à liquidez. As falácias se agigantam quando tenta, com o conceito dos juros, validar dois neologismos econômicos: a) o da “preferência por liquidez” (percentual da renda que os indivíduos vão manter na forma de dinheiro, em função dos juros); e o da b) “propensão a consumir” (percentual da renda que vão gastar em bens e serviços). A idéia era explicar outro neologismo, o da demanda efetiva “insuficiente”, responsável, segundo ele, pelos desequilíbrios entre oferta e demanda que derivariam da “superprodução de bens e serviços”, da “preferência pela liquidez” ou da baixa “propensão a consumir”, fenômenos que julgava, erradamente, serem as causas das crises econômicas.

No curso dessas diatribes econômicas revogou a Lei de Say (a “oferta gera a sua própria demanda”), teoria que demonstra, categoricamente, que a Oferta sempre tenderá a se igualar à Demanda, desviando-se de maneira sistemática apenas por interferência governamental. No mercado, o excesso de produção de uma mercadoria é localizado e se compensa com a menor produção de outra, levando, inclusive, a de maior produção a cair de preço. O fato é que mesmo o “entesouramento especulativo de moeda”, hipótese aventada por ele, não causa desequilíbrio entre oferta e demanda: a redução da quantidade de moeda aumenta o poder de compra do dinheiro.

Mas será que o keynesianismo desapareceu, como apregoa Machaj? Infelizmente, não! No Brasil, criou-se, inclusive, uma associação com o fim precípuo de difundir seus princípios, atitude no mínimo anacrônica: trata-se de uma teoria hoje relegada à categoria de ideologia nas melhores escolas do mundo, justamente pela falta de embasamento científico.

Publicado por http://professorperinger.blogspot.com/

Presença confirmada na reunião da ANDEC: General Torres de Melo

AMIGOS,

É com grande satisfação que recebemos a confirmação da presença do General Torres de Melo, do Grupo Guararapes à nossa reunião, marcada para o próximo dia 24/05/08, às 14:00hs. em São Paulo, Capital.

Na ocasião o General deve fazer uma palestra sobre: "Brasil, Um País sem Heróis?"

A Associação Nacional em Defesa da Ética e Cidadania - ANDEC, desde já, agradece a colaboração e conta com a presença de todos vocês.

O endereço será divulgado mediante confirmação da presença aos e-mails
andec-123@hotmail.com ou andec123@hotmail.com

Uma ótima semana a todos!

Ana Paula Zatz
Ester Jaqueline Azoubel

Av. Presidente Kennedy, 16.574, Jardim Real, Praia Grande, SP, CEP 11709-000

Foro de São Paulo ajudou a democratizar esquerda latino-americana, diz Lula

Do portal G1
Da France Presse em 17/05/2008

LIMA, 17 Mai 2008 (AFP) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, neste sábado, em Lima, a importância do Foro de São Paulo - criado na década de 1990 com os partidos progressistas da América Latina e, inclusive, com as guerrilhas (FARC, ELN, MIR, etc) - para a democratização da esquerda latino-americana.

"Esse fórum, que nós criamos, foi educando a esquerda a compreender que existia a possibilidade de disputar eleições e ganhar pela via democrática", disse Lula, em um seminário de empresários em Lima.

O Foro de São Paulo se reuniu, pela primeira vez, em 1990, convocado pelo PT, congregando diferentes partidos, grupos, guerrilhas (FARC, ELN, MIR, etc) e outras organizações ligadas à esquerda.

"Há 18 anos, em quase todos os países da América do Sul, havia correntes políticas que defendiam que a única possibilidade de chegar ao poder era pela luta armada", lembrou Lula. Nesse contexto, "em 1990, nós criamos o Foro em São Paulo, onde chamamos toda a esquerda latino-americana para participar", completou.

Lula reconheceu que, em 1985, ele mesmo considerou que "não era possível chegar ao poder pela eleição direta". Quatro anos depois, contudo, provou-se o contrário, quando conseguiu 46% dos votos no segundo turno da eleição presidencial de 1989, sendo derrotado por Fernando Collor de Melo.

"Esse resultado eleitoral permitiu que convencêssemos um amplo setor da esquerda da América Latina de que existia a possibilidade de se organizar, competir, ganhar (eleições) e governar", disse Lula.

Em 1990, a primeira reunião do Foro de São Paulo foi realizada com o nome de Encontro de Partidos e Organizações de Esquerda da América Latina e do Caribe.

Entre seus criadores, estão o atual presidente Lula e várias organizações, como a Frente Ampla do Uruguai, o Partido Comunista Cubano, a Frente Sindicalista da Nicarágua e o PT brasileiro.

Participaram do evento as guerrilhas colombianas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN), o partido socialdemocrata venezuelano Ação Democrática (AD), que depois foi derrotado nas eleições pelo presidente Hugo Chávez, entre outros.

Em 2005, após anos de atividade muito moderada, o Foro de São Paulo fez uma grande reunião na cidade fundadora, para comemorar seus 15 anos, assim como a chegada de vários partidos de esquerda ao poder na região. O próprio Lula assistiu ao encontro.

Conjuntura de lascar

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por José Luis Sávio Costa em 05 de outubro de 2005

Resumo: Indícios e evidências indicam que a oligarquia petista dominante na estrutura do Governo e principalmente no Executivo, não está nem um pouco preocupada com as classes dos “excluídos”.

© 2005 MidiaSemMascara.org

Algumas matérias que transitam pela Internet ganham status de atenção e respeito quando surgem na tela de nossos monitores. Entre as várias que leio com atenção estão as do respeitado tributarista Yves Gandra Martins e as da acatada M. Juíza, Marli Nogueira.

Os dois respeitados escritores tecem considerações sobre um aspecto, para mim condicionante, que há muito me preocupava e agora me preocupa muito mais, na análise das revoluções comunistas, fossem elas democrático-burguesas (chamadas “etapistas” pelos comunas tupiniquins) ou socialistas (dos trotskistas ou adeptos da revolução permanente) ou não, ocorridas no período conhecido como Movimento Comunista Internacional (MCI), de 1917/19 a 1985/89.

O primus interpares é o eterno direcionamento intelectual, atrelado à ideologia marxista de que os fins justificam os meios, na consecução de seus objetivos táticos e estratégicos, em todos os campos do poder (político, econômico, psicossocial e militar) de uma dada sociedade em que o Partido desenvolve suas lutas econômica, política e ideológica.

Deste condicionamento outros temas de preocupação nascem e se desenvolvem, ao observarmos a luta política do PT em nosso país, que se desenvolve desde 1979, quase que em berço esplêndido ante o beneplácito, os olhares lânguidos, atitudes omissas e coniventes de lideranças civis e militares.

Em a “Crônica de um Golpe Anunciado” a M. Juíza Marli Nogueira, aborda, à sua maneira, um tema que é ponto de minha efetiva preocupação desde 1988, quando li a publicação do PT, editada pelo Instituto Cajamar, intitulada “1917-1987 – Socialismo em Debate”, cujos traços ideológicos são mantidos ao longo do tempo nas publicações teóricas e nos livros do PT, e de autores petistas, de forma mais ou menos explícita, dependendo da conjuntura e do curso da luta política que o Partido trava no cenário nacional.

Outra obra que incide neste e em outros pontos e mereceu a minha atenção foi “Pra que PT – Origem, Projeto e Consolidação do Partido dos Trabalhadores” de Moacir Gadotti e Otaviano Pereira, da Cortez Editora, editado em 1989, com prefácio de José Dirceu, então Secretário Geral da Comissão Executiva Nacional (CEN) do PT, posfácio de José Genoíno, então 2º Vice-Presidente da CEN do PT, e dedicado ao companheiro Apolônio Carvalho, obra de relevo para a formação política da militância de base petista que desvenda em parte o ente PT. Outras obras poderiam ser citadas para comprovar o já sabido.

As duas obras contêm as bases iniciais do espírito do socialismo revolucionário do petismo, até o presente indefinível, como já afiançava Dalmo Dallari em trecho do texto inserido na contracapa do livro “Pra que PT”, com o título “Existe o petismo?”: “(...) Mas como o PT é uma presença marcante, parecendo onipresente, ao mesmo tempo em que a cada passo e em cada circunstância surge como uma aparência diferente, é extremamente difícil combatê-lo. (...)”.

A M. Juíza Marli Nogueira enfatizou em sua mensagem: “Que ninguém invoque inocência ou surpresa acerca das maracutaias, das falcatruas, da falta de caráter, da incompetência e do desejo totalitarista que emergem do lodaçal fétido em que chafurda o PT. Quem assistiu ao primeiro discurso de Lula como presidente eleito, na Avenida Paulista, há de reconhecer que ele avisou a que viria. Do alto do palanque, encarnando o espírito do velho caudilho latino-americano, Lula soltou a voz rouca e exclamou, entre piegas e ameaçador: ‘Aconteça o que acontecer, vocês serão a minha referência!’. E deixou escapar o ato falho”.

Ao chegar no final deste artigo minhas considerações, procurando seguir o pensamento de M. Juíza, permitirão concluir que a inclusão cabível para o aviso do "aconteça o que acontecer" é que Lula tinha conhecimento do projeto de poder inserido nas diretrizes do Foro de São Paulo (idealizado por Fidel e do qual é um dos fundadores) e das ações políticas necessárias para alcançá-lo. Ao advertir a multidão que o aplaudia em plena Avenida Paulista, sabia perfeitamente o que dizia. Ali a sua referência nunca foi, não é, e jamais será o povo brasileiro. Sua referência é ele próprio e o partido revolucionário que o rodeia. Ninguém pode acusar o Lula “Paz e amor” de não ter avisado a que vinha. Como bem expressa a M. Juíza: O golpe, metaforicamente chamado de "aconteça o que acontecer" foi anunciado naquele dia 28 de outubro de 2002.

Por meu turno, em várias ocasiões repisei em lato sensu o meu pensar: o problema do PT é o seu objetivo estratégico e o do Presidente é o de ser uma das peças básicas de sua consecução, cujo delineamento é de difícil moldagem, em razão das mutáveis conceituações do socialismo petista e, em conseqüência, as várias propostas de “ruptura” institucional que permeiam os textos programáticos, as resoluções políticas, as publicações do Partido e as das organizações socialistas revolucionárias a ele atreladas.

As propostas de ruptura variam: da menos indolor possível defendida por Apolônio de Carvalho (quem diria!) desde o Seminário: “PT - Um Projeto para o Brasil”, realizado em 15 e 16 de abril de 1989, em São Paulo, SP, até hoje mantida.

Toda ruptura revolucionária ocorre na fase de transposição de uma guerra de posição (o reformismo revolucionário do gramsciano Carlos Nelson Coutinho) conduzida com sucesso para a guerra de movimento (confronto direto e, dependendo das célebres condições objetivas e subjetivas, mais ou menos violento contra a classe dominante, ou “bloco histórico” no Poder), em qualquer caso a ruptura institucional sempre será necessária, para a tomada do poder.

Para corroborar com a M. Juíza Marli Nogueira, nada mais sensato que volver ao passado e matutar sobre esta jóia extraída do trecho “O caráter revolucionário do PT”, de autoria do Sr Luis Inácio Lula da Silva, página 260, da obra já citada neste texto, editada pelo Instituto Cajamar: “1917-1987 - Socialismo em Debate”: (...) “É impraticável transportar um modelo revolucionário como se fosse uma mercadoria dentro de um caixote, chegar no Brasil e implantar aqui uma revolução igual à Revolução Cubana, Sandinista ou uma revolução como fizeram os soviéticos em 1917. Eu acredito piamente que essa revolução acontecerá no Brasil na medida em que a gente tenha a capacidade de despertar uma consciência política na grande massa despolitizada hoje, sem a perspectiva de aventureirismo. Tentar levar essa massa a compreender que o projeto que nós estamos desenvolvendo não será resolvido via parlamento” (...) O destaque em negrito é de nossa autoria.

O rememorar não se trata de um posicionamento radical mas, sim, é um proceder dos que têm o direito, e mais do que isto, o dever de exercer a tão decantada cidadania, diante da lembrança de uma crença revolucionária que brotava, brota e viceja, ora nas entrelinhas, ora transparente ao longo dos textos petistas (Pronunciamentos, Documentos, Notas e Resoluções de Seminários, Encontros, Congressos e Foros do PT).

Esta crença não se coaduna com o espírito e letra do Estado Democrático de Direito, prescrito nas páginas da Constituição da República Federativa do Brasil, cujo texto o PT votou NÃO, assinando a Constituição por mera questão formal, apenas para reconhecer que participou de sua elaboração. Ver: “A Posição do PT sobre a Nova Constituição”, Diretório Nacional do PT, (Circ Interna, de 07/08/1988, anexo 2, p. 12-4); e “O PT na Constituinte”, S. Paulo, Vol. 10, outubro de 1988, Partido dos Trabalhadores, Secretária Nacional (se é que está disponível na atualidade). Repisar este fato é um hábito meu... O preço da liberdade é a eterna vigilância.

O alerta da M. Juíza, do qual em boa parte me aproprio, apontando a fraterna cooperação de Lula com Chávez e Castro, e a contínua aderência dos três às diretrizes do Foro de São Paulo pode significar o palmilhar da utopia do Sapo Barbudo (conforme epíteto brizolista) de bancar a revolução em toda a América Latina e tentar se perpetuar no poder, indiferente ao sacrifício de milhões de brasileiros, diante da corrupção e da lavagem de dinheiro público que se evidenciam ao longo das estóicas investigações conduzidas aos solavancos no Congresso Nacional, por uma facção de abnegados.

Indícios e evidências indicam que a oligarquia petista dominante na estrutura do Governo e principalmente no Executivo, não está nem um pouco preocupada com as classes dos “excluídos”, pois ao invés do trombeteado “tudo pelo social” lhes oferta apenas palavras de ordem e panacéias inconseqüentes.

As balizas parecem estar postas: um ascendente controle do Executivo sobre o Judiciário, promovendo o controle do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e dos Tribunais Superiores; a ampliação do domínio sobre o Legislativo (via Presidência da Câmara e cooptação e compra de parlamentares); as tentativas de amordaçar a imprensa (Conselho Nacional de Jornalismo); o direcionamento da cultura, via Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual (Ancinav) e a adoção da cartilha do politicamente correto; o apoio matreiro do tipo dois passos à frente um atrás ao MST e às ONGs de movimentos sociais radicais; e as alianças com países que nada têm a ver com nossa tradição diplomática. Eis um elenco invejável em possível evolução para a implantação do Estado de Direito Socialista, assemelhado às Repúblicas Democráticas Populares do tipo das que existiam, ou das que ainda sobram do Sistema Socialista Mundial, desintegrado no período de 1985/89.

Assim vislumbramos o Executivo procurando a crescente desmoralização dos demais Poderes, por cooptação e enredamento, num processo que nos lembra as sístoles e diástoles usadas por Raymond Aron, citadas por Roberto Campos e popularizadas por Golbery. Daí a razão de questionar: o que será o “Estado de Direito Socialista”, cuja construção é defendida por militantes de projeção do PT, tais como Jorge Almeida, membro da atual Executiva Nacional do PT e da Secretaria de Formação Política?

Diz ele: “O PT, como partido laico, política e filosoficamente plural, sabe que a construção de um Estado de Direito Socialista, que combine os mecanismos de uma democracia representativa, direta e conselhista, não é contraditória com a conquista revolucionária do poder”; extraído da página 102, do livreto “O PT e o Marxismo”, Cadernos de “Teoria & Debate”, publicação do PT, 1991. Que opinem os doutos em Direito Constitucional e Ciência Política! Desde que isentos, é lógico.

Tenho afirmado em meus artigos que a luta política destes políticos velhacos se desenvolvem contrariando todos os princípios morais. A desavergonhada atividade parlamentar, o dilapidar dos bens públicos, a corrupção como modus operandi não são vistos por eles como imoralidade e ilicitude, mas sim como ações justificadas pelos fins e atividade expropriatória contra o Estado Democrático de Direito, mera representação estrutural do Estado Burguês.

Diz o tributarista Yves Gandra Martins: “Bradam pela ética quando estão na oposição, mas, no poder, não se pautam por ela. Não hesitam, na busca dos fins esculpidos por sua ideologia, em romper com todos os valores da democracia ocidental. Partido e governo são a mesma coisa e como entendem que aquilo que consideram bom para o país é uma verdade absoluta, não se consideram antiéticos ou aéticos, porque, na sua visão, como os meios são justificados pelos fins, corromper é apenas uma forma de manter o poder não dividido”.

Há tempos afirmamos que os militantes da luta armada do passado sonhavam em substituir o regime militar por um regime marxista e não foram bem sucedidos. Hoje no poder, coerentes com seus padrões de meliantes da política, preferem cooptar aliados com “valeriodutos”, “propinodutos”, “mensalões” ou “valores não contabilizados”, eufemismo para Caixa 2, a governar com a maioria.

Na ânsia do poder absoluto, a qualquer preço visam à eliminação dos direitos do cidadão, pela via de implantação do Conselho Nacional de Jornalismo, da Ancinav, do controle externo da Magistratura e do Ministério Público, do controle da advocacia e outras iniciativas semelhantes.

Estes marginais da política, como crentes pensam que sabem e crêem na máxima leninista de que no processo revolucionário o objetivo final de implantação de uma república marxista tudo justifica.

Afirma o douto tributarista, no final de seu artigo, lido com atento respeito: “Felizmente, a democracia em nosso país é mais sólida do que imaginavam”. Tenho esperanças, mas há controvérsias... Deus lhe ouça!

Alguns dados para reflexão:

- a distribuição de verbas, inclusive para cassáveis;

- a oferta de Ministérios;

- o processo de eleição da Câmara do Deputados e o translado de corruptos para certos Partidos;

- a figura de Aldo Rabelo, comuna, e o princípio dos meios serem justificados;

- a oferta para o Relator da CPMI dos Correios para disputar a eleição em seu e Estado e pelo seu partido – O PT;

- a atitude da Senadora do PT, a conhecidíssima tulmutuadora Ideli Salvatti e a do Deputado Valverde, instando parlamentares a abandonar o recinto da CPMI dos Correios, para evitar a convocação dos elementos ligados aos Fundos de Pensão, possível fonte irrigadora do propinoduto;

- aumentar sua força militar oficiosa, o MST, em suas marchas e invasões, permitindo-lhe um treinamento logístico e operacional, cuja eficiência ficou mais do que comprovada com a marcha de Goiânia para Brasília, em 15 de maio deste ano;

- criar a sua própria força militar oficial (Força Nacional), um tertius genus inadmissível em um Estado que já conta com instituições mais do que suficientes para a garantia das leis e da ordem.

Precisa mais? Lá vai! Um cheiro de uma enorme pizza de lulla com verdes de paraíso fiscal e um tempero revolucionário.

Cel Ref do Exército Brasileiro, dedicou-se às áreas de: Segurança Nacional e Segurança Interna; Inteligência, Contra Inteligência e Operações de Inteligência; Subversão e Contra-subversão.

Crônica de um golpe anunciado

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Marli Nogueira em 28 de setembro de 2005

Resumo: De um crime ninguém pode acusar o presidente Lula: a de não ter avisado a que vinha.

© 2005 MidiaSemMascara.org

Que ninguém invoque inocência ou surpresa acerca das maracutaias, das falcatruas, da falta de caráter, da incompetência e do desejo totalitarista que emergem do lodaçal fétido em que chafurda o PT.

Quem assistiu ao primeiro discurso de Lula como presidente eleito, na Avenida Paulista, há de reconhecer que ele avisou a que viria. Naquele dia, o eleito se deixou arrebatar pelo animus domini que desde sempre habita os corações da maioria dos petistas, com a certeza de que o PT, seguindo à risca o plano macabro de tomada do poder, nele permaneceria no mínimo por tanto tempo quanto o que levou para chegar lá. E deixou escapar o ato falho.

Do alto do palanque, encarnando o espírito do velho caudilho latino-americano, Lula soltou a voz rouca e exclamou, entre piegas e ameaçador: "Aconteça o que acontecer, vocês serão a minha referência!". Está lá. Ao vivo e em cores. É só ver a fita, que, com a euforia do que parecia ser a realização do sonho de uma vitória "democrática", muitos devem ter gravado para a posteridade. Ou, então, ler a íntegra do discurso - cheio de promessas não cumpridas - em vários sites da Internet.

Como sei que um alerta dessa natureza somente é disparado quando já existe uma oculta intenção de praticar atos que possam decepcionar os interlocutores, naquele momento disse cá, com os meus botões: "Aí tem coisa!"

Não deu outra. Logo em seguida começou a visível formação de uma reserva financeira para o partido, de proporções nunca vistas. Com que objetivo? Para, com o apoio de Fidel e de Chávez, e em conformidade com as diretrizes do Foro de São Paulo, bancar a sua própria revolução em toda a América Latina e se perpetuar no poder, ainda que isso significasse o sacrifício de milhões de brasileiros. E para tanto, é claro, valia tudo: desde cortes inexplicáveis no orçamento das diversas instituições federais, até empréstimos a países estrangeiros muy amigos, perdão das dívidas de outros, independentemente do grau de amizade, além de doações suspeitíssimas para o MST. O problema é que jamais poderemos saber se os milhões cortados do orçamento serviram mesmo para a formação de superávit primário na mesmíssima proporção, se outros tantos milhões emprestados a países vizinhos se materializarão realmente nas obras alegadas e se o dinheiro foi efetivamente parar, em sua totalidade, nas mãos do MST, entidade que sequer possui personalidade jurídica própria que lhe permita receber doações financeiras de qualquer origem.

Diante de todo o quadro de esbanjamento, de corrupção e de lavagem de dinheiro público que se evidenciaram ao longo das investigações promovidas pelo Congresso Nacional, é mais do que razoável imaginar que o governo não está minimamente preocupado com as classes mais pobres, que, para ele, ao invés de emprego, de escolas e de hospitais, podem viver apenas de discursos, de bravatas e de palavras de ordem.

Mas não é só. Não satisfeitos em fazer caixa para a sua revolução castro-chavista-marxista, Lula e sua trupe passaram a adotar medidas nitidamente antidemocráticas para garanti-la, ao mesmo tempo em que tratava de manter a sociedade sob seu tacão, promovendo o controle do Executivo sobre o Judiciário (CNJ) e sobre o Legislativo (compra de parlamentares), as alianças com países que nada têm a ver com nossa tradição diplomática, além das tentativas totalitaristas de cala-boca da imprensa (Conselho Nacional de Jornalismo), de direcionamento da cultura (Ancinav) e de adoção da novilíngua tupiniquim (cartilha do politicamente correto). Que "democracia", hein!

Juntando as peças desse quebra-cabeças, fica mais do que evidente que o PT estava armando, desde a campanha eleitoral, um esquema gigantesco de assalto aos cofres públicos para poder financiar o delírio marxista. E, já eleito, tratou logo de aumentar o incentivo à sua força militar oficiosa, o MST, em suas marchas e invasões, permitindo-lhe com isso um treinamento logístico e operacional cuja eficiência ficou mais do que comprovada com a marcha de Goiânia para Brasília em 15 de maio deste ano. E ao mesmo tempo, ainda criou a sua própria força militar oficial (Força Nacional), um tertium genus inadmissível em um Estado que já conta com instituições mais do que suficientes - mas adredemente desprezadas - para a garantia da defesa nacional (Forças Armadas) e da ordem pública (Polícias Militares).

Depois de tais constatações, a primeira conclusão cabível para o aviso do "aconteça o que acontecer" é que Lula tinha conhecimento, sim, da elaboração do magno projeto de poder liderado pelo Foro de São Paulo (de que é um dos fundadores) e das maracutaias necessárias para alcançá-lo, e que, por isso, ao fazer sua advertência à multidão que o aplaudia em plena Avenida Paulista, sabia perfeitamente bem o que estava dizendo. A segunda é que, ao contrário do juramento então firmado, sua referência nunca foi, não é, e jamais será o povo brasileiro. Sua referência é ele próprio e o partido revolucionário que o rodeia.

Mas de um crime ninguém pode acusar Sua Excelência: a de não ter avisado a que vinha. O golpe, metaforicamente chamado de "aconteça o que acontecer", foi anunciado naquele dia 28 de outubro de 2002.

A autora é Juíza do Trabalho em Brasília.

A tragédia do estudante sério no Brasil

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 12 de fevereiro de 2006

Toda semana, recebo dezenas de cartas de estudantes que, em busca de alguma formação intelectual, encontraram nas universidades que freqüentam apenas propaganda comunista rasteira, porca, subginasiana.

Não são, como em geral imaginam, vítimas de puras circunstâncias políticas imediatas. Gemem sob uma montanha de fatores adversos à inteligência humana, que foram se acumulando no mundo, e não só no Brasil, ao longo das últimas décadas. Se a primeira metade do século XX trouxe um florescimento intelectual incomum, a segunda foi uma devastação geral como raramente se viu na História. A queda foi tão profunda que já não se pode medi-la. Num panorama inteiramente dominado por charlatães caricatos como Noam Chomsky, Richard Dawkins, Edward Said, Jacques Derrida, Julia Kristeva, a época em que floresceram quase que simultaneamente Edmund Husserl, Karl Jaspers, Louis Lavelle, Alfred North Whitehead, Benedetto Croce, Jan Huizinga, Arnold Toynbee – e na literatura T. S. Eliot, W. B. Yeats, Ezra Pound, Thomas Mann, Franz Kafka, Jacob Wassermann, Robert Musil, Hermann Broch, Heimito von Doderer – já se tornou invisível, inalcançável à imaginação dos nossos contemporâneos. Toda comparação é entre alguma coisa e alguma outra coisa. Não se pode comparar tudo com nada.

Isso não quer dizer que as fontes do conhecimento tenham secado. Pensadores de grande envergadura – um Eric Voegelin, um Bernard Lonergan, um Xavier Zubiri – sobreviveram à debacle dos anos 60 e continuaram atuantes, o primeiro até 1985, o segundo até 1984, o terceiro até 1983. Mas seus ensinamentos são ainda a posse exclusiva de círculos seletos. Não entram na corrente geral das idéias, nem poderiam entrar sem sujar-se, sem transformar-se em matéria de discussões idiotas como vem acontecendo, graças à ascensão política de alguns de seus discípulos, com o infeliz Leo Strauss.

Pois a desgraça se deu justamente na “corrente geral”. O fim da II Guerra Mundial trouxe uma prodigiosa reorganização das bases sociais e econômicas da vida intelectual no mundo. Novas instituições, novas redes de comunicação, novos mecanismos de estocagem e distribuição das informações acadêmicas, novos públicos e, sobretudo, a ampliação inaudita do apoio estatal e privado à cultura e a formação dos grandes organismos internacionais como a ONU e a Unesco. Tudo isso veio junto com o descrédito do marxismo soviético e a profunda mutação interna da militância esquerdista internacional, a essa altura já plenamente imbuída das duas lições aprendidas da Escola de Frankfurt e de Georg Lukacs (mas também, mais discretamente, de Martin Heidegger): (1) a luta essencial não era propriamente contra o capitalismo, mas contra “a civilização ocidental”; (2) o agente principal do processo era a classe dos intelectuais.

Nessas condições, o crescimento fabuloso dos meios de atuação veio junto com o esforço multilateral de apropriação desses meios por parte de grupos militantes bem pouco interessados em “compreender o mundo” mas totalmente devotados a “transformá-lo”. A redução drástica da atividade intelectual ao ativismo político foi a conseqüência desejada e planejada dessa operação, realizada em escala mundial a partir dos anos 60.

Não que o fenômeno fosse totalmente desconhecido antes disso. Um vasto ensaio geral já vinha sendo realizado nos EUA desde a década de 30 pelo menos, através das grandes fundações “não lucrativas” que descobriram seu poder de orientar e manipular a seu belprazer a atividade intelectual, científica e educacional mediante a simples seleção ideologicamente orientada dos destinatários de suas verbas bilionárias.

Em 1954, uma comissão de investigações do Congresso americano já havia descoberto que fundações como Rockefeller, Carnegie e Ford exerciam controle indevido sobre as universidades, as instituições de pesquisa e a cultura em geral, orientando-as num sentido francamente anti-americano, anticristão e até anticapitalista. (Não me perguntem pela milésima vez com que interesse os grandes capitalistas podem agir contra o capitalismo. A explicação está resumida em http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2008/05/histria-de-quinze-sculos.html e http://www.olavodecarvalho.org /textos/debate_usp_4.htm .) Inevitavelmente, a influência exercida por essas organizações não consistiu só em introduzir uma determinada cor política na produção cultural, mas em alterá-la e corrompê-la até às raízes, subordinando aos objetivos políticos e publicitários visados todas as exigências de honestidade, veracidade e rigor. Sem essa interferência, fraudes cabeludas como o Relatório Kinsey ou a pseudo-antropologia de Margaret Mead jamais teriam conseguido impor-se ao meio acadêmico e à mídia cultural como produtos respeitáveis de uma atividade científica normal.

A comissão foi alvo de ataques virulentos de toda a grande mídia, e seu trabalho acabou por ser esquecido, mas ele ainda é uma das melhores fontes de consulta sobre a instrumentalização política da cultura (v. René Wormser, Foundations, Their Power and Influence , New York, Devin-Adair, 1958 – vocês podem comprá-lo pelo site www.bookfinder.com ). Na verdade, sem ele não se pode compreender nada do que se passou em seguida, pois o que se passou foi que o experimento tentado em escala americana foi ampliado para o mundo todo: a apropriação dos meios de ação cultural pelas organizações militantes e o sacrifício integral da inteligência humana no altar da “vontade de poder” simplesmente se globalizaram.

Recursos incalculavelmente vastos, que poderiam ter sido utilizados para o progresso do conhecimento e a melhoria da condição de vida da espécie humana foram assim desperdiçados para sustentar a guerra geral da estupidez militante contra a “civilização ocidental” que havia gerado esses mesmos recursos.

Embora esse processo seja de alcance mundial, é claro que o seu peso se fez sentir mais densamente em países novos do Terceiro Mundo, onde as criações das épocas anteriores não tinham sido assimiladas com muita profundidade e as raízes da civilização podiam ser mais facilmente cortadas. No Brasil, da década de 60 em diante, os progressos da barbárie foram talvez mais rápidos do que em qualquer outro lugar, destruindo com espantosa facilidade as sementes de cultura que, embora frágeis, vinham dando alguns frutos promissores. A comparação impossível entre as duas épocas, que mencionei acima, é ainda mais impossível no caso brasileiro. Na década de 50, tínhamos, vivos e atuantes, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Àlvaro Lins, Augusto Meyer, Otto Maria Carpeaux, Mário Ferreira dos Santos, Vicente Ferreira da Silva, Herberto Sales, Cornélio Penna, Gustavo Corção, Nelson Rodrigues, Lúcio Cardoso, Heitor Villa-Lobos, Augusto Frederico Schmidt, a lista não acaba mais. Hoje, quem representa na mídia a imagem da “cultura brasileira”? Paulo Coelho, Luís Fernando Veríssimo, Gilberto Gil, Arnaldo Jabor, Emir Sader, Frei Betto e Leonardo Boff. Perto desses, Chomsky é Aristóteles. É o grau mais alto pelo qual se medem. Chamar isso de crise, ou mesmo de decadência, é de um otimismo delirante. A cultura brasileira tornou-se a caricatura de uma palhaçada. É uma coisa oca, besta, disforme, doente, incalculavemente irrisória.

A inteligência, ao contrário do dinheiro ou da saúde, tem esta peculiaridade: quanto mais você a perde, menos dá pela falta dela. O homem inteligente, afeito a estudos pesados, logo acha que emburreceu quando, cansado, nervoso ou mal dormido, sente dificuldade em compreender algo. Aquele que nunca entendeu grande coisa se acha perfeitamente normal quando entende menos ainda, pois esqueceu o pouco que entendia e já não tem como comparar. Uma das coisas que me deliciam, que me levam ao êxtase quando contemplo o Brasil de hoje, é o ar de seriedade com que as pessoas discutem e pretendem sanar os males econômicos, políticos e administrativos do Brasil, sem ligar a mínima para a destruição da cultura, como se a inteligencia prática subsistisse incólume ao emburrecimento geral, como se inteligência fosse um adorno a ser acrescentado ao sucesso depois de resolvidos todos os problemas ou como se a inépcia absoluta não fosse de maneira alguma um obstáculo à conquista da felicidade geral. A prova mais evidente da insensibilidade torpe é o sujeito já nem sentir saudade da consciência que teve um dia.

Mas não, a inteligência nacional não acabou no dia em que os nossos estudantes tiraram o último lugar numa avaliação entre alunos do curso secundário de 32 países: acabou logo em seguida, quando o ministro da Educação disse que o resultado poderia ter sido pior.

Num sentido mais profundo do que o ministro imaginava, poderia mesmo. Na eleição seguinte, o país colocou na presidência um carreirista enriquecido, de terno Armani e unhas polidas, que, por orgulhar-se de jamais ler livros, foi proclamado um símbolo da autenticidade popular. A imagem era falsa, grotesca e insultuosa, mas ninguém percebeu. Se existe um grau abaixo do grotesco, porém, ele foi atingido logo em seguida, quando o escritor Raymundo Faoro, quanto mais bobo mais celebrado nas esquerdas como inteligência luminosa, sugeriu o nome do então presidenciável para ocupar uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Perto disso, tirar o último lugar num teste chegava a ser meritório.

Se o desespero dos estudantes que me escrevem viesse só da situação política, haveria esperança de saná-lo por meio da ação política. Mas a ação política é um subproduto da cultura e, no estado em que as coisas estão, nenhuma ação política inteligente, ao menos em escala federal, é previsível nas próximas duas ou três gerações. Nas próximas eleições, por exemplo, o país terá de optar novamente entre PT e PSDB, isto é, os dois filhotes monstruosos gerados no ventre da USP, a mãe da esterilidade nacional, ou como bem a sintetizou o poeta Bruno Tolentino, a “p... que não pariu”. Sim, a política brasileira virou uma imensa assembléia de estudantes da USP, com o Partido Comunista de um lado, a Ação Popular de outro, num torneio de arrogância, presunção, hipocrisia, sadismo mental, mendacidade ilimitada e estupidez sem fim. A USP levou meio século para chegar ao poder, e ainda não parou de gerar pseudo-intelectuais ambiciosos, ávidos de mandar, sedentos de ministérios. Sua obra de destruição está longe de haver-se completado.

Da política nada de bom se pode esperar num prazo humanamente suportável. Uma ação cultural de grande escala – a fundação de uma autêntica instituição de ensino superior, para contrabalançar a desgraça uspiana – também não é nada provável, dada a omissão das chamadas “elites”, sempre de rabo entre as pernas, oscilando entre lamber mais um pouco os pés da canalha petista ou apegar-se ao primeiro zesserra que apareça.

Ao estudante que consiga ainda vislumbrar o que é vida intelectual e faça dela o objetivo de sua existência, restam dois caminhos: o exílio, que pode levar ao lugar errado (a miséria brasileira nasce em Paris), e o isolamento, que pode levar os mais fracos a um desespero ainda mais profundo do que aquele em que se encontram.

A única solução viável, que enxergo, é a formação de pequenos grupos solidários, firmemente decididos a obter uma formação intelectual sólida, de início sem nenhum reconhecimento oficial ou acadêmico, mas forçando mais tarde a obtenção desse reconhecimento mediante prova de superioridade acachapante. Já não leciono no Brasil, mas a experiência mostrou que muito aluno meu, com alguns anos de aulas e bastante estudo em casa, já está pronto para dar de dez a zero, não digo em alunos, mas em professores da USP do calibrinho de Demétrio Magnoli e Emir Sader, o que, bem feitas as contas, é até luta desigual, é até covardia.

O processo é trabalhoso, mas simples: cumprir as tarefas tradicionais do estudo acadêmico, dominar o trivium , aprender a escrever lendo e imitando os clássicos de três idiomas pelo menos, estudar muito Aristóteles, muito Platão, muito Tomás de Aquino, muito Leibniz, Schelling e Husserl, absorver o quanto possível o legado da universidade alemã e austríaca da primeira metade do século XX, conhecer muito bem a história comparada de duas ou três civilizações, absorver os clássicos da teologia e da mística de pelo menos três religiões, e então, só então, ler Marx, Nietzsche, Foucault. Se depois desse regime você ainda se impressionar com esses três, é porque é burro mesmo e eu nada posso fazer por você.

Mas o ambiente universitário brasileiro de hoje é tão baixo, tão torpe, que só de a gente apresentar essa lista – o mínimo requerido para uma formação séria de filósofo ou erudito –, o pessoal já arregala os olhos de susto. Na verdade, o estudante brasileiro não lê nada, só resumo e orelha, além de Emir Sader e da dupla Betto & Boff, que não valem o resumo de uma orelha. É tudo farsa, chanchada, pose. Não há quem não saiba disso e não há quem não acabe se acomodando a essa situação como se fosse natural e inevitável. A abjeção intelectual deste país é sem fim.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".