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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Keynes, o rei do ilusionismo

Fonte: LIBERTATUM

Até quando vamos aplaudir o mágico ilusionista Mr. Keynes?



Por Klauber Cristofen Pires

A revista Veja[i], discorre sobre o programa americano Cash for Clunkers (“dinheiro por sucata”). Resumidamente, trata-se de uma campanha de incentivos promovida pelo governo federal estadunidense que subsidia com um desconto de US$ 3,500.00 ou US$ 4,500.00 a compra de um veículo novo, com a condição de que o atual seja destruído, mediante o travamento do motor com uma solução de silicato de sódio, que se vitrifica ao ser aquecida pelo movimento do motor.

Em várias ocasiões tenho me manifestado sobre a improdutividade de ações governamentais que promovam isto ou aquilo mais barato ou grátis. No caso em comento, o governo americano já autorizou um orçamento de 3 bilhões de dólares para o projeto, sendo que 1 bilhão evaporou-se em apenas uma semana.

A reportagem conduzida pela revista não contém estratagemas ardilosos de desinformação gramscista – chega mesmo a ser honestamente informativa – mas contém erros de concepção devidos à grande popularidade de que ainda desfruta Keynes. A propósito, esta é a questão fundamental que rege este artigo: porque o bichola fabiano, malgrado as sucessivas crises – e guerras - que a aplicação de seus preceitos desencadeou, demonstra tanta vitalidade?

Não é necessária muita investigação. Por primeiro, há uma comparação com as piadas dos comediantes, que também é aplicável ao caso: a piada envelhece, mas o público rejuvenesce. Bom, também vale o brocardo de que todo dia um otário decide tirar os pés da cama. Em seguida, o trunfo da ilusão de ótica econômica reside em enaltecer sob luzes e som as alegadas virtudes, enquanto se faz desaparecer, à sombra e com discrição, os seus efeitos colaterais deletérios.

Se 3 bilhões parecem uma cifra colossal – pretensamente dirigida com a finalidade de prover oxigênio à economia – pelo menos 4 a 6 vezes mais migrarão dos bolsos dos americanos em direção às montadoras e aos bancos. Eis aí sobre o que não se fala! Eis a carta debaixo da manga, o coelho sob o fundo falso da cartola.

Podemos então raciocinar sobre 15 bilhões de dólares, quantia tal que deixará de ser aplicada na obra de ampliação do consultório médico do Sr Fulano, ou na faculdade do Sr Beltrano, ou, em suma, em milhares de empreendimentos produtivos que pudessem ser aplicados de uma forma mais racional - em investimento, ao invés de em consumo - inclusive no próprio campo do setor imobiliário, que foi o estopim da crise ianque.

Ao cambiarem seus veículos, os americanos estarão adiantando decisões de consumo que, em situação normal, estavam esperadas para acontecer em algum momento no futuro. Isto tem um preço, inexorável e ímpio, que se refletirá na escassez de dinheiro lá na frente, sobretudo para aqueles que fizeram suas aquisições com o uso de dinheiro alugado, na forma de empréstimos bancários. Não será demais dizer que a administração Obama pretende combater a crise imobiliária criando a crise automobilística, pois promove os mesmos erros.

As montadoras, por sua vez, hoje se sentirão vitaminadas por uma repentina e gigantesca demanda, mas sem uma economia que sustente um ciclo duradouro e permanente para novas vendas, suas histórias se parecerão com a formação das “anãs brancas”, as estrelas velhas que, momentos antes de se transformarem num sólido, frio e diminuto corpo celeste, irrompem em uma intensa explosão, consumindo assim suas últimas reservas de energia. Daqui a alguns anos, os novos de hoje serão os “clunkers” de amanhã, mas já não haverá tanto dinheiro fácil para a substituição.

Em seguida, a exigência para a destruição dos veículos usados exerce um efeito similar ao da guerra. Referentemente a isto, expôs Ludwig von Mises
[ii]: “War can really cause no economic boom, at least not directly, since an increase in wealth never does result from destruction of goods” (“A guerra realmente não pode causar nenhum boom econômico, pelo menos não diretamente, desde que um aumento da riqueza jamais resulta da destruição de bens”). Lamentavelmente, os americanos estão mandando para a lata de lixo milhares de veículos usados que, apesar de alguns anos de uso, ainda estão, a maioria deles, em bom estado, e referimo-nos aqui a automóveis que são melhores do que os nossos zero-quilômetro brasileiros, possuindo mais itens de conforto, tecnologia e segurança.

Finalment, o programa também carrega um apelo de pretexto ecológico, que na verdade somente se entrega a induzir o cidadão americano a dirigir-se à concessionária mais próxima, e que mesmo os próprios ambientalistas manifestam-se como céticos, por crerem que a redução na emissão de gás carbônico será diminuta. Eu adiantaria em comentar sobre o que não se vê, ou que não se quer ver, o que seja, a montanha de sucatas acumuladas, provocada por automóveis que poderiam continuar rodando, dado o seu tempo esperado de vida útil. Levado este raciocínio a um extremo, somente para conferirmos as suas conseqüências, o que aconteceria ao mundo se todo dia usássemos um carro novo e no dia seguinte, o jogássemos na lata de lixo? Então não é isto um verdadeiro problema ambiental?

Termina a reportagem com a sugestão de seu autor para que o governo brasileiro repita a iniciativa norte-americana, que, segundo ele, já havia demonstrado ser bem-sucedida na Alemanha e na França. Sobre isto, sem mencionar o que já foi dito acima, há diferenças muito grandes, dado que o sobrepeso dos impostos faz com que nossos veículos usados ainda permaneçam com um valor de mercado muito elevado. Na prática, adeririam os que possuem fuscas e chevettes, isto é, se já tivessem na mão o dinheiro suficiente para a troca, o que penso ser difícil.

Quanto ao fato de rodarem veículos em condições de intrafegabilidade, esta é uma questão que poderia ser resolvida meramente por uma melhor atuação dos órgãos de controle do trânsito. Infelizmente, iniciativas tais como o rodízio de veículos em São Paulo, como toda intervenção governamental, resultam sempre em uma nova variável indesejada, a demandar novos atos “corretivos”, e uma frota de “blunkers”, que já estavam por serem aposentados, foram reativados para permitir que os cidadãos paulistanos das classes menos abastadas pudessem circular.

Até quando vamos aplaudir o mágico ilusionista Mr. Keynes?

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[i] ano 32, nº32, de 12 de agosto de 2009, páginas 112e 113
[ii] Nation, State, and Economy p. 154 War and Peace

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Será que precisamos de mais Keynes agora?

INSTITUTO LUDWIG VON MISES BRASIL Liberdade - Propiedade - Paz


Por Frank Shostak

 

KeynesMagician.jpgAgora que os governos e bancos centrais estão submetendo suas respectivas economias a agressivas políticas monetárias e fiscais, muitas pessoas dizem que as idéias de Keynes voltaram à moda. Ouvimos constantemente que os remédios keynesianos podem impedir que as economias mundiais mergulhem em um severo colapso econômico. Nos Estados Unidos, por exemplo, Republicanos e Democratas estão competindo ferozmente entre si para ver que será o primeiro a submeter a economia americana a inúmeros pacotes de estímulo. Sobre isso, o Financial Times recentemente escreveu,


As recaídas keynesianas tomam formas diferenciadas. Para os Republicanos, este o momento de se propor novos cortes de impostos para os pequenos negócios, incluindo uma suspensão do imposto sobre ganhos de capital, o que muitos acreditam que iria ajudar a estimular a atividade econômica. Já os Democratas preferem uma expansão do seguro-desemprego e do auxílio-alimentação, além de uma ajuda aos proprietários de imóveis que estejam em apuros.


Não obstante os trilhões de dólares que os bancos centrais de todo o mundo já injetaram na economia, alguns ilustres comentaristas asseguram que a quantia ainda não foi suficiente. Por exemplo, Martin Wolfdisse que,


Entretanto, sob as atuais condições, uma política monetária será insuficiente. Esta é uma situação keynesiana que requer remédios keynesianos. Os déficits orçamentários chegarão a níveis outrora considerados inimagináveis. Que assim seja.


É extraordinário sugerir que as idéias de Keynes estejam somente agora retornando para salvar o mundo. As idéias keynesianas jamais deixaram as salas dos estrategistas dos governos e dos bancos centrais. A essência do pensamento dos mais influentes economistas sempre foi keynesiana. Logo, os vários pacotes de estímulo que estão sendo apresentados agora são apenas uma continuação das mesmas políticas keynesianas às quais estamos submetidos há muitas décadas. A atual crise econômica é o resultado da enorme dose de keynesianismo que nos foi ministrada nos últimos anos.


Fazendo um breve resumo, John Maynard Keynes dizia que não se pode confiar plenamente na economia de mercado, que é inerentemente instável. Se deixada livre, a economia de mercado poderia se auto-destruir. Daí a necessidade de os governos e bancos centrais gerenciarem a economia.


Um gerenciamento de sucesso, na abordagem keynesiana, é aquele que influencia o gasto geral da economia. É o gasto que gera a renda. O gasto feito por um indivíduo se transforma em renda para outro indivíduo, de acordo com Keynes. Quanto mais for o gasto, melhor será para todos. O que comanda a economia, portanto, é o gasto geral.


Consumo e produção


Na abordagem keynesiana, a parte mais significante do gasto é determinada pelas despesas do consumidor. Portanto, o motor da economia são as despesas com consumo. É o consumo que gera o crescimento econômico real.


Mas será que o consumo é mesmo o motor da economia? É necessário fazer uma distinção entre consumo produtivo e consumo improdutivo. Enquanto que o consumo produtivo é um agente de crescimento econômico, o consumo improdutivo gera apenas empobrecimento econômico.


Consumo produtivo


Um padeiro poupa (deixa de consumir) dez pães para poder trocá-los por dez batatas. As batatas passam agora a sustentar (ou financiar) o padeiro enquanto este está envolvido na manufatura de pães. Da mesma forma, os pães servirão para sustentar o fazendeiro enquanto este estiver envolvido na produção de batatas. São as respectivas produções empreendidas pelo padeiro e pelo produtor de batatas que permitem que eles consigam bens de consumo.


O que torna o consumo produtivo neste exemplo é o fato de que tanto o padeiro quanto o produtor de batatas consomem para poder produzir. O consumo de ambos mantém suas vidas e seu bem-estar. Essa é a única razão da produção.


A introdução do dinheiro em nada altera o que foi dito até agora. Por exemplo, o padeiro pode trocar seus dez pães por $10 e então utilizar esse dinheiro para obter dez batatas. Da mesma forma, o produtor de batatas pode agora trocar seus $10 por dez pães. Observe que, à exceção de ter cumprido seu papel de meio de troca, o dinheiro não contribuiu em absolutamente nada para a produção de pães e batatas.


Consumo improdutivo


Até agora, vimos que, para obter batatas, o padeiro teve de trocar pão por dinheiro para então poder trocar esse dinheiro por batatas. Alguma coisa foi trocada por dinheiro que, por sua vez, foi trocado por uma outra coisa - uma coisa é trocada por outra coisa por intermédio do dinheiro.


Até aí, tudo certo.


Mas o real problema surge quando o dinheiro passa a ser criado "do nada". Tal criação de dinheiro estimula o consumo sem que tenha havido qualquer aumento na produção. Essa "falsificação" de dinheiro faz com que alguma coisa seja obtida em troca de nada.


Por exemplo, imagine que um falsificador imprima uma perfeita cédula de $20. Ele não obteve esse dinheiro por meio da produção de algum bem ou pela prestação de algum serviço. Ele não teve de produzir nada para ganhar esse dinheiro. O dinheiro simplesmente foi criado do nada. Portanto, o falsificador obteve $20 sem ter de dar nada em troca.


O falsificador então utiliza esses $20 para comprar dez pães. O que houve nesse caso? Os recursos reais - dez pães - que seriam utilizados pelo produtor de batatas para financiá-lo foram desviados para o falsificador. Observe que esse desvio ocorreu porque o falsificador foi capaz de pagar um preço maior pelo pão - ele paga $2 por pão; antes, o preço era de $1 por pão. Observe também que, dado que o falsificador não produz nada de útil, o consumo no qual ele está incorrendo é improdutivo.


Ao produtor de batatas agora lhe é negado o pão que ele precisa consumir para se sustentar enquanto estiver produzindo batatas. Obviamente isso irá prejudicar a produção de batatas. Como resultado, menos batatas serão disponibilizadas, o que consequentemente irá afetar o consumo do padeiro, o que debilitará sua capacidade de produção.


Podemos ver que, enquanto o consumo produtivo sustenta as atividades geradoras de riqueza e promove a expansão da riqueza real, o consumo improdutivo leva apenas ao empobrecimento econômico.


Um banco central imprimindo dinheiro produz exatamente o mesmo efeito danoso do dinheiro falsificado do exemplo acima. O mesmo é válido para a criação de dinheiro por meio do sistema bancário de reservas fracionárias. Ambos são igualmente perniciosos. A expansão do dinheiro sem o correspondente lastro na produção cria as bases para o consumo improdutivo - é um agente da destruição econômica.


Segundo a abordagem keynesiana, durante uma recessão, quando os consumidores tendem a diminuir seus gastos em consumo, o governo tem a função de intervir e aumentar seu próprio gasto. Por exemplo, o governo pode colocar vários indivíduos desempregados para cavar buracos no chão.


O dinheiro que o governo paga a esses trabalhadores irá estimular o consumo deles, e isso consequentemente irá elevar a renda total da economia. De acordo com esse modelo, não interessa se buracos no chão contribuem para o bem-estar das pessoas; o que de fato interessa é que as pessoas estão sendo pagas e irão utilizar esse dinheiro para estimular o consumo.


Mas acontece que o governo não ganha dinheiro assim como as outras pessoas no mercado. O governo não é um gerador de riquezas. Assim, como é que ele vai pagar os vários indivíduos que estão empregados em projetos não geradores de riqueza? Ele pode obter o dinheiro por três métodos: tributação, pedindo ao banco central que imprima o dinheiro ou pedindo empréstimos. Excetuando-se os empréstimos externos, todas as três opções acima se resumem a tomar a riqueza dos seus genuínos geradores e desviá-la para as atividades do governo. O resultado será o mesmo daquele alcançado pela impressão de dinheiro: o consumo improdutivo.


De acordo com Mises,


é preciso enfatizar o fato óbvio de que um governo somente pode gastar ou investir aquilo que tira dos cidadãos, e que os gastos e investimentos adicionais diminuem, na mesma medida, os gastos e os investimentos que seriam feitos pelos cidadãos.


Disso, podemos concluir que, sendo o governo um ente que não gera riquezas, ele consequentemente não pode fazer a economia crescer em termos reais. Contrariamente à crença popular, quanto mais o governo gastar, pior será para a saúde da economia e, por conseguinte, para o crescimento econômico.


Os pacotes de socorro financeiro destinados a salvar as economias mundiais estão apenas criando os fundamentos para mais sofrimento durante os meses vindouros. Muitos comentaristas e especialistas econômicos que defendem fortes medidas de estímulos governamentais nunca se preocuparam em perguntar como essas medidas serão financiadas - e por financiamento estamos nos referindo à coisa real: de onde virão todos os pães e batatas?


Não ocorre aos simpatizantes do keynesianismo que foram exatamente as políticas fiscais e monetárias da década passada que geraram todo o consumo improdutivo. O resultado de tudo isso foram as inúmeras bolhas que surgiram por toda a economia mundial e que agora estão necessariamente estourando. Como acreditar ser possível que as mesmas políticas econômicas keynesianas que causaram danos maciços aos produtores de riqueza irão reativar a economia?


Implementar mais políticas keynesianas é exatamente o oposto do que deve ser feito agora: permitir que os produtores de riqueza tenham plena liberdade para começar a gerar riqueza genuína. O mundo precisa de uma abundância de consumo produtivo. Mais gastos governamentais e uma criação maciça de dinheiro pelos bancos centrais servirão apenas para fortalecer o consumo improdutivo, adiando as perspectivas de uma significativa recuperação econômica.


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Frank Shostak é um scholar adjunto do Mises Institute e um colaborador freqüente do Mises.org. Ele é o economista-chefe da M.F. Global.


 

Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Ok Keynesianos, onde estais vós?

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Alfredo Marcolin Peringer em 15 de maio de 2008

Resumo: Será que o keynesianismo desapareceu? Infelizmente, não.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Há poucos dias, recebi um artigo do economista polonês Mateusz Machaj, com o título shakespeareano “Oh Keynesian, Where Art Thou?” referindo-se, ironicamente, à incapacidade de os economistas keynesianos explicarem as causas e a cura das crises mundiais. Machaj é seguidor da escola econômica austríaca, cujos expoentes são Ludwig Von Mises, Murray Rothbard e Henry Hazlitt. A Escola destaca-se por adotar um enfoque econômico filosófico nos seus ensinamentos, com princípios permanentes, válidos no tempo e espaço. E Hazlitt foi o primeiro deles a mostrar, de forma ampla e apodítica, no seu The Failure of the ‘New Economics’ - An Analysis of the Keynesian Fallacies”, as falsidades dos ensinamentos keynesianos, como a de que “não se precisava mais preocupar com as crises econômicas: o governo já saberia como curá-las”. Bem ao contrário, o autor demonstra que, além de o governo não ser a cura para os males econômicos, ele é a própria doença.

Os economistas da Escola Austríaca, ainda que considerem Keynes uma pessoa carismática e inteligente, mostram um pensador falacioso no campo teórico. De fato, sua Teoria Geral é cheia de falhas axiomáticas, de termos vagos e imprecisos, legítima mixórdia conceitual, pobre de conteúdo científico. Em seus ensaios biográficos sobre Marshall e Edgeworth, Keynes condena o método matemático na economia, mas a sua teoria geral usa e abusa desse método. E de “forma fraudulenta”, complementa Hazlitt, dando ênfase que as suas equações da demanda e da oferta agregada “confundem e misturam fatos reais com expectativas”. Nela, os juros são um “prêmio pela ausência deliberada da liquidez”, conceito no mínimo impreciso, já que todo sistema de trocas monetárias é uma renúncia à liquidez. As falácias se agigantam quando tenta, com o conceito dos juros, validar dois neologismos econômicos: a) o da “preferência por liquidez” (percentual da renda que os indivíduos vão manter na forma de dinheiro, em função dos juros); e o da b) “propensão a consumir” (percentual da renda que vão gastar em bens e serviços). A idéia era explicar outro neologismo, o da demanda efetiva “insuficiente”, responsável, segundo ele, pelos desequilíbrios entre oferta e demanda que derivariam da “superprodução de bens e serviços”, da “preferência pela liquidez” ou da baixa “propensão a consumir”, fenômenos que julgava, erradamente, serem as causas das crises econômicas.

No curso dessas diatribes econômicas revogou a Lei de Say (a “oferta gera a sua própria demanda”), teoria que demonstra, categoricamente, que a Oferta sempre tenderá a se igualar à Demanda, desviando-se de maneira sistemática apenas por interferência governamental. No mercado, o excesso de produção de uma mercadoria é localizado e se compensa com a menor produção de outra, levando, inclusive, a de maior produção a cair de preço. O fato é que mesmo o “entesouramento especulativo de moeda”, hipótese aventada por ele, não causa desequilíbrio entre oferta e demanda: a redução da quantidade de moeda aumenta o poder de compra do dinheiro.

Mas será que o keynesianismo desapareceu, como apregoa Machaj? Infelizmente, não! No Brasil, criou-se, inclusive, uma associação com o fim precípuo de difundir seus princípios, atitude no mínimo anacrônica: trata-se de uma teoria hoje relegada à categoria de ideologia nas melhores escolas do mundo, justamente pela falta de embasamento científico.

Publicado por http://professorperinger.blogspot.com/

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".