Do site FALA, BRASIL
Monday, 06 December 2004
Escrito por Cristovam Buarque
Para quem acha que PT e PSDB são rivais em qualquer coisa que seja ou que um é oposição ao outro, leia o bate-papo entre Christovam Buarque e FHC escrito pelo primeiro.
Apesar das farpas de um lado e do outro, PT e PSDB marcharão juntos na política brasileira, Cristovam Buarque e Fernando Henrique Cardoso.
Foi uma longa conversa para reinterpretar o passado, analisar o presente e pensar o futuro. Com um gravador em punho, o senador petista Cristovam Buarque (DF), ex-ministro da Educação, resolveu registrar a troca de impressões com o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, quando eles se reuniram, um mês atrás, em Providence, nos Estados Unidos.
O diálogo, cedido ao Globo por Cristovam, somou 50 páginas impressas, das quais foram extraídos alguns trechos.
Entrevistador e entrevistado revelam identidades. Ambos defendem um choque social e acreditam que, um dia, apesar das farpas de um lado e do outro, PT e PSDB marcharão juntos na política brasileira.
CRISTOVAM BUARQUE: A sua eleição e a do Lula não são fatos inesperados? A esquerda chegar ao poder?
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO: Totalmente.
CRISTOVAM: E não é uma surpresa que tenhamos chegado ao poder sem uma proposta nova para o povo? Chegamos rebocados pela direita.
FERNANDO HENRIQUE: Surpresa não é chegar, é chegar pelas duas vias... (risos)
CRISTOVAM: Nossas brigas (PT e PSDB) não podem impossibilitar um trabalho?
FERNANDO HENRIQUE: Não discutimos nem disputamos ideologia. É poder, é quem comanda. Minha idéia para o Brasil é a seguinte: você tem uma massa atrasada no país, e partidos que representam esse atraso, clientelismo. Os dois partidos que têm capacidade de liderança para mudar isso são o PT e o PSDB. Em aliança com outros partidos. No fundo, disputamos quem é que comanda o atraso. O risco é quando o atraso se comanda. É um pouco o negócio do pacto com o diabo, do Fausto, não é? Você pode perder a sua alma nesse processo, porque o atraso pode te comandar. O risco neste momento é de vocês, do PT. De comandar um pouco o atraso e imprimir os outros nessa direção.
CRISTOVAM: Ainda é possível uma aliança PT-PSDB?
FERNANDO HENRIQUE: Acho que sim. Porque a luta é política, não é ideológica.
CRISTOVAM: Nós, do PT, fomos cooptados, ficamos lúcidos, amedrontados ou oportunistas? A nossa mudança veio de qual destes fatos?
FERNANDO HENRIQUE: Veio de tudo isso. Na campanha, é natural um certo oportunismo. Com jogada de marketing, você cria um mito, conta uma história. O meu mito era fácil, era o real, moeda, estabilidade. O Lula era ele próprio, a vida dele. Eu não estava mentindo, realmente tinha feito o real. O Lula também não, representa a ascensão de uma camada. Mas uma coisa é campanha e outra é governo. No governo, não basta paz e amor.
CRISTOVAM: Não está na hora de a gente dar um choque social no Brasil?
FERNANDO HENRIQUE: Se não fizermos alguma coisa rápido, haverá danos à democracia. Se o resultado vai muito devagar, é uma tragédia. Se não anda, pior ainda. Andar para trás é inaceitável. Eu resumiria dizendo: mais investimento em infra-estrutura e um choque social.
CRISTOVAM: Com uma carga fiscal de mais de 30% do PIB já dá para fazer...
FERNANDO HENRIQUE: Aumentou muito a arrecadação. Não entendi porque houve um aumento do superávit primário. Sou doutor nisso. Desde 1999 estou lutando com o FMI. A idéia do Fundo é sempre um pouco mais alto. Porque com o superávit atual, de 4,5%, você não paga nem os juros. Mas se for de 5%, também não vai pagar. Não precisa exagerar no superávit primário. Eu até posso dizer isso. O Lula é que não pode porque é o presidente. Os mercados caem no dia seguinte, é verdade.
CRISTOVAM: Mas para dar esse choque, não é preciso ter um compromisso (a palavra pacto não é boa)?
FERNANDO HENRIQUE: Não devemos falar de pacto porque dá má sorte. Digamos uma convergência. Tem de ser uma coisa suprapartidária. A sociedade tem de comprar a idéia. E tem que pegar gente influente na mídia, porque hoje não existe nada sem mídia. Na política atual, parafraseando Descartes (“Penso, logo existo”), é “estou na TV, logo existo”. Se você não é virtual, você não existe.
CRISTOVAM: A imprensa a gente até traz, agora a Justiça é que difícil trazer...
FERNANDO HENRIQUE: As classes dirigentes, dominantes, e mais do que as classes, as mentalidades dominantes e as culturas tradicionais estão encasteladas na Justiça.
CRISTOVAM: Em novembro de 1998, acompanhei o Lula para visitá-lo. Quando o senhor abriu a porta do apartamento residencial no Alvorada, disse: “Lula, venha conhecer a casa onde você um dia vai morar”. Foi generosidade ou previsão?
FERNANDO HENRIQUE: Não creio que tenha sido uma previsão, mas sempre achei uma possibilidade. E também um gesto de simpatia. Eu disse ao Lula naquele dia: “Temos uma relação de amizade há tantos anos, não tem cabimento que o chefe do governo não possa falar com o chefe da oposição”. Era uma época muito difícil para o Brasil.
Eu disse lá, não sei se você se lembra: “Algum dia nós podemos ter de estar juntos”. Eu pensava numa crise.
E disse ao Lula: “Não quero nada de você. Só conversar. É para você ter realmente essa noção de que num país, você não pode alienar uma força”. Lula conversou comigo no dia da posse. E foi bonita aquela posse... Na hora de ir embora, o Lula levou a mim e a Ruth até o elevador. E aí ele grudou o rosto em mim, chorando. E disse: “Você deixa aqui um amigo”. Foi sincero, não é?
CRISTOVAM: Você é adversário dele?
FERNANDO HENRIQUE: Eleitoralmente, sim. Mas tem que estar perto. Tem que saber o que o outro pensa.
Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Era Marx satanista?
Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Norma Braga em 01 de julho de 2006
Resumo: As duas histórias de Karl Marx – a de sua vida e a de suas idéias – são reveladoras do quanto marxismo e demonismo se entralaçam inequivocamente.
© 2006 MidiaSemMascara.org
Segundo Richard Wurmbrand, autor de Marx & Satan ("Era Karl Marx um satanista?"), Karl Marx não visava em primeiro lugar a tão propalada igualdade comunista, mas sim a destituição de Deus de seu lugar na sociedade e no coração das pessoas. A julgar por uma das mais eficientes devastações que o comunismo empreendeu onde quer que fosse implantado - a da fé (conforme as histórias da Rússia, da Coréia do Norte, da Albânia, da China, de Cuba etc.) - , isso não parece tão longe da verdade. De fato, todas as expressões concretas do comunismo, além de não cumprirem com o que prometiam, combateram a religiosidade de modo tão eficaz que engendraram um povo descrente ou alienado da transcendência divina, além de uma cruel perseguição aos fiéis remanescentes.
Porém, não apenas os resultados diretos da implantação de regimes comunistas atestam a centralidade do combate à fé. Muitos aspectos da vida de Marx demonstram uma consciente intenção de opor-se a Deus e uma direta influência demoníaca, desde sua juventude. O que impulsionou Marx para o comunismo não foi uma inclinação altruísta, conforme reza a lenda. É o que explica Wurmbrand: "Não há evidências para a crença de que Marx mantinha nobres ideais com relação à humanidade e teria adotado uma postura anti-religiosa por ter visto a religião como obstáculo a esses ideais. Do contrário, Marx odiava qualquer noção de Deus ou deuses e estava determinado a ser o homem que ia tirar Deus do cenário - tudo isso antes de abraçar o socialismo, que seria apenas a isca para que proletários e intelectuais adotassem para si esse intento demoníaco." Uma das evidências disso é que o primeiro mestre comunista de Marx, Moses Hess, era também satanista.
Um de seus biógrafos, Robert Payne, endossa as afirmações de Wurmbrand ao mencionar um conto infantil inventado por Marx, relatado por sua filha Eleanor: a história interminável de Röckle, um mago infeliz que vendia relutantemente seus brinquedos ao diabo por ter feito um pacto com ele. Diz Payne: "Sem dúvida essas historietas sem fim eram autobiográficas. Marx tinha a visão do Diabo sobre o mundo, e a mesma malignidade. Às vezes parecia saber que cumpria tarefas do mal."
Impressiona o fato de não se achar em suas cartas a Engels expressões do desejo de justiça social, mas sim preocupações com dinheiro (Engels o sustentava) e com heranças vindouras, acompanhadas de linguagem obscena e maldosas referências à morte iminente de parentes ricos - um tio que ele chama de "cão velho", por exemplo, cujo falecimento é finalmente celebrado pelos dois correspondentes. A mesma frieza é percebida no modo sucinto como relata a Engels a morte da mãe: "Chegou um telegrama há duas horas dizendo que minha mãe morreu. O Destino precisou levar um membro da família. Eu mesmo estou com um pé no túmulo. Pelas circunstâncias, sou mais necessário que a velha mulher. Preciso ir a Trier para ver a herança." É de se notar especialmente esse tom de quem se refere a uma instância superior de decisão - não Deus, mas o Destino - atribuindo-lhe ares de sabedoria cósmica ("sou mais necessário").
Quando novo, suas cartas ao pai já atestavam que, embora tivesse recebido educação cristã, afastara-se resolutamente da fé. Escreveu: "Uma cortina caiu. Meu santo dos santos foi partido ao meio e novos deuses tiveram de ser instalados ali." Enviou-lhe como presente de aniversário poemas de teor bastante anti-religioso:
Por ter descoberto o altíssimo
E por ter encontrado maiores profundezas através da meditação
Sou grande como Deus; envolvo-me em trevas como Ele
Perdi o céu, disto estou certo
Minha alma, antes fiel a Deus,
Está marcada para o inferno
Seu companheiro Mikhail Bakunin, com quem criou a primeira Internacional Comunista, escreveu loas a Satanás de modo flagrante, vinculando-o estreitamente aos objetivos comunistas:
"O Supremo Mal é a revolta satânica contra a autoridade divina, revolta em que podemos ver o germe fecundo de todas as emancipações humanas, da revolução. Socialistas se reconhecem pelas palavras 'No nome daquele a quem um grande erro foi feito'."
"Satanás [é] o rebelde eterno, o primeiro livre-pensador e o emancipador de mundos. Ele faz com que o homem se sinta envergonhado de sua bestial ignorância e de sua obediência; ele o emancipa, estampa em sua fronte o selo da liberdade e da humanidade, instando-o a desobedecer e comer o fruto do conhecimento."
"Nessa revolução deveremos acordar o Diabo nas pessoas, estimular nelas as paixões mais vis. Nossa missão é destruir, não edificar. A paixão da destruição é uma paixão criativa ."
A positivação do Diabo como o libertador do homem – que, tal como Prometeu, teria contribuído diretamente para que acedêssemos ao conhecimento que o próprio Deus nos negara – parece ter criado raízes na intelectualidade universitária, de tal forma que esta já é noção comum em alguns círculos. No entanto, é interessante notar que esse "Satanás Prometeu", indissociável dos primórdios do comunismo, não passa de um erro teológico grave, que deixa de considerar que a árvore do fruto proibido não portava o conhecimento tout court, a ciência, mas sim (e basta checar Gênesis 2:17 para confirmá-lo) o conhecimento do bem e do mal. A bela lição judaica desse excerto bíblico é que, ao fazer a escolha de conhecer o bem e o mal sem a permissão (logo, a ascendência) de Deus, o homem não consegue se dominar e praticar sempre o bem – ensinamento que traz luzes inequívocas para a relação entre transcendência e moralidade. Sobre isso, é patente a profundidade no tratamento do tema do mal na obra da filósofa judia Hannah Arendt, A condição humana, e do romancista cristão Dostoiévsky, com sua aguda consciência de que, sem Deus, "tudo é permitido". Se é difícil, diante disso, evitar a conclusão de que o esquerdismo se imiscuiu na vida acadêmica portando em si toda a pulsão destrutiva anticristã que hoje caracteriza o meio, menos ainda se pode mascarar a associação dessa revolta contra Deus, presente nos escritos de Bakunin e Marx, à ausência de freios morais que caracterizou todos os regimes comunistas de que se teve notícia.
A vida de Marx é recheada de comportamentos inadmissíveis e acontecimentos trágicos, assim como ocorre com todos os que se envolvem de perto com o demônio. Vivia às custas de Engels e da herança de parentes, embora pudesse se sustentar com seu conhecimento de línguas e a formação especializada, um doutorado em filosofia. Sua esposa abandonou-o duas vezes, voltando sempre, e ele sequer compareceu a seu funeral. Três de seus filhos pequenos morreram de desnutrição, sendo que pelo menos um deles, segundo a própria esposa de Marx, foi vítima dos descuidos do marido com relação ao sustento da família. Tivera ainda um filho com a empregada, negado e tratado como se fosse de Engels - que revelou o engodo em seu leito de morte a uma das filhas de Marx, com a preocupação de que ela não endeusasse o pai. Tinha, com essa, três filhas, que morreram novas: duas delas, do cumprimento de pactos de suicídio com os maridos (um deles se arrependeu e não cumpriu o ato). Os livros que escreveu, além de trazer uma linguagem vociferante de ódio, vinham recheados de dados inventados e citações falsas de autores como W.E. Gladstone e Adam Smith - distorções consideradas intencionais por pesquisadores de Cambridge, não fruto de displicência. Era dado a bebedeiras e irascível muito além do limite da tolerância: perdia amizades facilmente. Pessoas de sua convivência lhe atribuíram diversas vezes o epíteto "ditador" e um coração rancoroso. O próprio Bakunin no final declara: "Marx não acredita em Deus mas acredita bastante em si mesmo e faz todo mundo o servir. Seu coração não é cheio de amor, mas de rancor, e ele tem muito pouca simpatia pela raça humana." Fiel ao sábio princípio de não separar o pensamento do autor de sua biografia, Paul Johnson comenta de modo dramático as conseqüências da herança marxista na Rússia e na China: "No devido tempo, Lênin, Stálin e Mao Tsé-Tung puseram em prática, numa imensa escala, a violência que Marx trazia em seu íntimo e que transpira em sua obra."
Escrevo sobre Marx e já me vem à mente a história de Stálin contada por sua filha, Svetlana Alliuyeva. Em Vinte cartas a um amigo, ela realiza uma crescente e emocionada catarse ao falar de sua infância e juventude. Presenciou o devastamento de seus entes queridos, alvo das desconfianças obsessivas do pai. Quando não eram assassinados por supostas traições ao regime - parentes próximos, como seus tios, e também amigos íntimos da família -, sucumbiam a gigantescas pressões de morte, seja progressiva (seu irmão alcoólatra) ou imediata (o suicídio de sua mãe aos 30 anos). Na última carta, uma frase sua em especial assusta pela desolação com que constata: "Em torno de meu pai havia uma espécie de círculo negro - todos os que caíam em seu interior pereciam, destruíam-se, desapareciam da vida..." Examinando-se de perto a vida de Karl Marx e o posterior desenvolvimento do marxismo, tem-se a impressão de que o mesmo poderia ser dito dele, sem temor algum de exageros.
Intuindo o quanto a Rússia adotaria seus princípios, pouco antes de morrer Marx manifestava orgulho especial pela recepção de suas obras no país. Décadas mais tarde, o impressionante slogan soviético "Banir os capitalistas da terra e expulsar Deus do céu" não só confirmaria essa intuição, mas, principalmente, tornaria flagrante a missão do projeto marxista desde estados embrionários: destruir a fé em Deus. Em países como o Brasil, essa anti-religiosidade tem sido amenizada para passar a falsa impressão de um comunismo mais conforme à necessidade humana de transcendência, algo indissociável de nossa cultura. No entanto, as duas histórias de Karl Marx – a de sua vida e a de suas idéias – são reveladoras do quanto marxismo e demonismo se entralaçam inequivocamente. É estudar para saber.
Fontes:
. Alliyueva, Svetlana. Vinte cartas a um amigo: as memórias da filha de Stálin . Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1967.
. Johnson, Paul. Os intelectuais. Rio de Janeiro, Imago, 1988, capítulo 3, p. 64 a 94.
. Wurmbrand, Richard. Marx & Satan. Living Sacrifice Book Co, 1986, capítulo 2, p. 20 a 35.
Leia também:
http://revista.libertaddigital.com/articulo.php/1276227483
http://www.vozmartir.org/catalogo/produto.asp?iType=19&offset=3
http://www.marianland.com/marx01.html
por Norma Braga em 01 de julho de 2006
Resumo: As duas histórias de Karl Marx – a de sua vida e a de suas idéias – são reveladoras do quanto marxismo e demonismo se entralaçam inequivocamente.
© 2006 MidiaSemMascara.org
Segundo Richard Wurmbrand, autor de Marx & Satan ("Era Karl Marx um satanista?"), Karl Marx não visava em primeiro lugar a tão propalada igualdade comunista, mas sim a destituição de Deus de seu lugar na sociedade e no coração das pessoas. A julgar por uma das mais eficientes devastações que o comunismo empreendeu onde quer que fosse implantado - a da fé (conforme as histórias da Rússia, da Coréia do Norte, da Albânia, da China, de Cuba etc.) - , isso não parece tão longe da verdade. De fato, todas as expressões concretas do comunismo, além de não cumprirem com o que prometiam, combateram a religiosidade de modo tão eficaz que engendraram um povo descrente ou alienado da transcendência divina, além de uma cruel perseguição aos fiéis remanescentes.
Porém, não apenas os resultados diretos da implantação de regimes comunistas atestam a centralidade do combate à fé. Muitos aspectos da vida de Marx demonstram uma consciente intenção de opor-se a Deus e uma direta influência demoníaca, desde sua juventude. O que impulsionou Marx para o comunismo não foi uma inclinação altruísta, conforme reza a lenda. É o que explica Wurmbrand: "Não há evidências para a crença de que Marx mantinha nobres ideais com relação à humanidade e teria adotado uma postura anti-religiosa por ter visto a religião como obstáculo a esses ideais. Do contrário, Marx odiava qualquer noção de Deus ou deuses e estava determinado a ser o homem que ia tirar Deus do cenário - tudo isso antes de abraçar o socialismo, que seria apenas a isca para que proletários e intelectuais adotassem para si esse intento demoníaco." Uma das evidências disso é que o primeiro mestre comunista de Marx, Moses Hess, era também satanista.
Um de seus biógrafos, Robert Payne, endossa as afirmações de Wurmbrand ao mencionar um conto infantil inventado por Marx, relatado por sua filha Eleanor: a história interminável de Röckle, um mago infeliz que vendia relutantemente seus brinquedos ao diabo por ter feito um pacto com ele. Diz Payne: "Sem dúvida essas historietas sem fim eram autobiográficas. Marx tinha a visão do Diabo sobre o mundo, e a mesma malignidade. Às vezes parecia saber que cumpria tarefas do mal."
Impressiona o fato de não se achar em suas cartas a Engels expressões do desejo de justiça social, mas sim preocupações com dinheiro (Engels o sustentava) e com heranças vindouras, acompanhadas de linguagem obscena e maldosas referências à morte iminente de parentes ricos - um tio que ele chama de "cão velho", por exemplo, cujo falecimento é finalmente celebrado pelos dois correspondentes. A mesma frieza é percebida no modo sucinto como relata a Engels a morte da mãe: "Chegou um telegrama há duas horas dizendo que minha mãe morreu. O Destino precisou levar um membro da família. Eu mesmo estou com um pé no túmulo. Pelas circunstâncias, sou mais necessário que a velha mulher. Preciso ir a Trier para ver a herança." É de se notar especialmente esse tom de quem se refere a uma instância superior de decisão - não Deus, mas o Destino - atribuindo-lhe ares de sabedoria cósmica ("sou mais necessário").
Quando novo, suas cartas ao pai já atestavam que, embora tivesse recebido educação cristã, afastara-se resolutamente da fé. Escreveu: "Uma cortina caiu. Meu santo dos santos foi partido ao meio e novos deuses tiveram de ser instalados ali." Enviou-lhe como presente de aniversário poemas de teor bastante anti-religioso:
Por ter descoberto o altíssimo
E por ter encontrado maiores profundezas através da meditação
Sou grande como Deus; envolvo-me em trevas como Ele
Perdi o céu, disto estou certo
Minha alma, antes fiel a Deus,
Está marcada para o inferno
Seu companheiro Mikhail Bakunin, com quem criou a primeira Internacional Comunista, escreveu loas a Satanás de modo flagrante, vinculando-o estreitamente aos objetivos comunistas:
"O Supremo Mal é a revolta satânica contra a autoridade divina, revolta em que podemos ver o germe fecundo de todas as emancipações humanas, da revolução. Socialistas se reconhecem pelas palavras 'No nome daquele a quem um grande erro foi feito'."
"Satanás [é] o rebelde eterno, o primeiro livre-pensador e o emancipador de mundos. Ele faz com que o homem se sinta envergonhado de sua bestial ignorância e de sua obediência; ele o emancipa, estampa em sua fronte o selo da liberdade e da humanidade, instando-o a desobedecer e comer o fruto do conhecimento."
"Nessa revolução deveremos acordar o Diabo nas pessoas, estimular nelas as paixões mais vis. Nossa missão é destruir, não edificar. A paixão da destruição é uma paixão criativa ."
A positivação do Diabo como o libertador do homem – que, tal como Prometeu, teria contribuído diretamente para que acedêssemos ao conhecimento que o próprio Deus nos negara – parece ter criado raízes na intelectualidade universitária, de tal forma que esta já é noção comum em alguns círculos. No entanto, é interessante notar que esse "Satanás Prometeu", indissociável dos primórdios do comunismo, não passa de um erro teológico grave, que deixa de considerar que a árvore do fruto proibido não portava o conhecimento tout court, a ciência, mas sim (e basta checar Gênesis 2:17 para confirmá-lo) o conhecimento do bem e do mal. A bela lição judaica desse excerto bíblico é que, ao fazer a escolha de conhecer o bem e o mal sem a permissão (logo, a ascendência) de Deus, o homem não consegue se dominar e praticar sempre o bem – ensinamento que traz luzes inequívocas para a relação entre transcendência e moralidade. Sobre isso, é patente a profundidade no tratamento do tema do mal na obra da filósofa judia Hannah Arendt, A condição humana, e do romancista cristão Dostoiévsky, com sua aguda consciência de que, sem Deus, "tudo é permitido". Se é difícil, diante disso, evitar a conclusão de que o esquerdismo se imiscuiu na vida acadêmica portando em si toda a pulsão destrutiva anticristã que hoje caracteriza o meio, menos ainda se pode mascarar a associação dessa revolta contra Deus, presente nos escritos de Bakunin e Marx, à ausência de freios morais que caracterizou todos os regimes comunistas de que se teve notícia.
A vida de Marx é recheada de comportamentos inadmissíveis e acontecimentos trágicos, assim como ocorre com todos os que se envolvem de perto com o demônio. Vivia às custas de Engels e da herança de parentes, embora pudesse se sustentar com seu conhecimento de línguas e a formação especializada, um doutorado em filosofia. Sua esposa abandonou-o duas vezes, voltando sempre, e ele sequer compareceu a seu funeral. Três de seus filhos pequenos morreram de desnutrição, sendo que pelo menos um deles, segundo a própria esposa de Marx, foi vítima dos descuidos do marido com relação ao sustento da família. Tivera ainda um filho com a empregada, negado e tratado como se fosse de Engels - que revelou o engodo em seu leito de morte a uma das filhas de Marx, com a preocupação de que ela não endeusasse o pai. Tinha, com essa, três filhas, que morreram novas: duas delas, do cumprimento de pactos de suicídio com os maridos (um deles se arrependeu e não cumpriu o ato). Os livros que escreveu, além de trazer uma linguagem vociferante de ódio, vinham recheados de dados inventados e citações falsas de autores como W.E. Gladstone e Adam Smith - distorções consideradas intencionais por pesquisadores de Cambridge, não fruto de displicência. Era dado a bebedeiras e irascível muito além do limite da tolerância: perdia amizades facilmente. Pessoas de sua convivência lhe atribuíram diversas vezes o epíteto "ditador" e um coração rancoroso. O próprio Bakunin no final declara: "Marx não acredita em Deus mas acredita bastante em si mesmo e faz todo mundo o servir. Seu coração não é cheio de amor, mas de rancor, e ele tem muito pouca simpatia pela raça humana." Fiel ao sábio princípio de não separar o pensamento do autor de sua biografia, Paul Johnson comenta de modo dramático as conseqüências da herança marxista na Rússia e na China: "No devido tempo, Lênin, Stálin e Mao Tsé-Tung puseram em prática, numa imensa escala, a violência que Marx trazia em seu íntimo e que transpira em sua obra."
Escrevo sobre Marx e já me vem à mente a história de Stálin contada por sua filha, Svetlana Alliuyeva. Em Vinte cartas a um amigo, ela realiza uma crescente e emocionada catarse ao falar de sua infância e juventude. Presenciou o devastamento de seus entes queridos, alvo das desconfianças obsessivas do pai. Quando não eram assassinados por supostas traições ao regime - parentes próximos, como seus tios, e também amigos íntimos da família -, sucumbiam a gigantescas pressões de morte, seja progressiva (seu irmão alcoólatra) ou imediata (o suicídio de sua mãe aos 30 anos). Na última carta, uma frase sua em especial assusta pela desolação com que constata: "Em torno de meu pai havia uma espécie de círculo negro - todos os que caíam em seu interior pereciam, destruíam-se, desapareciam da vida..." Examinando-se de perto a vida de Karl Marx e o posterior desenvolvimento do marxismo, tem-se a impressão de que o mesmo poderia ser dito dele, sem temor algum de exageros.
Intuindo o quanto a Rússia adotaria seus princípios, pouco antes de morrer Marx manifestava orgulho especial pela recepção de suas obras no país. Décadas mais tarde, o impressionante slogan soviético "Banir os capitalistas da terra e expulsar Deus do céu" não só confirmaria essa intuição, mas, principalmente, tornaria flagrante a missão do projeto marxista desde estados embrionários: destruir a fé em Deus. Em países como o Brasil, essa anti-religiosidade tem sido amenizada para passar a falsa impressão de um comunismo mais conforme à necessidade humana de transcendência, algo indissociável de nossa cultura. No entanto, as duas histórias de Karl Marx – a de sua vida e a de suas idéias – são reveladoras do quanto marxismo e demonismo se entralaçam inequivocamente. É estudar para saber.
Fontes:
. Alliyueva, Svetlana. Vinte cartas a um amigo: as memórias da filha de Stálin . Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1967.
. Johnson, Paul. Os intelectuais. Rio de Janeiro, Imago, 1988, capítulo 3, p. 64 a 94.
. Wurmbrand, Richard. Marx & Satan. Living Sacrifice Book Co, 1986, capítulo 2, p. 20 a 35.
Leia também:
http://revista.libertaddigital.com/articulo.php/1276227483
http://www.vozmartir.org/catalogo/produto.asp?iType=19&offset=3
http://www.marianland.com/marx01.html
Estuprada e mal paga
Do blog JANER CRISTALDO
Para fazer pensar quem ainda acha que devemos algum respeito maior aos muçulmanos do que a nós mesmos e à nossa cultura ocidental...
Uma mulher estuprada quatorze vezes por um grupo de homens foi condenada a duzentas chibatadas e seis meses de prisão por uma corte de apelação na Arábia Saudita. A justificativa da sentença foi a vítima ter infringido as leis de segregação sexual no país e tentar chamar a atenção da mídia para o caso. É o que nos dizem os jornais de hoje.
A mulher de 19 anos foi violentada, há um ano e meio, por homens de uma tribo sunita na cidade de Al-Qatif, região leste da Arábia Saudita. Inicialmente, os estupradores foram condenados a cinco anos de prisão. A vítima, que havia estado no carro de um homem desconhecido antes do ataque, recebeu uma pena de 90 chibatadas. Quando a mulher recorreu da sentença, foi acusada pelos juízes de tentar influenciar a decisão da corte através da mídia. Por isso, sua pena mais do que dobrou, chegando a duzentas chibatadas mais a prisão.
Sete homens sunitas foram considerados culpados pelo crime. A Arábia Saudita veta qualquer tipo de associação entre homens e mulheres não relacionados entre si. Além disto, em pleno século XXI, proibe que mulheres dirijam e as obriga a se cobrirem dos pés à cabeça. Os juízes decidiram punir a vítima porque ela teria tentado influenciar o poder judiciário pela mídia. O advogado da vítima foi suspenso do caso, teve sua licença confiscada e enfrenta processo disciplinar. Ou seja, você é violentada e não tem sequer o direito de reclamar publicamente.
Mulheres estupradas e condenadas a duras penas nos países muçulmanos é um tipo de notícia que está virando monótono. Entidade alguma ligada à defesa dos tais de Direitos Humanos denuncia a Arábia Saudita junto a tribunais internacionais por crimes contra a humanidade.
A Arábia Saudita tem petróleo para dar e vender.
Para fazer pensar quem ainda acha que devemos algum respeito maior aos muçulmanos do que a nós mesmos e à nossa cultura ocidental...
Uma mulher estuprada quatorze vezes por um grupo de homens foi condenada a duzentas chibatadas e seis meses de prisão por uma corte de apelação na Arábia Saudita. A justificativa da sentença foi a vítima ter infringido as leis de segregação sexual no país e tentar chamar a atenção da mídia para o caso. É o que nos dizem os jornais de hoje.
A mulher de 19 anos foi violentada, há um ano e meio, por homens de uma tribo sunita na cidade de Al-Qatif, região leste da Arábia Saudita. Inicialmente, os estupradores foram condenados a cinco anos de prisão. A vítima, que havia estado no carro de um homem desconhecido antes do ataque, recebeu uma pena de 90 chibatadas. Quando a mulher recorreu da sentença, foi acusada pelos juízes de tentar influenciar a decisão da corte através da mídia. Por isso, sua pena mais do que dobrou, chegando a duzentas chibatadas mais a prisão.
Sete homens sunitas foram considerados culpados pelo crime. A Arábia Saudita veta qualquer tipo de associação entre homens e mulheres não relacionados entre si. Além disto, em pleno século XXI, proibe que mulheres dirijam e as obriga a se cobrirem dos pés à cabeça. Os juízes decidiram punir a vítima porque ela teria tentado influenciar o poder judiciário pela mídia. O advogado da vítima foi suspenso do caso, teve sua licença confiscada e enfrenta processo disciplinar. Ou seja, você é violentada e não tem sequer o direito de reclamar publicamente.
Mulheres estupradas e condenadas a duras penas nos países muçulmanos é um tipo de notícia que está virando monótono. Entidade alguma ligada à defesa dos tais de Direitos Humanos denuncia a Arábia Saudita junto a tribunais internacionais por crimes contra a humanidade.
A Arábia Saudita tem petróleo para dar e vender.
Múmias temem virar pó ou porque Luis Fernado Veríssimo é um #$%@&¨##%¨#, nada mais, nada menos...
Do blog do JANER CRISTALDO
Para quem acha que esta pessoa que sempre deu ao cheiro das fezes um certo "ar de perfume", leiam esta...
Luis Fernando Verissimo, ao que tudo indica, ainda deve estar em estado de choque com a reportagem de Veja sobre os 40 anos da morte de Che Guevara. A bem da verdade, até eu estou perplexo. Pois nestas últimas quatro décadas as redações sempre esteve dominada pelas esquerdas, até mesmo em jornais tidos como de direita. A reportagem de Veja rompeu com meio século de silêncio em torno aos assassinatos do bandoleiro argentino.
Eu, no entanto, estou agradavelmente perplexo. Não é o caso de Verissimo. Em entrevista aberta à platéia, ontem, no Memorial da América Latina, o escritor analisou a mudança ideológica dos jornalistas. E desenvolveu uma bizarra teoria para explicá-la:
- Antigamente, as redações tinham máquinas de escrever. Era um barulho infernal. Tenho até uma teoria para explicar essa mudança da esquerda para a direita nas redações. Nos últimos anos, os jornais e as revistas brasileiras deram uma guinada à direita. Mas, quando comecei no jornalismo, todos nós éramos de esquerda. A gente aceitava o fato de ser direita quando era do editor pra cima. Hoje, é o contrário. Do editor pra baixo, os jornalistas preferem ser de direita. Isso tem muito a ver com a mudança das máquinas de escrever para os computadores. Como as redações eram barulhentas e agitadas, os jornalistas se identificavam mais com os trabalhadores das fábricas. Hoje, com os computadores, as redações parecem bancos. Limpas, aquele silêncio... Sei que é uma teoria meio forçada...
Ou seja, a máquina de escrever induz a uma produção de jornalismo de esquerda. Já o computador, este leva os profissionais a um pensamento de direita. Vou até dar uma achega à teoria do cronista. Vai ver que isto ocorre porque os computadores são basicamente um produto do imperialismo ianque. Provavelmente vêm com algum vírus embutido que empurra o pensamento do jornalista para a destra. Fossem os PCs um achado da finada União Soviética, provavelmente só produziriam textos de sinistra.
O mundo mudou e o cronista não viu. Com a queda do Muro, o desmoronamento da URSS e a penúria de Cuba, o comunismo virou mala-sem-alça. Antes de 90, existia ainda uma poderosa máquina publicitária que mantinha em formol um cadáver já rumo à putrefação. No Ocidente – confortavelmente distanciado daquelas tiranias – não faltavam intelectuais que faziam carreira e fortuna em cima dos “nobres ideais” do socialismo. Em verdade, os ideais não deixavam de ser nobres. Os métodos é que eram vis e tirânicos.
A massa de informações que está vindo à tona com a abertura dos arquivos de antigos países comunistas não mais permite absolver tiranos como Stalin, Lênin, Mao, Hodja, Ceaucescu, Pol Pot. Quem, há 50 anos, ousaria acusar estes assassinos de assassinos. Houve escritores corajosos, é verdade, já nos anos 30, que ousaram denunciar os crimes do stalinismo. Mas foram apedrejados pela imprensa internacional e tidos como inimigos da humanidade. Hoje, estão surgindo excelentes biografias destes ditadores e seus massacres não podem mais ser ignorados.
Verissimo se diz um gaúcho desnaturado, que não gosta de lembrar da última vez em que montou num cavalo. Antes continuasse montando cavalos e não tivesse feito carreira montado no pensamento assassino que dominou o século passado. Costumo afirmar que múmia não se dobra. Se dobrar, se esfarela. Múmias como Veríssimo, Niemeyer, Ariano Suassuna, Zuenir Ventura, Carlos Heitor Cony continuarão sempre cultuando – aberta ou secretamente – o Paizinho dos Povos. É claro que Verissimo não pode conferir razão a estes novos jornalistas, que ele qualifica como de direita. Dar-lhes razão equivaleria a afirmar: tudo o que escrevi é lixo. Um jovem ainda tem tempo pela frente para chegar a esta constatação. Um macróbio, não.
Mas a constatação do cronista é reconfortante. Como pessoa ligada aos meios de comunicação, está sentindo que sua era morreu junto com o stalinismo. Restam focos da infecção mundo afora, é verdade. Mas marxismo é bandeira que não mais se sustenta.
Os jovens que hoje escrevem nas redações de jornais, sem estarem atados a uma carreira ou obras escoradas no totalitarismo, renderam-se finalmente ao óbvio. Múmia que é múmia não se rende. Arrisca virar pó.
Para quem acha que esta pessoa que sempre deu ao cheiro das fezes um certo "ar de perfume", leiam esta...
Luis Fernando Verissimo, ao que tudo indica, ainda deve estar em estado de choque com a reportagem de Veja sobre os 40 anos da morte de Che Guevara. A bem da verdade, até eu estou perplexo. Pois nestas últimas quatro décadas as redações sempre esteve dominada pelas esquerdas, até mesmo em jornais tidos como de direita. A reportagem de Veja rompeu com meio século de silêncio em torno aos assassinatos do bandoleiro argentino.
Eu, no entanto, estou agradavelmente perplexo. Não é o caso de Verissimo. Em entrevista aberta à platéia, ontem, no Memorial da América Latina, o escritor analisou a mudança ideológica dos jornalistas. E desenvolveu uma bizarra teoria para explicá-la:
- Antigamente, as redações tinham máquinas de escrever. Era um barulho infernal. Tenho até uma teoria para explicar essa mudança da esquerda para a direita nas redações. Nos últimos anos, os jornais e as revistas brasileiras deram uma guinada à direita. Mas, quando comecei no jornalismo, todos nós éramos de esquerda. A gente aceitava o fato de ser direita quando era do editor pra cima. Hoje, é o contrário. Do editor pra baixo, os jornalistas preferem ser de direita. Isso tem muito a ver com a mudança das máquinas de escrever para os computadores. Como as redações eram barulhentas e agitadas, os jornalistas se identificavam mais com os trabalhadores das fábricas. Hoje, com os computadores, as redações parecem bancos. Limpas, aquele silêncio... Sei que é uma teoria meio forçada...
Ou seja, a máquina de escrever induz a uma produção de jornalismo de esquerda. Já o computador, este leva os profissionais a um pensamento de direita. Vou até dar uma achega à teoria do cronista. Vai ver que isto ocorre porque os computadores são basicamente um produto do imperialismo ianque. Provavelmente vêm com algum vírus embutido que empurra o pensamento do jornalista para a destra. Fossem os PCs um achado da finada União Soviética, provavelmente só produziriam textos de sinistra.
O mundo mudou e o cronista não viu. Com a queda do Muro, o desmoronamento da URSS e a penúria de Cuba, o comunismo virou mala-sem-alça. Antes de 90, existia ainda uma poderosa máquina publicitária que mantinha em formol um cadáver já rumo à putrefação. No Ocidente – confortavelmente distanciado daquelas tiranias – não faltavam intelectuais que faziam carreira e fortuna em cima dos “nobres ideais” do socialismo. Em verdade, os ideais não deixavam de ser nobres. Os métodos é que eram vis e tirânicos.
A massa de informações que está vindo à tona com a abertura dos arquivos de antigos países comunistas não mais permite absolver tiranos como Stalin, Lênin, Mao, Hodja, Ceaucescu, Pol Pot. Quem, há 50 anos, ousaria acusar estes assassinos de assassinos. Houve escritores corajosos, é verdade, já nos anos 30, que ousaram denunciar os crimes do stalinismo. Mas foram apedrejados pela imprensa internacional e tidos como inimigos da humanidade. Hoje, estão surgindo excelentes biografias destes ditadores e seus massacres não podem mais ser ignorados.
Verissimo se diz um gaúcho desnaturado, que não gosta de lembrar da última vez em que montou num cavalo. Antes continuasse montando cavalos e não tivesse feito carreira montado no pensamento assassino que dominou o século passado. Costumo afirmar que múmia não se dobra. Se dobrar, se esfarela. Múmias como Veríssimo, Niemeyer, Ariano Suassuna, Zuenir Ventura, Carlos Heitor Cony continuarão sempre cultuando – aberta ou secretamente – o Paizinho dos Povos. É claro que Verissimo não pode conferir razão a estes novos jornalistas, que ele qualifica como de direita. Dar-lhes razão equivaleria a afirmar: tudo o que escrevi é lixo. Um jovem ainda tem tempo pela frente para chegar a esta constatação. Um macróbio, não.
Mas a constatação do cronista é reconfortante. Como pessoa ligada aos meios de comunicação, está sentindo que sua era morreu junto com o stalinismo. Restam focos da infecção mundo afora, é verdade. Mas marxismo é bandeira que não mais se sustenta.
Os jovens que hoje escrevem nas redações de jornais, sem estarem atados a uma carreira ou obras escoradas no totalitarismo, renderam-se finalmente ao óbvio. Múmia que é múmia não se rende. Arrisca virar pó.
Da estrada às linhas telefônicas, passando pelos "orkuts" da vida, tudo que fazemos envolve alguma rede
Do blog TUBO DE ENSAIOS
Achei esse vídeo hoje (abaixo), num texto da coluna Sociedade em Rede, do Le Monde Diplomatique, assinado por Dalton Martins e Hernani Dimantas, de titulo "Construções inteligentes e transformação do mundo":
O vídeo da Common Craft (www.commoncraft.com/show) me causou a seguinte sensação: podemos ficar reclamando das novas tecnologias e das novas formas de se relacionar, dizendo que no passado era assim, muito melhor. Podemos até mesmo não aderir a elas.
Mas podemos também escolher as formas como utilizaremos esse universo, ter acesso a uma infinita gama de informações valiosas, como aqueles filmes antigos que você não acha em lugar nenhum, trechos daquele livro que você precisa citar e já não é mais editado, ouvir aquela banda gaúcha que não toca nas rádios.
Hoje não é necessário ser cineasta para fazer um filme, ou ser jornalista para escrever matérias ou textos. A internet nos oferece recursos cada vez mais avançados para que descubramos o artista e a opinião que existe em cada um de nós (o tubodeensaios é um desses casos).
Achei esse vídeo hoje (abaixo), num texto da coluna Sociedade em Rede, do Le Monde Diplomatique, assinado por Dalton Martins e Hernani Dimantas, de titulo "Construções inteligentes e transformação do mundo":
O vídeo da Common Craft (www.commoncraft.com/show) me causou a seguinte sensação: podemos ficar reclamando das novas tecnologias e das novas formas de se relacionar, dizendo que no passado era assim, muito melhor. Podemos até mesmo não aderir a elas.
Mas podemos também escolher as formas como utilizaremos esse universo, ter acesso a uma infinita gama de informações valiosas, como aqueles filmes antigos que você não acha em lugar nenhum, trechos daquele livro que você precisa citar e já não é mais editado, ouvir aquela banda gaúcha que não toca nas rádios.
Hoje não é necessário ser cineasta para fazer um filme, ou ser jornalista para escrever matérias ou textos. A internet nos oferece recursos cada vez mais avançados para que descubramos o artista e a opinião que existe em cada um de nós (o tubodeensaios é um desses casos).
A Múmia, o Cínico e o Psicopata
Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Ipojuca Pontes em 19 de novembro de 2007
© 2007 MidiaSemMascara.org
Resumo: Eles são hoje, na América Latina, os agentes do mal. Os três atuam em conjunto, dia e noite, sem descanso. Eles são: a Múmia, o Cínico e o Psicopata.
Eles são hoje, na América Latina, os agentes do mal. Os três atuam em conjunto, dia e noite, sem descanso. Eles são: a Múmia, o Cínico e o Psicopata. Embora muitos ignorem, o fato é que o casamento da Múmia com o Cínico - firmado durante a primeira reunião do Foro de São Paulo em 1990, logo depois da derrocada da União Soviética - gerou a figura do Psicopata, um tipo cujo estado mental, caracterizadamente doentio, transformou-se num completo Sociopata.
A Múmia, sobrevivente em estado de aguda morbidez, em vez de se decompor pela putrefação, enrijeceu os tecidos do corpo descarnado levado pelo desejo de contaminar o mundo à sua volta com o vírus do mal. Tal qual Satã na tradição primitiva, a Múmia procura há meio século, travestido de anjo, semear o ódio na alma dos seus contemporâneos, sempre querendo impor sua vontade insana. Seu vício predileto é o trovejar loas à “la revolución”, de per si um embuste falacioso, que serve, no máximo - em nome de um amanhã hipotético -, de ferramenta para tornar a escassa luminosidade do presente na absoluta escuridão do porvir.
Com efeito, prometendo ao seu povo um mundo de glória, riqueza e liberdade, a Múmia terminou por reduzi-lo ao mais lastimável patamar de desgraça, miséria e escravidão. Do seu reino, transformado em ilha-cárcere banhada de sangue por todos os lados, poucos podem sair, salvo os apaniguados da corte que se louva comunista. Os que procuram escapar do seu paraíso infernal, saturados de promessas que nunca se cumprem, logo se tornam parias ou prisioneiros levados à morte pela tortura, vergonha, inanição ou o “paredón”. Sim, com a Múmia, ao contrário do que ensina Jesus Cristo, não há remissão.
O “companheiro de viagem” mais antigo da Múmia é, no espaço continental, a figura do Cínico. De fato, os dois se entendem admiravelmente bem. Quando juntos, o Cínico chora nos braços da Múmia e a Múmia, por sua vez, sempre leva “algum” da algibeira do Cínico. E embora os métodos do Cínico, à frente do seu desditoso reino, sejam aparentemente menos virulentos, os seus objetivos são idênticos aos da Múmia. Pela ordem, o Cínico deseja: apropriar-se do aparelho estatal; permanecer eternamente no poder; “recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”; aumentar a carga tributária; gozar à tripa forra os infinitos privilégios do poder sustentados pelo suor da patuléia ignara.
Para conquistar tais objetivos, que em parte já os atingiu, o Cínico tem se mostrado competente. Diga o que se disser, assessorado por uma trupe bem escolada, regado à Romanée-Conti (R$ 11 mil, a garrafa), ele topa qualquer parada: diz uma coisa agora, desmente amanhã, inverte, subverte, tripudia, fecha os olhos, os ouvidos - e vai adiante com o projeto de viabilizar, ao lado da Múmia e do Psicopata (vá lá, Sociopata), a Pátria Grande – que outra coisa não é se não a tenebrosa União das Repúblicas Socialistas da América Latina.
Malandro esperto, o Cínico proclama que é contra o exercício de um terceiro mandato presidencial e se diz solidário à ordem democrática. Mas, intramuros, por debaixo do pano, permite que cupinchas e aliados políticos articulem emenda constitucional que autoriza o presidente a promover plebiscito nacional para regulamentar mais de uma reeleição. Todavia, vez por outra, sem temer a oposição (da qual zomba às claras) no seu jogo de puxa-encolhe, o Cínico não se faz de rogado e mostra a que veio. Por exemplo: em entrevista concedida à imprensa argentina, foi explicito: “Eu e o Chávez estamos na mesma corrida. Ele corre numa Ferrari a 200 km enquanto eu corro num fusca a 60 km, tendo em vista as diferenças das relações surgidas em nossos países”.
Peça de um matreiro balão-de-ensaio, fiel cumpridor das resoluções aprovadas anualmente por 180 organizações esquerdistas no Foro de São Paulo (e na grana fácil que o petróleo lhe empurra), o Psicopata não mede palavras ou gestos ao executar o papel para o qual foi concebido: o de se portar como ponta-de-lança da nova revolução comunista na América Latina.
Herdeiro de Satã, o Psicopata passa o seu rolo compressor totalitário por cima de tudo e de todos. Em âmbito interno, dentro do próprio feudo, prende e arrebenta os antagonistas, aniquila a liberdade de expressão, controla a Assembléia Nacional, domina o sistema judiciário e cala a imprensa.
Sua última façanha, depois da pretensão de estabelecer o fim do limite para as reeleições presidenciais, é a criação de cinco novos tipos de propriedade, a vigorar na constituição “bolivariana” da Venezuela: 1) a social, pertencente ao povo e controlada pelo estado; 2) a coletiva, pertencente a grupos sociais ou comunitários, mas sob o controle do estado; 3) a mista, com participação do setor privado e do estado, mas sob o controle deste; 4) a pública, administrada pelo governo; 5) a privada, que poderá ser confiscada quando afetar os direitos de terceiros ou da sociedade. De quebra, a pretexto de enfrentar uma imaginária “invasão ianque”, o Psicopata parte para a corrida armamentista, com gastos acima de U$ 10 bilhões na compra de armas e aviões russos, cujo objetivo real é abastecer às FARC e desestabilizar a Colômbia.
O filho do escritor peruano Vargas Llosa, Álvaro, numa entrevista concedida à Veja, divide entre “carnívoros” e “vegetarianos” os integrantes da esquerda revolucionária na América Latina. Para ele, a Múmia e o Psicopata seriam “carnívoros”, enquanto o Cínico, mais light, não passaria de “vegetariano” – um risco, portanto, tolerável. Bobagem. Álvaro Llosa, como o próprio pai, está por fora. O Psicopata, rebento dileto da Múmia e do Cínico, funciona no esquema como um chamariz. Como diria a Múmia, não se faz revolução no pedaço sem se contar com a adesão do Cínico e seu país continental.
por Ipojuca Pontes em 19 de novembro de 2007
© 2007 MidiaSemMascara.org
Resumo: Eles são hoje, na América Latina, os agentes do mal. Os três atuam em conjunto, dia e noite, sem descanso. Eles são: a Múmia, o Cínico e o Psicopata.
Eles são hoje, na América Latina, os agentes do mal. Os três atuam em conjunto, dia e noite, sem descanso. Eles são: a Múmia, o Cínico e o Psicopata. Embora muitos ignorem, o fato é que o casamento da Múmia com o Cínico - firmado durante a primeira reunião do Foro de São Paulo em 1990, logo depois da derrocada da União Soviética - gerou a figura do Psicopata, um tipo cujo estado mental, caracterizadamente doentio, transformou-se num completo Sociopata.
A Múmia, sobrevivente em estado de aguda morbidez, em vez de se decompor pela putrefação, enrijeceu os tecidos do corpo descarnado levado pelo desejo de contaminar o mundo à sua volta com o vírus do mal. Tal qual Satã na tradição primitiva, a Múmia procura há meio século, travestido de anjo, semear o ódio na alma dos seus contemporâneos, sempre querendo impor sua vontade insana. Seu vício predileto é o trovejar loas à “la revolución”, de per si um embuste falacioso, que serve, no máximo - em nome de um amanhã hipotético -, de ferramenta para tornar a escassa luminosidade do presente na absoluta escuridão do porvir.
Com efeito, prometendo ao seu povo um mundo de glória, riqueza e liberdade, a Múmia terminou por reduzi-lo ao mais lastimável patamar de desgraça, miséria e escravidão. Do seu reino, transformado em ilha-cárcere banhada de sangue por todos os lados, poucos podem sair, salvo os apaniguados da corte que se louva comunista. Os que procuram escapar do seu paraíso infernal, saturados de promessas que nunca se cumprem, logo se tornam parias ou prisioneiros levados à morte pela tortura, vergonha, inanição ou o “paredón”. Sim, com a Múmia, ao contrário do que ensina Jesus Cristo, não há remissão.
O “companheiro de viagem” mais antigo da Múmia é, no espaço continental, a figura do Cínico. De fato, os dois se entendem admiravelmente bem. Quando juntos, o Cínico chora nos braços da Múmia e a Múmia, por sua vez, sempre leva “algum” da algibeira do Cínico. E embora os métodos do Cínico, à frente do seu desditoso reino, sejam aparentemente menos virulentos, os seus objetivos são idênticos aos da Múmia. Pela ordem, o Cínico deseja: apropriar-se do aparelho estatal; permanecer eternamente no poder; “recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”; aumentar a carga tributária; gozar à tripa forra os infinitos privilégios do poder sustentados pelo suor da patuléia ignara.
Para conquistar tais objetivos, que em parte já os atingiu, o Cínico tem se mostrado competente. Diga o que se disser, assessorado por uma trupe bem escolada, regado à Romanée-Conti (R$ 11 mil, a garrafa), ele topa qualquer parada: diz uma coisa agora, desmente amanhã, inverte, subverte, tripudia, fecha os olhos, os ouvidos - e vai adiante com o projeto de viabilizar, ao lado da Múmia e do Psicopata (vá lá, Sociopata), a Pátria Grande – que outra coisa não é se não a tenebrosa União das Repúblicas Socialistas da América Latina.
Malandro esperto, o Cínico proclama que é contra o exercício de um terceiro mandato presidencial e se diz solidário à ordem democrática. Mas, intramuros, por debaixo do pano, permite que cupinchas e aliados políticos articulem emenda constitucional que autoriza o presidente a promover plebiscito nacional para regulamentar mais de uma reeleição. Todavia, vez por outra, sem temer a oposição (da qual zomba às claras) no seu jogo de puxa-encolhe, o Cínico não se faz de rogado e mostra a que veio. Por exemplo: em entrevista concedida à imprensa argentina, foi explicito: “Eu e o Chávez estamos na mesma corrida. Ele corre numa Ferrari a 200 km enquanto eu corro num fusca a 60 km, tendo em vista as diferenças das relações surgidas em nossos países”.
Peça de um matreiro balão-de-ensaio, fiel cumpridor das resoluções aprovadas anualmente por 180 organizações esquerdistas no Foro de São Paulo (e na grana fácil que o petróleo lhe empurra), o Psicopata não mede palavras ou gestos ao executar o papel para o qual foi concebido: o de se portar como ponta-de-lança da nova revolução comunista na América Latina.
Herdeiro de Satã, o Psicopata passa o seu rolo compressor totalitário por cima de tudo e de todos. Em âmbito interno, dentro do próprio feudo, prende e arrebenta os antagonistas, aniquila a liberdade de expressão, controla a Assembléia Nacional, domina o sistema judiciário e cala a imprensa.
Sua última façanha, depois da pretensão de estabelecer o fim do limite para as reeleições presidenciais, é a criação de cinco novos tipos de propriedade, a vigorar na constituição “bolivariana” da Venezuela: 1) a social, pertencente ao povo e controlada pelo estado; 2) a coletiva, pertencente a grupos sociais ou comunitários, mas sob o controle do estado; 3) a mista, com participação do setor privado e do estado, mas sob o controle deste; 4) a pública, administrada pelo governo; 5) a privada, que poderá ser confiscada quando afetar os direitos de terceiros ou da sociedade. De quebra, a pretexto de enfrentar uma imaginária “invasão ianque”, o Psicopata parte para a corrida armamentista, com gastos acima de U$ 10 bilhões na compra de armas e aviões russos, cujo objetivo real é abastecer às FARC e desestabilizar a Colômbia.
O filho do escritor peruano Vargas Llosa, Álvaro, numa entrevista concedida à Veja, divide entre “carnívoros” e “vegetarianos” os integrantes da esquerda revolucionária na América Latina. Para ele, a Múmia e o Psicopata seriam “carnívoros”, enquanto o Cínico, mais light, não passaria de “vegetariano” – um risco, portanto, tolerável. Bobagem. Álvaro Llosa, como o próprio pai, está por fora. O Psicopata, rebento dileto da Múmia e do Cínico, funciona no esquema como um chamariz. Como diria a Múmia, não se faz revolução no pedaço sem se contar com a adesão do Cínico e seu país continental.
Calamos o Crime Organizado, ou ele nos enterra
Do blogo ALERTA TOTAL
Domingo, Novembro 18, 2007
Por Jorge Serrão
“O modelo de jornalismo praticado pela televisão está acabando com o que resta do jornalismo de verdade”. Foi a dura constatação que ouvi de uma jornalista, enquanto devorava um pratão de angu com galinha – perfeito para minha dieta que começa toda segunda-feira e acaba no mesmo dia. Além de indigesto, parcial, desinformativo e cheio de “acertos” comerciais, políticos ou ideológicos, o jornalismo tupiniquim comete o pecado mortal de praticar a auto-censura e de omitir muitas verdades objetivas que impedem a opinião pública de entender o Brasil.
O crime é grave! Só há dois motivos para que os fatos não sejam noticiados objetivamente, como eles são: ou por ignorância, ou por “filhadaputice” editorial. Não dá para saber o que é pior. A burrice ou a sacanagem jornalísticas. Ambas são escatológicas. Emanam das verdadeiras latrinas em que se transformaram alguns veículos de comunicação. O jornalismo brasileiro fede. Ao indefeso consumidor de notícias, fica a impressão de que muitos jornalistas andam raciocinando com o intestino. Isso quando o cheiro de “jabá” não incomoda mais que a estultice. Para explicar tal fenômeno, deixemos de lado os entretantos e vamos direto aos finalmentes – como bem diria o lendário alcaide de Sucupira, o “Bem Amado” Odorico Paraguaçu.
Primeiro problema objetivo. Nossa mídia não explica o que acontece em nossa economia. Ou porque seus jornalistas não sabem. Ou porque não pode. Ou porque não quer. Não esclarece como o Brasil está sendo vendido, gradualmente, para o grande capital especulativo internacional (controlado a partir da City de Londres – o famoso centro financeiro inglês que existe desde o distante ano da graça de 1189). Os ingleses inventaram seu centro financeiro antes até do Capitalismo. Não é à toa que eles detêm a “tecnologia para o exercício do Poder Mundial”.
A City conta com a maior carteira de empréstimos internacionais, com mais de 5 trilhões de libras esterlinas em ativos. Movimenta US$ 643 bilhões diários em derivativos de balcão (42% do mercado mundial). A City também gira US$ 753 bilhões diários em câmbio de moeda estrangeira (31% do movimento mundial). É responsável por 70% dos eurobonds negociados. A City tem 519 empresas listadas na sua Bolsa de Londres. O atual dirigente da City é Lord Mayor John Stuttard, que recentemente visitou o Brasil para amarrar importantes negócios, como a desmutualização (abertura de capital) da Bolsa de Valores de São Paulo (já concluída) e da Bolsa de Mercadorias & Futuros – a BM&F (em andamento).
Tem jornalista inocente ou ignorante que prefere não acreditar na existência de uma Oligarquia Financeira Transnacional que controla o mundo capitalista, patrocinando seus diferentes grupos de poder. São eles: O Clube Bilderberg, a Comissão Trilateral, a Mesa Redonda, o Centro Tricontinental, o Conselho de Relações Internacionais (CFR, sigla de Council on Foreign Relations) ou o Consenso de Washington (que é pilotado de fora para dentro dos EUA). Os comandantes do processo são as tradicionais monarquias européias. Seus banqueiros amestrados assumem o papel de “controladores” ou reguladores do mundo capitalista.
Sob o comando dos banqueiros internacionais, a partir da City de Londres, também formam a rede universal do Poder Real Mundial: A Comissão Européia, as Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, o Bank for International Settlements (BIS – o banco Central dos Bancos Centrais), além dos bancos centrais privados dos Inglaterra e dos EUA, o Bank of England e o Federal Reserve, entre tantas outras entidades corporativo-financeiro-estatais.
Entender como funciona o mundo real é fundamental. Os cidadãos esclarecidos precisam sair da ignorância e conhecer os reais inimigos de nosso povo e do nosso desenvolvimento. Devem saber que o mundo globalizado é controlado por um “governo secreto” que atua nas sombras. Tal “governo” é exercido por poderosos grupos econômicos que formam uma Oligarquia Financeira Transnacional.
Seu dogma é a “globalização inevitável”. Sua verdadeira ideologia é a “moeda única”. Sua verdadeira paixão é o “poder pelo poder”. Seu consenso virtual se baseia na tese pretensiosa de que tudo que é bom para os grandes conglomerados financeiros ou empresariais é bom para todos. Não é e nem pode ser. Para eles, os Estados nacionais só servem como focos de exploração! Seus povos, idem. Eis a ilusão vendida pelo “globalitarismo” (mistura de Globalização com totalitarismo).
Conceitualmente, a globalização é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural e espacial dos países, a partir do final do século 20. O principal objetivo da idéia de globalização é inviabilizar o processo natural dos Estados Nacionais. O ideal globalizante é um mundo com nações obedecendo a um “governo mundial”. Na verdade, a Globalização é o novo nome dado ao velho termo “Imperialismo”. A principal característica da globalização é a homogeneização das idéias e dos centros urbanos. O mundo vira Transnacional. Mas a periferia continua periferia. Sorry, periferia...
No mundo globalizado, assistimos à expansão das corporações para regiões fora de seus núcleos geopolíticos, a revolução tecnológica nas comunicações e na eletrônica, e a reorganização geopolítica do mundo em blocos comerciais regionais (não mais apenas ideológicos, como nos tempos da ilusória bi-polaridade entre os Estados Unidos da América e a falecida União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Tudo sob a égide de uma “cultura de massas” supostamente “universal”.
“O Estado brasileiro está sendo dirigido por atores políticos que não têm condições de se apresentar clara e diretamente à sociedade, porque respondem aos interesses do capital transnacional instalado no País”. Foi o que escreveu, em 1990, no livrinho “Como Fazer Análise de Conjuntura”, o sociólogo Herbert de Sousa, o Betinho, homem de esquerda, que na década de 60 fez parte dos famosos “grupo dos 11” de Leonel Brizola, mas que ficou mais conhecido por ser um hemofílico, irmão do Henfil, e por ter liderado a campanha da Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria, na década de 80, até sua morte, em 9 de agosto de 1997.
Mesma análise feita, muitos anos depois, pelo economista Adriano Benayon em seu imperdível livro “Globalização versus Desenvolvimento”: “As dependências política e cultural são alimentadas pelo marketing, pelo falso entretenimento, pela desinformação, que têm minado os valores éticos, de família e nacionais, essenciais à vida em sociedade e à coesão e solidariedade sociais. Ademais, as dificuldades materiais causadas pelo modelo dependente arrastaram dezenas de milhões à virtual indigência e à promiscuidade”.
Benayon quer dizer, simplesmente, que, neste mundo globalizado, os meios de comunicação seguem a lógica das grandes empresas transnacionais. Preocupam-se mais com as regras comerciais do mercado que com o desenvolvimento da comunicação humana, a busca da verdade objetiva e a imparcialidade da informação. Na realidade, os meios de informação desinformam. Sua missão principal não é informar. Mas sim comercializar a difusão da informação. No mercado capitalista global (sem trocadilho infame), a informação é um bem que circula na forma de mercadoria (com valores de uso e troca).
Os grupos de poder defendem e patrocinam a veiculação de notícias que influenciam o mundo político, a economia e o cidadão comum. O interesse dos controladores é usar a mercadoria informação para controlar, manipular ou dominar, lucrando cada vez mais com essa operação. O Brasil é influenciado pelo modelo e pelo conteúdo da mídia anglo e norte-americana. Além disto, é evidente a subserviência das empresas de comunicação “brasileiras” às grandes contas de publicidade das empresas ligadas à oligarquia financeira transnacional, além da crônica dependência às verbas oficiais ou aos favores burocráticos e fiscais dos diferentes governos (do crime organizado).
A mídia não tem independência. Um fato objetivo é que o Poder Real das Oligarquias Transnacionais interfere na gestão e no conteúdo dos meios de comunicação brasileiros. Não é à toa que a nossa mídia oligárquica e amestrada não só faz parte da “elite” globalizante, como se sente parte importante dela. A concentração empresarial no mercado nacional de comunicação contribui para isto. Aqui, apenas dez empresas, juntas, controlam virtualmente tudo o que se vê, se escuta e se lê no País.
Conceitualmente, o fenômeno é fácil de explicar. A mídia é o veículo simbólico através do qual o jogo de oferta e procura de bens controla a população pela via do apelo ao consumo. A ação midiática sobre a vontade das pessoas é tão grande que o apelo degenera em consumismo. Além do apelo direto ao consumo – que é conatural ao processo de marketing, publicidade e propaganda -, a mídia funciona como um dos principais e mais importantes agentes de influência em favor da oligarquia que nos controla externamente e internamente.
Somos bombardeados por idéias, conceitos, ideologias, ideocracias, regras ou leis “fora do lugar” - pois não são aplicáveis à nossa realidade. Entenda-se por ideologia "um conjunto de idéias, pensamentos, doutrinas e visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas". Já as Ideocracias são os modelos ideológicos aplicados na prática para a conquista e manutenção do poder. As ideocracias querem o Poder – que é uma concentração de forças e energias para concretizar um determinado objetivo. “O Poder é a máquina que movimenta a História” – como bem define um dos papas do marketing político Gaudêncio Torquato.
Os meios de comunicação são hoje as armas ideológicas ou ideocráticas mais eficazes. A oligarquia patrocina seus ideólogos ou ideocratas para que promovam pelo menos quatro instrumentos básicos de controle, dominação ou manipulação. 1) As ideologias ou ideocracias (que vendem pretensas soluções, felicidade, sonho e utopia); 2) As diferenças (sejam regionais, econômicas, sociais, religiosas, raciais, etc); 3) A violência e sua evolução radical: o terrorismo. 4) As legislações ou regras “globais”. A mídia colabora para a difusão e consolidação destas quatro frentes de controle, dominação e manipulação.
Benjamim Disraeli, ex-Primeiro-Ministro inglês, cometeu a sinceridade de ressaltar, certa feita, que “o mundo é governado por indivíduos muito diferentes do que pensam os que não estão nos bastidores”. O sábio Disraeli quis dizer que, no mundo globalizado, a realidade do Poder é exercida por poucos que detêm a “tecnologia” e os meios necessários para operá-lo. Há mil anos, bem antes até do advento do Capitalismo, o poder real se concentra nas mãos de uma Oligarquia Financeira que acumulou, ao longo dos séculos, conhecimentos e recursos materiais para exercer o poder.
Os Estados Nacionais são manipulados e dominados pela minoria que detém o poder real mundial: a Oligarquia Financeira Transnacional. A Oligarquia Financeira Transnacional que governa realmente o mundo forma uma parceria com a classe política para garantir seu controle e domínio sobre as nações sem soberania, autodeterminação e independência. Nossos políticos profissionais são marionetes do Poder Mundial. Como agentes conscientes – ou raramente inconscientes -, eles servem àqueles que exercem o Governo Real do Mundo. E compram toda e qualquer idéia por eles vendida.
Os controladores são defensores históricos do chamado “socialismo Fabiano”. Trata-se de um socialismo utópico, de perfil elitista. O movimento tomou emprestado o nome de “Fábio”. Foi ele o general romano que enfrentou Aníbal e o conteve sem enfrentá-lo, aguardando o momento oportuno para a batalha. Os socialistas fabianos propõem a expansão das idéias socialistas através de uma paciente e progressiva instilação da ideologia socialista entre os círculos intelectuais e de poder. Tanto que o símbolo do socialismo Fabiano é uma “tartaruga”.
Aos controladores capitalistas interessa defender a tese de que o mundo caminha hoje para um Estado de Bem-Estar Socialista, ou social democrata evoluído, no qual serão recompensados os “escravos obedientes” e exterminados (ou anulados) os não-conformistas com a Nova Ordem Mundial (New Economic Order). Eles tentam vender a idéia de que a soberania supranacional de uma elite intelectual, juntamente com os principais banqueiros, é melhor que o “velho” anseio de autodeterminação nacional dos séculos passados. Patriotismo é coisa inútil, conforme tal visão de mundo.
Os socialistas fabianos patrocinam as aventuras do Foro de São Paulo (balaio de gato que junta partidos de esquerda com grupos narcoguerrilheiros na América Latina e Caribe, fundado, em 1990, pelo PT. Quem não leu ainda, veja o que está no site da nossa Presidência da República: http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc
Os controladores da economia mundial não jogam para perder. Recorde como os grupos de poder mundial se comportaram na última eleição presidencial brasileira, na qual Lula da Silva foi reeleito. Na eleição presidencial de 2006, os interesses dos controladores ficaram bem amarrados nos apoios de grandes grupos de poder internacionais aos principais candidatos. O Centro Tricontinental (sediado na Bélgica) jogou suas fichas em Lula e no time do Foro de São Paulo. Saiu vencedor. A Comissão Trilateral (também européia) apostou em Heloísa Helena. E o norte-americano CFR (Council on Foreign Relations), que opera o Diálogo Interamericano, fechou com Geraldo Alckmin. Ou seja, qualquer um que vencesse, estaria fechado com o esquema de poder mundial.
Dependendo do andar da carruagem mundial, o próximo candidato favorito a presidente do Brasil será o tucano Aécio Neves. O mineiro já foi eleito pelo grande capital inglês. Nada custa recordar. O tucano participou, no dia 16 de maio de 2004, de uma mega-festa na mansão inglesa dos Rotschild. O evento fechadíssimo era em homenagem ao empresário Mário Garnero, do grupo Brasilinvest - um banco de negócios que lidera cerca de US$ 3 bilhões de investimentos ao redor do mundo. Aécio Neves foi um dos coroados a ter o privilégio de entrar na famosa “Spencer House”, uma construção do século XVIII que pertence a Lorde Jacob Rothschild, usada apenas em ocasiões especiais. No encontro, o neto de Tancredo foi apresentado como “o futuro Presidente do Brasil”.
O Lord Rothschild considera Garnero “um de seus quatro filhos”. Aécio Neves presenciou o Lord erguendo taças de cristal para homenagear Garnero e ninguém menos que o ex-presidente dos EUA George Bush (pai do presidente dos EUA), no Great Room do andar superior da mansão histórica. O denominado banqueiro “controlador do mundo” opera com os políticos de diferentes tendências ideológicas da maneira que melhor lhe convém aos negócios. Há quem afirme que ele é um dos sustentáculos secretos do cubano Fidel Castro – que os EUA nunca conseguiram derrubar do poder e que fundou, junto com Lula, em 1990, o Foro de São Paulo, para “unir as esquerdas” no continente.
Pelo visto, as cúpulas das chamadas “esquerdas” são manobradas de forma idêntica às chamadas “direitas”, em nome de interesses maiores dos “negócios” mundiais. Neste processo, as ideologias são simples instrumentos de dominação. Um exemplo para deixar quem pensa o contrário com as barbas de molho. O principal acionista do jornal . “Libération” (símbolo da esquerda francesa, fundado por Jean Paul Sartre) é o banqueiro Edouard Rothschild.
Ano passado, em entrevista ao jornal britânico “The Independent”, Rothschild defendeu que “o Libération precisa de um novo começo, sob uma nova direção, a fim de reconquistar seu apelo junto aos jovens. Por isso, precisa ficar mais voltado para a esquerda, a fim de refletir as opiniões antiglobalização da maioria dos jovens franceses”. A Oligarquia que controla o capitalismo (e patrocina os “socialismos”), em grupos de poder já citados “pratrasmente” (como diria Mestre Odorico).
O Poder Real Mundial emprega quatro forças para exercer seu poder nas sociedades subdesenvolvidas. 1) Os Agentes de Influência: que são a Mídia, as ONGs, os Movimentos Populares e os Sindicatos; 2) O Partido Político no Poder (força motriz); 3) As Forças de Sustentação (o Governo Formal, através dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, englobando também o Ministério Público, a Máquina de Arrecadação, as Forças Policiais e as Forças Armadas). 4) As Forças Subterrâneas, promotoras de ações táticas criminosas.
O “quarto elemento” é formado pelas máfias que exploram diferentes negócios, pelas facções criminosas, por grupos paramilitares e por agentes terroristas preparados para ações de guerrilha urbana ou rural, com fins pretensamente “revolucionários”. O chamado quarto elemento parece a face mais visível do crime organizado. Mas é fundamental sempre destacar. Sem a presença da máquina do Estado, o crime não se organiza.
Quando essas quatro forças formam uma aliança sistêmica com o aparelho do Estado forma-se o Governo do Crime Organizado. A regra é clara e simples. Governo do Crime Organizado é a associação, para fins delitivos, entre as classes política e empresarial, membros dos três poderes (Executivo, legislativo e Judiciário) e agentes marginais de toda espécie, com a finalidade de usurpar o poder estatal, praticando o roubo, a corrupção, a violência e o terror. O crime organizado é um dos fatores de contenção das potencialidades de uma Nação. Além de coagir e acuar a sociedade, o crime serve como instrumento de controle, dominação e manipulação.
O Governo do Crime Organizado pratica sua ideocracia contra as expressões do poder político, econômico, jurídico, militar, científico-tecnológico, cultural e psicossocial do Estado. Em nosso caso específico, os Governadores Reais do Brasil têm pelo menos dois objetivos bem definidos, para justificar seu controle. O primeiro é a exploração econômica da nação e dos recursos naturais do seu território. O segundo é a contenção das potencialidades sócio-econômicas, políticas e militares da Nação, na medida exata de seus interesses transnacionais.
Alguém duvida que somos governados pela ideocracia do Crime Organizado e suas “ideologias fora do lugar” (que conflitam com a realidade brasileira)? Em seu conceito de “Ideologia zero”, o professor Mtnos Kalil destaca que “a função básica da ideologia é distorcer a verdade em benefício dos donos do Poder e seus servidores”. A petista Marilena Chauí nos ensina que a ideologia é um mascaramento da realidade social que permite a legitimação da exploração e da dominação. “Por intermédio a ideologia, tomamos o falso por verdadeiro, o injusto por justo”.
O filósofo e jornalista Olavo de Carvalho nos ensina que toda ideologia é uma profecia auto-realizável. A ideologia visa a criar as próprias condições sociais e psicológicas que lhe darão retroativamente uma aparência de veracidade. Olavo lembra que, no fundo, a ambição dos ideólogos-fundadores é transcender a distinção de aparência e realidade, fazendo com que a realidade copie tão bem a aparência que se torne indiscernível dela. Desta forma, a aparência se transforma na realidade efetivamente.
No fundo, os ideólogos são uns cínicos que são vítimas do próprio cinismo teórico. Em geral os fundadores de uma ideologia sabem que ela é objetivamente falsa. Não deveriam acreditar nela. Mas acreditam... Olavo de Carvalho avalia que os ideólogos e seguidores não defendem a ideologia apenas porque crêem que ela descreve acuradamente a realidade. Esperam que, se um número suficiente de pessoas acreditar no que dizem, a conduta delas se tornará mais previsível e manipulável na direção ideológica desejada.
Olavo destaca que todo ideólogo – inclusive o fundador da ideologia – é por excelência um manipulador. Por isso mesmo, está sujeito a ser manipulado por seus adversários ideológicos. Sabendo de antemão como um ideólogo interpretará (ou fingirá interpretar) o curso dos acontecimentos, seus adversários ideológicos, podem alimentá-lo de informações pré-selecionadas para induzi-lo a conclusões que sejam as mais interessantes para eles, não necessariamente para o ideólogo. Toda ideologia é assim um canal de desinformação. Mas um sinal com mão dupla, no qual o desinformante está sujeito a ser ele próprio desinformado.
Olavo de Carvalho explica que a desinformação ideológica acontece quando o ideólogo, no afã de persuadir os outros, se deixa ele próprio persuadir pela sua ideologia. Neste processo, o ideólogo esquece de que a ideologia era apenas um instrumento de ação, na origem, e passa a tomá-la como critério de explicação da realidade. Olavo só adverte que, na crítica à ideologia, não se caia no pragmatismo supra-ideológico de achar que nada presta e que todas as idéias só servem para os fins negativos da própria ideologia. Muita gente boa incorre neste erro que acaba servindo de negação do processo político.
Voltando à vaca gelada, os ideocratas são os promotores dos chamados “pensamentos únicos” ou “unificantes”. Junto com tantas outras utopias, cumprem a função tática de padronizar o raciocínio das pessoas para controlá-las, dominá-las ou manipulá-las. São “pensamentos únicos” ou “unificantes”: a Globalização ou neoliberalismo; os Socialismos ou comunismo; os Neonazismos ou fascismos; os Fundamentalismos religiosos e os dogmas radicais de toda espécie. Os “ismos” só servem para criar divisões e conflitos artificiais que facilitam as estratégias de controle, manipulação e dominação das sociedades – sobretudo as mais subdesenvolvidas e ignorantes.
Tantas reflexões não foram feitas apenas para encher lingüiça ou confundir o tico e o teco neural de nossos pacientes leitores. Retornemos aos pratrasmentes deste despretensioso artigo, para que possamos chegar sãos e salvos aos finalmentes. Voltemos aos demais problemas que nos obrigaram a tanta teorização prática. Sem a apresentação dos mecanismos e dos conceitos corretos qualquer explicação séria fica sem nexo. Fica parecendo “teoria da conspiração”, quando, na verdade, somos vítimas da conspiração em prática. As informações a seguir são completamente objetivas, claras e comprovadas.
A mídia só dá a notícia pela metade. Belo exemplo de parcialidade ignorante foi a cobertura do caso Juan Carlos versus Chávez. A briga foi uma legítima “batalha de Itararé” (aquela que ficou famosa, justamente porque não houve). A mais recente lenha na fogueira foi lançada, burramente, pelo secretário de Relações Internacionais do PT. O radical Valter Pomar resolveu plantar, no site do partido do chefão Lula da Silva, mais uma defesa ao seu companheiro e comandante militar do Foro de São Paulo, Hugo Chávez. Pomar chutou o saco do Rei espanhol: "Para quem não lembra, a República espanhola foi esmagada por um levante fascista, que restaurou a monarquia. Depois da morte de Franco, Juan Carlos foi coroado e jogou um papel no mínimo controverso no processo de redemocratização".
Antes de se na analisar qualquer crítica, é preciso recuperar o diálogo original do incidente entre o Rei Juan Carlos, Hugo Chávez e o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, na recente Cúpula Ibero-Americana, no Chile. Muita gente emitiu opiniões (contra e a favor do Chávez ou do Rei) sem assistir a todo o contexto do incidente. A constatação básica é que tanto o venezuelano quanto o espanhol foram, no mínimo, mal educados. Chávez, por interromper o discurso de Zapatero. O Rei, por interromper a ambos, dedo em riste, para mandar Chávez se calar. As cenas podem ser revistas, sem edição, no vídeo: http://stage6.divx.com/user/paul8848/videos/
O premiê espanhol discursava: “Somos antípodas em posições ideológicas. Não concordo com as idéias de Asnar. Mas o ex-presidente Asnar foi eleito pelo povo espanhol. Exijo este respeito por uma razão"(...) (Chávez continuava falando fora do microfone, sem ser ouvido com precisão). A insistência do venezuelano em não deixar o atual presidente espanhol Zapatero falar levou o monarca espanhol, primeiro, a apontar o dedo para Chávez. Depois, Juan Carlos perdeu a linha e inteveio, abruptamente, gerando o grande factóide político: “Por que não te calas” (gritou o Réu Juan Carlos I). Hugo Chávez nem ouviu o ataque do Rei. A presidente chilena Michelle Bachelet interveio, pedindo que não houvesse interrupções e que o premiê espanhol prosseguisse.
Zapatero continuou a bronca em Chávez – que foi muito mais séria (mas teve bem menos repercussão) que o “cala boca” do rei espanhol. Detonou Zapatero: “Presidente Hugo Chávez, creio que há uma essência e um princípio no diálogo que, para respeitar e ser respeitado, não podemos cair na desqualificação. Se pode discordar radicalmente das idéias, denunciar as idéias e os comportamentos, sem cair na desqualificação. Nunca. O que quero expressar é que uma boa forma poder trabalhar em favor de nossos povos é que nos respeitemos e aos representantes democráticos. E peço, presidente Bachelet, que essa seja uma norma de conduta em um fórum que representa os cidadãos: que nos respeitemos a todos.
O cala a boca é mero jogo de cena. Hugo Chávez é o principal aliado dos ingleses que comandam a Oligarquia Financeira Transnacional. O Rei espanhol joga no mesmo time. Literalmente para “inglês ver”, Chávez visitou a capital britânica entre 14 e 16 de maio de 2006, para encontros com o prefeito de Londres, Ken Livingstone, líderes sindicais e um grupo de deputados trabalhistas da oposição. Mas o embaixador venezuelano na Inglaterra, Alfredo Toro Hardy, explicou que o motivo da visita de Chávez "foi para agradecer os diferentes setores da sociedade britânica que apoiaram o governo da Venezuela".
Em meio a tanta conversa, os controladores ingleses encomendaram a Hugo Chávez a criação de um banco de fomento continental. Quem controlaria o banco? Os inglesesm - por debaixo dos panos! O que pode justificar e explicar que Hugo Chávez tenha assinado, na capital do Reino Unido, no dia 15 de maio do ano passado, um até agora nada esclarecido “Tratado dos Povos das Américas com Londres”? Elementar, meu caro Watson... Nem precisa perguntar...
A vinda ao Brasil, no mês de setembro, dos dirigentes da City de Londres foi fundamental para convencer o governo brasileiro a apoiar a proposta de criação do Banco do Sul. Afinal, os banqueiros ingleses são os verdadeiros pais do projeto de criar uma instituição multilateral para financiar projetos na América Latina e Caribe. Hugo Chávez foi um mero “laranja” da proposta que foi aprovada na reunião dos ministros de Estado de Economia e Finanças de sete países sul-americanos, no último dia 8 de outubro, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. A proposta de criação do banco consta do obscuro plano do Acordo Multilateral de Investimentos defendido pelos europeus.
Em tese, o objetivo do Banco do Sul será financiar projetos que contribuam para o desenvolvimento, o aumento de infra-estrutura, a correção de assimetrias, a promoção de empregos, o aumento da liquidez e a reativação de um círculo virtuoso de crescimento econômico na região. Mas, na prática, o banco será mais um mecanismo de falsa promoção do desenvolvimento dos países atrasados usando empréstimos externos. Os banqueiros internacionais serão os aplicadores do dinheiro que os países colocarão no Banco do Sul. O mesmo dinheiro que os subdesenvolvidos vão tomar emprestado para tocar seus projetos.
Enfim, é preciso que fique claro que os novos “libertadores” socialistas das Américas, com ilusório verniz progressista e fantasia esquerdista, agem sob ordens dos controladores da tradicional nobreza econômica européia. Eis o motivo pelo qual são tão raivosos contra os Estados Unidos da América os presidentes da Venezuela, Bolívia e Equador. Os três fazem coro com Fidel Castro, outro mantido vivo no poder eterno pela turma que se junta na City de Londres para controlar o sistema Capitalista (seja na forma tradicional, nas Sociais Democracias, nos Capitalismos de Estado ou nos arremedos de socialismo).
Os bastidores do capitalismo assistem a uma guerra pouco percebida, na disputa pela hegemonia do poder mundial, entre a nobreza econômica européia (escorada na City de Londres) e o núcleo monolítico do poder dos Estados Unidos da América. A grande imprensa mundial não trata dessa guerra assimétrica. O tradicional poder colonial inglês quer dar o troco nos norte-americanos pela independência de 1776. Para azar dos EUA, o republicano George Bush e muitos democratas jogam contra o próprio time...
Osama Bin Laden é factóide. Os ataques terroristas contra as Torres gêmeas do World Trade Center e o Pentágono, junto com os recentes problemas no sistema de crédito, são balas atiradas pelo mesmo adversário que deseja neutralizar o poderio norte-americano. E nós, brasileiros desinformados, somos levados ideologicamente a acreditar que os EUA são os exploradores econômicos do Brasil. Não são. A História precisa ser mais bem contada. Quem sempre explorou o Brasil foi o grande capital inglês.
Essas são apenas algumas das verdades objetivas que a mídia amestrada esconde da opinião pública brasileira. Quando teremos sabedoria social suficiente para romper com a ordem neocolonial que só nos explora e nos ilude? Até quando aceitaremos abrir mão de um projeto de Nação para o longo prazo? Quando iremos nos convencer que o Brasil precisa ser “reinventado” com Democracia, Independência, Soberania, Autodeterminação e Patriotismo (a consciência objetiva do amor ao Brasil)? Até quando seremos escravos dos “ismos” ou reféns das idéias, ideologias ou ideocracias fora do lugar?
A Nação brasileira necessita de medidas imediatas e concomitantes, de ordem política, militar, econômica, fiscal e constitucional, para um renascimento institucional. A plena manifestação da Vontade Nacional, o controle social do poder do Estado e o investimento na inteligência social dos brasileiros, com soberania, autodeterminação e independência, são as soluções básicas e imediatas.
A grande missão é entregar o Brasil a si mesmo, ao seu povo. O País nunca foi nosso. Temos de fazer cumprir nossos Objetivos Nacionais Permanentes: Progresso, Soberania, Paz Social, Integração Nacional, Integridade do Patrimônio Nacional e Democracia. Eles consistem na preservação da Segurança da Nação e dos Valores da Pátria. Aplicados em conjunto, são a expressão da Vontade Nacional. Hoje, carecemos de tal expressão.
Os Objetivos Nacionais Permanentes dependem da afirmação e da defesa do interesse do País, da preservação da integridade do território nacional, da projeção internacional do Estado brasileiro, da consolidação de seu potencial econômico e militar e do desenvolvimento integral da Nação, sobretudo em termos de cidadania. Tudo isso é essencial para fazer do Brasil uma sociedade mais justa, mais humana e feliz.
O Brasil é um País potencialmente rico e com tudo para ser uma poderosa Nação. Mas é mantido artificialmente na miséria por poderes globais que o controlam de fora para dentro. Historicamente, somos uma plataforma de transferência de recursos naturais e financeiros para o exterior.
Temos o desafio histórico de mudar nossa realidade a nosso favor. Precisamos entregar a Nação a si mesma. O Brasil tem de adotar uma visão estratégica de longo prazo. Precisamos de uma política de Estado com a visão democrática. No máximo, atualmente, temos uma política de governo que é renovada de quatro em quatro anos. Não temos um projeto de Nação para longo prazo.
Daí devemos formular duas questões chaves: Como o modelo de Estado pode e deve ser redesenhado no Brasil, com autodeterminação, soberania e independência, a fim de atender aos reais interesses nacionais e às verdadeiras necessidades dos brasileiros? Como e por que precisamos manifestar, na prática, nossa Vontade Nacional, para que sejamos uma Nação desenvolvida de verdade, em justo e perfeito equilíbrio com o resto do mundo?
Não temos mais opção. O dilema é machadiano. Ou matamos o governo do crime organizado, ou ele nos enterra.
Domingo, Novembro 18, 2007
Por Jorge Serrão
“O modelo de jornalismo praticado pela televisão está acabando com o que resta do jornalismo de verdade”. Foi a dura constatação que ouvi de uma jornalista, enquanto devorava um pratão de angu com galinha – perfeito para minha dieta que começa toda segunda-feira e acaba no mesmo dia. Além de indigesto, parcial, desinformativo e cheio de “acertos” comerciais, políticos ou ideológicos, o jornalismo tupiniquim comete o pecado mortal de praticar a auto-censura e de omitir muitas verdades objetivas que impedem a opinião pública de entender o Brasil.
O crime é grave! Só há dois motivos para que os fatos não sejam noticiados objetivamente, como eles são: ou por ignorância, ou por “filhadaputice” editorial. Não dá para saber o que é pior. A burrice ou a sacanagem jornalísticas. Ambas são escatológicas. Emanam das verdadeiras latrinas em que se transformaram alguns veículos de comunicação. O jornalismo brasileiro fede. Ao indefeso consumidor de notícias, fica a impressão de que muitos jornalistas andam raciocinando com o intestino. Isso quando o cheiro de “jabá” não incomoda mais que a estultice. Para explicar tal fenômeno, deixemos de lado os entretantos e vamos direto aos finalmentes – como bem diria o lendário alcaide de Sucupira, o “Bem Amado” Odorico Paraguaçu.
Primeiro problema objetivo. Nossa mídia não explica o que acontece em nossa economia. Ou porque seus jornalistas não sabem. Ou porque não pode. Ou porque não quer. Não esclarece como o Brasil está sendo vendido, gradualmente, para o grande capital especulativo internacional (controlado a partir da City de Londres – o famoso centro financeiro inglês que existe desde o distante ano da graça de 1189). Os ingleses inventaram seu centro financeiro antes até do Capitalismo. Não é à toa que eles detêm a “tecnologia para o exercício do Poder Mundial”.
A City conta com a maior carteira de empréstimos internacionais, com mais de 5 trilhões de libras esterlinas em ativos. Movimenta US$ 643 bilhões diários em derivativos de balcão (42% do mercado mundial). A City também gira US$ 753 bilhões diários em câmbio de moeda estrangeira (31% do movimento mundial). É responsável por 70% dos eurobonds negociados. A City tem 519 empresas listadas na sua Bolsa de Londres. O atual dirigente da City é Lord Mayor John Stuttard, que recentemente visitou o Brasil para amarrar importantes negócios, como a desmutualização (abertura de capital) da Bolsa de Valores de São Paulo (já concluída) e da Bolsa de Mercadorias & Futuros – a BM&F (em andamento).
Tem jornalista inocente ou ignorante que prefere não acreditar na existência de uma Oligarquia Financeira Transnacional que controla o mundo capitalista, patrocinando seus diferentes grupos de poder. São eles: O Clube Bilderberg, a Comissão Trilateral, a Mesa Redonda, o Centro Tricontinental, o Conselho de Relações Internacionais (CFR, sigla de Council on Foreign Relations) ou o Consenso de Washington (que é pilotado de fora para dentro dos EUA). Os comandantes do processo são as tradicionais monarquias européias. Seus banqueiros amestrados assumem o papel de “controladores” ou reguladores do mundo capitalista.
Sob o comando dos banqueiros internacionais, a partir da City de Londres, também formam a rede universal do Poder Real Mundial: A Comissão Européia, as Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, o Bank for International Settlements (BIS – o banco Central dos Bancos Centrais), além dos bancos centrais privados dos Inglaterra e dos EUA, o Bank of England e o Federal Reserve, entre tantas outras entidades corporativo-financeiro-estatais.
Entender como funciona o mundo real é fundamental. Os cidadãos esclarecidos precisam sair da ignorância e conhecer os reais inimigos de nosso povo e do nosso desenvolvimento. Devem saber que o mundo globalizado é controlado por um “governo secreto” que atua nas sombras. Tal “governo” é exercido por poderosos grupos econômicos que formam uma Oligarquia Financeira Transnacional.
Seu dogma é a “globalização inevitável”. Sua verdadeira ideologia é a “moeda única”. Sua verdadeira paixão é o “poder pelo poder”. Seu consenso virtual se baseia na tese pretensiosa de que tudo que é bom para os grandes conglomerados financeiros ou empresariais é bom para todos. Não é e nem pode ser. Para eles, os Estados nacionais só servem como focos de exploração! Seus povos, idem. Eis a ilusão vendida pelo “globalitarismo” (mistura de Globalização com totalitarismo).
Conceitualmente, a globalização é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural e espacial dos países, a partir do final do século 20. O principal objetivo da idéia de globalização é inviabilizar o processo natural dos Estados Nacionais. O ideal globalizante é um mundo com nações obedecendo a um “governo mundial”. Na verdade, a Globalização é o novo nome dado ao velho termo “Imperialismo”. A principal característica da globalização é a homogeneização das idéias e dos centros urbanos. O mundo vira Transnacional. Mas a periferia continua periferia. Sorry, periferia...
No mundo globalizado, assistimos à expansão das corporações para regiões fora de seus núcleos geopolíticos, a revolução tecnológica nas comunicações e na eletrônica, e a reorganização geopolítica do mundo em blocos comerciais regionais (não mais apenas ideológicos, como nos tempos da ilusória bi-polaridade entre os Estados Unidos da América e a falecida União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Tudo sob a égide de uma “cultura de massas” supostamente “universal”.
“O Estado brasileiro está sendo dirigido por atores políticos que não têm condições de se apresentar clara e diretamente à sociedade, porque respondem aos interesses do capital transnacional instalado no País”. Foi o que escreveu, em 1990, no livrinho “Como Fazer Análise de Conjuntura”, o sociólogo Herbert de Sousa, o Betinho, homem de esquerda, que na década de 60 fez parte dos famosos “grupo dos 11” de Leonel Brizola, mas que ficou mais conhecido por ser um hemofílico, irmão do Henfil, e por ter liderado a campanha da Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria, na década de 80, até sua morte, em 9 de agosto de 1997.
Mesma análise feita, muitos anos depois, pelo economista Adriano Benayon em seu imperdível livro “Globalização versus Desenvolvimento”: “As dependências política e cultural são alimentadas pelo marketing, pelo falso entretenimento, pela desinformação, que têm minado os valores éticos, de família e nacionais, essenciais à vida em sociedade e à coesão e solidariedade sociais. Ademais, as dificuldades materiais causadas pelo modelo dependente arrastaram dezenas de milhões à virtual indigência e à promiscuidade”.
Benayon quer dizer, simplesmente, que, neste mundo globalizado, os meios de comunicação seguem a lógica das grandes empresas transnacionais. Preocupam-se mais com as regras comerciais do mercado que com o desenvolvimento da comunicação humana, a busca da verdade objetiva e a imparcialidade da informação. Na realidade, os meios de informação desinformam. Sua missão principal não é informar. Mas sim comercializar a difusão da informação. No mercado capitalista global (sem trocadilho infame), a informação é um bem que circula na forma de mercadoria (com valores de uso e troca).
Os grupos de poder defendem e patrocinam a veiculação de notícias que influenciam o mundo político, a economia e o cidadão comum. O interesse dos controladores é usar a mercadoria informação para controlar, manipular ou dominar, lucrando cada vez mais com essa operação. O Brasil é influenciado pelo modelo e pelo conteúdo da mídia anglo e norte-americana. Além disto, é evidente a subserviência das empresas de comunicação “brasileiras” às grandes contas de publicidade das empresas ligadas à oligarquia financeira transnacional, além da crônica dependência às verbas oficiais ou aos favores burocráticos e fiscais dos diferentes governos (do crime organizado).
A mídia não tem independência. Um fato objetivo é que o Poder Real das Oligarquias Transnacionais interfere na gestão e no conteúdo dos meios de comunicação brasileiros. Não é à toa que a nossa mídia oligárquica e amestrada não só faz parte da “elite” globalizante, como se sente parte importante dela. A concentração empresarial no mercado nacional de comunicação contribui para isto. Aqui, apenas dez empresas, juntas, controlam virtualmente tudo o que se vê, se escuta e se lê no País.
Conceitualmente, o fenômeno é fácil de explicar. A mídia é o veículo simbólico através do qual o jogo de oferta e procura de bens controla a população pela via do apelo ao consumo. A ação midiática sobre a vontade das pessoas é tão grande que o apelo degenera em consumismo. Além do apelo direto ao consumo – que é conatural ao processo de marketing, publicidade e propaganda -, a mídia funciona como um dos principais e mais importantes agentes de influência em favor da oligarquia que nos controla externamente e internamente.
Somos bombardeados por idéias, conceitos, ideologias, ideocracias, regras ou leis “fora do lugar” - pois não são aplicáveis à nossa realidade. Entenda-se por ideologia "um conjunto de idéias, pensamentos, doutrinas e visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas". Já as Ideocracias são os modelos ideológicos aplicados na prática para a conquista e manutenção do poder. As ideocracias querem o Poder – que é uma concentração de forças e energias para concretizar um determinado objetivo. “O Poder é a máquina que movimenta a História” – como bem define um dos papas do marketing político Gaudêncio Torquato.
Os meios de comunicação são hoje as armas ideológicas ou ideocráticas mais eficazes. A oligarquia patrocina seus ideólogos ou ideocratas para que promovam pelo menos quatro instrumentos básicos de controle, dominação ou manipulação. 1) As ideologias ou ideocracias (que vendem pretensas soluções, felicidade, sonho e utopia); 2) As diferenças (sejam regionais, econômicas, sociais, religiosas, raciais, etc); 3) A violência e sua evolução radical: o terrorismo. 4) As legislações ou regras “globais”. A mídia colabora para a difusão e consolidação destas quatro frentes de controle, dominação e manipulação.
Benjamim Disraeli, ex-Primeiro-Ministro inglês, cometeu a sinceridade de ressaltar, certa feita, que “o mundo é governado por indivíduos muito diferentes do que pensam os que não estão nos bastidores”. O sábio Disraeli quis dizer que, no mundo globalizado, a realidade do Poder é exercida por poucos que detêm a “tecnologia” e os meios necessários para operá-lo. Há mil anos, bem antes até do advento do Capitalismo, o poder real se concentra nas mãos de uma Oligarquia Financeira que acumulou, ao longo dos séculos, conhecimentos e recursos materiais para exercer o poder.
Os Estados Nacionais são manipulados e dominados pela minoria que detém o poder real mundial: a Oligarquia Financeira Transnacional. A Oligarquia Financeira Transnacional que governa realmente o mundo forma uma parceria com a classe política para garantir seu controle e domínio sobre as nações sem soberania, autodeterminação e independência. Nossos políticos profissionais são marionetes do Poder Mundial. Como agentes conscientes – ou raramente inconscientes -, eles servem àqueles que exercem o Governo Real do Mundo. E compram toda e qualquer idéia por eles vendida.
Os controladores são defensores históricos do chamado “socialismo Fabiano”. Trata-se de um socialismo utópico, de perfil elitista. O movimento tomou emprestado o nome de “Fábio”. Foi ele o general romano que enfrentou Aníbal e o conteve sem enfrentá-lo, aguardando o momento oportuno para a batalha. Os socialistas fabianos propõem a expansão das idéias socialistas através de uma paciente e progressiva instilação da ideologia socialista entre os círculos intelectuais e de poder. Tanto que o símbolo do socialismo Fabiano é uma “tartaruga”.
Aos controladores capitalistas interessa defender a tese de que o mundo caminha hoje para um Estado de Bem-Estar Socialista, ou social democrata evoluído, no qual serão recompensados os “escravos obedientes” e exterminados (ou anulados) os não-conformistas com a Nova Ordem Mundial (New Economic Order). Eles tentam vender a idéia de que a soberania supranacional de uma elite intelectual, juntamente com os principais banqueiros, é melhor que o “velho” anseio de autodeterminação nacional dos séculos passados. Patriotismo é coisa inútil, conforme tal visão de mundo.
Os socialistas fabianos patrocinam as aventuras do Foro de São Paulo (balaio de gato que junta partidos de esquerda com grupos narcoguerrilheiros na América Latina e Caribe, fundado, em 1990, pelo PT. Quem não leu ainda, veja o que está no site da nossa Presidência da República: http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc
Os controladores da economia mundial não jogam para perder. Recorde como os grupos de poder mundial se comportaram na última eleição presidencial brasileira, na qual Lula da Silva foi reeleito. Na eleição presidencial de 2006, os interesses dos controladores ficaram bem amarrados nos apoios de grandes grupos de poder internacionais aos principais candidatos. O Centro Tricontinental (sediado na Bélgica) jogou suas fichas em Lula e no time do Foro de São Paulo. Saiu vencedor. A Comissão Trilateral (também européia) apostou em Heloísa Helena. E o norte-americano CFR (Council on Foreign Relations), que opera o Diálogo Interamericano, fechou com Geraldo Alckmin. Ou seja, qualquer um que vencesse, estaria fechado com o esquema de poder mundial.
Dependendo do andar da carruagem mundial, o próximo candidato favorito a presidente do Brasil será o tucano Aécio Neves. O mineiro já foi eleito pelo grande capital inglês. Nada custa recordar. O tucano participou, no dia 16 de maio de 2004, de uma mega-festa na mansão inglesa dos Rotschild. O evento fechadíssimo era em homenagem ao empresário Mário Garnero, do grupo Brasilinvest - um banco de negócios que lidera cerca de US$ 3 bilhões de investimentos ao redor do mundo. Aécio Neves foi um dos coroados a ter o privilégio de entrar na famosa “Spencer House”, uma construção do século XVIII que pertence a Lorde Jacob Rothschild, usada apenas em ocasiões especiais. No encontro, o neto de Tancredo foi apresentado como “o futuro Presidente do Brasil”.
O Lord Rothschild considera Garnero “um de seus quatro filhos”. Aécio Neves presenciou o Lord erguendo taças de cristal para homenagear Garnero e ninguém menos que o ex-presidente dos EUA George Bush (pai do presidente dos EUA), no Great Room do andar superior da mansão histórica. O denominado banqueiro “controlador do mundo” opera com os políticos de diferentes tendências ideológicas da maneira que melhor lhe convém aos negócios. Há quem afirme que ele é um dos sustentáculos secretos do cubano Fidel Castro – que os EUA nunca conseguiram derrubar do poder e que fundou, junto com Lula, em 1990, o Foro de São Paulo, para “unir as esquerdas” no continente.
Pelo visto, as cúpulas das chamadas “esquerdas” são manobradas de forma idêntica às chamadas “direitas”, em nome de interesses maiores dos “negócios” mundiais. Neste processo, as ideologias são simples instrumentos de dominação. Um exemplo para deixar quem pensa o contrário com as barbas de molho. O principal acionista do jornal . “Libération” (símbolo da esquerda francesa, fundado por Jean Paul Sartre) é o banqueiro Edouard Rothschild.
Ano passado, em entrevista ao jornal britânico “The Independent”, Rothschild defendeu que “o Libération precisa de um novo começo, sob uma nova direção, a fim de reconquistar seu apelo junto aos jovens. Por isso, precisa ficar mais voltado para a esquerda, a fim de refletir as opiniões antiglobalização da maioria dos jovens franceses”. A Oligarquia que controla o capitalismo (e patrocina os “socialismos”), em grupos de poder já citados “pratrasmente” (como diria Mestre Odorico).
O Poder Real Mundial emprega quatro forças para exercer seu poder nas sociedades subdesenvolvidas. 1) Os Agentes de Influência: que são a Mídia, as ONGs, os Movimentos Populares e os Sindicatos; 2) O Partido Político no Poder (força motriz); 3) As Forças de Sustentação (o Governo Formal, através dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, englobando também o Ministério Público, a Máquina de Arrecadação, as Forças Policiais e as Forças Armadas). 4) As Forças Subterrâneas, promotoras de ações táticas criminosas.
O “quarto elemento” é formado pelas máfias que exploram diferentes negócios, pelas facções criminosas, por grupos paramilitares e por agentes terroristas preparados para ações de guerrilha urbana ou rural, com fins pretensamente “revolucionários”. O chamado quarto elemento parece a face mais visível do crime organizado. Mas é fundamental sempre destacar. Sem a presença da máquina do Estado, o crime não se organiza.
Quando essas quatro forças formam uma aliança sistêmica com o aparelho do Estado forma-se o Governo do Crime Organizado. A regra é clara e simples. Governo do Crime Organizado é a associação, para fins delitivos, entre as classes política e empresarial, membros dos três poderes (Executivo, legislativo e Judiciário) e agentes marginais de toda espécie, com a finalidade de usurpar o poder estatal, praticando o roubo, a corrupção, a violência e o terror. O crime organizado é um dos fatores de contenção das potencialidades de uma Nação. Além de coagir e acuar a sociedade, o crime serve como instrumento de controle, dominação e manipulação.
O Governo do Crime Organizado pratica sua ideocracia contra as expressões do poder político, econômico, jurídico, militar, científico-tecnológico, cultural e psicossocial do Estado. Em nosso caso específico, os Governadores Reais do Brasil têm pelo menos dois objetivos bem definidos, para justificar seu controle. O primeiro é a exploração econômica da nação e dos recursos naturais do seu território. O segundo é a contenção das potencialidades sócio-econômicas, políticas e militares da Nação, na medida exata de seus interesses transnacionais.
Alguém duvida que somos governados pela ideocracia do Crime Organizado e suas “ideologias fora do lugar” (que conflitam com a realidade brasileira)? Em seu conceito de “Ideologia zero”, o professor Mtnos Kalil destaca que “a função básica da ideologia é distorcer a verdade em benefício dos donos do Poder e seus servidores”. A petista Marilena Chauí nos ensina que a ideologia é um mascaramento da realidade social que permite a legitimação da exploração e da dominação. “Por intermédio a ideologia, tomamos o falso por verdadeiro, o injusto por justo”.
O filósofo e jornalista Olavo de Carvalho nos ensina que toda ideologia é uma profecia auto-realizável. A ideologia visa a criar as próprias condições sociais e psicológicas que lhe darão retroativamente uma aparência de veracidade. Olavo lembra que, no fundo, a ambição dos ideólogos-fundadores é transcender a distinção de aparência e realidade, fazendo com que a realidade copie tão bem a aparência que se torne indiscernível dela. Desta forma, a aparência se transforma na realidade efetivamente.
No fundo, os ideólogos são uns cínicos que são vítimas do próprio cinismo teórico. Em geral os fundadores de uma ideologia sabem que ela é objetivamente falsa. Não deveriam acreditar nela. Mas acreditam... Olavo de Carvalho avalia que os ideólogos e seguidores não defendem a ideologia apenas porque crêem que ela descreve acuradamente a realidade. Esperam que, se um número suficiente de pessoas acreditar no que dizem, a conduta delas se tornará mais previsível e manipulável na direção ideológica desejada.
Olavo destaca que todo ideólogo – inclusive o fundador da ideologia – é por excelência um manipulador. Por isso mesmo, está sujeito a ser manipulado por seus adversários ideológicos. Sabendo de antemão como um ideólogo interpretará (ou fingirá interpretar) o curso dos acontecimentos, seus adversários ideológicos, podem alimentá-lo de informações pré-selecionadas para induzi-lo a conclusões que sejam as mais interessantes para eles, não necessariamente para o ideólogo. Toda ideologia é assim um canal de desinformação. Mas um sinal com mão dupla, no qual o desinformante está sujeito a ser ele próprio desinformado.
Olavo de Carvalho explica que a desinformação ideológica acontece quando o ideólogo, no afã de persuadir os outros, se deixa ele próprio persuadir pela sua ideologia. Neste processo, o ideólogo esquece de que a ideologia era apenas um instrumento de ação, na origem, e passa a tomá-la como critério de explicação da realidade. Olavo só adverte que, na crítica à ideologia, não se caia no pragmatismo supra-ideológico de achar que nada presta e que todas as idéias só servem para os fins negativos da própria ideologia. Muita gente boa incorre neste erro que acaba servindo de negação do processo político.
Voltando à vaca gelada, os ideocratas são os promotores dos chamados “pensamentos únicos” ou “unificantes”. Junto com tantas outras utopias, cumprem a função tática de padronizar o raciocínio das pessoas para controlá-las, dominá-las ou manipulá-las. São “pensamentos únicos” ou “unificantes”: a Globalização ou neoliberalismo; os Socialismos ou comunismo; os Neonazismos ou fascismos; os Fundamentalismos religiosos e os dogmas radicais de toda espécie. Os “ismos” só servem para criar divisões e conflitos artificiais que facilitam as estratégias de controle, manipulação e dominação das sociedades – sobretudo as mais subdesenvolvidas e ignorantes.
Tantas reflexões não foram feitas apenas para encher lingüiça ou confundir o tico e o teco neural de nossos pacientes leitores. Retornemos aos pratrasmentes deste despretensioso artigo, para que possamos chegar sãos e salvos aos finalmentes. Voltemos aos demais problemas que nos obrigaram a tanta teorização prática. Sem a apresentação dos mecanismos e dos conceitos corretos qualquer explicação séria fica sem nexo. Fica parecendo “teoria da conspiração”, quando, na verdade, somos vítimas da conspiração em prática. As informações a seguir são completamente objetivas, claras e comprovadas.
A mídia só dá a notícia pela metade. Belo exemplo de parcialidade ignorante foi a cobertura do caso Juan Carlos versus Chávez. A briga foi uma legítima “batalha de Itararé” (aquela que ficou famosa, justamente porque não houve). A mais recente lenha na fogueira foi lançada, burramente, pelo secretário de Relações Internacionais do PT. O radical Valter Pomar resolveu plantar, no site do partido do chefão Lula da Silva, mais uma defesa ao seu companheiro e comandante militar do Foro de São Paulo, Hugo Chávez. Pomar chutou o saco do Rei espanhol: "Para quem não lembra, a República espanhola foi esmagada por um levante fascista, que restaurou a monarquia. Depois da morte de Franco, Juan Carlos foi coroado e jogou um papel no mínimo controverso no processo de redemocratização".
Antes de se na analisar qualquer crítica, é preciso recuperar o diálogo original do incidente entre o Rei Juan Carlos, Hugo Chávez e o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, na recente Cúpula Ibero-Americana, no Chile. Muita gente emitiu opiniões (contra e a favor do Chávez ou do Rei) sem assistir a todo o contexto do incidente. A constatação básica é que tanto o venezuelano quanto o espanhol foram, no mínimo, mal educados. Chávez, por interromper o discurso de Zapatero. O Rei, por interromper a ambos, dedo em riste, para mandar Chávez se calar. As cenas podem ser revistas, sem edição, no vídeo: http://stage6.divx.com/user/paul8848/videos/
O premiê espanhol discursava: “Somos antípodas em posições ideológicas. Não concordo com as idéias de Asnar. Mas o ex-presidente Asnar foi eleito pelo povo espanhol. Exijo este respeito por uma razão"(...) (Chávez continuava falando fora do microfone, sem ser ouvido com precisão). A insistência do venezuelano em não deixar o atual presidente espanhol Zapatero falar levou o monarca espanhol, primeiro, a apontar o dedo para Chávez. Depois, Juan Carlos perdeu a linha e inteveio, abruptamente, gerando o grande factóide político: “Por que não te calas” (gritou o Réu Juan Carlos I). Hugo Chávez nem ouviu o ataque do Rei. A presidente chilena Michelle Bachelet interveio, pedindo que não houvesse interrupções e que o premiê espanhol prosseguisse.
Zapatero continuou a bronca em Chávez – que foi muito mais séria (mas teve bem menos repercussão) que o “cala boca” do rei espanhol. Detonou Zapatero: “Presidente Hugo Chávez, creio que há uma essência e um princípio no diálogo que, para respeitar e ser respeitado, não podemos cair na desqualificação. Se pode discordar radicalmente das idéias, denunciar as idéias e os comportamentos, sem cair na desqualificação. Nunca. O que quero expressar é que uma boa forma poder trabalhar em favor de nossos povos é que nos respeitemos e aos representantes democráticos. E peço, presidente Bachelet, que essa seja uma norma de conduta em um fórum que representa os cidadãos: que nos respeitemos a todos.
O cala a boca é mero jogo de cena. Hugo Chávez é o principal aliado dos ingleses que comandam a Oligarquia Financeira Transnacional. O Rei espanhol joga no mesmo time. Literalmente para “inglês ver”, Chávez visitou a capital britânica entre 14 e 16 de maio de 2006, para encontros com o prefeito de Londres, Ken Livingstone, líderes sindicais e um grupo de deputados trabalhistas da oposição. Mas o embaixador venezuelano na Inglaterra, Alfredo Toro Hardy, explicou que o motivo da visita de Chávez "foi para agradecer os diferentes setores da sociedade britânica que apoiaram o governo da Venezuela".
Em meio a tanta conversa, os controladores ingleses encomendaram a Hugo Chávez a criação de um banco de fomento continental. Quem controlaria o banco? Os inglesesm - por debaixo dos panos! O que pode justificar e explicar que Hugo Chávez tenha assinado, na capital do Reino Unido, no dia 15 de maio do ano passado, um até agora nada esclarecido “Tratado dos Povos das Américas com Londres”? Elementar, meu caro Watson... Nem precisa perguntar...
A vinda ao Brasil, no mês de setembro, dos dirigentes da City de Londres foi fundamental para convencer o governo brasileiro a apoiar a proposta de criação do Banco do Sul. Afinal, os banqueiros ingleses são os verdadeiros pais do projeto de criar uma instituição multilateral para financiar projetos na América Latina e Caribe. Hugo Chávez foi um mero “laranja” da proposta que foi aprovada na reunião dos ministros de Estado de Economia e Finanças de sete países sul-americanos, no último dia 8 de outubro, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. A proposta de criação do banco consta do obscuro plano do Acordo Multilateral de Investimentos defendido pelos europeus.
Em tese, o objetivo do Banco do Sul será financiar projetos que contribuam para o desenvolvimento, o aumento de infra-estrutura, a correção de assimetrias, a promoção de empregos, o aumento da liquidez e a reativação de um círculo virtuoso de crescimento econômico na região. Mas, na prática, o banco será mais um mecanismo de falsa promoção do desenvolvimento dos países atrasados usando empréstimos externos. Os banqueiros internacionais serão os aplicadores do dinheiro que os países colocarão no Banco do Sul. O mesmo dinheiro que os subdesenvolvidos vão tomar emprestado para tocar seus projetos.
Enfim, é preciso que fique claro que os novos “libertadores” socialistas das Américas, com ilusório verniz progressista e fantasia esquerdista, agem sob ordens dos controladores da tradicional nobreza econômica européia. Eis o motivo pelo qual são tão raivosos contra os Estados Unidos da América os presidentes da Venezuela, Bolívia e Equador. Os três fazem coro com Fidel Castro, outro mantido vivo no poder eterno pela turma que se junta na City de Londres para controlar o sistema Capitalista (seja na forma tradicional, nas Sociais Democracias, nos Capitalismos de Estado ou nos arremedos de socialismo).
Os bastidores do capitalismo assistem a uma guerra pouco percebida, na disputa pela hegemonia do poder mundial, entre a nobreza econômica européia (escorada na City de Londres) e o núcleo monolítico do poder dos Estados Unidos da América. A grande imprensa mundial não trata dessa guerra assimétrica. O tradicional poder colonial inglês quer dar o troco nos norte-americanos pela independência de 1776. Para azar dos EUA, o republicano George Bush e muitos democratas jogam contra o próprio time...
Osama Bin Laden é factóide. Os ataques terroristas contra as Torres gêmeas do World Trade Center e o Pentágono, junto com os recentes problemas no sistema de crédito, são balas atiradas pelo mesmo adversário que deseja neutralizar o poderio norte-americano. E nós, brasileiros desinformados, somos levados ideologicamente a acreditar que os EUA são os exploradores econômicos do Brasil. Não são. A História precisa ser mais bem contada. Quem sempre explorou o Brasil foi o grande capital inglês.
Essas são apenas algumas das verdades objetivas que a mídia amestrada esconde da opinião pública brasileira. Quando teremos sabedoria social suficiente para romper com a ordem neocolonial que só nos explora e nos ilude? Até quando aceitaremos abrir mão de um projeto de Nação para o longo prazo? Quando iremos nos convencer que o Brasil precisa ser “reinventado” com Democracia, Independência, Soberania, Autodeterminação e Patriotismo (a consciência objetiva do amor ao Brasil)? Até quando seremos escravos dos “ismos” ou reféns das idéias, ideologias ou ideocracias fora do lugar?
A Nação brasileira necessita de medidas imediatas e concomitantes, de ordem política, militar, econômica, fiscal e constitucional, para um renascimento institucional. A plena manifestação da Vontade Nacional, o controle social do poder do Estado e o investimento na inteligência social dos brasileiros, com soberania, autodeterminação e independência, são as soluções básicas e imediatas.
A grande missão é entregar o Brasil a si mesmo, ao seu povo. O País nunca foi nosso. Temos de fazer cumprir nossos Objetivos Nacionais Permanentes: Progresso, Soberania, Paz Social, Integração Nacional, Integridade do Patrimônio Nacional e Democracia. Eles consistem na preservação da Segurança da Nação e dos Valores da Pátria. Aplicados em conjunto, são a expressão da Vontade Nacional. Hoje, carecemos de tal expressão.
Os Objetivos Nacionais Permanentes dependem da afirmação e da defesa do interesse do País, da preservação da integridade do território nacional, da projeção internacional do Estado brasileiro, da consolidação de seu potencial econômico e militar e do desenvolvimento integral da Nação, sobretudo em termos de cidadania. Tudo isso é essencial para fazer do Brasil uma sociedade mais justa, mais humana e feliz.
O Brasil é um País potencialmente rico e com tudo para ser uma poderosa Nação. Mas é mantido artificialmente na miséria por poderes globais que o controlam de fora para dentro. Historicamente, somos uma plataforma de transferência de recursos naturais e financeiros para o exterior.
Temos o desafio histórico de mudar nossa realidade a nosso favor. Precisamos entregar a Nação a si mesma. O Brasil tem de adotar uma visão estratégica de longo prazo. Precisamos de uma política de Estado com a visão democrática. No máximo, atualmente, temos uma política de governo que é renovada de quatro em quatro anos. Não temos um projeto de Nação para longo prazo.
Daí devemos formular duas questões chaves: Como o modelo de Estado pode e deve ser redesenhado no Brasil, com autodeterminação, soberania e independência, a fim de atender aos reais interesses nacionais e às verdadeiras necessidades dos brasileiros? Como e por que precisamos manifestar, na prática, nossa Vontade Nacional, para que sejamos uma Nação desenvolvida de verdade, em justo e perfeito equilíbrio com o resto do mundo?
Não temos mais opção. O dilema é machadiano. Ou matamos o governo do crime organizado, ou ele nos enterra.
Vitória da Vida: Pressão católica aborta o aborto do texto aprovado na 13ª Conferência Nacional de Saúde
Do blog ALERTA TOTAL
Segunda-feira, Novembro 19, 2007
Por Jorge Serrão
O lobby abortista internacional, comandado pela ONG inglesa International Planned Parenthood Federation, sofreu sua mais dura derrota, neste final de semana, aqui no Brasil. Por ampla maioria, a descriminalização do aborto foi rejeitada na 13ª Conferência Nacional de Saúde, em Brasília. O aborto foi abortado do relatório que será enviado ao governo – que defende o aborto. O resultado foi uma surpreendente vitória da Igreja Católica. E uma imensa derrota para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Foi uma zebra. expectativa do Ministério da Saúde era de que a proposta fosse aprovada, já que sete das dez plenárias preliminares aprovaram o apoio à descriminalização do aborto. Só que tudo não passava de uma armação. Quando a proposta foi discutida nas plenárias, a palavra aborto não constava do texto. A vitória contra o aborto só foi possível por um erro tático dos governistas. A palavra "aborto" foi incluída no texto final da proposta a ser votada. Quando foi vista pela maioria dos 5 mil presentes ao encontro, acabou derrotada pela pressão dos representantes da Pastoral da Criança.
No governo petista, vigorava o documento “Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher”. Este Plano de Ação 2004 – 2007, elaborado pelo Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde tinha o objetivo específico de “Promover a Atenção Obstétrica e Neonatal Qualificada e Humanizada, Incluindo a Assistência ao Abortamento Em Condições Inseguras, para Mulheres e Adolescentes”. Em tese, o governo mostra preocupação e reconhece a gravidade dos riscos associados ao abortamento. Mas, na prática, o documento era mais um capítulo do lobby em favor do suposto “aborto seguro e legal” que tanto interessa à ONG IPPF inglesa – que deseja assumir o lucrativo negócio no Brasil.
Para entender a influência das oligarquias transnacionais no Brasil releia o artigo: Calamos o Crime Organizado, ou ele nos enterra
Segunda-feira, Novembro 19, 2007
Por Jorge Serrão
O lobby abortista internacional, comandado pela ONG inglesa International Planned Parenthood Federation, sofreu sua mais dura derrota, neste final de semana, aqui no Brasil. Por ampla maioria, a descriminalização do aborto foi rejeitada na 13ª Conferência Nacional de Saúde, em Brasília. O aborto foi abortado do relatório que será enviado ao governo – que defende o aborto. O resultado foi uma surpreendente vitória da Igreja Católica. E uma imensa derrota para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Foi uma zebra. expectativa do Ministério da Saúde era de que a proposta fosse aprovada, já que sete das dez plenárias preliminares aprovaram o apoio à descriminalização do aborto. Só que tudo não passava de uma armação. Quando a proposta foi discutida nas plenárias, a palavra aborto não constava do texto. A vitória contra o aborto só foi possível por um erro tático dos governistas. A palavra "aborto" foi incluída no texto final da proposta a ser votada. Quando foi vista pela maioria dos 5 mil presentes ao encontro, acabou derrotada pela pressão dos representantes da Pastoral da Criança.
No governo petista, vigorava o documento “Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher”. Este Plano de Ação 2004 – 2007, elaborado pelo Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde tinha o objetivo específico de “Promover a Atenção Obstétrica e Neonatal Qualificada e Humanizada, Incluindo a Assistência ao Abortamento Em Condições Inseguras, para Mulheres e Adolescentes”. Em tese, o governo mostra preocupação e reconhece a gravidade dos riscos associados ao abortamento. Mas, na prática, o documento era mais um capítulo do lobby em favor do suposto “aborto seguro e legal” que tanto interessa à ONG IPPF inglesa – que deseja assumir o lucrativo negócio no Brasil.
Para entender a influência das oligarquias transnacionais no Brasil releia o artigo: Calamos o Crime Organizado, ou ele nos enterra
De onde vem a demência revolucionária esquerdista
Quem não tem visão histórica do passado tem visão histérica do futuro.
Grupo Guararapes
Do site do GRUPO GUARARAPES
QUEM SOMOS
Em outubro de 1991, um grupo de 17 companheiros das Forças Armadas reuniram-se e fizeram uma análise da situação nacional reinante e chegaram à conclusão de que o Governo estava levando o País ao caos. Eleito pelo regime democrático – eleições diretas – passou a ter em suas hostes elementos esquerdistas, desqualificados, conforme informações colhidas pelo grupo.
Os companheiros ficaram perplexos quando o Presidente da República, em ato puramente demagógico, fez questão que os Ministros Militares tomassem posse à paisana – terno e gravata, contrariando normas tradicionais.Intensificaram-se as agressões e as infâmias escritas e televisadas promovidas pela mídia, instigadas por elementos do Governo, contra as Forças Armadas, com vista a diminui-las perante a opinião pública. Tal procedimento teve e continua tendo motivação externa e acatamento interno por parte de uma minoria, ideologicamente marxista disfarçada de neoliberal, que conseguiu dominar os meios de comunicação de massa.
Para contrapor-se a tal estado de coisas, no dia 5 de novembro de 1991, idealizou-se a formação de um grupo de oficiais da reserva e reformados da Marinha, Exército e Aeronáutica, inicialmente residentes no Ceará, mas, posteriormente, absorvendo oficiais domiciliados em todo o território nacional. Este grupo recebeu o título de Grupo Guararapes em homenagem e perfeito reconhecimento do valor histórico das duas batalhas dos Montes Guararapes travadas contra o invasor holandês no século XVII. Lá, nasceram as Forças Armadas e a Nacionalidade brasileiras com fulcro nas três raças formadoras de nosso povo – o branco, o negro e o índio – que cambateram juntos o invasor holandês.
Desde a sua fundação, o Grupo já divulgou mais de 5 centenas de documentos importantes. Temos em nossos quadros, também, civis de alta projeção nos meios empresariais e intelectuais.
O Grupo de Estudos Guararapes é uma entidade de personalidade jurídica, sob o registro nº 125893, Cartório do 1º Registro de Títulos e Documentos de Pessoas Jurídicas, Fortaleza - CE
QUEM SOMOS
Em outubro de 1991, um grupo de 17 companheiros das Forças Armadas reuniram-se e fizeram uma análise da situação nacional reinante e chegaram à conclusão de que o Governo estava levando o País ao caos. Eleito pelo regime democrático – eleições diretas – passou a ter em suas hostes elementos esquerdistas, desqualificados, conforme informações colhidas pelo grupo.
Os companheiros ficaram perplexos quando o Presidente da República, em ato puramente demagógico, fez questão que os Ministros Militares tomassem posse à paisana – terno e gravata, contrariando normas tradicionais.Intensificaram-se as agressões e as infâmias escritas e televisadas promovidas pela mídia, instigadas por elementos do Governo, contra as Forças Armadas, com vista a diminui-las perante a opinião pública. Tal procedimento teve e continua tendo motivação externa e acatamento interno por parte de uma minoria, ideologicamente marxista disfarçada de neoliberal, que conseguiu dominar os meios de comunicação de massa.
Para contrapor-se a tal estado de coisas, no dia 5 de novembro de 1991, idealizou-se a formação de um grupo de oficiais da reserva e reformados da Marinha, Exército e Aeronáutica, inicialmente residentes no Ceará, mas, posteriormente, absorvendo oficiais domiciliados em todo o território nacional. Este grupo recebeu o título de Grupo Guararapes em homenagem e perfeito reconhecimento do valor histórico das duas batalhas dos Montes Guararapes travadas contra o invasor holandês no século XVII. Lá, nasceram as Forças Armadas e a Nacionalidade brasileiras com fulcro nas três raças formadoras de nosso povo – o branco, o negro e o índio – que cambateram juntos o invasor holandês.
Desde a sua fundação, o Grupo já divulgou mais de 5 centenas de documentos importantes. Temos em nossos quadros, também, civis de alta projeção nos meios empresariais e intelectuais.
O Grupo de Estudos Guararapes é uma entidade de personalidade jurídica, sob o registro nº 125893, Cartório do 1º Registro de Títulos e Documentos de Pessoas Jurídicas, Fortaleza - CE
Não mexam com os felinos
Do site do GRUPO GUARARAPES
Publicada em: 18/11/2007
Como se não bastasse a gorda aposentadoria concedida pela Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, ao desertor, traidor, terrorista, assaltante de banco, bandido, assassino, e outras coisas mais - Lamarca, o governo continua na afronta e no revanchismo contra as Forças Armadas.
E para reforçar ainda mais essa instigação, promoveu o lançamento público de um livro em que o seu autor, coerente com a ideologia praticada pelo desgoverno do apedeuta do ABC e seus comparsas derrotados de 1964, faz acusações contra aquelas instituições militares de haverem cometido procedimentos contrários aos direitos humanos, com a única finalidade de comprometê-las junto à opinião pública.
A lei da anistia aprovada durante os governos militares, não foi suficiente para atender a esses recalcados que insistem em atacar e acusar as Forças Armadas.
Está na hora de parar!
O leão verde mantém-se atento e patrulha o seu território, para o caso de atrevimento dos inimigos – externos e internos;
O tigre branco navega na vegetação que lhe proporciona boa camuflagem, e está pronto para um contra-ataque;
O leopardo azul, nas alturas das copas das árvores, observa e descortina desde ao longe, no horizonte, a incursão de prováveis invasores.
Portanto, não será, nem mesmo, preciso que se use vara curta para provocar esses felinos. Eles estão nos seus respectivos “hábitat”, no desempenho de suas missões constitucionais. Sempre cumprindo o dever que juraram.
Não mexam com eles! Não mexam com eles!!!
Publicada em: 18/11/2007
Como se não bastasse a gorda aposentadoria concedida pela Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, ao desertor, traidor, terrorista, assaltante de banco, bandido, assassino, e outras coisas mais - Lamarca, o governo continua na afronta e no revanchismo contra as Forças Armadas.
E para reforçar ainda mais essa instigação, promoveu o lançamento público de um livro em que o seu autor, coerente com a ideologia praticada pelo desgoverno do apedeuta do ABC e seus comparsas derrotados de 1964, faz acusações contra aquelas instituições militares de haverem cometido procedimentos contrários aos direitos humanos, com a única finalidade de comprometê-las junto à opinião pública.
A lei da anistia aprovada durante os governos militares, não foi suficiente para atender a esses recalcados que insistem em atacar e acusar as Forças Armadas.
Está na hora de parar!
O leão verde mantém-se atento e patrulha o seu território, para o caso de atrevimento dos inimigos – externos e internos;
O tigre branco navega na vegetação que lhe proporciona boa camuflagem, e está pronto para um contra-ataque;
O leopardo azul, nas alturas das copas das árvores, observa e descortina desde ao longe, no horizonte, a incursão de prováveis invasores.
Portanto, não será, nem mesmo, preciso que se use vara curta para provocar esses felinos. Eles estão nos seus respectivos “hábitat”, no desempenho de suas missões constitucionais. Sempre cumprindo o dever que juraram.
Não mexam com eles! Não mexam com eles!!!
CPMF: Lula pede responsabilidade aos senadores e o DEM reage
Do GLOBO ONLINE
Presidente se perguntou quem vai explicar aos pacientes do SUS a falta de dinheiro para os atendimentos se a contribuição não for aprovada.
Presidente se perguntou quem vai explicar aos pacientes do SUS a falta de dinheiro para os atendimentos se a contribuição não for aprovada.
Ministro obsceno do Lula tentou...
... mas do outro lado tinha um tal de ROBERTO CAMPOS... Aí não dá, né?!? Covardia. Vejam como caiu a máscara e depois do golpe ficou caladinho o "s"inistro Top Top.
Platão e porque Lula, Chávez e Evo estão aí...
"A punição imposta aos bons quando se recusam a tomar parte do governo é viver sob o governo dos maus."
Portanto, se não tomarmos partido e assumirmos nossas causas, vamos viver os "mil anos de escuridão" que o grande Ronald Reagan professou em seu discurso de despedida.
Portanto, se não tomarmos partido e assumirmos nossas causas, vamos viver os "mil anos de escuridão" que o grande Ronald Reagan professou em seu discurso de despedida.
Brasil e Venezuela serão aliados?
Do "orkuteiro" Marcelo Carrijo, uma bela análise de uma trágica possibilidade
"Olha gente, nem eu mesmo quero acreditar, mas quando a gente vê tanta coisa na vida, acha que tudo é possível. Estou me referindo à fatos recentes:
1. No episódio do "? por que no te callas ?" o presidente Lulla saiu em defesa do ditador venezuelano dizendo que a Venezuela é uma democracia. Que o presidente inclusive já foi eleito três vezes.
2. Tradicionalmente a FAB compra seus principais meios aéreos dos EUA e França. Nunca foi cogitato a compra de material russo, pois apesar de serem de tecnologia avançada, sua reputação no mercado internacional quanto ào fornecimeto de manutenção não é muito boa. Para minha surpresa o governo abriu licitação para a compra de helicópteros para a FAB. São 2 versões: transporte e de ataque. Estão no páreo os: Eurocopter (Alemanha-França), AgustaWestland (Itália) e Rosoboronexport (Rússia). E os mais cotados para vencer a concorrência são:
- Ataque: Mi-35M.
- Transporte: Mi-171V
Ambos os modelos fora adotados recentemente pela Venezuela para modernizar sua Força Aérea, juntamente com o modelo Mi-26T que foi chamado por Chávez de "fortaleza voadora". Ele afirmou que a Venezuela será o primeiro país do mundo a receber esse modelo de helicóptero. O Mi-26T tem capacidade para transportar, além da tripulação de cinco pessoas, até 80 soldados com equipamento completo, ou em situações de transporte de feridos, de até 60 pessoas em macas e mais quatro ou cinco médicos.
Quem é do ramo sabe que padronização dos meios facilita a manutenção e a cadeia de suprimentos. Espero estar enganado em minha análise, mas os indícios de alinhamento são fortes."
"Olha gente, nem eu mesmo quero acreditar, mas quando a gente vê tanta coisa na vida, acha que tudo é possível. Estou me referindo à fatos recentes:
1. No episódio do "? por que no te callas ?" o presidente Lulla saiu em defesa do ditador venezuelano dizendo que a Venezuela é uma democracia. Que o presidente inclusive já foi eleito três vezes.
2. Tradicionalmente a FAB compra seus principais meios aéreos dos EUA e França. Nunca foi cogitato a compra de material russo, pois apesar de serem de tecnologia avançada, sua reputação no mercado internacional quanto ào fornecimeto de manutenção não é muito boa. Para minha surpresa o governo abriu licitação para a compra de helicópteros para a FAB. São 2 versões: transporte e de ataque. Estão no páreo os: Eurocopter (Alemanha-França), AgustaWestland (Itália) e Rosoboronexport (Rússia). E os mais cotados para vencer a concorrência são:
- Ataque: Mi-35M.
- Transporte: Mi-171V
Ambos os modelos fora adotados recentemente pela Venezuela para modernizar sua Força Aérea, juntamente com o modelo Mi-26T que foi chamado por Chávez de "fortaleza voadora". Ele afirmou que a Venezuela será o primeiro país do mundo a receber esse modelo de helicóptero. O Mi-26T tem capacidade para transportar, além da tripulação de cinco pessoas, até 80 soldados com equipamento completo, ou em situações de transporte de feridos, de até 60 pessoas em macas e mais quatro ou cinco médicos.
Quem é do ramo sabe que padronização dos meios facilita a manutenção e a cadeia de suprimentos. Espero estar enganado em minha análise, mas os indícios de alinhamento são fortes."
DEM reage a disparate de Lula, repudia sua aliança com Chávez e denuncia tentação golpista
Do blog REINALDO AZEVEDO
Brasília, 15 de novembro de 2007
Por entender que, ao defender a continuidade de Hugo Chávez no poder com base em plebiscitos, o presidente Lula da Silva fez a mais grave ameaça à democracia brasileira desde que assumiu o mandato, o Democratas vem a público para:
1) repudiar a sociedade do presidente da República e do governo com o ditador da Venezuela, Hugo Chávez, por considerar que esta aliança ameaça a democracia e o Estado de Direito, além de ser contrária e nociva aos interesses do povo brasileiro;
2) denunciar ao país que, ao avalizar e tentar conferir legitimidade ao governo ditatorial de Hugo Chávez, o presidente Lula emite sinal verde a golpistas que estão urdindo emenda à Constituição para impedir a alternância de poder no Brasil, a exemplo do que foi feito na Venezuela;
3) reafirmar que o prazo do mandato do presidente Lula está definido na Constituição da República e que propostas espúrias para mexer neste prazo serão tratadas pelo Democratas como aquilo que realmente são: tentativas de golpe de Estado para extinguir a Democracia e o Estado de Direito com o objetivo de instalar uma ditadura no Brasil;
4) antecipar que as bancadas democratas na Câmara e no Senado rejeitarão toda e qualquer manobra para enfraquecer o Congresso Nacional e conduzir o país à margem da Lei e do Estado de Direito;
5) reafirmar que o Democratas vota contra o ingresso da Venezuela no Mercosul porque o Mercado Comum exige a credencial democrática dos países membros, requisito que o ditador Hugo Chávez subtraiu do seu País e do seu povo;
6) e, por fim, manifestar total solidariedade aos valentes venezuelanos que enfrentam o governo antidemocrático de Hugo Chávez na Venezuela.
Rodrigo Maia - Presidente do partido DEMOCRATAS
Brasília, 15 de novembro de 2007
Por entender que, ao defender a continuidade de Hugo Chávez no poder com base em plebiscitos, o presidente Lula da Silva fez a mais grave ameaça à democracia brasileira desde que assumiu o mandato, o Democratas vem a público para:
1) repudiar a sociedade do presidente da República e do governo com o ditador da Venezuela, Hugo Chávez, por considerar que esta aliança ameaça a democracia e o Estado de Direito, além de ser contrária e nociva aos interesses do povo brasileiro;
2) denunciar ao país que, ao avalizar e tentar conferir legitimidade ao governo ditatorial de Hugo Chávez, o presidente Lula emite sinal verde a golpistas que estão urdindo emenda à Constituição para impedir a alternância de poder no Brasil, a exemplo do que foi feito na Venezuela;
3) reafirmar que o prazo do mandato do presidente Lula está definido na Constituição da República e que propostas espúrias para mexer neste prazo serão tratadas pelo Democratas como aquilo que realmente são: tentativas de golpe de Estado para extinguir a Democracia e o Estado de Direito com o objetivo de instalar uma ditadura no Brasil;
4) antecipar que as bancadas democratas na Câmara e no Senado rejeitarão toda e qualquer manobra para enfraquecer o Congresso Nacional e conduzir o país à margem da Lei e do Estado de Direito;
5) reafirmar que o Democratas vota contra o ingresso da Venezuela no Mercosul porque o Mercado Comum exige a credencial democrática dos países membros, requisito que o ditador Hugo Chávez subtraiu do seu País e do seu povo;
6) e, por fim, manifestar total solidariedade aos valentes venezuelanos que enfrentam o governo antidemocrático de Hugo Chávez na Venezuela.
Rodrigo Maia - Presidente do partido DEMOCRATAS
Lula apóia Chávez contra o Rei Juan Carlos
Do portal MENESTREL & CIA
Lula apoia Chávez contra o Rei Juan Carlos de Espanha e a reeleição sucessiva do ditador da Venezuela.
No seu linguajar enrolado de botequim de periferia ele anuciou ontem pelos telejornais noturnos:
A nova Ditadura no Brasil vem aí!
E pior que a anterior, pois capitaneada por um bando de néscios e corruptos e apoiada pelos dois extremos da sociedade: banqueiros e industriais que "nunca dantes" ganharam tanto e os sem trabalho que vivem da caridade pública. O saque aos cofres da Nação é franqueado aos amigos do Rei, amoral, mentiroso, fanfarrão, megalomaníaco. Qual o futuro de um país dirigido pelo que há de pior no caráter humano? O ovo da serpente já se quebrou e seus filhotes avançam pelos pântanos, bosques e jardins, sem que a maioria da população se importe. Este não é o pais moderno das torres de vidro e das máquinas maravilhosas. É o mangue, a selva, a água putrefata dos rios, lagos e mares poluídos, a terra seca pela corrupção, o fogo produzindo madeira e carvão, falta de vergonha e muita impunidade, sangue , violência, fraudes e vigarices jorrando em borbotôes, barracos e taperas que se eternizam, doença e ignorância mal cuidadas.
É o país do homem-saúva, da mulher-toupeira, do jovem-fumacê, da criança-ameba, do corvo-rei, do gavião-calçudo, do carcará-pançudo, da anta-rainha, do gambá-perfumado, do sapo-vaidoso, da ratazana-grelhuda, da erva-daninha, do mosquito-da-dengue, da mula-sem-cabeça, do caipora, do vagalume-apagado, da coruja-cega, do galo-capado, do cão-sem-dono e do cagalhão espalhado.
Não é herança que se deixe aos filhos, mas tem gente que gosta e vai deixá-la! Apoiando a megalomania e a torpeza do ídolo de pés-de-barro assinam seus testamentos.
Lula apoia Chávez contra o Rei Juan Carlos de Espanha e a reeleição sucessiva do ditador da Venezuela.
No seu linguajar enrolado de botequim de periferia ele anuciou ontem pelos telejornais noturnos:
A nova Ditadura no Brasil vem aí!
E pior que a anterior, pois capitaneada por um bando de néscios e corruptos e apoiada pelos dois extremos da sociedade: banqueiros e industriais que "nunca dantes" ganharam tanto e os sem trabalho que vivem da caridade pública. O saque aos cofres da Nação é franqueado aos amigos do Rei, amoral, mentiroso, fanfarrão, megalomaníaco. Qual o futuro de um país dirigido pelo que há de pior no caráter humano? O ovo da serpente já se quebrou e seus filhotes avançam pelos pântanos, bosques e jardins, sem que a maioria da população se importe. Este não é o pais moderno das torres de vidro e das máquinas maravilhosas. É o mangue, a selva, a água putrefata dos rios, lagos e mares poluídos, a terra seca pela corrupção, o fogo produzindo madeira e carvão, falta de vergonha e muita impunidade, sangue , violência, fraudes e vigarices jorrando em borbotôes, barracos e taperas que se eternizam, doença e ignorância mal cuidadas.
É o país do homem-saúva, da mulher-toupeira, do jovem-fumacê, da criança-ameba, do corvo-rei, do gavião-calçudo, do carcará-pançudo, da anta-rainha, do gambá-perfumado, do sapo-vaidoso, da ratazana-grelhuda, da erva-daninha, do mosquito-da-dengue, da mula-sem-cabeça, do caipora, do vagalume-apagado, da coruja-cega, do galo-capado, do cão-sem-dono e do cagalhão espalhado.
Não é herança que se deixe aos filhos, mas tem gente que gosta e vai deixá-la! Apoiando a megalomania e a torpeza do ídolo de pés-de-barro assinam seus testamentos.
Lula, o campo de petróleo da Bacia de Campos e a falta de gás
No dia 22 de setembro de 1999, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, o jornal Estado de São Paulo publicou reportagem de Isabel Braga com o seguinte título:
"Descoberto campo gigante na Bacia de Santos".
No mesmo dia, na Folha de São Paulo, a manchete de economia era:
"FHC anuncia megacampo de petróleo".
As duas notícias, de 1999, davam conta da existência da reserva de petróleo em águas profundas na Bacia de Santos. Na última quinta-feira, oito anos depois de FHC, o presidente Lula e a ministra Dilma anunciaram, como se fosse novidade, a mesma descoberta que já tinha sido anunciada por FHC.
Com isto saiu da mídia as notícias sobre a falta de gás...
"Descoberto campo gigante na Bacia de Santos".
No mesmo dia, na Folha de São Paulo, a manchete de economia era:
"FHC anuncia megacampo de petróleo".
As duas notícias, de 1999, davam conta da existência da reserva de petróleo em águas profundas na Bacia de Santos. Na última quinta-feira, oito anos depois de FHC, o presidente Lula e a ministra Dilma anunciaram, como se fosse novidade, a mesma descoberta que já tinha sido anunciada por FHC.
Com isto saiu da mídia as notícias sobre a falta de gás...
O que ensinam às nossas crianças
Do portal MOVIMENTO ENDIREITA BRASIL
por Ali Kamel
Não vou importunar o leitor com teorias sobre Gramsci, hegemonia, nada disso. Ao fim da leitura, tenho certeza de que todos vão entender o que se está fazendo com as nossas crianças e com que objetivo.
O psicanalista Francisco Daudt me fez chegar às mãos o livro didático “Nova História Crítica, 8ª série” distribuído gratuitamente pelo MEC a 750 mil alunos da rede pública. O que ele leu ali é de dar medo. Apenas uma tentativa de fazer nossas crianças acreditarem que o capitalismo é mau e que a solução de todos os problemas é o socialismo, que só fracassou até aqui por culpa de burocratas autoritários. Impossível contar tudo o que há no livro. Por isso, cito apenas alguns trechos.
Sobre o que é hoje o capitalismo: “Terras, minas e empresas são propriedade privada. As decisões econômicas são tomadas pela burguesia, que busca o lucro pessoal. Para ampliar as vendas no mercado consumidor, há um esforço em fazer produtos modernos. Grandes diferenças sociais: a burguesia recebe muito mais do que o proletariado. O capitalismo funciona tanto com liberdades como em regimes autoritários.”
Sobre o ideal marxista: “Terras, minas e empresas pertencem à coletividade. As decisões econômicas são tomadas democraticamente pelo povo trabalhador, visando o (sic) bem-estar social. Os produtores são os próprios consumidores, por isso tudo é feito com honestidade para agradar à (sic) toda a população. Não há mais ricos, e as diferenças sociais são pequenas. Amplas liberdades democráticas para os trabalhadores.”
Sobre Mao Tse-tung: “Foi um grande estadista e comandante militar. Escreveu livros sobre política, filosofia e economia. Praticou esportes até a velhice. Amou inúmeras mulheres e por elas foi correspondido. Para muitos chineses, Mao é ainda um grande herói. Mas para os chineses anticomunistas, não passou de um ditador.”Sobre Revolução Cultural Chinesa: “Foi uma experiência socialista muito original. As novas propostas eram discutidas animadamente. Grandes cartazes murais, os dazibaos, abriam espaço para o povo manifestar seus pensamentos e suas críticas. Velhos administradores foram substituídos por rapazes cheios de idéias novas. Em todos os cantos, se falava da luta contra os quatro velhos: velhos hábitos, velhas culturas, velhas idéias, velhos costumes. (...) No início, o presidente Mao Tse-tung foi o grande incentivador da mobilização da juventude a favor da Revolução Cultural. (...) Milhões de jovens formavam a Guarda Vermelha, militantes totalmente dedicados à luta pelas mudanças. (...) Seus militantes invadiam fábricas, prefeituras e sedes do PC para prender dirigentes ‘politicamente esclerosados’. (...) A Guarda Vermelha obrigou os burocratas a desfilar pelas ruas das cidades com cartazes pregados nas costas com dizeres do tipo: ‘Fui um burocrata mais preocupado com o meu cargo do que com o bem-estar do povo’. As pessoas riam, jogavam objetos e até cuspiam. A Revolução Cultural entusiasmava e assustava ao mesmo tempo.”Sobre a Revolução Cubana e o paredão: “A reforma agrária, o confisco dos bens de empresas norte-americanas e o fuzilamento de torturadores do exército de Fulgêncio Batista tiveram inegável apoio popular.”
Sobre as primeiras medidas de Fidel: “O governo decretou que os aluguéis deveriam ser reduzidos em 50%, os livros escolares e os remédios, em 25%.” Essas medidas eram justificadas assim: “Ninguém possui o direito de enriquecer com as necessidades vitais do povo de ter moradia, educação e saúde.”
Sobre o futuro de Cuba, após as dificuldades enfrentadas, segundo o livro, pela oposição implacável dos EUA e o fim da ajuda da URSS: “Uma parte significativa da população cubana guarda a esperança de que se Fidel Castro sair do governo e o país voltar a ser capitalista, haverá muitos investimentos dos EUA.(...) Mas existe (sic) também as possibilidades de Cuba voltar a ter favelas e crianças abandonadas, como no tempo de Fulgêncio Batista. Quem pode saber?”
Sobre os motivos da derrocada da URSS: “É claro que a população soviética não estava passando fome. O desenvolvimento econômico e a boa distribuição de renda garantiam o lar e o jantar para cada cidadão. Não existia inflação nem desemprego. Todo ensino era gratuito e muitos filhos de operários e camponeses conseguiam cursar as melhores faculdades. (...) Medicina gratuita, aluguel que custava o preço de três maços de cigarro, grandes cidades sem crianças abandonadas nem favelas... Para nós, do Terceiro Mundo, quase um sonho não é verdade? Acontecia que o povo da segunda potência mundial não queria só melhores bens de consumo. Principalmente a intelligentsia (os profissionais com curso superior) tinha inveja da classe média em desenvolvimento dos países desenvolvidos (...) Queriam ter dois ou três carros importados na garagem de um casarão, freqüentar bons restaurantes, comprar aparelhagens eletrônicas sofisticadas, roupas de marcas famosas, jóias. (...) Karl Marx não pensava que o socialismo pudesse se desenvolver num único país, menos ainda numa nação atrasada e pobre como a Rússia tzarista. (...) Fica então uma velha pergunta: e se a revolução tivesse estourado num país desenvolvido como os EUA e a Alemanha? Teria fracassado também?”
Esses são apenas alguns poucos exemplos. Há muito mais. De que forma nossas crianças poderão saber que Mao foi um assassino frio de multidões? Que a Revolução Cultural foi uma das maiores insanidades que o mundo presenciou, levando à morte de milhões? Que Cuba é responsável pelos seus fracassos e que o paredão levou à morte, em julgamentos sumários, não torturadores, mas milhares de oponentes do novo regime? E que a URSS não desabou por sentimentos de inveja, mas porque o socialismo real, uma ditadura que esmaga o indivíduo, provou-se não um sonho, mas um pesadelo?
Nossas crianças estão sendo enganadas, a cabeça delas vem sendo trabalhada, e o efeito disso será sentido em poucos anos. É isso o que deseja o MEC? Senão for, algo precisa ser feito, pelo ministério, pelo congresso, por alguém
por Ali Kamel
Não vou importunar o leitor com teorias sobre Gramsci, hegemonia, nada disso. Ao fim da leitura, tenho certeza de que todos vão entender o que se está fazendo com as nossas crianças e com que objetivo.
O psicanalista Francisco Daudt me fez chegar às mãos o livro didático “Nova História Crítica, 8ª série” distribuído gratuitamente pelo MEC a 750 mil alunos da rede pública. O que ele leu ali é de dar medo. Apenas uma tentativa de fazer nossas crianças acreditarem que o capitalismo é mau e que a solução de todos os problemas é o socialismo, que só fracassou até aqui por culpa de burocratas autoritários. Impossível contar tudo o que há no livro. Por isso, cito apenas alguns trechos.
Sobre o que é hoje o capitalismo: “Terras, minas e empresas são propriedade privada. As decisões econômicas são tomadas pela burguesia, que busca o lucro pessoal. Para ampliar as vendas no mercado consumidor, há um esforço em fazer produtos modernos. Grandes diferenças sociais: a burguesia recebe muito mais do que o proletariado. O capitalismo funciona tanto com liberdades como em regimes autoritários.”
Sobre o ideal marxista: “Terras, minas e empresas pertencem à coletividade. As decisões econômicas são tomadas democraticamente pelo povo trabalhador, visando o (sic) bem-estar social. Os produtores são os próprios consumidores, por isso tudo é feito com honestidade para agradar à (sic) toda a população. Não há mais ricos, e as diferenças sociais são pequenas. Amplas liberdades democráticas para os trabalhadores.”
Sobre Mao Tse-tung: “Foi um grande estadista e comandante militar. Escreveu livros sobre política, filosofia e economia. Praticou esportes até a velhice. Amou inúmeras mulheres e por elas foi correspondido. Para muitos chineses, Mao é ainda um grande herói. Mas para os chineses anticomunistas, não passou de um ditador.”Sobre Revolução Cultural Chinesa: “Foi uma experiência socialista muito original. As novas propostas eram discutidas animadamente. Grandes cartazes murais, os dazibaos, abriam espaço para o povo manifestar seus pensamentos e suas críticas. Velhos administradores foram substituídos por rapazes cheios de idéias novas. Em todos os cantos, se falava da luta contra os quatro velhos: velhos hábitos, velhas culturas, velhas idéias, velhos costumes. (...) No início, o presidente Mao Tse-tung foi o grande incentivador da mobilização da juventude a favor da Revolução Cultural. (...) Milhões de jovens formavam a Guarda Vermelha, militantes totalmente dedicados à luta pelas mudanças. (...) Seus militantes invadiam fábricas, prefeituras e sedes do PC para prender dirigentes ‘politicamente esclerosados’. (...) A Guarda Vermelha obrigou os burocratas a desfilar pelas ruas das cidades com cartazes pregados nas costas com dizeres do tipo: ‘Fui um burocrata mais preocupado com o meu cargo do que com o bem-estar do povo’. As pessoas riam, jogavam objetos e até cuspiam. A Revolução Cultural entusiasmava e assustava ao mesmo tempo.”Sobre a Revolução Cubana e o paredão: “A reforma agrária, o confisco dos bens de empresas norte-americanas e o fuzilamento de torturadores do exército de Fulgêncio Batista tiveram inegável apoio popular.”
Sobre as primeiras medidas de Fidel: “O governo decretou que os aluguéis deveriam ser reduzidos em 50%, os livros escolares e os remédios, em 25%.” Essas medidas eram justificadas assim: “Ninguém possui o direito de enriquecer com as necessidades vitais do povo de ter moradia, educação e saúde.”
Sobre o futuro de Cuba, após as dificuldades enfrentadas, segundo o livro, pela oposição implacável dos EUA e o fim da ajuda da URSS: “Uma parte significativa da população cubana guarda a esperança de que se Fidel Castro sair do governo e o país voltar a ser capitalista, haverá muitos investimentos dos EUA.(...) Mas existe (sic) também as possibilidades de Cuba voltar a ter favelas e crianças abandonadas, como no tempo de Fulgêncio Batista. Quem pode saber?”
Sobre os motivos da derrocada da URSS: “É claro que a população soviética não estava passando fome. O desenvolvimento econômico e a boa distribuição de renda garantiam o lar e o jantar para cada cidadão. Não existia inflação nem desemprego. Todo ensino era gratuito e muitos filhos de operários e camponeses conseguiam cursar as melhores faculdades. (...) Medicina gratuita, aluguel que custava o preço de três maços de cigarro, grandes cidades sem crianças abandonadas nem favelas... Para nós, do Terceiro Mundo, quase um sonho não é verdade? Acontecia que o povo da segunda potência mundial não queria só melhores bens de consumo. Principalmente a intelligentsia (os profissionais com curso superior) tinha inveja da classe média em desenvolvimento dos países desenvolvidos (...) Queriam ter dois ou três carros importados na garagem de um casarão, freqüentar bons restaurantes, comprar aparelhagens eletrônicas sofisticadas, roupas de marcas famosas, jóias. (...) Karl Marx não pensava que o socialismo pudesse se desenvolver num único país, menos ainda numa nação atrasada e pobre como a Rússia tzarista. (...) Fica então uma velha pergunta: e se a revolução tivesse estourado num país desenvolvido como os EUA e a Alemanha? Teria fracassado também?”
Esses são apenas alguns poucos exemplos. Há muito mais. De que forma nossas crianças poderão saber que Mao foi um assassino frio de multidões? Que a Revolução Cultural foi uma das maiores insanidades que o mundo presenciou, levando à morte de milhões? Que Cuba é responsável pelos seus fracassos e que o paredão levou à morte, em julgamentos sumários, não torturadores, mas milhares de oponentes do novo regime? E que a URSS não desabou por sentimentos de inveja, mas porque o socialismo real, uma ditadura que esmaga o indivíduo, provou-se não um sonho, mas um pesadelo?
Nossas crianças estão sendo enganadas, a cabeça delas vem sendo trabalhada, e o efeito disso será sentido em poucos anos. É isso o que deseja o MEC? Senão for, algo precisa ser feito, pelo ministério, pelo congresso, por alguém
Instituição de ensino entra com ação na Justiça em virtude da crítica da mãe de uma aluna
Do portal ESCOLA SEM PARTIDO
Acabei de tirar minha filha, de 14 anos, do Colégio Pentágono/COC (unidade Morumbi - São Paulo) em protesto contra o método pedagógico "porno-marxista" adotado pela escola no ensino médio este ano. O sistema COC, que começou como cursinho pré-vestibular há cerca de 40 anos em Ribeirão Preto-SP, está implantado hoje em mais de 150 escolas em todo Brasil, atingindo cerca de 200 mil alunos. O Pentágono - que, além do Morumbi, tem colégios em Alphaville e Perdizes - é uma das escolas-parceiras.
As provas de desvio moral-ideológico são incontáveis. Numa apostila de redação, a escola ensina "como se conjuga um empresário" e, para tanto, fornece uma seqüência de verbos retratando a rotina diária deste profissional:
"Acordou, barbeou-se... beijou, saiu, entrou... despachou... vendeu, ganhou, lucrou, lesou, explorou, burlou... convocou, elogiou, bolinou, estimulou, beijou, convidou... despiu-se... deitou-se, mexeu, gemeu, fungou, babou, antecipou, frustrou... saiu... chegou, beijou, negou, etc., etc.".
A página 4 da apostila de Gramática ostenta a letra de uma música de Charlie Brown Jr, intitulada Papo Reto (Prazer É Sexo O Resto É Negócio) – assim mesmo, tudo em maiúscula, sem vírgula. Está escrito:
"Otário, eu vou te avisar:/ o teu intelecto é de mosca de bar/ (...) Então já era,/ Eu vou fazer de um jeito que ela não vai esquecer".
Noutro exemplo, uma letra de Vitor Martins, da música Vitoriosa:
"Quero sua alegria escandalosa/ vitoriosa por não ter vergonha/ de aprender como se goza".
As apostilas de História e Geografia, pontilhadas de frases-epígrafes de Karl Marx e escritas em 'português ruim', contêm gravíssimos erros de informação e falsificação de dados históricos. Não passam, na verdade, de escancarados panfletos esquerdejosos que as frases abaixo, copiadas literalmente, exemplificam bem:
"Sabemos que a história é escrita pelo vencedor; daí o derrotado sempre ser apresentado como culpado ou condições de inferioridade (sic). Podemos tomar como exemplo a escravidão no Brasil, justificada pela condição de inferioridade do negro, colocado (sic) como animal, pois era ‘desprovido de alma’. Como catequizar um animal? Além da Igreja, que legitimou tal sandice, a quem mais interessava tamanha besteira? Aos comerciantes do tráfico de escravos e aos proprietários rurais. Assim, o negro dava lucro ao comerciante, como mercadoria, e ao latifundiário, como trabalhador. A história pode, dessa forma, ser manipulada para justificar e legitimar os interesses das camadas dominantes em uma determinada época".
Sandice é dizer que a Igreja legitimou a escravidão. Em 1537, o Papa Paulo III publicou a Bula Veritas Ipsa (também chamada Sublimis Deus), condenando a escravidão dos 'índios e as mais gentes'. Dizia o documento, aqui transcrito em português da época que "com authoridade Apostolica, pello teor das presentes, determinamos, & declaramos, que os ditos Indios, & todas as mais gentes que daqui em diante vierem á noticia dos Christãos, ainda que estejão fóra da Fé de Christo, não estão privados, nem devem sello, de sua liberdade, nem do dominio de seus bens, & que não devem ser reduzidos a servidão".
Outra pérola do samba do crioulo doido, extraída da apostila de História:
"O progresso técnico aplicado à agricultura (...) levou o homem a estabelecer seu domínio sobre a produção agrícola em detrimento da mulher".
Ok, feministas. Agora, tratem de explicar a importância e o poder das inúmeras deusas na mitologia dos povos mesopotâmicos, especialmente Inana/Ishtar, chamada de Rainha do Céu e da Terra, Alta Sacerdotisa dos Céus, Estrela Matutina e Vespertina e que integrava, com igual poder, a Assembléia dos Deuses, ao lado de Anu, Enlil, Enki, Ninhursag, Nana e Shamash. Na Suméria,"tanto deuses quanto deusas eram patronos da cultura; forças tanto femininas quanto masculinas estavam envolvidas com a criação da civilização. A realidade dos papéis das mulheres dentro de casa estava em perfeito acordo com a projeção destes papéis no mundo divino". (Tikva Frymer-Kensky em seu livro de 1992, In the Wake of Goddesses: Women, Culture and Transformation of Pagan Myth. Fawcet-Columbine, New York.
Mais delírio marxista de viés esquerdológico:
"Estas transformações provocaram a dissolução das comunidades neolíticas, como também da propriedade coletiva, dando lugar à propriedade privada e à formação das classes sociais, isto é, a propriedade privada deu origem às desigualdades sociais - daí as classes sociais - e a um poder teoricamente colocado acima delas, como árbitro dos antagonismos e contradições, mas que, no final de tudo, é o legitimador e sustentáculo disso: o Estado". (Definição de propriedade privada, classes sociais e de Estado, em sentido marxista, no neolítico, nem Marx!).
Calma, não acabou: No capítulo sobre a Mesopotâmia, a apostila informa que o deus Marduk (grafado Manduque) ordenou a 'Gilgamés' que construísse uma arca para escapar do dilúvio. (Gilgamesh é, na verdade, descendente do Noé caldeu/sumério, chamado Utnapishtin/Ziusudra. É Utnapishtin que conta a Gilgamesh a história da arca e do dilúvio. Há versões em que Ubaretut, filho de Enki, é que é o verdadeiro Noé; Utnapishtin apenas revela a história do dilúvio a Gilgamesh).
Outro trecho informa que o "dilúvio seria enviado por Deus, como castigo às cidades de Sodoma e Gomorra". (Em Genesis (19,24), lê-se: "O Senhor fez então chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra". Além disto, a destruição de Sodoma e Gomorra nada tem a ver com Noé e sim, com o patriarca Abraão e seu sobrinho Ló).
Outros achados:
"Diz a tradição que Sargão era filho de um jardineiro, o que nos faz pensar que, nesta época, como era possível alguém das chamadas camadas baixas da sociedade, ter acesso ao poder?". (Que reflexão revolucionária! E que estilo!).
No capítulo "Geografia das contradições" lê-se: "Uma das graves contradições relaciona-se à economia: na sociedade capitalista quase todos trabalham para gerar riquezas, mas apenas uma minoria burguesa se apropria dela (sic) (...) Por outro lado, é necessário compreender que a sociedade foi e é organizada por meio das relacões sociais de produção. Entre nós, e na maioria dos países, temos o modo de produção capitalista, em que a relação básica é representada pelo trabalho. Nele encontram-se os proprietários dos meios de produção e os trabalhadores que, não possuindo os meios de produção, vendem sua força de trabalho". (Marxismo puro, simples assim).
O mais grave é que estas apostilas, de viés ideológico explícito, vêm sendo adotadas por um número cada vez maior de escolas no País. Além das escolas próprias, o COC faz parcerias com quem queira adotar o sistema, como aconteceu este ano com o Colégio Pentágono, onde minha filha estuda desde o primário. Estas apostilas têm de ser proibidas e as escolas-parceiras e o COC têm de ser responsabilizados. É a escuridão reinante.
___________________________________________
Dias depois de exercer o direito de resposta, o Sistema COC de Ensino ajuizou ação judicial, objetivando a condenação do coordenador do EscolasemPartido.org, Miguel Nagib, e da jornalista Mírian Macedo, ao pagamento de indenização por danos morais alegadamente causados pelo artigo.
___________________________________________
Resposta do Sistema COC
O Sistema COC de Ensino lamenta profundamente o conteúdo do texto da Sra. Mirian Macedo, publicado nesse site.
Queremos esclarecer:
O estudo da História, enquanto uma disciplina do conhecimento, tem como um dos pontos de partida a elaboração de uma teoria desse conhecimento. Essa teoria norteia o trabalho de leitura e interpretação das informações, de elaboração e estabelecimento daquilo que chamamos fatos históricos.
Podemos dizer que há uma construção da narrativa histórica dentro de uma perspectiva espaço-temporal que envolve personagens particulares (reis, presidentes, líderes religiosos, revolucionários...) e personagens coletivos (povos, etnias, massas urbanizadas, comunidades religiosas...). Porém, o que define a posição desses sujeitos históricos e a valorização de seus discursos é, entre outros aspectos, a teoria assumida pelos historiadores. Infere-se, disso, a importância das teorias da História na legitimação dessa ou daquela representação do passado humano.
No que tange ao campo específico dessas teorias, encontramos, de forma basilar, dois caminhos distintos. Um valoriza as relações materiais de produção nas comunidades humanas como determinantes de elaborações sociais, políticas, econômicas e culturais específicas que constituem a condição humana num determinado momento. Esse caminho assinala a importância da divisão social do trabalho e dos mecanismos de controle da produção como definidores de um sentido histórico. Assim, as diferenças estabelecidas no âmbito econômico-social imprimem um movimento na História. Esse movimento é marcado por contradições surgidas dessa própria diferenciação econômico-social. Tais contradições, quando superadas, colocam o grupo humano em outro estágio de desenvolvimento e este redefine as novas contradições. É nesse jogo, chamado de dialético, que flui a História. O que tratamos aqui é da teoria marxista ou do materialismo histórico-dialético.
O outro caminho valoriza a criação das idéias na relação que os homens estabelecem com a natureza e seus semelhantes. São as idéias, nesse sentido, os valores assumidos por um grupo humano que busca definir-se no contato com o mundo (natureza/outros grupos), os pilares, os fundamentos do movimento da História. Esses pilares se constituem como mitologias, religiões, sistemas éticos, filosofias etc. Nessa teoria, a própria forma de produção, de divisão social do trabalho e de distinções sociais se estabelecem em relação a esses conjuntos de valores compartilhados e, às vezes, questionados, pois há também uma relação dialética nesse mundo das idéias. Essa perspectiva da História valoriza a cultura como o âmbito definidor de organizações políticas, sociais e econômicas dos grupos humanos no tempo e no espaço. Essa teoria pode ser chamada de idealista e teve como importante pensador Max Weber, intelectual alemão, considerado, com Karl Marx e outros pensadores, um dos pais das ciências sociais (humanas). Em relação à crítica feita ao material didático, mostramos capacidade e disposição em atender aos dois caminhos interpretativos da História, sem dar espaço para simplificações grosseiras e panfletárias.
Educação não é doutrinamento para um lado ou para outro, mas é o estímulo da inteligência da complexidade. Doutrinamento é simples repetição; inteligência da complexidade é, antes de tudo, articulação.
É em nome dessa diversidade cultural, do choque entre a cultura dos livros e a cultura da mídia, que o material de Língua Portuguesa contempla os mais diversos autores e estilos, desde clássicos da literatura mundial até poetas, letristas e – por que não? – artistas populares amplamente explorados pela mídia – principalmente rádio e TV – para que possam ser comparados, discutidos, sob a luz da escola e dos professores. Dessa forma, ao invés de negar a existência de tais textos e letras, colocamo-las às claras para que possam suscitar análises e reflexões, para que possam colaborar com o processo educacional além do instrucional.
Vale ainda ressaltar que o material impresso é parte do processo de ensino e aprendizagem, que conta também com conteúdo na Internet, Livros Eletrônicos, entre tantos outros recursos que se completam com a atuação dos professores, coordenadores, alunos e pais. As escolas parceiras também complementam o material didático do sistema COC com outras atividades. É o caso do exercício "Como se conjuga um empresário", reproduzido na integra do vestibular da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que não se encontra nos materiais da 1a série do Ensino Médio do Sistema COC.
No processo de produção editorial podem ocorrer falhas e imprecisões. Nós, do Sistema COC, temos o compromisso de fazer as correções, por meio do uso do material por professores e alunos, ou de leitura crítica. Erratas são enviadas às escolas parceiras, e na edição seguinte o material impresso é retificado. Honramos sempre tal compromisso.
Para finalizar, citamos algumas obras de referência nacional e internacional, as quais corroboram o conteúdo apresentado nos livros de História do Sistema COC de Ensino.
FAUSTO, Boris – História do Brasil, São Paulo, Edusp.
NEVES, Joana – História Geral – a construção de um mundo globalizado, São Paulo, Editora Saraiva. FIGUEIRA, Divalte G. – História, São Paulo, Editora Ática.
CASAS, B. de las – Brevíssima relação da destruição das Índias, Lisboa, Antígona. KOSHIBA, L. e PEREIRA, D. M. F. – História do Brasil, São Paulo, Atual. CAMPOS, F. de e MIRANDA, R. G. – Oficina de História, São Paulo, Editora Moderna. SODRÉ, N. W. – Formação histórica do Brasil, São Paulo, Editora Brasiliense.
José Henrique del Castillo Melo - Sistema COC
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Acabei de tirar minha filha, de 14 anos, do Colégio Pentágono/COC (unidade Morumbi - São Paulo) em protesto contra o método pedagógico "porno-marxista" adotado pela escola no ensino médio este ano. O sistema COC, que começou como cursinho pré-vestibular há cerca de 40 anos em Ribeirão Preto-SP, está implantado hoje em mais de 150 escolas em todo Brasil, atingindo cerca de 200 mil alunos. O Pentágono - que, além do Morumbi, tem colégios em Alphaville e Perdizes - é uma das escolas-parceiras.
As provas de desvio moral-ideológico são incontáveis. Numa apostila de redação, a escola ensina "como se conjuga um empresário" e, para tanto, fornece uma seqüência de verbos retratando a rotina diária deste profissional:
"Acordou, barbeou-se... beijou, saiu, entrou... despachou... vendeu, ganhou, lucrou, lesou, explorou, burlou... convocou, elogiou, bolinou, estimulou, beijou, convidou... despiu-se... deitou-se, mexeu, gemeu, fungou, babou, antecipou, frustrou... saiu... chegou, beijou, negou, etc., etc.".
A página 4 da apostila de Gramática ostenta a letra de uma música de Charlie Brown Jr, intitulada Papo Reto (Prazer É Sexo O Resto É Negócio) – assim mesmo, tudo em maiúscula, sem vírgula. Está escrito:
"Otário, eu vou te avisar:/ o teu intelecto é de mosca de bar/ (...) Então já era,/ Eu vou fazer de um jeito que ela não vai esquecer".
Noutro exemplo, uma letra de Vitor Martins, da música Vitoriosa:
"Quero sua alegria escandalosa/ vitoriosa por não ter vergonha/ de aprender como se goza".
As apostilas de História e Geografia, pontilhadas de frases-epígrafes de Karl Marx e escritas em 'português ruim', contêm gravíssimos erros de informação e falsificação de dados históricos. Não passam, na verdade, de escancarados panfletos esquerdejosos que as frases abaixo, copiadas literalmente, exemplificam bem:
"Sabemos que a história é escrita pelo vencedor; daí o derrotado sempre ser apresentado como culpado ou condições de inferioridade (sic). Podemos tomar como exemplo a escravidão no Brasil, justificada pela condição de inferioridade do negro, colocado (sic) como animal, pois era ‘desprovido de alma’. Como catequizar um animal? Além da Igreja, que legitimou tal sandice, a quem mais interessava tamanha besteira? Aos comerciantes do tráfico de escravos e aos proprietários rurais. Assim, o negro dava lucro ao comerciante, como mercadoria, e ao latifundiário, como trabalhador. A história pode, dessa forma, ser manipulada para justificar e legitimar os interesses das camadas dominantes em uma determinada época".
Sandice é dizer que a Igreja legitimou a escravidão. Em 1537, o Papa Paulo III publicou a Bula Veritas Ipsa (também chamada Sublimis Deus), condenando a escravidão dos 'índios e as mais gentes'. Dizia o documento, aqui transcrito em português da época que "com authoridade Apostolica, pello teor das presentes, determinamos, & declaramos, que os ditos Indios, & todas as mais gentes que daqui em diante vierem á noticia dos Christãos, ainda que estejão fóra da Fé de Christo, não estão privados, nem devem sello, de sua liberdade, nem do dominio de seus bens, & que não devem ser reduzidos a servidão".
Outra pérola do samba do crioulo doido, extraída da apostila de História:
"O progresso técnico aplicado à agricultura (...) levou o homem a estabelecer seu domínio sobre a produção agrícola em detrimento da mulher".
Ok, feministas. Agora, tratem de explicar a importância e o poder das inúmeras deusas na mitologia dos povos mesopotâmicos, especialmente Inana/Ishtar, chamada de Rainha do Céu e da Terra, Alta Sacerdotisa dos Céus, Estrela Matutina e Vespertina e que integrava, com igual poder, a Assembléia dos Deuses, ao lado de Anu, Enlil, Enki, Ninhursag, Nana e Shamash. Na Suméria,"tanto deuses quanto deusas eram patronos da cultura; forças tanto femininas quanto masculinas estavam envolvidas com a criação da civilização. A realidade dos papéis das mulheres dentro de casa estava em perfeito acordo com a projeção destes papéis no mundo divino". (Tikva Frymer-Kensky em seu livro de 1992, In the Wake of Goddesses: Women, Culture and Transformation of Pagan Myth. Fawcet-Columbine, New York.
Mais delírio marxista de viés esquerdológico:
"Estas transformações provocaram a dissolução das comunidades neolíticas, como também da propriedade coletiva, dando lugar à propriedade privada e à formação das classes sociais, isto é, a propriedade privada deu origem às desigualdades sociais - daí as classes sociais - e a um poder teoricamente colocado acima delas, como árbitro dos antagonismos e contradições, mas que, no final de tudo, é o legitimador e sustentáculo disso: o Estado". (Definição de propriedade privada, classes sociais e de Estado, em sentido marxista, no neolítico, nem Marx!).
Calma, não acabou: No capítulo sobre a Mesopotâmia, a apostila informa que o deus Marduk (grafado Manduque) ordenou a 'Gilgamés' que construísse uma arca para escapar do dilúvio. (Gilgamesh é, na verdade, descendente do Noé caldeu/sumério, chamado Utnapishtin/Ziusudra. É Utnapishtin que conta a Gilgamesh a história da arca e do dilúvio. Há versões em que Ubaretut, filho de Enki, é que é o verdadeiro Noé; Utnapishtin apenas revela a história do dilúvio a Gilgamesh).
Outro trecho informa que o "dilúvio seria enviado por Deus, como castigo às cidades de Sodoma e Gomorra". (Em Genesis (19,24), lê-se: "O Senhor fez então chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra". Além disto, a destruição de Sodoma e Gomorra nada tem a ver com Noé e sim, com o patriarca Abraão e seu sobrinho Ló).
Outros achados:
"Diz a tradição que Sargão era filho de um jardineiro, o que nos faz pensar que, nesta época, como era possível alguém das chamadas camadas baixas da sociedade, ter acesso ao poder?". (Que reflexão revolucionária! E que estilo!).
No capítulo "Geografia das contradições" lê-se: "Uma das graves contradições relaciona-se à economia: na sociedade capitalista quase todos trabalham para gerar riquezas, mas apenas uma minoria burguesa se apropria dela (sic) (...) Por outro lado, é necessário compreender que a sociedade foi e é organizada por meio das relacões sociais de produção. Entre nós, e na maioria dos países, temos o modo de produção capitalista, em que a relação básica é representada pelo trabalho. Nele encontram-se os proprietários dos meios de produção e os trabalhadores que, não possuindo os meios de produção, vendem sua força de trabalho". (Marxismo puro, simples assim).
O mais grave é que estas apostilas, de viés ideológico explícito, vêm sendo adotadas por um número cada vez maior de escolas no País. Além das escolas próprias, o COC faz parcerias com quem queira adotar o sistema, como aconteceu este ano com o Colégio Pentágono, onde minha filha estuda desde o primário. Estas apostilas têm de ser proibidas e as escolas-parceiras e o COC têm de ser responsabilizados. É a escuridão reinante.
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Dias depois de exercer o direito de resposta, o Sistema COC de Ensino ajuizou ação judicial, objetivando a condenação do coordenador do EscolasemPartido.org, Miguel Nagib, e da jornalista Mírian Macedo, ao pagamento de indenização por danos morais alegadamente causados pelo artigo.
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Resposta do Sistema COC
O Sistema COC de Ensino lamenta profundamente o conteúdo do texto da Sra. Mirian Macedo, publicado nesse site.
Queremos esclarecer:
O estudo da História, enquanto uma disciplina do conhecimento, tem como um dos pontos de partida a elaboração de uma teoria desse conhecimento. Essa teoria norteia o trabalho de leitura e interpretação das informações, de elaboração e estabelecimento daquilo que chamamos fatos históricos.
Podemos dizer que há uma construção da narrativa histórica dentro de uma perspectiva espaço-temporal que envolve personagens particulares (reis, presidentes, líderes religiosos, revolucionários...) e personagens coletivos (povos, etnias, massas urbanizadas, comunidades religiosas...). Porém, o que define a posição desses sujeitos históricos e a valorização de seus discursos é, entre outros aspectos, a teoria assumida pelos historiadores. Infere-se, disso, a importância das teorias da História na legitimação dessa ou daquela representação do passado humano.
No que tange ao campo específico dessas teorias, encontramos, de forma basilar, dois caminhos distintos. Um valoriza as relações materiais de produção nas comunidades humanas como determinantes de elaborações sociais, políticas, econômicas e culturais específicas que constituem a condição humana num determinado momento. Esse caminho assinala a importância da divisão social do trabalho e dos mecanismos de controle da produção como definidores de um sentido histórico. Assim, as diferenças estabelecidas no âmbito econômico-social imprimem um movimento na História. Esse movimento é marcado por contradições surgidas dessa própria diferenciação econômico-social. Tais contradições, quando superadas, colocam o grupo humano em outro estágio de desenvolvimento e este redefine as novas contradições. É nesse jogo, chamado de dialético, que flui a História. O que tratamos aqui é da teoria marxista ou do materialismo histórico-dialético.
O outro caminho valoriza a criação das idéias na relação que os homens estabelecem com a natureza e seus semelhantes. São as idéias, nesse sentido, os valores assumidos por um grupo humano que busca definir-se no contato com o mundo (natureza/outros grupos), os pilares, os fundamentos do movimento da História. Esses pilares se constituem como mitologias, religiões, sistemas éticos, filosofias etc. Nessa teoria, a própria forma de produção, de divisão social do trabalho e de distinções sociais se estabelecem em relação a esses conjuntos de valores compartilhados e, às vezes, questionados, pois há também uma relação dialética nesse mundo das idéias. Essa perspectiva da História valoriza a cultura como o âmbito definidor de organizações políticas, sociais e econômicas dos grupos humanos no tempo e no espaço. Essa teoria pode ser chamada de idealista e teve como importante pensador Max Weber, intelectual alemão, considerado, com Karl Marx e outros pensadores, um dos pais das ciências sociais (humanas). Em relação à crítica feita ao material didático, mostramos capacidade e disposição em atender aos dois caminhos interpretativos da História, sem dar espaço para simplificações grosseiras e panfletárias.
Educação não é doutrinamento para um lado ou para outro, mas é o estímulo da inteligência da complexidade. Doutrinamento é simples repetição; inteligência da complexidade é, antes de tudo, articulação.
É em nome dessa diversidade cultural, do choque entre a cultura dos livros e a cultura da mídia, que o material de Língua Portuguesa contempla os mais diversos autores e estilos, desde clássicos da literatura mundial até poetas, letristas e – por que não? – artistas populares amplamente explorados pela mídia – principalmente rádio e TV – para que possam ser comparados, discutidos, sob a luz da escola e dos professores. Dessa forma, ao invés de negar a existência de tais textos e letras, colocamo-las às claras para que possam suscitar análises e reflexões, para que possam colaborar com o processo educacional além do instrucional.
Vale ainda ressaltar que o material impresso é parte do processo de ensino e aprendizagem, que conta também com conteúdo na Internet, Livros Eletrônicos, entre tantos outros recursos que se completam com a atuação dos professores, coordenadores, alunos e pais. As escolas parceiras também complementam o material didático do sistema COC com outras atividades. É o caso do exercício "Como se conjuga um empresário", reproduzido na integra do vestibular da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que não se encontra nos materiais da 1a série do Ensino Médio do Sistema COC.
No processo de produção editorial podem ocorrer falhas e imprecisões. Nós, do Sistema COC, temos o compromisso de fazer as correções, por meio do uso do material por professores e alunos, ou de leitura crítica. Erratas são enviadas às escolas parceiras, e na edição seguinte o material impresso é retificado. Honramos sempre tal compromisso.
Para finalizar, citamos algumas obras de referência nacional e internacional, as quais corroboram o conteúdo apresentado nos livros de História do Sistema COC de Ensino.
FAUSTO, Boris – História do Brasil, São Paulo, Edusp.
NEVES, Joana – História Geral – a construção de um mundo globalizado, São Paulo, Editora Saraiva. FIGUEIRA, Divalte G. – História, São Paulo, Editora Ática.
CASAS, B. de las – Brevíssima relação da destruição das Índias, Lisboa, Antígona. KOSHIBA, L. e PEREIRA, D. M. F. – História do Brasil, São Paulo, Atual. CAMPOS, F. de e MIRANDA, R. G. – Oficina de História, São Paulo, Editora Moderna. SODRÉ, N. W. – Formação histórica do Brasil, São Paulo, Editora Brasiliense.
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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".

