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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Caracas participou do atentado contra Fernando Londoño?

 

MÍDIA SEM MÁSCARA

ESCRITO POR EDUARDO MACKENZIE | 29 MAIO 2012
NOTÍCIAS FALTANTES - FORO DE SÃO PAULO

Se um vulgar puxa-saco de Hugo Chávez aceita fazer o triste papel de rato catódico que lança mentiras enormes que ninguém acredita, é porque Caracas se vê em um beco sem saída.

Como não conseguiram matar o ex-ministro com uma bomba-lapa [1], querem liquidá-lo agora com uma injúria. Como não conseguiram tirar o ex-presidente do jogo político colombiano e continental, agora querem abatê-lo com um boato ridículo. A nova invenção é tão risível que seus efeitos se devolverão contra Caracas.

A gesticulação de um suposto “politólogo” venezuelano, um tal de Pérez Pirela, que sem ruborizar-se disse ante um canal de televisão chavista que o atentado contra o ex-ministro da Justiça e jornalista colombiano Fernando Londoño Hoyos havia sido “planejado” pelo ex-presidente Álvaro Uribe e pelo próprio Fernando Londoño, é um ato grotesco que mostra a baixeza e a debilidade mental em que caíram os peões da ditadura venezuelana.

É, também, um indício paradoxal e interessante: o regime narco-terrorista da Venezuela poderia ter participado de alguma maneira do sangrento atentado de 15 de maio de 2012 em Bogotá que esteve a ponto de assassinar Fernando Londoño, tirou a vida de dois de suas escoltas e feriu outros 32 colombianos.

A primeira coisa que um terrorista faz após cometer seu crime é lançar elementos de desinformação para desviar os investigadores que se encaminham para ele. A fabricação de rumores é um dos meios utilizados para levantar cortinas de fumaça.

Se um vulgar puxa-saco de Hugo Chávez aceita fazer o triste papel de rato catódico que lança mentiras enormes que ninguém acredita, é porque Caracas se vê em um beco sem saída. Altos responsáveis da Polícia colombiana declararam pouco depois do atentado contra Londoño que as FARC, cujo endereço se esconde na Venezuela, estão envolvidas nos fatos de 15 de maio (o carro-bomba desativado e a bomba-lapa). É possível que essas mesmas autoridades estejam encontrando provas que permitam pensar que a ordem desse atentado, decidido pelos chefes das FARC, também teve o aval de Caracas.

As falsas “revelações” do falso “politólogo” Pérez, um evidente ato de desespero, mostram que a propaganda de Caracas trata de esconder a verdade e anular as declarações valentes do sacerdote e jornalista Pedro José Palmar que afirmou ante os meios de comunicação, como o diário Tal Cual, de Caracas, que “Timochenko”, cognome do chefe das FARC, vive na Venezuela, em uma fazenda de Adán Chávez, irmão do presidente Hugo Chávez e governador do estado Barinas.

É do mesmo modo a resposta às declarações da deputada venezuelana María Corina Machado, que assegura que o presidente Chávez “sabe onde há presença” das FARC na Venezuela. “O fato de que [Chávez] reaja a uma instalação de militares colombianos do outro lado da fronteira, é porque ele sabe onde está a guerrilha”, explicou Machado.

Após a emboscada estendida pelas FARC em 21 de maio de 2012, a 150 metros da zona fronteiriça, vereda La Victoria, na qual morreram 12 militares colombianos e mais quatro foram feridos, ninguém mais duvida, nem as mais altas esferas do Governo nem do Exército colombiano, que as hostes de Timochenko se escondem e atacam e intensificam seus ataques desde a Venezuela. “Sabemos que a Frente 59 das FARC saiu da Venezuela para atacar os uniformizados e posteriormente fugiu de novo para o país vizinho”, detalhou o comandante do Exército colombiano, general Sergio Mantilla.

Essa mesma emboscada, onde o helicóptero venezuelano protegeu as FARC e esteve, segundo um meio de comunicação colombiano, a ponto de disparar contra um helicóptero militar colombiano, criou tal tensão que Hugo Chávez teme que Santos veja-se obrigado a tomar novas medidas para proteger a Colômbia. Por isso Chávez fez saber que havia ordenado o deslocamento de 3.000 soldados ao longo da fronteira com a Colômbia, “para reforçar a segurança”. Por isso o ministro Maduro fez a chanceler colombiana ir a Caracas para amarrar a Colômbia com a criação de uma “coordenação eficaz” para “combater os grupos armados”na fronteira. 

Como a opinião pública, e sobretudo o alto comando, vai encarar essa perda de soberania no caso em que a posição colombiana nessa área ultra-sensível dependa do aval de Caracas?

A embrulhada de Pérez cai como o anel no dedo para desviar a atenção sobre estes assuntos espinhosos e sobre a natureza da matança do 15 de maio. Caracas quer que a investigação em Bogotá se encerre com uma acusação contra uma misteriosa “extrema direita”, pois Chávez decretou que o culpado pelo atentado contra Fernando Londoño é o próprio ex-presidente Uribe. Que beleza! Os investigadores em Bogotá acatarão essa ordem? A imprensa colombiana, mais submissa ainda, engolirá semelhante cobra?

É ele quem está cuidando de frear a investigação pelo atentado contra Álvaro Uribe em Buenos Aires? Por que o juiz federal Norberto Oyarbide diz que há “dente de coelho” nesse caso? Oyarbide disse que a bomba no Gran Rex estava preparada “para provocar mortes de pessoas”. Por que a Polícia Federal, muito próxima do governo Kirchner, transformou essa bomba em um dispositivo “de estrondo”?

Os crimes que as FARC estão cometendo nestes dias na Colômbia e no continente estão estendendo, embora não queiram, uma armadilha ao melhor amigo colombiano de Hugo Chávez.

Pois chegou a hora de escolher. Santos, que não quis aceitar o que diz a Polícia colombiana, sobretudo o general Luis E. Martínez sobre a participação das FARC no atentado contra Fernando Londoño, aceitará as “informações” do miserável Pérez contra o ex-presidente Uribe e contra o ex-ministro Fernando Londoño?

O presidente Santos deixará insultar um ex-presidente colombiano imensamente legítimo e popular dessa maneira? Ele permitirá que contra a vítima sobrevivente do atentado do 15 de maio as FARC, e o chavismo se encolerizem uma vez mais contra ela pela via da insinuação caluniosa?

O presidente Juan Manuel Santos deve escolher. Ou acolhe a infâmia de Pérez e valida o segundo atentado contra o ex-ministro e jornalista Fernando Londoño, ou repudia isso, como fez com vigor o ex-presidente Uribe, e defende a honra desses dois colombianos ilustres.

O tempo da vacilação se acabou. Sua negociação secreta com as FARC, com patrocínio cubano, lhe está estourando na cara. Sobretudo está custando muitas vidas de colombianos. A ordem pública está em crise em todas as partes. Ele continuará com isso? O jogo da mão dupla se encerrou. Ou se está com um regime detestável e moribundo, inimigo da Colômbia, disposto a inundar em sangue, em qualquer parte do mundo, como admitiu o próprio Fidel Castro há algumas semanas, toda tentativa de restabelecer a democracia e as liberdades, ou se está com os povos colombiano, venezuelano e latino-americano que lutam pela liberdade e a democracia.

Presidente Juan Manuel Santos: um desses campos é incompatível com o outro.


Notas da tradutora:

[1] “Lapa” em espanhol, significa “marisco”, mas também “agarrar-se”. Como a bomba colocada no carro do Dr. Fernando Londoño tinha uma espécie de ímã para grudar no capô, a Polícia passou a chamá-la “bomba-lapa”.

[2] No vídeo abaixo, pode-se ouvir as infâmias ditas por uma pessoa sem a menor credibilidade, citadas no artigo acima e que causaram revolta na maioria dos colombianos pela baixeza, vilania e calúnia.

Tradução: Graça Salgueiro

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".