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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

PELA BARBÁRIE E PELA FÉ, “DILMA VAI A CUBA DE ‘OLHOS VENDADOS E CARTEIRA ABERTA’”.

 

STATO FERINO

Publicado por Stato Ferino em fevereiro 6, 2012 · Deixe um comentário

Algumas palavras a respeito da recente visita de D. Dilma Rousseff à Ilha de Cuba, onde Hemingway felizmente viveu antes da imposição das rédeas coletivistas, tempos outros que ainda permitiram que, dali, o maior contador de histórias do Século XX brindasse o mundo com seu talento e simplicidade.

Infelizmente o assunto, aqui, não é agradável como os contos de pescador narrados pelo mestre, mas sim preocupante e digno de lamento. Eis que, na reportagem que segue ((aqui)), ficam mais uma vez evidentes as estruturas teóricas absurdas e os procedimentos criminosos invariavelmente adotados pela esquerda latino-americana, ceia macabra da qual nossa Presidente demonstra partilhar sem qualquer remorso ou vergonha na cara.

A maior e mais simples conclusão que disso se tira é a seguinte: ante o descaso cínico da “Presidenta” em face do aprisionamento da blogueira opositora do regime castrista, Yoani Sánchez, bem como da morte de um cidadão em greve de fome naquela mesmíssima semana, torna-se cristalina a base (i)moral da indiferença de Dilma, a mesma que estrutura a inteira atitude da turma do Foro de São Paulo: uma cegueira vil que toma os fins como legitimantes automáticos dos meios, num constante e inabalável exercício de fé messiânica e totalistarista.

Dilma Rousseff, de fato, quer-se a mais nova pontífice da religião comunista latino-americana. Tendo por Cristo e Cordeiro de Deus o martirizado sociopata Erneste Guevara, redentor de todos os pecados do capital, nossa Presidente, qual Paulo, cuida por sua vez de levar adiante e a cabo o projeto de libertação salvadora das milhões de almas que, privadas da Revelação, clamam pela tutela de uma autoridade superior e transcendental que “clareie” suas vistas. A dama petista, assim, além deste objetivo obrigatoriamente imposto pelo “Imbecil Coletivo” revolucionário, demonstra cada vez mais aspirar também outro, de natureza programática e ora necessário ao bom-sucesso da Causa: a sucessão de Lula também como liderança continental e figura mais bem mascarada do projeto esquerdista na América Latina – projeto documentadamente comprovado que nada obstante a grande mídia insiste em velar, dolosamente taxando-o de absurda teoria conspiratória inventada por uma mirrada (e silenciada) direita.

Ocorre que deve-se fazer justiça às Escrituras, já que a dita tutela operada pela Ideologia e por suas armas, por sua parte, entranha uma substancial diferença em relação àquela propagada pelo Evangelho: é que deve ela obter êxito completo a todo custo e por quaisquer meios, posto que previamente justificados pelo Partido, espelho de um Deus-Pai detentor da guilhotina que ceifará a infraestrutura satânica criada pelo Pecado Original do “Acúmulo Primitivo Capitalista”. E o Partido, Juiz de vivos e mortos quando do apocalíptico Fim-da-História profetizado por seu brilhante e estúpido criador, por si só serve de aval indiscutível e derradeiro para a totalidade das atrocidades praticadas em Seu nome.

Mas dizíamos de D. Dilma, e de como sua visita a Cuba sinaliza estridentemente suas intenções e sua adesão incondicional aos modelos acima explicados.

Vítima de tortura (tortura essa jamais esclarecida, minimamente detalhada ou sequer atestada por qualquer documento ou por qualquer pessoa que não fosse um “companheiro”) por um governo que, num País de dimensões geográficas e populacionais continentais, deu cabo de cerca de 450 pessoas entre mortos e desaparecidos políticos, Dilma foi então professar sua Fé em Cuba, Terra Santa do comunismo latino, uma tripa de ilha cujo governo já “justiçou” mais de 100.000 vidas humanas.

Em bom-português: Dona Dilma (como toda sua laia) ou não tem o mínimo de vergonha na cara, ou mal imagina que o que arrota é nada menos que a santidade da tirania e da violência, desde que “bem orientadas”, atitudes sacrossantas e absolutamente inatacáveis, como os leitores puderam atestar a partir da reportagem acima. É como a Presidente evoca evasivamente seu lamentável “tu quoque” (como se um crime justificasse outro), denunciando abusos (norte americanos) de dimensões incomparavelmente menores que aquelas criadas pelos morticínios genocidas que ela tem o dever pastoral de proteger – vez que cometidos por seus irmãos e, acima de tudo, “pelos motivos certos”.

É importante salientar, aliás, que Dilma foi a Cuba com a única e exclusiva finalidade de despejar, de bico fechado, mais dinheiro naquele sanguinário governo, cabeça de um País que, se antes da revolução era miserável por culpa da opressão econômica norteamericana, hoje curiosamente se encontra ainda mais pobre, só que por conta do embargo comercial imposto pelos EEUU.

Em meio a tantos absurdos, nota-se que as pérolas dílmicas no Caribe são, de fato, os únicos elementos dessa conversa que encontram fácil e certeira explicação: ocorre que a “Presidenta”, como todos os apóstatas maiores de sua mesma crença, encontra-se já naquela situação didaticamente explicada por Sócrates a seus amigos Glauco, Trasímaco e Adimanto em “A República”: tratamos já de homens e mulheres que, de tanto fartar-se cega e obstinadamente com as vísceras de seus iguais, tornaram-se lobos, impossibilitados para sempre de discernir o bem do mal. Lobos que a Presidente Dilma, se (ainda) não imita, teima em amavelmente acariciar e alimentar.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".