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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A USP em Oração: Fé na Greve e na Onça Pintada

 

STATO FERINO

Posted by Stato Ferino on janeiro 23, 2012

Publicado em: A Ditadura do Politicamente Correto, Antropologia, Política. Marcado: Edir Macedo, Grandino Rodas,pt, USP, USP Greve. Deixe um comentário

Entre um e outro “ato de protesto” e “manifesto de repúdio”, o cheguevarismo uspiano, embora pavoneie-se de seu ateísmo fundamentalista, mostra que ainda enclausura algum apreço pelo Reino dos Céus. Apreço aliás muito presente, como se verá, ainda que sufocado em meio à espessa névoa de violência idológica e maquiavelismo satânico que o envolve.

Tais traços sacros, contudo, ficaram evidentes somente agora, quando da publicação de uma cômica e lamentável “Carta” pelo “Comando de Greve da USP” – seja lá o que  for isso -, cujo teor disponibilizamos aqui. Ocorre que a tal prece, por sua eloquência e por sua paixão, faz morderem-se de inveja os mais altos mestres do atual (e pujante) mercado brasileiro da fé.

A coisa toda é até bonita de ser ver. Como nos programas televisivos de Valdemiro Santiago e de Edir Macedo (respectivamente as cabeças da Igreja Mundial do Poder de Deus e da Igreja Universal do Reino de Deus), a esquerda da USP, em sua “Carta”, leva aos ombros a Bíblia petista-gramsciana até o topo da colina sagrada, para então disponibilizar, no rodapé do vídeo (ou da página) três ou quatro contas bancárias diferentes, todas elas destinadas a uma segura engorda proporcionada pela ceva doce que sairá dos bolsos dos fiéis.

A iniciativa, como os caros leitores notaram, destina-se à promoção do que poderíamos chamar (não sem antes obtermos a bênção dos “grevistas profissionais”) de uma “Calourada Crítica”, destinada a anestesiar já na cria, “como era no Princípio agora e para sempre”, os cérebros dos uspianos ingressantes em 2012.

Há, contudo, um motivo mais concreto e imediato para a “Carta”.

Ocorre que o tal Comando de Greve da USP teme que, em vista os recentes atritos entre os esquerdóides da Universidade e o Reitor Grandino Rodas, este não mais disponibilize recursos públicos, como fez nos últimos anos, para a promoção da Calourada. A eventual pão-durice do Reitor, entretanto, é correta e justificada: a verba, afinal, dado o atual estado de idiotia letárgica de que padece o corpo discente (e docente) da USP, reverter-se-ia fatalmente em megafones, cartolinas, pincéis e combustível fisiológico – alimentos, bebidas e ervas – destinados unicamente à glorificação do atraso de vida, do amor pelo ócio e da revolta eterna contra o nada que corróem a Universidade de São Paulo há décadas.

Quanto às semelhanças estruturais entre as Igrejas do Sete-Vezes-Mais e o Comando de Greve, é certo que vão além da mera disponilização de contas bancárias milagrosas. De fato, caracteres fundamentais presentes em todas essas “entidades” permitem enquadrá-las no grupo de movimentos que se alimentam e que agem de acordo com as premissas estruturais da Mentalidade Revolucionária em sua forma mais pura. A inversão moral convicta e a crença cega num Fim da História paradisíaco – um futuro que por si só justifica as maiores vilezas, trambiques e desonestidades praticadas no presente – são manifestações que ocorrem em ambos os casos: tanto em meio à ganância pecuniária ilimitada das Igrejas mencionadas quanto em meio aos sanguinários (embora por vezes apenas matreiros, como no caso) métodos pelos quais a esquerda busca a Justiça, afinal só a ela revelada.

O Comando de Greve, todavia, infelizmente não tem lá o senso de empreendedorismo dos “apóstolos”. Sugestão? É com os melhores que se aprende.

A Igreja Universal, no ano passado, adquiriu 4.000 máquinas de cartão de crédito para facilitar o pagamento de ofertas e dízimos por parte de seus fiéis. Sugerimos, pois, ao movimento, a compra de maquininhas do mesmo tipo. Coisa simples: uma para cada unidade da USP deve bastar (e lembrem-se, amigos, de que não é gasto; é investimento). Querem outro exemplo valioso (e o melhor, de graça)? As Igrejas referidas também se profissionalizaram na venda de pseudorrelíquias como meias, crucifixos, bíblias e outros artigos benzidos por seus “apóstolos”. Ora, o mesmo tipo de apelo facilmente valeria para o sucesso da causa do Comando. Imaginem vós o volume de arrecadação que seria gerado com a venda de camisetas estampadas com imagens de seus ídolos e (eis o pulo do gato), ainda por cima, autografadas  por gente como José Dirceu ou (quem sabe?!) Lula?

E mais: rasgamos nossas matrículas se esses investimentos não se mostrarem profícuos. Garantimos: é pra fazer cego enxergar São Jorge na Lua e aleijado carpir mandioca. No mais, só não recomendaremos o vitorioso exemplo petista de financiar organizacões terroristas narcotraficantes em prol da “Causa”, pois isso configuraria apologia ao crime.

Mas por hoje chega. O banco já vai fechar, e jamais deixaríamos de contribuir com a Caixinha da Greve. Afinal de contas Universidade de São Paulo precisa de “calouros críticos”, como um dia já foram a Gabi, a Mayra e a Karina. Não é mesmo?

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".