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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Gangues dos EUA ajudam PCC e CV, diz relatório

Fonte: CONJUR

Organizações criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, estão fazendo uso das mesmas gangues de crimes informáticos dos Estados Unidos que prestam serviços à Al Qaeda, de Osama Bin Laden. Parece filme de ficção, mas não é. A informação consta de relatório assinado pelo norte-americano Anthony Reyes, consultor de combate a crimes informáticos e que presta serviços ao FBI, a polícia federal dos EUA, e à CIA, a central de inteligência norte-americana. Tais informações foram repassadas ao Comitê Sobre Crimes Eletrônicos da OAB-São Paulo e são confirmadas pelos seus representantes, Coriolano Camargo, 41 anos de idade, e Antônio Otero, 44.


Os dois advogados não promovem investigações mas montaram, em 2009, um centro de referência, na OAB-SP, que tem recebido resultados de investigações de todo o mundo sobre as movimentações do crime virtual no planeta. Isso envolve desde informes dos maiores consultores do governo dos EUA até policiais federais, promotores, procuradores, advogados e juízes. Dados levantados sobre esse centro internacional de referência, comandado por Coriolano Camargo e Antônio Otero, revelam que os 20 maiores escritórios de advocacia de São Paulo já tiveram os seus computadores invadidos por piratas virtuais. “Um dos golpes que tem ocorrido é o envio de um e-mail falso, em nome da Associação dos Advogados de São Paulo, alertando falsamente que o prazo para que, digamos, o recurso de um determinado processo vai expirar. Os advogados acabam ajuizando recursos sem ter de fazê-lo, o que antecipa decisões estratégicas”, diz Coriolano Camargo. “Já imaginou o que isso representa numa ação de R$ 5 milhões?”, indaga Antônio Otero. Ambos, por segredo de profissão, só concordaram em revelar alguns casos sem citar os protagonistas ou vítimas.


E o que o PCC, o CV e Al Qaeda têm a ver com essa trama de cinema? Os advogados explicam que, segundo o relato de Anthony Reyes, que trabalha para a entidade International
High Technology Crime Investigation Association http://www.htcia.org, hoje 50% do modelo de arrecadação monetária da Al Qaeda vem de crimes e extorsões praticadas no mundo virtual. “Anthony Reyes achou conexões do PCC e do CV com os mesmos fornecedores de tecnologia de golpes da AlQaeda”, afirma Coriolano Camargo. As atividades de Reyes no mundo são tão valorizadas que este ano ele foi contratado pelo governo da República Popular da China para montar um esquema anti-fraudes no portal do todo-poderoso Partido Comunista Chinês.


Um dos golpes que vem sendo tentado em todo o mundo, e no Brasil em particular, informou Anthony Reyes à OAB, é tentar roubar senhas de advogados e juízes. É aqui que o PCC estaria tentando operar. Como, por exemplo, ofertando bolsas de estudos para advogados brasileiros, nos EUA, em falsos portais em que a vítima importa um falso arquivo e ali bota os seus dados. “São arquivos em programas JPG e PDF, que uma vez instalados roubam todas as senhas da vítima, ela terá todos os seus passos na navegação seguidos e copiados”, revela Antônio Otero.


O advogado Coriolano Camargo diz que o esquema já é copiado por vários subgrupos criminosos. Ele revela que numa operação da Polícia Federal batizada de Pégasus, por exemplo, tanto PF quanto STF prolataram que os grupos de crimes informáticos que perecem face à lei rapidamente têm o seu espaço virtual ocupado por novos grupos. “É uma vigilância constante, dos criminosos, sobre as potencialidades representadas por ocupar esses espaços”, diz. “Mas o que mais nos preocupa é que esse número aumenta cada vez mais. Já temos 17 mil casos de crimes digitais julgados e condenados no Brasil”, diz Antônio Otero. “Esse tipo de crime aumentou em São Paulo cerca de 200% entre 2007 e 2009”, completa Coriolano. O que mais preocupa a OAB, no entanto, é o aumento da terceirização desse tipo de trabalho. No levantamento da OAB, o crime organizado tem pago um salário de R$ 2 mil mensais para quem empresta o IP do seu computador para um terceiro cometer crimes a partir dele.


Perguntados sobre alguns casos que envolvem tais grupos organizados, eles citam dois, sem obviamente revelar nomes: o de um criminoso que falsificou o e-mail de um ministro do governo Lula e usou esse e-mail para caluniar empresas e pessoas, anexando documentos lícitos com informações falsas; e um caso que chegou à OAB por meio do delegado federal Paulo Quintanilha da Silva, que chefia a seção de crimes informativos da PF, em Brasília. Trata-se de uma companhia aérea inglesa que foi ameaçada de ter todo o seu sistema de compras on-line barrado, caso não desembolsasse, para os criminosos, a soma de US$ 5 milhões. A empresa não pagou e seu sistema de compras foi barrado. O esquema envolvia criminosos com base no Brasil e na Ásia.


Coriolano Camargo e Antônio Otero têm como meta criar, em 2010, um manual de procedimentos para que autoridades não percam a validade de seus flagrantes, face erros simples, na produção de provas, mas que podem comprometer todo o processo: como por exemplo desconectar o computador da rede na hora do flagrante. “Por enquanto as diversas autoridades batem cabeça nos procedimentos”, avalia Otero.


A primeira tentativa do Brasil em se normatizar esse procedimentos é um livro sobre crimes da internet, escrito por Coriolano Camargo, que é a primeira obra do Brasil nessa área cujo download é gratuito. Coriolano Camargo cedeu a obra
As múltiplas faces dos Crimes Eletrônicos e dos Fenômenos Tecnológicos e seus reflexos no universo Jurídico aos leitores da revista eletrônica Conjur (clique aqui para fazer o donwload grátis).

Dois artigos do Heitor de Paola - Movimento Continental Bolivariano (aquele das FARC)

O que fazer com o Movimento Continental Bolivariano?


Eduardo Mackenzie


A Procuradoria não pode se negar a abrir uma investigação sobre os membros colombianos e estrangeiros do Movimento Continental Bolivariano (MCB). A exortação do presidente da República Álvaro Uribe para que esse organismo ajuize esta gente deve ser atendida, e rapidamente, pois o assunto é de importância estratégica. Mal faria o Procurador encarregado, Guillermo Mendoza, ao buscar pretextos para aprazar ou arquivar essa investigação. Nomear uma comissão para ver “se há provas”, quando estas já existem, não é um bom sintoma.


Os membros do MCB sabem em que estão metidos. O MCB não acolhe em suas fileiras as FARC, senão que tem esse movimento terrorista como núcleo central. Desde antes de sua fundação, quando o MCB se chamava “Coordenadora Continental Bolivariana” (CCB), as FARC já estavam lá orientando tudo. Quem esqueceu que um número de delegados da reunião da CCB em Quito entrou em contato pessoal com Raúl Reyes, número dois das FARC, em seu acampamento de Angostura, pouco antes do ataque no qual Reyes e outros perderam a vida?


Posteriormente, o comunista dominicano Narciso Isa Conde, cabeça visível do MCB, confirmou que as FARC fazem parte dessa organização e que os princípios destas, como a “combinação de todas as formas de luta”, fazem parte do arsenal político-ideológico do MCB. Quer dizer, o MCB incluiu em sua presidência “coletiva” Alfonso Cano e, de maneira simbólica, para que não restem dúvidas, o defunto e tristemente célebre Tirofijo. Yul Jabour, do Partido Comunista Venezuelano, reiterou que o MCB não exclui nenhuma forma de luta e que em conseqüência acolhe “qualquer movimento insurgente, inclusive a guerrilha das FARC”. O ELN colombiano também pediu para entrar. Por que Guillermo Mendoza faz como se não visse - nem entendesse - nada a respeito?


O MCB não é só uma “reativação” da frente internacional das FARC, dirigida agora por ‘Iván Márquez’, com escritório em Caracas, como acaba de confirmar o governo equatoriano, mas é um embrião de internacional terrorista como a que os bolcheviques construíram em 1919.


Como é óbvio, a senadora “liberal” Piedad Córdoba se pronunciou rapidamente contra a investigação pedida pelo presidente Uribe. Ela pretende passar ao Procurador Guillermo Mendoza, através da imprensa, uma contra-ordem no sentido de que derrube ou engane com mentiras esta iniciativa de alguma maneira. Já veremos o que Mendoza vai fazer.


Os colombianos devem saber bem o que é o MCB. Uma certa imprensa o está apresentando como um simpático movimento de esquerda. Como fez quando apareceu o M-19 em 1974. Sabemos bem em que terminou essa comédia. Na realidade, o MCB, organismo opaco e secreto, será dentro em pouco a organização internacional mais perigosa do continente. Seus chefes estão construindo nas barbas de todos os governos latino-americanos, sob a aparência de uma inofensiva e bem intencionada organização política que luta “pela paz”, embora não ocultem que as FARC estão bem instaladas lá.


O MCB é um organismo de guerra. É a aventura mais ambiciosa desde o desmantelamento, em 1978, da Junta de Coordenação Revolucionária (JCR), de triste memória. Essa internacional terrorista de extrema esquerda roubou, seqüestrou e assassinou milhares de pessoas no continente e acumulou um tesouro de guerra com o qual financiou quase todos os movimentos armados do continente, que na época não eram poucos.


A JCR chegou a ter bases clandestinas em quatro países (Argentina, Chile, Uruguai e Bolívia), simpatizantes em outros dois (Colômbia e Paraguai) e discretos escritórios na França e Portugal. Um de seus agente lá era Carlos, o Chacal, hoje encarcerado na França.


Fundada em outubro de 1972 no Chile, por delegados de três movimentos terroristas (dois argentinos: o PRT/ERP, de Roberto Santucho e os Montoneros, de Mario Firmenich e o MIR do chileno Miguel Enríquez), a JCR se propôs a realizar a “revolução continental”. Depois somaram-se o ELN dos irmãos Peredo da Bolívia e os Tupamaros do Uruguai.


A JCR foi mais longe que as redes organizadas pelos cubanos. Esse projeto que implantava e treinava guerrilhas em vários países, porém no campo, será esmagado em todas as partes, salvo na Colômbia. A proposta da JCR era levar a luta armada às cidades e propiciar movimentos “de massas” urbanos para destruir as democracias. Durante oito anos causou desastres em vários países, porém finalmente foi brutalmente esmagada pelas ditaduras militares do Cone Sul. (VerLes Annés Condor de John Dinges, La Découverte, Paris, 2004).


Após a derrubada da URSS, a ambição das FARC era ter de novo um aparato de coordenação continental que as respaldassem em nível logístico, político e militar, e que desenvolvesse – ao mesmo tempo – atividades ofensivas em outros países e não somente na Colômbia. Esse projeto não se concretizou durante anos, pois Cuba estava na ruína porém agora, graças a Chávez, está tomando forma. Com o respaldo material da Venezuela e a orientação ideológica de Cuba, com os petrodólares venezuelanos e o tráfico de drogas das FARC, com agentes na Europa e talvez no Oriente Médio, o MCB estará em condições de abrir um novo período de graves desestabilizações no hemisfério. Os países que estão em sua mira não são só Colômbia, Peru, Panamá, México e Honduras. São todos os demais, inclusive Chile, Argentina e Brasil (onde haverá nos próximos meses mudanças de governos e não precisamente favoráveis à esquerda). Nem os Estados Unidos podem se considerar fora da lista. Chávez anunciou que quer derrubar o sistema político desta grande potência. O que Caracas procura é utilizar como alavanca de seus interesses as alas radicais do Partido Democrata e os grupos extra-parlamentares, para paralisar a ajuda de Washington às democracias atacadas.


O desafio que o MCB estabelece é, pois, enorme. Os países que estão na mira não têm alternativa diferente que a seguida pelos Estados Unidos e a União Européia em sua luta contra a Al-Qaeda: infiltração, vigilância eletrônica constante e desmantelamento antecipado dos núcleos combatentes. É nesse contexto que a Procuradoria colombiana e os organismos de segurança dos outros países latino-americanos devem ver o chamado do presidente Uribe sobre o MCB.


O MCB terá dois aparatos: um visível, com uma hierarquia mais ou menos identificável, e outro clandestino, com pessoal, equipamentos e logística ocultas. Porém, se o chavismo consegue vender a sigla MCB como um grupo “progressista” e de pessoas boas, organizado para fazer o bem em todas as partes, o aparato visível fará pressão na Colômbia para atrair o Partido Liberal e o Polo Democratico e conseguir um colapso eleitoral. É óbvio que Piedad Córdoba e sua claque mais o Polo Democratico colaborarão nessa empreitada, por nenhum deles ter diferenças de fundo com o MCB. Sua propaganda cuidará de que todo mundo esqueça que a nova internacional não escondeu jamais suas ambições nem seus métodos, os quais incluem a violência armada.


Na vida dos Estados estes podem escolher, em geral, duas vias para preservar seus interesses e sua segurança: mediante relações mais ou menos amistosas com os outros Estados e governos, ou mediante a manipulação de movimentos subversivos disseminados em todas as partes. Chávez escolheu a segunda via. Uma via fracassada. Com o MCB, Chávez completa sua panóplia de organismos de intervenção. Já tinha o Foro de São Paulo, a ALBA e a UNASUL, cada um com um papel diferente. Agora com o MCB, não lhe falta nenhuma alavanca. Chávez busca “bolivarianizar” a vida das nações do continente, como Stalin buscava “bolchevizar” o mundo inteiro. Como será a combinação disso tudo? Essa via, muito provavelmente, isolará a revolução bolivariana e a levará ao colapso, como ocorreu, com notável atraso, com o mundo soviético. Ter sido parte do campo vencedor na Segunda Guerra mundial atrasou 40 anos o afundamento da URSS. A diferença é que Chávez poderia não ter essa ajudinha da História.


Tradução: Graça Salgueiro


***


http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=1477

Paralelo entre o Movimento Continental Bolivariano e o “informe da verdade” em Quito


*Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido


Há muitas coincidências entre o acontecido na semana passada em Caracas com o Movimento Continental Bolivariano e o publicitado “informe da verdade”, em torno do bombardeio sobre a guarida que Raúl Reyes tinha em território equatoriano, com a anuência complacente do presidente Rafael Correa.


Ambos os eventos coincidem em buscar a legitimação das FARC, lhes negam a condição de terroristas e os apresentam como “lutadores com ideais políticos”. De maneira simultânea excluem Chávez e Correa de qualquer nexo com os terroristas colombianos.


Entretanto, as evidências e as provas corroboram o contrário.


No caso do Movimento Continental Bolivariano, os computadores de Reyes, Ríos, Lozada, John 40, Jerónimo Galeano, Calderón e outros bandidos capturados ou abatidos, reforçam com fatos concretos a tese de que o MCB é o braço político internacional das FARC, que o terrorista dominicano Narciso Isa Conde mantém contato com Iván Márquez, que as FARC têm escritório permanente no Ministério da Defesa venezuelano, e que Chávez, Lula, Evo, Ortega e Correa fazem parte do complô comunista contra a Colômbia [1].


E, de remate, que o Partido Comunista Colombiano em associação com os partidos comunistas e outros movimentos ibero-americanos de esquerda pró-terrorista, estão mancomunados com as FARC e com alguns exemplares dos mal chamados “colombianos pela paz”, para minar a institucionalidade e pôr um governo títere de Chávez na Colômbia.


Entretanto, o informe entregue a Correa que aproveitou a oportunidade para fingir estar decepcionado, corrobora os nexos com as FARC de Augusta Calle, Gustavo Larrea, Ignacio Chauvín, o coronel Brito e um pitoresco general de sobrenome Vargas (constituído em uma vergonha histórica para as Forças Militares Equatorianas).


Evidentemente que Correa sabia destes contatos, pois era quem os autorizava e os ordenava. Ninguém pode acreditar que na condição de ministro Larrea minta descaradamente, dizendo que se reuniu com Reyes na Venezuela, e nem sequer exista a prova das diárias para a viagem que devia receber por lei, nem a entrada legal na Venezuela registrada nos documentos de imigração desse país.


Prova disso é a caleidoscópica atitude que o mandatário equatoriano tomou frente ao problema. Após romper relações diplomáticas com a Colômbia, isso sim, muito dolorido pela sensível morte de seu comparsa e camarada Raúl Reyes, Correa iniciou um desesperado périplo para corroborar seu afã para impedir que as fumigações na fronteira diminuíssem as arcas de seus sócios das FARC e para apresentar ante o mundo o presidente Uribe como Satã, que impede que os comunistas tomem o hemisfério e que além disso havia agredido seu território sem sequer mencionar que com sua anuência desde o Equador, as FARC agrediam e ainda agridem a Colômbia.


Em seguida, em conluio com militares de algibeira Correa inventou a existência de um diário de Raúl Reyes, no qual o terrorista supostamente o detestava. Foi tudo uma grosseira montagem de Correa para preparar provas futuras que o façam sair airoso do problema.


Mais uma vez, Correa mudou a ladainha, diminuiu sua verborréia comunistóide contra Uribe e contra a Colômbia, baixou o tom de sua grotesca atitude e autorizou manipulados funcionários de sua chancelaria a abordar a busca de meios para normalizar as relações com a Colômbia, sem deixar – é claro - de lançar gracejos para os comunistas chiques latino-americanos, pela incômoda presença “gringa” nas bases militares colombianas.


Na mais recente trama, Correa acrescentou ao seu estratagema de fabricar provas que o livrem do problema em que está metido, o fantasioso informe da “comissão da verdade”, na qual de maneira cínica lança a culpa aos comandos médios, enquanto ele sai limpo. Típico comportamento do delinqüente com alta investidura e, em que pese as evidências contra ele, diz que “foi tudo pelas suas costas”.


Não obstante, ao fim de dois eventos em Caracas e Quito surge algo mais importante, do qual o governo e a justiça colombiana não só devem tomar nota senão uma ação imediata. Assim como o presidente Uribe pediu à Procuradoria que investigue todos os terroristas que dirigem o espúrio “Movimento Continental Bolivariano”, esse é o momento adequado para que os juízes da República da Colômbia vinculem formalmente à investigação penal, por apoio ao terrorismo comunista que as FARC praticam, Lula da Silva, Rafael Correa, Evo Morales, Hugo Chávez, Raúl Castro e Daniel Ortega.


A proposição não é para que se rasguem as roupas nem para entrar em argüição de conveniências diplomáticas e da consuetudinária dissimulação que caracteriza muitos dos “intelectuais” colombianos e os sisudos analistas. A razão é simples. Estes personagens estão mancomunados com as FARC para derrocar as instituições na Colômbia. Por sua natureza marxista-leninista estão em guerra contra a Colômbia e contra a ideologia política do atual governo, e nos vêm como seus “inimigos de classe” aos quais têm que submeter a ditadura comunista.


Então, se estes personagens estão dedicados a afundar a institucionalidade e a jogar com dupla moral nos cenários internacionais, mal podem fazer o governo e a justiça colombiana, afastando as contundentes provas encontradas nos computadores de Reyes, mais o descarado patrocínio e respaldo que os mesmos delinqüentes de colarinho branco mencionados deram com seu silêncio cúmplice, frente às agressivas declarações dos terroristas que presidem o Movimento Continental Bolivariano.


Se Lula e os demais sequazes do Foro de São Paulo quisessem a verdadeira paz na Colômbia, se tivessem respeito pela dignidade e soberania colombiana, nem teriam armado o novelão pela necessária e certeira operação contra Reyes no Equador, nem ficariam calados frente às declarações belicosas dos cabeças do mal denominado movimento bolivariano na semana passada em Caracas, nem muito menos coonestariam a palhaçada da “comissão da verdade” em Quito.


Em síntese, fica tudo como no princípio antes da morte de Reyes: a Colômbia está rodeada de governos títeres da ditadura cubana. Chávez e Correa continuam comprometidos até a medula em ajudar seus sócios das FARC, e os demais bandidos, com fuzil e sem ele, continuam conspirando contra as instituições e a democracia no continente, enquanto o governo democrata dos Estados Unidos vira a cara para o outro lado.


* Analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.com


[1] – A esse respeito, leiam também:
http://notalatina.blogspot.com/2009/12/mcb-farc-fsp-membros-de-um-mesmo-corpo.html


Tradução: Graça Salgueiro

SUS não tem atendimento emergencial em 33% do País

Fonte: MSN NOTÍCIAS
Por Ana Conceição, Agencia Estado, Atualizado: 15/12/2009 16:08


Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que 1.867 municípios brasileiros, ou 33,5% de um total de 5.564, não possuem estabelecimentos para atendimento de urgência pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ipea entende como atendimento de emergência serviço 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população.


Os dados são de abril deste ano e foram compilados com base em informações do Ministério da Saúde. O estudo "Presença do Estado no Brasil: Federação, suas unidades e municipalidades", apresentado hoje em São Paulo, mostra que, embora a rede do SUS esteja espalhada por todos os Estados, há grandes brechas.


Além de um terço dos municípios não possuir atendimento de emergência, 1.875 não têm locais para internação, 939 não contam com estabelecimentos de diagnose e terapia e 2.780 não contam com vigilância sanitária. "Há um processo de exclusão em que as populações em dificuldade têm de recorrer a outros municípios", observou Márcio Pochmann, presidente do Ipea.


Entre os 1.867 que não têm atendimento de urgência, 31,7% estão na Região Sudeste; 29% no Nordeste; 24,2% no Sul; 5,9% no Norte; e 9,3% no Centro-Oeste. Dos que não têm locais de internação, 39,5% são do Sudeste; 24,3% do Nordeste; 23,5% do Região Sul; 7% do Região Norte; e 5,8% do Centro-Oeste. E daqueles que não contam com vigilância sanitária, 34,5% são do Sudeste; 25,3% do Nordeste; 26,4% do Sul; 5,3% do Região Norte; e 8,5% do Centro-Oeste.


O estudo "Presença do Estado no Brasil" é uma compilação de dados feita pelo Ipea com informações de vários órgãos governamentais, como ministérios, IBGE, Banco Central, agências reguladoras. Foram eleitos nove temas: previdência social, assistência social, saúde, educação, trabalho, bancos públicos, infraestrutura, segurança pública e cultura. Segundo Pochmann a ideia foi agrupar informações que estavam dispersas em vários lugares para servirem de suporte à formulação de políticas públicas para a atuação do Estado.

"...as escolas deveriam advertir as crianças, até mesmo mais que com o tabaco."

Fonte: A CAPA (observação: site sobre homossexualismo)
Por Redação 16/4/2007 - 18:33


Um estudo conduzido pelos pesquisadores americanos Paul e Kirk Cameron, publicado em 23 de março, durante a convenção anual da Eastern Psychological Association (EPA) causou polêmica ao apontar que gays vivem menos que heterossexuais.


De acordo com os autores, a conclusão foi baseada em estudos feitos na Noruega e Dinamarca, que mostrariam que os homossexuais naqueles países vivem em média 52 anos, para os noruegueses, e 51 anos, para dinamarqueses, ante uma expectativa de vida de 77 anos e 74 anos, respectivamente, para os heterossexuais.


“A consistência da redução na esperança de vida para quem vive a homossexualidade é significativa”, disseram os pesquisadores. “O mesmo padrão de morte precoce pode ser visto ao olharmos os obituários nos EUA. Dada a grande redução na esperança de vida dos homossexuais, as escolas deveriam advertir as crianças, até mesmo mais que com o tabaco.”


Aliás, para os irmãos Cameron, ser gay é ainda mais perigoso do que o tabaco*. “Que justificativa existe para condenar o hábito de fumar e aceitar a homossexualidade?”, perguntam.


Apesar de a entidade “Family Research Institute”, patrocinadora dos doutores Cameron, ter anunciado que o estudo é definitivo ao mostrar que uma vida homossexual leva à morte precoce, especialistas ressaltam que os dados não levaram em conta variáveis como homicídios, Aids e outras doenças.


(Cavaleiro do Templo: esta justificativa do site é no mínimo boboca, sem sentido. Eu pergunto o seguinte: será que a pesquisa levou em conta variáveis como homicídios, Aids e outras doenças entre homossexuais e heterossexuais? Com esta justificativa para tentar desqualificar a pesquisa, querem dizer que a expectativa de vida dos homossexuais subiria SE fosse retirado da pesquisa os números de mortes causados por estes três motivos? Bom, e se retirassem TAMBÉM dos heterossexuais as pessoas que morreram destas três coisas, como ficaria? Só para terem uma idéia, o título original do artigo diz explicitamente que a pesquisa é duvidosa mas com a pergunta que fiz acima fica esclarecida a tentativa besta da turminha deste site).


*Homosexuality More Dangerous Than Smoking

Studies have shown that years of smoking shortens the lifespan of the smoker from 1 to 7 years. But analysis of the age of death in Norway and Denmark for gays who are legally married suggests that engaging in homosexual behavior reduces the lifespan by 24 years!4

Até o próprio DESgoverno moluscular do Foro de São Paulo detona o aquecimento global. Você ainda acha que isto é coisa de maluco?

Vejam só o que achei: o site do MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO publicando matéria com os FATOS sobre a FARSA do aquecimento global causado pelo ser humano.

Quem ainda pensa que os que falam disto são os contra-governo, contra-lula, contra-PT, anti-Al Gore ou apenas um bando de malucos querendo publicidade teria o que para dizer agora? Hein? O que dizer se o próprio DESGOVERNO divulga o que está abaixo e que saiu no Globo originalmente?

Mas antes o VÍDEO DA SEMANA do MÍDIA SEM MÁSCARA com os comentário abaixo:


Isto é o que em Copenhage se entende por debate científico e democracia. Phelim McAller, autor do documentário Not Evil Just Wrong, causou embaraço e constrangimento a Stephen Schneider, que foge do debate, enquanto seus assessores e guardas tentam tirar o microfone das mãos de McAller. Tudo o que McAller fez foi confrontá-lo acerca da fraude do aquecimento global e do Climategate, o escândalo dos e-mails que tornou visível ao mundo as falsificações dos cientistas cooptados pelo lobby internacional do eco-fascismo e pela ONU.



Ciência ou farsa?

Autor(es): Agencia O Globo/JOÃO LUIZ MAUAD
O Globo - 15/12/2009

A reunião de Copenhague discute o futuro da humanidade diante das mudanças do clima. Bilhões de dólares — quem sabe trilhões — estarão em jogo, tanto em termos de investimentos em tecnologias mais limpas (caras e ineficientes), como da eliminação dos combustíveis fósseis (mais baratos e eficientes). Diante de valores tão expressivos, o mínimo que se poderia esperar é que as pesquisas sobre o aquecimento global — e principalmente em que medida ele é natural ou provocado pela ação humana — fossem confiáveis e produzidas dentro de rigores científicos metodologicamente consagrados.

Infelizmente, no entanto, há fundadas suspeitas de que podemos estar diante de uma fraude. Eu sei que isso parece conversa de maluco ou, no mínimo, de gente que acredita em teoria da conspiração. Não censuro quem assim pensa, afinal somos bombardeados quase todos os dias com notícias e reportagens repletas de catástrofes naturais atribuídas ao aquecimento global, todas elas ornadas com belas fotografias e filmes de ursos polares solitários, imensos icebergs perdidos no meio do oceano e geleiras milenares derretendo para sempre. Ainda que seja difícil acreditar que um aumento médio comprovado da temperatura terrestre de parcos 0,5º C nos últimos
150 anos possa desencadear tantos desastres, o apelo catastrofista é muito forte, especialmente se não temos acesso às informações por inteiro. Por exemplo: você sabia que as temperaturas médias terrestres não sofreram qualquer aumento desde 1998, embora os níveis de CO2 na atmosfera tenham crescido ininterruptamente nos últimos 11 anos? Em novembro passado estourou um dos maiores escândalos científicos dos últimos tempos, envolvendo ninguém menos que alguns próceres das pesquisas sobre o aquecimento global. Um hacker divulgou na internet um conjunto de e-mails e arquivos trocados entre cientistas da Universidade britânica de East Anglia e vários de seus correspondentes mundo afora. Esta universidade, através de sua Unidade de Pesquisas Climáticas (CRU), é responsável, entre outras coisas, pelo cálculo das temperaturas médias globais utilizadas pelo Painel Internacional de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, e seu atual diretor, Dr. Phil Jones, um dos autores do capítulo do relatório do mesmo IPCC que trata da “detecção das mudanças climáticas e suas causas”.

A leitura desses arquivos sugere, como bem resumiu Andrew Bolt, uma grande e embaraçosa teia de conluios, falsificações, destruição (possivelmente ilegal) de dados e informações, resistência organizada à divulgação de ideias contrárias, manipulação de dados estatísticos, admissão privada de erros e muito mais.

Para se ter uma ideia do descalabro, há um e-mail de Kevin Trenberth que, entre confuso e arrogante, tenta entender por que não há qualquer aquecimento desde
1998. Diz o valente: “O fato é que não podemos explicar a falta de aquecimento no momento e é ridículo que nós não possamos.” Então, no lugar de celebrar a boa notícia, o indigitado prefere culpar o termômetro pela ausência de febre e arremata: “Nosso sistema de observação é inadequado.” Seria cômico, não fosse trágico.

As mensagens também mostram, em cores nítidas, como o Dr. Phil Jones discute com os colegas as táticas e estratagemas para evitar liberação de dados para cientistas de fora da sua igrejinha. Ficamos conhecendo cada uma das desculpas e artimanhas utilizadas para ocultar as medições primárias sobre as quais seus registros de temperatura foram baseados e elaborados. Além disso, a turma é instada, por mais de uma ocasião, a apagar arquivos de dados armazenados em seus computadores.

É profundamente lamentável verificar o descaramento com que se manipulam dados, sempre visando a reduzir os registros de temperaturas passadas e “ajustar” as mais recentes para cima, a fim de dar impressão de um aquecimento acelerado. Mas a coisa não para aí. Não bastasse a desonestidade intelectual e desprezo total pelo método científico, há ainda uma implacável determinação para silenciar todo e qualquer especialista que ouse questionar suas “descobertas”.

A estratégia consiste não apenas da recusa sistemática de disponibilizar seus dados básicos à comunidade científica, mas também — e acima de tudo — de tentativas concertadas de desacreditar qualquer jornal ou revista científica que se atreva a publicar os trabalhos e estudos dos chamados céticos. Eis, afinal, como o tal “consenso” foi fabricado.

Ademais, é preocupante que decisões tão importantes para o futuro da humanidade, como as de Copenhague, venham a ser tomadas a partir de informações no mínimo imprecisas e viciadas por interesses muito além da ciência, no lugar de pesquisas isentas, debates abertos e transparentes.

ENDGAME - Filme/documentário de Alex Jones

Brasil, e suas questões... sanitárias.

Fonte: INSTITUTO FEDERALISTA


Publicado em 12/12/2009


O atual ocupante do Planalto sabe bem o que diz. Depois do impropério inusitado para um Chefe de Estado, dito em público, conclui-se que ele sabe que além de falar para a base da pirâmide social brasileira, provocará por vários dias, uma enxurrada de manchetes, artigos, comentários, enfim, tudo dentro da velha tática do “fale bem ou mal, não importa, desde que fale de mim”. Para que se crie um efeito de dissonância cognitiva, muito do que se divulga na mídia sobre o governo, especialmente a propaganda oficial que simplesmente ocupou todos os chamados “calhaus” – espaços disponíveis e que não conseguiram ser vendidos na mídia televisiva – vende um Brasil que não existe, se confrontado com os números divulgados no Jornal O Estado do Paraná na edição de 13.12.09.

Estes números, resumidamente, são os seguintes:

Brasil: 75º colocado no IDH,
Índice de corrupção – 75º no mundo.
70% das rodovias federais em precárias condições.
Taxa de homicídios, a cada 100 mil habitantes:
Alemanha = 1,0
Itália = 1,2
Chile = 1,9
Palestina = 4,0
Argentina = 5,2
EE.UU. = 5,8
BRASIL = 26,0.

Embora a propaganda do governo procura mostrar que o Nordeste está melhorando, em 2002 o PIB per capita era de 46% do nacional mas em 2008, o índice continua em 46%. Questão de pobreza ou... sanitária?

São muitos os tantos outros números negativos que deixariam este Editorial muito longo. Há que se reconhecer, contudo, que o Brasil cresceu e se desenvolveu desde 1964, passando por todos os governos, desde o “Milagre Brasileiro” da década de 1970 até a estabilização da inflação com o Plano Real em 1994. Se deixarmos de nos levar pela propaganda governamental e pela performance de pop star do atual ocupante do Planalto, notaremos que existem melhorias para a maioria da população e que há um incremento das chamadas classes C e D, razão dos investimentos feitos por grupos empresariais cada vez mais focados nestas. Mas essas melhorias pouco se devem aos governos e muito mais à iniciativa privada.

Em primeiro lugar é preciso lembrar que governos não produzem nada, e quando se metem a fazer isso, as distorções são inúmeras, prejudicando a comunicação dos preços proveniente do consumidor, fazendo-o pagar, quando consegue, mais do que produtos e serviços realmente valem. Ou, se movidos por populismo, menos do que valem até extinguir a operação, afundar as empresas estatais em dividas que serão financiadas com mais e mais impostos. Não existe almoço grátis, nos ensinou Milton Friedman. Considerando que no resto do planeta, na maioria dos lugares a iniciativa privada tem razoável liberdade que levou a desenvolver mercados maiores e mais competitivos e maduros, resultou em muita tecnologia não apenas nas inovações mas no aumento da produtividade, reduzindo preços, tornando produtos e serviços acessíveis a faixas de público cada vez maiores. E o Brasil se beneficiou disto.

Para não ficar completamente ilhado, os governos que se seguiram nos últimos 25 anos foram obrigados a abrir o País. Especialmente no Governo Collor, quando a reserva de mercado automotivo, da informática e da propriedade intelectual foram suspensas com diversas medidas. Certamente, muitos dos que se locupletavam dessa reserva não aprovaram. Logo veio o Plano Real, as privatizações do setor de comunicações e, mesmo não tendo sido da maneira mais correta, o País experimentou avanços muito importantes, mesmo não tendo mais nenhum milagre de crescimento econômico. E isso não aconteceu exatamente pelas regras macroeconômicas vigentes até hoje, sendo uma das principais, a substituição da fabricação de moeda pela fabricação de títulos de divida pública. Os problemas estruturais, contudo, permanecem, senão, pioraram.

A independência e harmonia entre os Três Poderes praticamente se extinguiu com a nomeação de oito ministros do Supremo Tribunal Federal pelo Poder Executivo no governo atual. O Poder Legislativo está quase completamente dominado pelo Poder Executivo, graças a política clientelista da barganha dos recursos tributários extorquidos de todos os cantos do País, centralizados nas mãos do Poder Central. Afinal, parlamentares pensam, em sua maioria, na próxima eleição e suas bases estão nos estados. Além destes, os governadores pressionam as suas bancadas para que aprovem qualquer coisa que o Governo Central propõe, pois não podem ver o fluxo das migalhas dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios bloqueado. Um jogo de perde-perde, pois perdem os estados, perde o Povo, perderão até mesmo os governadores e parlamentares quando virem seu já parco poder eliminado pelo Poder Central. Será mais uma questão sanitária que não terá a mão do Grande Paizão....

Muitos de nosso Povo realmente já estão em caótica situação sanitária. Mas somente a atividade econômica plena poderá retirá-los disso. A mão estendida pelo Governo Central poderá proporcionar um alivio aparente, um paliativo como já bem percebido por boa parte da população brasileira que concorda em ajudar compatriotas por um tempo, mas não por todo tempo. E o lodo não é apenas econômico, mas social, moral, ético, e nele já estamos, todos, chafurdando, mais ou menos.

Não se pode esperar por um grande salvador da pátria, aquele que vai será solução sanitária para o País todo. Quanto mais se centraliza o poder, maior o lodaçal. A regra número um, seja numa patologia – e o caso brasileiro é patológico – seja em qualquer outra situação é reconhecer o problema. Cerca de 50% do mesmo já pode se considerar resolvido apenas com essa atitude. Os outros 50% dependerão do que se fará para resolver o problema e a inteligência diz que se deve atacar a causa do problema ou dos problemas, mesmo que sejam milhares e que turvem a visão e a mente. A boa ciência demonstra que sempre existe apenas uma causa primária de todas as causas secundárias e seus respectivos efeitos. Elimine-se a causa, e se alterarão os vetores, as soluções começarão a ser implementadas e resultados começarão a aparecer. O Brasil já deu mostras de quão poderoso é como nação mais do que emergente, mas um grande potencial que não pode mais permanecer como um grande país periférico. Não será uma vaga no Conselho de Segurança, nem manchetes com presidentes brasileiros recebendo tapinhas nas costas dos lideres das potências mundiais que mudará o que cada brasileiro realmente vive no dia a dia. A maioria em grave questão sanitária...

O que fazer com o MCB?

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA

Com o respaldo material da Venezuela e a orientação ideológica de Cuba, com os petrodólares venezuelanos e o tráfico de drogas das FARC, com agentes na Europa e talvez no Oriente Médio, o Movimento Continental Bolivariano estará em condições de abrir um novo período de graves desestabilizações no hemisfério.


A Procuradoria não pode se negar a abrir uma investigação sobre os membros colombianos e estrangeiros do Movimento Continental Bolivariano (MCB). A exortação do presidente da República Álvaro Uribe para que esse organismo ajuize esta gente deve ser atendida, e rapidamente, pois o assunto é de importância estratégica. Mal faria o Procurador encarregado, Guillermo Mendoza, ao buscar pretextos para aprazar ou arquivar essa investigação. Nomear uma comissão para ver "se há provas", quando estas já existem, não é um bom sintoma.


Os membros do MCB sabem em que estão metidos. O MCB não acolhe em suas fileiras as FARC, senão que tem esse movimento terrorista como núcleo central. Desde antes de sua fundação, quando o MCB se chamava "Coordenadora Continental Bolivariana" (CCB), as FARC já estavam lá orientando tudo. Quem esqueceu que um número de delegados da reunião da CCB em Quito entrou em contato pessoal com Raúl Reyes, número dois das FARC, em seu acampamento de Angostura, pouco antes do ataque no qual Reyes e outros perderam a vida?


Posteriormente, o comunista dominicano Narciso Isa Conde, cabeça visível do MCB, confirmou que as FARC fazem parte dessa organização e que os princípios destas, como a "combinação de todas as formas de luta", fazem parte do arsenal político-ideológico do MCB. Quer dizer, o MCB incluiu em sua presidência "coletiva" Alfonso Cano e, de maneira simbólica, para que não restem dúvidas, o defunto e tristemente célebre Tirofijo. Yul Jabour, do Partido Comunista Venezuelano, reiterou que o MCB não exclui nenhuma forma de luta e que em conseqüência acolhe
"qualquer movimento insurgente, inclusive a guerrilha das FARC". O ELN colombiano também pediu para entrar. Por que Guillermo Mendoza faz como se não visse - nem entendesse - nada a respeito?


O MCB não é só uma "reativação" da frente internacional das FARC, dirigida agora por 'Iván Márquez', com escritório em Caracas, como acaba de confirmar o governo equatoriano, mas é um embrião de internacional terrorista como a que os bolcheviques construíram em 1919.


Como é óbvio, a senadora "liberal" Piedad Córdoba se pronunciou rapidamente contra a investigação pedida pelo presidente Uribe. Ela pretende passar ao Procurador Guillermo Mendoza, através da imprensa, uma contra-ordem no sentido de que derrube ou engane com mentiras esta iniciativa de alguma maneira. Já veremos o que Mendoza vai fazer.


Os colombianos devem saber bem o que é o MCB. Uma certa imprensa o está apresentando como um simpático movimento de esquerda. Como fez quando apareceu o M-19 em 1974. Sabemos bem em que terminou essa comédia. Na realidade, o MCB, organismo opaco e secreto, será dentro em pouco a organização internacional mais perigosa do continente. Seus chefes estão construindo nas barbas de todos os governos latino-americanos, sob a aparência de uma inofensiva e bem intencionada organização política que luta "pela paz", embora não ocultem que as FARC estão bem instaladas lá.


O MCB é um organismo de guerra. É a aventura mais ambiciosa desde o desmantelamento, em 1978, da Junta de Coordenação Revolucionária (JCR), de triste memória. Essa internacional terrorista de extrema esquerda roubou, seqüestrou e assassinou milhares de pessoas no continente e acumulou um tesouro de guerra com o qual financiou quase todos os movimentos armados do continente, que na época não eram poucos.


A JCR chegou a ter bases clandestinas em quatro países (Argentina, Chile, Uruguai e Bolívia), simpatizantes em outros dois (Colômbia e Paraguai) e discretos escritórios na França e Portugal. Um de seus agente lá era Carlos, o Chacal, hoje encarcerado na França.


Fundada em outubro de 1972 no Chile, por delegados de três movimentos terroristas (dois argentinos: o PRT/ERP, de Roberto Santucho e os Montoneros, de Mario Firmenich; e o MIR do chileno Miguel Enríquez), a JCR se propôs a realizar a "revolução continental". Depois somaram-se o ELN dos irmãos Peredo da Bolívia e os Tupamaros do Uruguai.


A JCR foi mais longe que as redes organizadas pelos cubanos. Esse projeto que implantava e treinava guerrilhas em vários países, porém no campo, será esmagado em todas as partes, salvo na Colômbia. A proposta da JCR era levar a luta armada às cidades e propiciar movimentos "de massas" urbanos para destruir as democracias. Durante oito anos causou desastres em vários países, porém finalmente foi brutalmente esmagada pelas ditaduras militares do Cone Sul. (Ver
Les Annés Condor de John Dinges, La Découverte, Paris, 2004).


Após a derrubada da URSS, a ambição das FARC era ter de novo um aparato de coordenação continental que as respaldassem em nível logístico, político e militar, e que desenvolvesse - ao mesmo tempo - atividades ofensivas em outros países e não somente na Colômbia. Esse projeto não se concretizou durante anos, pois Cuba estava na ruína; porém agora, graças a Chávez, está tomando forma. Com o respaldo material da Venezuela e a orientação ideológica de Cuba, com os petrodólares venezuelanos e o tráfico de drogas das FARC, com agentes na Europa e talvez no Oriente Médio, o MCB estará em condições de abrir um novo período de graves desestabilizações no hemisfério. Os países que estão em sua mira não são só Colômbia, Peru, Panamá, México e Honduras. São todos os demais, inclusive Chile, Argentina e Brasil (onde haverá nos próximos meses mudanças de governos e não precisamente favoráveis à esquerda). Nem os Estados Unidos podem se considerar fora da lista. Chávez anunciou que quer derrubar o sistema político desta grande potência. O que Caracas procura é utilizar como alavanca de seus interesses as alas radicais do Partido Democrata e os grupos extra-parlamentares, para paralisar a ajuda de Washington às democracias atacadas.


O desafio que o MCB estabelece é, pois, enorme. Os países que estão na mira não têm alternativa diferente que a seguida pelos Estados Unidos e a União Européia em sua luta contra a Al-Qaeda: infiltração, vigilância eletrônica constante e desmantelamento antecipado dos núcleos combatentes. É nesse contexto que a Procuradoria colombiana e os organismos de segurança dos outros países latino-americanos devem ver o chamado do presidente Uribe sobre o MCB.


O MCB terá dois aparatos: um visível, com uma hierarquia mais ou menos identificável, e outro clandestino, com pessoal, equipamentos e logística ocultas. Porém, se o chavismo consegue vender a sigla MCB como um grupo "progressista" e de pessoas boas, organizado para fazer o bem em todas as partes, o aparato visível fará pressão na Colômbia para atrair o Partido Liberal e o Polo Democratico e conseguir um colapso eleitoral. É óbvio que Piedad Córdoba e sua claque mais o Polo Democratico colaborarão nessa empreitada, por nenhum deles ter diferenças de fundo com o MCB. Sua propaganda cuidará de que todo mundo esqueça que a nova internacional não escondeu jamais suas ambições nem seus métodos, os quais incluem a violência armada.


Na vida dos Estados estes podem escolher, em geral, duas vias para preservar seus interesses e sua segurança: mediante relações mais ou menos amistosas com os outros Estados e governos, ou mediante a manipulação de movimentos subversivos disseminados em todas as partes. Chávez escolheu a segunda via. Uma via fracassada. Com o MCB, Chávez completa sua panóplia de organismos de intervenção. Já tinha o Foro de São Paulo, a ALBA e a UNASUL, cada um com um papel diferente. Agora com o MCB, não lhe falta nenhuma alavanca. Chávez busca "bolivarianizar" a vida das nações do continente, como Stalin buscava "bolchevizar" o mundo inteiro. Como será a combinação disso tudo? Essa via, muito provavelmente, isolará a revolução bolivariana e a levará ao colapso, como ocorreu, com notável atraso, com o mundo soviético. Ter sido parte do campo vencedor na Segunda Guerra mundial atrasou 40 anos o afundamento da URSS. A diferença é que Chávez poderia não ter essa ajudinha da História.


Tradução:
Graça Salgueiro

Dois artigos do MÍDIA SEM MÁSCARA: CONFECOM

mais informações, clique abaixo:



A Confecom terá como subproduto direcionar o esforço do Estado para estatizar e expulsar as empresas privadas em toda a cadeia produtiva das comunicações, permitindo o controle total do acesso e do conteúdo pelos agentes políticos. Será um passo alargado no rumo do totalitarismo. A tática de silêncio dos grandes veículos é errada e suicida.


Meu caro leitor, a partir de hoje estarei em Brasília cobrindo os trabalhos da Confecom. Não sei o que me aguarda e espero dar o melhor de mim para trazer a você os fatos relevantes que acontecerem por lá. O Mídia Sem Máscara é o único espaço, livre dos controles dos bolcheviques, que tem procurado trazer a análise da Conferência, bem como seus impactos no plano político. Diariamente, até quinta feira, minhas notas farão o relato jornalístico desde o Centro de Convenções Ulisses Guimarães.


O que ensurdece todos os brasileiros é o silêncio da grande mídia sobre a Confecom. Tenho informações seguras de que as grandes empresas do setor decidiram não apenas ficar de fora da Conferência, como também ignorá-la como matéria jornalística. Mesmo o UOL tendo passado o sábado último com um enorme banner pago anunciando o evento a Folha de S. Paulo o ignorou por completo, tanto no noticiário como no espaço opinativo. O Globo, da mesma forma. Para esses dois veículos, assim como para a revista Veja, o evento não existe.


O Estadão quebrou o silêncio nos editoriais por mim anteriormente comentados e ontem, domingo, trouxe uma matéria insossa informando sobre a Conferência. Antes assim, seus leitores pelo menos passaram a saber que um megaevento, que afetará a vida de toda gente, começa hoje. Na edição de hoje o Estadão reprisa a matéria de forma sintética. Qual o seu enfoque? Falar das "propostas" que o repórter chamou de "polêmicas". Podemos ler no lead da matéria publicada ontem: "
A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que começa amanhã, em Brasília, vai juntar, numa mesma assembleia, propostas polêmicas - controle social sobre a mídia, recriação de estatais extintas há quase 20 anos, como a Embrafilme - e reivindicações puramente corporativistas, como a tentativa de recriar velhos cabides de emprego".


Ora, se a reportagem mostra algum alento por quebrar o silêncio e por trazer à luz essas idéias ridículas que conspiram contra a liberdade de imprensa, ela passa a falsa impressão que o evento é
apenas isso e não uma tentativa do PT de estatizar e controlar toda a cadeia produtiva das comunicações, desde a infra-estrutura aos provedores de conteúdo. Podemos dizer, na plenitude do léxico, que se trata de uma revolução nas comunicações, que assim passarão a ser escravas da estratégia totalitária dos partidos de esquerda, liderados pelo PT.


A reportagem também ignora que a forma de feitio da Conferência é um arremedo de democracia direta basista, nos moldes bolcheviques, utilizando da mesma maneira como o PT pratica o que ele considera uma forma de democracia direta. É na verdade um democratismo inteiramente controlado pelas lideranças das principais facções partidárias, legitimando seu mando discricionário. Essa democracia basista tem por finalidade precisamente destruir a democracia representativa, visto que a Confecom foi chamada precisamente para retirar do Congresso Nacional as prerrogativas de formulação e discussão dos destinos nacionais no campo da comunicação, inclusive dos seus marcos regulatórios.


Ao ocultar o que realmente se passa o Estadão acaba por desinformar seus leitores, desarmando assim a prontidão daqueles que estão preocupados com a preservação da economia de mercado e da democracia representativa. O jornal paulista, mais uma vez, se torna companheiro de viagem dos revolucionários que agora mandam no Palácio do Planalto. Na edição de hoje (14), ao lado da nota sobre a Confecom, tem uma longa matéria sobre a
EBC, a novíssima estatal criada pelo ministro da Propaganda, Franklin Martins, dando conta de que ela está elevando seu milionário orçamento para 2010, sem que seja feita qualquer elo entre o fato e a Conferência.


A Confecom terá como subproduto direcionar o esforço do Estado para estatizar e expulsar as empresas privadas em toda a cadeia produtiva das comunicações, permitindo o controle total do acesso e do conteúdo pelos agentes políticos. Será um passo alargado no rumo do totalitarismo. A tática de silêncio dos grandes veículos é errada e suicida. O retardamento da reação poderá ser tarde e ineficaz. Ela deveria ter sido iniciada tão logo o decreto de chamamento da Confecom foi publicado, em abril último. Todos esses meses de silêncio serviram apenas para desarmar a opinião pública brasileira contra o assalto do totalitarismo bolchevique. Uma fez concluída a Confecom qualquer reação será tardia e extemporânea e - lamento dizer - inútil, impotente.


O caminho escolhido da acomodação feito pelos barões da mídia é suicida. Eles deveriam estar à frente da resistência contra os totalitários. Preferiram o estúpido grito do silêncio, a covarde omissão que poderá custar caro aos brasileiros.



***



Querem destruir a empresa privada que prevalece na produção de notícias e também na infra-estrutura de comunicações. Querem pulverizar e controlar a geração de conteúdo. Não escondem suas más intenções.


A abertura da 1ª Confecom agora à noite foi além das minhas piores expectativas. A platéia, basicamente tomada por militantes esquerdistas, é a própria materialização do homem-massa no poder. O clima era de festa, lembrava um show de auditório. Por várias vezes soaram aplausos como se fosse um show de artista popular, tentando apressar o início dos trabalhos. O
popstar naturalmente é Lula. Com atraso de quase uma hora finalmente o artista apareceu, seguido pelo séquito. A platéia, à vista do líder, delirou. Na mesma proporção apupou o ministro Hélio Costa. O coro "Fora Rede Globo, o povo não é bobo" foi várias vezes executado por vasta parte da platéia.


O clima, o tom dos discursos e mesmo a fala do Lula me levaram a acreditar que não haverá como enfrentar a maré vermelha sem que se faça esforço equivalente no campo democrático em sentido contrário. A tática das empresas de comunicação de ignorar a Confecom foi um grande erro de cálculo. Ao ouvir os discursos ficou muito claro para mim que essas empresas precisam mobilizar a opinião pública a favor da economia de mercado e da sociedade aberta. Não adianta esperar e pagar para ver a conspiração da malta esquerdista. Ouvir os discursos e os rosnados da platéia contra o mercado levou-me a concluir mais ainda pela urgência de mobilização de massa em defesa da civilização. Talvez já não haja mais tempo para resultados práticos, mas a alternativa é a passividade que abandona o espaço público para o monopólio do proselitismo esquerdista.


Não custa lembrar aqui que o Hino Nacional não foi executado, mesmo estando presente o presidente da República, em um prédio público abrindo um evento oficial público. O discurso inaugural foi feito pelo Celso Schröder, secretário geral da
FNDC - Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações. Um discurso carbonário, que se iniciou com a homenagem a Daniel Herz, cujos filhos receberam de suas mãos uma placa comemorativa. Quem foi Daniel Herz? Foi o fundador do FNDC e primo de Tarso Herz Genro, o ministro da Justiça. Esses sujeitos queriam uma Confecom à época da Constituinte, intento finalmente realizado agora. Foi exibido um vídeo com as imagens de Daniel Hertz em momentos carbonários. Como se vê, a Confecom é resultado desse esforço de décadas liderado pela república petista de Santa Maria.


O que eles querem? Querem destruir a empresa privada que prevalece na produção de notícias e também na infra-estrutura de comunicações. Querem pulverizar e controlar a geração de conteúdo. Não escondem suas más intenções. Na verdade, o raciocínio aplicado é sempre o da luta de classes e os empresários são tidos como inimigos a ser destruídos. Por isso os empresários são sempre apresentados como "conservadores", em oposição a eles, que se têm por "progressistas". Foi lembrado em outro discurso que essa é a primeira Confecom e que uma das suas tarefas é marcar já a próxima, para manter o clima de mobilização. Saí com a sensação de que isso será feito.


Até aqui o esperado. A maior surpresa foi ver o João Jorge Saad estar na mesa e fazer uso da palavra, não apenas apoiando o evento, mas fazendo referência elíptica ao concorrente Rede Globo (que adotou a técnica do silêncio e da omissão), fato que arrancou da platéia fortes aplausos. Sentou-se ao lado do ministro da Propaganda Franklin Martins, seu antigo auxiliar na Rede Bandeirantes. Achei aquilo surpreendente, sinalizando para uma situação de adesão ao petismo que só enfraquece o já combalido setor empresarial.


O ministro Hélio Costa quase não concluiu sua fala, dado o nível dos apupos continuados e implacáveis de que foi objeto. Vê-se que não adianta jogar com as cartas dos inimigos, pois eles não querem que Helio Costa seja o ministro. Fiquei com a impressão de que o Plano Nacional de Banda Larga a ser aprovado será muito diferente daquele apresentado pelo ministro. De novo fica claro que a adesão pode ser inócua do ponto de vista dos interesses estratégicos da classe empresarial.


Lula estava muito descontraído e o achei mais magro. Falante, prolongou o discurso e ao final foi ovacionado. Tem a liderança total sobre os militantes. É seu ídolo, o homem-massa no poder. Insistiu que cabe à Confecom fornecer as "propostas" para atualizar os marcos legais do setor de comunicações. Implícito que o papel legislativo do Congresso Nacional ficaria usurpado pela Conferência, não lhe restando alternativa que não aprovar as "propostas". Na mesa estava Michel Temer e a significativa ausência do representante do Senado.


Meu caro leitor, saí do centro de convenções apreensivo. As esquerdas estão com muita disposição para transformar o setor de comunicações. E estão cônscias de seu poder. Aqui será o setor que por primeiro terá que se indispor com o poder petista. A recusa das empresas de conteúdo de participarem do evento é um sinal forte de que o instinto de sobrevivência pode ter falado. O passo decisivo será fazer resistência ativa, que tarda. O poder de Estado poderá desabar sobre as empresas do setor. É o Estado o maior anunciante, o maior financiador e o que controla as polícias e os órgãos reguladores. O confronto já diz quem será o vencedor, pelo menos dos primeiros movimentos. Quem sabe desse confronto possa se organizar finalmente uma força capaz de fazer frente aos bolcheviques.

2 - Mensalão - Todos os homens do Lula

Fonte: CARA NOVA NO CONGRESSO
TERÇA-FEIRA, 15 DE DEZEMBRO DE 2009


São 40 os ladrões de dinheiro público que estavam encastelados no governo do PT.

A cúpula do PT formou uma "sofisticada organização criminosa", que se especializou em "desviar dinheiro público e comprar apoio político", com o objetivo de "garantir a continuidade do projeto de poder" do PT.

Abaixo a lista dos 40 e os crimes que foram acusados:


Os Petistas

José Dirceu – deputado cassado do PT e ex-ministro da Casa Civil
Formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa

José Genoino – deputado federal do PT-SP e ex-presidente do partido
Formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa

Delúbio Soares – ex-tesoureiro do PT
Formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa

Silvio Pereira – ex-secretário-geral do PT
Formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa

João Paulo Cunha – deputado federal do PT-SP
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato

Luiz Gushiken - Ex-ministro da secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica e quadro do PT
Peculato

Henrique Pizzolato – Ex-diretor do Banco do Brasil e membro do PT
Pecultado, corrupção passiva, lavagem de dinheiro

Paulo Roberto Galvão da Rocha – Deputado federal (PT-PA)
Lavagem de dinheiro

Anita Leocádia – Ex-assessora de Paulo Rocha;
Lavagem de dinheiro

Professor Luizinho – Ex-deputado (PT-SP)
Lavagem de dinheiro

João Magno – Ex-deputado (PT-MG)
Lavagem de dinheiro

Os Empresários

Marcos Valério de Souza – empresário e publicitário
Formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, evasão de divisas

Ramon Hollerbach – ex-sócio de Marcos Valério
Formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas

Cristiano de Mello Paz – ex-sócio de Marcos Valério;
Formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas

Rogério Tolentino – Advogado e ex-sócio de Marcos Alérios
Formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas

Simone Vasconcelos – Ex-gerente da SMP&B, uma das agências de Valério
Formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas

Geiza Dias dos Santos – Funcionária da SMP&B
Formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas

Kátia Rabello - Presidente do Banco Rural
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta

José Roberto Salgado – Diretor do Banco Rural
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta

Vinícius Samarane – Diretor do Banco Rural
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta

Ayanna Tenório Tôrres de Jesus – Diretora do Banco Rural
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta

Os Doleiros

Enivaldo Quadrado – Doleiro, sócio da corretora Bônus-Banval
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro

Breno Fishberg - Doleiro, sócio da corretora Bônus-Banval
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro

Carlos Alberto Quaglia – Doleiro, acusado de operar com a Bônus-Banval
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro

Outros Políticos

Pedro Corrêa – Deputado cassado (PP-PE)
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro

José Janene – Ex-deputado (PP-PR)
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro

Pedro Henry – Ex-deputado (PP-MT)
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro

João Cláudio Genu – Ex-assessor do PP na Câmara
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro

Valdemar Costa Neto – Deputado federal do PR-SP
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro

Jacinto Lamas – Ex-tesoureiro do PL (hoje PR)
Formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro

Antônio Lamas – Ex-assessor da liderança do PR
Formação de quadrilha, lavagem de dinheiro

Bispo Rodrigues – Ex-deputado do PR-RJ
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro

Roberto Jefferson – Deputado cassado do PTB-RJ
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro

Emerson Eloy Palmieri – Tesoureiro do PTB
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro

Romeu Queiroz – Ex-deputado (PTB-MG)
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro

José Rodrigues Borba – Ex-deputado (PMDB-PR)
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro

Anderson Adauto – Ex-ministro dos Transportes
Corrupção ativa, lavagem de dinheiro

José Luiz Alvez – Ex-chefe de gabinete de Anderson Adauto
Lavagem de dinheiro

O Publicitário

Duda Mendonça – Dono de agência de publicidade
Lavagem de dinheiro, evasão de divisas

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".