Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Líder das Farc revela apoio econômico a Correa

Fonte: ESTADÃO
sexta-feira, 17 de julho de 2009, 22:14

REUTERS

BOGOTÁ/QUITO - Um comandante militar das Farc afirmou que o maior grupo guerrilheiro colombiano colocou dinheiro na campanha do presidente do Equador, Rafael Correa, segundo um vídeo em que aparece o líder rebelde e cuja existência foi confirmada nesta sexta-feira pelo Ministério Público.

O governo equatoriano reagiu poucas horas depois negando qualquer tipo de vínculo com a organização guerrilheira e exigiu da Colômbia a demonstração da veracidade da fita, acusando-a de organizar uma ofensiva política contra o Equador.

"O governo do presidente Correa não tem relação e nem recebeu investimentos das Farc", disse o ministro de Segurança Interna e Externa, Miguel Carvajal, em nota no site da Presidência na Internet.

"É uma campanha midíatica, não é nova (...) É parte de uma ofensiva política contra o país", acrescentou Carvajal à rádio Quito.

No vídeo, exibido por canais de TV, Jorge Briceño, o "Mono Jojoy", fala num acampamento para um grupo de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A fita de vídeo foi obtida no apartamento de uma guerrilheira detida há alguns meses em Bogotá.

Briceño afirma que houve "ajuda em dólares à campanha de Correa e conversas posteriores com seus enviados, incluindo alguns acordos, segundo documentos" em poder do grupo.

O porta-voz do Ministério Público disse que o vídeo está com a polícia judicial.

Os governos de Quito e Bogotá se enfrentaram nas últimas semanas em um novo capítulo de acusações mútuas, após um juiz ordenar a prisão do ex-ministro da Defesa colombiano, Manuel Santos, por ter liderado uma operação militar contra as Farc em território equatoriano.

(Reportagem de Nelson Bocanegra)

Alguém aí ainda acha que o FORO DE SÃO PAULO seja uma entidade democrática II?

Fonte: ESTADÃO
segunda-feira, 20 de julho de 2009, 01:12

Líder deposto anuncia retorno a Honduras após fracasso de negociação; Costa Rica teme risco de 'guerra civil'

Efe e Reuters


O presidente deposto, Manuel Zelaya, na Nicarágua

Mario López/Efe

O presidente deposto, Manuel Zelaya, na Nicarágua

MANÁGUA - O presidente de Honduras deposto Manuel Zelaya deu como "esgotado" o diálogo para resolver a crise no país, anunciou o início de uma "insurreição" e pediu à comunidade internacional para "endurecer as medidas" contra o governo de Roberto Micheletti. Em entrevista coletiva concedida na Embaixada de Honduras na Nicarágua nesta segunda-feira, 20, na qual esteve acompanhado de seus delegados no diálogo na Costa Rica, Zelaya anunciou a organização de uma "frente interna" no país para "derrubar" os golpistas.

Zelaya afirmou que o artigo 3 da Constituição hondurenha estabelece o direito à insurreição. "Vou estar em Honduras e vou seguir fazendo tudo o que tiver que fazer (...) até que este grupo usurpador do poder tenha que se submeter às ordens que deu a comunidade internacional que é vinculativo a Honduras", enfatizou.

Alguém aí ainda acha que o FORO DE SÃO PAULO seja uma entidade democrática?

Fonte: ESTADÃO
domingo, 19 de julho de 2009, 22:05


Ortega pressiona por reeleição nos festejos do aniversário da revolução, com grande concentração de pessoas


EFE

MANÁGUA - Os sandinistas lembraram hoje o 30º aniversário da revolução na Nicarágua com uma grande concentração, marcada pela crise política que atravessa Honduras e por uma proposta de referendo que permita a reeleição presidencial de Daniel Ortega.

Milhares de pessoas comemoram o aniversário da Revolucção Sandinista. Foto: EFE

O presidente nicaraguense, que presidiu o ato sandinista realizado na Praça da Fé João Paulo II, fez uma chamada às forças políticas opositoras do país para que trabalhem "para ter uma melhor Constituição".

Ortega sugere a reforma da Carta para viabilizar um referendo revogatório que dê poder aos nicaraguenses de decidir, quando queiram, se reelegem presidente, legisladores, prefeitos ou outras autoridades.

"Se vamos ser justos e semelhantes, que o direito de reeleição seja para todos e que o povo, com seu voto, premie ou castigue", ressaltou o líder.

Ortega deixou entrever que impulsionará uma consulta, similar à que o presidente deposto Manuel Zelaya queria convocar em Honduras em 28 de junho passado quando foi derrubado, para perguntar à população se querem que se inclua a figura de referendo revogatório na Carta Magna.

"Aqui se pode fazer a consulta sem nenhum temor, porque podemos ir a um referendo, a uma votação desse tipo, e o povo poderá votar livremente, porque aqui o Exército não vai reprimir, mas sim proteger a população, da mesma forma que a Polícia", disse o líder sandinista.

O presidente confirmou assim seu interesse em reformar a Constituição para estabelecer a reeleição presidencial indefinida, que abertamente persegue, e mudar o sistema político Presidencialista por um Parlamentar.

A Constituição da Nicarágua proíbe a reeleição presidencial consecutiva, mas não a alternada.

Em outra parte de seu longo discurso, Ortega se referiu à crise política de Honduras e reafirmou seu apoio ao deposto Manuel Zelaya, que se encontra em Manágua, mas não participou do ato dos sandinistas.

O líder nicaraguense pediu às Forças Armadas hondurenhas que não continuem sendo instrumento dos golpistas, e criticou o presidente costarriquenho, Oscar Arias, mediador do conflito, a quem qualificou de "instrumento da política golpista dos ianques".

A crise política em Honduras se tornou o principal protagonista da celebração do 30º aniversário da revolução que derrubou o ditador Anastasio Somoza, ao ser abordado pela maioria dos oradores que discursaram nos eventos.

Participaram do evento, entre outras personalidades, o vice-presidente de Cuba Esteban Lazo, o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, Patricia Rodas, chanceler de Zelaya, e a vencedora do prêmio Nobel da Paz 1992 e ativista indígena guatemalteca, Rigoberta Menchú.

Quem são os assassinos covardes mesmo?

Como postei há pouco tempo atrás este vídeo onde Chávez criminaliza o FORO DE SÃO PAULO e recebi agora um e-mail interessante, volto com o vídeo citado e a matéria do e-mail logo a seguir.

Motivo: Chávez, além de ligar as FARC com o FORO DE SÃO PAULO, fala que Raúl Reyes foi vítima de um COVARDE ASSASSINATO. Pois olhem o que faz as FARC com aqueles que deixam de ser das FARC (na matéria).

O que será que ele, Hugo Chávez diria disto? Claro que diria que as FARC, seus amigos, podem matar quem quiserem. Só não podem ser MORTOS, evidentemente. Mesmo se fosse verdade que o assassino tivesse sido morto friamente pelos soldados colombianos, nem de perto se compara com que este grupo de celerados fez e faz.




Farc executam ex-chefe guerrilheiro acusado de traição
Fonte: BBC BRASIL


As Farc vêm sofrendo um enfraquecimento nos últimos anos

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) executaram um ex-chefe guerrilheiro que abandonou o grupo rebelde e passou a ser colaborador do Exército da Colômbia. Ele foi acusado de "traição" pelo grupo guerrilheiro.

Julio Alexander Marean Ortiz, conhecido como Olvani, foi assassinado no dia 3 de maio pela Frente 48 das Farc em Putumayo, fronteira com o Equador.

Em um comunicado divulgado na segunda-feira em sua página de internet, a guerrilha afirmou que Olvani foi morto "debaixo do nariz do Exército, que permanentemente o protegia".

As Farc afirmam que Olvani "foi um ativo comandante guerrilheiro", com popularidade na região em que atuava.

"Mas sua falta de solidez ideológica e revolucionária o levou a trair a nobre causa popular, ao passar às fileiras do exército paramilitar de (Álvaro) Uribe Velez (presidente colombiano)", diz o comunicado.

Serra elétrica

Olvani chegou a figurar entre os homens de confiança do comando central da guerrilha, quando assumiu a segurança do número dois do grupo, o "chanceler" das Farc, Raúl Reyes, morto durante um bombardeio do Exército colombiano no Equador, em março do ano passado.

A guerrilha afirma que, além de passar informações sobre o grupo, o ex-chefe guerrilheiro passou a delatar os camponeses de Putumayo que colaboravam com as Farc.

As Farc afirmam também que, sob o comando do Exército, Olvani passou a ser conhecido pela crueldade de seus crimes, ao utilizar métodos que são atribuídos aos paramilitares, como o uso de serras elétricas para esquartejar suas vítimas.

"O inimigo (o Exército) cuidava dele como se fosse uma relíquia e o valorizava como a um tesouro", afirmam as Farc.

Enfraquecimento

Nos últimos anos, as Farc têm sido duramente afetadas pelas políticas de desmobilização do governo Uribe, que oferece desde redução de penas a recompensas em dinheiro em troca da entrega de reféns sequestrados pela guerrilha ou de informações que levem à captura dos líderes do grupo.

De acordo com dados do governo, desde 2002, mais de 16 mil rebeldes - incluindo membros dos demais grupos guerrilheiros - desertaram, aderindo ao programa governamental de desmobilização.

Este período coincide com o reforço da ajuda militar dos Estados Unidos à Colômbia - período em que o governo de Álvaro Uribe decidiu fechar o cerco militar contra as guerrilhas, adotando a via militar, e não a negociada, como alternativa ao conflito armado que dura mais de 50 anos.

Debilitadas militarmente, as Farc se propõem a realizar um acordo humanitário que prevê a libertação de 22 oficiais em troca de 500 guerrilheiros presos.

Uribe, por sua vez, disse que só estaria disposto a negociar se o grupo guerrilheiro interrompesse, unilateralmente, suas atividades violentas durante quatro meses.

A luta de classes corretamente compreendida

20 de Fevereiro de 2008 - por Sheldon Richman
Artigo originalmente publicado pela Foundation for Economic Education (FEE).


por Sheldon Richman

Karl Marx é famoso por ter chamado atenção para a idéia da luta de classes. Ainda assim, notadamente, o historiador David Hart relata que em 1852 Marx escreveu, “No que me concerne, eu não tenho o mérito de ter descoberto a existência das classes na sociedade contemporânea, nem o de ter descoberto a luta dessas classes entre si. Os historiadores burgueses expuseram, muito antes de mim, o desenvolvimento histórico dessa luta de classes, e os economistas burgueses a anatomia econômica das classes”.

Por “historiadores burgueses” e “economistas”, Marx quer dizer liberais, defensores do lassez-faire, como Charles Comte, Charles Dunoyer e outros escritores franceses do século XIX. De acordo com Hart, Marx “roubou o que pôde daqueles trabalhos para ajudá-lo nesse projeto, ou... aparentemente não os compreendeu, na afobação de passar para temas mais importantes.”

À luz das palavras de Marx, vale a pena explorar “o desenvolvimento histórico dessa luta de classes”, a partir da perspectiva dos liberais clássicos. Em um primeiro momento essa análise de classes pode parecer paradoxal. Os defensores do livre mercado têm por um bom tempo enfatizado que o comércio introduz formas, cada vez mais elaboradas, de colaboração social, através da divisão do trabalho e do livre comércio. Como apontou Ludwig Von Mises, a compreensão que a especialização e o comércio permitem benefícios mútuos ilimitados induz as pessoas a deixar de lado suas diferenças e a cooperar no processo produtivo. Mas como os liberais clássicos do início do século XIX poderiam ter se interessado pela luta de classes?

Comte e Dunoyer, juntamente com Augustin Thierry, cuja revista, Le Censeur européen, era um foco do pensamento radical pelo livre mercado, foram influenciados pelo importante, porém subestimado, economista francês Jean-Baptiste Say, o qual Murray Rothbard enalteceu como brilhante, inovador e superior a Adam Smith. As sementes das primeiras teorias liberais clássicas sobre as classes são encontradas na segunda e nas edições subseqüentes do livro Tratado de Economia Política (publicado pela primeira vez em 1803), o qual refletia sua resposta aos gastos militares de Napoleão e sua intervenção na economia francesa. Para Say, o poder do governo de cobrar impostos sobre os frutos do trabalho e a distribuição de donativos e empregos são as fontes da divisão de classes e da exploração. Como ele escreveu em outro trabalho, “As grandes recompensas e vantagens que vêm geralmente juntas ao emprego público instigam a ambição e a cobiça. Elas criam uma luta violenta entre aqueles que possuem os empregos e aqueles que os desejam.” Claro que alguém deve providenciar os donativos.

Comte e Dunoyer pegaram aquelas sementes e as cultivaram, para as transformarem em uma análise madura a respeito das classes. Em questão, estava “quem as classes englobam”. A visão de Say de que os serviços fornecidos no mercado são “bens imateriais” e que o empreendedor, como o trabalhador, é um produtor impressionou Comte e Dunoyer. Hart escreve que “uma conseqüência da visão de Say é que haviam muitos contribuintes produtivos para o novo industrialismo, inclusive os donos de fábricas, empreendedores, engenheiros e outros tecnólogos, bem como aqueles na indústria do conhecimento, como professores, cientistas e outros sábios e intelectuais.

Explorador e Explorado

Identificar com clareza os membros de uma classe é importante, se desejarmos distinguir corretamente os exploradores e os explorados. Marx pensou que somente os membros do proletariado eram produtores de valor, com os proprietários de capital pertencendo à classe exploradora (e o Estado como seu “comitê executivo”). Ele colocou os proprietários de capital entre os exploradores por conta de sua teoria do valor-trabalho (herdada de Adam Smith e David Ricardo): Desde que o valor dos bens seja equivalente ao trabalho necessário socialmente para produzi-lo, os lucros e juros recolhidos pelos “capitalistas” só poderão ser extraídos das justas recompensas dos trabalhadores – portanto, de sua exploração. Notem que, para Marx, essa afirmação era verdadeira quer os proprietários do capital recebessem favores do governo ou não. Mas se a teoria de Marx sobre o valor-trabalho cai e se o comércio é totalmente voluntário e desprovido de privilégios estatais, então, não ocorreria nenhuma exploração. (A teoria da exploração de Marx foi, mais tarde, refutada sistematicamente por um economista austríaco, Eugen Von Böhm-Bawerk, que mostrou que uma parte do que chamamos “lucro” é, na verdade, juros, advindos do adiantamento de salários ao trabalhador antes da venda do produto final.)

Desse modo, os teóricos aos quais Marx credita seu aprendizado sobre análise das classes colocaram na classe produtiva todos que criam valor através da transformação dos recursos e do comércio voluntário. O “capitalista” (sendo, nesse contexto, os proprietários dos bens de capital que não sejam ligados ao Estado) faz parte da classe industrial junto com os trabalhadores. Mas Marx não aprendeu essa parte da lição.

Então, quem são os exploradores? Todos eles sobrevivem da classe industrial. Além do crime comum, só há mais um jeito de se fazer isso: por meio de privilégio estatal, financiado pela cobrança de impostos. “As conclusões mostradas a partir disso por Comte e Dunoyer (e Thierry) é que existiu uma classe expandida dos “industriais” (a qual incluía trabalhadores manuais e os, acima mencionados, empreendedores e sábios) que lutavam contra outros que quisessem atrapalhar suas atividades ou viverem dela, mas de forma improdutiva”, escreve Hart. “Os teóricos do industrialismo concluíram, a partir de seus trabalhos a respeito da teoria da produção, que foi o Estado e as classes privilegiadas, aliadas ao Estado ou mesmo fazendo parte dele ... que eram essencialmente improdutivos. Eles também acreditavam que ocorre através da história um conflito entre essas duas classes antagônicas, que poderia chegar ao fim apenas com a separação radical da pacífica e produtiva sociedade civil, da ineficiência e privilégios do Estado e seus afiliados”

Segundo essa visão, a história econômica e política é o registro do conflito entre produtores, não importando sua posição, e a classe política, predatória e parasita, dentro e fora do governo. Ou para usar os termos de John Bright, um britânico alinhado a essa visão, é um confronto entre os que contribuem e os que gastam.

O trabalho de Comte e Dunoyer fez avanços em relação à análise de Say em aspectos importantes, aponta Hart. Se Say via a economia e a política como disciplinas separadas, com a última tendo pouco efeito sobre a primeira, os analistas de classe liberais viam que o próprio trabalho de Say tinha implicações mais radicais. “Podemos dizer que a ciência da economia política foi valorativa e significou políticas bem específicas sobre a propriedade, a intervenção governamental na economia e liberdade individual, algo que Say não apreciava, mas que Dunoyer e Comte incluíram em seu trabalho,” escreve Hart.

Conforme mostram Hart e o historiador Ralph Raico, Comte e Dunoyer também absorveram bastante dos trabalhos de outro grande liberal, Benjamin Constant, que escreveu ensaios importantes, mostrando que uma “era de comércio” substituíra a “era da guerra” e que a noção moderna de liberdade – centrada na liberdade individual e na propriedade privada – está distante da antiga noção de liberdade – que significava, exclusivamente, a participação na política. Como Hart mostra, “Dunoyer estava interessado na frase [de Constant] ‘o único fim das nações modernas é a paz (repos), e com a paz, vem o conforto (aisance), e a fonte de conforto é a indústria,’ a qual verdadeiramente resumia seus próprios pensamentos, a respeito do verdadeiro objetivo da organização social.”

As análises liberais de classes também são encontradas nos trabalhos dos ativistas pela paz e livre comércio, de Manchester, Richard Cobden, John Bright e Herbert Spencer, como indica Raico. Ele cita Bright na luta contra as Leis do Milho (impostos sobre a importação de grãos): “eu estou em dúvida, se não há nenhum outro personagem [além daquele da] ... luta de classes. Eu creio que esse seja um movimento das classes comerciais e industriais contra os Lordes e os grandes proprietários de terra.”

A Guerra e o Poder Político

Raico enfatiza que a escola de Manchester compreendeu que a Guerra e o poder político eram elementos chave busca da classe política por mais riqueza não conquistada através do trabalho. Nada possuía maior efeito para calar a população do que uma “ameaça” externa. Idéias similares também foram apresentadas por outros pensadores liberais, como Thomas Paine, John Taylor of Caroline, John C. Calhoun, Albert Jay Nock e Ludwig Von Mises. (Veja “The Clash of Group Interests”, de Mises. Para mais informações acerca da análise liberal clássica, veja “The Basic Tenets of Classical Liberalism” de Hart and Walter Grinder). Não consigo resistir a uma citação de Paine, em seu Os Direitos do Homem:

A guerra é o que colhem todos aqueles que participam da divisão e dos gastos do dinheiro público, em todos os países. É a arte de uma expedição de conquista interna; seu objetivo é um aumento da receita; e como a receita não pode ser aumentada sem impostos, um pretexto para o gasto deverá ser criado. Ao revisar a história do governo britânico, suas guerras e impostos, um observador, que não fora cegado pelo preconceito, nem deformado pelo lucro, declararia que a receita não é levantada por meio de impostos para se continuar uma guerra, mas que guerras são levantadas para que os impostos continuem.

Em resumo, o poder de cobrar impostos necessariamente produz duas classes: aquela que cria riqueza e aquela que a expropria e a recebe. Os produtores de riqueza desejam, naturalmente, mantê-la e usá-la para seus próprios objetivos. Aqueles que desejam expropriá-la buscam forma de fazê-lo, sem irritar desnecessariamente seus criadores. Uma forma seria ensinar às pessoas que eles são o Estado e que pagar impostos cada vez maiores, na verdade, os beneficiam. As escolas “públicas” têm sido particularmente úteis nessa missão.

Enquanto o governo estiver no mercado da transferência de renda, o conflito de classes persistirá. A classe, nesse sentido, é uma ferramenta importante na análise política. E já é hora para que os defensores da liberdade individual e do livre mercado a recuperem das mãos dos marxistas.

Peço ajuda para decifrar um texto

Pessoal, me mandaram isto mas não está em português. Alguém pode me ajudar a traduzir?

"Encontrei seu blog... Mas percebi que tal qual os caras da esquerda festiva, que falavam de mudanças a partir das áreas nobres do País; você evoca a verdade a partir de uma maneira de vida sem grandes dificuldades a que a maioria do povão atravessa. Portanto, não há como considerar seus devaneios de que valha consideração, até porque sua ação está mais para inação.
Ou algum caso mal resolvido com aqueles que você critica...
L. / RJ"

"Conheci Reyes e Lula no Foro de São Paulo", diz Chávez

Já postei este vídeo mas quem ainda não viu vai ver agora Hugo Chávez criminalizando o Foro de São Paulo.

Neste vídeo, aos 3m17s, Hugo Chávez diz como conheceu Lula - atual presidente do Brasil - e Raul Reyes, segundo maior terrorista - narcoguerrilheiro e traficante das FARC, procurado e morto pelo excelente governo Uribe.

O grande encontro deu-se em 1995, em El Salvador, no "Foro de São Paulo", fundado por Luis Inácio Lula da Silva, atual presidente do Brasil, e Fidel Castro.

Recentemente, a revista Cambio publicou o "Dossiê Brasileño", onde é relatado parte do conteúdo encontrado no computador do narcoguerrilheiro morto. Neste conteúdo, há trocas de emails entre os acessores e pessoas de confiança diretamente ligados à Lula, dentro do palácio do Planalto.

domingo, 19 de julho de 2009

A vitória do fascismo

Fonte: OLAVO DE CARVALHO
O Globo, 26 de julho de 2003


Tom Jobim dizia que no Brasil o sucesso é um insulto pessoal. Sem querer, explicava assim a ampla aceitação da ideologia socialista entre nós. Para o cidadão normal de uma democracia, o êxito de quem quer que seja é resultado do talento e da sorte. Para frustrados e invejosos embriagados de mitologia socialista, é o efeito de uma planificação maligna das classes dominantes, o produto diabólico de uma máquina de exclusão social inventada e controlada por astutos engenheiros sociais burgueses.

Na imaginação socialista, os capitalistas não fazem outra coisa senão reunir-se na calada da noite para premeditar a ruína dos pobres. Para isso, criam todo um aparato ideológico de “reprodução” dos padrões sociais existentes, contratando intelectuais e técnicos para estudar meios de não deixar mais ninguém subir na vida.

O capitalismo, nesse sentido, é uma sociedade administrada, um mecanismo racional calculado nos seus mínimos detalhes para bloquear o progresso social.

Só que, após ter descrito e acusado essa máquina com requintes de análise corrosiva, no instante seguinte o socialista aparece condenando a “anarquia do mercado” e fazendo a apologia da economia planejada como solução para todos os males...

Já tenho me perguntado como é possível uma criatura mudar de discurso tão radicalmente, sem nem perceber que se contradiz. Cinismo ou inconsciência? Maquiavelismo ou burrice?

Observem a rigidez da disciplina no PT ou no MST, e obterão a resposta. O militante socialista ou comunista sacrifica tudo à hierarquia partidária, mesmo a moralidade, mesmo as exigências mais íntimas da consciência pessoal. É natural que projete essa conduta sobre a fisionomia do inimigo, concebendo-a à sua própria imagem e semelhança. Mas toda fantasia projetiva é necessariamente paradoxal, é ao mesmo tempo direta e inversa. De um lado, o capitalismo aparecerá aos olhos do socialista como uma hierarquia maquinal análoga à do seu partido, apenas com signo ideológico oposto. De outro, a atmosfera partidária, com aquele seu unanimismo que dá a cada um dos militantes um sentimento tão vivo de participação, de proteção mútua, de “comunidade solidária”, é vivenciada como o embrião de sociedade ideal, em contraste com a qual a realidade do capitalismo aparecerá como pura confusão e lei da selva.

Basta olhar o capitalismo diretamente, sem o viés projetivo da disciplina socialista, para ver que ele não é nem uma coisa nem a outra, mas apenas a integração de várias premeditações parciais -- os cálculos dos vários interesses privados -- num ambiente geral frouxamente atado pelas regras da convivência democrática.

Mas a idéia mesma de “regra” tem sentido diferente para socialistas e capitalistas. Numa democracia capitalista, as regras do jogo são fixas, ao passo que as finalidades gerais do esforço social vão mudando conforme as inclinações da opinião pública a cada momento. Numa sociedade socialista -- ou nos partidos que lutam por ela --, é o contrário: as finalidades são constantes, cristalizadas no símbolo utópico do “ideal”, e as regras do jogo é que mudam segundo as conveniências estratégicas e táticas vislumbradas pelos líderes em cada etapa da luta.

Por isso é tão difícil um socialista compreender o capitalismo quando um homem formado nas regras do capitalismo entender a mentalidade socialista. Esta último tentará explicar a conduta socialista pela racionalidade de interesses econômicos, acreditando que tais ou quais vantagens obtidas no caminho aplacarão os ódios e as ambições da militância enragée. O segundo enxergará o capitalismo por meio de uma grade de fantasias projetivas macabras, e acabará acusando a classe burguesa de ser ao mesmo tempo uma maçonaria racionalmente organizada para saquear o mundo e um aglomerado caótico de egoísmos incapazes de organizar-se.

Não espanta que toda tentativa de fusão entre capitalismo e socialismo resulte numa contradição ainda mais funda: quando os socialistas desistem da estatização integral dos meios de produção e os capitalistas aceitam o princípio do controle estatal, o resultado, hoje em dia, chama-se “terceira via”. Mas é, sem tirar nem pôr, economia fascista. De um lado, burgueses cada vez mais ricos, mas -- como dizia Hitler -- “de joelhos ante o Estado”. De outro, um povo cada vez mais garantido em matéria de alimentação, saúde, habitação, etc., mas rigidamente escravizado ao controle estatal da vida privada.

Também não espanta que os socialistas, não entendendo o capitalismo, procurem descrevê-lo com a fisionomia hedionda do fascismo, que, por afinidade, entendem perfeitamente bem. E muito menos espanta que, abominando então o capitalismo como uma espécie de fascismo, acabem sempre lutando em favor de reformas econômicas e políticas que o transformarão exatamente nisso. Como a economia socialista em sentido integral é inviável, como nunca se chega lá, e como por outro lado os burgueses raramente têm fibra para resistir à investida socialista contra o liberal-capitalismo, o resultado é sempre o mesmo: a vitória do fascismo.

A única diferença entre as economias fascistas dos anos 30 e a de agora é que aquelas eram de escala nacional e, para impor-se, recorreram muito logicamente a um discurso carregado de mitologia patrioteira e racista. A de hoje é mundial, devendo portanto usar de pretextos simbólicos que, ao contrário, sirvam para dissolver as identidades nacionais e os valores morais e religiosos a elas associados. Daí o pacifismo, o feminismo, o multiculturalismo, o desarmamentismo civil, o casamento gay, etc. Ideologia, já definia o velho Karl Marx, é um “vestido de idéias” em torno de objetivos que nada têm a ver com idéias. Hitler confessava, em privado, não acreditar nem um pouco na discurseira racista que usava para infundir nos alemães um sentimento de ódio travestido de amor à justiça. Os próceres do globalismo progressista também não acreditam no besteirol politicamente correto que injetam nas massas de militantes idiotizados. Tanto quanto o comunismo e o fascismo de velho estilo, o “socialismo democrático” ou “terceira via” de hoje é um compactado de maus sentimentos numa embalagem de belas palavras.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Repassando - sobre as FFAA brasileiras

Um amigo me manda este por e-mail, ele que faz o primeiro comentário (cor azul):

A carta abaixo é de um amigo militar, um dos poucos que espontaneamente me oferecem informes, ensinamentos e comentários esclarecedores.

É singularmente inteligente, culto, ponderado, ético e em especial, profundo conhecedor do Exército - de seu tempo e de agora.

Por favor, leia e com particular atenção seus últimos comentários.

Confirma o que tem repetido um outro militar da reserva, conhecido como estrela máxima da Inteligência Militar em seu tempo, e agora um historiador: "Há muito que o Gen. Enzo vem sendo vítima de injustiças. Quem o critica não tem noção da brilhante integridade de seu caráter."

M.

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Prezado Mano:


Estou para comentar algumas situações já há alguns dias. Como tenho corrido atrás de uns trocados, o tempo tem andado curto.

Inicialmente afirmar que não sou dono da verdade e não expresso a maneira de pensar e de agir do Alto-Comando. Por ter servido dez anos no Alto-Comando e por ter 11 companheiros de turma no posto de General de Divisão, conversar com todos eles de forma aberta, penso ter formado uma imagem da maneira de pensar da cúpula.

Outra colocação importante é a de que é uma perda de tempo armar discussões entre pessoas que, de uma maneira ou de outra, buscam fins comuns, ou seja: não gostam dos petistas e não estão satisfeitas com o atual governo. Caso não entendamos essa realidade, acabaremos imitando a esquerda, criando a atomização dos descontentes com o Lula (veja que não falei em atomização da direita, pois ideologicamente falando direita e esquerda são farinhas do mesmo saco...).

Em 2.000 fui aluno da ESG (meu último curso como milico). Na turma havia um civil com uns 150 kg de peso que se auto proclamava analista militar. Sabia muito pouco. Cometia erros elementares, mas dava pitacos em tudo. Conduzindo uma palestra do meu grupo de trabalho e argüido de forma grosseira por essa pessoa, respondi-lhe que: quem não era, nem ao menos, reservista de 2ª categoria (deduzi em função do seu excesso de peso que provavelmente não teria servido as FFAA) não poderia, jamais, se auto intitular estrategista militar. Fui aplaudido pelo auditório da ESG em peso.

Da mesma maneira, há que se tomar cuidado com opiniões, de militares ou não, veiculadas pela internet. Quem são esses militares ou pessoas? Que conhecimentos e experiências possuem? Pertencem ao grupo dos que ficaram pendurados na broxa ou se beneficiaram exercendo cargos durante os governos militares? Possuem a vivência que só o desempenho de altos cargos proporciona? Veja bem: pessoas como eu (Coronéis) nos governos militares eram ministros ou funcionários de alto nível e não andavam, como eu, correndo de um lado para o outro, ganhando uns trocados, fazendo palestras aqui e ali... Muitos militares de pijama nem ao menos se deram conta que os governos militares acabaram em 1985. A solução deles continua a mesma: dê um soco na mesa. Absolutamente ridículo!

Bem o final dos governos militares foi melancólico. Figueiredo saiu pela porta dos fundos sem passar a faixa. A campanha das diretas já não deixou dúvidas. Os que lutaram, da minha geração, ficaram pendurados na broxa. Um só Oficial do DOI/IIEx foi promovido ao Generalato, e assim mesmo, foi preterido como General de Brigada.

Os pendurados na broxa serviram de exemplo aos demais: não se metam a fogueteiros (sem apoio do povão vocês acabarão na merda...). Essa é a verdade que impera. Só tem o direito de opinar e dar pitaco quem ficou pendurado na broxa, irmão. Na verdade é isso! Aonde estavam todos os que julgam militares como cagões e, em 1985, não foram para as ruas afirmarem que queriam a permanência dos milicos? Veja o caso da Venezuela: há passeatas a favor de Chaves, mas também existem as passeatas contra o Chávez. Em 1985 a população a favor dos milicos não lotava uma Kombi!

Os milicos erraram. Todos os seres que fazem e são produtivos erram. A única maneira de não errar é nada fazer. Até Cristo, ser perfeito errou (chicoteou os vendilhões do templo, perdendo a paciência com eles...), logo os milicos erraram também. Eu digo que erramos muito, só que o muito que erramos perto do que acertamos, transforma-se em quase nada de erros. Agora, os civis conscientes também têm que entender que erraram e foram omissos.

Essa é a única maneira de começarmos a fazer algo. Acusações não ajudam e tampouco criam algo palpável e desejável.

Quanto ao General Enzo, ele é o único Comandante de Força que não tem quaisquer tipos de diálogos com o Lula e muito pouco diálogo com o Jobim.

Veja o resultado: cite-me um único caso, veja bem, um único caso, de algum TO resolvido em cima dos poderes marítimos ou aeroespaciais. Para facilitar a resposta, eu mesmo vou responder: não existe! As campanhas são perdidas por exércitos ou ganhas por exércitos devidamente apoiados por marinha e aeronáutica. Eu disse apoiados! Os únicos “burreras” (serão burreras ou estão apoiando futuros “cumpanheros”?) que não sabem disso são os estrategistas do Lula! Jobim está na França comprando 425 helicópteros e 36 aviões para a aeronáutica e 4 submarinos Scorpene e mais um casco para submarino nuclear para a marinha; enquanto o Exército não tem dinheiro para alimentar a tropa em Agosto!

Desculpe o linguajar que se segue: quem não come não peida! Ou seja, o Exército brasileiro não come há década e meia, portanto nem a peidos teria condições de atacar alguém.

Fico por aqui, para poupar o amigo de mais aborrecimentos.

Abraços

A verdadeira direita (a Democracia Liberal - de e para a LIBERDADE)

Fonte: OLAVO DE CARVALHO
O Globo, 5 de novembro de 2000


O socialismo é totalitário não apenas na prática, mas na teoria: é a teoria do poder sintético, do poder total, da total escravização do homem pelo homem.


Se nas coisas que escrevo há algo que irrita os comunas até à demência, é o contraste entre o vigor das críticas que faço à sua ideologia e a brandura das propostas que lhe oponho: as da boa e velha democracia liberal. Eles se sentiriam reconfortados se em vez disso eu advogasse um autoritarismo de direita, a monarquia absoluta ou, melhor ainda, um totalitarismo nazifascista. Isso confirmaria a mentira sobre a qual construíram suas vidas: a mentira de que o contrário do socialismo é ditadura, é tirania, é nazifascismo.

Um socialista não apenas vive dessa mentira: vive de forçar os outros a desempenhar os papéis que a confirmam no teatrinho mental que, na cabeça dele, faz as vezes de realidade. Quando encontra um oponente, ele quer porque quer que seja um nazista. Se o cidadão responde: "Não, obrigado, prefiro a democracia liberal", ele entra em surto e grita: "Não pode! Não pode! Tem de ser nazista! Confesse! Confesse! Você é nazista! É!" Se, não desejando confessar um crime que não cometeu, muito menos fazê-lo só para agradar a um acusador, o sujeito insiste: "Lamento, amigo, não posso ser nazista. No mínimo, não posso sê-lo porque nazismo é socialismo", aí o socialista treme, range os dentes, baba, pula e exclama: "Estão vendo? Eis a prova! É nazista! É nazista!"

Recentemente, cem professores universitários, subsidiados por verbas públicas, edificaram toda uma empulhação dicionarizada só para impingir ao público a lorota de que quem não gosta do socialismo deles é nazista. Não se trata, porém, de pura vigarice intelectual. A coisa tem um sentido prático formidável. Ajuda a preparar futuras perseguições. Consagrado no linguajar corrente o falso conceito geral, bastará aplicá-lo a um caso singular para produzir um arremedo de prova judicial. Para condenar um acusado de nazismo, será preciso apenas demonstrar que ele era contra o socialismo. Hoje esse raciocínio já vale entre os esquerdistas. Quando dominarem o Estado, valerá nos tribunais. Valerá nos daqui como valeu nos de todos os regimes socialistas do mundo.

Intimidados por essa chantagem, muitos liberais sentem-se compelidos a moderar suas críticas ao socialismo. Mas isso é atirar-se na armadilha por medo de cair nela. Já digo por que.

Socialismo é a eliminação da dualidade de poder econômico e poder político que, nos países capitalistas, possibilita - embora não produza por si -- a subsistência da democracia e da liberdade. Se no capitalismo há desigualdade social, ela se torna incomparavelmente maior no socialismo, onde o grupo que detém o controle das riquezas é, sem mediações, o mesmo que comanda a polícia, o exército, a educação, a saúde pública e tudo o mais. No capitalismo pode-se lutar contra o poder econômico por meio do poder político e vice-versa (a oposição socialista não faz outra coisa). No socialismo, isso é inviável: não há fortuna, própria ou alheia, na qual o cidadão possa apoiar-se contra o governo, nem poder político ao qual recorrer contra o detentor de toda riqueza. O socialismo é totalitário não apenas na prática, mas na teoria: é a teoria do poder sintético, do poder total, da total escravização do homem pelo homem.

A formação de uma "nomenklatura" onipotente, com padrão de vida nababesco, montada em cima de multidões reduzidas ao trabalho escravo, não foi portanto um desvio ou deturpação da idéia socialista, mas o simples desenrolar lógico e inevitável das premissas que a definem. É preciso ser visceralmente desonesto para negar que há uma ligação essencial e indissolúvel entre elitismo ditatorial e estatização dos meios de produção.

O socialismo não é mau apenas historicamente, por seus crimes imensuráveis. É mau desde a raiz, é mau já no pretenso ideal de justiça em que diz inspirar-se, o qual, tão logo retirado da sua névoa verbal e expresso conceitualmente, revela ser a fórmula mesma da injustiça: tudo para uns, nada para os outros.

Porém, no próprio capitalismo, qualquer fusão parcial e temporária dos dois poderes já se torna um impedimento à democracia e ameaça desembocar no fascismo. Não há fascismo ou nazismo sem controle estatal da economia, portanto sem algo de intrinsecamente socialista. Não foi à toa que o regime de Hitler se denominou "socialismo nacional". Stalin chamava-o, com razão, "o navio quebra-gelo da revolução". Por isso os socialistas, sempre alardeando hostilidade, tiveram intensos namoros com fascistas e nazistas, como nos acordos secretos entre Hitler e Stalin de 1933 a 1941, na célebre aliança Prestes-Vargas etc. Já com o liberalismo nunca aceitaram acordo, o que prova que sabem muito bem distinguir entre o meio-amigo e o autêntico inimigo.

Por isso mesmo, é uma farsa monstruosa situar nazismo e fascismo na extrema-direita, subentendendo que a democracia liberal está no centro, mais próxima do socialismo. Ao contrário:

o que há de mais radicalmente oposto ao socialismo é a democracia liberal. Esta é a única verdadeira direita. É mesmo a extrema direita: a única que assume o compromisso sagrado de jamais se acumpliciar com o socialismo.

Nazismo e fascismo não são extrema-direita, pela simples razão de que não são direita nenhuma: são o maldito centro, são o meio-caminho andado, são o abre-alas do sangrento carnaval socialista. Os judeus, perseguidos em épocas anteriores, podiam usar do poder econômico para defender-se ou fugir: o socialismo alemão, estatizando seus bens, expulsou-os desse último abrigo. Isso seria totalmente impossível no liberal-capitalismo. Só o socialismo cria os meios da opressão perfeita.

Não, a crítica radical ao socialismo não nos aproxima do nazifascismo. O que nos aproxima dele é uma crítica tímida, debilitada por atenuações e concessões. E essa, meus amigos, eu não farei nunca.

Bate-papo entre o Cavaleiro e um amigo, o Frederico Lamberti Pissarra, grande blogueiro.

Talvez interesse a alguém este bate-papo entre eu e um grande amigo, o proprietário do LOST IN THE E-JUNGLE, onde comecei a blogar, inclusive. É o Fred, grande amigo e irmão em armas contra a sociopatia geral.

O artigo que gerou a conversa é este:

Mobilização urgente: educação escolar em casa



Anônimo Frederico Lamberti Pissarra disse...

Uma das coisas que me preocupam, amigo Cavaleiro, é o cunho fundamentalista que é empregado neste tipo de campanha.

Em minha opinião, escola é lugar de ciências, igrejas são lugares de religião. Não é possível levar a ciência às igrejas, por que deveria ser possível levar a religião às escolas?

17 de Julho de 2009 11:18


Blogger Cavaleiro do Templo disse...

Mano, vejo este problema específico pelo prisma do mal menor x mal maior. Acredito que mesmo um fundamentalista religioso (e olha que não podemos afirmar isto dos alunos formados nesta proposta) é muito menos perigoso que um fundamentalista esquerdopata. E das escolas brasileiras só saem este segundo tipo, sem chance alguma do aluno sair sequer sabendo que existem outras visões do mundo diferentes da marxista/comunista/socialista, portanto, sociopata.

Cá para nós, não sou o maior fã de religiosos, nem em igrejas eu vou, sabes disto.

Abraço mano velho

Cavaleiro do Templo

17 de Julho de 2009 11:23


Anônimo Frederico Lamberti Pissarra disse...

Eu entendo o ponto-de-vista de que este parece ser o meio de evitar a contaminação esquerdista/comunista na educação de crianças. Mas, ao mesmo tempo, não acredito que home schooling seja uma solução viável.

É a mesma história do sistema de cotas... Já que "não dá" para fazer algo direito, então cria-se uma solução que piora ainda mais as coisas... Lembre-se que ao deixar a supervisão da edução básica sob a responsabilidade dos pais (e isso está escrito na proposta), como garantir que o conteúdo mínimo será aprendido? Não estou falando de famílias esclarescidas com educação suficiente para introduzir disciplina filosófica... estou falando do cidadão mediano (mediocre, até).

Se com escolas a educação está do jeito que está, sem uma - por melhor que seja a intenção - a coisa só piora.

Além do que, essa redoma superprotetora, acho eu, só contribui para o surgimento de uma nação de ainda mais idiotas.

Falei de fundamentalismo religioso porque home schooling é defendido basicamente por religiosos... especialmente os fanáticos religiosos (veja a briga "criacionismo" versus "evolução" nas escolas, nos EUA e na Europa!). Você acha mesmo que isso tá longe de acontecer por aqui?

Querem combater a esquerda e o comunismo? Criem militancias... Veja que, mesmo com toda a empulhação que é martelada em nossas cabeças o tempo todo, conseguimos (você e eu) ter um pouco mais de bom senso e estamos espalhando esse bom senso por ai. Não é uma lei que vai fazer essa mágica.

Agora, querem jogar o jogo do inimigo? Comecem a sequestrar, assassinar, roubar e subverter... daqui a uns 30 anos pode até ser que tenhamos um presidente... :)

17 de Julho de 2009 15:12


Blogger Cavaleiro do Templo disse...

Entendo, estamos realmente entre a cruz e a espada. Cara, de nossos papos uma coisa que volta e meia reaparece na minha cabeça é a nosso concordância com a estupidez atual da turma das "ciências humanas".

Abre parênteses: Eu e Fred somos amigos faz décadas e concordamos em mais uma montanha de outras coisas, galera. Fecha parênteses (rsrs).

Quando um grupo se levanta acima dos outros o começa a gritar mentiras, idiotices e/ou barbaridades os outros grupos começam a fazer o mesmo para se defender ou mesmo atacar os primeiros gritões. Daí caímos no obscurantismo das crendices de todos os tipos. Desta vez o mundo começa a brigar através das crendices políticas, por assim dizer mas é sempre uma desculpa para a tomada do poder, se possível total.

O homem está voltando, mais uma vez, para as cavernas...

Abraços

Cavaleiro do Templo

17 de Julho de 2009 16:03

Criação de empregos cai 78% até junho

Fonte: GAZETA DO POVO
Publicado em 17/07/2009 | FOLHAPRESS


Foram criadas apenas 300 mil novas vagas no primeiro semestre deste ano, contra 1,3 milhão em 2008. Queda foi puxada pela indústria


Brasília - O número de empregos criados no país no primeiro semestre deste ano ficou 1,06 milhão abaixo do que foi registrado no mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho, foram gerados 300 mil postos de trabalho com carteira assinada, contra 1,36 milhão nos primeiros seis meses de 2008.

A queda, de 78%, foi puxada pela piora no desempenho da indústria e fez com que o saldo apurado na primeira metade deste ano fosse o mais baixo desde 1999, quando começam as estatísticas apuradas pelo Ministério do Trabalho. Os números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistema pelo qual as empresas informam o governo sobre o número de pessoas demitidas e admitidas a cada mês. Em junho, o total de admissões superou as demissões em 119,5 mil.

Embora tenha sido o quinto mês seguido de saldo positivo, o desempenho do mercado de trabalho formal ficou abaixo do observado em maio, quando foram criadas 131,6 mil vagas. A queda ocorrida no mês passado surpreendeu o governo, que esperava uma expansão. Para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o recuo foi consequência de um resultado mais fraco da indústria.

“O setor industrial é o que mais demora a se recuperar porque tem um foco muito forte no mercado externo”, diz, numa referência aos resultados melhores nas empresas focadas no mercado doméstico.

No mês passado foram abertas 2 mil vagas com carteira assinada na indústria. Com isso, o saldo acumulado no semestre ficou negativo em 144,5 mil. Em compensação, no setor de serviços a criação de empregos ficou em 235,4 mil nos primeiros seis meses do ano.

Para o economista Fábio Romão, da LCA Consultores, o resultado da indústria em junho decepcionou, ficando bem abaixo da média observada nesta década, de 25,5 mil novas vagas abertas no mês. Isso mostra, diz, que a recuperação do mercado de trabalho será mais lenta do que o esperado.

Romão ressalta que os segmentos industriais que mais têm tido dificuldade em voltar a empregar – como nas áreas de metalurgia, mecânica e transportes – são os mais ligados à produção de bens de consumo duráveis. “São setores que dependem muito de crédito e do nível de confiança dos consumidores, que ainda não se restabeleceram completamente”, afirma.

Governo interino de Honduras denuncia Chávez na ONU

Fonte: FOLHA ONLINE
17/07/2009 - 00h39

da France Presse, em Tegucigalpa
da Folha Online



O governo interino de Honduras denunciou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), por ameaçar a segurança nacional do país com o envio de tropas venezuelanas. O motivo é que Chávez alertou, nesta quinta-feira, que a crise política de Honduras poderá levar o país a uma guerra civil de alcance regional.

Em carta enviada a Ruhakana Rugunda, atual presidente do Conselho, o chanceler hondurenho, Carlos López, denuncia "os atos de provocação realizados pelo presidente da Venezuela, por ocasião da recente sucessão presidencial [em Honduras], realizada conforme o ordenamento jurídico interno".

Ontem, o presidente venezuelano advertiu que a situação de Honduras "tende a se complicar, está ficando mais tensa" quase três semanas depois da deposição do presidente Manuel Zelaya e da instauração de um governo presidido por Roberto Micheletti, que ainda não conseguiu consolidar-se no poder e enfrenta uma ampla rejeição internacional.

Carlos López destaca as "ameaças" de envio de forças militares venezuelanas a Honduras com o "propósito de realizar uma intromissão nos assuntos internos" hondurenhos e "violar nossa integridade e soberania".

O chanceler denuncia ainda a "violação do espaço aéreo de Honduras por parte de um avião de matrícula venezuelana, na tarde do dia 5, tripulado por pilotos militares, desobedecendo proibição expressa da Direção Geral de Aeronáutica Civil, na tentativa de pousar no Aeroporto Internacional da capital".

O avião transportava o presidente deposto, Manuel Zelaya, e foi impedido de pousar pelo Exército hondurenho.

Governo de união

Apesar da retórica de Chávez e do próprio Zelaya, que nesta quarta-feira chamou os hondurenhos à insurreição, o presidente da Costa Rica, Óscar Arias, que atua como mediador no conflito político em Honduras, disse nesta quinta-feira que entre suas propostas para a solução da crise estão a formação de um governo de reconciliação presidido pelo presidente deposto e a aplicação de anistias.

Em uma entrevista à rádio Monumental, Arias foi contundente ao afirmar que "há um mandato de 34 governos para a restauração da ordem constitucional em Honduras com a restituição do presidente José Manuel Zelaya", que foi destituído no dia 28 de junho.

O líder costarriquenho acrescentou que se o presidente em exercício "diz estar disposto a renunciar para entregar o poder a alguém mais [que não seja Zelaya], essa não é uma solução".

No dia 28 de junho, Zelaya tinha previsto realizar uma consulta popular, declarada ilegal por várias instituições do Estado, para saber se a população estava de acordo em instalar uma quarta urna nas eleições. A urna perguntaria aos hondurenhos sobre a possibilidade de convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para reformar a Carta Magna, o que a oposição afirmou ser uma tentativa para estabelecer a reeleição e manter-se no poder.

Liberty and Economics - Ludwig von Mises





misesmedia


What kind of man was Ludwig von Mises? As this unique film shows, Mises (1881-1973) was a man who never stopped fighting for freedom: not when the Nazis burned his books, not when the Left blackballed him at universities, not when it seemed as if statism had won. With courage and genius, he fought big government until the day he died ... in 25 books, hundreds of articles, and more than 60 years of teaching.

Mises's battles against Communists, Nazis, and other socialists, are featured in this film, as are his ideas of Liberty. There is also the old Vienna he loved, the Bolshevik prime minister he dissuaded from Communism, and a cast of villains from Lenin to Hitler, as well as such supporters and students as Murray Rothbard, Ron Paul, Bettina Greaves, M. Stanton Evans, Mary Peterson, Joseph Sobran, and Yuri Maltsev.

Among his many accomplishments, Mises showed that socialism had to fail, that central banking causes recessions and depressions, that the gold standard is honest money, and that only laissez-faire capitalism is fully compatible with Western civilization.

Mises was the twentieth century's foremost economist, and one of its most important champions of Liberty. Here is a film that does justice to this extraordinary man, and to his equally extraordinary ideas.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".