Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

The Left's Assault on Language - Olavo citado nos Estados Unidos

Written by Donald Hank  |  Wednesday, 25 February 2009

Many conservatives now hesitate to identify themselves as conservatives or as being on the Right. One reason for this hesitation, no doubt, is the erratic way President Bush conducted himself in office.


President BushAnother reason is less known and almost never discussed. The definition of the terms Left and Right have been deliberately and carefully altered over the last few decades, just as most terms that apply to social issues have ("gay" "marriage", fundamentalism, racism, Supreme Court "striking down" laws, references to men with sex changes as "she", etc.).

The term "right" or "conservative" has been co-opted by the Left (I mean “Left” in the original sense) so that it now includes people in the extreme middle and on the near Left. Hence, the policies of G.W. Bush, even those relating to border control and immigration, are referred to erroneously as rightwing. After all, most Americans accept at face value Bush’s extravagant claim to be a conservative. This is because few understand that Bush's thinking has been heavily influenced by the "religious" Left, flying under the radar and generally mislabeled, deliberately again, as "religious right." Bush did not accept miscreant schemes like the SPP, the Mexican truck highway, open borders and amnesty for illegal immigrants only because he wanted to cater to business interests, as the Left and pseudo-Right stoutly maintain. He did so because he believed the “evangelical” myth that nationalism – and hence, national sovereignty as opposed to allegiance to world or supranational government – is anti-Christian, which is utter and absolute nonsense.

If we accept these unacceptable redefinitions of English, then, of course, we can no longer use the terms Left and Right because they are in constant flux at the whim of the Left.

But why should we chase after the Left's definition du jour as so many hapless tagalongs have done on their way to our current state of semi-anarchy? We must accept no other definition than the original organic one and it is not our fault if some foolishly accept bogus definitions – that is, it is not our fault if some have lacked the discernment to see how our language has been deliberately eroded by interest groups to their own benefit and to the detriment of our nation.

Another great example, by the way, is red states vs blue states, a word pair that is perfectly crafted to make the unwary forget that red China was communist, or that red was the preferred color of the Russian Revolution. We are now all the same under our newspeak definitions.

To understand these stealthy changes and to know what the Left – in the original sense of that word – is all about, you can rely on the writings of Olavo De Carvalho, who may well be the foremost authority anywhere on the Left and on the useful idiots who aid and abet them. He still knows the correct meanings of words (in more than one language) and refuses to let the Left lead him around by the nose.

All of this language change madness is a perfect illustration of why conservatives have the duty to "stand athwart history and yell 'stop,'" according to William Buckley’s definition.

Sadly, many of us have instead yelled: "take it slow going over the cliff."

Those who have done so are conservatives only by the Left's definition. Isn't it time to stand our ground, reclaim our language and stop being maneuvered by these weasels?

Then we can have our name back, without apology.


Donald Hank
 is a former language teacher, currently operating a technical translation agency in Wrightsville, PA. A former language teacher, he holds an undergraduate degree in French and German from Millersville State University (PA), a Master’s degree in Russian language and literature from Kutztown State College (also in PA), has studied Chinese for 3 years in Taiwan at the Mandarin Training Center, and is self-taught in other languages, having logged a total of 8 years abroad in total immersion situations. He is also the founder of Lancaster-York Non-Custodial Parents, a volunteer organization that provides Christian counseling for non-custodial parents.

CONHEÇA A MENTE DE UM SOCIALISTA

Procurei pela internet e não achei o autor. Recebi por e-mail, segue na íntegra:

Pra começo de conversa, muitos não gostam de estudar. Foram péssimos estudantes, a maioria com várias repetências de ano. Mas são de família de classe média, onde sempre sofreram pressão pra "ser alguém na vida". Como são preguiçosos, sem disciplina e folgados precisam arrumar um jeitinho pra se dar bem, e se fazerem passar por coisas que não são. 

Fingir que é culto, "engajado" e "crítico" rende pontos. Assim prestam vestibular sem concorrência, de preferência em um curso de Geografia, Ciências Sociais, História ou Filosofia e começam sua carreira de charlatanismo. 

Ali na universidade encontram todas as ferramentas: professores barbudinhos, livros de esquerda, palestras com "doutores" no assunto e até o assédio de políticos "guerreiros" do PT e do PC do B. 

É claro que não estudam nada. Vivem o tempo todo no DCE, deitados no chão, passeando no campus com aquelas mochilas velhas, calças cargo, sandálias de couro, cabelos ensebados e, de vez em quando, um "lolozinho". Alguns começam a se infiltrar nos sindicatos e nas reuniões dos sem-terra. Já começam a se achar revolucionários, reserva intelectual das massas proletárias exploradas e das causas revolucionárias. 

Assim, se passam por intelectuais, cultos, moderninhos e diferentes. Sentem-se mais seguros para atacar as mulheres, achando que elas são doidas por esse tipo de gente. 

Começam a ver os amigos que estão trabalhando ou cursando Engenharia, Medicina, Direito ou Administração como pobres coitados que não tiveram a chance da "iluminação". Como não trabalham e vivem apenas da mesada, estão sempre lisos. Aí começa a brotar o ódio por quem se veste um pouco melhor ou tem um carrinho popular. São os eles chamam de "porcos capitalistas" ou "burgueses reacionários". 

Começam uma fase mais aloprada da vida quando passam a ouvir Chico Buarque e músicas andinas. Nessa fase já começam a pensar em se tornar terroristas, lutar ao lado dos norte-coreanos, etc. Não usam mais desodorante e a cada 5 minutos aparece nas suas mentes a imagem de um MacDonald's totalmente destruído. 

Mas é claro que o que querem não é a revolução, isso é apenas uma desculpa. Como são incompetentes para quase tudo, até mesmo para bater um prego na parede, e sentem vergonha de fazer trabalhos mais simples, e são arrogantes o suficiente para não começar por baixo, querem saltar etapas. Querem no fundo a coisa que todo esquerdista mais deseja, mesmo que de forma subliminar: um emprego público! 

Mas aí surge um outro problema: é a coisa mais difícil passar em um concurso. É preciso estudar (argh!). 

Assim, sonham com a "revolução" proletária, com a tomada do poder por uma elite da esquerda, nas quais eles estão incluídos, obviamente, afinal são da mesma tribo. 

Assim, ocuparão, por indicação, um cargo comissionado em alguma repartição qualquer, onde ganharão um bom salário para poder aplicar seus "vastos e necessários conhecimentos" adquiridos durante anos na luta pela derrubada do sistema capitalista imundo. 

Nessa fase cortarão o cabelo, tomarão banho, usarão terno, passarão a apreciar bons vinhos e restaurantes e, dependendo do cargo, terão até motorista particular. E enfiarão a mão, sem dó, no dinheiro dos cofres do Estado. Claro que pela nobre causa socialista e para o bem dos trabalhadores. 


(Autor desconhecido) 

Recolhido da Internet: 15-02-2009. 

Sobre a doença mental: a mente infantilizada

CONSIDERAÇÕES SOBRE A VIDA VIVIDA OU DESCONSIDERAÇÕES SOBRE A VIDA ESCRITA
SEXTA-FEIRA, FEVEREIRO 06, 2009


Continuação dos posts abaixo:
1) "Idiotas úteis" e a doença mental
2) Mais sobre a doença mental

Uma coisa é certa e quem se colocar contra o argumento vai ter que se ver com o desenvolvimento de todas as crianças já nascidas nesse planeta. Crianças deixadas por própria conta não viram seres humanos adultos, educados, falantes, escreventes e pensantes. A assistência quase que full time é necessária para que uma criança humana cresça e se desenvolva no que podemos chamar um ser humano. Seja essa atenção dada pelos pais, ou contratados, seja por escolas ou avós, é inevitável que uma criança seja assistida em tempo integral. Esse fato inexorável da realidade nos trás conseqüências gigantescas. E nos deixa uma boa dose de margem para argumentar que: o ser humano é a-essencial. 

Por a-essencial quero dizer que o ser humano não tem um conjunto de ações e maneiras de ser pré-programadas que se auto desenvolvem, como num leão ou num cão, que em menos de 15 minutos de nascidos já andam, procuram a teta da mãe e se viram, em grande parte, sozinhos. O ser humano precisa de um guia, para desenvolver as aptidões que estão latentes em seu “programa”. O ser é capaz de falar? Sim! Mas não sozinho. O ser é capaz de escrever? Sim! Mas não sozinho. E assim por diante. Friso bem essa parte, pois é fundamental para todo o desencadear das idéias que virão. Aceito o fato de que a criança torna-se mais plenamente humana quando educada, vamos ao que interessa.

O que representa a individualidade humana é o Ser. Compartilhamos todos essa característica tão fantástica de ser. Existimos. Mas ao existir somente nada muda e nada individualiza. O que nos torna únicos é nossa posição na existência, ou a manifestação do Ser no campo material como princípio de individuação. Assim eu sou eu e somente eu sou agora no meu lugar. Minha posição na existência diz quem sou eu. Creio que devemos levar em conta que a posição aqui não deve ser pensada somente em termos de referências espaciais quantitativas. Mas como referência primariamente qualitativa, e necessariamente quantitativa. Então é por eu ser um ser que persiste no tempo e sofre as modificações internas e externas nas quais eu sou influenciado e influencio ao mesmo tempo, que posso me chamar de Eu sem nenhum problema. Em adição a essa referência individual está o fato de eu me lembrar que eu sou eu. De nada adianta ser uma pedra, que é individual, mas não sabe que é nem se lembra que está sendo. Pela memória consciente sabemos que somos, e só somos porque persistimos no tempo como seres pontuais que influenciam e são influenciados ao mesmo tempo, ou seja temos consciência. 

É a dupla, memória consciente e consciência da memória, que nos dá a capacidade de saber tudo o que foi dito anteriormente. Se achou difícil de entender tente se lembrar de como você ouve uma música. A primeira nota é tocada em um tempo totalmente diferente da última nota, as variações, cada uma delas, é independente das outras, a sequência é que faz a música, e a chamamos de música pois conseguimos guardar na memória desde a primeira nota até a última as unindo, na síntese intelectual, no que chamamos propriamente de uma música. A lembrança da sequência de notas tocadas de certa maneira com certa ênfase é que juntamos em um bloco só e ouvimos como uma música, e por fim temos a experiência total dela. Assim como a música só é capaz de existir pela memória, pela consciência da memória e a memória da consciência, que acontecem simultaneamente. Só podemos nos perceber como seres pelo mesmo processo. E é exatamente nesse ponto que diferimos dos outros animais, que não possuem a simultaneidade da memória consciente e da consciência da memória.

Alguns fanfarrões apressados poderão pensar que se é assim que a coisa se desenvolve podemos entrar num ciclo eterno que fica auto-retornando em si mesmo e prende a memória a si mesma enquanto temos consciência de algo ilusório, teríamos a consciência sempre das memórias e nunca de novas coisas. Mas para esses que adoram reduzir o ser humano, ou a mente, a um esquema torto só tenho que lembrar que somos dotados de uma capacidade infinita de conhecer o conhecimento que conhecemos. Assim temos consciência da memória ao lembrar que somos conscientes de nossa memória consciente. Podemos ser conscientes da nossa consciência, e ter consciência que somos conscientes da nossa consciência, ampliando o espectro a camadas impossíveis de qualquer limite. Fugindo assim das determinações positivistas que são a moda que ainda perdura em nossa sociedade.

Esse ponto requer uma explicação mais profunda. Temos o conjunto psico-físico, que envolve o nosso corpo e a nossa psiqué, ou mente, mas temos ainda o princípio de individuação. Esse é o nosso Ser próprio. Esse Ser que nos dá nosso intelecto caminha conjuntamente com a mente e o corpo. Temos assim um conjunto tríplice de: intelecto, mente e corpo. Quem nunca sentiu um impulso carnal, que se manifesta pela mente, e uma vontade oposta no intelecto, que nos diz, ou pergunta, se aquilo é bom ou não, não é humano. Essa dualidade do corpo-mente e intelecto é latente. Dessa maneira muitos são os que reduzem o indivíduo à sua mente, que é necessariamente ligada ao corpo e por isso constitui com ele um sistema. Mas isso de maneira alguma descreve o indivíduo totalmente. Assim temos o intelecto.

O conjunto corpo-psiqué não passa do nosso ferramental básico, que vai ser utilizado pelos meios educacionais para se transformarem em alguma coisa. Quando falo em meios educacionais não confundam com esse raio de pedagogia que temos atualmente, falo simplesmente do fato da mãe ensinar o filho primeiramente a andar, depois a falar, e posteriormente a escrever. Sem contar os modos de se comportar e práticas sociais normais. Quando falo que a mãe “ensina” o filho a andar é mera força de expressão, pois a criança se arrasta e engatinha sozinha, assim como pronuncia sua primeira palavra por conta própria. Isso mostra que em grande parte temos certas pré-disposições, mas só florescem no seio da família, no contato com outros seres humanos. Parece que tudo isso que eu falo é tocar no óbvio, mas esquecemos completamente do óbvio. É característica intrínseca do óbvio passar despercebido. É óbvio que nós respiramos, mas praticamente não lembramos disso no dia a dia.

Tudo isso serve para ilustrar que ao longo do crescimento humano somos determinantemente dependentes e nessa dependência outra característica é muito importante para o bom desenvolvimento humano. A alimentação. Se nos alimentarmos de papelão diariamente durante nosso crescimento desde o nascimento é claro e óbvio que danos irreversíveis vão acontecer. Uma alimentação minimamente satisfatória deve ser administrada para um funcionamento saudável do corpo humano. A analogia fica bem clara quando falo que a mente também é assim. Quando alimentada com as formas mais obtusas de alimentos ela se torna deficiente e capenga, se afasta do intelecto (aqui não como operador racional dos pensamentos, mas como princípio de individuação próprio do ser humano). Não é surpresa que ao serem criados desde pequenos crendo que judeus eram a escória da humanidade a juventude hitlerista realmente acreditou nisso. Assim como as crianças Hutus que cresceram em meio ao genocídio de 1994 hoje em dia são militantes e revolucionários que vêem os Tutsis de maneira deformada. Ou seja, o modo como a mente vai se moldar depende totalmente das informações que lhe chegam. É bem difícil que uma mente que nunca viveu em um ambiente democrático saiba o que seja democracia, por mais que tome conhecimento teórico sobre a coisa. As teorias, informações abstratas, só possuem valor depois de certa medida de vivência mesma, mais ou menos é a passagem da mente para o intelecto, assim o fortalecendo. Assim podemos concluir que quanto melhor o nível de informações que chegam durante a formação de uma criança melhor. Se se deseja que a criança tenha uma mente aberta e ampla, dê-lhe informações amplas. Se se deseja que a criança seja ignorante nada lhe apresente. É uma lógica simples e cabal.

Mas isso não significa uma permissividade. Não é porque temos a capacidade de formarmos uma mente ampla que isso signifique que devemos pensar tudo, ou pensar qualquer coisa. Devemos ser capazes de ter um ferramental amplo. Esse ferramental, no caso o mental, é indispensável para a formação e qualificação do intelecto. Quando um ser humano não é estimulado a reforçar seu intelecto criamos seres passionais, emotivos, sensíveis a qualquer besteira, manipuláveis, fracos e infantis. Como o corpo físico obedece a certa lógica do mundo material para se desenvolver e agir, podemos falar também da lógica do intelecto. Quando esquecemos o intelecto criamos os andróides de Issac Asimov. Esses andróides, ou robôs, possuem mentes reativas que funcionam no mundo com certa capacidade de análise, movimento e ação. Mas eles por serem projetados tem em sua programação três leis básicas da robótica, leis criadas pelo próprio Isaac, que controlam seu “instinto”, são essas: 1) Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal; 2) Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei; 3) Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis. Essas três leis regem os cérebros dos robôs e a maioria das histórias do livro Eu, Robô giram em torno de problemas lógicos causados por situações várias em que robôs entram em conflito interno por não conseguirem se livra das contradições da sua programação. Nesse ponto o filme estrelado por Will Smith, com o mesmo nome do livro, aplica cabalmente a lógica de Issac no computador central que controla todos os outros robôs em um link por satélite. A beleza do filme está em acompanhar de forma coerente e precisa a lógica dos contos do autor. Nesse filme o criador do robô central prevendo, pela lógica imputada na central robótica, que seria um caos e perigo para os seres humanos cria um outro tipo de robô. Que será o protagonista da aventura. Esse outro robô difere determinantemente dos outros por um único fator. Quando previu o desastre total o criador dos robôs só consegue quebrar a sequência lógica de movimentos programados ao inserir outro cérebro no andróide. Esse outro cérebro é encarregado de avaliar as situações em que as três leis valem e ter autonomia de pensamento em relação à lógica estrita de ação do primeiro cérebro. Dessa maneira essa era a única saída possível para quebrar a corrente de acontecimentos apocalípticos que estavam em curso.

Esse filme ilustra muito bem a condição humana. E o desenvolvimento do segundo cérebro é a nossa natureza mais básica. O que inquieta muitos é que nosso segundo “cérebro” não tem natureza física, mas somente sutil. Nosso intelecto, nosso Eu que “habita” o corpo material, não é visível. Essa qualidade do ser humano é ignorada na quase totalidade dos casos da ciência e das especulações intelectuais. 

Se queremos educar nossos filhos para que tenham autonomia intelectual, não é possível que primeiro não saibamos o que significa. Recorramos ao sábio Mário Ferreira dos Santos para nos esclarecer: “A intelectualidade é a função que capta semelhanças e diferenças. Chama-se intuição intelectual a intuição quando capta semelhanças e diferenças. (Intelecto vem de inter e lecInter significa entre, e lec é um radical que significa tomar, captar. Daí temos: ler, que vem de legere, eleger, de e-lec, tirar para fora, separar; assim coleccionar,seleccionar). É por meio da intelectualidade, que o ser humano põe ordem ao caos dos acontecimentos, dos factos, que formam o existir.” Cabe esclarecer que o existir também engloba o próprio ser. Sem força intelectual ele não consegue sequer saber o que se passa com ele. E não podemos negar que a consciência e a memória são qualidades do intelecto.

Atualmente criamos nossos filhos para serem completos des-intelectualizados, e isso não é no sentido de intelectual como aquele ser pensador, reflexivo ou recluso e dedicado aos estudos. Mas no sentido de que as situações e os fatos mais imbecis são devidamente ignorados, mal-interpretados, distorcidos etc. Criamos um exército de seres tão fracos intelectualmente que não conseguem fazer os links mais pueris entre causa e conseqüência, entre atores ativos e receptores passivos, entre determinantes fixas e as variáveis, ou seja, nada que ouse passar pela visão clara e objetiva (no sentido mais amplo) da realidade consegue ser intuído. Todo o processo da existência é deformado ou mal interpretado pelas mentes infantis que temos hoje. As mentes infantis estão tanto nas crianças, nos adolescentes e até nos adultos. Cada vez mais infantilizados, fracos, débeis e pueris os seres humanos perdem qualquer capacidade de realização, transformação, auto-controle e interação com o mundo. Resultando no ápice da idiotização quando vemos hoje pais recorrendo a juízes, pois não conseguem controlar seus filhos. 

É característico das mentes infantis acreditarem em tudo que dizem para elas, ou pelo menos acreditar em tudo que certas figuras de autoridade lhe dizem, secas de informação e carentes de autoconsciência reflexiva elas passam a maior parte do tempo concordando ou discordando. Não existe realidade para uma criança e sim apenas a construção de um mundo etéreo. É característico das mentes infantis bradarem por tudo que desejam, sem qualquer filtro mental. A mente infantil é aquela que age indiscriminadamente. Toda a culpa pelos seus atos é automaticamente impugnada aos pais. Não é coincidência que em nossos tempos de bilhões de mentes infantilizadas as relações tenham sempre que ser regulamentadas e regidas por um poder de autoridade. Hoje temos a conjunção das mentes infantis com as três leis de Asimov. Se sair daquela programação dá curto e tudo pára. E é justamente o que acontece ao nosso redor. Quando todos os jornais dão palavras de ordem, fazem todas as análise que serão repetidas pelas bocas populares, montam um séquito de pseudo-autoridades científicas para dizer a cada hora o que deve ou não deve fazer, dão dicas e pitacos de como cuidar da saúde, como cuidar da casa, como cuidar dos filhos, dos cães, da natureza, combater a discriminação etc., não podem concluir nada além daquilo que mostra o discurso típico de um pai para o filho.

Essa carência intelectual é notável e se dá justamente na parte da consciência e da memória. Atingidas full time com novas visões da realidade, cada vez mais contraditórias, essas pessoas por não possuírem as mais básicas ferramentas mentais são capazes de defender dois discursos simultaneamente sem saber que eles são obviamente contraditórios. São capazes das atrocidades lógicas, mentais, físicas e concretas mais díspares. 

É substancial que as características que contribuem para o equilíbrio intelectual, e seu crescimento, não são materiais. O intelecto por ser uma função sutil não é regido pelas determinações espaço-temporais. O corpo humano se desenvolve ao longo do tempo, ele vai-se tornando cada vez mais humano na medida em que se transforma. Esse tipo de transformação é quantitativa. Por ser assim, determina certas afetividades e sensibilidades próprias dos corpos. Como um corpo extenso qualquer que é definido pela sua disposição quantitativa, que termina por determinar também algumas de suas propriedades qualitativas, assim o corpo humano também o é. Nesse mesmo campo podemos esclarecer que o corpo humano se torna pleno quando suas partes quantitativas se tornam de tal ou qual modo. Mas o desenvolvimento do intelecto não corresponde a essa relação descrita. O intelecto por ser puramente qualitativo não “cresce”. Ele, por participar da qualidade, se torna mais intelectual ou menos intelectual. Aqui a analogia é como o branco que é mais branco na medida em que se aprimora na brancura. O tempo e o espaço não interferem nesse processo. Desse modo é risível achar que por estar em uma escola assistindo aulas durante boa parte da sua vida um indivíduo irá automaticamente qualificar seu intelecto.

As mudanças qualitativas do intelecto só se dão no âmbito da determinação individual. O papel do estudante é aprender, mas para tal é preciso querer aprender. Interessar-se pelo conteúdo e buscá-lo ativamente. Esse processo é fundamental para o desenvolvimento do intelecto como capacidade de síntese e divisão da realidade. Em grande parte isso se dá através da linguagem. A fala e a escrita contribuem ativamente para tal desdobrar das capacidades intelectuais. Por isso a tão buscada erradicação do analfabetismo. Essa questão é ainda mais profunda quando constatamos que não é o domínio da técnica de leitura e escrita que desenvolve o intelecto, mas como essas técnicas serão utilizadas. Como disse mais acima o conjunto corpo-psiqué é uma ferramenta que deverá se desenvolver, quem usa essa ferramenta é o indivíduo como Ser. Assim o aprendizado da leitura e da escrita são ferramentas que precisarão de um foco em sua utilização. Martelar um prego pequeno com uma marreta gigantesca é o uso descabido da ferramenta para o fim que lhe é próprio. Pensando nesse caminho qualquer tipo de matéria escolar só é necessária quando o indivíduo sente que aquele conhecimento lhe falta. A busca da completude do intelecto só pode ser buscada individualmente. 

Quando a educação era ministrada na reclusão da residência essa necessidade era premente. Envolvido diretamente no contexto da vida que vivia a mente que era educada dava sentido para aquele aprendizado. Quando este é dissociado da vida privada, ou pelo menos erigido como modelo educacional nacional, o indivíduo não percebe mais essa integração. Qualquer tipo de aprendizado pressupõe uma posição daquele que ensina. Seja por achar que a educação é necessária ao desenvolvimento do indivíduo, seja por questões práticas de gerência dos negócios da família, ou ainda pelo fomento do conhecimento como forma de integração pessoal, a educação passada diretamente pelo próximo não distanciava das questões morais e dos valores ali contidos. Em tempos que a educação era um privilégio da aristocracia, ela era vista como forma de melhorar o indivíduo para a vida que iria ter e não tinha qualquer papel pedagógico universal dos direitos à educação de hoje. Quando possuímos um exército de professores que nada mais querem que apenas ganhar seu salário, esse ensino não passa de mera formalidade, ou necessidade de mercado. Não podemos esquecer que a maioria das pessoas não necessita diretamente de um conhecimento aprofundado em história, geografia, química, biologia, física etc. O que antigamente era ensinado aos indivíduos eram matérias muito mais básicas e necessárias. Não é tão estranho que antigamente um político era jusfilósofo, entendia de medicina e flertava com outras áreas. Tudo isso aprendido de maneira autodidata. Quando você priva o intelecto das matérias básicas de sua formação relega o indivíduo a uma prisão, na qual ele é incapaz de se conhecer, conhecer o mundo ou saber o mínimo para avaliar qualquer tipo de conhecimento que seja. 

Isso caracteriza o ataque direto à consciência e à memória. Esquecendo da consciência, do intelecto em última instância, e sobrecarregando a memória com informações que não possuem nenhum nexo lógico, que fomentam a desestruturação dos valores tradicionais ao desvincular o aprendizado do crescimento moral, abrindo espaço para a doutrinação ideológica antes mesmo do aprendizado das ferramentas de análise do indivíduo e pregando conceitos deturpados a nossa educação atual não faz mais nada que desequilibrar mentalmente os alunos e tornar suas mentes débeis e deformadas. Não é estranho que o aprendizado das gerações sucessivas desde a década de 1950 decaiu a níveis alarmantes. A dissociação do desenvolvimento do sujeito de seu aprendizado trouxe malefícios enormes ao quadro da sociedade mundial. 

Se ainda temos expoentes nos níveis técnicos, no campo da aplicação estrita de conhecimentos técnicos, no campo humano a desordem é generalizada. Quando o conhecimento universal e tradicional é extinto sendo substituído pela permissiva militância e o informacionismo descabido é exatamente isso que acontece. Criamos gerações inteiras de zumbis, ou de idiotas-úteis, que nada mais fazem que sobreviver sem qualquer sentido em suas vidas. Perdendo toda noção do que seja um ser humano autônomo e íntegro essas mesmas gerações deformadas nunca poderão passar as próximas gerações o tipo de conhecimento que fomentará o intelecto, causando uma notável infantilização das mentes. 

Quando se esgotam as energias da mente com informações a serem seguidas, e não se ensinam as ferramentas intelectuais de análise e decisão que tornam as existências autônomas, só podemos concluir que isso causa uma estafa mental absoluta no indivíduo. A capacidade intelectual de síntese e separação se esvai no mundo das possibilidades e nunca vêm a se tornar concreta. Quando a capacidade de perceber o campo dialético da existência não existe, e com isso tornando a capacidade de análise de qualquer situação concreta inexistente, o indivíduo, já de muletas mentais, é manipulável em qualquer nível pela ação constante do condicionamento mental perpetrado pelas mídias. Não é difícil vermos cidadão fazendo cara feia para um fumante que está a meia distância quando ao mesmo tempo não acham horrível a fumaça negra de carros, caminhões e vans. É só por essa i-lógica que podemos estabelecer que o resfriamento de boa parte do mundo é devido ao aquecimento global causado pelo homem. Ou pensamentos do tipo “rouba, mas faz”. Quando as capcidades de interação com um mundo complexo e articulado para desestruturar a mente do cidadão não estão presentes, esse mesmo mundo parece um emaranhado indecifrável de causas e conseqüências, onde o cidadão se vê como se numa selva sem bússola. 

Quando falei mais acima que a dupla, consciência da memória e a memória consciente, faz o ser do ser humano mais humano, não foi à toa. Tudo o que descrevi só abre o caminho para que os seres ignorem suas capacidades intelectuais mais básicas e tratem o mundo como uma selva, na qual o único tipo de avaliação que pode existir é “gosto” ou “não gosto”, ou “concordo” ou “não concordo”. Mentes infantis são incapazes de perceber o mundo conscientemente. Assim é fácil ver a maioria das pessoas falando que “não concordo com seu ponto de vista” quando na verdade nada foi opinado, mas simplesmente descrito. É notável no caso de Barack Obama. Quando descrito como criminoso, a primeira coisa que fazem é “não concordar com a opinião”, como se fosse realmente uma opinião e não uma descrição literal do sujeito. A in-capacidade de ver o mundo de forma natural e saudável só pode acontecer pela total perversão da mente humana. E é isso que chamei de doença mental.

Olavo descreve previsão de Belloc

BLOG DO ANGUETH
Quarta-feira, Dezembro 10, 2008

No artigo A Elite que Virou Massa, Olavo de Carvalho descreve o estado de coisas que vemos hoje no mundo e que Hilaire Belloc chamava escravidão. Vamos ao texto de Olavo. Transcrevo um trecho abaixo. Os negritos são meus (do Angueth).

“Em 1939, Eric Voegelin observava que as condições essenciais para a democracia, tal como haviam sido concebidas no século XVIII, já não existiam mais. De um lado, a economia e a administração pública tinham se tornado tão complexas que o cidadão comum já não preenchia as condições mínimas para formar uma opinião racional a respeito: sua razão refluíra para o círculo estreito das atividades profissionais e familiares, deixando suas escolhas políticas à mercê de apegos emocionais, desejos pueris, sonhos e fantasias que o tornavam presa fácil da propaganda totalitária. De outro lado, as novas classes surgidas na sociedade moderna – o proletariado urbano, o baixo funcionalismo público, os empregados de escritório – eram bem diferentes dos pequenos proprietários que criaram a democracia iluminista: eram exemplares do “homem massa” de Ortega y Gasset, menos inclinados à busca da independência pessoal do que a confiar-se cegamente à mágica do planejamento estatal e da disciplina coletiva. Tudo, no mundo, convidava ao totalitarismo.

“Passados setenta anos, a composição da sociedade tornou-se ainda mais vulnerável à manipulação totalitária.
O advento de massas imensas de subempregados, dependentes em tudo da proteção estatal, somada à destruição da intelectualidade superior por meio da transformação global das universidades em centros de propaganda revolucionária, reduziu praticamente o eleitorado inteiro à condição de massa de manobra.

Olavo segue enumerando as conseqüências da situação descrita acima para a democracia. Vale a pensa ler o artigo.

Vamos agora a Belloc. Em seu livro “As Grandes Heresias”[1], escrito em 1938, ele descreve uma das características do que ele chama de Ataque Moderno à Igreja Católica. É a volta da escravidão. Os negritos são meus (do Angueth).

“Em primeiro lugar, estamos testemunhando um renascimento da escravidão, o resultado necessário da negação da liberdade quando essa negação vai um passo além de Calvino e nega a responsabilidade perante Deus tanto quanto a falta de poder no interior do homem. Duas formas de escravidão que estão gradualmente aparecendo, e que amadurecerão mais e mais com o passar do tempo sob o efeito do ataque moderno contra a Fé, são a escravidão ao Estado e às corporações privadas e indivíduos.”
(...)
“Quando o papa reinante[2], em sua Encíclica[3] falou do homem reduzido “a uma condição não muito longe da escravidão”, ele quis dizer simplesmente o que foi dito acima. Quando as famílias num Estado não possuem propriedades, então aqueles que antes eram cidadãos, se tornam escravos. Quanto mais o Estado interfere para garantir condições de segurança e suficiência, quando mais regula os salários, provê seguro compulsório, plano de saúde, educação – em geral assumindo o controle da vida dos assalariados, em benefício das companhias e homens que empregam os assalariados – mais a condição de semi-escravidão é acentuada. E, se a situação continuar por, digamos, três gerações, ela se tornará tão completamente estabelecida como um hábito social e um padrão mental que não haverá dela escapatória nos países onde um Socialismo de Estado desse tipo tenha sido forjado e incrustado ao corpo político.

“Na Europa, a Inglaterra em particular (mas muitos outros países em menor grau) adotou esse sistema. Abaixo de certo nível salarial, um homem tem garantida uma subsistência mínima, caso perca o emprego. Um salário desemprego é dado a ele pelas autoridades públicas as custa da perda de sua dignidade humana. Cada circunstância de sua família é examinada; ele fica ainda mais nas mãos dessas autoridades, quando desempregado, do que estava nas mãos de seu empregador, quando empregado. A coisa está ainda em transição; a massa de homens ainda não percebeu para qual objetivo ela tende; mas o desprezo pela dignidade humana, a potencial, senão a real, negação da doutrina do livre arbítrio, tem levado, por uma conseqüência natural, ao que são as instituições semi-servis. Estas se tornarão totalmente servis com o tempo.

“Contra o mal do sistema salário-escravidão, há tempos foi proposto, e já está agora em pleno funcionamento, certo remédio. Seu nome mais breve é comunismo: escravidão ao Estado, muito mais avançada e integral do que a primeira forma, escravidão ao capitalismo.

Como se vê, Olavo (e também Eric Voegelin) e Belloc se aproximam do assunto de perspectivas diferentes. Belloc toma como ponto de partida o fato de o Ataque Moderno ser uma heresia religiosa, contra a Igreja. Isso lhe dá um ângulo de visão diferente, mais profundo, mais elementar, mais radical. Vale pena ler o livro.

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[1] A ser publicado em 2009, pela Editora Permanência.
[2] Pio XI.
[3] Quadragesimo anno.

84% e tem medo de vaia? Bela reflexão!!!

POR E-MAIL (sic)

Pera aí... Pera aí... Deixe ver se eu entendo isso (leia abaixo o extrato do Estadão):
 
O "prizidenti" alardeia que tem 84% de aprovação em pesquisas de opinião (se algum dos leitores tiver sido abordado por esses tais institutos de pesquisas, que levante a mão, para ganhar um doce).
 
O "prizidenti" vai ao sambódromo, mas toma o cuidado de ordenar a que ninguém anuncie a sua chegada. Também só entra, depois que a primeira escola (Império Serrano) já estiver desfilando.
 
O "prizidenti" é convidado para ser o padrinho de casamento do Neguinho da Beija-Flor, que inventou de casar-se no dia do desfile, em pleno sambódromo; mas o "prizidenti", estranhamente, declina do convite.
 
Agora, marque a opção (ou as opções) que melhor explica tudo isso:
 
( ) - A) — Lula detesta aplausos e honrarias. Por isso, pediu para não ser anunciado no sistema de som, entrou depois de iniciado o desfile e recusou o convite do Neguinho.
 
( ) - B) — Lula detesta a escola de samba Império Serrano. Por isso, só entrou quando a escola já estava desfilando.
 
( ) - C) — Lula não acredita no resultado de 84% de aprovação, apontado pelas tais pesquisas. Por isso, com medo de ver repetidas no sambódromo as vaias que recebeu na abertura dos Jogos Pan-americanos, só entrou no camarote quando a primeira escola já desfilava. Aí, as vaias seriam sufocadas pela batucada da bateria.
 
( ) - D) — Os institutos de pesquisas, que, esquisitamente, não fazem as suas pesquisas via Internet, preferindo colocar os seus agentes (que ninguém vê) em peregrinações pelas ruas, não fazem pesquisa alguma  e nem precisam fazer, porque há grupos endinheirados pagando fortunas por resultados falsos. "Nunca antes neste país" os banco ganharam tanto, como estão a ganhar no governo da petralha.
 
( ) - E) — Lula não tem nada a ver com tudo isso, porque é apenas um boneco que cumpre as ordens da quadrilha lulo-petista.
 
Agora, leia abaixo a notícia do Estadão.
 
AC

Para evitar vaias, Lula usa discrição

Para ler na fonte (Estadão):

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090223/not_imp328645,0.php


Ele não foi anunciado no Sambódromo.


O presidente Lula e a primeira-dama, Marisa Letícia, assistiram na noite de ontem ao primeiro dia de desfiles das escolas de samba do Rio. Para evitar as vaias, como ocorreu na abertura dos Jogos Pan-americanos, em 2007, Lula chegou de forma discreta ao Sambódromo. O nome dele não foi anunciado pelo locutor oficial do desfile.

A assessoria do presidente também teve o cuidado de esperar que a Império Serrano, primeira escola a desfilar, já estivesse na avenida e sob aplausos do público.

Com chapéu panamá e roupa clara, Lula ficou em uma janela do camarote do governador Sérgio Cabral, sempre ao lado de Marisa, que vestia uma blusa azul e branco, nas cores da Beija-Flor, escola que tem a simpatia do casal. Às 23h30, Marisa desceu para a pista.

Diferentemente do ano passado, o camarote tinha poucos convidados e foi dividido em duas partes. Na área onde estava o presidente tiveram acesso, além do governador e da mulher, o jornalista Sérgio Cabral, pai, Zeca do PT, parentes de Lula e o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pesão. Na outra ala, uma espécie de segunda classe, estavam a ex-governadora do Rio Benedita da Silva, o governador do Paraná, Roberto Requião, e a empresária Lili Marinho. Lula e Marisa chegaram às 21h30.

Assessores temiam que a imagem de Lula fosse associada aos dirigentes da Beija-Flor. O patrono da escola, Anísio Abrahão David, foi preso quatro vezes pela PF - a última no ano passado. Nas conversas com os auxiliares, porém, Lula avaliou que a presença no Rio não tinha riscos diante das últimas pesquisas de opinião que mostram aumento de sua popularidade.

Lula decidiu assistir ao desfile a convite do puxador Neguinho da Beija-Flor. Ele chegou a ser convidado a participar do casamento do sambista, no Sambódromo, mas até a meia-noite não estava acertado se ele participaria. 

Caro sen. Dodd: Educação não é uma resposta para todos os problemas

BLOG DO ANGUETH
Dennis Prager | Sábado, Novembro 17, 2007

No debate entre os candidatos presidenciais democratas na última semana, eles foram instados a comentar questões sobre educação. Este foi o comentário do senador de Connecticut, Chris Dodd:

“Sempre me fazem esta pergunta. ‘Qual é a questão mais importante de todas’. Eu sempre respondo que é a educação, porque ela é a resposta para qualquer outro problema com o qual nos confrontamos hoje.”

Nem é preciso dizer que nenhum outro candidato contra-argumentou, e é provável que a maioria dos senadores, todos os democratas e muitos republicanos, concordaria com esse sentimento.

Mas o sentimento não está somente errado, ele é destrutivo.

Há, claro, ligações entre educação e sucesso profissional, entre educação e a habilidade de ler e escrever. E obviamente precisamos de pessoas bem educadas para sermos capazes de competir com outros países. Mas, pelo menos há algumas poucas gerações no Ocidente, não há nenhuma ligação entre educação superior e decência humana.

Ponto final.

Esse é um dos muitos mitos em que crêem as pessoas instruídas da sociedade ocidental (que as pessoas nascem boas é outro mito). Mas não há uma única sombra de evidência para apoiar tal afirmação.

De fato, os registros dos últimos cem anos – a respeito da ligação entre a educação superior e a bondade – mostram uma conexão inversa. Em termos simples, os portadores de diploma universitário na sociedade ocidental têm maior probabilidade de possuir horríveis valores morais e de apoiar crueldades em massa do que os menos educados.

Os dois grandes males do século XX – o fascismo e o comunismo – foram freqüentemente liderados por indivíduos instruídos. E o comunismo foi apoiado, no Ocidente, quase exclusivamente por intelectuais. Você quase tinha de ser intelectual para apoiar os assassinos em massa Lênin, Stalin e Mao.

Peça a qualquer pessoa instruída para identificar o nível educacional dos assassinos nazistas que conceberam os einsatzgruppen, as unidades assassinas móveis que massacravam judeus e dissidentes antinazistas antes da invenção das câmaras de gás. Uma aposta segura é a de que grande parte responderia que a maioria dos membros dos einsatzgruppen era de baixo nível educacional. De fato, contudo, dos quatro einsatzgruppen enviados à Rússia, por exemplo, “Três dos quatro comandantes tinham um doutorado, e o quarto tinha um duplo Ph.D.” (HolocaustResearchProject.org). Dentre esses assassinos em massa “se incluíam muitos oficiais de alta patente, intelectuais e advogados. Otto Ohlendorf, que comandou o Einsatzgruppe D, tinha graus acadêmicos de três universidades e um doutorado em jurisprudência” ("The Einsatzgruppen Reports," Holocaust Library, 1989).

Segundo o Prof. Michael Mann – cujo livro, “Facistas”, publicado pela Cambridge University Press em 2004, foi declarado pela American Historical Reviewde longe o melhor estudo comparativo dos fascismos entre-guerras” – “todos os movimentos fascistas no período entre-guerras atraíram desproporcionalmente os instruídos, ‘os estudantes secundaristas e universitários e o estrato mais altamente educado da classe média’.”

Se muitos graduam nas universidades ocidentais com bons valores morais, isso é a despeito, raramente por causa, da educação universitária.

Mesmo assim, apesar da evidência do fracasso moral da educação superior, muitos esquerdistas negam a ligação entre valores imorais e educação superior e continuam a perpetuar o mito da educação como a solução dos problemas sociais.

Eles assim o fazem por várias razões.

Primeiramente, a universidade é para o esquerdista secular o que a igreja é para o cristão ou a yeshiva (academia Talmúdica) é para o religioso judeu – um lugar sagrado e o epicentro de seus valores.

Em segundo lugar, é por meio do controle da educação superior (e da mídia) que os valores esquerdistas são mais efetivamente comunicados à próxima geração. Mesmo a mídia tem uma maior diversidade ideológica do que as universidades ocidentais, que transmitem quase exclusivamente a visão de mundo esquerdista.

Em terceiro lugar, a educação secular esquerdista é o melhor antídoto ao sistema de valores judaico-cristão, coisa que a esquerda mais teme.

E há uma quarta razão que faria um senador democrata, em particular, dizer que a educação é a “resposta para todos os problemas”. Os sindicatos de professores e a Associação Nacional de Educação doam grandes somas ao Partido Democrata.

Há, claro, uma forma de educação que pode, realmente, resolver a maioria dos problemas sociais: educação moral. Ela consistiria no ensino aos jovens do que é bom e do que é mal, de como desenvolver a integridade pessoal e de como foram as vidas dos melhores indivíduos da História.

Mas pouco ou nada disso é feito, hoje, nas escolas. “Bom” e “mal” são termos raramente usados, e são usualmente desprezados como “maniqueístas”. Integridade pessoal é essencialmente definida como assumir posições esquerdistas em questões sociais tais como aquecimento global, casamento entre pessoas de mesmo sexo e redistribuição de renda. E os melhores americanos – aqueles que construíram as fundações de nossa liberdade – têm sido difamados como vilões, proprietários de escravos e racistas.

Então, senador Dodd, a educação como a que presentemente existe, não é uma resposta para todos os problemas da sociedade. De fato, ela é, tanto ou mais, a fonte de muitos deles.

Publicado por Townhall.com


OS CULPADOS PELA CRISE

NIVALDO CORDEIRO
21/02/2009

A REVISTA VEJA que chegou às bancas retrata matéria originalmente publicada na revista Times que, em pesquisa no seu site, escolheu os 25 principais responsáveis pela crise que ora vivemos. Obviamente um exercício ocioso e desinformativo feito pela congênere norte-americana, vez que não é possível fulanizar a crise, que foi construída ao longo de décadas. Nenhum desses macrocéfalos escolhidos tem mais do que uma pequena porção de responsabilidade, embora no plano da consciência individual sejam grandes criminosos. Não ignoravam o crime que praticavam.

 

Desde logo: o culpado pela crise é a crença socialista generalizada que tomou conta dos que deveriam ser a elite – os governantes, a burocracia estatal, a classe universitária – vez que toda essa gente deu as costas à tradição do Ocidente e abraçou as idéias coletivistas, no limite da alucinação. Acrescento aqui também os homens de empresa, formados pelos socialistas nas cátedras e que perderam completamente o senso crítico. Tornaram-se todos servos de Rousseau, Marx e Gramsci. Em perspectiva histórica mais larga, de Epicuro e Zenão, a tradição degradada do Ocidente. São criminosos do espírito, sofrem de psicopatologia.

 

Essas idéias fizeram do Estado o ente supremo para consertar a humanidade, aperfeiçoando-a pela reengenharia social (como se isso fosse possível). A ferramenta fundamental desse processo tem sido o processo legislativo. É preciso que seja sublinhado que esse processo legislativo torto tem dois lados. O primeiro é fazer leis positivas contra a lei natural. O segundo é não fazer as leis necessárias de acordo com o direito natural. As duas faces da mesma moeda.

 

Uma segunda ferramenta fundamental é a crença de que se pode eliminar a restrição natural da lei da escassez pela emissão de moeda. O aspecto econômico mais visível da crise é que a via inflacionária da prosperidade esgotou-se. O estouro das chamadas bolhas é isso, o esgotamento da via inflacionária. Por isso preços caem, sejam de commodities, sejam de imóveis, sejam de ações. Eles estavam em níveis absolutamente artificiais. Nesse processo a riqueza falsa da inflação deixa de existir.

 

Uma variante da via inflacionária é o agigantamento da dívida pública, em todos os países. A contrapartida dela é o agigantamento do gasto público de toda ordem, na ânsia de eliminar o risco existencial e de fazer do gasto público o elemento de distribuição artificial de renda. Claro que na fase ascendente do ciclo inflacionário o processo parece racional e dá resultados visíveis. É a falsa prosperidade. Com a crise o encanto se acaba e as finanças públicas tendem a entrar em colapso. Estamos em meio a esse processo, à escala mundial. O passo seguinte é a pressão dos clientes do Estado para a elevação da carga tributária além do nível insano em que já está. Será o combate final entre Leviatã e Beemoth. As massas irracionais pedindo ao Saturno estatal a salvação, algo impossível.

 

Um capítulo à parte desse combate está entre os privilégiados da vasta corporação dos aposentados, que permeia todas as classes sociais, e os pagadores de impostos. Essa corporação tem várias formas, uma delas a previdência pública e outra os fundos de pensão. Obviamente que a generalização desse Estado Benemerência (como bem apelidou Ortega y Gasset em um dos seus textos finais, em 1953) não se sustenta, nem do ponto de vista econômico e nem do ponto de vista ético. Será o grande nó a ser desatado pela presente crise e um calote nesses falsos direitos adquiridos me parece algo inevitável e imediato. Será doloroso e politicamente desastroso. Mas será feito.

 

Temos aquilo que Voegelin viu na Alemanha de Hitler: uma elite estúpida e criminosa conduzindo as massas criminosas e estúpidas. Vimos o que houve àquela altura. Vemos o que acontece agora. De novo e de novo a história se repete. O falcão não é mais controlado pelo falcoeiro.

ALGUNS MITOS E FATOS CIENTÍFICOS NO DEBATE SOBRE O ABORTO

HEITOR DE PAOLA [[1]

 


 (Recentemente)... Surgiu um fenômeno, desconhecido pela antiguidade, que permeia nossa sociedade moderna tão completamente que sua onipresença quase não deixa lugar para ser examinado: a proibição do questionar... Confrontamos-nos com pessoas que sabem muito bem, e porque, suas opiniões não se sustentam frente à análise crítica, que fazem da proibição do exame de suas premissas parte de seu dogma.... As perguntas dos “seres individuais” são eliminadas pelo ukase do especulador, que não permitirá que suas construções sejam perturbadas.


ERIC VOEGELIN,


Science, Politics and Gnosticism


 


(Quando Alice questiona o uso de certas palavras, Humpty Dumpty responde, com desdém):


“Quando _eu_ uso uma palavra, ela significa exatamente o que eu escolhi como seu significado – nem mais, nem menos”. Alice retruca: “A questão é se você PODE fazer com que as palavras signifiquem tantas coisas”. Humpty Dumpty: “A questão é quem deve ser o mestre –- isto é tudo!”


LEWIS CARROLL


Through the looking Glass



Num artigo anterior abordei o debate sobre o aborto apresentando alguns fatos embriológicos sobre a vida intra-uterina para demonstrar que o feto já é um ser humano desde a fecundação, a fertilização do óvulo pelo espermatozóide. Parti deste ponto e agora retorno a ele, porém para recuar um pouco mais no tempo: até o momento em que se formam as duas células presentes na fecundação. Para isto peço aos leitores leigos condescendência para alguns nomes científicos com os quais não estão familiarizados, mas, sem entendê-los, é impossível compreender os primórdios de nossas existências.


Como este não é um texto de embriologia [[2]], mas inserido no atual debate a respeito do aborto, é preciso delimitar três campos específicos quase sempre confundidos, gerando erros muito graves. Como dizia Aristóteles: um pequeno erro no início leva a uma multidão de erros no final (De Coelo). Geralmente intromete-se a “ciência” em campos nos quais nada tem a dizer, levando a “conclusões científicas” equivocadas.


1. Quando começa a vida


2. Quando começa a existir um ser humano


3. Quando se reconhece a existência de uma pessoa


A ciência tem algo a dizer sobre o primeiro tudo sobre o segundo e nada sobre o terceiro. Como escrevo do ponto de vista científico limitar-me-ei aos comentários pertinentes.


1. Quando começa a vida?


A ciência não vai além de dizer que, em algum momento da evolução do universo, deu-se uma combinação especial de aminoácidos especiais, o DNA (ácido desoxirribonucléico) que fez surgir um fenômeno até então inexistente. O resto é terreno exclusivo da filosofia e da religião. Como a discussão se prende mais a quando se inicia a vida de cada ser humano, repito as minhas palavras no artigo citado:


Um ponto que tende a aproximar as teorias científicas das religiões é que, hoje, não se considera que o processo vital sofra descontinuidade, isto é, que a vida recomece a cada novo ser. Acredita-se que a vida teve um impulso inicial – sopro vital, (divino?) - e passou a fluir constantemente de uns seres para outros. Pode-se dizer que a vida, após o impulso inicial continua fluindo porque os genes se recusam a morrer e se perpetuam neste fluir. As células que conduzem os genes, o espermatozóide e o óvulo, são obviamente célulasvivas e, portanto a vida se continua desde o momento da fecundação.


Espanta-me que teóricos e articulistas pró-vida se prendam a discussões bizantinas a respeito de quando começa a vida de um novo ser. Ora, se pai e mãe são seres vivos e as células reprodutoras também, como pode a união de duas delas criar uma descontinuidade no processo vital? O que existiria, então, nesta descontinuidade? Morte? Estado nem morte nem vida? Esta é uma discussão inútil derivada da confusão entre os campos 1 e 2, que será examinado a seguir.


2. Quando começa a existir um ser humano?


O organismo humano possui diferentes tipos de células para diferentes atividades. P. ex., neurônios para transmitir os impulsos elétricos o parênquima pulmonar com células que formam os alvéolos, destinados às trocas de oxigênio e CO2 no sangue células gástricas que secretam ácido clorídrico etc. Um caso especial são as células reprodutoras, espermatozóides e óvulos, chamadas gametos. Estudemos como elas se formam e quais as diferenças entre as femininas e as masculinas.


GAMETOGÊNESE


Denomina-se gametogênese o processo pelo qual as células sexuais primitivas evoluem para gametos sexuais maduros: o espermatozóide no homem (espermatogênese) e os oócitos definitivos (óvulos) nas mulheres (oogênese). Estes dois processos se dão de forma diferente no aspecto temporal. Antes, porém, é necessário esclarecer que as células humanas possuem 46cromossomos [[3]], sendo esta uma característica que as diferem de quaisquer outros seres vivosAdiante veremos porque isto é fundamental.


ESPERMATOGÊNESE


Inicia-se logo após a puberdade e continua até a velhice. Antes da puberdade as células chamadas espermatogônias permanecem inativas. Como os testículos além de produzirem tais células também produzem um hormônio chamadotestosterona esta age incrementando o número das células e algumas são ativadas e amadurecem, vindo a se chamar espermatócitos primários. Através do processo de maturação que reduz o número de cromossomos à metade (23) tornam-se secundários, e espermátides que serão convertidos finalmente nosespermatozóides.



 


ESPERMATOGÔNIAS-ESPERMATÓCITOS 1 e 2-ESPERMÁTIDES- ESPERMATOZÓIDES


46 CROMOSSOMOS                                           23 CROMOSSOMOS


 


OOGÊNESE



Inicia-se ainda no período fetal e aos cinco meses de gestação o feto feminino já conta com o número máximo de oócitos primários: 7 milhões. Não mais haverá formação de novos oócitos. No nascimento permanecem apenas de 700.000 a 2 milhões, que na puberdade se reduzem a 400.000, agora plenamente maturados:oócitos definitivos. Estes é que são liberados mensalmente nos períodos menstruais. Note-se que estas células permanecem com 46 cromossomos e, ao contrário das masculinas, passarão a contar com apenas 23 cromossomos somente quando e se forem fertilizadas, por meio do processo de meiose – divisão celular na qual a célula é dividida em duas e cada célula nova possui a metade dos cromossomos [[4]] da célula-mãe. Não fertilizadas são expelidas com o 46 cromossomos na menstruação.




 


OOGÔNIAS[5MESES]-OÓCITOSPRIMÁRIOS[PUBERDADE]-OÓCITOS SECUNDÁRIOS


46 CROMOSSOMOS


FERTILIZAÇÃO



fertilização começa quando um espermatozóide entra em contato com um oócito secundário (óvulo), geralmente na trompa de Falópio, e termina pela mesclagem dos cromossomos paternos e maternos que então prossegue seu caminho até a nidação no endométrio (camada interna do útero, que já começa a se preparar para receber o novo ser). O oócito sofre o processo de meiose, perde 23 cromossomos e os restantes se interpenetram aos cromossomos paternos formando uma nova célula, zigoto, ou embrião unicelular, com 46 cromossomos,portanto já um ser humano, que passará a se dividir não mais por meiose, mas por mitose (ver nota 3).


Um dos mitos mais corrente é que esta célula seria apenas um ovo, ou óvulo fecundado. Ora, mulheres – ou qualquer animal que se reproduza por meios similares - não são aves nem répteis cuja fecundação se dá num local chamadocloaca e o ovo quando maduro é expelido para prosseguir a formação através de métodos de aquecimento exteriores – diz-se ‘chocar’ um ovo. Também não formam placenta, pois o ‘feto’ não precisa de alimentação materna usando os nutrientes do ovo até que possa romper a casca. O zigoto além de microscópico morreria se expulso do útero materno. O termo ‘óvulo fecundado’ é mais enganador ainda, pois existe um óvulo em processo de fecundação, tão logo este termine já é um novo ente. Nem óvulo nem espermatozóide: um novo ser humano. Portanto, usar estes termos é fazer como Humpty Dumpty: dar significados falsos a esta fase do desenvolvimento humano para ter o poder de extingui-lo sem culpa.


Cientificamente, ocorre na fertilização uma mudança radical de simples partes de dois seres humanos numa nova existência genética, num novo ser completo em si mesmo. Espermatozóide e óvulo cessam de existir, se mesclam num novo ser humano: o zigoto. Este ser humano unicelular imediatamente passa a produzir proteínas e enzimas especificamente humanas e geneticamente dirigem e comandam seu crescimento e desenvolvimento, diferentemente da crença falaciosa de que é a mãe que determina estes processos. Os gametos, em si mesmos, não produzem proteínas e enzimas humanas, pois são células com a metade apenas dos cromossomos necessários, não são indivíduos, são somente partes que potencialmente produzirão um ser humano, são seres in potentia.  Já o zigoto é um ser completo em si mesmo e deve ser encarado como a primeira fase de um ser que nada mais pode ser senão um ser humano. O zigoto não é um serin potentia, é um ser plenamente formado.


A vida pré-natal é, por conveniência, dividida em duas partes sucessivas:embrionária fetal. A primeira ocupa as primeiras oito semanas e daí em diante até o nascimento segue-se a fase fetal. O desenvolvimento receberá nomes apropriados às novas fases pelas quais passará: mórula (aproximadamente quatro dias), blástula (5-7 dias), embrião bi-laminar (segunda semana), embrião(segunda semana), embrião tri-laminar (terceira semana). Seguir-se-ão novas fases de desenvolvimento: feto, nascituro, bebê, criança, púbere, adolescente, adulto, idoso. Foi proposital a colocação aqui desta série para mostrar que todas são fases de desenvolvimento de um mesmo ser.


Portanto, o produto da fertilização não é apenas uma bolha disforme, um amontoado de células, nem uma peça de tecidos maternos.


SEXO


Alega-se que o zigoto é um ser assexuado. A controvérsia aqui, além do debate sobre o aborto, se estende para o debate sobre sexualidade. Para justificar o ‘direito de escolher’ o sexo, como se fosse uma opção e não um determinismo genético incontornável, a palavra sexo vem sendo abolida e substituída por ‘gênero’. Da mesma forma que o aborto é considerado um ‘direito de escolha’ da mulher, o gênero também seria um ‘direito de escolha’ de todos os seres humanos. Uma falácia pseudo-científica das mais difundidas hoje em dia é que alguns nascem heterossexuais e outros homossexuais ou até mesmo formas mais aberrantes, como zoofilia, pedofilia e sei lá quantas mais.


O fato científico é que o produto da fertilização já é um menino ou uma menina, dependendo do tipo de espermatozóide que fertilize o óvulo: se possui 22 cromossomos autossômicos (não sexuais) e dois cromossomos X será uma menina se possuir 22 autossômicos um X e um Y será um menino. As características sexuais futuras serão determinadas por este fator genético. Não há terceira alternativa!


USO DE CÉLULAS TRONCO EMBRIONÁRIAS


Esta é outra controvérsia que envolve um número muito grande de falácias pseudo-científicas. A principal é a invenção de uma fase de desenvolvimento que já provei acima que não existe: a fase pré-embrionária que se estenderia até o 14° dia após a fertilização sendo, portanto, moralmente justificável usar tais células para pesquisa experimental, para tratamento médico, abortadas ou doadas. Não discuto o aspecto moral, pois estou restrito ao ponto de vista científico. E não há nada cientificamente que comprove a existência de tal fase sendo, portanto uma criação moral artificial, uma racionalização para justificar o uso destas células.


Esta idéia surgiu em 1979, nos escritos do teólogo Jesuíta – note-se, não um cientista – Richard McCormick no seu trabalho como membro do Ethics Advisory Board do Departamento de Saúde, Educação e Bem Estar Social dos EUA e do biólogo em desenvolvimento de rãs – note-se rãs, não seres humanos - Cliffrord Grobstein em seu artigo para a Scientific American External Human Fertilization(1979) e no clássico livro Science and the Unborn: Choosing Human Futures, de 1988. Em 1984, na Inglaterra, o British Warnock Committee também passou a usá-lo. Desde então o termo ‘pré-embrionário’ vem sendo usado por filósofos, bio-eticistas, advogados e teólogos.


O que não é plenamente divulgado é que tanto os autores americanos quanto os britânicos admitem que o limite de 14 dias é arbitrário e poderá ser mudado de acordo com as necessidades. Quais necessidades? Um cientista diria que um determinado limite comprovado poderá ser mudado se cientificamente refutado por pesquisa mais profunda, jamais por necessidade. Por que tais necessidades não são explicitadas?  Pode-se supor que se os embriões com esta idade não forem viáveis para as pesquisas muda-se para 28 dias ou qualquer outra data aleatoriamente.


Outra falácia relacionada com esta diz que a gravidez só é iniciada com a nidação do zigoto no endométrio. Obviamente esta idéia serve para acomodar o conceito de gravidez com a fertilização in vitro, onde a fertilização se dá numa Placa de Petri [[5]] e só então introduzido no útero para nidar. Obviamente, se o embrião não está dentro do corpo da mulher esta não está grávida. Mas esta situação artificial não pode substituir o conceito tradicional de gravidez normal.


3. Quando se reconhece a existência de uma pessoa?


Esta é uma discussão que não envolve diretamente a ciência, mas pertence à teologia, à filosofia e ao direito. Entretanto muito se tem abusado de conhecimentos supostamente científicos para defender uma clivagem entre ser humano e pessoa.


Uma delas é que o cérebro humano – a sede da racionalidade e da sensibilidade - só estará plenamente desenvolvido durante a juventude. Mas a conseqüência lógica de basear a existência da pessoa neste fator excluiria a seguinte lista de seres humanos da condição de pessoa: os doentes mentais, os retardados, os portadores de Alzheimer ou Parkinson, os comatosos, etc. E eles não deveriam ter os mesmo direitos éticos e legais atribuídos às pessoas? Muitos bio-eticistas defendem esta idéia e que estas pessoas deveriam substituir os animais nas experiências ‘científicas’ [[6]].


Platão descrevia os sofistas como pessoas muito populares e muito bem pagas, experts na arte de torcer palavras, capazes de docemente transformar o mal no bem e convencer que o branco é negro.


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[1] Este texto é baseado fundamentalmente nos artigos When do Human Beings Begin? “Scientific” Myths and Scientific Facts e The Impact of International Bioethics on the “Sanctity" of life ethics and the Ability of ob-gyn’s (Obstetric Gynecologists) to practice according to conscienceambos  de Dianne N. Irving, M.A., Ph.D, Bioquímica, Bióloga, Professora de História da Filosofia e Ética Médica Georgetown University, Catholic University of America, The Dominican House of Studies. Vários trechos foram copiados literalmente em tradução livre de minha autoria. Como as interpretações e conclusões são minhas, a autora não pode responsabilizada por elas.


[2] Não tendo pretensões de ser um trabalho científico, mas jornalístico, não incluirei notas de referências específicas, apenas aquelas necessárias para indicar as fontes principais. Pela mesma razão tentei usar a linguagem mais simples possível para o entendimento dos leitores que não estão familiarizados com o assunto.


[3] Um cromossomo é uma longa sequência de DNA, que contém vários genes, e outras sequências de nucleótidos com funções específicas.


[4] Deve-se diferençar de mitose: a divisão de uma célula em duas, cada qual com o mesmo número de cromossomos que a anterior.


[5] Julius R. Petri (1825-1921), bacteriologista alemão inventou a placa que leva seu nome, utilizada para a colonização de bactérias em laboratório.


[6] Ver, entre outros, Peter Singer (Practical Ethics, Should the Baby lives: The problem of handicapped infants)Michael Tooley (Abortion and Infanticide), R. G.Frey (The Ethics of the Search for Benefits: Animal Experimentation in Medicine).

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".