Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Contestando os argumentos dos abortistas

TAMAR-MATAR

Percival Puggina (http://www.puggina.org)

Nesta matéria, Percival Puggina alinha os principais argumentos utilizados pelos que defendem o aborto e demonstra a insuficiência dessas razões. O Novo Milênio publica o trabalho como subsídio para debates e para arquivo dos leitores que encontrarão nele elementos com os quais rebater quem pretenda justificar essa que é a mais terrível e permanente forma de genocídio que a humanidade já concebeu. Puggina registra que compilou sólidos argumentos em favor da vida utilizados por autores que estão referidos ao pé desta matéria.

Fotografe a saída buliçosa das crianças de uma escola. Depois, recorte algumas daquelas figuras infantis, deixando em seu lugar um vazio. Haverá, então, imagens a menos, espaços vagos, crianças que deveriam estar e não estão. Pois saiba que na fotografia original, naquela que você tirou, já existem buracos. Muitas crianças não estão ali porque foram abortadas, recortadas da cena da vida. É espantoso que isso aconteça com aceitação social e que tantos declarados defensores de direitos humanos se empenhem por uma legislação tolerante quando não estimulante ao abortamento provocado.

Temos severíssimas e, em alguns casos, impiedosas leis em defesa da flora e da fauna. Quem caçar determinados animais será réu de crime inafiançável: responderá processo na cadeia; quem matar o fiscal do Ibama poderá permanecer em liberdade até a sentença final. Despendemos (e é bom que o façamos) recursos na preservação de ovos de tartaruga, no resgate de baleias encalhadas, na fiscalização atenta de espécies vegetais e animais, no controle sobre seus habitat naturais (chamados “santuários” ecológicos). Zelamos por períodos de reprodução, prenhez, desova, etc. E, paradoxalmente, convivemos com manifestações, passeatas e até mesmo com legislação que visa a permitir a matança dos filhos de pessoas que invocam, com esse objetivo, o simples fato de que não os querem ter.

Para sustentar esse suposto direito elaboram-se sofismas, eufemismos, mentiras e se articulam ações e pressões políticas. É preciso contestar a falsidade e a insuficiência de tais argumentos, denunciar a hipocrisia de tais manifestações e apontar as trágicas conseqüências que decorreriam da decisão de aceitá-las.

1. Dizem eles: “O feto não é um ser humano”.

Se o feto, ou antes dele o zigoto (resultado da fusão do óvulo com o espermatozóide) não é um ser humano, então o que é? Note-se que há vida no óvulo e que há vida no espermatozóide mas nem um nem outro são vida humana; já o óvulo fecundado é um ser diferente do óvulo e do espermatozóide, é um ser que carrega em si todas as características genéticas daquele que irá nascer. É como se colocássemos um CD num aparelho de som - ele começa a tocar a música que ali já está inscrita. Essas características genéticas são individuais, próprias e exclusivas; da concepção ao nascimento, tanto quanto depois dele, o desenvolvimento se dá mediante a simples absorção de nutrientes.

O feto não é uma pessoa em potencial, assim como os bebês emparedados em certas cidades da antiga Grécia não eram adultos em potencial. A diferença entre o feto e o bebê é menor do que a diferença entre o deputado ou a deputada que defendem o aborto e eles mesmos quando bebês. Aliás, poderíamos alinhar uma seqüência fotográfica composta pelo zigoto ou o feto que éramos, o bebê que fomos, o adulto que somos e o ancião que seremos, e certamente só nos reconheceríamos no retrato atual, mas isso não significa que não sejamos nós mesmos em cada uma daquelas situações. O fruto da concepção não é algo mas é alguém.

Aos dois meses de vida, o feto pulsa num ritmo próprio, diferente do da mãe; aos três meses se move, coça o nariz; reage contra o aparelho que o suga durante o ato abortivo. Muitas vezes já tem nome, padrinhos escolhidos, lugar designado na casa. Que vida seria essa se humana não fosse?

2. Dizem eles: “O feto se torna ser humano a partir do momento em que pode ter vida independente da vida da mãe (fora do útero materno)”.

Imagine-se que em vez de sugar o feto aos pedaços se fizesse um cesariana. Nesse caso, o feto sobreviveria fora do útero ou morreria dentro de alguns minutos. Se sobrevivesse, seria um ser humano, se morresse, não. O absurdo da situação tem evidência própria.

Considere-se ainda, contra essa tese que legaliza o aborto em muitos países, a situação do moribundo minutos antes de morrer. Todos no hospital sabem que falecerá. Ele é ou não é um ser humano? Da mesma forma, o feto não é um pedaço de carne, é um paciente. E um paciente com fantástica vitalidade.

Ainda que houvesse dúvida científica (e não há dúvida científica fundamentada) sobre a humanidade do feto, deveríamos perceber que a própria dúvida já é razão suficiente para se reprovar moralmente o aborto. Pode-se disparar contra o arbusto que se move sem ter certeza sobre se o que ali se esconde é uma caça ou uma pessoa? Dizer-se que se pode fazer aborto até tal ou qual semana eqüivale a afirmar que se pode atirar contra alguém, contanto que se respeite uma certa distância.

3. Dizem eles: “A mulher é dona do próprio corpo”.

Tal argumento corresponde à concepção mais individualista, capitalista, abusiva e reprovável do direito à propriedade privada. É a idéia de que “faço o que quero do que é meu ( banco é meu, a terra é minha, a empresa é minha e faço deles o que bem me agrada)”. “O escravo é meu e tenho direito sobre a vida dele”. Ou ainda, “o filho é meu e posso me descartar dele quando quero”.

A posse que temos sobre nossos corpos não nos concede ilimitados direitos sobre eles ou sobre nossas vidas e, por isso, o suicídio é um ato condenável. Da mesma forma nenhum médico com senso ético remove um órgão sadio por mais que o cliente lhe solicite (ou por melhor que o remunere). Se tais limites se impõem sobre nosso próprio corpo ou nossa própria vida, que dizer-se do corpo e da vida de alguém que é inteiramente outro e diferente de nós? A mulher pode ser dona e dispor do conteúdo de sua bexiga e intestinos, mas não é dona da vida que hospeda em seu útero. Se há direitos sobre o corpo há, também, deveres para com ele.

Por outro lado, o aborto beneficia muito mais o macho da espécie do que a fêmea. Legalizado o aborto, ele fica com o lado recreativo e ela com o ônus e os riscos do aborto: “Se não podia ficar com o filho por que não o abortou?”

4. Dizem eles: “Já temos gente demais”.

É o argumento pretensioso dos que tendo nascido se dão o direito de autorizar ou não o nascimento alheio para que não lhe diminuam o espaço. É o mesmo que alguém sair da loja com um automóvel novo e começar uma campanha contra a indústria automobilística alegando que já temos veículos em excesso nas ruas e estradas. A questão demográfica, onde existir, deve ser enfrentada com políticas públicas de educação sexual, de paternidade responsável, com respeito à liberdade dos casais.

Se pudermos matar os fetos porque temos gente demais, por que não matar os que já nasceram e gastam excessivamente, ou os que não trabalham e só consomem, os viciados, os drogados, os muito enfermos, os que causam males à sociedade, etc.?

5. Dizem eles: “A mulher tem o direito de decidir”.

Isso é um eufemismo, ou seja, é uma forma agradável de dizer algo que resultaria desagradável ou inaceitável se colocado nos devidos termos. É o mesmo que falar interrupção da gravidez em vez de falar aborto. Seria mais honesto deixar bem claro sobre o que se pretende ter o direito de decidir: “Quero o direito de decidir se posso ou não matar meu filho antes de nascer, sem ouvir a opinião dele”.

Por outro lado, há uma hierarquia entre os direitos. O primeiro é o direito à vida, depois o direito à própria dignidade, à liberdade, à propriedade e assim por diante. Nenhum filósofo do direito ou juiz bem formado dirá que o direito de decidir vem antes do direito à vida. Há um direito de decidir sobre muitos temas, mas não há o direito de exercê-lo sobre a vida de outra pessoa.

6. Dizem eles: “Com o aborto se evita o nascimento de crianças não desejadas que viverão infelizes ou se tornarão futuras delinqüentes”.

Apesar de nazistóide, esse é um dos argumentos mais ouvidos. Entretanto, o raciocínio dos criminosos da Candelária era bem mais “lógico”: em vez de matar na hipótese, mataram no caso concreto.

Trata-se, por outro lado, de outro argumento capitalista, materialista, utilitarista, que consiste em considerar que vida e qualidade de vida sejam a mesma coisa. Deve-se então indagar: uma vida com menos qualidade não tem valor? O que dá valor à vida, o saldo bancário? Por que, então, há mais suicídio entre as classes abastadas? Por que há mais drogadição entre elas? Por que as crianças de rua não se jogam debaixo dos carros?

Se como querem alguns, é o amor que dá valor à vida, deveríamos começar suprimindo os solitários e todos os que vivem causando males aos outros, quer sejam criminosos ou não.

7. Dizem eles: “A lei contra o aborto é hipócrita porque se fazem três milhões de abortos por ano no Brasil”.

Nesse caso as leis de trânsito também são hipócritas; o código penal ao punir o roubo também é hipócrita. Só a perda do senso moral pode levar alguém a considerar que um erro repetido por muitos se converte em acerto.

8. Dizem eles: “É a consciência e o senso social que fazem a norma moral”.

Marx afirmava igualmente: é a realidade externa que deve ser responsável por nossa visão do mundo e logo pelos ajustes que devemos proceder em nossas opiniões e ações. Ora, o mundo bem sabe que isso levou ao totalitarismo e que não era outra a opinião de nazistas e fascistas. Também por aí se chega à conclusão totalmente imoral, sustentada por Lênin, de que os fins justificam os meios.

9. Dizem eles: “As mulheres ricas fazem aborto em clínicas especializadas e as mulheres pobres em porões imundos”.

É o argumento sanitarista, que se fosse válido tornaria recomendável fornecer drogas de boa qualidade aos drogados das classes pobres bem como indicaria a conveniência de transformar os cabarés em repartições administradas pela saúde pública.

Embora as estatísticas sobre o assunto sejam pouco confiáveis porque os abortos não são declarados mas inferidos, sabe-se que a maior parte dos abortos é praticada pelas classes abastadas e pela classe média. As mulheres pobres respeitam muito mais a vida e têm muito maior compreensão sobre as coisas da natureza.

10. Dizem eles: “Morrem 400 mil mulheres por ano, no Brasil, em decorrência de abortos clandestinos”.

Essa é uma grossa mentira repetida insistentemente pelos abortistas. A taxa de mortalidade no Brasil é de seis óbitos ao ano por mil habitantes. Numa população feminina de 80 milhões, morrem, portanto, de todas as causas, 480 mil mulheres; na faixa etária presumivelmente fértil está 60% desse total, ou seja 280 mil mulheres. Os óbitos relativos ao parto e ao puerpério não chegam a 10% do número total de mortes - vale dizer, 28 mil - e incluem os óbitos ocorridos antes, durante e depois de partos normais.

Ademais, bastaria dividir os tais 3 milhões de abortos que se estimam ocorrer anualmente no Brasil por 400 mil e teríamos um óbito para cada sete abortos o que seria uma verdadeira roleta russa.

Sob o ponto de vista sanitário e tendo em vista o menor risco da mãe, seria totalmente preferível e menos traumático esperar o parto normal e matar os bebês depois de nascer, como faziam os antigos espartanos com as crianças do sexo feminino.

11. Dizem eles: “Muitas mulheres fazem aborto porque não têm condições de criar e educar os filhos”.

É o argumento mais comum dos que apelam para o sentimentalismo. Se fosse válido, seria preferível eliminar os filhos maiores, que dão mais despesas e preocupações. A questão social deve ser resolvida com políticas públicas, com justiça social e com assistência social; jamais com a eliminação genocida de vidas humanas.

12. Dizem eles: “O Brasil já legaliza o aborto nos casos de risco de vida da mãe e de gravidez decorrente de estupro”.

Antes de examinar as duas situações, é importante fazer um esclarecimento. O Código Penal não legaliza esses abortamentos. Ele apenas diz que nesses casos o aborto não é penalizado. É uma situação semelhante à do crime praticado por crianças; elas não são penalizadas mas isso não significa que a lei brasileira legalize o crime cometido por crianças nem que as crianças estejam autorizadas a delinqüir.

Sob o ponto de vista moral, o aborto feito para preservar a vida da mãe (nos raríssimos casos em que, dentro da moderna ciência médica, tal situação se configura) é um ato que tem por objetivo preservar a vida de uma pessoa e que produz como conseqüência inafastável a morte da outra. Não é um ato que tenha por objetivo matar alguém; a morte do feto é conseqüência não desejada mas inevitável do procedimento que visa a salvar a vida da mãe.

Já o aborto em caso de estupro, mesmo reconhecendo a imensas atenuantes em que a situação se envolve, tem características diferentes. Aqui, o que se deseja é o bem estar da mulher tendo como preço a vida do feto. E isso, sob o ponto de vista moral, não pode ser aceito. O certo seria que o Estado proporcionasse atendimento psicológico à mulher, assumisse os ônus econômicos da gravidez e do parto e se responsabilizasse pelo destino da criança.

No Brasil, a situação fica assim: o estuprador, se preso, será pensionista do Estado; o filho, terá sido condenado à morte, e a mãe abandonada à própria sorte.

13. Dizem eles: “O aborto é uma questão civil sobre a qual a Igreja não tem que dar opinião”.

Ainda que a posição da Igreja fosse determinante do resultado de votações no Congresso Nacional (o que não se verifica), recusar-se o argumento religioso é puro preconceito. O argumento religioso é tão legítimo quanto o argumento estatístico, o sanitário, o econômico, o demográfico ou qualquer outro. Por outro lado, a coletânea de razões aqui apresentadas contra o aborto são suficientes por si mesmas. O argumento religioso é apenas um argumento a mais e segundo ele, o homem é imagem e semelhança de Deus. A vida humana é um dom de Deus.

Qual a conseqüência de se aceitar um argumento em favor do aborto?

Qualquer argumento que se possa conceber para justificar a legalização do aborto, que é inegavelmente a eliminação de uma vida humana, implica aceitar a idéia de que alguma coisa vale mais do essa vida: o bem estar da mãe, o equilíbrio demográfico, a economia, a qualidade de vida de alguém ou de muitos e assim por diante.

Não se pode admitir isso sem graves conseqüências porque no instante em que alguma coisa valer mais do que a pessoa humana inocente e sua vida indefesa, toda a moral teria que ser revista e adaptada porque tal coisa - fosse ela qual fosse - passaria a ser a finalidade e a prioridade de tudo, inclusive da vida humana. E bem se pode imaginar a quais totalitarismos ou selvagerias isso conduzirá. Os fetos, que não votam, não fazem passeatas e cujos gritos não ouvimos, serão apenas as primeiras vítimas.

O texto acima inclui argumentos encontrados em textos do Dr. Samuel Nathanson, Dr. Jerôme Lejeune, André Frossard, Julian Marias, Dr. Franklin Cunha, Dr. Pedro Montenegro Barbosa, Dr. Andrés Ollero, Dr. Thales Gouveia Limeira, Dr. Carlos de Britto Velho, bem como considerações do autor.

Malícia, Política e Aborto

TAMAR-MATAR

Artigo de Cicero Harada

Para ver o original, clique aqui.

Político malandro é esperto. Seu olhar fisiológico não se desprega do próprio umbigo. Concorda sempre com o possível eleitor. Surfa nas ondas da contradição e leva o voto de pessoas de concepções mais díspares.  Simpático, fala coisas bonitas, ri, chora, esbraveja, protesta, sempre segundo as circunstâncias. Afirma ou nega convictamente algo que lhe dê pontos. Humilde, reconhece ignorância diante de polêmica que lhe possa subtrair votos. Nega, olimpicamente, se for surpreendido em ações comprometedoras. Carrega uma aura de alva e comovente pureza. Diante dele, até a testemunha ocular da falcatrua chega a duvidar de seus sentidos. Se tudo está perdido, com ares de comovida indignação, esbraveja: “as coisas sempre foram assim desde que o mundo é mundo! Mas agora, nunca como antes, é por uma causa sublime!”

Digo isso, porque a Câmara dos Deputados fulminou o Projeto nº 1.135/91, que pretende a legalização do aborto no Brasil. Primeiramente, na Comissão de Seguridade Social e Família por unanimidade (33X0). Depois, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania por expressiva maioria (57X4). Nesta, o parecer aprovado, por força do Regimento da Casa, é terminativo, isto é, põe fim ao processo legislativo, salvo se houver recurso. Ocorre que o deputado José Genoíno (PT-SP) interpôs o recurso nº 201/2008 contra o parecer da Comissão de Constituição e Justiça. O apelo foi subscrito por ele e mais sessenta e dois deputados federais.

Três deputados, Carlos Santana (PT–RJ), Carlos Abicalil (PT–MT) e Vicentinho (PT–SP) apresentaram requerimento de retirada da assinatura. Os pedidos foram indeferidos nos termos do artigo 102, §4º, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, porque, uma vez publicado o recurso, não cabe a supressão da assinatura. Antes mesmo dos indeferimentos, o assessor parlamentar Jaime Ferreira Lopes já o havia previsto. O fato pode ser comprovado aqui.

Além dos deputados que desaparecem na hora do voto, eis aí outro álibi. Os eleitores a favor da vida são informados pela assessoria de que houve desistência e pedido de retirada da assinatura. A petição protocolada pode até ser apresentada ao embasbacado eleitor, mas o pedido de desistência não tem efeito jurídico algum. É um zero à esquerda.

Outros juram por tudo aos defensores da vida, que são contra o aborto, o assassínio de crianças não nascidas, que nunca votaram nada a favor da medida, até porque não fizeram parte de nenhuma daquelas comissões. Apenas subscreveram o recurso, a fim de que a matéria pudesse ser debatida em plenário. Notem bem: recurso é meio processual para os inconformados se socorrerem de instância superior, para combater e reformar uma decisão.

Será que alguém assinaria recurso para discutir a possibilidade de legalização do seu próprio assassínio? São tentativas de ficarem em cima do muro ou pura ingenuidade? Ignoram eles recente pesquisa do Datafolha de que só 3% das pessoas acham o aborto moralmente aceitável? Um dia, questionado por jovens, Ulysses Guimarães disse-nos que alguns parlamentares podem não ter formação superior ou acadêmica, mas lá na Câmara dos Deputados não há ingênuos, lá não há bobinhos. Todos têm muita experiência, já foram presidentes de empresas, de grandes entidades, foram governadores, ministros, prefeitos, secretários de Estado, senadores, deputados estaduais, vereadores. Se ainda assim concluirmos que o deputado não tem malícia, merecerá ele o nosso voto?

Matias Aires dizia que malícia é aquela inteligência ou ato que prevê o mal ou o medita, espécie de arte natural, que se compõe de combinações e conseqüências, sendo, por isso, virtude política. Fazia uma distinção importante: “tem malícia quem descobre o mal para o evitar, é malicioso quem o antevê para  o exercer”. Também nós precisamos ter muita malícia e discernimento para não cair nas manobras dos maliciosos.

Cicero Harada 
Advogado, Conselheiro da OAB-SP,
Presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB-SP, foi Procurador do Estado de São Paulo.
cicero.harada@terra.com.br

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Um ditador na Casa Branca

Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 20 de novembro de 2008

 

Sendo o presidente da República um funcionário pago com o dinheiro do Estado, é direito inalienável de qualquer contribuinte certificar-se de que o beneficiário dos seus impostos preenche todas as condições para ocupar o cargo, condições que não se resumem à vitória eleitoral, mas abrangem também as exigências constitucionais definidas dois séculos antes das eleições. Tal como em qualquer concurso público, o ônus da prova aí incumbe integralmente ao candidato: cabe a ele apresentar os documentos que atestem suas qualificações, não ao Estado ou ao contribuinte provar que ele não as tem.


Se alguns juízes têm sentenciado ao contrário, é porque os cidadãos americanos que vêm questionando a eleição de Obama nos tribunais erram ao usar como argumento principal as dúvidas quanto à nacionalidade do presidente eleito. Mesmo que Obama houvesse nascido no Capitólio em 4 de julho, seria dele a obrigação de prová-lo com documentos válidos. A simples recusa de atender a essa obrigação bastaria para evidenciar o desprezo do candidato pela Constituição, desqualificando-o automaticamente para o cargo de supremo defensor dela e das leis. Colocando no centro da discussão o problema da nacionalidade em vez da falta de documentos, os queixosos atraem sobre si próprios o ônus da prova, enfraquecendo uma cobrança que, sem isso, nenhum juiz teria como deixar de atender.


Por mais razoáveis que sejam em si mesmas, dúvidas são apenas isso: dúvidas. A recusa de mostrar documentos, ao contrário, é um fato, o fato mais comprovado ao longo de todo esse episódio. Na verdade, é mais que simples recusa: é toda uma engenharia da ocultação, montada simultaneamente nos EUA e no Quênia, para impedir qualquer acesso não só à certidão de nascimento, mas a quase todos os documentos do presidente eleito, sem os quais nada que sua propaganda afirme sobre ele pode aceitar-se como verídico, exceto por um ato de fé irracional.


A anormalidade da situação não consiste tanto na possível presença de um estrangeiro na presidência, quanto no fato de que esse ato de fé vem sendo exigido de todos os cidadãos americanos como se fosse um dever óbvio e inquestionável, ao ponto de qualquer tentativa de resistir a ele por via judicial ser condenada oficialmente como "lixo" (sic) pela assessoria de Obama.


Diante desse estado de coisas, não tem sentido perguntar se o novo presidente "vai" ou "pretende" instalar na Casa Branca um governo ditatorial. Antes mesmo de ele tomar posse, um gigantesco esquema ditatorial, concebido deliberadamente para colocá-lo fora do alcance da Constituição e das leis, já está em pleno funcionamento, com a cumplicidade ativa da grande mídia inteira e de uma boa parcela do Partido Republicano. Mais grave ainda: tão logo o comando obamista se certificou de que a blindagem montada em torno de seu líder fora aceita passivamente pela maioria do eleitorado, a proibição de perguntar foi imediatamente ampliada para outros domínios. Primeiro, o Federal Reserve anunciou que não ia mais divulgar os nomes dos recebedores de dois trilhões de dólares em "empréstimos de emergência", tornando virtualmente impossível a identificação dos responsáveis pela crise financeira. Segundo, a Comissão Federal Eleitoral recusou-se a investigar os 63 milhões de dólares em contribuições ilegais do exterior recebidas pela campanha de Obama.


Inacessível e intocável, o homem que não pode ser investigado já tem livre acesso aos mais altos segredos de Estado e prepara-se para reinar sob a dupla proteção da militância armada, transfigurada em “força civil de segurança pública”, e daFairness Doctrine, que acabará com os programas radiofônicos de oposição.


Enquanto isso, os candidatos às sete mil vagas abertas no funcionalismo público federal são esquadrinhados nos mínimos detalhes das suas vidas (vetando-se desde logo os proprietários de armas), e toda expressão de hostilidade a Obama surgida na internet é vasculhada pelo Serviço Secreto em busca de sinais de "racismo".

“Intelectuais”

MÍDIA SEM MÁSCARA
Autor: 19 novembro 2008
Editorias - CulturaEstados Unidos

 

Dentre as maravilhas esperadas do governo de Obama, segundo Nicholas D. Kristol do New York Times, está o fim do “anti-intelectualismo que há muito é uma tensão na vida americana”.

 

Ele citou Alai Stevenson, o suave e encantador governador de Illinois, que por duas vezes foi candidato a presidente contra Eisenhower nos anos 1950, como um exemplo de um político intelectual.

 

Intelectuais, segundo o Sr. Kristol, são pessoas “interessadas em idéias e que se sentem confortáveis com a complexidade”, pessoas que “lêem os clássicos.”

 

É difícil saber se devemos rir ou chorar.

 

Adlai Stevenson foi certamente considerado um intelectual pelos intelectuais nos anos 1950. Mas, meio século depois, os fatos pintam um quadro bem diferente.

 

O historiador Michael Beschloss, dentre outros, observou que Stevenson “podia passar, alegremente, meses ou anos sem tocar num livro.” Mas Stevenson tinha os ares de um intelectual – a forma, não o conteúdo.

 

E o que é mais notável, a forma é suficiente para impressionar os intelectuais, não somente os de então, mas mesmo os de agora, anos depois do que os fatos revelaram. Mas não, aparentemente, para o Sr. Kristof.

 

Esta é uma das muitas razões pelas quais os intelectuais não são levados tão a sério pelos outros quanto por eles mesmos.

 

Quanto a ler os clássicos, o presidente Harry Truman, que ninguém considerava um intelectual, era um leitor voraz de coisas pesadíssimas como Tulcídides e lia Cícero no original em latim. Quando seu Ministro da Justiça citou algo em latim, Truman foi capaz de corrigi-lo.

 

Mesmo assim, os intelectuais tendiam a considerar Truman homem despretensioso e de discurso simples, um sujeito pouco mais sofisticado que um caipira.

 

Da mesma forma, ninguém considerava o presidente Calvin Coolidge um intelectual. Mesmo assim, ele também lia os clássicos na Casa Branca. Ele lia latim, grego e Dante no original italiano, pois falava várias línguas. Dizia-se que o taciturno Coolidge podia ficar calado em cinco línguas diferente.

 

O nível intelectual dos políticos é apenas uma das muitas coisas sobre que os intelectuais grosseiramente se enganam por anos.

 

Durante os anos 1930, alguns dos mais importantes intelectuais nos Estados Unidos condenavam nosso sistema econômico e apontavam para a economia soviética de planejamento central como um modelo – tudo isso no instante em que literalmente milhões de pessoas estavam morrendo de fome na União Soviética, num país com um dos solos mais ricos da Europa e que historicamente tinha sido um exportador de alimentos.

 

O correspondente em Moscou do New York Times, Walter Duranty, ganhou o prêmio Pulitzer por dizer à intelligentsia o que ela queria ouvir – que as alegações de fome na Ucrânia eram falsas. Depois que o jornalista Macolm Muggeridge relatou, da Ucrânia, as mortes por inanição em escala industrial, ele caiu no ostracismo, após voltar à Inglaterra e não conseguir emprego.

 

Mais de meio século depois, quando os arquivos da União Soviética foram finalmente abertos no governo de Mikhail Gorbachev, descobriu-se que aproximadamente seis milhões de pessoas tinham morrido de fome naquela época – mais ou menos o mesmo número de pessoas mortas por Hitler no Holocausto.

 

Nos anos 1930, foram os intelectuais que deram de ombros aos perigos da ascendência de Hitler e clamavam pelo desarmamento do Ocidente.

 

Não seria difícil preencher um grande livro com todas as coisas sobre as quais se enganaram grosseiramente os intelectuais, e isso apenas no século XX – muitíssimo mais que as pessoas comuns.

 

A história inocentou completamente o falecido William F. Buckley, que dizia preferir ser governado pelos 100 primeiros nomes do catálogo telefônico de Boston do que pelos professores de Harvard.

 

Como os intelectuais conseguiram estar tão errados, por tanto tempo? Por pensarem que, por ele terem tantos conhecimentos – ou mesmo serem especialistas – sobre um campo tão restrito dentro de um vasto espectro de preocupações humanas, isso fazia deles os guias sábios das massas e os governantes das nações.

 

Mas a ignorância de PhDs é ainda ignorância, e o pensamento coletivo de pessoas de alto QI é ainda pensamento coletivo: a antítese de pensamento real.

 

Publicado por Townhall.com

 

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo

A competência dos incompetentes

Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 18 de julho de 2007

 

Não faltará, como nunca falta, quem atribua o monstruoso acidente do aeroporto de Congonhas à incompetência pura e simples. Mas a incompetência do governo federal, nessa como em outras áreas, não é nem pura nem simples. Ela é o efeito da dupla agenda estratégica que orienta todas as ações do esquema petista já desde antes de sua ascensão ao poder. 

Nas semanas que antecederam as eleições de 2002, só três pessoas na mídia anunciaram a formação da aliança revolucionária continental Lula-Castro-Chávez. Resultado: eu perdi o meu emprego, o analista estratégico Constantine Menges foi xingado até à enésima geração e o herói nacional cubano Armando Valladares foi rotulado de "picareta". Menções ao "pequeno eixo do mal" foram declaradas anátema. Nos debates nominalmente destinados a informar o público sobre os candidatos em que iria votar, nem mesmo os adversários de Lula quiseram tocar no assunto. Dos entrevistadores, só um – Boris Casoy – ousou perguntar algo a respeito, e mesmo assim muito educadamente, muito discretamente, quase pedindo desculpas. Lula mandou-o calar a boca. 

Ao longo dos dois mandatos lulianos, o eixo, que já vinha sendo preparado nas reuniões do Foro de São Paulo desde 1990, tornou-se uma realidade patente, e nenhum dos iluminados que o haviam negado apareceu na mídia confessando-se um idiota ou um mentiroso contumaz. Todas as ridículas tentativas do governo George W. Bush de jogar Lula contra o esquema castrochavista só serviram para provar a solidez da aliança revolucionária, não só entre aqueles três governantes esquerdistas, mas entre todos os membros do Foro, inclusive as Farc e outras organizações criminosas. 

Mas, numa campanha eleitoral, a duplicidade moral consiste apenas em dizer uma coisa e fazer outra. Uma vez eleito, o sujeito tem de governar, e aí a incongruência entre a fala e os atos torna-se discordância entre duas séries de atos, uma destinada a implementar os objetivos nominais do seu governo, outra a realizar as finalidades secretas, ou discretas, do esquema de poder que o elegeu. De um lado, trata-se de administrar o país relativamente bem, para se manter alto nas pesquisas. De outro, busca-se desmantelar o Estado e a própria sociedade, para que o partido revolucionário possa se sobrepor a ambos e engoli-los. Não se pode dizer que o governo Lula tenha duas cabeças, porque só uma cabeça única, e bem organizada, pode coordenar esse delicado e complexo jogo duplo. Mas o processo tem um limite natural. 

Não é possível desmantelar o Estado e manter o governo funcionando; nem anarquizar a sociedade e continuar indefinidamente dando a impressão de ordem e progresso. Mais dia, menos dia, um dos lados vai ter de predominar. A lógica interna da estratégia revolucionária espera que esse momento só chegue quando as "forças populares" estiverem prontas para rasgar sua própria máscara e partir para a tomada ostensiva do poder. No segundo mandato de Lula, porém, o limite natural do processo foi atingido antes disso. 

O Estado e a sociedade já estão bagunçados de alto a baixo, mas a esquerda radical não está madura para o grande golpe. Nada funciona – nem mesmo a estratégia revolucionária. A velha ordem morreu, a nova transformou-se num gigantesco aborto. 

Que fazer?, perguntaria Lênin. E responderia: se não for possível adiar o desenlace, deve-se tirar proveito revolucionário do aborto mesmo, lançando as culpas dele no adversário. Não existindo adversário, a parte mais comprometida do esquema revolucionário deve ser ela própria jogada às feras, acusada de traição e direitismo. 

Isso já começou a acontecer. Não havendo uma direita capaz de liderar a revolta popular contra o pior governo brasileiro de todos os tempos, essa revolta será muito provavelmente capitalizada pelo mesmo esquema esquerdista que o gerou. Se o próprio Lula tiver de ser sacrificado para esse fim, não haverá aí surpresa nenhuma. Criar o fantoche custou caro, mas quem vai pensar em economizar dinheiro numa hora dessas?

sábado, 22 de novembro de 2008

Resposta para escher_fab

Recebi um "comentário" de um internauta que se identificou como escher_fab sobre o artigo "Mais-valia de Carl Marx desmontado e jogado no lixo", vejam a coisa toda e a resposta do professor OLAVO DE CARVALHO sobre a "afirmação" do cidadão logo abaixo. Olavo detalha mais o assunto, para ouvir clique AQUI.

Mais-valia de Carl Marx desmontado e jogado no lixo

Trecho da demolição desta aberração (mais-valia) adorada por APENAS dois tipos de pessoas: jumentos intelectualmente falando e pessoas de má fé, nenhum outro mais:

"...Marx, asseverou o pioneiro do marginalismo (Eugen von Böhm-Bawerk), reduz erradamente o valor de uma mercadoria à quantidade de trabalho necessária à sua produção, com isso ignorando exceções óbvias como a terra, que tem valor e não é fruto do trabalho. Ademais, o valor de uso dos produtos é abstraído da análise geral do valor, abstração arbitrária e descabida que invalida irremediavelmente essa teoria como meio adequado de compreensão de seu objeto. Por outro lado, Marx admite que os preços das mercadorias raramente ou mesmo nunca coincidem com o valor de troca supostamente decorrente do trabalho nelas cristalizado, sendo que, aliás, não há como reduzir o trabalho, heterogêneo por definição, a uma unidade de conta homogênea e constante..."

 
escher_fab  escreveu isto:
 

1 comentários:

escher_fab disse...

Essa critica foi escrita ainda no século XIX ou inicio do século XX. Mas é equivocada. O autor marxista Rudolf Hilferding desmascarou a incompreensão da complexidade da teoria de Marx por parte de Bohm-Bawerk em seu livro O Capital Financeiro. Para uma analise histórica e teórica dessa controvérsia consultar "Rosdolsky, Roman. Gênese e estrutura de O Capital de Karl Marx" não lembro o capitulo, mas procure a bibliografia se vc não for um jumento ou uma pessoa de má fé.


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RESPOSTA DO PROFESSOR OLAVO DE CARVALHO (POR E-MAIL) 


Prezado Alex,
 
O menino evidentemente não leu os textos originais da polêmica, embora estejam disponíveis na internet. Só teve notícia de segunda mão pelo livro do Rodolsky. Ele parece ignorar que todo estudante de economia austríaca conhece essa polêmica. Se ele houvesse ao menos consultado as fontes primárias, saberia que Hilferding nem tentou refutar a análise de Böhm-Bawerk, apenas desqualificá-la como burguesa e vinculada a interesses econômicos (como se as teorias marxistas não expressassem também o interesse da elite revolucionária na sua incessante luta pelo poder, ainda mais voraz do que qualquer interesse capitalista de lucro). Hilferding recusa na base a teoria da demanda, premissa da análise de Böhm-Bawerk, mas não a refuta de maneira alguma. Dizer que os desejos dos consumidores são criados pela estrutura social, como Hilferding o faz, é supor que a estrutura social criou o desejo de alimentos, de satisfação sexual, etc. Mesmo que essa suposição fosse válida, e não uma fantasia estúpida como de fato é, ela não invalidaria a teoria da demanda. Hilferding acusa Böhm-Bawerk de confundir o natural com o social, mas é ele mesmo quem cai nessa confusão. Não há medida comum entre o gênio de Böhm-Bawerk e a hostilidade invejosa do seu pequeno crítico marxista. Hilferding é simplesmente burro. Ele nem percebe a diferença entre criticar uma teoria e mudar de enfoque. Sua "crítica" é apenas uma mutatio controversiae.
 
Abraço,
 
Olavo de Carvalho


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Cavaleiro do Templo: peço aos vermelhos que leiam este artigo também e por favor continuem mandando suas lamúrias, ofensas, burrices e/ou imputações de crimes. Estão servindo, conforme se vi neste aconteceu artigo, como aula para as pessoas de bem.  

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A pimenta como ingrediente de receitas e acompanhamento de pratos

GLOBO RURAL

Como eu adoro pimenta e o meu país, aqui vão dicas espetaculares, receitas incríveis criadas e executadas por pessoas diferentes do padrão nacional. São brasileiros como todo brasileiro deveria ser.


Mensagem aos aposentados que acreditavam/acreditaram em LULA

'Mensagem da Al-Qaeda' diz que Obama traiu raízes!!!

ALERTA BRASIL
20.11.08

Uma gravação divulgada nesta quarta-feira, atribuída ao segundo em comando da rede extremista Al-Qaeda, Ayman Al-Zawahiri, critica o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, dizendo que ele traiu suas raízes negras e muçulmanas.

Na mensagem, o suposto Zawahiri diz que Obama “representa o oposto de negros americanos honrados como Malik Shabazz, conhecido também como Malcolm X” e se refere a Obama com um “escravo da casa”.

“Você nasceu de um pai muçulmano, mas decidiu ficar do lado dos inimigos do Islã e rezar como um judeu, embora diga ser um cristão, para que pudesse subir a escada da liderança dos Estados Unidos. Você subiu com o apoio de Israel.”

Xiiiiii....

Cavaleiro do Templo: não levem tão a sério esta declaração, ela serve para despistar as reais raízes obâmicas (a sociopatia revolucionária da qual a Al-Qaeda faz parte assim como o PT, as FARC e toda a turma do FORO DE SÃO PAULO, entre zilhões de outros mundo afora)  e também fazer de conta que a turma do radicalismo islâmico está chateada com o sr. Barack HUSSEIN Obama/Osama.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".