Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O FIM DO LIBERALISMO?

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
29/09/2008

A severa crise financeira que se abateu sobre o mundo capitalista leva o observador a pensar os acontecimentos em perspectiva histórica. Estaríamos vivendo o equivalente ao que aconteceu em 1929? Se a resposta for positiva – e temo que seja verdadeira – é de se esperar todos os desdobramentos já vistos àquele tempo, inclusive no circuito de poder mundial. É bom lembrar que a crise de 1929 é uma das causas mais remotas da II Guerra Mundial. Foi o fim do Império Britânico.

Ou haverá algum paralelo com o fim do comunismo stalinista, com a queda do Muro de Berlim e o fracionamento do império soviético, no começo dos anos 90? Será que o modo de vida do Ocidente está entrando em colapso? Estamos vendo o fim último do liberalismo? Aqui as respostas não podem ser diretas. É claro que o epicentro da crise será nos EUA, secundado pela Europa. Daí concluir pelo fim do liberalismo há um salto espúrio.

Em primeiro lugar, a crise não é das instituições liberais, muito ao contrário. Uma das qualidades superlativas da ordem liberal é a sua capacidade de auto-regulação, seja no plano econômico, com sua mobilidade de preços, de capital e de mão-de-obra, seja no plano político, com a alternância de partidos no poder. Essa forma auto-regulada de existência tem sido o antídoto contra todas as crises e todos os surtos totalitários que ciclicamente assolam o Ocidente.

Em segundo lugar, é bom lembrar que a crise ora vivida tem origem precisamente na fuga da receita liberal. Os críticos mais competentes e isentos do que tem sido a política econômica dos EUA e da União Européia têm mostrado que esses países têm vivido além de suas possibilidades. Fizeram da capacidade de emissão de moeda fiduciária um modo de vida. As instituições bancárias “podres” só puderam persistir em face da abundância de dinheiro barato. É claro que isso levou a desindustrialização, tornando países como China e mesmo o Brasil plataformas de exportação e detentores de enormes superávits comerciais, contrapartida dos déficits gerados pelos países ditos ricos.

Esses déficits espelham precisamente que os países passaram a viver além das suas posses. Claro que um desequilíbrio desses um dia cobraria sua conta. É chegada a hora.

Então a crise tem origem na traição do ideal liberal e não na sua prática

Emissão descontrolada de dinheiro, excesso de governo e de impostos, gastos descontrolados, tudo isso é sinônimo de socialismo e não de liberalismo. Há muito que o socialismo tomou conta dos países que agora estão em crise.

Aí que está a ironia da coisa: os inimigos do liberalismo acusam a este último de ser o causador daquilo que ele não poderia causar. Pior, para enfrentar a crise vêm com suas velhas receitas estatizantes e regulatórias, quando um liberal simplesmente daria de ombros e diria: “- Quem quebrou, quebrou”, fórmula que em um ano traria a economia de volta à prosperidade. Mas os inimigos do livre mercado não descansam e jogam nos ombros daqueles que lutam pela liberdade uma responsabilidade que é só deles mesmos.

A solução é uma só: reduzir o Estado, pelo lado da receita, da despesa e da regulação.

É fazer retornar a velha ética liberal, que está na Bíblia: que cada um coma o suor de seu próprio rosto e que essa cambada de parasitas que vive dos impostos volte a trabalhar. 

Que se restaure o princípio da poupança individual para bancar o bem-estar das famílias e a aposentadoria dos velhos. Que cada um arque com as conseqüências de seus erros e incúrias. E de suas falências. O Estado não tem o direito de tomar dinheiro dos que trabalham e têm tirocínio para dar a vagabundos e parasitas. É simples assim.

A ética liberal é imorredoura porque é a única capaz de prover a humanidade de um instrumento racional para o exercício da liberdade. É a condição também da prosperidade. A crise atual é um aviso para que os homens voltem a viver dentro da realidade e não no delírio alucinado que tem por nome socialismo.

Mais curiosidades obâmicas

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
25 de setembro de 2008

A coluna de Maureen Dowd citada no artigo anterior era falsa. O engraçadinho que a enviou a mim sabia disso, pois não pode tê-la colhido nas páginas do New York Times, onde ela nunca esteve.

Em todo caso, não a mencionei como prova de nada, apenas como ilustração, curiosa mas dispensável, de algo que já estava bem provado por mil e um outros meios: que, se a candidatura de Barack Obama, como qualquer outra, é subsidiada por uma multiplicidade de fontes, o mesmo não se pode dizer da sua carreira total, criada e financiada desde o início por pessoas ligadas a organizações pró-terroristas e/ou ao banditismo puro e simples. Quem formou sua mentalidade foram os doutrinadores extremistas Frank Marshall Davis e Jeremiah Wright, quem o lançou na política foi o terrorista William Ayers (do grupo “Homem do Tempo”), quem pagou seus estudos em Harvard foi um mentor dos “Panteras Negras”, quem mais coletou dinheiro para ele nas eleições ao Senado foi um vigarista sírio condenado por dezesseis crimes. Que essa candidatura desperte o entusiasmo de todos os grupos pró-terroristas e partidos comunistas do mundo não prova uma “conspiração” em sentido estrito – tecnicamente, nenhum movimento histórico de amplitude mundial pode ser chamado uma “conspiração” –, mas também não pode ser uma inocente coincidência ex post facto. Obama nasceu desse meio, alimentou-se dele, e o aplauso que daí recebe é apenas o reforço final necessário para que a ambição longamente acalentada de destruir os EUA desde dentro (e desde cima) deixe de ser apenas um sonho de mentes malignas e se torne uma temível realidade.

Ahmadinejad tem razão: a eleição de Obama, se acontecer, será o sinal verde para a conquista da América pelo Islam revolucionário e seus parceiros comunistas, como a sedução da alma do príncipe Charles por um guru muçulmano, mais de vinte anos atrás, – ignorada pela mídia até hoje – foi o início da conquista da Inglaterra. Esta geração dificilmente passará sem que o mundo veja a autodissolução da Igreja anglicana e sua transformação em entreposto do islamismo. Mas talvez passe sem que os EUA – e portanto Israel – consumem sua rendição sacrificial ante o altar de seus inimigos. A presente eleição americana não é o último lance dessa disputa, mas é certamente um dos mais decisivos.

Ainda não sei ao certo como a crise econômica sustada pela ação rápida da Presidência americana se insere nesse quadro, mas sei que ela foi criada pelos democratas, que agora escondem suas culpas, como sempre, por trás de acusações ao governo e extraem proveito eleitoral de seus próprios crimes ignorados pela população. Fannie Mae e Freddie Mac já estavam encrencados em 2005 e o Senado discutia uma lei para impedir o desastre. A lei foi bloqueada pelos senadores Hillary Clinton, Christopher Dodd e – vejam só – Barack Obama, que em seguida receberam vultosas contribuições de campanha de Fannie e Freddie. (Leiam a história emhttp://www.bloomberg.com/apps/news?pid=newsarchive&sid=aSKSoiNbnQY0, e fiquem tranqüilos: ninguém me enviou a matéria por e-mail, eu mesmo a li na página da Bloomberg.)

Seria ingênuo esperar de esquerdistas uma conduta mais decente. Nas últimas semanas, eles apelaram aos expedientes mais extremos para esculhambar a candidatura McCain: montaram grupos terroristas armados de coquetéis Molotov para desmantelar a convenção republicana (cem incendiários foram presos na véspera, mas os remanescentes ainda fizeram um belo estrago), espalharam fofocas escabrosas sobre a família Palin (incluindo insinuações de incesto), armaram um escândalo nacional em torno da demissão de um policial no Alasca, como se fosse um novo Watergate, e invadiram os e-mails de Sarah Palin, publicando tudo (droga!, não havia nada de comprometedor). E a Folha de S. Paulo, com a cara mais bisonha do universo, informa a seus queridos leitores que Obama está escandalizado com o baixo nível dos ataques vindos da campanha McCain...

Valorização falseada, falsa economia e um prejuízo infernal


Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
3 outubro 2008

Nossa infeliz economia, baseada em valorizações falseadas, não pode continuar por muito tempo. Ela é o equivalente doméstico da amizade que o presidente Bush tinha por Vladimir Putin. É o mundo da fantasia, do eterno mercado em alta e dos pacotes governamentais “bem sucedidos”.  As lideranças políticas nos Estados Unidos demonstraram que não entendem de economia. Elas não podem resolver a crise atual a não ser que voltem para a escola e consultem a sabedoria que por tanto tempo negligenciaram. Elas construíram seu mundo do pós-Guerra Fria sobre uma falsa expansão da economia, sobre falsas “parcerias” com inimigos. Elas permitiram uma política de expansão ilimitada de crédito.


“Expansão de crédito, escreveu o economista austríaco Ludwig von Mises, “[é] a principal ferramenta dos governos em sua luta contra a economia de mercado. Em suas mãos está a vara de condão projetada para esconjurar a escassez de bens de capital…e tornar a todos prósperos. 


Mas nem todos podem ser prósperos. O crescimento econômico criado pela expansão de crédito não pode durar. E é isto que os líderes americanos não perceberam. “As conseqüências inescapáveis da expansão de crédito estão demonstradas pela teoria dos ciclos econômicos. Até mesmo aqueles economistas que ainda se recusam a reconhecer a correção da teoria monetária — ou da teoria da circulação de crédito — das flutuações econômicas cíclicas, nunca ousaram questionar o caráter conclusivo e a irrefutabilidade do que esta teoria afirma com respeito aos efeitos inescapáveis da expansão de crédito”.

Von Mises: preceitos econômicos fundamentais que ajudariam a enfrentar a crise são ignorados.

E quais são esses efeitos?

De acordo com Ludwig von Mises, um impulso econômico ocasionado por uma expansão creditícia só pode ser mantido por mais expansão de crédito; no longo prazo, “[t] ransforma-se em depressão [1] quando cessa a expansão de crédito”. Esta conseqüência é absolutamente certa e a crise financeira atual ressalta o ponto. A expansão [o boom] econômica de anos recentes foi impulsionada por uma expansão de crédito sem precedentes. A cada vez que o mercado estava ameaçado de contração, mais expansão de crédito era insistentemente recomendada e logo posta em prática.

A vara de condão da expansão de crédito age como o vício da heroína. Quanto mais você a injeta, mais você a quer. Inevitavelmente chega o dia em que você não pode mais aumentar a dosagem porque acabou o suprimento. E assim é com a expansão de crédito. Os mercados estão acostumados com o acesso fácil ao dinheiro. Eles agora exigem mais e mais facilidades. Estão viciados. Mas ao fim, todavia, serão forçados a sofrer os efeitos da abstinência.

Será que pensamos que esta expansão poderia continuar para sempre e sem conseqüências? Evidentemente, não consideramos onde iríamos parar. E agora, finalmente, o governo dos Estados Unidos acredita que pode saciar a fome de crédito através de um impulso coordenado – o último suspiro de nossos insaciáveis viciados em crédito. O presidente Bush oferece um plano. A portas fechadas, Bush teria dito: “Esse trouxa pode afundar”. Mais uma vez, a gramática do presidente está errada. O trouxa em questão irá afundar.

Cada dólar derramado no resgate proposto será perdido. Comprar dívida “tóxica” não é uma solução. O mecanismo proposto para resgatar a economia representa uma nova falsificação de valores – e um novo desvirtuamento do mercado. Um pacote de resgate de US$700 bilhões é apenas o começo. Não é possível que o dólar sobreviva a esta nova iniciativa. O que vemos em Washington é um exercício de auto-engano. É o auto-engano de um país que não vê o perigo, de um país que ignora a sabedoria dos antepassados e o ABC da economia.  

Eles querem uma economia sempre em expansão. O que falharam em considerar é a natureza falsa de uma expansão assim engendrada. Valores falseados, idéias falsas e promessas de prosperidade falsas temperam o programa dos políticos de hoje. O lugar deles não é na direção de um grande país. Sua liderança consiste em lamentável ignorância e a república pode estar em seus últimos dias. Houve uma chocante disposição de destruir a moeda do país. “Se o governo não dá importância para até onde as taxas de câmbio podem subir, poderá, durante algum tempo, continuar a se agarrar à expansão de crédito”, explicou Mises. “Mas, um dia, o colapso da expansão aniquilará o seu sistema monetário”.

O plano proposto para salvar os mercados nada salvará. A solução proposta não é solução. Investimentos impróprios foram feitos e enormes perdas devem deles resultar. Devemos tomar o nosso remédio antes de melhorarmos. Depreciar a nossa já depreciada moeda torna as coisas piores. A expansão artificial deve ter um fim. Falsas apreciações devem consumir-se de modo que valores reais possam ser restabelecidos.

Poucos percebem o quão destrutivo foi o boom econômico; pois o dano real é feito pelo regime de valores falseados e pelo nosso investimento coletivo nesses valores. Mises ressaltou: “[O]boom econômico é chamado de prosperidade, negócios em alta e impulso econômico. Sua conseqüência inevitável, ou seja, o reajustamento das condições aos dados reais do mercado é chamado de crise, queda brusca, negócios em baixa, depressão”. Esta última, porém, é o período de cura e correção.

A verdadeira mágica da ciência econômica é aprender a aceitar a correção. E é isto que nos recusamos a fazer. Os administradores financeiros do país deram um exemplo terrivelmente ruim. Tradicionalmente, o capitão afunda com seu navio. Enquanto o Titanic afunda, nossos financistas não querem ser resgatados em botes salva-vidas, mas em iates. Eles não querem aceitar que guerras e depressões são necessárias porque a natureza humana deseja a fantasia. A bolha da falsa paz e da falsa prosperidade necessariamente se rompe. Ao fim, a realidade precisa ser confrontada.

“As pessoas se rebelam contra a noção de que o elemento perturbador verifica-se no mau investimento e no consumo exagerado do período de expansão”, escreveu Mises. O fato curioso é, segundo Mises, que, “[Se] aplicarmos essa medida de comparação às várias fases das variações cíclicas da economia, deveríamos chamar a expansão de retrogressão e a depressão, de progresso”. A expansão se dissipa através do mau investimento dos escassos fatores de produção e reduz o estoque disponível através do excesso de consumo; suas supostas bênçãos são pagas com o empobrecimento. A depressão, por outro lado, é o caminho de volta ao estado de coisas no qual todos os fatores de produção são empregados para a melhor satisfação possível das necessidades mais urgentes dos consumidores.

Se o Estado deve fazer alguma coisa construtiva durante o período “progressivo” da depressão [i.e., o período de reajustamento de valores e alocações de recursos escassos conforme a realidade] é manter o poder de dissuasão nuclear do país e preservar a unidade nacional. Não há dúvida de que em breve os Estados Unidos se verão forçados a trazer de volta as tropas e fechar as bases militares no exterior. A situação financeira ditará a retirada do cenário internacional. Ela ditará um governo mais modesto. Mas os políticos se agarram à idéia de que o boom econômico pode continuar e que sua abordagem falsa da situação internacional é viável. Os Estados Unidos não podem salvar o mundo. O país terá sorte se puder salvar a si mesmo.  O plano de resgate financeiro proposto pelo presidente Bush não é apenas uma medida socialista. É uma tentativa de evitar o retorno às avaliações corretas, reais. De fato, é uma tentativa ignorante de prolongar o dano que já foi feito.

Nossos políticos querem nos dar dinheiro [crédito] fácil, um fomento ao regime de shopping-center. Eles acreditam que isto evitará que milhões percam seus empregos. Eles acreditam que as medidas que propõem salvarão bancos em apuros. A prosperidade, então, continuará. “Esse raciocínio parece plausível”, escreveu Mises. “Não obstante, ele está completamente errado”. boom econômico elevou os preços e salários a níveis altos demais. A demanda perdeu toda a noção de oferta. O consumidor agora está acostumado a obter o que quiser, ainda que não tenha os recursos para tanto. A fim de colocar as coisas no lugar, os salários precisam cair, o consumo precisar ser restringido e práticas imprevidentes devem ter um fim.

“Não há nenhuma utilidade na interferência por meio de uma nova expansão de crédito”, escreveu Mises. “Na melhor das hipóteses, isto apenas interromperia, perturbaria ou prolongaria o processo curativo de uma depressão, isso se não trouxesse de volta um novo boom, com todas as suas conseqüências inevitáveis”. Quando Bill O’Reilly [2] diz que o desastre é grande demais, que a despeito de seu apoio à economia de mercado não vê alternativa ao plano de resgate do governo, ele está negando o poder curativo de uma depressão. Ele está negando a lição fundamental da economia. O dano ao sistema econômico já ocorreu durante o período de falsa prosperidade.

Tão estranho quanto possa parecer, uma crise financeira e a depressão são necessárias. Nós precisamos passar por um período de dificuldades. Não há outro caminho para corrigir o regime de falsos valores, ou de valorizações irreais. O problema, é claro, tornou-se político. 


O regime é um sistema político onde o economicamente ignorante dá o tom. 


A magnitude do desastre é, por meio disso, amplificada, Os atores políticos agora põem o sistema político em risco. E porque há implicações de segurança nacional, eles agora põem nossas vidas em risco.

 

[1] NT: No contexto atual, “depressão” pode também ser entendida como recessão, ou recessão profunda. Todavia, na versão original de sua obra magna, Human Action [Ação Humana], de 1949, Ludwig von Mises usa apenas o termo depression. Por este motivo, decidimos manter o termo.
[2] NT: Bill O’Reilly é um dos mais famosos, influentes e respeitados comentaristas da TV a cabo americana, sendo talvez a principal estrela do canal de jornalismo FOXNews. Tido como conservador, é temido e odiado pela esquerda americana. Sua declaração, portanto, assume importância maior, apesar de equivocada.

© 2008 Jeffrey R. Nyquist

Publicado por Financialsense.com            

Tradução: MSM

Mídia Sem Máscara entrevista Ives Gandra Martins

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA

O Mídia Sem Máscara entrevista o jurista e escritor Ives Gandra Martins. Nesta primeira parte, ele fala sobre aborto e a importância da defesa da vida. Saiba mais em www.midiasemmascara.org



Na parte final de sua entrevista ao CanalMSM, Ives Gandra Martins comenta sobre a carga tributária brasileira, as pesquisas com células-tronco, o problema da disputa de terras e a ameaça às liberdades individuais.


A ANALFABETIZAÇÃO ESCOLAR OBRIGATÓRIA (Cavaleiro: resultado da educação comunista, a imbecilização irrestrita)

Do portal PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA
Carlos Reis



Na terça-feira 30/09/2008, palestrei em uma escola pública municipal de Amaral Ferrador. A minha audiência era constituída de alunos e alunas de 12 a 17 anos, das 5a e 6a séries do ensino fundamental. Todos os alunos e alunas estão na escola há pelo menos 5 anos. O assunto tratado foi o da sexualidade, no sentido mais extenso, e da sexualidade na escola, mais especificamente.

Em anexo está uma cópia das perguntas que me foram formuladas depois da minha exposição. (NOTA DA REDAÇÃO - Papéis Avulsos: como não foi possível reproduzir a imagem enviada pelo autor, reproduzi abaixo os garranchos que foi possível ler). Resguardei-me de respondê-las no momento e em público porque não era minha intenção posar de conselheiro sexual para crianças ou matar a curiosidade sexual delas, mister mais apropriado para o neoprofessor moderno brasileiro, todo ele hoje compulsoriamente um “sexólogo dos oprimidos”.

Discorri, é claro, sobre a falência absoluta do modelo educacional brasileiro e sobre a maldita pedagogia de Paulo Freire. Esqueci de dizer que muitos professores estavam presentes, assim como alunos dos cursos rápidos à distância da UNITINS (Universidade de Tocantins), autora do convite. Me dirigi o tempo todo a esses alunos e professores, pois considero perda de tempo gastar o meu latim com alunos e alunas que nem entendem o meu português.

Como não poderia deixar de ser, a surpresa para um psicólogo e uma assistente social, presentes na palestra, foi enorme. Eles não esperavam o meu discurso “desconstrutivista” e demolidor da ideologia Paulo Freire. Eles nunca ouviram de ninguém nada semelhante, seguramente, nos seus anos de formação acadêmica. Não sei se ficaram impressionados, chocados, revoltados, irritados, arrasados, ou muito incomodados comigo quando desmanchei seus fundamentos ideológicos e botei fogo na palha de colchão que reveste seus neurônios arruinados e molestados pela exposição continuada à propaganda socialista. O fato é que ficaram diferentes, com certeza, talvez um tanto desconfiados, que foram enganados por muitos anos. Sinceramente, não sei. Devolvi, com juros, a dissonância cognitiva (clique aqui e saiba o que é isto) de que sofre o educador brasileiro.

Falei também na destruição da Religião nas escolas e na cultura brasileira. Dei como exemplo o discurso covarde de posse do Ministro do Supremo, Carlos Alberto Direito, que abnegou sua condição de católico, quase pedindo desculpas por esta condição. O que esperar então de uma escolinha municipal chamada Padre Arlindo que não porta mais nenhum crucifixo nas paredes? A diretora da Escola indagada por mim do porquê da ausência dos crucifixos que ali estiveram por anos não soube responder. Apenas percebi um medo, ou uma lembrança de alguma ameaça feita por algum burocrata estatal, senão mesmo por uma portaria ou norma escrita. Falei sobre a desavergonhada aula de Ensino Religioso onde religião não entra, mas só se fala em sacanagem e se estimula a sexualidade precoce a gravidez em idade cada vez menor, a promiscuidade e o aumento das DSTs (Doenças Sexualmente Transmitidas), por efeito perverso cada vez mais freqüentes e sérias.

Mas o foco principal mesmo foi a deseducação e o analfabetismo escolar. Falei das notícias de jornal que dão conta dos números vergonhosos do fracasso da pedagogia Paulo Freire, apesar do nome desse infame nunca aparecer falei sobre as causas verdadeiras do fracasso da Educação. Ironizei sobre a sexualização da Educação das camisinhas da fábrica estatal CAMISOBRÁS, localizada em Xapuri, Acre, domínio do senador petista Tião Viana falei e mostrei a máquina de camisinhas que será colocada em cada escola para alunos e alunas dos 12 aos 17 anos. 

Enfim, falei da degeneração moral do Brasil e o resultado final: os números do analfabetismo escolar e os recordes de delinqüência juvenil escolar.

As perguntas formuladas por escrito dão conta de uma amostragem do nível de alfabetização dessas crianças e adolescentes. É impagável. As perguntas falavam por si, isso quando dava para ler. A propósito, quando a minha exposição chegou ao clímax (sem trocadilhos!) o interesse da garotada aumentou muito. Vejam por si o porquê disso.

Desanima pensar que a nossa geração não verá a luz. Talvez nem a próxima. Hoje já entendo mais a escatologia do fim do mundo. A minha dúvida é se haverá outro depois deste ou merecemos mesmo a extinção.

REPRODUÇÃO DAS PERGUNTAS ONDE SE PODE AVALIAR OS ERROS DE PORTUGUÊS:

Comu usa camisinha fiminina?

Porque tem mulheres virgens? Como se tiro a virgindade?

Porque a mulher se essita?

Como se transa?

Como se usa a camisinha masculina?

Porque faz filho sem camisinha?

Essí a camisinha furou é tu não ver?

QUEM É BARACK HUSSEIN?

Do portal PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA


O ARQUIVO ABAIXO, QUE PODE SER BAIXADO GRATUITAMENTE DO SITE HUMAN EVENTS REÚNE AVALIAÇÕES DE ANN COULTER, BILL O'REILLY, CAL THOMAS, PATRICK J. BUCHANAN, DAVID LIMBAUGHE MUITOS OUTROS CONSERVADORES.


DONALD HANK SOBRE OBAMA


Obama can’t fix what his party broke


Explicando o inexplicável

1 outubro 2008 

O ato de censurar é um atentado contra a liberdade de expressão. Segundo Flaubert, o mais exigente de todos os escritores, a censura impõe-se como um crime de lesa-alma, algo pior que o homicídio. Mas o governo Lula não pensa em outra coisa. Nele, a proposta permanente e subversiva, tramada nos bastidores do poder sob qualquer pretexto ou razão, é a de o governo, em vez de ser fiscalizado, fiscalizar a imprensa.

O cuidado é excessivo. De fato, o governo, por meios diversos, já domina cerca de 80% do noticiário, obtendo, no caso do jornalismo opinativo, a submissão de uns 90% (ou mais) dos chamados “formadores de opinião”. 

Mas para o governo petista a “quase totalidade” é pouco - ele quer o controle total da informação.


Agora mesmo, diante do escândalo que aponta a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência, órgão subordinado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) como responsável pelo grampeamento de aparelho telefônico de Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Defesa, Nelson Jobim (em depoimento prestado na CPI do Grampo, no Congresso) sugeriu nova legislação para punir os responsáveis pelo vazamento de informações obtidas em escutas telefônicas - entre eles, os jornalistas que as tornem públicas.


Ao provocar os parlamentares, o Ministro da Defesa foi explícito: “Os senhores terão de prestar atenção não só ao interceptador ilícito, mas também no vazador de informações. Se os senhores não fecharem as duas pontas, vai continuar a acontecer o que está acontecendo”.

O tresvariado Jobim não faz por menos: com a adesão do próprio Lula, agora dotado de poderes extraterrestres, pretende liquidar o sigilo da fonte, instrumento básico não só para a consecução do direito de informar à opinião pública, mas da própria sobrevivência da democracia. Na ordem prática das coisas, extinta na atividade jornalística a inviolabilidade do sigilo da fonte prevista na Constituição, só haverá punição para aqueles que divulguem, por imperativo do ofício, os crimes e as falcatruas cometidos (em abundância) pelos que governam o país.

Mas a coisa não fica por aí. Como resposta ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) de uma ação em que a atual Lei de Imprensa tem sua constitucionalidade contestada, por excessiva, o governo, por intermédio do seu Ministério da Justiça, enviou ao Congresso projeto de lei para punir jornalistas e órgãos da imprensa que tornem público o conteúdo de escutas telefônicas. Ou seja: a máquina totalitária do governo, reincidindo nas propostas anteriores levadas a efeito pelo Conselho Federal de Jornalismo e pela Ancinav, em vez da enaltecida transparência, quer estabelecer o silêncio pelo ato nefando da intimidação e censura.

Desde que se instalou em Brasília, em 2003, o governo Lula tem sido um colossal repositório de escândalos, sempre envolvido na armação de falsos dossiês, escutas telefônicas, dezenas de denúncias de fraudes, roubos, desfalques, argüição de falsidade ideológica, desvios de verbas oficiais, peculato - na generalidade dos casos sem nenhuma punição aparente. Os intermináveis processos de investigação que arrolam os acusados caminham, em geral, a passo de tartaruga, sendo que um número considerável de denunciados, em vez de castigo, ganha elogios, tapinhas nas costas, homenagens e, segundo o “expert” Anthony Garotinho, generosas “boquinhas ricas” no entorno dos fartos negócios oficiais.

Diante de um quadro assim, tão vergonhoso quanto patético, o que resta à opinião pública nacional mais consciente? Bem, invocando o Dr. Sacher Masoch, respondo: o sofrido, porém necessário direito de saber o que está se passando às suas barbas, se possível pela informação, ainda que incompleta, dos jornais. Claro, o saber-se dos delitos das autoridades governamentais não é uma solução, mas, quando menos, consola. E, por vezes, leva à inconformidade e, daí, à insubordinação.

Pois muito bem: é justamente o restrito consolo de conhecer a triste realidade dos fatos que a máquina do governo quer ver por terra, a partir da ação de Tarso Genro e as palavras de Nelson Jobim. Teria a máquina do governo, de posse de quase todos os instrumentos de repressão, inclusive os fiscais, algum medo (primitivo) da insubordinação do homem comum?

No mesmo instante em que o Ministério da Justiça enviava ao Congresso o seu projeto de lei contra a liberdade de imprensa, o relatório anual da Organização Transparência Internacional dava conta de que o Brasil continua sendo um dos países mais corruptos do planeta, ocupando posição elevada no ranking mundial na decomposição dos negócios públicos. Na variação entre o número zero (muito corrupto) e dez (livre de corrupção), que escalona o grau de corrupção global, o Brasil aparece com 3, 5 pontos, numa lista em que a Somália está catalogada na classificação inversa como dos mais corruptos, com 1 ponto.

Serão necessários mais argumentos para esclarecer a razão pela qual se pretende quebrar o sigilo da fonte e punir jornalistas e órgãos de imprensa que veiculem denúncias captadas nas escutas telefônicas?

PS - Os comunistas, que viviam condenando o PROER criado pelo social-democrata Fernando Henrique Cardoso, o “bom de bico”, agora aplaudem, pela mesma razão, o “pacote de Bush” para socorrer os bancos americanos. Os comunistas são capazes de tudo, inclusive de justificar a expropriação do dinheiro dos contribuintes pelos banqueiros enriquecidos a partir da ultra-regulação e a vontade dos burocratas do FED - caso das seguradoras Fannie Mae e Freddie Mac, protegidas pelo paternalismo do Estado ianque. Mas qual é a lógica que explica o cidadão contribuinte pagar pela oferta de crédito fácil dos banqueiros em conluio com burocratas sabichões e compradores irresponsáveis?

O mito da reciclagem

Do INSTITUTO LIBERDADE
Autor: Por Per Bylund *
Link: http://www.mises.org
Data de Publicação: 01/10/2008

Artigo Publicado no Mises Institute Daily Article

Como sueco, ouço muitos dos mitos sobre país fantástico a Suécia supostamente é – o socialismo próspero que representa, como um modelo para o resto do mundo. Por exemplo, uns quantos amigos ao redor do mundo comentaram comigo sobre as políticas de reciclagem e a posição coercitiva do governo sueco quanto à ecologia. Da forma que me foi apresentada, a Suécia conseguiu o que a maioria dos outros governos, na melhor das hipóteses, apenas sonha: criar um sistema nacional eficiente e lucrativo para salvar o ambiente através de reciclagem em larga escala. E que todo o povo está participando! Todos estão reciclando.

Esta última afirmativa é verdade: todos estão reciclando. Mas isto é o resultado da imposição do governo, não uma opção voluntária. O monopólio estatal do “serviço” de coleta de lixo não aceita mais lixo: só coletam restos de alimentos e outros biodegradáveis. Qualquer outro tipo de lixo que acidentalmente chegue a sua lata de lixo pode resultar numa bela pequena multa (que não é tão pequena assim) e toda a vizinhança poderá enfrentar aumentos na taxa de lixo (ou seja, aumentos ainda maiores que o usual – ela tende aumentar anual ou bi-anualmente de qualquer forma).

Assim, o que você faz com seu lixo? A maioria das casas tem um número de lixeiras para tipos diferentes de lixo: baterias num, biodegradáveis noutro, madeira num, vidro colorido noutro, outro tipo de vidro num, alumínio noutro, outros metais num, jornais noutro, papelão num, papéis que não se encaixam aí noutro e plásticos de todos os tipos numa outra coleção de lixeira. Os materiais geralmente têm que ser limpos antes de serem jogados fora – caixas de leite com leite dentro não podem ser reciclados, da mesma forma como latas com muito do papel das etiquetas também não. O povo da Suécia é, assim, forçado a limpar seu lixo antes de cuidadosamente separar em diferentes tipos de materiais. Este é o futuro, eles dizem, e isto é, supostamente, bom para o ambiente. (E o que acontece com a economia?).

Mas isto não acaba com o trabalho e com o espaço extras em casa, em todas as cozinhas ocupadas por uma variedade de lixeiras. O que você faz com o lixo que não é recolhido? O serviço de coleta (que, hoje em dia, não faz coleta muito seguido, normalmente a cada duas semanas ou mensalmente, mesmo que as taxas misteriosamente pareçam ser muito mais altas que antes) apenas aceita certos tipos de lixo, normalmente apenas restos de comida biodegradáveis. Mas não se preocupem, tudo está resolvido.

As autoridades estabeleceram centros de coleta de lixo na maioria dos bairros, onde você pode levar seu lixo. Estes “centros” oferecem numerosos contêineres onde você pode se livrar do lixo – há um contêiner dedicado para cada e todo o tipo de lixo e todos são organizadamente codificados por cores, para ajudá-lo a achar o certo. Mas isto significa que é melhor que você tenha seu alumínio separado de seus outros metais e seus jornais separados de seus papelões e outros papéis antes de chegar ali. Você não ia querer jogar fora caixas sujas de leite ou papéis misturados, ia?

Mas parece que é exatamente isto o que as pessoas fazem: trapaceiam se acham que é mais fácil. Então as autoridades reagiram tornando mais difícil a trapaça. A primeira medida foi redesenhar todos os contêineres de forma a dificultar a colocação do lixo “errado” neles. Por exemplo, os contêineres para vidros têm apenas aberturas pequenas e redondas, onde se colocam as garrafas, e os contêineres para papelão tem somente uma fenda, tipo das caixas de correios (você tem que achatar todas as caixas antes de reciclá-las – é a lei.).

Bem, isto não resolveu o problema. As pessoas continuaram trapaceando. E quanto mais as autoridades dificultavam a fraude, mais difícil ficava de se livrar de seu lixo, mesmo que você quisesse colocá-lo na lixeira certa. E as pessoas iam até estes centros e simplesmente colocavam tudo ao lado dos contêineres – por que se preocupar? As autoridades responderam nomeando “espiões de lixeiras” (!) pagos para registrar quem estava trapaceando para que os pudessem processar. (Aconteceram realmente alguns casos onde as pessoas foram processadas por não seguirem as leis da reciclagem.) Será que preciso dizer que isto também não funcionou? Depois de um forte debate na mídia, toda a espionagem nos centros de coleta foi abolida.

Mas a verdadeira questão aqui não é o quanto as autoridades ignoram o que motiva as ações humanas. Já temos muitos exemplos de que esta ignorância é muito grande. A questão é: esta estrutura de reciclagem funciona? A resposta é que, do ponto de vista do governo, enquanto podem, provavelmente, pensar que funciona, do ponto de vista do ambiente a resposta é, definitivamente, “não”.

A estrutura funciona da forma que funciona toda a estrutura planejada centralmente: aumenta e centraliza o poder enquanto os resultados esperados (tentados) não se materializam. Neste caso, a estrutura funciona: as pessoas separam seu lixo em lixeiras separadas – não têm escolha. Por outro lado, as empresas governamentais de coleta de lixo trabalham menos, enquanto recebem cada vez mais. As pessoas estão incomodadas, mas não reagem realmente. Os suecos geralmente reclamam muito (sobre tudo), mas não resistem; estão acostumadas a serem forçadas por um governo poderoso e têm tolerado este destino desde 1523.

Esta coercitiva estrutura de reciclagem está organizada em camadas, onde o consumidor (“produtor” de lixo) acaba fazendo a maior parte do trabalho de separação, limpeza e transporte do lixo até os centros de coleta. Empresas nomeadas pelo governo então esvaziam os contêineres e transportam o material para centros regionais onde o material é preparado para a reciclagem. Depois tudo é transportado para usinas de reciclagem onde o material é preparado para novo uso ou incinerado. Finalmente, o que sobra dos materiais é vendido a empresas e indivíduos, a preços subsidiados para que eles possam fazer opções “ambientalmente favoráveis”.

O que é interessante sobre esta reciclagem planejada no estilo soviético é que, oficialmente, ela é lucrativa. Supostamente é eficiente quanto a recursos, uma vez que reciclar materiais consume menos energia do que, por exemplo, mineração ou a produção de papel a partir da madeira. Também é economicamente lucrativa, uma vez que o governo acaba gerando receitas com a venda de materiais recicláveis e produtos produzidos no processo de reciclagem. O processo final de reciclagem custa menos do que o que é faturado com a venda de produtos reciclados.

Contudo, isto é a lógica usual de governos: é “eficiente” em energia pela simples razão de que o governo não conta o tempo e a energia usados por nove milhões de pessoas limpando e separando seu lixo. Autoridades do governo e pesquisadores chegaram à conclusão de que os custos de (a) água e a eletricidade usadas para limpar o lixo caseiro, (b) transporte dos centros de coleta de lixo e (c) processo final de reciclagem são realmente menores do que o necessário para produzir estes materiais desde o começo. É claro que eles não contam as, literalmente, milhões de vezes que as pessoas dirigem até os centros de recolhimento para esvaziar suas lixeiras; também não contam, por exemplo, os custos e a energia necessários para o espaço extra nas casas necessário para uma dúzia adicional de lixeiras em cada lar.

Economicamente, a reciclagem na Suécia é um desastre. Imagine toda uma população gastando tempo e dinheiro para limpar seu lixo e transportando-o pelo bairro, em vez de trabalhar ou investir num mercado produtivo! De acordo com as contas do governo, entra mais dinheiro do que sai, portanto a reciclagem é lucrativa. Mas isto ignora os custos da coerção. Os contadores do governo também tiram vantagem do corte de custos que eles conseguiram fazer ao centralizar o sistema de coleta. Estes cortes, contudo, são, na maioria, cortes nos serviços, enquanto as taxas para os consumidores têm aumentado. Um problema recente com os centros de coleta de lixo é que os contêineres não são esvaziados com muita freqüência (típico exemplo de “economias” governamentais) e assim ficam cheios, o que significa que o lixo da população se amontoa ao lado dos contêineres transbordantes, enquanto os terceirizados pelo governo ficam parados: eles são pagos apenas para esvaziar os contêineres nos dias programados, não para recolher o lixo ao lado destes. O resultado? Doenças e ratos. Os jornais têm relatado uma invasão de ratos em Estocolmo e em outras cidades suecas nos anos recentes.

Se considerarmos os custos em termos monetários, de tempo perdido e em termos de aumentos na emissão de gases dos automóveis, isto dificilmente é bom para o ambiente. Acrescentando a incomodação e o aumento no risco de doenças, o sistema sueco de reciclagem é no mínimo tão desastroso como qualquer outro plano governamental.

Isto é de se esperar, já que o sistema é muito autoritário no estilo, na estrutura e na gerência. Pode ser até de melhor tecnologia do que os sistemas soviéticos jamais foram, mas ainda é um sistema baseado em ordens do que uma escolha voluntária baseada no interesse ou no incentivo. Muito interessantemente, o sistema é socialista demais até para o jornal socialista número um da Suécia, Aftonbladet. Num editorial em 4 de janeiro de 2002, Lena Askling escreveu sobre o sistema público de coleta de lixo:

“Nós, consumidores, temos a obrigação de separar, fazer compostagem, empacotar, armazenar e transportar o lixo. Temos que suportar esta idiotice de armazenar lixo composto em pequenos recipientes nos apartamentos e casas e então transportar o mal cheiroso lixo com líquido vazando a coletores dedicados que parecem estar sempre transbordando. Por que, em nome de Deus, o governo não pode introduzir “incentivos de mercado” para estimular as indústrias e produtores a desenvolverem sistemas de racionais de embalagem e sistemas de remoção de lixo que permitam reciclagem, produção de energia e futura importação de receita? E talvez um aceitável sistema higiênico e pró-consumidor no lugar do atual caos de lixo e sujeira? Enquanto estou esperando, os ratos estão circulando pelo meu compartimento de lixo.”

Mesmo Askling, que escreve propaganda socialista para viver, sabe que o sistema sueco de recolhimento de lixo não funciona, e ela conclui que o sistema está precisando de “mais mercado”.

Por favor me esclareçam: onde está o tão aclamado sucesso deste sistema?

* Per Bylund é doutorando em economia pela University of Missouri e o fundador de Anarchism.net. Visite seu website em www.PerBylund.com ou seu blog (http://www.anarchism.net/) onde ele comenta sobre este artigo e mais.

El socialismo creará las condiciones para dar sentido a la vida de los humanos...

... e Papai Noel aproveita a onda histérica mundial para declarar: AGORA SOU POLITICAMENTE CORRETO E NÃO USAREI MAS ANIMAIS QUE DESAFIAM A GRAVIDADE E VOAM SEM ASAS PARA CUMPRIR MINHA MISSÃO. VOU DE AEROLULA NESTE NATAL!!!


Caracas, 26 Sep. ABN.- El ser humano necesita darle sentido a la vida, el socialismo lo que busca es crear las condiciones para que el ser humano dé sentido a su existencia y es el socialismo nos va a ayudar a conseguir el sentido de la vida humana, afirmó en el contexto de la VII Cumbre Social de la Alternativa Bolivariana para las Américas (Alba), el profesor de la Universidad Complutense, Juan Carlos Monedero. 

Cavaleiro do Templo: quando um conservador fala que esquerdismo é religião satânica travestida de movimento de massas os sonâmbulos acham que estamos viajando. Pois aí está a prova: eles querem nos fazer crer que podem revelar aos seres humanos o sentido da vida mas quem lê sabe: o sentido da vida destes SOCIOPATAS é "tudo para nós, o grupo que manda e revogação das leis anti-escravistas com escravidão para todas as cores". 

La situación social de América del Sur donde existen Gobiernos que postulan como principal meta para sus países la construcción del Socialismo del Siglo XXI, fue analizada por este intelectual quien destacó que el socialismo que se trata de construir en estos países no debe utilizar las herramientas y las estructuras creadas por el sistema capitalista.

En este sentido indicó: “Estamos tratando de construir un modelo utilizando las estructuras de lo que estamos tratando de erradicar y si no inventamos nuevas estructuras y herramientas será muy difícil que alcancemos la meta que no es otra que constituir un modelo socialista”.

Monedero, recordó el proceso que se instaló en la extinta Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) y consideró que lo que se denominó el socialismo real del siglo XX se insertó en una serie de errores que condujeron a su caída y el mayor fue tratar de construir un modelo basado en la herencia de las estructuras y conceptos del capitalismo.

Igualmente, expuso que para el Socialismo del Siglo XXI los países que se encuentran impulsando esta idea deben insertar en sus preceptos que se respete a la ecología y que reconozca a la mujer como igual ante el hombre, así como que no debe poseer el anterior concepto de la vanguardia revolucionaria.

En referencia a las diferentes teorías que buscan conceptualizar el nuevo término de Socialismo del Siglo XXI, el intelectual enfatizó que las bases de este modelo que impulsan diversos países de América del Sur no deben ser teóricas sino prácticas.

Monedero dijo: “El socialismo no existe, es una meta, y es una buena excusa para ponernos en marcha y en este sentido me permito parafrasear al cantante que nos versó 'caminante no hay camino se hace camino al andar' y les digo socialista no hay socialismo se hace socialismo al andar”.

Material Didático para Download e Impressão

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA



Nesta página (clique AQUI) o leitor encontrará material didático que iremos acrescentando à medida que identificarmos textos merecedores de destaque na formação cultural do liberal-democrata e que por isso sugerimos sejam impressos e encadernados, compondo uma coletânea de valiosa fonte de consulta.

Com especial destaque, publicaremos gratuitamente um curso completo sob forma esquemática, material exclusivo do Farol da Democracia Representativa, sobre a luta das ideologias políticas no Brasil. Verdadeira atualização sobre Política discorre sobre a Revolução Cultural e todos os temas que interessam a quem deseje identificar com clareza o cenário político brasileiro e a chaga socialista que flagela a nossa sociedade. O estudo deste material dará ao leitor o embasamento teórico e prático, uma vez que muitos exemplos concretos, históricos e documentados, serão mencionados. Sua publicação se dará à medida que formos concluindo a elaboração dos trabalhos, que poderá ser revisto e atualizado em edições numeradas, para acompanhamento dos leitores.

Justiça russa reabilita último czar e sua família

Do BLOG DO CLAUSEWITZ
Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

"A Suprema Corte da Rússia decidiu ontem a favor da plena reabilitação do último czar russo, Nicolau II, e de sua família, reconhecendo oficialmente os Romanovs como vítimas de "repressão infundada" 90 anos após sua execução.

A decisão é o mais recente passo na reinterpretação pós-soviética da história da Rússia, que tem assistido a uma nova aceitação de uma monarquia que já foi recriminada por brutalidade e atraso, acompanhada tanto por nostalgia como por reconsiderações condenatórias de sete décadas de regime soviético.

Os historiadores soviéticos construíram relatos que enfatizavam a culpa de Nicolau II, ou "Nicolau Sanguinário", por fomes, guerras e colapso social. Mas com o fortalecimento do nacionalismo russo após a queda da União Soviética, o czar tem sido descrito cada vez mais como um visionário contrariado e um farol da fé ortodoxa russa. A igreja, que canonizou os Romanovs como mártires em 2000 e também foi perseguida na era soviética, saudou a decisão do tribunal. Em sua decisão de ontem, o tribunal reverteu um veredicto de novembro quando decidiu que os Romanovs não estavam qualificados à reabilitação porque sua execução foi um ato criminoso, e não de repressão política.

Em julho de 1918, por ordem de Lenin, o czar, sua mulher, Alecsandra, e seus filhos, Olga, Tatiana, Maria, Anastásia e o herdeiro do trono de 13 anos, Alexei, foram executados a tiros no porão de uma casa em Yekaterinburgo, centro da Rússia. Vários membros da criadagem da família também foram mortos. A matança pelo nascente governo bolchevista pretendia consolidar seu controle do poder em meio à intensificação da guerra civil.

Os corpos dos Romanovs provavelmente foram mergulhados em ácido para ocultar suas identidades antes de ser enterrados. Os restos de Nicolau, Alecsandra e de três dos cinco filhos foram descobertos em 1991 nos últimos dias da União Soviética e enterrados em 1998 em São Petersburgo. Os restos dos dois outros filhos continuaram desaparecidos até agosto de 2007, quando um arqueólogo em Yekaterinburgo desenterrou fragmentos de ossos de um local perto da região onde os outros Romanovs haviam sido enterrados. As autoridades anunciaram no começo deste ano que testes de DNA haviam confirmado que os restos pertenciam a Alexei e Maria.

"Essa decisão mostra o primado da lei e a vitória da Justiça sobre o mal e a tirania", disse German Lukyanov, o advogado da grã-duquesa Maria Vladimirovna, uma descendente dos Romanovs que três anos atrás iniciou a ação judicial pedindo a reabilitação de sua família.

Ainda não está claro por que o governo russo demorou tanto tempo para reabilitar o czar. Alguns sugeriram que os atuais líderes da Rússia temiam que os descendentes dos Romanovs tentassem reclamar as propriedades confiscadas pelos bolchevistas, enquanto outros especulam que o motivo seriam as recentes mudanças na liderança do país."

Fonte: Estadão

Alguns comentários meus (BLOG DO CLAUSEWITZ):

1º- Não há perfeição reinante no planeta terra, mas há atos, fatos e coisas que são extremamente imperfeitos...

2º- Sou um reacionário radical contra as destruições causadas pelo comunismo por onde ele ceifou dignidades e vidas pelo planeta, mesmo tendo recebido alcunhas bonitas como socialismo, social-democracia, socialismo do século XXI, etc...

3º- Não há argumentos contra fatos e o que a Rússia decidiu, ainda vivendo a restrição de progresso nas mãos de Putin e Medvedev, é um fato histórico que precisamos todos, homens de bem do país, divulgar para que fique claro o primeiro grande arbítrio do comunismo no mundo...

4º- Logicamente seguiram-se milhares de arbítrios não só na União Soviética, mas também em seus satélites europeus, asiáticos, africanos e americanos... mais de cento e cinquenta milhões de pessoas foram assassinadas, de forma ativa ou passiva, sob o guante do comunismo socialista de extorsão e isso não vem à tona por uma questão de intrínseca intimidade do homem com o mal e no campo da política, a proliferação da esquerda revolucionária é um meio de escape desse mal...

5º- Interessante é que os atores de outrora figuram hoje com a desenvoltura de antes, sendo que alguns por enquanto em situação diversa, como por exemplo a igreja católica, que ainda é fomentadora da maré vermelha, fato que não se vê mais no Equador, Bolívia e Venezuela, países onde a implantação da ditadura já está em fase bem mais adiantada... mas os proletários são os mesmos, os bolcheviques idem, os Romanov são os poderes constituídos que em muito breve tombarão fuzilados perante a sanha da revolução da estrela vermelha...

6º e último- Dificilmente o texto acima será veiculado maciçamente pela imprensa brasileira, pois fere os conceitos e os valores daqueles que estão hoje no topo das decisões políticas e no centro das transmissões de informações, tanto na mídia, quanto na pretensa cultura, quanto na incipiente educação ideologizada... mas, em virtude dessa realidade, o quanto pudermos veicular essa informação, mais ajudaremos a impingir responsabilidades aos antepassados do que hoje o foro de SP, o PT e as agremiações do mal querem nos impor como modo de vida...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Teresa de Frei Beto, não Santa Teresa de Ávila

Do BLOG DO ANGUETH
Postado por Antonio Emilio Angueth de Araujo, domingo, setembro 07, 2008

Frei Beto, em artigo de jornal semana passada (tive o desprazer de ler o artigo no Estado de Minas de 04/09/2008), cria um personagem chamado Teresa que ele tenta fazer parecer com a grande santa e doutora da Igreja.

A personagem é uma revolucionária anti-paulina. Afrontou e venceu a maldosa inquisição e finalmente deixou um legado de libertação. Isso tudo ele descobriu em Bananeiras (PB), num convento das Carmelitas Descalças, que teve a desventura de receber esse herege para pregar um retiro.

Ele comenta que “Entre 1558 e 1560 seis teólogos a mantiveram sob observação, prontos a desmascarar o demônio que estaria por trás da espiritualidade dela ...” Isso é verdade e demonstra todo o cuidado que a Igreja tinha em se certificar da procedência dos fenômenos espirituais. Isso se chama exercitar o “discernimento dos espíritos”, conceito, por ironia, paulino e que é uma das coisas preciosas que a Igreja mantém. Aliás, para os leitores desse blog, vai aí uma sugestão de leitura muito interessante sobre assunto: Mystical Phenomena Compared with Their Human and Diabolical Counterfeits. Desnecessário dizer que esse frei nunca leu tal livro. Se ele o tivesse lido, veria que era obrigação da Igreja ter o cuidado que teve com Teresa.

Mas notemos as reticências ao final da frase de frei Beto. Não posso deixar de escutar o riso de sarcasmo desse frei: “esses teólogos medievais que ainda acreditavam no demônio! Que coisa mais ultrapassada!” Claro, os modernistas hereges não acreditam no demônio ou, no máximo, acham que isso é apenas uma metáfora.

O frei cita também várias passagens do livro “Vida” da santa Teresa de Ávila, onde ela comenta sobre as suspeitas da Igreja a respeito de seus relatos espirituais. Esse livro foi escrito por imposição da Igreja e se destinava somente aos teólogos que estavam analisando o “caso” de Teresa. Daí se vê, de antemão, como era revolucionária essa santa: a Igreja mandava e ela ... obedecia!!!!

Mas será que a grande santa e doutora da Igreja obedecia cegamente, como aqueles medievais retrógrados? Vejamos o que diz santa Teresa sobre suas experiências místicas:
“Pois em começando a fugir das ocasiões e a dar-me mais à oração, começou o Senhor a fazer-me as mercês como quem desejava – segundo parecia – que eu as quisesse receber. Começou Sua Majestade a dar-me, muito de ordinário, oração de quietude e muitas vezes a de união que durava muito tempo. Como nesses tempos tinha acontecido haver grandes ilusões em mulheres e enganos a que as tinha levado o demônio, comecei a temer, pois era tão grande o deleite e a suavidade que sentia, e muitas vezes sem o poder evitar, ainda que por outra parte, visse em mim uma grande segurança de que aquilo era Deus, em especial quando estava em oração, e que saía dela muito melhorada e com mais fortaleza. Mas, em me distraindo um pouco, tornava a temer e a pensar se o demônio quereria – fazendo entender que aquilo era bom – suspender-me o entendimento para me tirar a oração mental e não pudesse pensar na Paixão nem me aproveitar do entendimento. Isto me parecia a mim maior perda, pois não o compreendia.” (Vida, XXIII, 2)

A grande santa acreditava no demônio, ao contrário dos modernistas. A grande santa tinha também dúvidas. Mas, quem não as teria? Maria, quando ouviu as palavras do anjo na Anunciação “perturbou-se e discorria pensativa que saudação seria esta.” (Lc. 1, 29.) Se mesmo a Virgem Santíssima, ao ver o anjo, perturbou-se, quem ao ter as experiências que teve Teresa não duvidaria? Mas o que fez Teresa, então? Vamos deixar que ela nos conte: “Mas como sua Majestade já me queria dar luz para que não O ofendesse e conhecesse o muito que Lhe devia, cresceu este medo de tal sorte que me fez buscar com diligência pessoas espirituais com quem tratar.” (Vida, XXIII, 3) Vê-se então que Teresa procurou ajuda, porque o Senhor fez o medo dela crescer! E ela procurou ajuda na Companhia de Jesus, como ela narra no livro.

Contada assim, a história fica sendo bem outra. A Igreja se preocupou com a experiência mística de Teresa tanto quanto ela própria se preocupou. Teresa morreu em 1582 e foi canonizada em 1614. Um tempo relativamente curto para a época. Isso mostra o reconhecimento da Igreja, depois de muito analisar, sobre a origem divina da experiência de Teresa. A propósito, o frei diz, no artigo, que Teresa “transvivenciou” em 1582. A morte para o frei é “transvivenciar”. O meu Word está reclamando dessa palavra e meu Aurélio não registra tal verbete. Isso é coisa de revolucionário que tem medo da morte! E deve tê-lo mesmo! Vocês já imaginaram a expressão: Jesus transvivenciou na cruz!

A Teresa de Ávila foi, ao longo de sua vida, completamente submissa à Igreja, obediente em tudo à Esposa de Cristo. A Teresa do frei era revolucionária. E mais, anti-paulina. São Paulo, em (1Cor. 14, 34-35), diz (cito como aparece no artigo): “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja”. Daí o frei diz “que Paulo VI [o grande papa dos modernistas] ousou discordar do apóstolo e proclamar Teresa ‘doutora da Igreja’. Militante da fé, reformadora e fundadora, ela não se calou na Igreja e lutou em prol da liberdade religiosa das contemplativas e se assumiu com mestra espiritual.”

Quem lê isso pode pensar que Teresa de Ávila celebrava missa, ou fazia leituras lá do altar, como fazem os atuais “ministros da eucaristia”. Nada disso aconteceu! Ela foi muitíssimo paulina. Citava o apóstolo constantemente em seus escritos. Quanto a ser uma lutadora pela liberdade religiosa, isso ela foi: liberdade de ser católica, de ser enclausurada, de ser monja carmelita! Lutar pela liberdade religiosa naquela época, na acepção modernista do frei, teria sido ser ecumênica, ou seja, dizer, como dizem os modernistas, que há salvação fora da Igreja católica. Se Teresa tivesse dito isso ela não teria sido santa, mas sim herege.

O frei deixa o melhor para o final do artigo, quando diz: “A grande revolução operada por Teresa na espiritualidade foi justamente inverter os pólos: não são os nossos méritos que nos tornam mais próximos de Deus, e sim nossa capacidade de nos fazer mais próximos de nossos semelhantes e nos abrir ao amor gratuito de Deus.”

O frei não se satisfaz com a revolução marxista que ele ajudou a fazer em Cuba e com a que ele está ajudando a fazer aqui no Brasil. Ele quer mais; ele quer uma revolução na espiritualidade também! Quanto aos pólos que foram supostamente invertidos, que católico antes de Teresa afirmava que nossos méritos é que nos tornam mais próximos de Deus? Que católico antes e depois de Teresa, católico digno do nome, não acredita que a Graça de Deus sopra onde quer? Meu Deus! De que catolicismo esse frei está nos falando? Para citar só um exemplo anterior a Teresa, e só para ficar com outra doutora da Igreja, santa com a Graça dos estigmas, que também tinha experiências místicas fenomenais, vou citar Santa Catarina de Sena. Ela diz ter ouvido de Deus o seguinte (O Diálogo, 2.5): “Vou explicar-lhe agora que toda virtude se realiza no próximo, bem com todo o pecado. (...) Todo e qualquer auxílio prestado ao próximo deve provir do amor que se tem por aquela pessoa, mas como conseqüência do amor que se tem por mim. Da mesma forma, todo mal se realiza no próximo, e quem não me ama, também não tem amor pelos outros.” O inferno PODE ser os outros, como não disse Sartre!!!!

Para terminar vou contar a esse frei enganador quem é que fez a tal revolução espiritual que ele procura em Santa Teresa. Ele ainda não percebeu quem foi o grande revolucionário espiritual, para usar as palavras dele. Isso acontece porque ele não é católico, porque se afastou de Deus. E quem se afasta de Deus, perde, pouco a pouco, as faculdades da alma, que, segundo Santa Catarina de Sena, são a memória, a inteligência e a vontade. Mas o revolucionário espiritual procurado foi Jesus de Nazaré. E qual sua credencial de revolucionário? Obediência ao Pai até a Sua morte no madeiro, por amor a nós. Nos amou por causa do Pai e em obediência a Ele!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Você votaria no Lula em 2010?

ENQUETE DO ESTADÃO

CLIQUE E VOTE: 

"Você votaria no candidato do presidente Lula em 2010?"

Carro anti-LULA

Lembretes indesejados

Do portal BRASIL ACIMA DE TUDO
Por Olavo de Carvalho (*), 09 de dezembro de 2006

Resumo: A esquerda cresceu sozinha, no espaço vazio deixado por uma direita cujo único projeto político era ganhar dinheiro na Bolsa de Valores, descaracterizar-se ideologicamente e mimetizar o discurso da moda, ditado pelos adversários.

© 2006 MidiaSemMascara.org

As vitórias fáceis de Lula e Chávez, depois de outras tantas obtidas no continente ao longo de uma ascensão esquerdista cada vez mais irresistível, são uma ocasião excelente para lembrar a seus adversários – ou vítimas – algumas verdades óbvias e arquiprovadas, cujo conhecimento teria podido salvá-los se obtido em tempo, mas que eles sempre se recusaram a ouvir.

Primeira. O presente sucesso esquerdista começou a ser preparado nos anos 60, com a fundação da Organização Latino-Americana de Solidariedade (Olas), primeira edição do que viria a ser na década de 90 o Foro de São Paulo (aqui, aqui e na pagina do blog).

Durante todo esse tempo, nada se fez na direita para criar uma organização equivalente e contrária (não venham me falar de Operação Condor, um arranjo de improviso, restrito à esfera policial-militar, sem nenhum alcance político ou cultural). A esquerda cresceu sozinha, no espaço vazio deixado por uma direita cujo único projeto político era ganhar dinheiro na Bolsa de Valores, descaracterizar-se ideologicamente e mimetizar o discurso da moda, ditado pelos adversários.

Segunda. Em parte pela falsa sensação de tranqüilidade propiciada pelas ditaduras militares, em parte por seu próprio economicismo contumaz e sua decorrente indigência intelectual, a direita entregou aos adversários o domínio das instituições culturais e de ensino, justamente na época em que a influência das idéias de Antonio Gramsci recomendava aos esquerdistas a conquista prioritária desses espaços.

À progressiva ocupação de espaços correspondeu a ampliação das áreas de interesse intelectual da esquerda e concomitante retração na direita. Já na década de 80 o pensamento esquerdista mostrava presença em todas as esferas do debate público – educação, moral, psicologia, letras e artes etc. -, enquanto a direita se limitava cada vez mais a temas econômicos e ao puro argumento da eficácia, propositadamente amputado de justificação moral ou religiosa.

Terceira. A autocastração intelectual da direita latino-americana, freqüentemente legitimada em nome de um pragmatismo apolítico muito do agrado das classes empresariais, recebeu um tremendo incentivo do Concílio Vaticano II, que abriu as portas para o diálogo com os marxistas enquanto reprimia e marginalizava todo pensamento católico conservador, que acabou por se recolher às catacumbas.

Nas esferas direitistas, intoxicadas de weberianismo prêt-à-porter, essa tragédia chegou a ser celebrada como o sinal auspicioso de um grande progresso para a democracia capitalista, travada, segundo tagarelas liberais, pela moral católica.

Foi assim que, dominando o pensamento religioso do continente, a esquerda se investiu do papel sacerdotal e profético de guardiã da ética e da moralidade, deixando aos adversários apenas o espaço do puro discurso pragmático que os tornava ainda mais suspeitos aos olhos da multidão.

Quarta. A esquerda latino-americana tem um projeto histórico-civilizacional abrangente, ao qual corresponde uma estratégia integrada e de longo prazo, com esquemas de ação permanente em todos os setores da vida social, cultural e política.

Contra isso a direita não tem oferecido senão uma resistência esporádica e pontual, limitada sobretudo a esforços eleitorais que, contra esse pano de fundo inteiramente desenhado pelo adversário, não poderiam ser senão ilusórios, impotentes e condenados ao fracasso.


Publicado pelo Diário do Comércio em 04/12/2006


(*) Olavo de Carvalho é jornalista, escritor, filósofo e Editor do MÍDIA SEM MÁSCARA.

Lula muda o tom e diz que Brasil pode ter ''pequeno aperto''

Do ESTADÃO
Terça-Feira, 30 de Setembro de 2008

Cavaleiro do Templo: tudo neste país dominado há décadas pela esquerdopatia é PROPAGANDA/PUBLICIDADE apenas, nada mais. Esquerda significa devaneio e na prática em nenhum lugar desta planeta a esquerda conseguiu levantar um país, melhorar a vida das pessoas ou fazer o desenvolvimento. Muito pelo contrário, por ser apenas PROPAGANDA DE SI MESMA E DE SUA MENTIRAS SÓRDIDAS, o que a esquerda faz é... PUBLICIDADE. Vejam a notícia abaixo. Acham que um Presidente pode mudar assim de opinião? Claro que não pode! São questões estratégicas essenciais saber como o mundo está e o que falar para o público. ESQUERDA É DEVANEIO POR ISTO: SÃO DESLOCADOS DA REALIDADE, DOS FATOS, DA VIDA E DA DECÊNCIA, PORTANTO. Apenas na PUBLICIDADE pode-se mudar o tom assim do dia para a noite. Esquerda é doença mental e espiritual. A esta doença servem uma imensa massa de imbecis úteis que serão mortos/jogados fora assim que a esquerda atinja seu objetivo: MAIS PODER, MAIS PODER, MAIS PODER ATÉ CHEGAR AO PODER TOTAL E A ESCRAVIDÃO PARA TODAS AS CORES


Presidente reconhece que o problema é sério, e afirma que ''solução está com os Estados Unidos''

Pouco depois da rejeição, pelo Congresso dos Estados Unidos, do pacote de US$ 700 bilhões de ajuda ao sistema financeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação em relação a possíveis conseqüências negativas, para a economia brasileira, da crise nos mercados. Durante entrevista ao programa semanal de rádio "Café com o Presidente", divulgada pela manhã, Lula já admitia que o Brasil pode passar por um aperto "muito pequeno" na economia. Embora comedida, a fala do presidente foi menos otimista que discursos anteriores.

"É importante que o povo brasileiro saiba que uma crise de recessão num país como os Estados Unidos pode trazer problemas a todos os países, porque eles representam a maior economia do mundo."

As declarações de ontem do presidente marcaram uma mudança de tom em suas análises sobre a turbulência financeira. Antes, Lula dizia que "a crise não atravessou o Atlântico" e repetia que o Brasil sofreria pouco por causa dela. Ontem, porém, foi diferente. O presidente voltou a falar em confiança na economia do País, mas ressaltou que há problemas sérios e deixou claro que a solução está com os EUA, embora repetisse a disposição de continuar os investimentos no Brasil. Lula falou a jornalistas após participar da solenidade pelos cem anos da morte de Machado de Assis, na Academia Brasileira de Letras, no Rio.

O presidente ressaltou estar "tranqüilo" e voltou a dizer que o Brasil não deixará passar a oportunidade de voltar a crescer. Mas deixou claro que a solução dependerá da "sabedoria do governo americano". Lula pediu "responsabilidade" ao Congresso e ao Executivo dos Estados Unidos para evitar uma crise que atingiria o "mundo inteiro". E criticou duramente a falta de controle dos americanos sobre os bancos.

"Eles precisam ter responsabilidade, porque os países pobres, que fizeram tudo para ter uma boa política fiscal, fizeram tudo para ter tranqüilidade, não podem agora ser vítimas do cassino que eles montaram na economia americana."

"Não é justo que países latino-americanos, países africanos, países asiáticos paguem pela irresponsabilidade de setores do sistema financeiro americano", acrescentou. Lula lembrou que, no Brasil, um banco de investimento não pode se alavancar além de dez vezes o patrimônio líquido. "Nos Estados Unidos, não tem limite", declarou, em tom escandalizado.

"Posso dizer a vocês que estamos conscientes do que está acontecendo no mundo", afirmou. Lula ressaltou, ainda, que tem feito reuniões sistemáticas com a área econômica e o Banco Central para discutir a crise. "Sabemos que a crise é grave, sabemos que vai diminuir o crédito no mundo, mas estamos seguros de que nossas exportações continuam indo bem, as importações de máquinas e equipamentos continuam indo bem, a indústria continua crescendo, temos projetos importantes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), temos projetos importantes de infra-estrutura que não vamos paralisar, vamos continuar."

Lula atribuiu a rejeição do pacote pelo Congresso americano à disputa eleitoral pela presidência dos EUA, que ocorrerá em novembro. "Acho que foi rejeitado porque, nessas alturas do campeonato, tem gente tentando tirar proveito", afirmou. "Mas penso que a responsabilidade que os americanos têm diante do mundo vai obrigá-los a tomar uma posição. Ali não existe meio-termo. Ou eles assumem a responsabilidade de cobrir o rombo que eles permitiram que fosse criado ou eles vão criar uma crise muito séria no mundo inteiro."

Ele disse que chegou a hora de o Congresso e o governo dos EUA assumirem "a responsabilidade que lhes cabe nessa história". "Eles criaram um rombo no sistema financeiro, então agora têm que tampar."

No rádio, Lula já havia ressaltado que o mercado interno daria sustentação à economia brasileira durante a crise, garantindo números positivos em exportação, emprego e investimentos.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".