Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Três Notinhas

Do site PARLATA
Por Olavo de Carvalho

Ninguém pode negar que há uma diferença radical entre a mídia popular e as universidades brasileiras. Naquela, incluindo jornais, revistas, filmes, programas de TV e sites da internet, o conteúdo se constitui de noventa por cento de entretenimento idiota e dez por cento de pseudoconhecimento. Nas universidades a proporção é exatamente inversa. Confirmo isso, mais uma vez, lendo o artigo que a profa. Jeanne-Marie Gagnebin publicou na Folha sobre o processo Telles x Ustra e comparando-o com o currículo da autora. Neste, logo após uma impressionante lista de títulos acadêmicos, vem uma lista de dezoito teses acadêmicas orientadas pela referida. Clicando os links de cada uma, podemos ler os seus resumos, cujos tamanhos variam de duas a dez linhas. Não há um só deles no qual não apareça pelo menos um erro de português. Isso dá a medida do que se pode encontrar nos textos integrais das teses respectivas e fornece uma boa ilustração quantitativa do fato de que nas universidades brasileiras se pode chegar a chefe de departamento escrevendo Getúlio com LH como o faz o marquês de Sader .

Já a profa. Gagnebin, que melhor faria se ficasse quietinha em casa em vez de aprovar teses escritas em português subginasiano, sai dando lições de moral ao país e diz querer a verdade sobre os "anos de chumbo". Quer nada. Se quisesse, pediria uma investigação em regra da colaboração entre os terroristas brasileiros e o serviço secreto cubano, a entidade mais assassina que já existiu no continente. Para cada brasileiro armado ou desarmado que foi morto pela ditadura nacional, pelo menos cinqüenta cubanos foram assassinados nos cárceres de Fidel Castro com a solícita cumplicidade moral de brasileiros auto-exilados em Cuba.

Anúncios que o governo trabalhista de Sua Majestade acaba de proibir na tevê britânica em horário acessível às crianças: queijo cheddar, flocos de farelo de trigo, queijo camembert, bolinhos com cobertura de açúcar, mingau de aveia, maionese, cereais de grãos variados, creme semidesnatado, nuggets de galinha, waffles, iogurte grego, presunto, lingüiças, bacon, patês variados, amendoins e creme de amendoim, castanhas de caju, pistache, uvas-passas, groselha, chips de batatinha, azeite de oliva, manteiga, pizza, hambúrguers, ketchup, chocolate, molho inglês, Coca-Cola (e similares) e soda limonada. O que seria das criancinhas se não houvesse burocratas zelosos para protegê-las contra o pecado da gula? Mas – cá entre nós -- vocês já viram, na Inglaterra ou no Brasil, alguma camisinha com aviso governamental de que sexo anal pode dar câncer do reto? Ah, isso não! Perigoso mesmo é mingau de aveia.

O crítico Daniel Piza, cujo nome parece estar incompleto e já corrigi para Daniel Piza Nabolla, ficou ofendidíssimo com a minha afirmação de que não tem sentido falar de uma guerra em bloco Oriente x Ocidente porque "o Ocidente revolucionário, ateu e materialista está do lado dos terroristas". Contra isso ele alega que ele próprio é ateu e materialista sem por isto ser um fã de Bin Laden. Vários leitores do seu blog repetem o argumento, cada um deles gabando-se ser o fulminante exemplum in contrarium que dará cabo da minha teoria.

Desde logo, é claro que não escrevo para analfabetos funcionais, que onde está escrito o Ocidente revolucionário, ateu e materialista lêem cada ateu tomado individualmente . No entender desses imbecis, não pode ter havido nenhuma guerra entre os EUA e a Alemanha, já que havia americanos a favor da Alemanha e alemães a favor dos EUA.

Mas a burrice obstinada desses sujeitos não se contenta de ler errado. Lê a menos: onde você escreve ateu, materialista e revolucionário , eles só lêem os dois primeiros adjetivos, ignorando ou fingindo ignorar que o terceiro está lá para deixar subentendido que os ateus materialistas não-revolucionários não se incluem necessariamente no enunciado geral, isto é, que seus exemplos individuais triunfantemente brandidos contra o meu argumento já estavam impugnados nele de antemão, com a condição de que fosse lido por pessoas alfabetizadas.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Multiculturalismo, pura estupidez

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho

Irmão siamês do desconstrucionismo, o multiculturalismo é assim definido por um professor uspiano (C.T. - o berço do PT e seu irmão siamês engravatado, o PSDB): “Não tem sentido falar de verdade tout court, só de verdade para um determinado grupo cultural. O multiculturalismo apregoa uma visão caleidoscópica da vida e da fertilidade do espírito humano, na qual cada indivíduo transcende o marco estreito da sua própria formação cultural e é capaz de ver, sentir e interpretar por meio de outras apreciações culturais. O modelo humano resultante é tolerante, compreensivo, amplo, sensível e fundamentalmente rico: a capacidade interpretativa, de observação e até emotiva, se multiplica.” (Roberto Fernández, “Multiculturalismo intelectual”, Revista USP, 42, junho-agosto 1999, pp. 84-95.)

Qualquer pessoa que saiba ler e não tenha passado pela USP percebe que o projeto multiculturalista, assim definido (e essa definição não diverge de outras tantas que circulam nos meios universitários), se estrangula a si próprio no bercinho. Se toda verdade está condicionada à visão de um determinado grupo cultural, ninguém pode “transcender o marco estreito da sua própria formação cultural” e muito menos “ver, sentir e interpretar por meio de outras apreciações culturais”. Se alguém consegue saltar por cima das fronteiras culturais, é porque há uma verdade acima de todas elas e essa verdade é acessível à inteligência humana. O multiculturalismo consiste portanto em fazer na prática aquilo mesmo que na teoria ele proclama ser impossível. É um caso extremo de paralaxe cognitiva, em que o sujeito afirma precisamente o contrário daquilo que o seu próprio ato de afirmar demonstra da maneira mais patente. É o deslocamento radical entre o eixo da experiência intelectual efetiva e o da construção teórica supostamente baseada nela.

A incongruência é tão patente, tão grosseira, que não posso acreditar seja filha da distração, gerada no leito das meras coincidências. Com efeito, a contradição aí embutida só permanece levemente camuflada pelo fato de que seus dois pólos se situam em planos diferentes: a teoria e a prática. O estudante, portanto, só pode continuar envolvido nessa prática se for induzido a jamais confrontá-la com a teoria, isto é, se ele se tornar incapaz de cotejar a expressão verbal da teoria com o conteúdo teorético afirmado implicitamente pela prática. Dito de outro modo: o adestramento no multiculturalismo consiste em habilitar o aluno para se persuadir de que sabe alguma coisa sempre que não sabe o que está fazendo com ela. O multiculturalismo é uma técnica de auto-embotamento intelectual baseada na estimulação contraditória rotinizada.

Não tem sentido, portanto, discuti-lo como teoria nem como prática. Só o que cabe é revelar o ardil psicológico por trás da articulação de ambas, e em seguida denunciar o conjunto como aquilo que é: um instrumento de dominação criado para transformar milhões de universitários em idiotas militantes, hipnotizados e postos a serviço de seus professores.

Às vezes fico até consternado de ver o esforço que brilhantes intelectuais conservadores, como o nosso José Guilherme Merquior, dispenderam em impugnar idéias esquerdistas. Ser bem sucedido nesse esforço não significa nada, quando as idéias não valem por si e são só a camuflagem de alguma operação mais discreta. Se um vizinho safado vai jogar baralho na sua casa com a intenção de ficar passando a mão na perna da sua esposa por baixo da mesa, não é vantagem nenhuma você vencê-lo no jogo. O que importa é virar a mesa e encher o sujeito de porrada.

EUA decidem restabelecer a 4ª Frota na América Latina

Do portal ÚLTIMO SEGUNDO

A decisão da Marinha americana de restabelecer a 4ª Frota, após quase 60 anos, para manter um perfil mais alto no Caribe e na América Latina, gerou uma inquietação na região, já que alguns vêm a iniciativa como o retorno da "diplomacia dos canhões".

Fidel Castro abordou a questão em um artigo publicado na semana passada no jornal oficial do regime cubano, Granma, acusando os Estados Unidos de quererem "semear o terror e a morte na América Latina". (C.T. - já as pessoas de bem que sabem ler e conseguem com a leitura chegar ao óbvio festejam. Façam uma reflexão lendo este artigo)

"Os porta-aviões e as bombas nucleares com as quais ameaçam nossos países servem para semear o terror e a morte, não para combater o terrorismo e as atividades ilícitas", afirmou Castro, 81 anos, que deixou o poder em fevereiro de 2008. (C.T. - Lênin dizia: xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz. Quem semeou o terror e a morte na América Latina matando mais de 100 mil pessoas em quase 50 anos chama-se FIDEL CASTRO)

Para Fidel, a iniciativa americana tem o objetivo de "enviar uma mensagem à Venezuela e ao resto da região".

O presidente boliviano Evo Morales também evocou a 4ª Frota, em uma entrevista concedida a uma rede de televisão cubana.

No entanto, a Marinha americana insiste em que o restabelecimento da frota é uma medida simplesmente administrativa.

Os navios de guerra e submarinos americanos ficarão sob o comando da 4ª Frota a partir de 1 de julho quando circularem pela região, anunciou a Marinha, e ao contrário das cinco frotas dirigidas pelos almirantes de três estrelas, está será dirigida por um de duas estrelas.

O despertar da 4ª Frota é simbólico, segundo especialistas. Para o contra-almirante James Stevenson, atual comandante das forças navais americanas na região, isto "envia um sinal correto, inclusive aos que, como vocês sabem, não são nossos maiores admiradores".

"A obsessão dos Estados Unidos pela Venezuela, Cuba e outros indica que usarão mais a força militar e com maior frequência", de acordo com Frank Mora, professor da National War College.

Ainda de acordo com Mora, "para os Estados Unidos não se trata de tentar usar o instrumento militar para invadir ou construir outro país, mas sim trabalhar com esses países para fazer frente aos desafios e ameaças em comum".

Os Estados Unidos observaram com inquietação a chegada ao poder de presidentes de esquerda na região, com, às vezes, o apoio de Venezuela e seu presidente Hugo Chávez, ovelha negra da administração do presidente George W. Bush na América Latina.

A aquisição de material militar pela Venezuela, especialmente de aviões e helicópteros de combate e submarinos, incomodou alguns militares.

No entanto, desde que assumiu o comando sul do exército americano, o almirante James Stavridis adotou uma postura diplomática na região, organizando exercícios conjuntos, visitas aos portos e missões humanitárias.

"Esta atitude não deve ser interpretada pelos países como uma vontade de dissuasão ou como uma ameaça. Essa não é a intenção", indicou Jay Cope, ex-chefe do comando sul.

Os objetivos do almirante Stavridis são maiores, afirma Cope. "Já houve um tempo, na época da Guerra Fria, que gostávamos de pensar que a América Latina era nosso quintal. Hoje, não é exatamente a forma correta de se olhar para a região", insistiu.

Leituras de férias

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Percival Puggina em 12 de maio de 2008

Resumo: Desde os anarquistas da Rússia dos tzares todos os movimentos terroristas nasceram em mentes confortavelmente estabelecidas, de modo especial entre intelectuais de classe média.
© 2008 MidiaSemMascara.org

Confesso que gosto do gênero. Livros de espionagem, intriga internacional, os chamados thrillers, enfim, constituem minha leitura predileta para as raras ocasiões em que consigo me afastar das rotinas cotidianas. Tenho pilhas desses livros em casa, comprados já no lançamento em forma de pocket book pelas editoras norte-americanas. Quem quiser me desqualificar por esse gosto, sinta-se a gosto, mas foi precisamente esse tipo de livro que escolhi para ler nestas últimas três semanas, levando na bagagem alguns robustos volumes dos meus preferidos - Robert Ludlum e Frederick Forsyth.

Nas duas últimas décadas, com o fim do conflito Leste-Oeste, que durante os anos da guerra-fria se constituiu na grande vertente dos thrillers, seus escritores foram buscar inspiração no combate ao terrorismo. Esse é, então, o tema de Avenger, livro de Forsyth que levei comigo. Dois fatos se cruzam ao longo da narrativa: uma sinuosa operação para localizar Bin Laden e uma investigação particular sobre a morte de um jovem norte-americano que prestava serviço voluntário em assistência às vítimas dos conflitos desencadeados em 1995 na antiga Iugoslávia. É um trecho dessa obra, sobre as causas do terrorismo, que proponho à reflexão dos leitores.

O autor discorre sobre movimentos e organizações desse tipo atuantes ao longo do século passado, destacando Irgun, Stern Gang, EOKA, Baader Meinhoff, Action Directe, Brigate Rosse, IRA, ETA (ao ler a lista, lembrei-me de alguns nascidos aqui na nossa volta, como o peruano Sendero Luminoso, o MIR chileno e as FARC). E afirma ser conversa fiada a tese “politicamente correta” de que o terrorismo nasce da pobreza (exatamente o que ensina o pastor Jeremiah Wright, preceptor de Barack Obama, e o que afirmou Lula em setembro de 2001).

Desde os anarquistas da Rússia dos tzares, escreve Forsyth, todos os movimentos terroristas nasceram em mentes confortavelmente estabelecidas, de modo especial entre intelectuais de classe média. Seus criadores eram pessoas dotadas de imensa vaidade pessoal e auto-indulgência. Da mesma forma, aqueles que de algum modo lhes dão suporte, na mídia e no mundo acadêmico, não têm o hábito de perder refeições. O ódio é o grande traço de união que os congrega, quer sejam magnatas financiadores ou comunicadores que tudo justificam, quer sejam professores ocidentais que racionalizam a violência ou orientadores que preparam militância nas madrassas do fundamentalismo islâmico. É sempre o ódio, a imensa capacidade de odiar. Primeiro, inclusive, sugere o autor, vem o ódio. Só depois aparece o objeto do ódio. Quanta sabedoria e justo discernimento num livrinho desprovido de pretensões analíticas! A breve aula contida nesse capítulo de Avenger se conclui com outra observação interessante a respeito do ressentimento que os grupos políticos esquerdistas de certos países mantêm em relação às nações mais desenvolvidas. A afirmação, de fato, é magistral: “Se eles forem indulgentes com os bem sucedidos, terão que acusar a si mesmos”. De fato, tudo que ensinam leva ao insucesso.


O autor é arquiteto, político, escritor e presidente da Fundação Tarso Dutra de Estudos Políticos e Administração Pública. puggina.org

Contra a criação de 216 países na Amazônia

Do portal TRIBUNA DA IMPRENSA
Por Helio Fernandes em 08 de abril de 2008

A quase totalidade dos senadores desconhecia os riscos da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas da ONU. As matérias do repórter Carlos Newton aqui nesta Tribuna representaram enorme alerta, houve pânico geral. Artur Virgilio foi à tribuna do Senado e mostrou o que pode e certamente acontecerá na Amazônia.

Contou os fatos mas não pôde fazer análise, que é também assustadora, desmembradora, desagregadora e destruidora da nacionalidade. (Parece, de outra maneira, a luta do presidente Lincoln, de 1860 a 1864, para evitar a divisão dos EUA. A luta que começou como combate à escravidão se transformou em esforço heróico e desesperado, para que o país não se DESAGREGASSE. Por isso, na História é lembrada e estudada como "Guerra da Secessão").

Agora estamos ameaçados de divisão maior, sem que tomem providências para defender a integridade e a integração do Brasil. Precisou o repórter Carlos Newton esmiuçar o assunto para que alguns tomassem conhecimento do que está na ONU há muito tempo. Deputados e senadores vão e voltam da ONU e não sabem de coisa alguma. Agora têm que definir se estão contra ou a favor do Brasil ÚNICO e SOBERANO, como fez Artur Virgilio.

Descaso, imprudência ou inconseqüência, desconheciam que a tal Declaração assinada pela representação brasileira na ONU não pode ser aprovada no Senado. Essa é uma questão que mereceria CPI de alto nível, com representação igual dos maiores partidos. É importante e não pode ser tratada em apenas um discurso ou dois.

Essa CPI iria verificar que diplomatas do Itamarati (com o desconhecimento total do chanceler, que não sabia de nada) cometeram crime de lesa-pátria. Se os senadores aprovarem a tal Declaração, será transformada em NORMA CONSTITUCIONAL e terá que ser cumprida.

O que é que os diplomatas brasileiros aprovaram na ONU? A CRIAÇÃO DE 216 NOVOS PAÍSES na Amazônia, que serão DESMEMBRADOS do território nacional. Todos esses 216 NOVOS PAÍSES serão independentes e totalmente desligados do Brasil.

Alguns serão MINÚSCULOS (como o Principado de Andorra), outros, maiores do que a Itália e a França, e que já tem até nome: "PAÍS IANOMAMI". Todos os interessados no desdobramento do Brasil se escondem atrás dos "pobres indígenas, coitados, tão explorados e abandonados". Explorada e abandonada é a Amazônia em toda a sua existência. Índios de "terno e gravata", aculturados, que não representam coisa alguma, ganharam terras continentais, que já venderam de "papel passado".

PS - Como esta não é uma questão pessoal e sim a DEFESA da SOBERANIA NACIONAL, e o impedimento de uma GUERRA CIVIL que na certa acontecerá, chamo a atenção dos presidentes da República, sejam de que partido forem, para que ASSINEM DECLARAÇÃO CONJUNTA, condenando a Declaração que está para ser votada na ONU.

PS 2 - Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, independente de divergências, esqueçam tudo por um momento, e lancem MANIFESTO-LIBELO em defesa da Amazônia, contra a divisão do Brasil. Se ficarem omissos, SERÃO RESPONSABILIZADOS, HOJE E SEMPRE.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Senador: demarcação envolve projeto de nação independente

Do portal TERRA

O senador Augusto Botelho (PT-RR), descendente indígena de 60 anos, é o autor de uma das ações que contestam no Supremo Tribunal Federal (STF) a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em área contínua, com julgamento previsto para as próximas semanas. Ele se diz convicto de que está em jogo na disputa pela terra algo além de direitos antropológicos.

"Eu afirmo e provo que todas as reservas indígenas em Roraima foram feitas sempre em cima de província mineral de cassiterita, ouro ou diamante. E, para mim, existe uma intenção velada de retirar parte do Brasil da gente, de mudar a mentalidade das pessoas para se formar uma nação indígena, que criaria um Kosovo aqui dentro", diz Botelho. "Se for andar por aí, vamos ver casas abandonadas como se fossem aldeias", acrescenta.

Segundo o parlamentar, sua ação no STF foi ajuizada por entender que a destinação da área aos índios pelo governo federal foi feita sem consulta ampla às lideranças e à sociedade de Roraima: "Decisão feita por burocrata e antropólogo não é uma forma democrática. Existem dúvidas quanto à lisura do laudo antropológico, em que se baseou a demarcação da reserva".

Ele afirmou que conversa sobre o assunto com a bancada do partido que não teria posição definida - e que já externou sua opinião também em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Ele (Lula) não toma uma decisão dessa sozinho".

A política indigenista do governo brasileiro é considerada historicamente falha por Botelho, que também é médico e vê riscos à própria saúde dos índios: "Definem a área e depois abandonam os indígenas. Em São Marcos reserva vizinha à Raposa Serra do Sol, vivem de descaminho de gasolina da Venezuela. Temo que passem em algum momento, por necessidade, a plantar drogas".

Mais de uma vez, durante a entrevista, o senador diz que é favorável a que os índios tenham suas terras, mas que isso deve ser feito preservando o direito de outros roraimenses ao trabalho.

Ele explica aquela que, na sua visão, seria a solução mais adequada para o impasse na Raposa: "Manter as vilas, deixar estradas fora, permitir que as pessoas trabalhem na área, como o então ministro da Justiça Nelson Jobim tinha proposto. E o governo também precisa dar mais assistência para melhorar a qualidade de vida dos indígenas".

O senador rejeita as críticas de índios favoráveis à demarcação contínua de que os políticos do estado, de forma geral, têm preconceito contra as comunidades: "Fazem esse discurso sempre, mas já coloquei emenda parlamentar para beneficiar indígenas com projeto agropecuário e, por causa deles, foi uma burocracia poder ajudar".

Sobre a atuação no estado do líder dos arrozeiros Paulo César Quartiero - preso em Brasília e cotado em Roraima como futuro candidato a senador ou governador Botelho é econômico na avaliação: "O mérito do Paulo César é desenvolver a cultura do arroz irrigado. Ele está defendendo o lado dele".

ÍNDIOS JÁ SE CONSIDERAM INDEPENDENTES, DIZ ESPECIALISTA

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO

A questão indígena está se agravando, porque várias tribos já se consideram emancipadas e independentes em relação ao Brasil, antes mesmo da entrada em vigor da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, que lhes concede autonomia política e administrativa, impedindo que não-índios e até mesmo as Forças Armadas possam entrar nas reservas.

"O primeiro grande equívoco foi chamar de territórios as reservas indígenas. Isso é inadmissível, porque só pode existir um território, que é o território nacional. Mas os índios não querem mais ser brasileiros. Já se julgam independentes em relação ao Brasil, confiantes na ratificação da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas pelo Congresso Nacional", adverte o advogado Celso Serra, que há décadas se dedica ao estudo da questão indígena.

Em sua opinião, as tribos da Amazônia estão sendo manipuladas por uma série de ONGs estrangeiras que se estabeleceram na região. "O objetivo dessas ONGs é conseguir transformar as reservas indígenas em países autônomos, nos termos da Declaração da ONU, que o Itamaraty """"ingenuamente"""" aceitou", critica.

MANIPULAÇÃO

"O caso da Reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, demonstra a gravidade da situação. Os índios, que são todos aculturados, já se julgam independentes e querem fazer denúncias diretamente à Organização dos Estados Americanos, como se fossem estados-membros da OEA. Na verdade, eles nem obedecem mais às leis brasileiras", diz o advogado, citando uma ameaça feita recentemente pelo cacique Edson Alves Macuxi ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Semana passada, em entrevista a vários jornais, o líder indígena afirmou: "Se o Supremo decidir contra os índios vamos reunir cinco mil guerreiros e fazer a desocupação de nossa terra na marra".

Exibindo o recorte do jornal com a declaração do cacique, Celso Serra diz que esse comportamento mostra que as tribos de Roraima já se consideram acima das leis do Brasil. "Basta lembrar que, na semana passada, os caciques da etnia macuxi decidiram passar a impedir que as mulheres de suas tribos se casem com outros brasileiros não-índios, num desrespeito às leis brasileiras contra o racismo", acentua.

PLANEJAMENTO

Diz o estudioso da questão indígena que a manipulação das tribos pelas ONGs estrangeiras está mais do que evidente, porque os atos dos índios têm sido minuciosa e estrategicamente planejados, para obter espaço na mídia e conquistar a opinião pública.

"No caso da recente invasão de uma fazenda em Roraima, por exemplo, foi escolhida justamente a propriedade do líder dos plantadores de arroz, num momento estratégico, quando a imprensa noticiava que o ministro-relator do Supremo Tribunal Federal estava prestes a proferir seu voto.

“Um detalhe importante que passou despercebido: a imprensa nacional não noticiou que já havia um avião pronto para transportar feridos e colocá-los ao alcance da grande mídia na capital de Roraima, fato só divulgado pela imprensa local”, acentua Serra.

"Outro detalhe citado pelos jornais de Roraima e omitido na cobertura da grande mídia: o escritório do fazendeiro, um hangar e todos os alojamentos tiveram portas e janelas arrombadas, apesar de as chaves estarem no local", acrescenta o advogado.

A seu ver, a ação dos índios teve duplo objetivo - constranger os ministros do Supremo e aparecerem como vítimas perante a mídia mundial. "Portanto, devemos reconhecer que os índios foram eficientes no planejamento e na ação, que o governador de Roraima classificou de orquestrada", enfatiza.

Os barbudinhos do Itamaraty e o "investimentchi grêidji" de Lula

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Félix Maier em 09 de maio de 2008

Resumo: Desde o governo Geisel o Ministério das Relações Exteriores está entregue aos “barbudinhos do Itamaraty”, que sempre tiveram uma opção preferencial por governos socialistas e autoritários.

© 2008 MidiaSemMascara.org

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, declarou que o governo brasileiro não reconhece o Referendo, em que os bolivianos votaram por ter autonomia legislativa, tributária, judiciária e administrativa de seu Departamento, Santa Cruz de la Sierra.

Ora, trata-se de um assunto estritamente interno da Bolívia e o governo Lula não tem nenhum direito de dar palpites, como se fosse o Big Brother da região. Mesmo porque não se trata de uma iniciativa separatista. Os habitantes dos Departamentos de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando lutam por uma maior autonomia em relação ao governo central, não pela secessão do país, como querem fazer crer Evo Cocales e demais integrantes do Foro de São Paulo, incluindo Lula e o PT. Melhor faria o governo Lula se ele se preocupasse com as reservas indígenas de Roraima, a “Nação Ianomâmi” e a Serra Raposa do Sol, que no futuro poderão ser nossos Kosovos, essas, sim, províncias que um dia poderão lutar por sua autodeteminação.

Infelizmente, há muito tempo, desde o governo Geisel (remember as “polonetas”) o Ministério das Relações Exteriores está entregue aos “barbudinhos do Itamaraty”, que sempre tiveram uma opção preferencial por governos socialistas e autoritários (desculpem o pleonasmo), tanto na África (Angola, Gabão, Líbia etc.), quanto na América Latina (Fidel, Chávez, Evo Cocales etc.). Assim, o Brasil, a largos passos, vai se firmando como um dos líderes do terceiro-mundismo, vale dizer, do atraso.

De que adianta obter o investment grade - assim mesmo, muito precário, pois o grau BBB- foi concedido por apenas uma das três agências de classificação de risco, a Standard & Poor's, que estabeleceu um “grau de investimento” ainda muito longe do ideal, que é AAA -, se a mentalidade de nossos governantes está ainda aferrada à dialética socialista do milênio passado? Para chegar lá, há um duro e longo percurso a ser feito: BBB, BBB+, A-, A (China), A+ (Chile), AA-, AA (Japão), AA+ e, finalmente, o paraíso do mundo capitalista, AAA (EUA). Dentre 117 nações avaliadas, há 67 que têm a mesma classificação brasileira. Até a comunista China, uma economia ainda muito fechada, está na frente do Brasil, um absurdo!

“Afinal, dos países que formam o bloco dos Brics – Brasil, Rússia, Índia, China – fomos o último a receber a promoção, com a nota BBB, abaixo da China (A), Rússia (BBB+) e ao lado da Índia (também BBB-). Contudo, ainda temos um longo caminho a percorrer, até atingirmos o conceito máximo (AAA), atribuído a países absolutamente seguros para investir” (Ubiratan Iorio, Prof. de Economia, in “Investment grade, apenas um passo”).

Não há dúvida que o investment grade é significativo: é uma conquista do povo brasileiro, cujos governos, desde o início do Plano Real, têm adotado o câmbio flutuante e metas para a inflação, de modo a mantê-la baixa, sob controle, além de ter criado a Lei de Responsabilidade Fiscal em todos os níveis, do federal ao municipal. Enfim, uma herança bendita que Lula recebeu de seu antecessor, não “maldita”, como sempre se referia no início de seu primeiro governo. O investimentchi grêidji de que tanto Lula fala agora permitirá nosso País ter acesso a um mercado potencial de 10 trilhões de dólares, principalmente oriundo dos fundos de pensão europeu e americano que, agora, podem aqui investir a poupança de seus aposentados e pensionistas em papéis de alto risco. Com isso, o PIB brasileiro poderá avançar 1,5% mais rápido, sem causar inflação, conforme afirmou o economista Carlos Langoni.

Segundo a própria S&P, para acelerar o crescimento brasileiro, o País deveria simplificar o regime tributário, abrir mais a economia, flexibilizar o mercado de trabalho - cuja legislação getulista, ainda em vigor, se inspirou na fascista Carta del Lavoro -, remover obstáculos para investimentos privados. Em resumo, diminuir o “custo Brasil”, que também se observa na burocracia estatizante e emperrada (desculpem o pleonasmo mais uma vez), com aumentos crescentes dos gastos do governo central, na buracaria das estradas, na ineficiência dos portos e aeroportos. Por todas essas mazelas, o Brasil sempre é classificado entre os últimos países no “grau de negócios” – 101º lugar no ranking de liberdade econômica da Heritage Foundation - assim como as notas de seus alunos em competições internacionais de Matemática e Ciências.

Como se vê, não existe nenhum motivo para se comemorar do jeito que Lula comemora, todo dia em um palanque diferente, com o aplauso de uma claque fiel trazida em ônibus fretados pelo governo, palanque esse de onde Lula não desce nem para dormir, já que as eleições municipais de outubro estão aí. Nem por nada, o presidente, imitando o Sarney do fracassado Plano Cruzado, quer que todo cidadão seja um “fiscal do Lula” nas bombas de gasolina, para denunciar “abusos” cometidos. Claro, até outubro passar...

Ora, numa economia de mercado para valer, isto nunca deveria existir. Controle de preços só existe em países de mentalidade cucaracha, como é o caso dos atuais governantes da Argentina, Bolívia e Venezuela. Os abusos por ventura cometidos pelos empresários serão imediatamente punidos pelos consumidores, que irão procurar postos com gasolina mais barata. É assim que funciona nos países livres e desenvolvidos.

“Ninguém segura este País”, quero dizer, ninguém segura os barbudinhos do Itamaraty e o investimentchi grêidji de Lula...

Nota Redação MSM: sobre o viés esquerdista do governo Geisel, inclusive na política externa, recomenda-se a leitura do livro Ideais traídos.

Félix Maier é escritor e publicou o livro "Egito - uma viagem ao berço de nossa civilização", pela Editora Thesaurus, Brasília.

Máfia gramsciana

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
por Olavo de Carvalho em 25 de novembro de 1999

A cada dia que passa, mais o chamado “debate cultural” brasileiro se reduz a mero debate eleitoral, tudo rebaixando ao nível dos slogans e estereótipos e, pior ainda, induzindo as novas gerações a crer que a paixão ideológica é uma forma legítima de atividade intelectual e uma expressão superior dos sentimentos morais.

Tão grave é esse estado de coisas, tão temíveis os desenvolvimentos que anuncia, que todos os responsáveis pela sua produção – a começar pelos fiéis seguidores da estratégia gramsciana, para a qual aquela redução é objetivo explicitamente desejado e buscado – deveriam ser expostos à execração pública como assassinos da inteligência e destruidores da alma brasileira.

Para Antonio Gramsci, a propaganda revolucionária é o único objetivo e justificação da inteligência humana. O “historicismo absoluto”, um marxismo fortemente impregnado de pragmatismo, reduz toda atividade cultural, artística e científica à expressão dos desejos coletivos de cada época, abolindo os cânones de avaliação objetiva dos conhecimentos e instaurando em lugar deles o critério da utilidade política e da oportunidade estratégica.

É idéia intrinsecamente monstruosa, que se torna tanto mais repugnante quanto mais se adorna do prestígio associado, nas mentes pueris, a palavras como “humanismo” ou “consenso democrático” (naturalmente esvaziadas de qualquer conteúdo identificável), bem como das insinuações de santidade ligadas à narrativa dos padecimentos de Antônio Gramsci na prisão, as quais dão ao gramscismo a tonalidade inconfundível de um culto pseudo-religioso.

Recentemente, um grande jornal de São Paulo, que se gaba de sempre “ouvir o outro lado”, consagrou a Antonio Gramsci todo um caderno, laudatório até à demência, que, sem uma só menção às críticas devastadoras feitas ao gramscismo por Roger Scruton, por Francisco Saenz ou – de dentro do próprio grêmio marxista – por Lucio Coletti, deixa no leitor a falsíssima impressão de que essa ideologia domina o pensamento mundial, quando a verdade é que ela tem aí um lugar muito modesto e até o Partido Comunista Italiano, com nome mudado, já não fala de seu fundador sem um certo constrangimento.

Que o jornalismo assim se reduza à propaganda, nada mais coerente com o espírito do gramscismo, o qual não busca se impor no terreno dos debates, do qual não poderia sair senão desmoralizado, e sim através da tática de “ocupação de espaços”, por meio da qual, excluídas gradualmente e quase sem dor as vozes discordantes, a doutrina que reste sozinha no picadeiro possa posar como resultado pacífico de um “consenso democrático”.

Com a maior cara-de-pau os adeptos dessa corrente atribuirão a um mórbido direitismo esta minha denúncia, sem ter em conta aquilo que meus leitores habituais sabem perfeitamente, isto é, que eu denunciaria com o mesmo vigor qualquer ideologia direitista que tentasse se impor mediante o uso de estratagemas tão sorrateiros e perversos.

Se no momento pouco digo contra a direita é porque sua expressão intelectual pública é quase nula, não por falta de porta-vozes qualificados, mas de espaço. Os liberais, banidos de qualquer debate moral, religioso ou estético-literário, recolheram-se ao gueto especializado das páginas de economia, o que muito favorece o lado adversário na medida em que deixa a impressão de que o liberalismo é a mais pobre e seca das filosofias. Quanto às correntes conservadoras que ainda subsistem, por exemplo católicas e evangélicas, sua exclusão foi tão radical e perfeita, que hoje a simples hipótese de que um conservador religioso possa ter algo a dizer no debate cultural já é objeto de chacota. Chacota, é claro, de ignorantes presunçosos, que, nunca tendo ouvido falar de Eric Voegelin, de Russel Kirk, de Malcom Muggeridge, de Reinhold Niebuhr ou de Eugen Rosenstock-Huessy, acreditam piamente que não pode existir vida inteligente fora de suas cabecinhas gramscianas, e provam assim ser eles próprios as primeiras vítimas da censura mental que impuseram a todo o País.

No campo intelectual, atacar a “direita”, hoje, seria mais que covardia: seria coonestar a farsa de que no Brasil existe um debate cultural normal, quando o que existe é apenas o mafioso apoio mútuo de gramscianos a gramscianos, que priva os brasileiros do acesso a idéias essenciais e ainda tem o cinismo de posar de democrático.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Velha novidade

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Thomas Sowell em 07 de maio de 2008

Resumo: A proteção a criminosos, o ataque a empresários, o aumento de despesas governamentais, a promoção da inveja e descontentamento, o aumentar impostos para os que são produtivos e o subsídio para os que não são – tudo isso é uma reprise dos anos 1960, representada por Barack Obama.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Muitos anos atrás, o grande rebatedor Paul Waner estava se aproximando do fim de sua longa carreira. Ele começou uma partida com 2999 rebatidas – há uma rebatida da marca histórica de 3000 que muitos rebatedores gostariam de atingir, mas que muito poucos realmente conseguem.

Waner atingiu uma bola que o fielder[1] não conseguiu interceptar inteiramente, e o juiz considerou isso uma rebatida, perfazendo a sua 3000ª. Paul Waner então mandou dizer ao juiz que ele não queria que aquela rebatida questionável fosse a que o colocaria numa posição de destaque.

O juiz reverteu a decisão e assumiu o erro. Mais tarde, Paul Waner conseguiu uma rebatida limpa para ser a 3000ª.

Isso me vem à mente quando vejo o grande fervor que muitos parecem sentir a respeito da possibilidade de ter o primeiro negro como presidente dos EUA.

Sem dúvida, é uma questão de tempo para que haja um presidente negro, tal qual era apenas uma questão de tempo para que Paul Waner atingisse a marca de 3000 rebatidas. A questão é se queremos atingir tanto essa marca histórica que estamos dispostos a desconsiderar o quão questionável são os meios de atingi-la.

Paul Waner teve muito orgulho de aceitar a rebatida suada e inquestionável. Escolher um presidente dos EUA é muito mais momentoso que bater um recorde do beisebol. Precisamos como eleitores ter muito mais preocupação sobre quem colocamos para decidir o destino de uma nação e de gerações ainda por vir.

Não há razão para que alguém tão arrogante, idiotamente inteligente e em última análise perigoso quanto Barack Obama se torne presidente – especialmente não em um momento em que a ameaça de terroristas internacionais com armas nucleares espreita os mais de 300 milhões de americanos.

Muitos parecem considerar eleições como ocasiões para descarregar emoções, tal como torcer para seu time ou escolher a Rainha da Escola.[2]

Os três candidatos estão sendo discutidos em termos demográficos – raça, sexo e idade – como se isso fosse o mais importante para o cargo.

Um dos mais dolorosos aspectos do estudo de grandes catástrofes do passado é descobrir como muitas pessoas estavam preocupadas com trivialidades quando se encontravam à beira do abismo. A demografia da presidência é muito menos importante do que o momentoso peso da responsabilidade inerente ao cargo.

Apenas o poder de nomear juízes federais para as cortes de julgamento e apelação em todo o país, incluindo a Suprema Corte, pode ter um enorme impacto por décadas no futuro. Não há sentido em se sentir indignado por coisas decididas por juízes federais se você vota, na base da emoção, naquele que os nomeia.

Barack Obama já deu indicações de que quer juízes que façam política social em vez de simplesmente aplicarem a lei. Ele já tentou evitar que jovens criminosos fossem julgados como adultos.

Apesar de o senador Obama se apresentar como um candidato das coisas novas – usando o mantra “mudança” indefinidamente – a verdade pura e simples é que virtualmente tudo o que ele diz sobre política doméstica vem diretamente dos anos 1960 e virtualmente tudo o que ele diz sobre política externa vem diretamente dos anos 1930.

A proteção a criminosos, o ataque a empresários, o aumento de despesas governamentais, a promoção do sentimento de inveja e descontentamento, o aumento de impostos para aqueles que são produtivos e o subsídio para os que não são – tudo isso é uma reprise dos anos 1960.

Pagamos um preço altíssimo por tais noções daquela década nos anos que se seguiram, na forma de taxas de criminalidade rapidamente ascendentes, inflação e desemprego de dois dígitos. Durante os anos 1960, os guetos em todo o país foram sacudidos por distúrbios dos quais muitos ainda não se recobraram.[3]

A violência e destruição foram concentradas não onde havia a maior pobreza ou injustiça, mas onde havia os políticos mais esquerdistas, que promoviam o descontentamento e paralisavam a polícia. (C.T. - sentiram a semelhança com o Brasil de já algumas décadas?)

Internacionalmente, o que o senador Obama propõe – inclusive os encontros midiáticos de chefes de estado – foi tentado durante os anos 1930. Isso, em nome da paz, foi o que levou à mais catastrófica guerra da história humana.[4]

Tudo parece novo àqueles muito jovens para lembrar o passado e muito ignorantes em história para ter ouvido falar a seu respeito.

Thomas Sowell é doutor em Economia pela Universidade de Chicago e autor de mais de uma dezena de livros e inúmeros artigos, abordando tópicos como teoria econômica clássica e ativismo judicial. Atualmente é colaborador do Hoover Institute.

Publicado por Townhall.com

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo

[1] O fielder é uma espécie de defensor no jogo de beisebol, que no caso tenta agarrar a bola com a luva antes que ela toque o chão ou saia do campo.

[2] Tradição americana de escolher uma estudante para ser coroada a rainha da escola ao final do curso secundário ou universitário. (N. do T.)

[3] Ver, de Sowell, Conseqüências dos anos 1960. (N. do T.)

[4] Ver, de Sowell, Moralmente paralisado. (N. do T.)

Câmara rejeita Lei do Aborto por unanimidade de 33 votos a ZERO

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Julio Severo em 09 de maio de 2008

Resumo: Rejeitado projeto de lei que legalizaria o aborto no Brasil.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Foi realizado no último dia 08/05 a votação do PL 1135/91, apresentada pelo governo Lula ao legislativo em 2005, que legalizaria o aborto no Brasil por qualquer motivo, durante todos os nove meses da gravidez.

O Deputado José Aristodemo Pinotti, juntamente com a Deputada Cida Diogo, apresentaram inicialmente seus votos a favor do projeto. O deputado Pinotti voltou a mencionar, para justificar seu voto, que houve diminuição do número de abortos nos países onde a prática foi legalizada. O argumento, constantemente repetido pelos promotores do aborto, é comprovadamente equivocado porque desconsidera os inúmeros casos dos países, inclusive no primeiro mundo, como é o caso da Inglaterra, Espanha, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelância, Canadá, e vários outros, em que após a legalização o número de abortos aumentou, continua aumentando ou até mesmo explodiu, em vez de diminuir.

José Aristodemo Pinotti, além de médico e deputado federal, é também desde os anos 70 membro do Board of Trustees do Population Council, entidade pertencente às organizações Rockefeller que, fundada em 1952, foi o cérebro que coordenou o desencadeamento internacional do controle populacional e da ofensiva atualmente vista a favor da implantação do aborto em todo o mundo.

Em seguida, depois haverem sido rejeitados sucessivos requerimentos para adiar a votação, os deputados que já haviam apresentado seus votos a favor retiraram-se do plenário, sendo substituídos pelos respectivos suplentes.

REALIZADA A VOTAÇÃO, O PROJETO DE LEI QUE LEGALIZARIA O ABORTO NO BRASIL, DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ O MOMENTO DO PARTO, FOI REPROVADO POR UNANIMIDADE DE 33 VOTOS CONTRA ZERO.

Fonte: www.juliosevero.com

Leia a seqüência de notícias publicadas em tempo real pela Agência de Notícias da Câmara dos Deputados.

http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=121441
http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=121437
http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=121426

Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail: juliosevero@hotmail.com

AS FARC NO BRASIL E OLIVÉRIO MEDINA, UM CHEFE

Do blog do REINALDO AZEVEDO

As Farc — sim, o grupo terrorista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia — atuam no Brasil, segundo farto material publicado no jornal colombiano El Tiempo. Ali se evidencia que os narcoguerrilheiros têm contato com nada menos de 400 grupos espalhados por sete países da América Latina, com algumas ramificações na Europa e Estados Unidos. O Peru e o Brasil servem para o recrutamento de simpatizantes e negócios com armas e cocaína; o Equador abriga o braço financeiro da organização e dá refugio a terroristas; a Venezuela, a Costa Rica e o México lavam os narcodólares.

A principal estratégia dos terroristas é enviar ao exterior representantes que ganham o status de refugiados políticos. El Tiempo dá nomes de alguns membros do grupo em vários países, e, claro, no Brasil. Sobre o Bananão, está lá: “(...) o contato das Farc, Francisco Antonio Caderna Collazos, o ‘Camilo’ — casado com uma professora brasileira e encarregado de trocar cocaína por armas e do recrutamento de simpatizantes —, não pôde ser extraditado para a Colômbia porque goza do status de refugiado desde 2006”.

Quem é esse? Ora, é o notório padre Olivério Medina, lembram? Aquele que participou, certa feita, de uma reunião com petistas em Brasília e que chegou a prometer, segundo um agente da Abin, doar US$ 5 milhões para a campanha de Lula à Presidência, em 2002. A VEJA contou a história numa reportagem, cuja íntegra está aqui: “Documentos guardados dos arquivos da Abin contam tudo. O principal foi datado de 25 de abril de 2002, está catalogado com o número 0095/3100 e recebeu a classificação de ‘secreto’. Em apenas uma folha e dividido em três parágrafos, esse documento informa que, no dia 13 de abril de 2002, um grupo de esquerdistas solidários com as Farc promoveu uma reunião político-festiva numa chácara nos arredores de Brasília. Na reunião, que teve a presença de cerca de trinta pessoas, durou mais de seis horas e acabou com um animado forró, o padre Olivério Medina, que atua como uma espécie de embaixador das Farc no Brasil, fez um anúncio pecuniário. Disse aos presentes que sua organização guerrilheira estava fazendo uma doação de 5 milhões de dólares para a campanha eleitoral de candidatos petistas de sua predileção.”

Evidentemente, os tontons-maCUTs se encarregaram de acusar uma “conspiração”. Collazos — também conhecido por Camilo e Medina —, que padre não é, foi adotado pelos esquerdopatas locais e tratado como uma vítima do governo legal da Colômbia. E, agora, está livre para agir.

A principal fachada das Farc, hoje, é a CCB — ou Coordinadora Continental Bolivariana. Olivério Medina, segundo o jornal, é peça graúda. Ele integrava o comando da CCB em companhia de Raúl Reyes, o terrorista pançudo morto no Equador, e de Orlay Jurado Palomino, ou “Hermes”, que está na Venezuela. Com a morte do chefe, eles buscam ampliar a rede de contatos da CCB: o atual esforço é para instalar-se nos EUA por intermédio de uma ONG e de uma entidade ambientalista.

Para ler a íntegra, clique aqui

O ABC do poder global

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Jeffrey Nyquist em 08 de maio de 2008

Resumo: Para aqueles que amaldiçoam os Estados Unidos e Israel fica a pergunta: vocês confiariam nos herdeiros de Mao Tse-tung e nos discípulos de Felix Dzerzhinsky para manter a paz, a liberdade e ampliar a prosperidade global?

© 2008 MidiaSemMascara.org

Rússia e Estados Unidos têm os maiores arsenais nucleares do mundo. Ambos os países têm exércitos poderosos, além de frotas navais e forças aéreas também poderosas. O mesmo pode ser dito da China, que se coloca como o terceiro país mais poderoso do mundo. Os três países são grandes em área e população. Juntos, ocupam um quatro da área da superfície terrestre, somam um terço da população mundial e têm a posse de mais de noventa por cento das mais poderosas e avançadas armas do mundo. Sendo a mais poderosa dessas três potências, os Estados Unidos são dominantes. Se essa supremacia acabasse repentinamente (devido a uma grave crise financeira), a atual aliança entre Rússia e China rapidamente preencheria o vácuo deixado pelo colapso do poder americano.

Como é que o mundo se pareceria sem os EUA no papel dominante?

Para responder a esta questão, precisamos considerar as diferenças entre a Rússia, China e os Estados Unidos. Se não existissem diferenças significativas, especialmente as concernentes ao uso do poder, os três países seriam intercambiáveis. O mundo permaneceria estável, sem nenhuma ameaça de que uma guerra mundial viesse a se deflagrar. Infelizmente, as três potências não são iguais.

Quaisquer que sejam os pecados cometidos pelos Estados Unidos, quaisquer que sejam os danos que os americanos tenham causado, não há comparação entre os EUA e as duas outras potências – Rússia e China. O Oriente e o Ocidente diferem na história, na política e na cultura. Diferem, acima de tudo, nos métodos utilizados para obter e manter o poder. A história americana é completamente diferente da história russa e da chinesa. A história dos Estados Unidos não é um desfile de tiranos: não é a história do primeiro imperador Ch’in que unificou a China em 221 a.C., e nem a do primeiro czar, Ivã, o Terrível. A maioria das nações nasce em meio a algum derramamento de sangue, é verdade, mas nem todo esse sangue é derramado em prol dos mesmos fins. Quem procurar algum imperador chinês ou czar russo que se assemelhe a George Washington ou a Abraham Lincoln procurará em vão. Rússia e China foram sempre governadas por déspotas, e esses não estavam preocupados com a liberdade, mas com o auto-engrandecimento. Hoje, Rússia e China ainda são governadas por déspotas.

A fim de ilustrar melhor o caráter do poder russo – no passado e no presente – recomendo enfaticamente a leitura de um artigo de Jamie Glazov, intitulado The Russia-Al-Qaeda Axis [O Eixo Rússia-Al Qaeda][1]. Basicamente, é uma entrevista concedida a Glazov por Ahmed Zakayev, primeiro-ministro no exílio da República da Chechênia. Quando perguntado se a resistência chechena é nacionalista ou islâmica, Zakayev explicou que a ideologia islamita é uma provocação [iniciada em 1988][2] organizada pela KGB contra a população muçulmana da antiga União Soviética. Àquela época, a KGB fundou o “Partido da Renovação Islâmica da URSS”. O propósito do partido era, nas palavras de Zakayev, “rachar toda nação islâmica ao dividi-la entre ‘bons’ e ‘maus’ muçulmanos”.

Na Rússia, há uma longa tradição: dividir e conquistar; de penetrar, infiltrar e subverter potências rivais; de criar falsas frentes de oposição para encurralar os inimigos. De acordo com Zakayev, o radicalismo islâmico foi a “vacina do Kremlin” contra a independência nacional de vários grupos muçulmanos dentro da URSS. “Durante todos esses anos”, disse Zakayev, “a missão principal dos ideólogos ‘islâmicos’ foi a de desacreditar e desorganizar a resistência chechena”. Ele explicou ainda que a FSB/KGB é “a mais experiente organização terrorista no mundo, cujas bases foram lançadas ainda antes que os bolcheviques tomassem o poder...”. Os serviços [secretos] especiais da Rússia sabem como conduzir “todo tipo de atividade terrorista, incluindo raptos, explosões, seqüestro de aviões, tomada de reféns, uso de venenos e de materiais radiativos para assassinatos, etc.”. Mas a capacidade mais apreciada da KGB, como ressaltou Zakayev, “é a habilidade da FSB/KGB em formar e desenvolver ideologias extremistas”.

Apesar de não ser ampla e devidamente considerada e avaliada, a mais influente e destrutiva peça de ideologia conspiratória de século XX foi criada pelos serviços especiais russos em Paris [em 1903]. Eu estou me referindo à falsificação conhecida como Os Protocolos dos Sábios do Sião. Hitler acreditou nos Protocolos e o nazismo baseou sua campanha genocida contra os judeus sobre esse mesmo documento forjado. Muito do absurdo conspiratório que anima a extrema-direita nos EUA foi influenciado por essa falsificação. Como exemplo comprobatório, só é preciso citar o caso de Timothy McVeigh. Se a polícia secreta russa não tivesse inventado os Protocolos, o bombardeio em Oklahoma City não teria tido qualquer antecedente conceptual (ver The Turner Diaries).

Depois de 1917, o governo soviético persistiu na tradição czarista de fomentar ideologias extremistas. Exemplo disso é o encorajamento soviético ao culto conspiratório no caso do assassinato de John F. Kennedy (ver The Mitrokhin Archive). Para cultivar e disseminar a desconfiança, o ódio e o pessimismo, a FSB/KGB desenvolveu ferramentas intelectuais sofisticadas a fim de desorganizar as sociedades alvo. Idéias extremistas afetaram bastante o patriotismo de muitos americanos, levando-os ao desencanto e à paranóia.

O terrorismo islâmico que hoje ameaça o mundo é mais um exemplo de criação de ideologias extremistas pela KGB. De acordo com Zakayev, a Al Qaeda é “uma provocação global projetada para fazer colidir o mundo islâmico com o mundo ocidental, assim enfraquecendo ambos os lados tanto quanto possível. Aqueles que ganham com isso são Rússia, China e seus aliados no campo totalitário”. Zakayev está, quase com certeza, correto.

Refletindo sobre os fatos da história russa e sobre o emprego de ideologias extremistas pela KGB, qual seria o resultado do declínio dos Estados Unidos? O que seria desencadeado? Que violência seria cometida e quais nações sofreriam? Tal como expliquei no início deste artigo, há somente uma nação capaz de resistir à ameaça nuclear da Rússia e da China. Se os Estados Unidos se enfraquecessem e recuassem, o poderio da Rússia e China necessariamente avançaria.

Felix Dzerzhinsky
Para aqueles que amaldiçoam os Estados Unidos e Israel, que aceitam várias teorias conspiratórias, eu ofereço esta advertência: vocês querem que Rússia e China dominem o mundo? Vocês confiariam nos herdeiros de Mao Tse-tung e nos discípulos de Felix Dzerzhinsky[3] para manter a paz, a liberdade e ampliar a prosperidade global? Vocês querem o legado de Ivã, o Terrível e do primeiro imperador Ch’in?

Uma potência dominará. Um legado se verá realizado. Será um legado de terror global e opressão? Ou será um legado de mercados e eleições livres?

[1] NT: O título em português é meramente ilustrativo.

[2] NT: Cf. Ahmed Zakayev, a provocação contra os muçulmanos da antiga URSS foi iniciada pela KGB já em 1988, portanto antes do “fim” da URSS, mas conduzida até hoje pela FSB/KGB.

[3] NT: O “Felix de Ferro”, comunista polonês, foi ligado aos movimentos terroristas que atuaram na Polônia a partir de 1900, onde assassinou pessoalmente seus inimigos e ordenou a morte de suas famílias de forma notavelmente fria e calculista. Filiou-se ao Partido Bolchevique em 1917; foi um dos comandantes do Terror Vermelho, quando levou a cabo torturas e execuções sumárias em massa; fundador e organizador da Cheka, a primeira polícia secreta da Rússia soviética, sucedida pela NKVD, GPU, KGB e FSB. Lênin teria comentado com Maxim Gorky a respeito de Dzerzhinsky: “Ele tem o rosto de um religioso pietista, mas a natureza de um ladrão e corruptor”.

© 2008 Jeffrey R. Nyquist

Publicado por Financialsense.com

Tradução: MÍDIA SEM MÁSCARA

sábado, 10 de maio de 2008

Na contramão da história

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por João Luiz Mauad em 07 de maio de 2008

Resumo: Para grande parte de nossos socialistas o trabalho é um fim em si mesmo e não um meio para a obtenção do verdadeiro fim, que é o aumento do bem-estar geral, obtido através do gradativo aumento do poder de compra de cada indivíduo.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, com apoio amplo, geral e irrestrito das centrais sindicais, o Projeto de Lei nº 7663/06, de autoria do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que reduz a jornada máxima de trabalho, no país, das atuais 44 para 40 horas semanais. De acordo com o autor do projeto e seus patrocinadores, a lei, caso aprovada, deverá gerar mais empregos, além de aumentar a segurança do trabalhador.

Antes de mais nada, é preciso ressaltar que, como normalmente acontece em Pindorama, estamos andando na contramão da história. Discute-se hoje um projeto que já foi testado em alguns países mundo afora, sempre com resultados muito diferentes do esperado. Há cerca de uma década, por exemplo, a França aprovou dispositivo legal que reduziu a jornada semanal de trabalho de 40 para 35 horas. Conhecida como “ Lei de Aubry” – numa referência direta à ex-ministra socialista do trabalho Martine Aubry –, a estrovenga foi saudada como um marco histórico na caminhada daquele país rumo ao pleno emprego – uma das maiores e mais veneradas utopias socialistas.

Após todos esses anos, no entanto, a taxa de desemprego na terra de Napoleão não só não caiu, como apresentou um discreto aumento. Como era de se esperar, pesquisas recentes mostram que 2/3 dos franceses são hoje favoráveis à revogação da tal lei. Não por acaso, esta era justamente uma das plataformas de campanha do recém-eleito Nicolas Sarkozy.

Um outro francês, este bem menos popular que o atual presidente, porém infinitamente mais sábio, costumava dizer que "na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não geram somente um efeito, mas uma série de efeitos. Dentre esses, só o primeiro é imediato. Manifesta-se simultaneamente com a sua causa. É visível. Os outros só aparecem depois e não são visíveis. Podemos nos dar por felizes se conseguirmos prevê-los. (...) Entre um bom e um mau economista existe uma diferença: um se detém no efeito que se vê; o outro leva em conta tanto o efeito que se vê quanto aqueles que se devem prever." (Frédéric Bastiat)

Acho que já contei, num outro artigo, a história de um empresário ocidental que, em viagem à China comunista, deparou-se com um grupo de centenas de homens que construíam uma pequena barragem de terra, munidos exclusivamente de pás e enxadas. Antevendo uma oportunidade de negócio, ele comentou com o oficial chinês que o acompanhava que apenas um operário, de posse de uma moderna máquina escavadeira, poderia executar toda aquela empreitada num tempo bem mais curto. A resposta do astuto oficial – mal escondendo um sorriso sarcástico no canto dos lábios – foi: "sim, mas imagine todo o desemprego que isso acarretaria". Sem nada dizer, porque estúpido não era, o empresário pensou: "se são empregos que desejam, melhor seria que lhes tirassem as pás e dessem-lhes colheres".

O raciocínio do chinês é o mesmo que infesta a mente de muitos dos nossos socialistas, para quem o trabalho é um fim em si mesmo e não um meio para a obtenção do verdadeiro fim, que é o aumento do bem-estar geral, obtido através do gradativo aumento do poder de compra de cada indivíduo. A curto prazo e em âmbito localizado, a introdução de novas máquinas e equipamentos realmente provoca um desemprego temporário. Como diria Bastiat, é o efeito que se vê. No entanto, no longo prazo, os efeitos do avanço tecnológico são inúmeros, mormente em relação ao aumento da produtividade e da prosperidade econômica que ela provoca.

Tempo e trabalho são fatores presentes na produção de qualquer bem ou serviço. Ambos são recursos escassos e, portanto, sujeitos à lei dos custos de oportunidade. A sua utilização em determinada tarefa automaticamente exclui seu uso concomitante noutra qualquer. Se tenho, por exemplo, que plantar batatas para ganhar a vida, não poderei utilizar o mesmo tempo e energia para desenvolver programas de computador ou pesquisas no ramo da energia nuclear. Até posso desenvolver duas atividades distintas, mas nunca ao mesmo tempo.

Outrora, quando a tecnologia ainda engatinhava, os seres humanos gastavam praticamente todo o seu tempo na caça e na coleta, atividades indispensáveis à sua sobrevivência. Depois de muito tempo, nossos ancestrais descobriram que podiam cultivar a terra e dela colher quantidades cada vez maiores de alimento, além de estocá-lo para consumo futuro. Embora a agricultura ainda fosse bastante rudimentar, seu aparecimento liberou um contingente razoável de pessoas para outras atividades, antes impossíveis ou improváveis, como a produção artesanal de roupas, ferramentas e outros acessórios, por exemplo. Aos poucos, o desenvolvimento de novas técnicas foi liberando um contingente cada vez maior de pessoas (a princípio desempregadas) para outras atividades, tornando crescente e diversificada a produção de bens e serviços.

Com o advento da Revolução Industrial, a introdução de novas técnicas e máquinas, tanto na agricultura quanto na indústria, colocou em disponibilidade uma quantidade inimaginável de pessoas. Num primeiro momento, o desemprego no campo foi impressionante e ocasionou uma onda de imigração para as cidades que chocou diversos historiadores, além de turvar as mentes obtusas de alguns economistas, alguns deles donos de uma retórica contundente e sofisticada, como Karl Marx, para quem a riqueza produzida pelo novo modelo, por ele apelidado de capitalista, se dava às custas da miséria da maioria. Infelizmente, o alemão era um dos que só conseguia enxergar os efeitos imediatos daquela revolução que testemunhava, uma deficiência que gerou teorias tão esdrúxulas quanto absurdas, que vêm repercutindo até hoje e cujas conseqüências nefastas para toda a humanidade talvez um dia possam ser mensuradas.

A história do capitalismo, no entanto, demonstrou que Marx estava errado. Como mau economista que era, não previu que todo aquele enorme contingente de desempregados, substituídos por máquinas e outros equipamentos, migraria para outras atividades e provocaria uma onda de desenvolvimento e prosperidade até então inimagináveis. Não sabia ele que o progresso necessita de gente com tempo e força disponíveis para produzir novos bens e serviços, enfim, para criar novas riquezas.

Na medida em que as indústrias tornam-se mais eficientes e produtivas, os produtos ficam mais baratos, a renda per capta dos consumidores aumenta e, com ela, a demanda por serviços – setor que, nos países desenvolvidos, passou a absorver cada vez mais mão-de-obra, sendo hoje o responsável por cerca de 80% do mercado de trabalho nos EUA, por exemplo. A melhor notícia, no entanto, é que o trabalho braçal (físico) foi sendo paulatinamente substituído pelo "cerebral". Além disso, o aumento da renda e do tempo disponíveis possibilita que parcelas sempre crescentes da população possam ter acesso à educação é à cultura, antes um privilégio apenas dos nobres.

O raciocínio por trás dos pseudobenefícios da redução da jornada semanal de trabalho está calcado na mesma idéia estúpida dos comunistas chineses, acima descrita. Ao reduzir em 10% a jornada máxima, pretende-se, através da lei, colocar 11 homens para fazer o trabalho que hoje é feito por 10. Ao enxergar apenas o resultado aparente – de todo modo questionável, já que, mantidos os valores nominais da hora trabalhada, os novos empregos de alguns serão proporcionais às horas tiradas de outros – seus idealizadores não vêem que, a longo prazo, este tipo de política acaba freando o desenvolvimento, uma vez que impede a dinâmica natural do capitalismo.

O autor é empresário e formado em administração de empresas pela FGV/RJ.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

QUE INVEJA DA OPOSIÇÃO BOLIVIANA!

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO

Começa a contagem regressiva para Evo Morales. O presidente da Bolívia convidou os prefeitos opositores para tentar um acordo sobre a questão da autonomia das regiões, e a resposta das forças políticas da oposição ao chamado presidencial veio em grande estilo, e em tempo recorde. O Senado da Bolívia aprovou a Lei que permite convocar, em um prazo de 90 dias, um referendo para determinar a saída ou a permanência no poder do presidente Evo Morales, do vice-presidente e de prefeitos dos nove departamentos do país

O Congresso da Bolívia iniciou seu trabalho esta manhã, quinta-feira, colocando na agenda um debate surpresa, encabeçado pelo partido opositor “Podemos”, para aprovar ou não, a Lei do referendo revogatório de mandato das autoridades nacionais e regionais. Imediatamente, a lei foi sancionada pela maioria opositora.

Sem embargo, os opositores recordaram que o Senado é quem decide e o mandatário deve promulgar a Lei. Se o Evo não promulgar ou vetar a Lei, num prazo de 10 dias, o vice-presidente e o congresso poderão dar sinal verde para que se realize o referendo. Se Morales não aprovar a Lei (que inclusive, foi ele mesmo quem apresentou em uma outra conjuntura política, obviamente), ele dará uma imagem de grande debilidade política.

A pergunta aprovada pelo Senado para o Referendo:

“¿Você está de acordo com a continuidade do processo de mudança liderado pelo presidente Evo Morales Ayma e pelo vice-presidente Álvaro García Linera?”

Segundo a agência Bolpress, “para se revogar o mandato do Presidente e do Vice presidente é preciso que os votos contra, superem 53,7%. Se ambas as autoridades perderem o mandato, imediatamente serão convocadas eleições gerais”.

A manobra da oposição tem a intenção de bloquear qualquer intento do Estado, em aprovar leis de convocatórias ao referendo constitucional para mudar a Constituição Política dos Estados aprovada pela Assembléia Constituinte.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".