Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Quem votou nele de novo é um imbecil

Isto foi em 2002...

Não é para rir. Devemos chorar por nós e por nossos filhos...

... mas não apenas pela imbecilidade da fala do ignorante por opção e pela arrogância do mesmo estúpido que assim deseja ardentemente continuar. É por tudo que devemos chorar, tudo em que estamos vendo o país se transformar. Só pode rir desta desgraça em que nos encontramos os que a desejam e os imbecis. Nada contra o criador do vídeo, ele apenas aproveita-se da ignorância consentida do povo para ganhar dinheiro. Se o povo deseja a ignorância e ignorante mantém-se mesmo contra todo o óbvio da nossa situação, ele estaria errado?

Direita, volver!

Do portal FOLHA ONLINE
Por Sérgio Malbergier em 08/11/2007

Muito se falou do fracasso do Consenso de Washington, aquele formado em torno de idéias liberais pró-capitalistas após a desmoralização das esquerdas com a queda do Muro de Berlim (1989) e do Império Soviético. Mas, observando o que se passa no mundo hoje, exatos 90 anos depois da Revolução Bolchevique, é preciso muita ideologia para fugir da conclusão de que vem da direita as políticas transformadoras que trazem avanços concretos às tais massas trabalhadoras.

Os chineses vivem melhor hoje porque o país ficou mais capitalista, não menos. Com a Índia, é a mesma coisa, assim como nos países do Leste Europeu e no nosso Brasil, onde finalmente consolida-se, lentamente, a lógica de que quanto mais se segue as regras básicas do capitalismo, maior o avanço econômico.

Mesmo a maior bandeira das esquerdas pós-queda do Muro, o movimento antiglobalização, caiu como a Cortina de Ferro porque são inegáveis os benefícios da maior integração econômica global, que tirou centenas de milhões de pessoas da miséria na China (via exportação de manufaturados) e na Índia (via exportação de serviços e softwares), para ficar nos dois países mais populosos do mundo.

O fato de as esquerdas terem subido na barca furada da antiglobalização mostra bem sua busca desesperada por causas que as viabilizem e as renovem. Não que a bandeira básica da esquerda, a melhoria das condições de vida dos trabalhadores, tenha caducado. Será sempre defensável. Mas ela parece avançar com mais capitalismo, não com menos.

E isso tudo foi atingido graças a instrumentos do capitalismo criticados pelas esquerdas. Veja o exemplo da rapidez cada vez maior na transferência de capitais ao redor do planeta. Dizer que isso é um problema para as economias nacionais é como dizer que a maior velocidade dos aviões é ruim para o transporte de passageiros. Quanto maior a capacidade de movimentar seu dinheiro, melhor, qualquer correntista de banco sabe disso. O problema pode vir das decisões tomadas a partir dessa capacidade, não da rapidez em si.

É essa maior rapidez que permite que o dinheiro saia dos centros ricos e busque maior rendimento nos países emergentes e pobres, capitalizando, por exemplo, as empresas brasileiras listadas na Bovespa, que assim têm mais dinheiro para investir e gerar empregos.

Outro exemplo esclarecedor é o da França, berço da esquerda e da direita como terminologia política (na França pós-revolucionária, os liberais sentavam-se à direita na Assembléia; os revolucionários radicais, à esquerda). Um político direitista, o presidente Nicolas Sarkozy, foi eleito com um discurso muito mais revolucionário e transformador que sua oponente socialista, Ségolène Royal. Ao assumir, convocou as melhores cabeças da esquerda para seu gabinete, revelando outra faceta da direita pouco vista na esquerda - pragmatismo na busca de resultados vem antes da ideologia.

É fácil concluir que as grandes revoluções hoje se dão dentro do capitalismo, não fora dele. A não ser que você considere o Socialismo do Século 21 de Hugo Chávez, o petrodependente caudilho venezuelano, solução viável para as mazelas do mundo. Se o for, só falta então inundar nosso solo com petróleo. O problema é que, na cristalina e inescapável lógica capitalista, o preço do produto cairia, derrubando consigo esse socialismo redivivo.

O socialismo do século 21 parece ser mesmo o capitalismo globalizado, apesar de todos os seus enormes defeitos.

Sérgio Malbergier é editor do caderno Dinheiro da Folha de S. Paulo. Foi editor do caderno Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve para a Folha Online às quintas.

E-mail: smalberg@uol.com.br

Unemfa protesta com faixas no jantar do Lula

Do portal G1

Cerca de 20 mulheres de militares aproveitaram o jantar de confraternização do governo, no Palácio da Alvorada, na quinta-feira (20), para protestar pedindo reajuste salarial para seus maridos.

Com faixas e aos gritos de "corruptos", as mulheres conseguiram parar o carro de alguns ministros - entre eles o da Fazenda, Guido Mantega - e interromper a entrada do palácio por alguns minutos, até serem retiradas pelos seguranças.

"Viemos dizer ao presidente que ele não cumpre o que promete", afirmou Ivone Luzardo, presidente da União Nacional das Esposas dos Militares das Forças Armadas. O reajuste dos militares estava previsto, mas ficou comprometido com o fim da CPMF a partir de 1º de janeiro.

O grupo, no entanto, perdeu o que poderia ser seu principal alvo. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou depois do início do protesto, mas não foi reconhecido. O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, foi o primeiro a sofrer com os gritos de "corrupto".

O óbvio invisível

Do portal OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 17 de dezembro de 2007

A característica mais óbvia e permanente da estratégia gramsciana para a instauração do comunismo, característica que a distingue radicalmente do método leninista, é que ela evita na máxima medida possível a intervenção revolucionária direta do Estado sobre a sociedade, preferindo operar transformações profundas por meio de agentes auxiliares informais, isto é, entidades e movimentos não estatais espalhados pelo Partido no seio da própria sociedade civil. A revolução transcorre então de maneira difusa, camuflada e anestésica, desnorteando seus adversários – ou mais propriamente vítimas – ao ponto de tornar inviável qualquer reação organizada.

No Brasil de hoje, os partidos e demais entidades “de oposição” não conseguem sequer ter uma visão de conjunto do processo revolucionário que os engolfa. Na desorientação geral em que se encontram, apegam-se a pontos de detalhe, soltos e inconexos, sem perceber que qualquer vitória parcial aí obtida pode ser sempre reciclada em favor da estratégia revolucionária graças ao domínio superior que esta tem do processo como um todo.

O desnível entre a abrangência da ação revolucionária e o esfarelamento pontilhista das reações é tamanho, que as facções respectivas não parecem viver no mesmo país, nem no mesmo planeta, mas em galáxias distantes e mutuamente incomensuráveis. De um lado, a engenharia de longo prazo, calculada para mudar as estruturas profundas e dominar o todo. Do outro, o empenho míope de preservar interesses grupais imediatos, sem a menor estratégia de conjunto e até sem o menor interesse de conhecer a do adversário.

Um exemplo desse desnível é o empresário que espera aplacar a fúria revolucionária mediante contribuições lícitas ou ilícitas ao partido ascendente, sem pensar que com isso ajuda esse partido a dominar o Estado, portanto a prescindir das suas contribuições e a atirar o contribuinte às chamas na primeira queima de arquivo.

Outro, o do militante cristão que ataca o movimento gay mediante um discurso de pura moralidade tradicional, sem notar que esse movimento é apenas a ponta de lança de uma estratégia muito maior, calculada até mesmo para fazer concessões à moralidade tradicional e trocar, se preciso e no momento devido, o apoio da militância gay pelo das igrejas tradicionais. Ninguém entenderá nada, absolutamente nada do que se passa nesse domínio se não levar em consideração que as forças que instigam os gays contra a moral cristã no Brasil, nos EUA ou na Europa Ocidental são as mesmas, as mesmíssimas que punem o homossexualismo com pena de prisão ou morte nos países comunistas e islâmicos. Essas forças estão tão interessadas em liberdade sexual quanto eu estou interessado em Pokemons . E não conheço, ao menos no Brasil, um só militante cristão que, na sua defesa entusiástica da moral religiosa, tenha parado para pensar que seu discurso – e a progressiva radicalização desse discurso, em reação à escalada gay – pode ter entrado de antemão nos cálculos da estratégia revolucionária. No entanto, pelos frutos os conhecereis: quantas igrejas, fugindo do avanço gayzista, não têm aderido aos partidos de esquerda em troca de duas ou três palavrinhas, de pura esmola e da boca para fora, em favor da moralidade cristã?

Mas o exemplo mais especialmente patético é o fazendeiro que acredita poder defender sua propriedade contratando jagunços, enquanto em torno, sem que ele veja, todas as estruturas jurídicas, sociais e culturais já foram modificadas para colocar contra o seu direito de propriedade os tribunais, a polícia, o exército e até a opinião pública.

Não estou dizendo que os fazendeiros sejam incultos e tolos. Mesmo gente de profissão letrada -- jornalistas, empresários, oficiais militares – parece não perceber a obviedade escandalosa de que o que está acontecendo no Brasil não são meras invasões de fazendas: é uma das mais vastas, sistemáticas e irreversíveis operações de transferência de propriedade que já se viram no mundo.

Planejada desde há muitas décadas, no seio de think tanks de esquerda e organismos internacionais, essa operação se desenrola, até agora, em seis fronts simultâneos, articulados para muito além do que as vítimas de seus ataques podem enxergar no momento:

1) A ocupação de fazendas pelos “sem terra”.

2) A ocupação de propriedades urbanas pelos “sem teto”.

3) A transferência de vastas porções de território para as “nações indígenas”, imunes à ação do Estado brasileiro e prontas a declarar sua independência.

4) A desapropriação de casas e terrenos pelos autodeclarados “quilombolas”.

5) A abertura de territórios livres entregues ao domínio de narcotraficantes associados às Farc, vacinados contra toda ação policial.

6) A compra de imensas faixas de terra por estatais chinesas, por agentes da máfia russa (que é o próprio establishment russo) e por milionários árabes com possíveis vínculos com o terrorismo internacional.

Façam as contas da extensão já transferida, avaliem os planos de expansão traçados para os próximos anos, e entenderão que o Brasil já tem uma nova classe dominante, ainda espalhada e amorfa em aparência, mas muito bem articulada, como força histórica, no plano estratégico mais vasto. Para qualquer estrategista revolucionário, mesmo chinfrim, a conexão ao menos teórica desses seis pontos é um requisito primário, óbvio e indispensável. E, hoje em dia, a correspondente articulação prática já em ação pode ser facilmente reconstituída, com um pouco de paciência, juntando os pontos entre as entidades envolvidas e desenhando a trama de suas conexões internacionais – um estudo que qualquer analista estratégico medianamente responsável sabe ser a condição inicial de qualquer diagnóstico da situação.

Para as vítimas do processo, no entanto, a mera hipótese dessa articulação parece tão complexa e diabólica que, por medo de ficar com medo, preferem rejeitá-la mediante o apelo irracional, mas infalível, ao chavão prêt-à-porter : “É teoria da conspiração.”

A capa e a espada

Do portal OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 21 de dezembro de 2007

Nos dias que se seguiram ao 11 de setembro, a mídia mundial fez um barulho dos diabos alertando contra a suposta onda de ódio anti-islâmico que estaria assolando os EUA. A base factual da notícia eram seiscentas e poucas queixas de “discriminação” apresentadas à polícia americana. Nenhuma delas envolvia morte, agressão, nem mesmo demissão de emprego: os atos mais violentos consistiam em insultos, a maioria em meras palavras ambíguas interpretadas ex post facto em sentido discriminatório.

Mas desde então várias dezenas de cristãos já morreram nos EUA - e alguns milhares nos países comunistas e islâmicos - em ataques homicidas motivados por ódio anticristão explícito e documentado, sem que em nenhum desses casos a grande mídia européia e americana (da nacional nem falo) consentisse sequer em usar a expressão “crime de ódio” para descrever o ocorrido.

Mutatis mutandis , nem um único caso de agressão a homossexuais comprovadamente motivada por excesso de zelo cristão foi jamais citado para dar fundamento à mentira sórdida de que as convicções religiosas do povo brasileiro estão colocando em risco a vida da comunidade gay .

Mas, exatamente como em Columbine - aquele episódio que Michael Moore falsificou por completo -, a investida assassina contra a Igreja New Life do Colorado foi obra de um jovem homossexual intoxicado de idéias anticristãs, e ai de quem ouse insinuar que a ideologia gayzista ou a campanha furibunda dos Dawkins e Hitchens contra a fé religiosa têm alguma responsabilidade nisso. Em geral, nem mesmo padres, bispos e pastores ousam ver aí alguma relação de causa e efeito.

No caso específico da New Life, o cuidado da grande mídia brasileira em impedir que os fatos induzam a conclusões reacionárias chegou ao requinte de falsificar a identidade da heroína do episódio, Jeanne Assam, apresentando-a como “agente de segurança” para atenuar o escândalo de que uma cidadã comum, com uma Beretta 92, salvasse da morte certa mais de cem pessoas ameaçadas por Mathew Murray e se tornasse assim uma heroína dos grupos de autodefesa cristã e dos americanos armados em geral. Mas Jeanne não é profissional de segurança, licenciada para portar arma na Igreja em função do seu emprego. É apenas uma fiel cristã que se ofereceu para zelar pela vida de seus irmãos, voluntariamente, gratuitamente, assumindo para isso a responsabilidade de andar armada. Se para isso teve de obter da polícia uma licença especial, foi pela simples razão de que leis criminosamente idiotas proíbem o porte de armas em igrejas, escolas, clubes, shopping centers, etc., tornando esses locais o alvo preferencial e indefeso para tipos como Mathew Murray, Cho Seung Hui ou Tim McVeigh (um anticristão, um antibranco e um anticapitalista).

Em 25 de julho de 1993, Charl van Wyck também não trabalhava de segurança. Era apenas um fiel que assistia ao culto quando a igreja de St. James, na África do Sul, foi atacada por terroristas com granadas e tiros de fuzil AK-47. Onze pessoas morreram, mas muitas mais teriam morrido se van Wyck não estivesse armado e, com disparos do seu 38, não pusesse os atacantes em fuga. Ele conta sua experiência no livro “Shooting Back: The Right and Duty of Self Defense”, que se tornou um best seller no seu país.

No momento em que escrevo estas linhas, a comunidade cristã no mundo está ameaçada por perigos incalculavelmente maiores que a loucura avulsa – ainda que ideologicamente induzida -- de um Murray ou de um Cho Seung Hui. Na Coréia do Norte, uma nova onda de prisões e execuções de fiéis, em plena época do Natal, suscita apelos desesperados que a grande mídia, especialmente no Brasil, sufoca por completo (v. Martyrdom awaits North Koreans on Christmas). Ao mesmo tempo, do outro lado do mundo, a prefeitura de Okkahoma anuncia que seus funcionários serão proibidos de celebrar o Natal no local de trabalho, o shopping center Pembroke Pines na Flórida veta os presépios e cenas natalinas em geral nas suas instalações, e jornais populares como “USA-Today” soltam artigo em cima de artigo para proclamar que não existe nenhuma guerra cultural anticristã, que é tudo invenção de paranóicos como Bill O'Reilly.

Não sei se Jeanne Assam está sabendo dessas coisas, nem se leu o livro de van Wyck. Mas leu decerto o Evangelho de Lucas, capítulo 22, versículo 36, onde Jesus ordena aos apóstolos: “Aquele que não tem espada, venda sua capa e compre uma.”

O sentido do versículo é claro: a defesa armada do rebanho é obrigação estrita dos pastores, dos sacerdotes e de cada fiel. Aquele que foge a essa responsabilidade é indigno da confiança da comunidade cristã. Neste momento, nenhuma outra mensagem de Natal pode ser mais oportuna.

Nunca antes na história pagamos tanto imposto

Do portal FOLHA ONLINE
Por Sérgio Malbergier em 29/11/2007

Nunca antes na história desse país nós brasileiros pagamos tanto imposto. De cada R$ 100 que produzimos, R$ 35 ficam com o Estado. Posto de outra forma, toda segunda-feira e boa parte da terça você trabalha para o governo. E como a renda, a produção, os lucros, as vendas, o emprego, tudo está em alta, nunca antes na história do Brasil o governo teve tanto dinheiro em caixa.

O presidente Lula está eufórico. Animal político, deve olhar para as eleições do ano que vem e salivar. Já vem dizendo abertamente que em 2008 vai gastar ferozmente, usando justificativas injustificáveis: "Se se comparar o número de funcionários públicos com a população brasileira, percebe-se que o Brasil é um dos países que tem menos", disse ele ao "O Globo" em entrevista no domingo, ao ser questionado sobre o aumento do gasto público.

A lógica lulista está errada. A conta que importa, na comparação com outros países, é quanto o governo custa a seus cidadãos. E o Estado brasileiro, com sua carga tributária de 35% do PIB (era de 20% em 1988, e os tucanos são os maiores responsáveis pela disparada), nos custa mais que países de igual ou mesmo maior desenvolvimento, com Estados muito mais eficazes, como Canadá (33%) e Chile (19%).

É verdade, como apregoa Lula, que devemos investir em saneamento básico e aumentar os salários e o número de professores e médicos da rede pública. Só que isso deve ser feito melhorando a gestão da montanha mágica de dinheiro que o governo toma dos cidadãos. Mas não é isso o que pensa o governo, em seu aparente mergulho nas profundezas do tal "social-desenvolvimentismo".

Lula foi muito bem até agora no que não fez. Não descumpriu contratos, não mudou o rumo da política econômica, não interferiu na política monetária do Banco Central, não desrespeitou as metas de controle de gastos. Agora, com o bolso cheio, parece um novo rico louco para gastar. E no governo todos parecem ter a mesma disposição, com a exceção do presidente do Banco Central, o isolado Henrique Meirelles. Como disse o novo "secretário-geral" do Ipea, Márcio Pochmann, "o Estado brasileiro é raquítico".

De novo, existem áreas onde uma injeção de gasto público será bem-vinda, como saneamento básico e infra-estrutura de transportes e energia. Mas assusta a sanha gastadora que começa a mostrar os dentes em hora bastante imprópria, quando o país cria bases para um crescimento mais sustentável.

O Brasil chegou tarde ao crescimento vigoroso que vive o mundo (e principalmente os países emergentes). Como ressaltou a revista "Economist" recentemente, nenhum dos 32 países emergentes que ela acompanha teve crescimento negativo nos últimos quatro anos, o que não acontecia desde os anos 1970.

Isso se deu com o salto de qualidade nesses países após reformas liberais feitas ao longo dos anos 1990 e 00. Mas com a crise financeira nos mercados ricos, que enxuga a disponibilidade de capitais circulando pelo mundo, já não será tão fácil crescer em 2008. Num ranking criado pela própria "Economist" para avaliar o grau de risco de economias emergentes, o Brasil ficou em 13º numa lista de 15, melhor apenas que Índia, Turquia e Hungria.

Para que nosso crescimento, tão incensado quanto incipiente, perdure, o Estado tem que gastar melhor, não mais. E pesar menos na atividade econômica para que as empresas gerem mais lucros e mais empregos. O melhor exemplo foi do próprio governo Lula, que ao reduzir a tributação sobre computadores impulsionou a explosão na venda das máquinas que por sua vez gerará uma explosão de produtividade e inserção social pelo país. O caminho é esse, a prova está aí.

E se não cortarmos impostos em épocas de vacas gordas, não cortaremos nunca. Nunca antes na história o momento foi mais oportuno.

Sérgio Malbergier é editor do caderno Dinheiro da Folha de S. Paulo. Foi editor do caderno Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve para a Folha Online às quintas.

E-mail: smalberg@uol.com.br

O QUE PRECISAMOS FAZER PARA O BRASIL MUDAR?

Do blog RESISTÊNCIA

A Luta contra a corrupção, a impunidade e a violência só será vitoriosa com a união, a coragem e a determinação de lutar de todos os homens de bem.

Todas as grandes conquistas registradas pela história do direito - a abolição da escravatura, da servidão pessoal, liberdade da propriedade predial, das crenças, etc, - foram alcançadas à custa de lutas ardentes, de combates continuados através de séculos.

Sem lutas não há vitórias.

Inimigos não se rendem com nosso blá, blá blá, com nossos cânticos ou desfile de bandeiras brancas.

É preciso lutar para conquistar o direito à liberdade, à saúde, à salário digno, à Justiça, ao pão, à moradia, à propriedade, à escola, à segurança, enfim, todos os direitos conquistados PELA CIVILIZAÇÃO HUMANA foram frutos de batalhas e lutas constantes.

O primeiro passo é a reunião de forças contrárias à corrupção, o que só acontecerá com a conscientização e o envolvimento de toda a oposição.

O segundo passo é a mobilização.

O Terceiro passo é a disponibilização dos recursos e instrumentos para o empreendimento determinado.

O quarto passo são as ações estratégicas, ordenadas e coordenadas por um comando único, com objetivos definidos, que garantam vitória na ação efetiva.

A História é cíclica e ensina preciosas lições.

O Brasil só vai mudar se, nós lutarmos, senão, nem adianta continuar conversando fiado na Internet. Os corruptos vão nos olhar e considerar que somos um bando de fofoqueiras.

É NECESSÁRIO UNIÃO DE FORÇAS, PLANO ESTRATÉGICO DE MOBILIZAÇÃO, RECURSOS, AÇÃO EFETIVA DE CONFRONTAÇÃO.

SALDANHA VERDE E AMARELO

Democratas, sim, e daí?

Pelo deputado Rodrigo Maia é deputado federal pelo DEM-RJ e presidente nacional do Democratas.

A QUESTÃO não é nova, mas aflorou com intensidade nos últimos dias, quando as firmes posições dos Democratas -quanto à fidelidade partidária e à batalha contra o achaque dos impostos, agora via CPMF, que sustentamos desde o princípio- levaram ao reconhecimento de que há um novo ciclo no partido, abrindo espaço para novas lideranças e claros delineamentos políticos na nova democracia brasileira.

O fato de os Democratas assumirem abertamente a condição de liberais, no sentido de origem, afirmarem sua ideologia e seus compromissos fora do transnoitado embate entre os tradicionais de esquerda e de direita assustou alguns e os animou a abandonar suas tocas para lançar dúvidas quanto a nossas afirmações de democratas sem adjetivos. Pois bem, cartas à mesa. Os Democratas são liberais, sim.

Nossos compromissos começam com a liberdade que só se afirma num Estado democrático de Direito e com garantias de mínimos sociais. Quando nos caluniam cavilosamente, não analisam nossas ações, mas, quem sabe, se assustam com os espaços que temos ocupado.

Essa é a batalha das idéias que aqueles que nos caluniam por meio de aleivosias grosseiras procuram repetir para alcançar o imaginário popular. Batalha inglória e perdida para aqueles.
Na verdade, reivindicamos uma posição de centro reformista, topograficamente mais próxima à localização que ocupamos de fato no espectro político brasileiro, diferente da bem-aceita divisão dos campos direita-esquerda do século passado.

Para ser preciso tecnicamente na nossa autodefinição: professamos o "empenho pelo direito à liberdade de cada indivíduo e a manutenção da dignidade humana", independentemente da diversidade cultural, social e econômica. Conservadores e imobilistas são aqueles que ressuscitam ou justificam o populismo dos anos 40 e 50 hoje na América Latina. O Estado mínimo abre espaços à injustiça, e o Estado máximo, à corrupção e ao autoritarismo.

O Estado cumpre múltiplos papéis, seja por sua função intransferível de equilíbrio social e regional, seja por seu papel essencial de garantidor do Estado de Direito e de mantenedor da ordem, sem a qual nenhuma sociedade sobreviveria. Os exemplos desde o século 19 são muitos.
"Não há liberdade sem leis. O uso egoísta da liberdade por parte de indivíduos mais fortes à custa dos mais fracos leva, naturalmente, a longo prazo, à perda da liberdade dos mais fracos." Estou citando o liberal alemão Karl-Hermann Flach, arquiteto do que se chamou "liberalismo social" e que serviu de base para a histórica coligação entre liberais e social-democratas que deu à antiga Alemanha Ocidental 13 anos de desenvolvimento, paz e equilíbrio. As tentativas pela esquerda ou pela direita, desde o século 19, de substituir a democracia por ilustrados donos do poder nunca deram certo.

Por isso mesmo, entendemos que não há futuro sem passado, para ensinar, para corrigir, para avançar. Lutar pela democracia -como valor, além de sistema- exige essa permanente reflexão sobre tática e estratégia, da qual não podem escapar de julgamento os que negaram o voto a Tancredo Neves (o que redundava num presidente do regime que se superava) e negaram a sua assinatura na Constituição de 1988, que hoje lhes dá as garantias que não tinham.

Todos os partidos orgânicos brasileiros -se comparados com os europeus- estão em sua formação com menos de 30 anos das instituições democráticas implantadas. Afirmamos nossas utopias -não como o inalcançável, mas como um processo permanente de aperfeiçoamento partidário, político e institucional.

Os donos da verdade já produziram as catástrofes de que todos se lembram. E alguns insistem, o que exige de nós permanente vigilância. Para nós, ética é uma preliminar e uma obrigação. Desvios, antes mesmo de serem cobrados para fora, devem ser cobrados para dentro.

Somos liberais, ou seja, democratas sem adjetivos, e afirmamos uma sociedade que inclua todos nas possibilidades de progresso econômico, social e cultural. No nome, na ideologia e no comportamento. Que se cobre, de todos os partidos e de nós também, pelo que somos e fazemos.

O resto é desaforo, pura grosseria destrutiva.

Rodrigo Maia é deputado federal pelo DEM-RJ e presidente nacional do Democratas.

Reflitamos duas vezes

"Sem liberdade individual não pode haver civilização nem sólida riqueza, não pode haver moralidade e justiça."

José Bonifácio de Andrada e Silva

"É preciso que o barulho se transforme em discurso e as indignações se estabeleçam como valores compartilhados pelos descontentes. A vaia pode ser a expressão de descontentamento por excelência, mas é um descontentamento sem discurso. Agora que existem os meios para articularmos o sentimento de reforma, falta o espírito filosófico que dá ânimo ao movimento. O Brasil precisa de uma mensagem lógica e moralmente superior às atuais alternativas de esquerda e direita."

Diogo Costa

Prelúdio do Renascimento Liberal

Do portal ESTADÃO
Por Diogo Costa em quarta-Feira, 19 de Dezembro de 2007

Desde do dia 7 de agosto, o vídeo Prelúdio da Grande Vaia já foi acessado mais de 340 mil vezes no site do YouTube Brasil, tornando-se um dos mais comentados e bem avaliados. O vídeo anuncia um novo movimento civil brasileiro, com imagens dos protestos contra o governo ocorridos em 4 de agosto. Apesar de modesta, a atitude demonstra independência e idealismo. Sua coordenação não ocorreu na sede de partidos políticos ou nos palanques sindicais, nem seus objetivos são aumentos de salário ou a diminuição do preço das passagens. O movimento vem sendo articulado por intermédio da rede social do Orkut e sua missão é a reforma da ordem social.

Para uma sociedade civil historicamente enfraquecida como a brasileira, a Grande Vaia é uma iniciativa surpreendente. Estamos acostumados a depositar nossa esperança e nosso dinheiro no Estado, apenas para nossa frustração. A internet está começando a mudar isso, com sites como Orkut, YouTube e Wikipédia, dinamizando o poder de associação civil. Por mais miúda que seja, se a Grande Vaia conseguir amplificar o impulso inicial, seu eco pode ser retumbante. Mas isso requer mais do que repetições da chacota da abertura dos jogos Pan-Americanos no Maracanã. É preciso que o barulho se transforme em discurso e as indignações se estabeleçam como valores compartilhados pelos descontentes. A vaia pode ser a expressão de descontentamento por excelência, mas é um descontentamento sem discurso. Agora que existem os meios para articularmos o sentimento de reforma, falta o espírito filosófico que dá ânimo ao movimento. O Brasil precisa de uma mensagem lógica e moralmente superior às atuais alternativas de esquerda e direita.

Essa pode ser a oportunidade para anunciar ao Brasil o esquecido legado liberal da fundação do País. Desde os anos 1960, os rebeldes da esquerda desprezam os radicais brasileiros para importar ícones como Lenin e Che Guevara, que pregaram e praticaram a opressão estatal. Em contraste, os diversos movimentos brasileiros da primeira metade do século 19 suspiravam por fortalecer a sociedade civil, não o Estado. Homens como Cipriano Barata, Libero Badaró e Frei Caneca defendiam liberdade individual, propriedade privada, igualdade de direitos, descentralização política, comércio exterior, abolição da escravatura e redução de impostos. A independência não era uma idéia meramente nacionalista, era uma idéia liberal.

Também eram liberais os valores almejados por aquele que é considerado o Patriarca da Independência. Aventuras políticas à parte, José Bonifácio de Andrada e Silva exaltava a liberdade individual como um dos valores que "os verdadeiros brasileiros devem derramar o seu sangue para conservar".

"Os brasileiros querem ter liberdade", afirmava, "mas liberdade individual, e não as que tinham as Repúblicas antigas, que eram só a pública ou política." É uma distinção crucial. Mais importante do que a liberdade para interferirmos nas escolhas do Estado é a liberdade para fazermos as nossas escolhas sem a interferência do Estado. Talvez, por causa dos vários escândalos e tragédias recentes, os brasileiros não percebam como nossa liberdade individual tem sido sorrateiramente subtraída.

O Brasil ocupa a 85ª posição no ranking mundial de liberdade de imprensa da Freedom House. Numa escala que mede o nível de restrições à imprensa de 0 a 60, isso representa um aumento repressivo de 32 pontos em 2002 para 39 em 2006.

A liberdade econômica também vem diminuindo. A última edição do ranking mundial de liberdade econômica, publicado anualmente pelo Fraser Institute, do Canadá, mostra que o Brasil caiu do 76º para o 101º lugar desde que o PT assumiu o poder, ficando empatado com Etiópia, Haiti e Paquistão.

Em nossos dias, como nos de Bonifácio, as autoridades querem que os rumos de nossa vida sejam matéria de deliberação política. Querem decidir por você como o seu dinheiro deve ser usado, como os seus filhos devem ser educados, quais pensamentos podem ser publicados... Querem uma sociedade de servos, não de homens livres e responsáveis. Bonifácio estava certo: "Sem liberdade individual não pode haver civilização nem sólida riqueza, não pode haver moralidade e justiça."

Os oponentes dos liberais brasileiros eram apelidados de "corcundas", referência à atitude de prostração perante a Coroa. Mudaram os déspotas, mas permanece o despotismo. Os "corcundas" de hoje querem submeter o povo brasileiro aos caprichos de um partido político. Acusam os dissidentes de golpismo, de inimigos do povo e da democracia. Mas, como lembrava Bonifácio, "os homens de bem não servem à Pátria associando-se a um mau sistema, antes a servem roubando a este sistema a sua preponderância e autoridade." Os protestos nas ruas não se opõem às instituições democráticas. Os brasileiros querem preservar a democracia, denunciando aqueles que tentam usá-la como instrumento para o autoritarismo.

Apesar de a popularidade do presidente Lula continuar quantitativamente estável, o sentimento de indignação cresce mais e mais. Nem todos os brasileiros são compráveis com favores políticos, e estes demonstram sua revolta com vaias e minutos de silêncio. Mas isso não basta. Precisamos unir-nos em torno de uma filosofia positiva e coerente. É hora de restaurar os princípios daqueles que deram a vida para que o Brasil fosse um país livre da dominação estrangeira. A contribuição dos liberais brasileiros não pode ficar confinada às gravuras dos livros escolares. Quem entende a mensagem liberal sabe que o problema do Brasil não será resolvido pelo Estado, porque o problema do País é o excesso de confiança no Estado. Que o ímpeto da boa rebeldia esteja aliado a um discurso íntegro. É hora de os brasileiros tomarem o Brasil de volta.

Diogo Costa, mestre em Ciência Política pela Universidade de Colúmbia, é pesquisador
assistente no Cato Institute


E-mail: dcosta@cato.org

Nova enquete no ar

Peguei um texto do grande Roberto Campos que no vídeo abaixo desmonta um cretino bem conhecido, nosso sinistro-ministro Top-Top, que até hoje não nos disse o que foi fazer em Cuba quando se AUTO-EXILOU lá (foi ajudar Fidel a matar cubanos contrários ao ditador assassino?) e adaptei nesta nova enquete.



Para quem esqueceu quem é este AUTO-EXILADO "CUBANO"...

Enquete

Chegou ao fim mais uma enquete do Cavaleiro do Templo, "O que você acha do Brasil tornar-se um país socialista?"

Foram 9 votos, o resultado foi:

. Perfeito - 1 (um) voto, 11%
. Não existe nada pior - 4 (quatro) votos, 44%
. Porque tornar-se-ia socialista? O socialismo está morto! - 1 (um) voto, 11% e
. O Cavaleiro do Templo tá viajando na maionese - 3 (três) votos, 33%

Das quatro escolhas, a primeira era clara, só podia ser escolhida por sociopatas.

A segunda por quem tem pelo menos alguma idéia do horror que é o Socialismo, um verdadeiro assassino de Estados, a terceira por quem lê apenas jornais impressos e revistas de banca de jornal, daquelas que vendem aos milhares e acabam criando o consenso completamente equivocado no seu público alvo como aquele que gerou a PLC122/2006 que diz que o HÁBITO HOMOSSEXUAL deve ter privilégios tais que o impeçam até mesmo de ser criticado pois eles estariam sendo mortos em grande número por quem os odeia.

A terceira é fruto da ignorância pura e simples. Quem nela votou não sabe que o PT quer o que estão chamando de SOCIALISMO PETISTA para o Brasil. Também desconhece o SOCIALISMO DO SÉCULO XXI do Chávez e não sabe que o "S" dos partidos políticos brasileiros significa SOCIALISMO/SOCIALISTA. Como pode estar morto, então?

A quarta é aquela em que deposito minhas esperanças, qual seja que eu esteja enlouquecendo com meus cigarros industriais (pois não fumo maconha), charutos e cachimbos e o Brasil e o RESTO da América LatRina não esteja correndo em direção a um banho de sangue que nos leve a uma doença terminal para qualquer Estado, o Socialismo.

Sim, gostaria de estar enlouquecendo, de acordar um dia e ter a certeza que não temos presidentes em nosso continente que adoram assassinos sociopatas como Che e Fidel, que um outro Collor de Mello menos babaca e menos "mauricinho" seja o presidente (pois para mim eram as únicas características idiotas que ele tinha) e que na política discuta-se os caminhos que o país deve trilhar em direção ao Capitalismo Verdadeiro sem tantos impostos e prezando a livre iniciativa, coisas que não acontecem hoje. Tente abrir uma empresa e verá se no Brasil o Estado quer que você trabalhe, que coloque suas idéias na rua para gerar empregos que não sejam no funcionalismo público. Tente e verá. Isto por acaso pode ser chamado de Capitalismo Selvagem como diz a mídia?

Vivemos sob a batuta do Estado que até mesmo sabe quanto temos em nossa conta bancária, que é gigante e nada faz pelo seu povo, só pelos "amigos" dele e pelas amarras ao empreendedorismo, ao mesmo passo que abre espaço gigantesco na mídia para 304 casais homossexuais no Espírito Santo mostrarem cartilhas do Governo Federal falando sobre homofobia, oprimindo com isto nossas opiniões sobre os mesmos. Ou melhor, só se pode falar deste HÁBITO SEXUAL se da nossa boca sair algum tipo de elogio ou complacência.

Tem mais fumantes no Brasil que homossexuais segundo os dados do IBGE, onde está minha cartilha falando para os não fumantes que tenho o direito de escolher fumar e que ninguém deve me censurar por isto? Que para um não fumante "ingerir" um cigarro em vôos ele teria que viajar dezenas de milhares de horas? Que a média de vida segundo a ONU de um fumante é de 71 anos e que a média de vida de um não fumante é de 70 anos?

E mais importante: que todos somos cidadãos e que não precisamos de "novos direitos" apenas porque alguns têm hábitos que a maioria não tem? 304 casais homossexuais, quanto barulho por tão pouco... 50 mil mortes por ano, o que tem sido feito para diminuir isto?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Um século de hipocrisia

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
Por Rodrigo Constantino em 17 de dezembro de 2007

“É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar - bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola...” (Roberto Campos)


Niemeyer, sejamos bem francos, não passa de um hipócrita. O arquiteto mamou e muito nas tetas estatais, tornando-se um homem bem rico. No entanto, ele insiste em pregar, da boca para fora, o regime comunista, a “igualdade” material entre todos.

Na prática, Niemeyer é um capitalista, não um comunista. Mas um capitalista da pior espécie: o que usa a retórica socialista para enganar os otários. Sua festa do centenário ocorreu em São Conrado, bairro de luxo no Rio, para 400 convidados. Bem ao lado, vivem os milhares de favelados da Rocinha. Artistas de esquerda são assim mesmo: adoram os pobres, de preferência bem longe.

Outro aclamado artista socialista é Chico Buarque, mais um que admira Cuba bem de longe, de sua mansão. E cobra caro em seus shows, mantendo os pobres bem afastados de seus eventos. A definição de socialista feita por Roberto Campos nos remete diretamente a estes artistas: “No meu dicionário, ‘socialista’ é o cara que alardeia intenções e dispensa resultados, adora ser generoso com o dinheiro alheio, e prega igualdade social, mas se considera mais igual que os outros”. Leia mais aqui

A VERDADEIRA FACE DO MST

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA

Estamos acostumados a uma intensa propaganda da mídia mostrando que o MST é um movimento “social” de agricultores pobres em busca de uma terrinha para lavrar e sempre ameaçados pelos grandes latifundiários. Nada mais falso.

O MST é uma riquíssima organização guerrilheira e terrorista com atuação em 23 estados, envolvendo mais de 2 milhões de pessoas. Riquíssima por contar com ajuda direta do Estado desde a posse de FHC e de ONG’s esquerdistas internacionais.

É filiada à Via Campesina que atua em 56 países da Ásia, Américas, Europa e África. Esta organização internacional poderosa declarou Dia Internacional de Luta Camponesa o dia 17 de abril, dia do “massacre” de Carajás cujo tiroteio foi iniciado pelos “desarmados sem terra”.

Segundo o líder máximo do MST, João Pedro Stédile os movimentos devem defender a soberania nacional e o papel desse “outro Estado”, que é o único poder do povo que pode fazer mudanças e ajudar a construir uma sociedade menos desigual. “E temos que juntarmo-nos para enfrentar os organismos internacionais e os acordos que eles fazem e que representam os interesses do capital”.

Nas centenas de escolas de formação de líderes do MST, coordenadas por uma bem estruturada Central de Educação, os cursos são todos de orientação marxista-leninista, orientados pela Teologia da Libertação com assessoria da Via Campesina.

O interesse do MST jamais foi obter terra para os “sem-terra”, mas destruir a propriedade privada, o agronegócio e a modificação genética de alimentos que poderá ser a saída definitiva para a fome mundial.

O Farol da Democracia Representativa cumpre seu dever de informar os seus membros e leitores publicando acima (clicar aqui) as ações violentas do MST no Rio Grande do Sul e a sistemática destruição de uma fazenda produtiva, a Fazenda Coqueiros, uma das mais bem estruturadas da área. Demonstra-se, assim, a falácia de que o movimento pretende tomar latifúndios improdutivos para redistribuir a terra com mais justiça social.

Sugerimos como leitura complementar os seguintes artigos:

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5320

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4949

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4949

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=2872

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5557

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5543

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6081

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6095

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6113

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6082&language=pt

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6092&language=pt

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5432

http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5389

As Farc na Venezuela (Jornal El País - España)

Abaixo alguns trechos, íntegra aqui:

"La guerrilla colombiana de las FARC ha encontrado su santuario en la Venezuela de Hugo Chávez. Cuatro desertores y varias fuentes de los servicios de inteligencia y diplomáticos detallan a EL PAÍS la extensa cooperación que determinadas autoridades venezolanas brindan a las FARC en sus operaciones de narcotráfico.

Según los desertores, las autoridades venezolanas dan protección al menos a cuatro campamentos de la guerrilla colombiana...

Fuentes de inteligencia afirman que tienen información "sólida" de que Ingrid Betancourt está en Venezuela...

"La Guardia Nacional y el Ejército venezolanos ofrecen sus servicios a cambio de dinero"...

la lógica dice que para las FARC la vecina Venezuela es un refugio seguro. Las FARC comparten la ideología bolivariana del presidente Hugo Chávez...

la línea más segura para llevar droga a Europa es por Venezuela"...

Existe complicidad y compenetración de elementos importantes del Estado que preside Hugo Chávez en las actividades mafiosas y militares de la organización guerrillera más antigua del mundo...

las autoridades venezolanas no sólo dan protección armada al menos a cuatro campamentos guerrilleros fijos en su país, sino que también hacen la vista gorda a programas de enseñanza que operan dentro de los campamentos para la fabricación de bombas...

El contacto de Chávez con las FARC, afirmaron las fuentes de inteligencia, se lleva a cabo a través de uno de los siete líderes máximos de las FARC, Iván Márquez, que también tiene una finca en Venezuela...

Las FARC comparten tres principios bolivarianos con Chávez: la unidad latinoamericana, la lucha antiimperialista y la soberanía nacional...

Si Chávez quisiera, podría forzar la liberación de Betancourt mañana mismo, independientemente de si está en Venezuela o Colombia..."

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

É assim que você deve tratar quem ADORA ASSASSINOS

Aliás, não é não. Se por exemplo uma pessoa entrar na sua casa armado dizendo que vai te matar, o que você vai fazer? Pois é, cada um vai agir da forma que achar mais adequado, certo?

A teoria marxista da revolução proletária: uma utopia

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Carlos I.S. Azambuja em 21 de dezembro de 2007

Resumo: O tal partido revolucionário do proletariado expropriou o proletariado do poder político, a burocracia apropriou-se do partido revolucionário e dos meios de produção e impediu qualquer progresso no sentido do dito socialismo.

© 2007 MidiaSemMascara.org

“Em princípio não renunciaremos nunca e nem podemos renunciar ao terror. O terror é uma das formas de ação militar que pode ser útil e até indipensável em um determinado momento do combate, ante determinado estado das tropas e determinadas circunstâncias”.

(Lenin, “Por onde Começar?”, maio de 1901)

Este é um tema complexo, que pode ser abordado de várias maneiras. Eis uma síntese das idéias que se combinam na teoria marxista da revolução proletária

Inicialmente, a de que o caráter opressor da sociedade capitalista, assentada, segundo Marx, em uma economia baseada na exploração do homem pelo homem, sujeita a crises cíclicas e com tendência ao declínio. Uma economia que não pode ser reformada e que deve ser suprimida.

Em segundo lugar, a definição de que a luta de classes é o motor da História, pois a Historia, desde os primórdios da civilização, nada mais tem sido do que o relato da luta de classes; que o sujeito revolucionário fundamental, o proletariado, jamais obterá uma melhoria global e definitiva em suas condições de vida e trabalho a não ser pela supressão do capitalismo. Pelos seus interesses históricos objetivos e pela sua força social, a classe operária foi definida por Marx como o sujeito revolucionário fundamental, capaz de emancipar-se e a toda a humanidade.

Outro aspecto da teoria marxista revolucionária é o que se refere ao Estado da sociedade capitalista, que Marx definiu como um aparato de dominação a serviço da burguesia, que não pode ser reformado, transformado ou utilizado pelo proletariado. Tem que ser destruído pela revolução proletária, que construirá outros organismos – administração pública, órgãos policiais, Forças Armadas e aparelhos ideológicos do Estado – que permitirão o exercício do poder pelos trabalhadores e conduzirão à passagem do capitalismo ao socialismo. Esse novo Estado foi definido por Marx como “ditadura revolucionária do proletariado”, do mesmo modo que no capitalismo o Estado é uma “ditadura da burguesia”.

Outra questão central na teoria marxista da revolução proletária é a necessidade da construção de um partido revolucionário que introduza, desde fora, no proletariado, a consciência de classe, pois, sozinho, ele é incapaz de adquirir essa consciência.

Posteriormente, a obra de Lênin implementou, de forma decisiva, a teoria marxista do Estado e do partido.

Finalmente, temos a concepção de Marx do que seria a sociedade comunista: uma sociedade sem classes, sem Estado, sem divisão social do trabalho, onde este deixaria de ser um meio de ganhar a vida para tornar-se uma fonte de realização dos indivíduos.

A teoria marxista da revolução proletária define, assim, como necessidade objetiva a supressão da sociedade capitalista, a ser realizada por uma revolução proletária, dirigida por um partido revolucionário, que daria origem a um Estado de novo tipo e iniciaria a construção da sociedade socialista, preâmbulo da sociedade comunista.

Após mais de 150 anos do Manifesto Comunista, esse projeto não se tornou viável nos países capitalistas. Pelo contrário, o comunismo ruiu onde quer que tenha sido implantado pela força das armas, restando Cuba para demonstrar o que, segundo a doutrina marxista, não é o comunismo. E mais: nos países capitalistas o modo de produção não marxista foi sedimentado e a classe operária – apontada como sujeito revolucionário fundamental – obteve sensíveis e constantes melhorias em suas condições de vida e trabalho, está organizada em sindicatos e nunca teve perspectivas revolucionárias, apesar da insistência do partido da classe operária e de seus militantes de classe média predominantemente urbana.

Todavia, o fato mais inquietante e questionador das idéias de Marx e seus epígonos é o de que, onde quer que o capitalismo tenha sido momentaneamente suprimido – sempre pela força das armas e não pela força dos argumentos da doutrina – não se seguiu o regime de democracia operária imaginado por Marx e nem, pelo menos, um processo de construção do socialismo que tenha avançado em direção a ele. O tal partido revolucionário do proletariado expropriou o proletariado do poder político, a burocracia apropriou-se do partido revolucionário e dos meios de produção e impediu qualquer progresso no sentido do dito socialismo. Em lugar da liberdade e da fonte de realização dos indivíduos, foram erigidos os gulags e os hospitais psiquiátricos.

Lula alivia a barra de 880 faculdades que sonegam R$ 7 bilhões em impostos, em troca da adesão ao Prouni

Do blog ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão em sexta-feira, Dezembro 21, 2007

Uma canetada do chefão Lula da Silva produziu mais um benefício para sonegadores oficiais de R$ 7 bilhões em impostos no setor educacional. Pelo menos 880 faculdades serão beneficiadas com as recém-baixadas regras para um novo parcelamento de dívidas, impostos atrasados e contribuições não pagas ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A principal exigência para que instituições se beneficiem das facilidades fiscais é a adesão ao Prouni. O Programa Universidade para Todos é o carro-chefe da propaganda estatal na área de educação superior.

A faculdade devedora que aderir ao Prouni terá a possibilidade de parcelar os débitos em até dez anos, com um valor mínimo de R$ 200 a ser pago até o último dia útil de cada mês. O financiamento é reajustado pela taxa Selic, atualmente em 11,25% ao ano. Os votos dos jovens são mais importantes que o rigor fiscal do atual desgoverno. Uma semana depois de reclamar sobre o fim da CPMF, o Ministério da Fazenda vai beneficiar instituições privadas de ensino superior com débitos vencidos até 31 de dezembro do ano passado.

A instituição que aderir ao Prouni fica isenta do Imposto de Renda, CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Programa de Integração Social). As faculdades devem oferecer 10% de sua receita em vagas para o programa. As instituições sem fins lucrativos devem oferecer 20% de suas vagas para o Prouni – que é um projeto do governo federal com o bondoso objetivo de reservar vagas em instituições privadas de ensino superior para alunos de baixa renda.

Para ter direito à bolsa integral, a renda per capita familiar (por pessoa da família) do estudante não poderá ser superior a 1,5 salário mínimo (R$ 390). Já a bolsa-parcial poderá ser concedida para estudantes com renda per capita familiar de até três salários mínimos (R$ 780). Além disso, o aluno deve ter cursado todos os anos do ensino médio em escolas públicas ou, ainda, em escolas particulares, mas com bolsas integrais. Os professores da rede pública que desejem cursar licenciatura ou pedagogia também são beneficiados pelo Prouni.

Irmãos siameses - Nazismo (ou Nacional SOCIALISMO) e Comunismo (etapa final do SOCIALISMO) - 1a. Parte

Do blog MÍDIA SEM MÁSCARA
por João Luiz Mauad em 14 de dezembro de 2007

Resumo: O totalitarismo mais eficaz não foi aquele que fez o Mal em nome do Mal, mas o que faz o Mal em nome do Bem.

© 2007 MidiaSemMascara.org

Dia desses, tive o desprazer de assistir a trechos da propaganda gratuita do PCdoB na TV. No papel principal, atuava a bela deputada gaúcha Manuela D’Ávila. Abjurava o capitalismo, o neoliberalismo, a globalização e cantava loas ao modelo socialista – o único, segundo ela, capaz de promover a justiça social, o fim das desigualdades e blablablá. Nenhuma menção, evidentemente, aos inumeráveis crimes, atrocidades e mazelas econômicas que seu venerado sistema de organização social produziu mundo afora, durante todo o século XX.

Enquanto ouvia aquela jovem mulher gritar o indefectível festival de clichês e jargões, minha mente viajava pelo passado, numa torrente de memórias e pensamentos dispersos. Lembrei-me então, com saudade, do brilhante escritor francês Jean-François Revel, que num de seus últimos livros – A Grande Parada – traçou o mais completo paralelo que conheço entre os dois modelos totalitários que mais produziram cadáveres e mutilações em toda a história, e explicou por que, enquanto o nazismo segue sendo, com inteira justiça, demonizado por todos os homens de bem, o comunismo, que comprovadamente produziu muito mais vítimas, permanece idolatrado por uma multidão de ignorantes, ingênuos e outros tantos hipócritas.

Revel demonstrou, num trabalho magnífico de pesquisa histórica e jornalística, temperado por sua verve direta e implacável, como o revisionismo comunista encontra-se disseminado na literatura, na história, na mídia e na política, especialmente depois da queda do muro de Berlim. Além disso, mostrou de forma cruel como os próceres da esquerda – sejam filósofos, políticos, historiadores, jornalistas e intelectuais em geral – agem para criar um sem-número de teorias escapatórias para as atrocidades comunistas, a grande maioria delas propondo-se a tentar desvincular os indeléveis crimes do passado – e do presente – daquilo que apelidaram de “ideal socialista”.

Em sua magnífica obra, Revel desmonta cada um dos inúmeros sofismas e falácias da esquerda, além de demonstrar cabalmente que, malgrado a retórica rebuscada dos seus ideólogos, a realidade é que “nenhuma das justificativas apresentadas, desde 1917, a favor do comunismo, resistiu à sua aplicação; nenhum dos objetivos que ele se propunha atingir foi atingido; nem a liberdade, nem a prosperidade, nem a igualdade, nem a justiça, nem a paz”. E, no entanto, essa erva daninha talvez nunca tenha sido tão ferozmente protegida, por tantos implacáveis defensores, como após o naufrágio soviético.

“Se alguém quiser estudar um sistema mental que funcione inteiramente dissociado dos fatos e elimine imediatamente qualquer informação que contrarie sua visão de mundo”, escreve Revel, “deve estudar a mente dos comunistas. São laboratórios insuperáveis”. Alguns podem até reconhecer a existência de uns poucos fatos abomináveis, mas sempre enfatizando que tais fatos não guardam qualquer relação com a essência do comunismo. Seriam, no máximo, uma perversão do sistema, mas jamais uma decorrência dele.

A repressão em campos de concentração ou em cárceres diversos, os processos sumários e fraudulentos, os expurgos assassinos, as ondas de fome provocadas por programas estupidamente planejados e pavorosamente executados acompanharam todos os regimes socialistas, sem exceção, ao longo da história. “Seria fortuita esta associação?” – questiona o velho Revel. “Será que a verdadeira essência do comunismo reside no que jamais foi, ou nunca produziu? Que sistema é esse, que dizem ser o melhor, porém dotado dessa propriedade sobrenatural de nunca conseguir colocar em prática senão o contrário do que prega? Que linda cerejeira será essa, na qual, por um acaso incompreensível, só brotam cogumelos venenosos?”

É inútil tentar descobrir qual dos regimes totalitários do século XX foi o mais bárbaro, porque ambos impuseram a tirania, o pensamento unificado e deixaram como herança uma montanha de cadáveres. O parentesco do comunismo com o nazismo é, para a esquerda em geral, um tema sempre delicado e, como qualquer tabu, sabiamente escamoteado. Por exemplo, quando um ideólogo marxista, como Stalin, se comporta como um carrasco nazista, a explicação é simples: a culpa é do personagem e de seu caráter perverso, nunca do sistema. Stalin seria então um verdadeiro nazista, apenas fantasiado de comunista.

Para que se tenha uma idéia de como pode ser dramática a inversão de valores produzida pelos sofistas da esquerda, quase sempre valendo-se da verborragia “politicamente correta”, basta lembrar que, aos olhos da maioria do público mundo afora, os grandes vilões da atualidade, estigmatizados e vitimados pelos mais sórdidos preconceitos, somos justamente nós, os malvados anticomunistas – alguns raros e teimosos abnegados, que ainda insistem na luta para desmascarar os verdugos da liberdade e fulminar seus sórdidos subterfúgios.

Enquanto isso, do outro lado, os anjinhos comunistas desfilam sua utopia pelos palanques, pelas salas de aula, pelas redações dos jornais e pelos púlpitos das igrejas sem que quase ninguém veja aí qualquer problema. Não importa que o comunismo, com seu amontoado de trapaças ideológicas, continue matando pessoas no Tibete, na Coréia do Norte, na China ou em Cuba. Não importa tampouco que ele continue sendo uma importantíssima ferramenta nas mãos de tiranos, sempre dispostos a instalar regimes de opressão em nome da defesa dos oprimidos – como ocorre amiúde em diversos países latino-americanos.

Embora seja indelével a identidade e a afinidade, em essência, entre o comunismo e o nazismo, existe uma diferença importante a distinguir nos dois modelos. Como muito bem lembrado por Revel, “Hitler desde sempre demonstrou sua hostilidade à democracia, à liberdade de expressão e de cultura, ao pluralismo político e sindical. Além disso, nunca escondeu sua ideologia racista e (...) anti-semita. Por conseguinte, partidários e adversários do nazismo situavam-se, desde o começo, de um lado ou de outro de uma linha divisória traçada nitidamente”. Em resumo, não houve decepções com o nazismo, já que seu líder cumpriu fielmente o que prometera.

Já o comunismo é diferente, “pois emprega a dissimulação ideológica, veiculada pela utopia. Promete a abundância e provoca miséria; promete a liberdade, mas impõe a servidão; promete a igualdade e leva à mais desigual das sociedades – com a nomenklatura, classe privilegiada a tal ponto como jamais se conheceu, nem mesmo nas comunidades feudais. Ele promete ainda respeito à vida humana, mas realiza execuções em massa; promete o acesso de todos à cultura, mas leva ao embrutecimento generalizado; promete o “novo homem”, mas o fossiliza”.

O nazismo, portanto, abriu o jogo desde o início. Já o comunismo é insidioso e sempre se escondeu atrás da utopia. “Isso lhe permite satisfazer o apetite pela dominação e pela servidão sob o disfarce da generosidade e do amor à liberdade, perpetrar a desigualdade sob o manto do igualitarismo. O totalitarismo mais eficaz, portanto”, fulmina Jean-François, “... não foi aquele que fez o Mal em nome do Mal, mas o que faz o Mal em nome do Bem”.

continua...

O autor é empresário e formado em administração de empresas pela FGV/RJ.

Irmãos siameses - Nazismo (ou Nacional SOCIALISMO) e Comunismo (etapa final do SOCIALISMO) - Final

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por João Luiz Mauad em 15 de dezembro de 2007

Resumo: Muito embora o parentesco entre comunismo e nazismo seja incontestável sob muitos aspectos, permanece latente a recusa sistemática de qualquer paralelo entre elas.

© 2007 MidiaSemMascara.org

Após a publicação, em 1997, de O Livro Negro do Comunismo, um trabalho histórico científico que expôs de forma insofismável os crimes do totalitarismo comunista, a defesa da esquerda foi muito pouco centrada na materialidade desses crimes, desde então dificilmente impugnáveis. “Que fez ela, então? Invocou, sobretudo, a pureza de motivos que havia determinado a sua perpetração. A mesma velha história! Desde os primeiros instantes da revolução bolchevique, tivemos que engolir, ad nauseum, essa insípida poção”, resume Revel.

O nazismo e o comunismo cometeram atrocidades comparáveis, tanto por sua extensão quanto por seus pretextos ideológicos. Isso não foi, entretanto, resultado de uma “coincidência fortuita de comportamentos aberrantes”. Ocorreu, muito pelo contrário, porque ambos comungavam os mesmos princípios e idéias fundamentais, sedimentados por convicções pétreas, e – mais importante! – empregavam o mesmo modus operandi. É emblemático o fato – aliás, inconteste – de que tanto uma ideologia quanto a outra sempre defenderam – e nunca esconderam isso – a tese de que os fins justificam quaisquer meios.

O socialismo, segundo Revel, “não é mais ou menos de esquerda do que o nazismo”. A característica fundamental de ambos “é que seus dirigentes, convencidos de serem detentores da verdade absoluta e de comandarem o curso da história, sentem-se no direito de destruir os dissidentes, reais ou potenciais, as raças, categorias profissionais ou culturais, que lhes parecem entravar (...) a consecução de seus supremos desígnios”.

Por isso, prossegue Revel, “tentar distinguir entre os dois regimes totalitários, atribuir-lhes diferentes méritos em função do afastamento de suas superestruturas ideológicas, em vez de constatar a identidade de seus comportamentos reais é bem estranho, principalmente vindo da parte dos socialistas, que deveriam ter lido Marx um pouco melhor. Não se pode julgar, dizia ele, uma sociedade pela ideologia que lhe serve de pretexto, assim como não se julga uma pessoa pela opinião que ela tem de si mesma”.

“O próprio Adolf Hitler foi um dos primeiros a saber captar as afinidades entre o comunismo e o nacional-socialismo. Ele certamente não ignorava que uma estratégia política é julgada por seus atos e métodos e não pelos adornos de oratória ou pelos ‘pompons’ filosóficos que a cercam. Ele declara a Hermann Rauschning, que o relata em Hitler me disse, livro lançado ainda em 1939:

Aprendi muito com o marxismo e não pretendo escondê-lo (...). O que despertou interesse nos marxistas e me forneceu ensinamentos foram seus métodos. (...) Todo o nacional-socialismo está lá contido. Veja bem: os grêmios operários de ginástica, as células empreendedoras, os desfiles monumentais, os folhetos de propaganda redigidos em linguagem de fácil compreensão pelas massas. Esses novos métodos da luta política foram praticamente todos inventados pelos marxistas. Eu só precisei me apoderar deles e desenvolvê-los para conseguir assim os instrumentos de que necessitávamos...”.

Pode ser um tanto surpreendente para alguns – principalmente em virtude da habilidade com que a intelligentsia esquerdista contorce e escamoteia os fatos históricos – encontrarmos a mesma linha filosófica em Karl Marx e Adolf Hitler, contra quem, a propósito, é chocante a ingratidão dos atuais pensadores socialistas. Num livro de entrevistas de Otto Wagener, também citado por Revel, Hitler é incisivo:

“Agora que terminou a era do individualismo, nossa tarefa é encontrar o caminho que leva ao socialismo sem revolução. Marx e Lênin enxergaram perfeitamente o objetivo, mas escolheram o caminho errado”.

Se o Führer comungava com Marx a opinião sobre a necessidade de mutilar o individualismo, não é menos emblemática a convergência de ambos acerca do anti-semitismo. Num ensaio muito pouco conhecido – Sobre a Questão Judaica –, mas que Hitler certamente leu com toda atenção, a ponto de tê-lo praticamente plagiado em algumas passagens, Karl Marx desfere contra os judeus uma torrente de insultos coléricos, como estes:

“Qual é a origem profana do judaísmo? A necessidade prática, a cupidez. Qual é o culto profano do judeu? O comércio. Quem é o seu Deus? O dinheiro.”

Além disso, para o profeta, o comunismo seria “a organização social que faria desaparecer as condições para o comércio e tornaria o judeu inviável”. Vemos aí, claramente, a origem do ódio incontido – tanto de nazistas quanto de comunistas – ao povo judeu. Ódio este que, diga-se de passagem, perdura até os dias de hoje.

Judeu ou não, entretanto, é nitidamente o indivíduo, seja na ideologia nazista ou comunista, quem deve ser aniquilado. Aniquilação essa que, como ensina Revel, “é a própria aniquilação do ser humano, que nunca existiu de outra forma, que não individualmente”.

Muito embora o parentesco entre essas duas sórdidas ideologias seja incontestável sob muitos aspectos, além da ululante semelhança entre suas estruturas de poder e seus aparatos repressivos, permanece latente a recusa sistemática de qualquer paralelo entre elas. Segundo Jean-François, essa recusa peremptória, aliada à execração diária de um nazismo dito de direita, “serve de anteparo protetor contra um exame mais apurado do comunismo”. Ou ainda, nas palavras de Alain Besançon, citado por Revel: “a hipermnésia do nazismo desvia a atenção da amnésia do comunismo”.

O autor é empresário e formado em administração de empresas pela FGV/RJ.

Mensagem de Natal 2007

Do portal MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Olavo de Carvalho em 20 de dezembro de 2007

Interrogado sobre a data do fim do mundo, Jesus Cristo disse que era um segredo que Deus Pai guardava para si (Mateus 24:36). Esta resposta traz em si duas implicações lógicas inescapáveis.

Primeira: Cristo é o Logos Divino, a Razão Divina, isto é, o sistema eterno e vivente das leis que governam o cosmos e toda realidade possível. Se o conhecimento da data do fim do mundo pertence propriamente ao Pai e não ao Filho enquanto tal, isso significa que a chegada do fim não será determinada por nenhuma lei anterior, mas por um puro Ato de Vontade, expressão da Liberdade Divina e não propriamente da Razão Divina.

Segunda: Se a data do fim é um mistério indeslindável, a culminação ou meta final do processo histórico humano é também incognoscível, pois qualquer estado de progresso ou decadência que possa ter sido atingido numa data precisa pode ser mudado por novos desenvolvimentos imprevistos no dia ou minuto seguintes. Uma decisão eterna do próprio Deus Pai faz com que a história humana seja um processo aberto, não limitado por quaisquer fins predeterminados, nem destinado a atingir qualquer estado de perfeição predefinido.

Desde há cinco ou seis séculos, no entanto, muitos homens têm tentado persuadir a humanidade de que eles não apenas podem antever muito claramente aquele estado de perfeição, mas conhecem os precisos caminhos sociais, culturais, políticos e históricos que devem ser percorridos para chegar a ele.

Isso é o que chamo "a mentalidade revolucionária". Se os resultados históricos da sua vinda ao mundo tomaram a forma de assassinatos em massa, governos tirânicos e indescritível miséria e sofrimento, não foi porque a mente revolucionária foi traída por seus próprios representantes ou cometeu alguns pequenos erros no caminho para o paraíso terrestre prometido. Foi porque a mente revolucionária presume ser mais sábia do que o próprio Cristo. E quem presume ser mais sábio do que Cristo recusa também o Espírito Santo. A mente revolucionária é o pecado contra o Espírito Santo, pecado que não será perdoado nesta vida nem na próxima.

Nunca se deve acreditar que, com a destruição de tal ou qual regime, a mente revolucionária foi expulsa para sempre da história humana. Sob milhares de novos disfarces, alguns dos quais muito sutis e difíceis de reconhecer, ela reaparece de novo e de novo nos nossos corações e mentes, pois ela é a versão especificamente moderna da grande tentação.

Hoje, quando nos preparamos para contemplar uma vez mais o Menino Deus em seu berço humilde, por favor lembrem-se: Ele é a fonte e o limite do nosso conhecimento. Ele é a medida, a régua e a balança. Ele é o alfa e o ômega. Para além desses limites, existe apenas o mistério insondável da Liberdade Divina.

Publicado no Jornal do Brasil - 20/12/2007

Prática corriqueira de roubo e tortura

Do blog ALERTA TOTAL
Por Márcio Accioly, Quinta-feira, Dezembro 20, 2007

Que dizer de uma “administração” que cobre “caixinha” de 17% de propina nas concorrências e pagamentos dos serviços públicos? Onde os processos parem de andar se tais agrados não forem colocados nas mãos dos responsáveis pela burocracia?

Pois era isso o que acontecia no reinado de D. João VI, o Imundo, monarca que fugiu de Portugal para o Brasil, em 1807, com medo de ser aprisionado pelas tropas francesas de Napoleão que invadiram Portugal naquele ano. Nossa herança é pesada.

Quem quiser saber dessa e de outras histórias, basta examinar o excelente livro de Laurentino Gomes, “1808”, publicado pela Editora Planeta. Retrato sem retoques do nosso país e nossas desgraças.

A caixinha do século XIX nada tem a ver com notícia veiculada na Folha de S. Paulo (20/12/07), mostrando que o laptop de 100 dólares, preço pretendido pelo presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP), em novembro de 2006, saiu por “cerca de 360 dólares”, preço ofertado pelo grupo Positivo no pregão acontecido na quarta-feira (19).

Deve ser por essa e algumas outras razões que o ex-presidente FHC (1995-2003), pretende voltar ao Palácio do Planalto, conforme anunciou em recente entrevista. Ele disse que “muitos insistem” na sua volta, mas que ele ainda não tomou qualquer decisão. O rei da sociologia só pensa em moralizar o serviço público.

Os maiores interessados pelo seu retorno devem ser os fidalgos que tomaram parte na sua gestão, já que em todas as pesquisas de intenção de voto efetuadas a população quer FHC responsabilizado pela grave desnacionalização econômica (78%) e desvios monumentais a que o “governo” Dom Luiz Inácio dá seqüência.

Ora, se o atual presidente está fazendo tudo exatamente igual ao que seu antecessor fazia, para que mudar os participantes? Se a política econômica é a mesma, se os escândalos se amontoam (com a diferença de que pelo menos algumas CPIs puderam ser instaladas), por que trocar figurantes?

Com relação ao pregão de laptops, é bom ressaltar que nada foi ainda definido e que nossas autoridades, sempre zelosas com o dinheiro público, ainda estão negociando. Afinal de contas, não se irão torrar impunemente os recursos do erário, não é verdade?

Enquanto isso, o Estado brasileiro exibe os horrores de seu mecanismo interno, com a tortura e morte de um adolescente de 15 anos numa delegacia da cidade de Bauru (SP). Ele foi vítima de choques elétricos aplicados por policiais militares.

Na seqüência, o construtor civil André Luiz Araújo Costa contou ter sido vítima também de torturas na sede do Departamento de Polícia Judiciária do Interior, Deinter 4, no dia 29 de março último. Aconteceu na mesma cidade de Bauru. Ameaçado de morte, ele resolveu contar o caso depois da repercussão da morte do adolescente.

Dessa forma, temos cenário completo do desmando administrativo que rola por todo o país. Não é apenas no Pará (e sabe-se lá mais onde), que mulheres e meninas são colocadas em celas masculinas e submetidas a estupros e outras violências.

As “autoridades” brasileiras não têm noção do que seja administração pública. Elas têm consciência, isso sim, do grau de impunidade e descaso que permeia a estrutura de poder. A maioria está aí para locupletar-se e acumular riqueza.

Agora, acontecem os indultos de Natal e de final de ano, porque a hora é de soprar, depois do ferro em brasa no couro. Que todos se cuidem. Salve-se quem puder!

E ainda tem gente que defende a pena de morte, como se ela já não fosse praticada abertamente. Os presídios brasileiros são escolas categorizadas na formação de monstros irrecuperáveis. A culpa maior é da imprensa, pela divulgação dos fatos.

Márcio Accioly é Jornalista.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".