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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Lula, quem diria, lê Mídia Sem Máscara!

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Heitor De Paola em 13 de dezembro de 2007

Resumo: É o que parece, a julgar pelo conteúdo de seu discurso de encerramento no Encontro de Governadores da Frente Norte do Mercosul, onde mais uma vez voltou a falar sobre a "organização que não existe", o Foro de São Paulo.

© 2007 MidiaSemMascara.org

Fontes bem informadas revelaram que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva é leitor assíduo do site neo-fascista-conservador-reacionário-ultradireitista Mídia Sem Máscara, desprezando a imprensa oficial/oficiosa da qual já está enfadado de tanto puxa-saquismo. Apesar do todas as negativas desta mídia, Lula converteu-se ao credo psicótico de Olavo de Carvalho e seus colaboradores e usou a nossa “Editoria do Foro de São Paulo” para compor seu discurso de encerramento do Encontro de Governadores da Frente Norte do Mercosul em Belém do Pará, no último dia 6 (que pode ser encontrado em http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr464-2@.doc, com opção de áudio). Não deu nem bola para o fato, de conhecimento geral e consensual de ser esta história um delírio de malucos, como expliquei no artigo “O satânico professor Ô!”.

Revelando-se um atento leitor das Atas do Foro, já começou sua peroração assim (negritos acrescentados por mim em todo este artigo): “Meus companheiros representantes dos países da América do Sul, eu tive a felicidade de, em 1990, convocar (...) eu tive o prazer de convocar a primeira reunião da esquerda na América Latina, em 1990. Eu tinha terminado a eleição de 89, nós tínhamos saído muito fortalecidos do processo eleitoral e era preciso, então, fazer um chamamento a todas as organizações de esquerda que militavam na política da América Latina, para que pudéssemos começar a estabelecer uma estratégia de procedimento entre a esquerda da América Latina”. “Eu me lembro (...) como se fosse hoje, era época da Copa do Mundo de 1990, e a reunião foi feita em São Paulo, por isso é que ficou constituído o Foro de São Paulo”.

Prossegue Sua Excelência: “Qual é a mudança que houve nesses 18 anos? Olhem o mapa da América do Sul hoje. O que aconteceu na América do Sul é um fenômeno político que, possivelmente, os sociólogos levarão um tempo para compreender por que aconteceu tão rápido a mudança que houve, uma mudança extremamente importante. (...) E hoje nós vemos que o que aconteceu na América do Sul está se espraiando para a América Central e para a América Latina, em quase todos os países. Há um mapa exatamente antagônico ao mapa que existiu de 1980 a 1990, ou ao ano 2000. Quando o povo teve oportunidade, na América do Sul, ele fez uma guinada completa, ele trocou o neoliberalismo pelo que tinha de mais avançado em políticas sociais em todos os países da América do Sul, e está acontecendo, agora, na América Latina”.

Só se os sociólogos a que se refere o Presidente forem do tipo Emir Sader, “frei” (uma ova!) Beto, Luis Felipe de Alencastro, “Os Três Patetas” e outros do mesmo calibre. Embora o próprio orador nos diga o seguinte: “Eu, por exemplo, conheci o (Fidel) em um encontro que fizemos em Cuba. Tinha acabado de ser preso por conta do golpe e acabado de ser liberado. Conheci o Chávez em um encontro do Foro de São Paulo, como conheci também o Daniel Ortega, como conheci tantos companheiros da Argentina, do Chile, do Uruguai, do Paraguai, da Bolívia, do Equador, da Venezuela, da Colômbia” (quais da Colômbia, Senhor Presidente?). E agora Merval Pereira? E agora Miriam Leitão? E agora, Diogo Mainardi? E agora Ali Kamel? E agora Frías? E agora Jabor? Certamente Lula não tinha nenhum conhecimento disto antes de ler nossa Editoria, como, por exemplo, negou tudo em entrevista a Boris Casoy, a quem mandou calar a boca e jamais voltar a falar do Foro.

Sobre os acontecimentos na Bolívia, disse: “...estava em época de eleição quando o Evo Morales quis nacionalizar o gás dele e eu disse: o gás é do Evo (não é da Bolívia?), ele está correto de nacionalizar. O gás é um instrumento, é uma matéria-prima, e é a única coisa que a Bolívia tem”. Entretanto, a nossa imprensa, que sabe melhor das coisas do que o próprio Presidente fica propalando que a Petrossauro foi extorquida, alguns falsos opositores desancam o Presidente chamando-o de covarde por não reagir, e vem agora Sua Excelência concordar com nossas delirantes teorias sobre a existência de uma aliança entre eles! Que vergonha, Senhor Presidente, o Senhor não acredita na imprensa brasileira e dá ouvido a psicóticos? Tsk, tsk, tsk!


Seis dias depois deste discurso o Globo (12/12/2007) publica a notícia de que Lula vai à Bolívia para propor a Morales uma aliança para contrabalançar Chávez e diminuir sua influência. Mais uma vez o Presidente teima em desmentir os “especialistas”, só que desta vez o desmentido veio antes da notícia, no próprio discurso: “De vez em quando querem que eu brigue com o Chávez. Cada coisa que eu falo é uma manchete negativa. Se nós, governantes, políticos e a imprensa aprendêssemos que a coisa mais nobre numa relação internacional é o respeito às decisões soberanas de cada país... Cada país decide o que é bom para si, cada país decide a sua moeda, cada país decide a sua política industrial, cada país decide o seu regime político (...) somos países com histórias diferentes, conquistas de independência em datas diferentes, colonizadores diferentes. Então, se nós não respeitarmos as tradições históricas e culturais de nossos países, também não terá integração. E como nós não queremos mais ser colonizados, nós queremos apenas que deixem a vida nos levar, como diz o Zeca Pagodinho, deixem a vida nos levar que nós saberemos construir a nossa democracia...”. Ué, então há aliança com Evito y Huguito ao mesmo tempo? Não, mil vezes não, nossos “especialistas” é que devem ter razão! Ora, não nos afirmam Os Três Patetas que existem duas esquerdas na América Latina e Lula é da “vegetariana” enquanto Evito y Huguito são da “carnívora”? Será que eles vão comer (no sentido digestivo, leitores, por favor!) nossa plantinha Presidencial? E agora Montaner? E agora Vargas Llosa? E agora Apuleyo?


Quanto às intenções sindicalistas Lula foi claro: “E eu acho que logo, logo, as centrais sindicais vão ter que criar uma central da América do Sul, uma central do Mercosul, nós vamos ter que criar entidades dos países que compõem o Mercosul, porque é isso que vai dar a sustentação de uma combinação entre a discussão macroeconômica de cada país, a discussão comercial, e a complementação – que não é secundária, é prioridade – que é o resultado das políticas sociais para ajudar o povo mais pobre dos nossos países”. E suas intenções quanto ao empresariado também: “Tem duas coisas, Marina (Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente), que nós temos que fazer. Primeiro, nós temos que dizer, em alto e bom som: neste País tem empresário sério na agricultura, tem empresário sério em fábrica de madeireira, que fazem as coisas corretas, honestas, pagam seus impostos e fazem as coisas certas. Nós temos que salvaguardar esses e mostrá-los, porque a sociedade tem que saber que em tudo tem coisa boa e coisa ruim. E tem aqueles que são predadores, aqueles que não respeitam a lei, aqueles que não respeitam a autoridade. Para esses tem que ter o bastão do Estado em cima deles, para aprenderem a respeitar as leis aprovadas pelo Congresso Nacional”. Faltou esclarecer o que o Presidente do mensalão entende por “honestidade”. Serão os empresários que abjetamente contribuem para o PT e para conseguirem mamatas na Venezuela aceitam vergonhosamente publicar no Brasil dois milhões de exemplares do livrinho bolivariano, assim comprando a corda com que serão enforcados? Como dizia o ditador Vargas, que alguns consideram um grande “estadista”: aos amigos, tudo; aos inimigos, a Lei.


* * *
A imprensa tudo fez para ocultar o Foro de São Paulo, denunciado inicialmente pelo Dr. José Carlos Graça Wagner, cujas investigações foram prosseguidas por Olavo de Carvalho e por nós. Percebemos então como os documentos conferiam com outra fonte independente, o Professor Constantine Menges, do Hudson Institute que denunciava o “Eixo do Mal” na América Latina. Algum tempo depois jornalistas que sabem somar um mais um se convenceram da veracidade das informações, como Reinaldo Azevedo e Gilberto Simões Pires, entre raros outros. Toda a imprensa oficial/oficiosa soube disto, Márcio Moreira Alves foi o apparatchik encarregado de desmoralizar a idéia, seguindo-se todas as redações dos demais jornais de grande circulação. Conseguiram, assim, sepultar o demônio vivo que poderia assustar o povo brasileiro, numa das maiores operações de desinformação de todos os tempos, de fazer inveja ao KGB, pois este contava com a ditadura e aqui vigorava a mais completa liberdade de imprensa. Imprensa rasteira e indigna dos seus brilhantes antecessores! Nunca tão poucos enganaram tantos o tempo todo!

Para isto contaram com a cumplicidade do Departamento de Estado americano, pois eu mesmo denunciei ao vivo o Foro no Atlas Liberty Forum em Miami, em 2005, e mostrei a nossa estranheza frente à inação americana, ao que recebi como resposta do Honorable Otto Reich: “Miss Rice (Condoleezza Rice) knows what she is doing!”. É, parece que sabe mesmo: o porta-voz americano acaba de dar todo apoio à reforma constitucional “de aprofundamento da democracia e da justiça social” de Morales, deixando a ver navios os que deveria considerar seus aliados, os Governadores dos departamentos da Media Luna, que defendem os direitos individuais e o livre mercado.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".