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terça-feira, 22 de maio de 2012

A redação da Fuvest que trazia “mensagem subliminar” e o desastre da qualidade no ensino universitário

 

REINALDO AZEVEDO

21/05/2012 às 20:26

 

Como vocês já devem ter lido, a Fuvest (Fundação Universitária para oVestibular), que realiza o vestibular da USP,  mantém em seu site aquelas que considera as melhores redações. Uma delas trazia uma mensagem nem tão subliminar assim, como se nota abaixo. O candidato ou candidata reforçou  letras de palavras que compunham dois acrósticos vagabundos: “Fora Rodas” e “Fora PM”. Por que vagabundos? Porque nem recorreu às primeiras letras de cada vocábulo. Essas são palavras de ordem que mobilizam a extrema esquerda uspiana e maconheiros militantes, que querem queimar mato dentro da universidade sem incômodos. São os filhos radicalizados da geração Toddynho com sucrilho, que não se sentem obrigados a seguir a termo as leis que valem para a pobrada brasileira…

Quando o caso virou notícia, a Fuvest tirou a redação do site. Já há orelhudos falando em censura. A fundação diz que não tinha percebido o truque — é o caso de demitir o falso distraído, não? — e que decidiu excluir o texto porque não quer estimular manifestações dessa natureza. Vejam parte da redação antes que eu prossiga.

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Voltei
A coisa em si é uma tolice e nem merecia figurar aqui não fosse um particular: a Fuvest considera essa maçaroca de abstrações um texto exemplar??? Mesmo para um estudante que acabou de concluir o ensino médio, isso é ruim de doer. Se atende aos princípios gerais da correção gramatical (nem tanto: há ali um ” permite-se que (…) decisões afete“), o que se tem acima é um pastel de vento, um apanhado contraditório de tolices e generalidades. Em 20 linhas de texto, não há um miserável argumento.

Atropelar a regência de modo miserável constitui redação exemplar, ainda que o autor seja um aluno que acaba de concluir o segundo grau? Leiam isto:
“Mas o que muitas vezes não é percebido é que a crescente campanha de reavivamento do interesse pela política poderia ser considerada como mais uma artimanha para introduzir e absorver cada vez mais os indivíduos para um senso de pseudocoletivismo, uma falsa sensação de estar contribuindo (…)”

Heeeinnn? O quê? “Introduzir e absorver o indivíduo para???” O candidato, apesar de erros evidentes, expressa-se de forma razoavelmente ordenada. O chato é perceber as consequências da tal “educação crítica” exercida nas escolas. Notem aí: o indivíduo é tratado como vítima passiva do “sistema”. Isso é fruto do proselitismo de professores em sala de aula, mais ocupados em demonizar os meios de comunicação e em pregar a resistência ao “famigerado capitalismo” do quem em… ensinar a parte que lhes cabe.

Esse negócio do “Fora Rodas” e “Fora PM” é uma tolice sem importância. Espanta-me saber que a Fuvest, que realiza o vestibular mais concorrido do país, considere esse troço um modelo a ser seguido. Isso,  se querem saber, é evidência de um desastre que está em curso no ensino universitário. É cedo para saber quanto vai custar. Mas será caríssimo.

Por Reinaldo Azevedo

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".