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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Vivemos numa geração meio mariquinha

 

PAPO DE HOMEM

 

Jader Pires

por Jader Pires
em 23/05/2012 às 10:01 | Debates, PdH Shots

O Alexandre Matias pinçou, lá no Trabalho Sujo, um teco do texto escrito pelo Clint Eastwood que foi publicado na Piauí desse mês.

“Vivemos numa geração meio mariquinha, todo mundo diz: “Vamos lidar psicologicamente com isso?” Naquela época, você simplesmente sentava o pau e resolvia na porrada. Mesmo que o cara fosse mais velho e fortão, pelo menos você era respeitado por encarar a briga, e te deixavam em paz.

Não sei se dá para dizer exatamente quando começou essa geração mariquinha. Talvez tenha sido quando as pessoas começaram a se perguntar sobre o sentido da vida.”

Definitivamente o Clint Eastwood é um cara fodão. A gente já falou sobre ele mais de uma vez e já refletimos sobre as afirmações grosseiras e completamente pertinentes que ele lança, já na fase passada dos 80 anos.

Aqui no PapodeHomem, o Guilherme já afirmou que, em matéria de embate profissional, um murro na cara não dá demissão. Por aqui, amigo não acostumado com uma boa briga entre lenhadores, a chapa esquenta, o bicho pega, a giripoca pia, a casa cai, a porra fica séria.

Num mundo normal, corporativo, ideias seriam debatidas como quem come um sorvete de melancia, cheio de meandros, de cuidados para não escorrer, de como seria a forma mais perfeita de comer um gelado, como  obter a tal explosão de sabores. Ao final, uma nova reunião seria marcada para decidir o que foi apresentado na reunião anterior. Um papo mariquinha, feito por mariquinhas com o intuito de ter um trabalho tranquilo e marica.

Que? Você não gosta de sorvete de melancia? Acho que esse texto não é pra você. Tenta esse aqui do Gitti.

O lance é que, hoje, a violência é rechaçada pela sociedade. Não que devêssemos agir de modo contrário e fazer to nosso entorno um verdadeiro Mad Max. Mas, aparentemente, parece que ultrapassamos o limite de negar a violência e adentramos numa linha de pensamento anestesiada, em que qualquer ruptura do equilíbrio emocional é caracterizado como bruto, selvagem, retrógrado, bestial. Fomos criados por mulheres e esquecemos como pode ser útil e produtivo levantar a voz, mandar alguém tomar no cu, bater o pau na mesa e defender uma opinião, um sentimento, uma ideologia.

Temos que ser delicados, temos que debater em ordem, com parcimônia, deixar o outro falar, ouvir calado e transformar um revés em algo positivo. Nos instruíram, basicamente, a fazer da nossa vida e de todos a nossa volta um cobertozinho quentinho, fofinho e confortável. Tudo é uma white fluffy cloud esperando bundas macias e afáveis para aconchegar-se. Tudo errado.

Não tô defendendo a ogrice gratuita. “Há que endurecer, mas sem perder a ternura” (ou algo que valha).

Pensar é justo. Digo, é obrigatório. Mas pensar demais cansa e agir de menos engorda, amolece. Eu pensei e pensei por anos a fio enquanto mofava num cargo de banco. Quando parei de pensar e comecei a agir, virei editor do PapodeHomem e abri um hostel, o Santa Maloca.

Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Dizem também que ler é mais “inteligente” que ver apenas uma figura.

Eu acho que tem gente que fala demais e, claro, faz de menos. O Clint Eastwood fala pra caralho e faz pra caralho. Taí algo de grande valor.

E cê acha que o mundo está mesmo dominado por “mariquinhas”? Ou temos, hoje, a maior quantidade da história de homens de respeito?

Obs: O texto publicado na Piauí foi, originalmente faz parte de uma entrevista dada à revista Esquire, em 2008, com o título de What i’ve Learned (ou, em bom portuga, “o que aprendi”).

Jader Pires

JADER PIRES

Jader Pires é editor do Papo de Homem. Publicitário por opção, jornalista por apego e escritor por maldição. Prometeu um dia que, se ganhasse na loteria, doaria cem reais para caridade (e não há cristo que o faça pensar o contrário). No Twitter, atende pela brilhante alcunha de @jaderpires.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".