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domingo, 25 de março de 2012

Ninguém nasce homossexual e eu sou testemunha, afirma ex-travesti

 

JULIO SEVERO

25 de março de 2012

Vinícius Tavares

A presença do ex-travesti e pastor evangélico Jóide Miranda na Câmara Federal, em culto marcado para o dia 4 de abril, em Brasília, deve acirrar o debate com integrantes da bancada GLBTT (Gay, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) sobre assuntos como aborto, casamento gay e a distribuição do Kit-Gay, que foi produzido pelo governo federal com o objetivo de orientar alunos sobre respeito e a diversidade sexual nas escolas.

Jóide Miranda antes da conversão

"Ninguém nasce homossexual. A homossexualidade é um estado e eu sou estemunha disso", dispara o pastor com conhecimento de causa.

À frente do Ministério Jóide e Edna MIranda, pastora com quem é casado há 13 anos e tem um filho de um, Jóide integra a Associação Brasileira de Ex-GLBTT, que emitiu recentemente uma nota de repúdio contra um procurador federal que acusou o pastor Silas Malafaia de perseguição religiosa contra homossexuais.
A entidade de ex-travestis pede até a abertura de processo administrativo disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público contra o procurador e pede explicações pelo fato de ter chamado o pastos Malafaia de "homofóbico".

Jóide Miranda com Silas Malafaia

Aos 47 anos, completados nesta segunda-feira, dia 19, o pastor avalia que a sua presença na Casa do Povo não tem por objetivo fazer nenhuma provocação aos homossexuais.

"Não tenho nada contra o (deputado federal) Jean Willis, muito pelo contrário, mas eu oro para que eles sejam alcançados pelo evangelho, mas eu não posso concordar com aquilo que eles dizem".
OD - Como é a relação do pastor com as entidades?
JM - De vez em quando a gente recebe alguns comentários pejorativos. Mas da grande massa a gente só recebe elogios. Primeiro porque eu não ofendo, eu não agrido. A única coisa que eu digo é: "meu filho, se vocês querem viver assim, que vivam. Agora se vocês quiserem deixar esta vida, há uma possibilidade, porque eu sou testemunha". Eu quis mudar de vida. Eu sou prova disso. Eu tenho uma esposa missionária, ela prega também. Nada melhor do que eu com minha esposa, morando treze anos pra ter certeza da minha heterossexualidade e da minha esposa. Hoje nós pregamos em prol da família. Quando você está triste, você quer estar junto de sua família. Quando está alegre, quer estar com sua família. E a família é composta de homem, mulher e filhos. E sobre o que eu falo, eles não podem falar nada. Porque tudo que eu falo eu falo voltado para a minha pessoa. E eles sabem no fundo o que estão vivendo. Eles não podem fazer nada comigo.

OD - O senhor dá orientação aos homossexuais?
JM - Ontem mesmo eu estava conversando com um rapaz que quer deixar a homossexualidade e com a mãe dele E eu disse que havia muita coisa na cabeça dele que a mãe dele não sabia, que o pastor não sabe. E eu disse que as pessoas que estavam à volta dele não sabiam, mas que eu sei. Isso não é adivinhar os pensamentos. É porque eu já estive do lado de lá. Deus não deixa ninguém com amnésia. Hoje os meus frutos são para santificar outras vidas, são para dizer que ninguém nasce homossexual. Que a homossexualidade é um estado e que Jesus de Nazaré pode mudar, transformar a mente e a alma do indivíduo. Basta eu querer e abrir o meu coração. E graças a Deus eu tenho estado descansando no Senhor.

OD - Há diálogo com os grupos GLBTTs?
JM - A nossa luta não é contra a carne nem contra o sangue. Se eles querem agredir, a gente vai simplesmente com o amor. Uma vez eu enfrentei um ativista gay. E eu disse: "meu filho, de tudo que eu falei, tenho certeza de que você se encaixou. agora se você quer continuar assim, que você viva. Mas quando você se sentir só, abandonado, frustrado, lembra daquilo que falei". Perante a sociedade, estes grupos não querrem diálogo, eles querem virar a mesa. Isso foge ao projeto de Deus. Isso não está no coração do Pai. Uma coisa é você viver momentos alegres. É diferente de uma felicidade plena, que é mesmo em linhas tortas, você viver uma paz interior que excede todo o entendimento. Por mais salvo que se seja, não se consegue entender a paz que invade o nosso coração. É o que eles não consegue entender. É o que o nosso sistema hoje não consegue entender. Nós precisamos provar para este sistema que nós somos o mundo pessoal.

Fonte: Olhar Direto

Divulgação: www.juliosevero.com

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".