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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O amigo do crime SAKALmoto e sua eterna mania de acusar os outros daquilo que ele faz: Para ele, a culpa por crimes contra gays ou mendigos é nossa!

 

LUCIANO AYAN

Fonte: Blog do Sakamoto

Enquanto isso, entre amigos da classe média…

  • Uma puta! Alguém pega o extintor para jogar nessas vadias.
  • Um índio! Alguém pega gasolina para a gente atear fogo nesses vagabundos.
  • Um mendigo! Alguém pega um pau para a gente dar um cacete nesses sujos.
  • Umas bichas! Alguém pega uma lâmpaga fluorescente para bater nessas aberrações.

Duas pessoas em situação de rua foram queimadas neste sábado (25) em Santa Maria, cidade-satélite do Distrito Federal. Um rapaz de 26 anos não resistiu e morreu no dia seguinte. A outra vítima, um homem de 42 anos, está internado em estado grave. Testemunhas afirmam ter visto um grupo de pessoas incendiando um sofá e depois queimando os dois enquanto dormiam, utilizando um líquido inflamável.

Bater em “puta” e “bicha” pode. Assim como em índio e “mendigo”. Lembram-se do pataxó Galdino, que morreu queimado por uma “brincadeira” de jovens da classe média brasiliense enquanto dormia em um ponto de ônibus em 1997? Ou a população de rua do Centro de São Paulo, que vira e mexe é morta a pauladas enquanto descansa? Até onde sabemos, apesar dos incendiários brasilienses terem sido presos, eles possuíam regalias, como sair da cadeia para passear. E na capital paulista, crimes contra populacão de rua tendem a ser punidos com a mesma celeridade que agressões contra indígenas no Mato Grosso do Sul.

Isso quando a culpa não recai sobre a própria vítima. “Afinal de contas, o que essa gente diferenciada estava fazendo fora do seu lugar? Os jovens agiram com violência desnecessária, mas o mendigo também pediu, né?”

Na prática, as pessoas envolvidas nesses casos apenas colocaram em prática o que devem ter ouvido a vida inteira: putas, bichas, índios e mendigos são a corja da sociedade e agem para corromper os nossos valores morais e tornar a vida dos “cidadãos pagadores de impostos” um inferno. Seres descartáveis, que vivem na penumbra e nos ameaçam com sua existência, que não se encaixa nos padrões estabelecidos pelos homens de bem.

A sociedade tem uma parcela grande de culpa em atos como esse, da mesma forma que tem com os jovens que se tornam soldados do tráfico por falta de opções, fugindo da violência do Estado e do nosso desprezo. A culpa é deles. Mas também é nossa.

Meus comentários

Já é a terceira vez que refuto um texto desse tal Sakamoto, e a cada vez noto que seu esquerdismo vai ficando mais patológico, a ponto de hoje ele se tornar uma caricatura de si próprio.

Pessoas normais, quando assistem um crime, se interessam em buscar as CAUSAS REAIS. Ao contrário, Sakamoto, um esquerdista puro-sangue, faz uma série de ressignificações e ainda mais mentiras para capitalizar politicamente e validar seu discurso pré-programado.

O fato é que para ele o vilão já é definido a priori, e é a classe média, ou, no discurso marxista (que ele ressignificou para “não dar muito na cara”), os “pequenos burgueses”.

Como ele afirmou, dois moradores de rua morreram queimados no Distrito Federal. A polícia está buscando os culpados, mas para ele são pessoas da “classe média”, que ouviram um “discurso de classe média” incluindo frases como “Uma puta! Alguém pega o extintor para jogar nessas vadias”, “Um índio! Alguém pega gasolina para a gente atear fogo nesses vagabundos”, “Um mendigo! Alguém pega um pau para a gente dar um cacete nesses sujos” e “Umas bichas! Alguém pega uma lâmpaga fluorescente para bater nessas aberrações”.

Mas qual a prova para ele mostrar que o crime surgiu a PARTIR desse tipo de frase proferida e/ou ouvida? E quem são aqueles que falaram isso? Pelo visto, tais pessoas falando isso em condomínios de classe média estão apenas na cabeça de Sakamoto. Aliás, por que os crimes contra gays, prostitutas, mendigos e índios SÓ PODEM surgir a partir da classe média? Como se vê, não há evidências de nada disso em tudo que Sakamoto afirma. Enfim, pura evidência anedotal para capitalização política.

Para ele, as pessoas envolvidas nesses crimes “apenas colocaram em prática o que devem ter ouvido a vida inteira”. Mas como ele prova isso senão com afirmações inventadas do nada?

O mais grotesco, no entanto, vem ao final, quando ele afirma que a “sociedade tem uma parcela grande de culpa em atos como esse”, emendando com a alegação de parcial inocência dos “jovens soldados do tráfico”. Quer dizer, além de jogar parte da culpa nos “pequenos burgueses”, ainda dá inocência parcial aos criminosos. Em relação a isso nada melhor do que esta afirmação de Anthony Daniels, que publiquei aqui meses atrás:

Intelectuais são, em geral, pessoas muito desonestas. Eles não pensam em si mesmos como irrespon­sáveis, mas costumam atribuir essa ca­racterística a outras pessoas com gran­de facilidade. Ao criarem explicações sociológicas e psicológicas para des­vios de comportamento, eles acabam por desumanizar os criminosos. Um exemplo disso ocorreu na Inglaterra anos atrás, quando houve uma onda de furtos de cano. Os bandidos envolvi­dos nesses crimes, além de lucrar com isso, realmente gostavam da emoção de furtar muitos veículos em um curto pe­ríodo de tempo. Alguns criminologis­tas e psicólogos, ao analisar o fenôme­no, começaram a dizer que furtar car­ros era uma forma de vício. Sobre essa teoria, produziram-se inúmeros estu­dos, alguns dos quais incluíam até exa­mes de ressonância magnética do cére­bro dos bandidos, pára provar que se tratava de uma doença neurológica. Em pouco tempo, os ladrões de carro co­meçaram a me dizer na cadeia que eram viciados em furtar veículos. Eles obviamente não chegaram a essa con­clusão sozinhos. Apenas estavam repe­tindo urna tese produzida por arrogan­tes intelectuais de classe média que desconsideravam o fato de os bandidos serem capazes de escolher entre o certo e o errado independentemente de fato­res externos. Negar sua capacidade de discernimento é O mesmo que diminuir sua humanidade.

Anthony Daniels está certíssimo. Sakamoto não provou que “a classe média” é culpada pelos crimes contra as minorias. Mas ao tentar tirar a responsabilidade dos meliantes, negando a capacidade de discernimento dos criminosos, ele está na verdade INCENTIVANDO o crime.

É como dizer a eles: “marginais, agora podem cometer crimes à vontade, pois a culpa não será sua, mas da sociedade, e vou falar isso em meu blog”.

É por isso que podemos definir Sakamoto mais do que um desonesto intelectual à serviço da esquerda. Ele é na verdade um amigo do crime.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".