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terça-feira, 22 de novembro de 2011

O silêncio conservador e a agenda de esquerda

JUVENTUDE CONSERVADORA DA UNB
quinta-feira, 17 de novembro de 2011


Stella Morabito
The Washington Examiner


O "Ocupe Wall Street" objetiva influenciar a opinião pública projetando a falsa ilusão de uma "crença coletiva" contra mercados livres. Da mesma forma, a maior parte das agendas esquerdistas depende da construção de um falso senso de apoio da opinião pública, especialmente quando a agenda não consegue sobreviver a escrutínio ou debate prolongados.

Mas o sucesso do ativismo esquerdista depende, em grau elevado, no silêncio cotidiano de milhões de indivíduos conservadores. A matriz do politicamente correto construída pelas elites esquerdistas é provavelmente mais efetiva em aplicar ampla pressão social nos conservadores enquanto indivíduos.

Assim, ela isola e desencoraja muitos conservadores de expor suas opiniões para colegas de trabalho, vizinhos, clientes, colegas de classe, e qualquer outra pessoa que esteja efetivamente engajada na vida cotidiana.

Considere esse cenário: o telefone toca enquanto Rush Limbaugh pode ser ouvido ao fundo. O conservador disfarçado desliga o rádio por medo de descobrirem que é um ouvinte.

Ou essa cena: um conservador aquiesce polidamente enquanto um vizinho pontifica opiniões esquerdistas. Ele não corrige a assunção equivocada de seu vizinho de que ele compartilha daquelas opiniões.

Ou essa: um colega de trabalho expressa asco pelo juiz Clarence Thomas, da Suprema Corte dos EUA. Sem nem mesmo questionar a premissa, o conservador simplesmente muda de assunto.

Tamanha reticência em se manifestar contribui para um perigoso efeito reverso de popularidade. Para compreender a mecânica, devemos olhar para a teoria da "falsificação de preferência", um termo cunhado pelo acadêmico Timur Kuran em seu livro "Private Truths, Public Lies", de 1995. Ele a define como "o ato de representar mal os anseios de alguém sob pressões sociais percebidas".

Opinião pública é, na verdade, "uma determinante da vontade das pessoas em revelar seus verdadeiros caracteres", observa Kuran.

Quando falsificamos nossas crenças essenciais em nossa vida cotidiana, o efeito é "a regulação das percepções alheias".

Isso acontece de muitas formas, mas quando você evita falar sinceramente (ou de qualquer forma) quando a ocasião se apresenta, você priva os outros de seu conhecimento e perde a oportunidade de influenciar como as pessoas pensam.

A visão oposta, então, cria raízes mais profundamente porque você também dificultou que pessoas que concordem com você falem abertamente.

De acordo com Kuran, a falsificação de preferência individual tem um efeito de reverberação extremamente poderoso que influencia tanto a forma da opinião pública quanto o processo político.

Uma curiosidade interessante é que o atual czar regulatório do presidente Obama, Cass Sunstein, estudou esse fenômeno com alguma profundidade. Sunstein e Kuran escreveram, em 1999, um artigo para a Stanford Law Review sobre uma teoria correlata, a "cascata de disponibilidade", que eles definem como "um processo de auto-reforço de formação de crença coletiva quando uma percepção expressa catalisa reações que fazem essa percepção parecerem cada vez mais plausíveis através de sua crescente disponibilidade no discurso público".

Ele envolve dois mecanismos: "cascatas de informação", nas quais pessoas desinformadas "baseiam suas próprias crenças na crença aparente de outrem"; e "cascatas de reputação", nas quais adquirir aprovação ou evitar desaprovação social afeta como opiniões pessoas são expressas ou mantidas. Parece familiar?

O processo pode ser muito frágil, de acordo com os autores. Mas ele pode catalisar grandes e imprevisíveis mudanças de opinião pública. O que isso significa é que nenhum conservador deve ficar inerte e esperar que programas de rádio ou think tanks conservadores salvem o dia.

Uma mudança mais positiva na opinião pública vai adquirir força perene somente quando milhares de conservadores -- e, seguindo seu exemplo, outros milhões -- recusarem-se a falsificar suas preferências àqueles com quem convivem diariamente.

Ao serem amigáveis, abordando primeiramente aqueles que gostam deles e confiam neles, muitos conservadores que assumem o risco de desafiar o politicamente correto relatam a agradável surpresa de descobrir pessoas que pensam de maneira semelhante esperando por encorajamento.

Mesmo se isso não acontecer, sair desse isolamento é essencial para desacreditar a caricatura esquerdista dos conservadores e apresentar a face humana do conservadorismo a cada vez mais pessoas.

Líderes conservadores fariam bem ao encorajar e guiar seus muitos seguidores discretos em expor suas opiniões no dia-a-dia. Nós precisamos gerar nossas próprias cascatas de informação.


Stella Morabito é escritora freelance do The Washington Examiner sobre sociedade, cultura e educação.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".