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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Vitória esmagadora da direita na Espanha; socialistas obtêm pior resultado desde a redemocratização do país

REINALDO AZEVEDO
20/11/2011 às 22:57


Mariano Rajoy beja sua mulher, Elvira Fernández, na sede do PP, comemorando vitória esmagadora do seu partido (Foto: Gorka Lejarcegi)
Mariano Rajoy beja sua mulher, Elvira Fernández, na sede do PP, comemorando vitória esmagadora do seu partido (Foto: Gorka Lejarcegi)
Traduzi longos trechos da reportagem de José Manuel Romero no jornal espanhol El País:
A pior crise econômica desde a redemocratização e a gestão fracassada do governo socialista, que iniciou a legislatura com dois milhões de desempregados e o deixa com cinco milhões, deu ao Partido Popular a maioria absoluta e liberdade para tirar a Espanha do fundo do poço, em meio ao vendaval. O novo primeiro-ministro, Mariano Rajoy, vai governar com o apoio de 186 deputados, acima do número obtido por José María Aznar em 2000, contra 110 escassos deputados do PSOE, o pior resultado desde a redemocratização.
Em sua primeira aparição depois de saber da vitória esmagadora, Rajoy demonstrou um euforia contida diante de milhares de pessoas que foram à sede do partido, em Madri, comemorar o resultado. “Governarei sem sectarismo. Ninguém tem de ficar preocupado”, afirmou. Com a promessa de trabalhar a partir de amanhã para colocar a Espanha “no topo da Europa”, Rajoy admitiu que, dada a delicada situação financeira do país, não pode prometer “milagres”. E convidou tanto seus eleitores como os não-eleitores a participar da mudança.
Essa vitória retumbante — até hoje, havia o registro de três maiorias absolutas em 10 eleições gerais —  dá ao PP o poder absoluto na Espanha. Terá o comando do governo central, de 11 das 17 “Comunidades Autônomas” [mais ou menos o correspondente aos "estados no Brasil] e de metade dos municípios. O naufrágio do PSOE, que tinha 13 pontos percentuais a mais no início do processo eleitoral (caiu de 43% para 30%) impulsionou a maioria absoluta do PP, que chegou a 44%, oito pontos a mais do que em 2008.
Rodeado por alguns dos seus partidários, Alfredo Perez Rubalcaba admitiu na noite deste domingo a derrota socialista. “Perdemos claramente a eleição”. Por volta das 22h30 [hora local], depois de reconhecer que o adversário tinha sido o vitorioso, o socialista compareceu à sede do PSOE, na rua Ferraz, para anunciar que propôs ao secretário-geral do partido, José Luis Rodriguez Zapatero [primeiro-ministro que perde o cargo], a convocação de um congresso para discutir o futuro do partido depois do desastre eleitoral.
(…)
O líder do PP chegou ao topo com um discurso cheio de propostas ambíguas, baseado num programa intencionalmente indefinido, que agora terá de se revelar. Os primeiros dias de Rajoy no comando do governo, a partir da segunda quinzena de dezembro — caso não haja nenhum acordo com os socialistas para antecipar a posse — serão particularmente intensos e complexos. Com a Espanha perto da insolvência e os mercados reclamando mais cortes de gastos, o líder do PP terá de resolver em duas semanas o reajuste de 8,5 milhões de pensões, decidir o salário de 3,1 milhões funcionários públicos (cortados e congelados há um ano e meio) e, num prazo um pouco mais longo, mas não muito, onde meter a tesoura para cortar, no próximo ano, pelo menos 16 bilhões de euros para reduzir o déficit público a 4,4% [do PIB] e cumprir, assim, os compromissos com a União Européia.
(…)
Na primeira vez em que o PP chegou ao governo central, em 1996, José María Aznar prometeu, na posse, reduzir o déficit para 3% (na época, estava em 4,4%), para atender, então, a exigências da União Européia. A tarefa de Rajoy agora é parecida, mas numa situação muito mais difícil.
(…)
Inútil voto útilFoi inútil a estratégia socialista de pedir o voto útil das esquerdas para o PSOE e martelar que a volta do PP ao poder poria em perigo o poder de compra dos pensionistas, o seguro-desemprego e os direitos civis. O contínuo aumento do desemprego há três anos, até atingir 5 milhões de cidadãos desempregados, foi uma pedra pesada demais para os socialistas. O baque sofrido em maio, nas eleições municipais e nas Comunidades Autônomas, quando o PSOE perdeu o poder regional — e boa parte dele para o PP —, era um anúncio do desastre deste dia 20.
O último esforço do candidato socialista, que pediu em comícios que os espanhóis não dessem o “poder total” ao PP não surtiu efeito junto ao eleitorado. Nos três próximos anos, a Espanha será quase governada por um único partido.
(…)
Por Reinaldo Azevedo

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".