Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

IMPORTANTÍSSIMO!!! NOTALATINA MAIS UMA VEZ NA FRENTE!!!



Olá, amigos,

O Notalatina apresenta na edição de hoje uma petição, talvez única e inédita no mundo, onde se pede a condenação do comunismo por crimes de lesa-humanidade.

A iniciativa partiu do Leste Europeu, onde a experiência foi vivida na carne durante quase um século e é encabeçada pelo ex-presidente da República Tcheca, Václav Ravel. Há muitos nomes de importantes defensores da democracia, da liberdade e dos direitos humanos. Apesar de ter sido uma iniciativa européia, creio ser importante nossa participação, para que o mundo saiba que nós também não queremos o comunismo entre nós.

Eu assinei e meu número é o 4.130, porém precisamos que esta cifra chegue aos milhares e por isso conto com suas valiosas participações.

Se julgarem conveniente, divulguem mas não esqueçam de dar os créditos ao Notalatina.

Fiquem com Deus e até a próxima!

ENTREVISTA COM ALEJANDRO PEÑA ESCLUSA - Democracias do Sul sob ameaça

Fonte: HEITOR DE PAOLA


Democracias do Sul sob ameaça


(Entrevista com Alejandro Peña Esclusa)


Víctor Alvarez R


“Eu não sou um bom analista porque não sou objetivo”, disse Peña Esclusa, e se definiu como um indivíduo que está decidido a enfrentar os que, assegura ele, são uma máfia política e estão no governo venezuelano. O fará com uma atitude frontal, comprometida, parcializada e subjetiva. É opositor declarado do governo de Chávez e acusa de cúmplices aos que, sem apoiá-lo, não se desvinculam dele. Alejandro é venezuelano, engenheiro mecânico com estudo superiores em Administração Financeira e em Segurança e Defesa. Escreveu cinco livros, alguns deles publicados em inglês e português. Foi assessor do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Venezuela (CONASEDE). Jornalista correspondente do diário argentino La Nueva Provincia. Hoje em dia preside a organização UnoAmérica.


O que é UnoAmérica?


- A União de Organizações Democráticas da América, UnoAmérica, é uma confederação de ONGs latino-americanas, criada em dezembro de 2008 na cidade de Bogotá.


Qual é o seu objetivo?


- Tal como explica sua declaração fundacional, a finalidade de UnoAmérica é proporcionar aos grupos democráticos da região um mecanismo de intercâmbio de informação e apoio mútuo, que lhes permita enfrentar juntos o avanço do comunismo, particularmente a versão mais radicalizada do mesmo, incrustada dentro do denominado Foro de São Paulo.


Qual é a sua trajetória na política antes de UnoAmérica?


- Até os trinta anos me dediquei à atividade empresarial, e devo dizer que com muito êxito porém, é certo que as condições econômicas permitiam ser exitoso, com o dólar a quatro bolívares. Fui proprietário de empresas, me fui bem. Porém, depois da primeira desvalorização compreendi que a Venezuela ia passar por uma crise muito profunda e pensei que de nada me serviria ganhar dinheiro se as bases mesmas do país eram frágeis como se desenvolve alguém pessoalmente se o país não permite? Então, decidi me dedicar à atividade política na qual encontrei minha verdadeira vocação.


Que papel tem o jornalismo nos movimentos políticos? Que opinião merece o exercício desse oficio nesses tempos?


- Eu tenho uma teoria: a América Latina está dividida artificialmente, e creio que nossos países são realmente Estados de uma mesma Nação, que poderiam ser os Estados Unidos do Sul, e nós não nos desenvolveremos como povo até que não consigamos algum tipo de confederação com os países de fala hispânica. Desde essa perspectiva, é impossível conhecer e entender a história e o acontecer das realidades nacionais sem ter uma visão continental. Por que? Porque os vasos comunicantes entre nossos países são muito amplos, e cada vez que ocorre um evento político em algum lugar, ele tende a se expandir e a se converter em correntes para o resto. Estou convencido de que para ser um bom político, um bom jornalista, você deve conhecer até o último detalhe do entorno que rodeia seu pais. É uma tendência muito positiva porque, com efeito, o jornalismo ibero-americano está se tornando mais internacional.


De onde surge essa inquietação pela internacionalidade da política?


- É por uma necessidade: a de enfrentar as ameaças à democracia e à liberdade e difundir esse problema para que busquemos soluções juntos. Essa ameaça é continental e temos como exemplos os projetos totalitários de Ortega, de Morales e de Chávez, os quais cooperam e têm a mesma fonte que é o Foro de São Paulo. Como a ameaça é continental, é necessária uma resposta com a mesma amplitude.


Ao ser interrogado pelos assuntos mais relevantes da política regional na atualidade, o ativista político assinalou o caso da Nicarágua. Referiu-se à interpretação que alguns membros da magistratura nicaragüense fizeram, desprezando o artigo constitucional que proíbe a reeleição presidencial contínua. No entender de Esclusa, o que os juízes sandinistas fizeram não é competência da Corte porque, se perguntou ele: com que justificativa legal, se obedecem ou se desprezam partes da Constituição? O entrevistado qualificou a ação como um golpe de Estado constitucional.


O que se está fazendo a respeito na Nicarágua?


- Muito. Ocorreu algo muito importante: setores da oposição que estavam separados se uniram. Inclusive a manchete do diário La Prensa da Nicarágua diz assim: “Unidade total contra a ditadura de Ortega”, e informa um acordo de quatro bancadas parlamentares, que inclui o “Movimento Renovador Sandinista”. A isso se somaram cúpulas muito importantes que seriam as patronais nicaragüenses. Além de tudo isso, decidiram linhas de ação, as quais centram-se na resistência parlamentar.


A UnoAmérica está atendendo esse conflito?


- Difundimos o atropelo e velamos para que se dê a importância que tem. O caso da Nicarágua se relaciona muito com o de Honduras. Toda a força da ALBA estava dirigida ao caso Zelaya, porém agora se lhes abriu uma segunda frente. Honduras está perdida para eles, porque inclusive há países que estão dispostos a reconhecer os resultados das eleições, assim que agora os amigos de Chávez reagiram em conseqüência disso.


Para Esclusa, o fato de que Daniel Ortega faça sua reinterpretação constitucional foi um ato de desespero por parte da ALBA, sob o pensamento de que se Zelaya não pôde, Ortega poderá sim. A ALBA está buscando esses mecanismos para criar precedentes porque temem que o cenário de Honduras se repita em outros países.“Os governos da ALBA têm uma janela de tempo que se lhes vai fechar, e necessitam de uma massa crítica continental para avançar em seus planos”, afirmou, e continuou dando certeza de que um Chávez forçado pelas circunstâncias e pelo tempo, e com o objetivo de assegurar apoios políticos, obrigou a Zelaya a cometer um grave erro.


Como você tem a certeza de que Chávez é o operador nestes assuntos?


- Isso pode-se englobar na minha hipótese: a cumplicidade de todos os membros do Foro de São Paulo para chegar a acordos e alcançar objetivos estratégicos para que seus membros mantenham o poder. O operador mais radical do Foro é Chávez Lula é o gestor, quem dirige planos mais viáveis. Em poucas palavras, e por dedução lógica, entendemos que esse grupo funciona dando-se apoios mútuos com a meta simples de acumular mais e mais poder, e isso resulta em um solapamento da democracia.


E, definitivamente, o que a região necessita para fazer frente a esta ameaça?


- Faz falta uma nova corrente política no continente que resolva nossa grande contradição: ser a região mais rica do planeta e ter cinqüenta por cento de pobres e, enquanto isto seja assim, estaremos frágeis ante tentativas ditatoriais.


Tradução: Graça Salgueiro

Troquemos falsos mártires esquerdistas por crianças pobres

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
sexta-feira, 5 de outubro de 2007


No Estadão On Line. Volto em seguida:


A Justiça Federal concedeu nesta sexta-feira, 5, uma liminar para suspender a anistia ao ex-guerrilheiro comunista Carlos Lamarca. Autor da ação, o Clube Militar do Rio pediu a anulação da portaria do ministro da Justiça, Tarso Genro, que concedeu anistia política post-mortem ao capitão Carlos Lamarca - com promoção ao posto de coronel e proventos de general-de-brigada, além de reparação econômica no valor de R$ 902.715,97, em favor de sua viúva, Maria Pavan Lamarca.


Em julho, a comissão de anistia do Ministério da Justiça havia concedido indenização de R$ 300 mil à viúva e aos filhos de Lamarca pelos dez anos em que estiveram exilado em Cuba. Com a promoção post-mortem, a viúva Maria Pavan Lamarca passaria a receber do Ministério da Defesa uma pensão de R$ 12 mil, correspondente ao montante pago para um general de brigada do Exército.


A juíza Claudia Maria Pereira Bastos Neiva acatou a alegação do Clube Militar, de que Lamarca não poderia ser beneficiado pela lei de anistia porque desertou do Exército para entrar na luta armada contra o regime militar. Além disso, em seu despacho, a juíza considerou “altamente questionável a opção política de alocação de receitas para pagamento de valores incompatíveis com a realidade nacional, em uma sociedade carente de saúde pública em padrões dignos, deficiente na educação publica, bem como nos investimentos para saneamento básico, moradia popular e segurança”.


A liminar suspende os pagamentos e os benefícios indiretos, inclusive a promoção a general-de-brigada, até o julgamento do mérito da ação, ainda sem data definida. Os autores argumentam que, conforme o Decreto 3.998, de 5 de novembro de 2001, só será promovido post-mortem o oficial que, “ao falecer, satisfazia as condições de acesso e integrava a faixa dos oficiais que concorriam à promoção pelos critérios de antiguidade ou de merecimento”. Sustentam, assim, que o Conselho de Anistia não pode fazer a promoção, mesmo com o referendo do ministro da Justiça.


Lamarca, que servia num quartel de Quitaúna, em Osasco, quando desertou do Exército para entrar na luta armada, foi comandante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), da Var-Palmares e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), pelos quais combateu no Vale do Ribeira (SP) e no sertão da Bahia, onde foi emboscado e morto por tropas do Exército, em setembro de 1971. Nascido no Rio, em 27 de outubro de 1937, casou-se em 1959 com Maria Pavan, com quem teve dois filhos - César e Cláudia.


Voltei

Justiça seja feita. Ainda há juízes em Berlim?


No que diz respeito a anistias e reparações — um verdadeiro coquetel de imoralidades e ilegalidades —, raramente vi um caso tão escandaloso como este, de Lamarca.


A promoção — e, conseqüentemente, parte do valor da indenização — é flagrantemente ilegal. É ilegal porque o Decreto 3.998 diz que só será promovido post-mortem o oficial que, “ao falecer, satisfazia as condições de acesso e integrava a faixa dos oficiais que concorriam à promoção pelos critérios de antiguidade ou de merecimento”. É o que se pode afirmar de um desertor, que optou pela luta armada e pelo terrorismo??? Sim: ainda que eu considere ambas as práticas condenáveis, não são a mesma coisa. Ele era também um terrorista, não apenas um soldado do comunismo.


A indenização é também imoral. Lamarca conhecia os riscos da luta e não teria tido, com aqueles que o mataram, mais complacência do que tiveram com ele. Aliás, teve a chance de demonstrá-lo: e optou pela morte cruel de um prisioneiro. Isso é história, não ideologia.


Vamos ver que desculpa dará o Ministério da Justiça para ter optado pela promoção ao arrepio do que diz o decreto 3.998. E notem bem: a justificativa de que ele tinha direito à rebelião porque havia uma ditadura no Brasil é estúpida, inverídica. Ele também queria uma ditadura, só que outra, a comunista. Mais ainda: se estava descontente com a orientação do Exército, que pedisse baixa, abandonasse a carreira. Ele escolheu o contrário: voltou as suas armas contra a Força à qual pertencera. E, agora, se pede a esta mesma Força que o promova?


E há um aspecto irônico em tudo isso. A família Lamarca está sendo indenizada também pelos anos passados em Cuba. Ora, por quê? Não dizem os comunistas, até hoje, que lá se realizava e se realiza o sonho do socialismo? Por que dar compensações a alguém que viveu a antecipação do paraíso que o próprio Lamarca queria ver reproduzido no Brasil.


Guerrilha não é caderneta de poupança. Terrorismo não é investimento em bolsa de valores. Esquerdismo não é aposta no mercado de futuros. A se dar crédito aos valentes, não se dedicaram à causa para enriquecer ou para tornar ricos os descendentes.


A juíza está certa: troquemos nossos falsos mártires esquerdistas por crianças pobres!

Estratégias e técnicas para a manipulação da opinião pública e da sociedade

Fonte: LEVANTE-SE BRASIL


Conjuntura Nacional Atual - Foro do Brasil

Cavaleiro do Templo | Vídeo do MySpace



por Sylvain Timsit


1- A estratégia da diversão


Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e da mutações decididas pelas elites políticas e económicas, graças a um dilúvio contínuo de distracções e informações insignificantes.


A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.


“Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais” (extraído de “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)


2- Criar problemas, depois oferecer soluções


Este método também é denominado “problema-reacção-solução”. Primeiro cria-se um problema, uma “situação” destinada a suscitar uma certa reacção do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.


3- A estratégia do esbatimento


Para fazer aceitar uma medida inaceitável,basta,aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.


4- A estratégia do diferimento


Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como “dolorosa mas necessária”, obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que “tudo irá melhor amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.


Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e económica foram aceites pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.


5- Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas


A maior parte das publicidades destinadas ao grande público utilizam um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, muitas vezes próximos do debilitante, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro (”os dias euro”). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adopta um tom infantilizante. Por que?


“Se se dirige a uma pessoa como ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reacção tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos”. (cf. “Armas silenciosas para guerra tranquilas”)


6- Apelar antes ao emocional do que à reflexão


Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, pulsões ou comportamentos…


7- Manter o público na ignorância e no disparate


Actuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão.


“A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores”. (cf. “Armas silenciosas para guerra tranquilas”)


8- Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade


Encorajar o público a considerar “fixe” o facto de ser idiota, vulgar e inculto…


9- Substituir a revolta pela culpabilidade


Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!…


10- Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios


No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.


© syti.net, 2002


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/.



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O sentido e o significado do “terrorismo” de um modo geral.

Fundamentado em um “pacto de sangue” que une os membros do grupo com todas as conotações religiosas, mágicas, sectárias que o termo veicula, modelado por relações de força e domínio, obrigação de fidelidade, solidariedade forçada e prova de capacidade ou rito de iniciação onde o “novato” deve cometer um crime ou um ato equivalente, e entendendo suas ações de violência como simples respostas ao determinado “domínio” político ou colonial, à “exploração” econômica, à “opressão” social… o atentado contra objeto cuidadosamente selecionado, ainda que este seja uma multidão anônima ou personalidades representativas do Sistema, constitui a característica fundamental do terrorismo.


Os grupos terroristas são, essencialmente, densos, firmes e homogêneos quanto ao objetivo. São, também, acostumados com acertos de contas, traições reais ou imaginárias, execuções sumárias, suicídios, rituais obsessivos, gesticulações histéricas, delírios missionários, visões de apocalipse e de conflagração, misticismo de todos os gêneros. Perambulam ao redor do corpo social. A sociedade global está ao mesmo tempo próxima – os grupos se autoproclamam “popular” e longe – os grupos preservam suas clausuras em “núcleos”, “células”, “ilha de resistência”. São às vezes desprezados e condenados como covardes; às vezes são valorizados e bajulados como o coro no qual se recolhe a esperança.


O grupo terrorista para existir e subsistir são necessários o Sistema e a Massa. Ele se dirige contra o Sistema que prefere a lei, detém a autoridade e impõe a repressão. O Sistema e o grupo terrorista visam juntos a Massa, reservatório de energia. Assim, o ato terrorista, como por exemplo, um atentado contra indivíduos detentores de “poder” ou um “banho de sangue”, procura acordar a Massa, repor em circuito sua energia “revolucionária” latente. O Sistema procura manter a Massa sob sua influência, trazendo de volta para o seu domínio os medos e horrores ativados pelo projeto terrorista.


por José João Neves B. Vicente

Lula, o amigo de Ahmadinejad

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
JULIO SEVERO | 21 OUTUBRO 2009


lulaleahmadinejad

Recentemente, o Brasil se absteve de votar em resoluções da ONU condenando os abusos de direitos humanos no Congo, Sri Lanka e na comunista Coreia do Norte, onde milhares de cristãos têm sido torturados e mortos por apenas serem cristãos. O governo de Lula também hesitou com relação ao Sudão, onde a perseguição muçulmana aos cristãos é imensa.


Como todo líder mundial sabe, confraternizar-se com governos repugnantes é um perigo ocupacional. Mas amigar-se a párias é outro assunto. Por isso, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva congratulou Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Irã, na Assembleia Geral da ONU, quando ele defendeu fortemente o programa nuclear do Irã e convidou Ahmadinejad para visitar o Brasil, o mundo prestou atenção. Qual é o jogo de Lula?


Em parte, tudo tem a ver com a ambição de Lula de colocar o Brasil na posição de "nação de primeira classe". Lula visitou 45 países apenas nos últimos três anos e abriu 35 embaixadas desde 2003, a maioria delas na África e no Caribe. Isso tudo se encaixa na sua estratégia de "Sul para Sul", uma blitzkrieg diplomática planejada para ajuntar capital político no mundo em desenvolvimento. Como resultado, o Brasil é muito estimado em lugares que muitas outras nações ignoram, e suas relações comerciais estão bastante equilibradas, espalhadas em extensão praticamente igual entre América Latina, o Oriente Médio e a África, a Europa e os Estados Unidos. Isso ajudou o Brasil a ficar firme durante a crise econômica global para se tornar um dos primeiros a sair da recessão. Isso também transformou o presidente do Brasil numa estrela global.


Contudo, a diplomacia de Lula criou alianças comprometedoras enquanto seu governo é bajulado como uma das democracias mais vibrantes do mundo por diferentes socialistas, desde a ONU e Europa até Cuba e Venezuela. Internamente, Lula vem favorecendo grupos pró-homossexualismo e pró-aborto, com duras conseqüências para os que não adotam essa agenda radical. Não muito diferente da orgulhosa "democracia" nacional de Lula, sua política externa vem de forma surpreendente favorecendo ditadores muçulmanos e comunistas.


Recentemente, o Brasil se absteve de votar em resoluções da ONU condenando os abusos de direitos humanos no Congo, Sri Lanka e na comunista Coreia do Norte, onde milhares de cristãos têm sido torturados e mortos por apenas serem cristãos. O governo de Lula também hesitou com relação ao Sudão, onde a perseguição muçulmana aos cristãos é imensa. Primeiro, o Brasil evitou dar seu voto numa medida para dar para inspetores de direitos humanos poderes mais amplos para lidar com o Sudão, apenas para mudar de curso em junho depois que proeminentes grupos cívicos fizeram pesadas críticas. O melhor amigo de Hugo Chávez, o homem forte da Venezuela, é Lula, ainda que Chávez tenha amordaçado a imprensa, ameaçado rivais e sufocado os sindicatos. "Cada país estabelece o regime democrático que convém ao seu povo", Lula recentemente disse para Newsweek. "É uma decisão soberana de cada nação".


Mas "soberania" é uma palavra usada só quando lhe é conveniente. Na crise envolvendo Honduras e seu direito soberano e constitucional de deter um presidente apoiado por Chávez em suas ações ilegais para se perpetuar na presidência, o governo de Lula lhe deu a embaixada brasileira em Honduras como refúgio e base de operações, diretamente interferindo nos assuntos internos da pequena nação para atender aos interesses de Chávez. O amigo de Fidel Castro não perdeu a oportunidade de alegrar seu mentor ideológico.


Entretanto, a cordialidade entre Lula e Ahmadinejad tem sido pública e berrante. Durante os sangrentos resultados das eleições no Irã, Lula chamou os manifestantes que estavam protestando de "perdedores" e comparou as medidas repressivas do governo iraniano a uma briga entre duas torcidas rivais de futebol. Essa amizade é tão estranha que Lula, cujo governo dá amplos direitos a quem pratica o homossexualismo, não tem nenhum escrúpulo de apoiar Ahmadinejad, cujo governo mata os que praticam o homossexualismo. Por sua vez, o muçulmano Ahmadinejad também não tem nenhum escrúpulo de estar com Lula, o apoiador do homossexualismo.


É uma amizade moralmente antagônica e puramente oportunista, pois Ahmadinejad está exterminando os homossexuais do Irã, enquanto Lula está trabalhando para exterminar toda oposição ao homossexualismo no Brasil. Se Ahmadinejad fosse um cidadão brasileiro, de forma alguma ele conseguiria escapar da prisão da "democracia" socialista de Lula, e se Lula fosse um cidadão iraniano, de forma alguma ele conseguiria escapar da pena de morte da "democracia" muçulmana de Ahmadinejad.


Um país em amizade com o Irã, que financia grupos terroristas, teria chance de se tornar uma nação de primeira classe? Em julho de 2008, Chuck Pierce, que é considerado um profeta nos EUA, disse em São Paulo que uma tragédia imensa estava à frente no futuro da sociedade brasileira e que o Brasil só tinha poucos meses de oportunidade para mudar. Se em menos de 12 meses Lula caísse em seu corrupto governo socialista e se o Brasil fizesse amizade com Israel, o Brasil se tornaria uma grande nação, até mesmo ultrapassando os Estados Unidos. Mais de um ano depois, Lula está gozando enorme popularidade como presidente e o Brasil está mais perto dos piores inimigos de Israel.


Contudo, não é preciso ser um profeta para ver que o Brasil está numa estrada destrutiva.


Ainda que Ahmadinejad tenha declarado que quer a destruição de Israel, Lula fortemente defendeu o direito de o Irã enriquecer urânio alegando que ele ouviu "pessoalmente" que o Irã não quer fabricar uma bomba nuclear.


Outros vêem a virada da agressiva política externa de Lula como a insolência de uma potência que está se levantando. "Em parte é a idéia de que o Brasil pode fazer o que quer na política internacional, inclusive enfrentar as poderosas nações do mundo", diz o ex-ministro das relações exteriores Luiz Felipe Lampréia.


As nações ricas têm o mau hábito de exportar e impor sua cultura de aborto e homossexualismo nos países em desenvolvimento, mas esse não é o motivo por que Lula as condena. Aliás, a liberdade de expressão, um direito plenamente usado por ele para criticar questões triviais das nações desenvolvidas, é um direito não plenamente garantido no próprio PT de Lula, onde o Dep. Henrique Afonso, um pastor evangélico, foi condenado por seu discurso pró-vida e na sociedade brasileira, onde o Pe. Luiz Carlos "Lodi" da Cruz, um padre católico, foi condenado pelos tribunais apenas por chamar de "abortista" uma pessoa abortista. Até mesmo a Organização dos Estados Americanos recentemente reconheceu que o Brasil não está garantindo a liberdade de expressão.


Lula tem estabelecido muitas políticas radicais de aborto, homossexualismo e questões raciais que ele importou do mundo desenvolvido. Por isso, não é de admirar que ele jamais tenha usado sua liberdade de expressão para denunciar os agressivos grupos de aborto e homossexualismo financiados pelas nações desenvolvidas para destruir a cultura e as famílias dos países em desenvolvimento. E os brasileiros que fizeram isso foram legalmente perseguidos durante o governo Lula. Além disso, ele nunca condenou os abusos em massa de direitos humanos contra cristãos em nações muçulmanas e comunistas.


Bajular a cultura de aborto e homossexualismo dos poderosos do Ocidente e favorecer Hugo Chávez, Ahmadinejad e outros poderosos muçulmanos e comunistas com certeza é algo que atrai a atenção mundial - mas dificilmente é o tipo de coisa que uma nação de primeira classe gostaria de fazer.

Adaptado por Julio Severo do artigo Brazil's Lula Befriends Iran's Ahmadinejad, de Mac Margolis na Newsweek.

Exemplo de elites revolucionárias

Fonte: BLOG REVOLUÇÃO E CONTRA-REVOLUÇÃO
By Edson Carlos de Oliveira


Ao contrário do que nos ensinam nas escolas, o principal motor da Revolução Francesa não foi a massa "oprimida" pelo regime vigente, mas sim elites revolucionárias.

"Um estudo exato da História nos mostra, com efeito, que não foram as massas que fizeram a Revolução. Elas se moveram num sentido revolucionário porque tiveram atrás de si elites revolucionárias. Se tivessem tido atrás de si elites de orientação oposta, provavelmente se teriam movido num sentido contrário." (Cfr. RCR, Parte II, Capítulo II).

Eis algumas das figuras que fizeram a Revolução Francesa:

Maximilien François Marie Isidore de Robespierre (1758-1794)
Advogado e político. Neto de um rico homem de negócios. Completou seus estudos no Colégio Luís, o Grande, da Universidade de Paris.


Georges Jacques Danton (1759-1794)
Advogado e político. Formou-se em Direito na Faculdade de Reims.



Jacques-René Hébert (1757-1794)
Jornalista e político. Filho de joalheiro.


Jean-Paul Marat (1743-1793)
Doutor em medicina e cientista. Médico da guarda pessoal do conde d'Artois.



Marquês de La Fayette (1757-1834)
Aristocrata.



François Noël Babeuf (1760-1797)
Jornalista, filho de militar.


Honoré Gabriel Riqueti, conde de Mirabeau (1749-1791)
jornalista, escritor, político e grande orador parlamentar francês. Filho do Marques de Mirabeau.

Honduras apresenta queixa contra o Brasil no Tribunal de Haia

Fonte: BBC BRASIL
28 de outubro, 2009


Shannon vai pedir flexibilidade a ambas as partes

O governo interino de Honduras apresentou nesta quarta-feira uma queixa contra o Brasil no Tribunal Internacional de Justiça Haia, alegando intervenção em assuntos internos do país.


"O governo se reserva o direito de solicitar à Corte a adoção de medidas cautelares a menos que cessem as atividades ilegais do governo brasileiro, que alteraram a ordem pública em Honduras e que representam uma ameaça ao desenvolvimento pacífico do processo eleitoral do país", disse a nota da divulgada pelo ministério das Relações Exteriores do governo interino hondurenho.


Ainda segundo a nota, o governo de fato poderia ainda solicitar uma indenização ao Brasil "por danos causados" pelo fato de o país ter permitido a presença em sua embaixada em Tegucigalpa do presidente deposto, Manuel Zelaya, desde o dia 21 de setembro.


A assessoria de imprensa do Itamaraty disse não ter conhecimento oficial da queixa, mas acredita que “uma solicitação do governo golpista não teria como prosperar por falta de legitimidade. O tribunal da ONU representa apenas governos legítimos”.


Proposta


Ainda na quarta-feira, o governo interino de Honduras propôs uma retomada das negociações com a comissão do presidente deposto, Manuel Zelaya, após uma reunião com uma delegação dos Estados Unidos liderada pelo secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA, Thomas Shannon.


Shannon e outros dois funcionários do departamento de Estado americano chagaram a Tegucigalpa na quarta-feira e se reuniram com os dois lados numa tentativa de pôr um fim à crise política que se instalou no país após a deposição de Zelaya, em 28 de junho.


Após a reunião da delegação com a comissão do líder interino, Roberto Micheletti, na sede da Presidência, a porta-voz do governo de fato, Vilma Morales, propôs que as duas partes voltassem à mesa de negociações nesta quinta-feira.


Morales ainda deu a entender que os dois lados haviam chegado a um acordo informal em um terceiro encontro, realizado com as duas comissões e a delegação dos EUA na embaixada americana em Tegucigalpa. Segundo ela, esse acordo dependeria apenas de “formalidades”.


A comissão de Zelaya, no entanto, rejeitou a proposta de retomar o diálogo e negou que tenham alcançado um acordo para a crise política.


“Não chegamos a nenhum acordo”, disse o chefe da comissão de Zelaya, Victor Meza, à agência EFE.


Ele classificou a declaração feita por Morales como uma “manobra do regime golpista”.


Sobre a proposta de retomada das negociações, Meza disse que “enquanto não existir um acordo com a restituição do presidente Zelaya não há qualquer possibilidade de que iremos sentar para negociar”.


Um dos principais representantes de Zelaya nas negociações com o governo interino Manuel Mesa, já havia dito que o diálogo está paralisado.


"Entendo que o diálogo será reativado na medida em que exista disposição para resolver o tema que está pendente, que é precisamente o da restituição de Zelaya", disse ele na quarta-feira após encontro com o enviado da Organização dos Estados Americanos (OEA), Victor Rico.


Também na quarta-feira, a polícia hondurenha denunciou um suposto plano da “esquerda radical” para assassinar e sequestrar empresários e militares do país.


Mas a polícia não relacionou a descoberta aos recentes acontecimentos políticos do país e aos assassinatos recentes de um coronel do Exército hondurenho e de um sobrinho do presidente interino, Roberto Micheletti.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Candidato mais votado a reitor da USP é contra cotas raciais

Fonte: CONTRA A RACIALIZAÇÃO DO BRASIL
26/10/2009




Amigos,
No início de outubro o jornal Estado de São Paulo fez um debate com os vários candidatos a reitor da USP. A reportagem sobre o debate pode ser lida clicando aqui.
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É de nosso interesse o trecho abaixo, sobre o Prof. Glaucius Oliva, físico renomado que estuda estrutura de proteínas. Ele foi o mais votado no primeiro turno das eleições (com 756 dos 2.827 votos válidos), que ocorreu semana passada:

Glaucius Oliva
O diretor do Instituto de Física de São Carlos destacou que a legitimidade de uma instituição no mundo de hoje se mede pela sua inserção na comunidade que a sustenta, defendendo que o modelo de produção de conhecimento do século 20, descontextualizado das demandas e necessidades da sociedade, precisa ser revisto. "A mudança passa por um ajuste de foco nas atividades de pesquisa e por uma melhor comunicação com a sociedade", afirmou.

"A fronteira do conhecimento envolve não mais abordagem disciplinar, e a divisão dos conhecimentos em áreas estanque. Isso tudo passa também por um desafio novo que é incorporar o tema da sustentabilidade, não podemos nos desligar dessa questão de liderança na sociedade", defendeu.

O físico, que fez parte da elaboração do Inclusp, justificou o projeto de inclusão afirmando que ele vem da necessidade de a instituição produzir os melhores formandos para a sociedade. "Para entregar o melhor egresso, nós vemos com desafio de identificar os melhores talentos. E eles não se encontram em uma classe específica da sociedade. Os talentos encontram-se em todas as classes sociais e todas as escolas", afirmou. Os 3% de pontuação extra para quem estudou em escola pública, para Oliva, foi a melhor maneira encontrada pela instituição, segundo ele, que descartou a adoção de cotas raciais na USP. "Há clara compreensão que nasce do conhecimento genômico que cor da pele, no Brasil, não tem correlação com nossa herança genética."

Um Congresso que tudo pode - inclusive burlar a lei

Fonte: JORNAL COMUNICAÇÃO


Concessões de TV e rádio na mão de políticos é prejudicial ao exercício da cidadania e à consolidação da democracia



Reportagem HENRIQUE KUGLER e VANESSA PRATEANO


Que em 2008 completam-se 20 anos da Constituição Brasileira, muitos já sabem. O que pouca gente sabe é que há 20 anos se consolidava um processo que muitos estudiosos condenam e poucos parlamentares lutam para derrubar: a concessão – ilegal - de canais de emissoras de TV e rádio a políticos e funcionários públicos.

Em 1988, a Assembléia Constituinte votava pelo presidencialismo e mandato de cinco anos para José Sarney. Embora o órgão houvesse decidido pelo parlamentarismo e quatro anos de mandato, Sarney conseguiu convencer o Legislativo a mudar o voto. Para tanto, o presidente distribuiu, ao longo do mês que antecedeu as votações, 257 concessões. Desse total, 165 foram destinadas a 91 parlamentares. Dentre eles, 90% votaram a favor do que propunha Sarney. Ao todo, ele outorgou, ao longo de seu governo (1985-1990), 1.091 concessões, das quais apenas 65 foram submetidas à aprovação do Congresso. E a prática continua ocorrendo.


Segundo o
artigo 54 da Carta Magna de 88 , é proibido a políticos, a partir do momento em que assumem o cargo, ‘firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público’ e serem ‘proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público’.


O artigo veio justamente para evitar que transformem o veículo em meio de propaganda ideológica, ofendam adversários políticos ou utilizem o poder que a licença lhes dá para barganha política, mas isso não é respeitado. E a falta de conhecimento da população sobre a legislação impede que esse vício seja erradicado. Entretanto, há expectativas de que isso tenha fim: um projeto da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) promete colocar o assunto em pauta e cobrar ações das autoridades. Mas não será fácil: 14 colegas de partido de Erundina detêm concessões de algum canal.


O
Comunicação conversou com a professora da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) Ada Cristina Machado, coordenadora do Núcleo de Pesquisa “Política e Estratégias da Comunicação” da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação), sobre o assunto. A professora é taxativa: a ignorância da população sobre como se dão as concessões é fundamental para que políticos continuem agindo em desrespeito com a lei.


Comunicação: Políticos exercerem controle sobre os meios de comunicação no Brasil é um hábito saudável para uma sociedade democrática?


Ada Cristina Machado:
É muito complicado para a democracia. E, com a concentração dos veículos e redes nas mãos de algumas famílias, a questão torna-se mais complicada ainda. Nós não temos um controle social da mídia no Brasil. Os mecanismos pelos quais se faz a concessão dos canais não são conhecidos pela sociedade. Aliás, a sociedade nem sabe que uma emissora de televisão ou de rádio tem origem em uma concessão política.


Comunicação: Como é esse processo de liberar concessões?


Machado:
É pelo Poder Executivo do governo federal, através de atos do Ministério das Comunicações. Há longos processos, que duram vários anos, por caminhos às vezes tortuosos, burocráticos, mas que têm muita influência política na definição das concessões. E a sociedade não tem conhecimento de como esses processos se dão.


Comunicação: Aí entram favorecimentos políticos, jogadas de poder?


Machado:
Sim. Entra uma relação política muito forte, que é atravessada pelos interesses dos partidos - e que acaba definindo o espectro, o mapa das concessões de emissoras no Brasil. E a população não tem a menor informação sobre como isso acontece.


Comunicação: Assim, é de forma negativa que a senhora avalia essa relação entre mídia e poder político?


Machado:
Com certeza. O simples capital político de um indivíduo, que o faz senador ou deputado, já o transforma numa pessoa apta a ter a concessão de um canal. A relação entre mídia e poder é complicada, e nela está prejudicada a parte mais importante, que são os profissionais de comunicação. Os estudantes e profissionais dificilmente têm direito de acesso aos meios. Por isso, temos uma baixa profissionalização no rádio, acompanhada de uma redução dos postos de trabalho no jornalismo impresso e na televisão. Crescem os canais, mas os postos de trabalho não crescem na mesma proporção.


Comunicação: Essa dinâmica sempre foi assim? Ou houve alguma razão histórica que condicionou esta relação?


Machado:
A concentração da mídia na mão de poucos é um fenômeno mundial, não acontece só no Brasil. Aqui, a concentração é muito forte, e os grupos são multimídia. Por exemplo, o detentor de um jornal forte é natural candidato a ter uma emissora, e de uma emissora ele terá uma rede. Isso tudo proporciona que essas pessoas montem grupos econômicos muito fortes, controlados por opiniões que não explicitam a pluralidade que existe na sociedade. Infelizmente, esse é um fenômeno mundial hoje. Para contrabalançar isso, só temos a realidade da Internet.


Trata-se de uma realidade muito difícil de ser alterada. Não é só questão de grupos políticos. Mais do que isso, são grupos econômicos. A convergência, que é uma junção de interesses que vem da telefonia, informática e telecomunicações, acabou redefinindo o controle das mídias no mundo inteiro. A Europa tinha uma ótima experiência em TV estatal. Mas abriu mão disso, e deu espaço aos canais privados. Começou a cometer erros que no Brasil já conhecemos de longa data.


Comunicação: E por que essa mudança?


Machado:
Porque o estado europeu não conseguiu dar conta. A atualização tecnológica era muito defasada, e a realidade da indústria cultural forçou a adoção de um padrão tecnológico de TVs privadas. Nessa mudança, a qualidade da programação acaba sendo prejudicada. De um lado temos uma qualidade estética muito grande, mas a qualidade informativa e educativa decai. Temos a ilusão de ter uma mensagem de melhor qualidade, pois esteticamente ela é mais bem resolvida. Adota padrões e cânones que nos parecem mais atrativos. Mas a qualidade é indiscutivelmente pior.


Comunicação: Em que regiões do Brasil podemos notar uma maior concentração dos meios nas mãos de famílias?


Machado:
Tínhamos presença política muito forte nas mídias locais em geral. Mas paulatinamente nós fomos vendo, nas regiões norte e nordeste muito mais nitidamente, que os políticos começaram a abraçar as mídias em geral. É bastante lamentável hoje, porque a concentração não favorece a pluralidade.


Comunicação: A senhora citaria algum caso emblemático que possa ilustrar esta concentração no Brasil?


Machado:
Existe um estudo que relaciona a posse das redes de comunicação no Brasil por famílias. Por exemplo, a famílias Marinho, no Rio de Janeiro, e Abravanel (de Sílvio Santos), em São Paulo, para citar as principais. No caso do Nordeste, é a família Sarney que domina. Aí há um vínculo claro entre política e controle da mídia.


Comunicação: Quais são as conseqüências disso para o profissional da comunicação?


Machado:
As conseqüências é que se reduzem os postos de trabalho. Caminhamos para uma realidade em que veremos profissionais tendo o fruto de seu trabalho - suas matérias - reproduzido em diversas mídias. A tendência dos profissionais é tornarem-se multimídia. E o resultado é ter sua produção apropriada por diversos veículos e suportes midiáticos. E com isso nós corremos o risco de ter a veiculação de apenas uma perspectiva do fato. Nesse sentido, a concentração é, mais uma vez, contrária à democracia.


Políticos que detém concessões de rádio e/ou TV(Por partidos)

Fonte: Transparência Brasil/Projeto Excelências


Xavier Neto (PL/PI)

Alberto Oliveira (PMDB/RS)

Alexandre Santos (PMDB/RJ)

Aloísio Acácio Piazza (PMDB/SC)

Aníbal Gomes (PMDB/CE)

Antonio Bulhões (PMDB/SP)

Antônio Júlio (PMDB/MG)

Baleia Rossi (PMDB/SP)

Domingos Filho (PMDB/CE)

Edson Albertassi (PMDB/RJ)

Elcione Barbalho (PMDB/PA)

Francisca Motta (PMDB/PB)

Francisco Rossi (PMDB/SP)

Garibalde Mendonça (PMDB/SE)

Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN)

Guerino Zanon (PMDB/ES)

Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN)

Ivan Sarney (PMDB/MA)

Jader Barbalho (PMDB/PA)

João Magalhães (PMDB/MG)

Joaquim Nagib Haickel (PMDB/MA)

José Maranhão (PMDB/PB)

José Sarney (PMDB/AP)

Lobão Filho (PMDB/MA)

Luiz Claudio Romanelli (PMDB/PR)

Luiz Tadeu Leite (PMDB/MG)

Mão Santa (PMDB/PI)

Mauro Benevides (PMDB/CE)

Mauro Tapety (PMDB/PI)

Moacir Micheletto (PMDB/PR)

Neuto De Conto (PMDB/SC)

Odílio Balbinotti (PMDB/PR)

Olavo Calheiros (PMDB/AL)

Raniery Paulino (PMDB/PB)

Renan Calheiros (PMDB/AL)

Ricardo Murad (PMDB/MA)

Romero Jucá (PMDB/RR)

Roseana Sarney (PMDB/MA)

Waldyr Pugliesi (PMDB/PR)

Wellington Salgado de Oliveira (PMDB/MG)

Wilson Braga (PMDB/PB)

Zé Gerardo (PMDB/CE)

André Soares (DEM/SP)

Antonio Carlos Júnior (DEM/BA)

Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM/BA)

Carlos Apolinario (DEM/SP)

Dilceu Antônio Dal Bosco (DEM/MT)

Edmir Chedid (DEM/SP)

Efraim Morais (DEM/PB)

Elmiro Nascimento (DEM/MG)

Fábio Souto (DEM/BA)

Felipe Maia (DEM/RN)

Giulianno dos Anjos (DEM/ES)

Jayme Campos (DEM/MT)

Jerônimo Reis (DEM/SE)

Jorginho Maluly (DEM/SP)

José Adécio Costa (DEM/RN)

José Agripino (DEM/RN)

José Bruno (DEM/SP)

José Mendonça Bezerra (DEM/PE)

José Nunes (DEM/BA)

Júlio Cesar (DEM/PI)

Juraci Leite (DEM/PI)

Leal Junior (DEM/PI)

Luiz de Deus (DEM/BA)

Miriam Lacerda (DEM/PE)

Mussa Demes (DEM/PI)

Raimundo Colombo (DEM/SC)

Álvaro Guimarães (PR/GO)

Carlos Simões (PR/PR)

César Borges (PR/BA)

Henrique Queiroz (PR/PE)

Inocêncio Oliveira (PR/PE)

Jaime Martins (PR/MG)

José Rocha (PR/BA)

Jusmari Oliveira (PR/BA)

Leo Alcântara (PR/CE)

Londres Machado (PR/MS)

Luciano Castro (PR/RR)

Vivaldo Costa (PR/RN)

Wellington Fagundes (PR/MT)

Armando Abílio (PTB/PB)

Campos Machado (PTB/SP)

Eduardo Costa (PTB/PA)

Epitácio Cafeteira (PTB/MA)

Fernando Collor (PTB/AL)

Geraldo Coelho (PTB/PE)

Gim Argello (PTB/DF)

João Vicente Claudino (PTB/PI)

Manoel Ribeiro (PTB/MA)

Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR)

Nerinho (PTB/PI)

Paulo Herinque Paes Landim (PTB/PI)

Pedro Fernandes (PTB/MA)

Abelardo Camarinha (PSB/SP)

Aglailson Júnior (PSB/PE)

Átila Lira (PSB/PI)

B. Sá (PSB/PI)

Dr. Ubiali (PSB/SP)

Eduardo Lopes (PSB/RJ)

Gonzaga Patriota (PSB/PE)

Ismar Marques (PSB/PI)

Josué Neto (PSB/AM)

Luciano Pereira (PSB/ES)

Marcondes Gadelha (PSB/PB)

Sandra Rosado (PSB/RN)

Sérgio Aguiar (PSB/CE)

Welington Landim (PSB/CE)

Carlos Willian (PTC/MG)

Alberto Pinto Coelho (PP/MG)

Antonio Salim Curiati (PP/SP)

Beto Mansur (PP/SP)

Cida Borghetti (PP/PR)

Dilceu Sperafico (PP/PR)

Gerson Peres (PP/PA)

Pedro Westphalen (PP/RS)

Ricardo Barros (PP/PR)

Vadão Gomes (PP/SP)

Venâncio Fonseca (PP/SE)

Warner Pires (PP/TO)

José Fernando Aparecido de Oliveira (PV/MG)

Micarla Araújo de Sousa Weber (PV/RN)

Sarney Filho (PV/MA)

Tiago Ulisses (PV/MG)

Victor Mendes (PV/MA)

Adroaldo Loureiro (PDT/RS)

Damião Feliciano (PDT/PB)

Euclides Fernandes (PDT/BA)

Geraldo Cartário Ribeiro (PDT/PR)

Jurandy Oliveira (PDT/BA)

Luiz Carlos Martins (PDT/PR)

Otaviano Olavo Pivetta (PDT/MT)

Sérgio Brito (PDT/BA)

Severiano Alves (PDT/BA)

Juninho Araújo (PRTB/MG)

Reinaldo Braga (PSL/BA)

Albano Franco (PSDB/SE)

Bonifácio de Andrada (PSDB/MG)

Carlos Alberto Leréia (PSDB/GO)

Eduardo Azeredo (PSDB/MG)

Glauco Lopes (PSDB/RJ)

João Jaime (PSDB/CE)

João Tenório (PSDB/AL)

Mauri Torres (PSDB/MG)

Moésio Loiola (PSDB/CE)

Roberto Rocha (PSDB/MA)

Rodrigo de Castro (PSDB/MG)

Tasso Jereissati (PSDB/CE)

Zé Maia (PSDB/MG)

Zilá Breitenbach (PSDB/RS)

Fábio Faria (PMN/RN)

Robinson Mesquita de Faria (PMN/RN)

Humberto Souto (PPS/MG)

Nelson Proença (PPS/RS)

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".