Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
LEIAM DEVAGAR E PROCUREM CAPTAR OS DETALHES DESTA TRAMA
Então o operador solicita seu CPF (sem CPF não funciona) e emite a nota. Você guarda esta nota e uns 2 meses depois, pode consultar o site da Secretaria da Fazenda. Lá vão constar todas as notas que vc solicitou, bem como o crédito a seu favor.
Você pede Nota Fiscal, o restaurante paga mais ICMS para o governo. 'Ah! Mas eu vou ganhar um desconto no meu IPVA !' É verdade. Você ganha um desconto de R$ 1,00 e paga R$ 10,00 a mais no seus impostos. Que vantagem Maria leva?
Consequentemente, isso vai acabar gerando mais Imposto de Renda para cada um de nós.
Sem que ninguém perceba, o governo está assumindo o controle total sobre a vida financeira de cada cidadão.
Já me considero 'escravo' do governo, por trabalhar 4 meses de cada ano para pagar impostos (só me sobram 8 meses para sustentar minha família). Imagine se eu permitir que o governo tenha controle total sobre minha vida. Aí que eu vou ver o que é ser 'escravo'!
As Farc do Brasil, por Paulo Brossard*
Postado por movcc às Segunda-feira, Junho 16, 2008
A despeito da exaltação contínua e crescente do presidente da República em suas promoções diárias a respeito de seus próprios feitos, não me parece de bom augúrio o que vem acontecendo fronteiras adentro. Outro dia, o presidente falou do ódio de que era vítima, quando goza de invejável popularidade, deixando entrever que esta já não basta e a unanimidade começa a ser ambicionada. Isto não é bom e é perigoso. Em verdade, há vários sintomas de anomalias graves em setores importantes da vida nacional. Dou um exemplo.
Até ontem, tudo era cor-de-rosa. Subitamente, é preciso aumentar o juro para coibir o consumo. A balança comercial dá sinais de que uma mudança já se operou e pode piorar. Outrossim, dias passados, por ocasião do "abril vermelho", um governo marginal desmandou-se em manifestações concretas. São dados de inegável significado. É preciso ver as coisas como elas são. Trata-se de um governo que não se pode chamar de clandestino, porque ele é público, mas é um governo autônomo que desafia o governo legalmente estabelecido, tenha ele méritos ou chagas.
Se os acontecimentos do "abril vermelho" foram frontais no confronto não só com o governo, mas com as instituições, simplesmente ignoradas, o que sucedeu agora na genérica condenação ao chamado agronegócio foi evidentemente mais grave e mais frontal quando a organização, de Norte a Sul, em 13 Estados, se pôs em campo aberto arrostando governo e instituições, mais instituições do que governo, que, leniente, não vê ou faz que lhe não diga respeito.
A motivação aparente ou declarada é o agronegócio, pois é setor que vem mostrando grandes avanços, passando a um dos três setores mais importantes da economia nacional e assegurando alívio nas trocas externas. E como São Paulo é São Paulo, nada mais importante do que levar o ataque a ele, embora no grande Estado, hoje também voltado para a silvicultura, na indústria está sua maior fortaleza... A escolhida para a afronta foi a sede das empresas Votorantim, ao lado do Teatro Municipal, frente para a Praça Ramos de Azevedo. Tudo escolhido para dar ao ato ilícito o maior efeito nacional e internacional.
Com 90 anos de existência e 60 mil empregados, o conglomerado pode ser tido como símbolo da indústria paulista. Nada melhor para a escolha, como mandam os manuais da técnica revolucionária. Para requinte da felonia, o presidente do grupo empresarial vem de completar 80 anos de vida sem embargo de suas responsabilidades empresariais e também é o presidente da Sociedade de Beneficência Portuguesa ou do hospital dessa entidade de alta benemerência. Em uma palavra, era o modelo ideal para que fosse escolhido pelos "sem-terra", hoje com vários codinomes, embora o elemento humano possa ser o mesmo. A organização nacional e condenada é a Farc brasileira.
Mas, como foi dito, a ação predatória se desdobrou em 13 Estados, do Pará ao Rio Grande do Sul, abrangendo ferrovias, portos, hidrelétricas, estação experimental, vias públicas. Quanto à Vale do Rio Doce, foi a segunda invasão e paralisação em uma semana e a 15ª invasão até agora. Invasão de empresas importantes como a Odebrecht, a Klabin, a Bunge. Se agora foram 13 os Estados atingidos, na próxima vez serão 26?
Este o fato, em sua nudez. Não há quem não veja que isto vai muito além dos desvalidos "sem terra". O confronto deixou de ser "pacífico", como se anunciava, para ser campal. Do desrespeito a decisões da Justiça, passou a arrostar a polícia, depois a violência inesperada ou provocada. Por ora, a indignação contra a violência policial! As violências cometidas em 13 Estados são atos benfazejos de "movimentos sociais". A última se chama "assembléia popular"! Por que não dizer-lhes o nome próprio - Farc do Brasil? Jornal Zero Hora
-*Jurista, ministro aposentado do STF
COMENTÁRIO - O CRIME DA MALA
Veja com que elegância o brilhante ex- Ministro Paulo Brossard se expressa para nos dizer que o MST é as Farc do Brasil. É impressionante a distância do refinamento desse homem público para com essa ralezada de hoje. Só tem um jeito Ministro Brossard: botar na CADEIA o chefe dessa escória humana. Não existe possibilidade de diálogo com essa turba, porque não existe um corpo mental nessas criaturas, e, sim, um projeto de instintos malignos, que atende apenas aos interesses do maior calhorda já conhecido neste país, que usa a bandeira da fome e da miséria para sangrar o Erário. Essa gente está abaixo da ignorância. Eles todos se enquadram no "crime da mala". Que saudade do Brasil de ontem! Por Gabriela/Gaúcho
LULA SUBESTIMA NÚMERO DE INVASÕES, MOSTRA ESTUDO
Em oito anos, balanços oficiais divulgaram menos da metade dos conflitos no campo. Geógrafo da Unesp cruzou dados da ouvidoria agrária, da CPT e de universidades e obteve lista detalhada das ações; União não comenta - Por Eduardo Scolese – Folha de São Paulo
O número de invasões de terra anunciado em balanços do governo federal nos últimos oito anos está 55% abaixo da realidade de conflitos do campo. Entre 2000 e 2007, ocorreram no país ao menos 4.008 invasões, contra as 1.827 divulgadas pela Ouvidoria Agrária Nacional, ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. Em 2007, por exemplo, o balanço oficial apontou 298 ações dos sem-terra, ante as 533 registradas no recém-concluído trabalho de uma das principais autoridades da questão agrária no país, o geógrafo Bernardo Mançano Fernandes.
Para chegar a esses números, Fernandes e sua equipe de alunos da Unesp (Universidade Estadual Paulista) cruzaram as áreas invadidas que aparecem nas listas da ouvidoria, da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e de três universidades. Dessa confrontação, obtida pela Folha, surgiu uma nova lista, com cada uma das ações identificada com o nome da fazenda invadida, o município, o número de famílias envolvidas, o movimento que liderou a ação e a data da entrada dos sem-terra na propriedade.
Fernandes teve acesso a dados detalhados da ouvidoria agrária. Ele obteve a lista que contém, uma a uma, todas ações registradas pelo órgão e que sustentam os balanços oficiais -que trazem só o número total de invasões. O trabalho revela a ineficácia nos levantamentos da Pastoral da Terra, que faz isso desde os anos 80. Segundo o cruzamento feito por Fernandes, entre 2000 e 2007 o braço agrário da Igreja Católica deixou de incluir 1.171 ações em seus balanços. A CPT registrou 2.837 invasões nesse intervalo, 29% abaixo das 4.008 apontadas no trabalho da Unesp.
"Os dados da CPT e da ouvidoria não correspondem à realidade, mas correspondem à realidade possível. A confrontação permitiu perceber que essa realidade é maior ainda", afirma o professor Fernandes. Segundo ele, não há "conspiração" nem "interesse" na divulgação de dados maiores ou menores nos balanços divulgados até hoje por CPT e ouvidoria.
A discrepância dos dados fica clara em 2004, ano do primeiro "Abril Vermelho". Ao final daquele ano, a ouvidoria anunciou 326 invasões, contra 496 da CPT. Agora, após a confrontação dos dados, a Unesp fala em 703 ações identificadas.
A Folha apurou que tanto a CPT como a ouvidoria agrária trabalham para unificar seus dados, com auxílio da Unesp, antes de soltar novos balanços. Os últimos dados divulgados pela ouvidoria são de março. - A CPT sempre disse que, de fato, não consegue cobrir toda a realidade", afirma Antonio Canuto, secretário da coordenação nacional da CPT. "A gente diz que isso [balanços] é uma ponta do que se conhece."
Procurado pela reportagem, o ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho, não se manifestou.
Maria de Oliveira, que durante cinco anos atuou como ouvidora agrária nacional substituta, admite que o órgão não consegue levantar a realidade nacional das invasões. "A ouvidoria é confiável naqueles dados que conseguiu buscar, que obteve comprovação. Mas isso não representa que a gente tenha 100% das informações." Segundo o estudo, de 1988 a 2007, foram 7.562 invasões no país, uma média de 378 por ano e pouco mais de uma por dia.
FORÇAS ARMADAS TÊM O MAIOR GRAU DE CONFIANÇA: 68%
Postado por movcc às Domingo, Junho 15, 2008
Pesquisa encomendada pela mineradora VALE ao IBOPE mapeou o nível de confiança dos brasileiros em geral em instituições e grupos. As Forças Armadas saem na frente, com 68% de aprovação, seguidas pelos meios de comunicação, com 67%. A Igreja Católica empata com a confiança nos ambientalistas em terceiro lugar: 64%. Já os partidos políticos aparecem em último lugar do ranking de confiança, com 11%.
O Congresso teve 22%, menos que o MST, que teve 31% das escolhas. O presidente da República, sem citação do nome, aparece com 48%. A Polícia Civil, com 45%; e a Polícia Militar, com 43%. O Judiciário tem 42% da confiança e os sindicatos, 39%. Já os criadores de gado têm 55% de confiança, e os grandes produtores de soja, 59%. As ONGs têm 54% de confiança, e as igrejas evangélicas, 52%.
A pesquisa do Ibope foi feita de 26 de abril a 6 de maio, antes, portanto, da última onda de invasões e protestos de sem-terra pelo país, na semana passada. Foram considerados os seguintes movimentos: MST, Via Campesina, Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento Quilombola e Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Foram ouvidas 2.100 pessoas maiores de 16 anos, em metrópoles, cidades e regiões do interior de vários estados. Foram 1.204 entrevistas em nove regiões metropolitanas (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Distrito Federal, Salvador e Fortaleza). As demais foram distribuídas entre as seguintes cidades: Vitória (ES), São Luís (MA), Imperatriz (MA), Belém (PA) e Marabá (PA). Também foram entrevistadas pessoas no interior de Minas, no Vale do Ribeira (SP), em Cariré (CE) e em Dourados (MS).
VALE: POR UM MUNDO MELHOR
Você já deve ter visto o comercial da Vale na TV – “Sim, é possível transformar minérios em união, vida, caminhos, felicidade”.
Uma resposta civilizada da empresa às ações criminosas do MST e de outros bandos acobertados pelo governo de Lula, que não move uma só palha para defender os direitos de uma empresa que é modelo de gestão no país, e que paga devidamente seus impostos para o Estado. Além criar milhares de postos de trabalho.
A Companhia Vale do Rio Doce está sendo a maior vítima da criminalidade perpetrada pelos “movimentos sociais”, com a devida permissividade de Lula da Silva, que se finge de morto. O governo já estatizou e emporcalhou tudo que podia. Mas, ainda falta a Vale.
Por Gaúcho/Gabriela
Ibope: MST é visto como sinônimo de violência
Postado por movcc às Domingo, Junho 15, 2008
MOVIMENTOS SOCIAIS NA BERLINDA
A causa é nobre, os métodos não. É o que pensa a maioria dos brasileiros sobre os movimentos sociais do campo, como o MST, segundo pesquisa feita pelo Ibope por encomenda da mineradora Vale. Para 45% dos entrevistados, a palavra que melhor descreve o MST é violência; para 27%, é coragem; e, para 24%, é a expressão "reforma agrária". O levantamento mostra que a população está dividida em relação ao movimento: 46% se dizem favoráveis, e 50%, desfavoráveis (C.T. - já entre os internautas, 89% desaprovam as ações do MST segundo enquete da BAND. Leia aqui).
Dos entrevistados, 65% dos moradores das metrópoles concordam com os objetivos do MST, mas em nuances distintas: 27% concordam com o propósito e acham que os sem-terra lutam por ele; 38% concordam com o objetivo, mas acham que o MST fugiu de sua meta inicial; e 31% discordam totalmente dos objetivos do movimento. E 60% consideram que as organizações camponesas estão se aproximando da criminalidade; também acham que elas prejudicam a economia (para 61%) e os mais pobres (para 54%).
Os entrevistados também são críticos da atitude de quem tem terras invadidas: 40% acham que o setor privado usa seus próprios meios para fazer expulsões, antes de tentar dialogar ou recorrer à Justiça. Perguntados como agiriam se estivessem no lugar dos proprietários, 27% disseram que negociariam e até cederiam parte das terras, mas 40% afirmaram que dialogariam e depois recorreriam à Justiça.
A pesquisa, que abrange todas as metrópoles e várias regiões do país, foi encomendada pela Vale, que tem sido alvo dos movimentos. Segundo o diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da empresa, Walter Cover, o objetivo foi saber como os movimentos são vistos pelas comunidades com as quais a Vale se relaciona.
- A Vale tem um relacionamento estreito e positivo com as comunidades com as quais se relaciona, e esses movimentos fazem parte delas. Como pretendemos melhorar permanentemente essa relação, queríamos saber como os movimentos são vistos - disse o diretor.
A pesquisa mostra que mais de 80% dos 2.100 entrevistados no país acham que os movimentos sociais estão se espalhando. Nas metrópoles, onde foram entrevistadas 1.204 pessoas, 69% avaliam que eles estão ganhando força. Mas 40% dos entrevistados acham que os maiores beneficiados pelos movimentos em geral são os seus próprios líderes. E mais: 69% consideram que eles são instrumentos de manipulação e geram conflitos. Apenas 26% avaliam que os movimentos organizam e conscientizam.
Para 56%, os movimentos são "plantados" de cima para baixo, por políticos, ONGs e igrejas. Outros 37% acreditam que eles surgem naturalmente, a partir da revolta da população com a realidade nacional. A maioria, 54%, avalia que os grupos mais prejudicados pelos movimentos são os mais pobres. Só 17% dizem que são os mais ricos.
MST É CONHECIDO POR 97% DOS ENTREVISTADOS
Para 60% dos entrevistados, os movimentos estão adotando métodos de ação ilegais e, por isso, acabam se relacionando com o crime organizado e até com o narcotráfico. Mas 29% discordam. Em cidades como Vitória (ES), 77% acham que eles estão próximos da criminalidade; em Marabá (PA), somente 27% pensam assim.
O MST é o movimento social mais conhecido no país: tem 97% de conhecimento. Outros movimentos, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), os quilombolas e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), além da própria Via Campesina - a internacional camponesa que agrega todos esses grupos, inclusive o MST -, são pouco conhecidos, mas mais aceitos. A CPT, por exemplo, é aceita por 59% daqueles que já ouviram falar da comissão católica. Já a Via Campesina, à qual a maioria é filiada, só é conhecida por 14% dos entrevistados. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) é conhecido por 31% nas regiões metropolitanas.
Um total de 88% dos moradores de metrópoles dizem não conhecer nenhum outro movimento. Os sem-teto foram os mais citados, por 4%.
A maioria dos entrevistados afirmou que sabe dos movimentos sociais pela televisão (90%), jornais (34%), rádio (24%), internet (18%) e revistas (8%). Para 45% dos moradores metropolitanos, a cobertura dos meios de comunicação é neutra, mas 35% acham que os veículos tendem a ser favoráveis aos movimentos.
domingo, 15 de junho de 2008
Um negócio quase honesto - artigo de 2006
Do portal do OLAVO DE CARVALHOPor Olavo de Carvalho em 13 de abril de 2006
Ao mesmo tempo que o Exército Brasileiro comunicava a prisão de agentes das Farc na Amazônia, a IstoÉ de 12 de abril informava: documentos apreendidos com Fernandinho Beira-mar “comprovam a antiga suspeita de que o bandido fornecia armamentos e munições às Forças Armadas Revolucionárias (FARC) da Colômbia em troca das toneladas de cocaína com que abastecia pontos-de-venda de droga no Brasil”. Uma agenda, preenchida pelo traficante com o registro de suas operações no ano 2000, “é a prova cabal da aliança entre Beira-Mar e as Farc”, assegura a revista.
Beira-Mar não decerto é o principal amigo brasileiro dos delinqüentes colombianos. A Resolução número 9 do X Foro de São Paulo, de 7 de dezembro de 2001, condenou a repressão à narcoguerrilha como “terrorismo de Estado” e como “verdadero plán de guerra contra el pueblo”. Entre as assinaturas estava a do sr. Luís Inácio Lula da Silva, então ainda presidente do Foro.
No mesmo ano, líderes das Farc foram recebidos como hóspedes oficiais pelo governo petista do Rio Grande do Sul.
Mas seria injusto dizer que a colaboração do PT com as Farc se limitou à troca de gentilezas. As duas organizações publicam juntas uma revista, “America Libre”, dirigida pelo sublime dr. Emir Sader, na qual defendem seus interesses comuns contra o governo da Colombia e dos EUA, o Exército brasileiro e outras entidades malignas (C.T. - tem mais celerados nesta revista, clica no link acima e veja, por exemplo, o CHICO BUARQUE lá também, o que o torna, portanto, AMIGO DAS FARC). Pelo menos até 2004, o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, estava no Conselho Editorial da publicação ao lado do comandante das Farc, Manuel Marulanda Vélez, o famigerado “Tiro Fijo”. Lá estava também o impoluto deputado Greenhalgh -- aquele mesmo que propunha controlar a criminalidade mediante o desarmamento geral das vítimas.
Quando o porta-voz das Farc, Olivério Medina, contou que a organização tinha dado dinheiro para a campanha eleitoral do PT, houve uma correria geral para persuadir o público de que tudo não passava de bravata. Mas, logo depois, a elite petista organizava um movimento de protesto para libertar da prisão o homem acusado de manchar a reputação do partido com fanfarronadas irresponsáveis. Em vez de enxergar algo de suspeito em tamanha incongruência, a nação preferiu acreditar que o PT era um partido cristianíssimo, que retribuia o mal com o bem.
Em 2002, três dos quatro concorrentes à presidência eram membros de partidos aliados às Farc no Foro de São Paulo, e o quarto, José Serra, informado de tudo, preferiu perder a eleição de bico fechado, provando fidelidade estóica às suas raízes esquerdistas. Enquanto a mídia local celebrava a lisura do pleito, o vencedor confessava ao “Le Monde” que a eleição tinha sido “apenas uma farsa, necessária à tomada do poder”, sendo confirmado nisso pelo sr. Marco Aurélio Garcia em declaração ao jornal argentino “La Nación” de 5 de outubro de 2002 . Em julho de 2005, o então já tarimbado presidente admitia ter tomado decisões de governo em reuniões secretas do Foro de São Paulo, longe do Congresso e da opinião pública.
A troca de cocaína pelas armas que Fernandinho Beira-Mar trazia do Líbano era feita na Tríplice-Fronteira (Brasil-Argentina-Paraguai). Semanas atrás, o promotor do Distrito de Manhattan, Robert Morgenthau, conseguiu fechar um canal de dinheiro pelo qual três bilhões de dólares de drogas, seqüestros, contrabando e outros crimes tinham fluído dessa região para organizações terroristas muçulmanas, por meio de um banco de Nova York. Quando a existência desse canal foi denunciada pela primeira vez, a esquerda brasileira protestou com veemência, dizendo que era tudo uma sórdida mentira imperialista.
Aos poucos, a verdade está aparecendo. Mas ela é ainda grande e feia demais para os olhos sensíveis de uma nação que se deixou enfraquecer por uma longa dieta de mentiras cor-de-rosa. O Brasil talvez precise de mais alguns anos para entender que, comparado à trama do Foro de São Paulo, o Mensalão é quase um negócio honesto.
ASSESSOR DE LULA, MARCO AURÉLIO (TOP TOP) GARCIA, DIZ QUE NÃO APÓIA AS FARC (o que é mais uma deslavada mentira deste esquerdopata)
Postado por movcc no sábado, Junho 14, 2008
Em carta a Azeredo, o MAG diz que não tem relação com grupo colombiano (C.T. - a verdade sobre Marco Aurélio Garcia está aqui). O Parlamentar havia pedido que Garcia revisse posição e tratasse FARC como grupo terrorista.
"Seria bom que o senhor Marco Aurélio Garcia também refizesse sua opinião e considerasse as Farc um grupo terrorista, não um grupo de oposição, como lamentavelmente esse membro do governo costuma dizer. As Farc são um grupo terrorista” – discurso do tucano Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
O assessor especial do Lula enviou na quinta-feira (12) uma carta ao senador Azeredo, rebatendo as acusações. O Mag considerou as declarações do parlamentar uma provocação. O G1 teve acesso à correspondência (leia aqui) em que Garcia diz ao senador que o Brasil não é "uma agência de classificação" para denominar a atividade das FARC, e termina dizendo que não pretende "dar lições de democracia e de direitos humanos a ninguém, mas tampouco necessita recebê-las".
Quem é “MAG”, novo coordenador da candidatura Lula (artigo de 2006)?
por Carlos I.S. Azambuja em 27 de setembro de 2006
Resumo: Marco Aurélio Garcia (MAG), valendo-se de sua cobertura de assessor internacional do presidente Lula, mantém conversações com os grupos armados e de oposição a vários governos da América Latina, e agora coordena a campanha do presidente.
© 2006 MidiaSemMascara.org
Marco Aurélio Garcia, conhecido como “MAG”, nos anos 60 e 70 do século passado foi uma liderança do trotskismo internacional. Nos anos de luta armada no Brasil viveu exilado na França e no Chile. Após a Anistia, voltou para o Brasil e foi um dos que colaboraram na fundação do Partido dos Trabalhadores e, em 1990, na condição de Secretário de Relações Internacionais do PT, um dos organizadores e fundadores do Foro de São Paulo, que não passa de uma nova Internacional para a América Latina. É professor licenciado do Departamento de História da Unicamp.
Em dezembro de 2002 – ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso -, por instância do presidente eleito e já na sua condição de futuro assessor internacional do governo Lula, coordenou o envio de uma carga de gasolina para normalizar o abastecimento do mercado interno na Venezuela, seriamente abalado por uma greve coordenada pelas oposições a Hugo Chávez.
Valendo-se de sua cobertura de assessor internacional do presidente Lula mantém conversações com os grupos armados e de oposição a vários governos da América Latina, o que, evidentemente, não poderia ser feito pelos diplomatas do Itamaraty. Esses contatos são feitos em nome do Foro de São Paulo. Como escreveu o filósofo Olavo de Carvalho, “comparado à trama do Foro de São Paulo, o Mensalão é quase um negócio honesto” (Um Negócio quase honesto, Jornal do Brasil de 13 de abril de 2006).
Marco Aurélio Garcia agora é o coordenador da candidatura do presidente Lula, substituindo “o bando de aloprados” (frase utilizada por Lula em uma entrevista concedida dia 25 de setembro de 2006 a três rádios populares de São Paulo e do Rio de Janeiro) da sua equipe de coordenação de campanha presos pela Polícia Federal quando tentavam adquirir, por cerca de 2 milhões de reais, um dossiê fabricado para prejudicar as candidaturas de José Serra e Geraldo Alckmin. Nessa entrevista, Lula, que mais uma vez não sabia de nada, não titubeou em jogar a culpa no presidente do PT, Ricardo Berzoini, que foi quem escolheu e coordenava a tal equipe.
Esta introdução objetivou publicar o artigo abaixo que foi escrito em Caracas por Johan Freitas e publicado originalmente no site do grupo MilitaresDemocraticos.com, da Venezuela.
Finalmente, recorde-se que todas as fontes citadas nas referências do artigo foram solenemente ignoradas pela imprensa nacional.
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O brasileiro que ganha tempo para Chávez. Seus vínculos terroristas e com Saddam
Johan Freitas, Caracas
“Devemos dar a impressão de ser democratas”, disse Marco Aurélio Garcia, o marxista de linha dura atrás do presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. E acrescenta: “...teremos que aceitar inicialmente algumas práticas. Porém, isso não é para sempre” [1].
Na semana passada Marco Aurélio Garcia esteve na Venezuela, oferecendo apoio a outro suposto democrata, Hugo Chávez. A greve geral na Venezuela secou os postos de gasolina e estrangulou os automobilistas. Os efeitos da greve ameaçam derrubar Chávez do poder. Porém agora, graças a Marco Aurélio Garcia, o navio “Explorer Amazon” dirige-se ao porto venezuelano carregado de 520.000 barris de gasolina sem chumbo da companhia petroleira brasileira Petrobrás.
A que se devem sua presença e sua ajuda? Por que o Brasil intervém para desmontar uma greve de caráter eminentemente interno? Por que Lula deseja que Chávez se mantenha no poder? Podemos vislumbrar as chaves a estas perguntas observando detidamente Marco Aurélio Garcia, o homem por trás do plano.
“A democracia não é mais do que uma farsa para alcançar o poder”
Em uma entrevista ao tablóide francês “Le Monde”, o presidente eleito do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, repete as palavras aprendidas com Marco Aurélio Garcia quando descreve as eleições democráticas como uma farsa, que é simplesmente um passo necessário para alcançar o poder. [2]
Para Marco Aurélio Garcia, estas palavras não são só uma teoria. Ele as viveu pessoalmente no período de 1969 a 1973, quando era um ativista político estrangeiro no Chile durante o regime de Salvador Allende. [3]. Allende foi eleito democraticamente porém, uma vez que alcançou o poder, usou o governo para fechar jornais e controlar com mão de ferro os partidos de oposição. Em um conhecido escândalo público, uma grande quantidade de armamento cubano foi encontrada em sua residência, enviados por Castro para armar as milícias civis, com o objetivo de “defender a Revolução Socialista no Chile”. As ações do brasileiro foram fundamentais para esta ação. Este foi o primeiro contato de Marco Aurélio Garcia com as operações cubanas no exterior.
Em 1980, Marco Aurélio Garcia fundou junto com Lula da Silva o “Partido dos Trabalhadores” (PT). Desde então, tem sido seu assessor para assuntos exteriores.
Voltemos a 1990. Enaltecido por Castro, que a estas alturas havia orquestrado incursões militares em mais de 30 países, Marco Aurélio Garcia convoca uma reunião de todos os grupos de esquerda da América Latina e do Caribe. Atendem ao chamado os representantes de 48 partidos comunistas e grupos terroristas. Esta reunião converte-se no “Foro de São Paulo”, com Marco Aurélio Garcia à sua cabeça – um título que ainda conserva no presente, doze anos mais tarde.
O Foro de São Paulo apóia o terrorismo
Atuando como o líder do Foro de São Paulo, Garcia controla e coordena as atividades subversivas e extremistas que se sucedem desde o Rio Grande até a Patagônia, Argentina. Vários dos membros do Foro de São Paulo são terroristas, alguns dos quais estão na lista dos mais procurados pelo FBI. Isto não é uma coincidência. O Foro de São Paulo, sob os auspícios de seu Secretário Executivo Marco Aurélio Garcia, estabeleceu como política o apoio a grupos terroristas. Considere esta entrevista tomada no X Congresso, levado a cabo em 7 de dezembro de 2001 em Havana, Cuba, na qual ele se refere aos grupos terroristas colombianos “Exército de Libertação Nacional” (ELN) e as “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia” (FARC): “9. Ratificamos a legitimidade, justiça e necessidade da luta das organizações colombianas e nossa solidariedade com elas”.
O novo eixo do terrorismo inicia-se em Cuba, passando pela Colômbia, é financiado pelos milhares de milhões de dólares do petróleo venezuelano e finaliza na superpotência brasileira.
De acordo com as política ditadas por Havana, o líder do Foro de São Paulo, Marco Aurélio Gracia, expressou um especial interesse pelo terrorista Manuel Marulanda Vélez, codinome “Tirofijo”, o líder das FARC. A cada ano, desde 1990, Garcia se auto-impôs como uma prioridade realizar encontros pessoais com enviados das FARC. Estes encontros foram realizados não só em solo cubano – sempre com a presença de Fidel Castro – mas também no México, para onde Marco Aurélio Garcia viajou, a fim de reunir-se em 5 de dezembro de 2000 com Marco León Calara, membro das FARC. Os temas tratados nesses encontros mantêm-se sob um manto de sigilo. Entretanto, cada vez que se reunem, as FARC incrementam seus ataques com um altíssimo custo de vidas humanas.
A lista das FARC e do ELN
Chávez tem apoiado ativamente os membros das FARC e do ELN fornecendo cédulas de identidade falsas, armamento, munições e lugares seguros para a retirada das tropas em ordem. Também recebem apoio de Cuba, onde os líderes destes grupos terroristas descansam e as tropas são treinadas. Inúmeras denúncias muito bem documentadas do presidente e vice-presidente de CAVIM, de diretores da ONIDEX, de efetivos da DIM e da DISIP chegaram ao conheciento público nos meses passados e sustentam estas asseverações. Desta maneira, Chávez se assegura de contar com guerrilhas armadas que serão usadas para debilitar a democracia venezuelana e forçar seu regresso ao poder.
O que o futuro proporciona ao Brasil e à região
Sob Marco Aurélio Garcia, a política exterior do Brasil será manejada desde Havana. A diplomacia do Brasil a cargo de Garcia trabalhará ativamente contra as políticas que os Estados Unidos auspiciam na região, que se iniciarão com seu apoio a Fidel Castro: “cuidaremos de eliminar o bloqueio a Cuba” [4].
Marco Aurélio Garcia descreve seu partido político, o PT, como “radical, de esquerda, socialista” [5]. Porém, Garcia é mais que um radical e mais de extrema esquerda que um socialista: é de fato um comunista de linha dura que quer reviver o comunismo no mundo. No artigo que escreveu sobre o “Manifesto Comunista”, de Karl Marx, ele conclui que “A agenda é clara. Se o horizonte que buscamos é o comunismo, é hora de reconstrui-lo”. [6]
Marco Aurélio Garcia trabalha muito próximo com outros políticos de tendência marxista ao redor do mundo e aparece em antologias que são lidas como um “quem é quem” dos que apóiam o terrorismo internacional: de Cuba, Mário Machado e Marta Harnecker; da China, YunLin Nie, autor de “O Manifesto Comunista e o Socialismo com características chinesas”; Pham Nhu Cuong representa o Vietnã; e Mohamed Latifi é o contato iraniano. Também colaboram outros extremistas de países democráticos como Seppo Ruotsalainen da Finlândia (autor de “O Processo e o Manifesto Revolucionário”), Allan Woods da Inglaterra (“O Manifesto Comunista Hoje”) e Pierre Zarka da França (“O Manifesto do Partido Comunista”). Todos eles compartilham um profundo e intenso ódio contra os Estados Unidos e a sociedade ocidental [7].
O vínculo nuclear com Saddam
Até 1994 o Brasil realizou investigações para o desenvolvimento de armas nucleares e projetou duas bombas atômicas. Fernando Henrique Cardoso deteve estas provas em instâncias dos Estados Unidos, quando se presumia que o Brasil estava a ponto de realizar provas de um dispositivo nuclear. O programa de armas nucleares do Brasil também estabeleceu vínculos com o Iraque e a China, países que venderam urânio enriquecido ao Brasil e investiram em sua indústria aero-espacial. Em vários discursos de sua campanha política para a Presidência, Lula da Silva expressou seu desejo de estreitar relações com a China.
Agora, com Lula da Silva na Presidência e Marco Aurélio Garcia a cargo da estratégia da política exterior do Brasil, iniciaram-se os planos para reativar silenciosamente o programa de armas nucleares. A capacidade de dissuasão nuclear é necessária para os planos de Marco Aurélio Garcia e dos grupos terroristas aos quais ele apóia através do Foro de São Paulo.
Os vínculos do Brasil com Saddam Hussein no Iraque estendem-se a outros atores. O primeiro é Hugo Hávez; o segundo o liga ao co-fundador do Foro de São Paulo, Fidel Castro. Hugo Chávez é o melhor amigo de Saddam na América Latina, a quem visitou pessoalmente e ofereceu seu apoio. Depois da primeira visita de Chávez, Fidel Castro enviou ao Iraque Rodrigo Álvarez Cambras, seu braço direito, para estabelecer um contato direto com Saddam.
Até a presente data, o trio Saddam-Castro-Chávez tem trabalhado no desenvolvimento de armas biológicas. Porém, em janeiro de 2003, com o advento de Lula da Silva à Presidência do Brasil, as armas nucleares se incorporaram à fatídica fusão. É só questão de tempo. O pacote de resgate de gasolina brasileira que Garcia enviou a Chávez compra um pouco de tempo ao Presidente venezuelano. Em um mundo no qual os ditadores ainda se mantêm no poder, nada agradaria mais a Marco Aurélio Garcia do que um Iraque com capacidade nuclear.
Notas:
1. “La Nación”, Buenos Aires (Argentina), 5 de outubro de 2002.
2. “Le Monde”, Paris (França): “En privé, Lula, âgé de 56 ans, pense tout haut que l'élection est une "farce" et qu'il faut en passer par là pour prendre le pouvoir”.
3. “O Estado de São Paulo”, São Paulo (Brasil), 6 de novembro de 2000: “Quem é Marco Aurélio Garcia”.
4. Emilio J. Corbière, "Lulazo, populismo y desarrollismo", 28 de outubro de 2002, cita Marco Aurélio Garcia em “La Fogata, el fuego de la lucha revolucionaria”.
5. Marco Aurélio Garcia, revista “Teoria e Debate”, São Paulo (Brasil), julho/dezembro de 1990, nº 12. Extrato do artigo “Terceira Via: a social-democracia e o PT”; “Radical, de esquerda, socialista”.
6. Marco Aurélio Garcia, “Teoria e Debate” (Brasil), 26 de janeiro de 2001, nº 36: “O Manifesto e a refundação do comunismo”.
7. Internatif (França), 2002.
27 de dezembro de 2002.
Fonte: MilitaresDemocraticos.com
(http://www.militaresdemocraticos.com/articulos/sp/20021227-03.html).
Tradução: Graça Salgueiro
Carlos I. S. Azambuja é historiador.
Texto da ONU causa problemas ao País, diz jurista
Por Daniel Milazzo, quinta-feira, 12 de junho de 2008
Em audiência pública promovida pelo Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) nesta terça-feira, 10, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Francisco Rezek denunciou que a declaração das Nações Unidas de 13 de setembro de 2007, assinada pelo Brasil, pode pôr em risco a soberania nacional.
Trata-se da Declaração de Direitos dos Povos Indígenas. Em entrevista a Terra Magazine, Francisco Rezek avalia que o texto não tem o peso jurídico de um tratado internacional, mas abre precedentes para o questinamento da autonomia do Estado brasileiro sobre reservas indígenas.
- Existe na declaração alguma coisa que, no futuro, o Brasil possa se utilizar contra qualquer tentativa de injunção sobre sua soberania? Existe sim. Mas existe também o contrário o tempo todo. E não há dúvida de que isso será motivo de um debate permanente. O texto certamente autorizará cobranças e atitudes várias, dentro e fora do Brasil.
Em tom de protesto, o jurista, que também foi juiz da Corte Internacional de Haia, acrescenta:
- A quê estamos chegando? A uma situação em que uma suposta autonomia indígena, a autodeterminação dos indígenas, vai se fazer sob a orientação e regência de ONGs? É isso? Se for, é algo alarmante.
O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) encaminhará ao presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), a denúncia apresentada por Rezek.
- Essa denúncia nos preocupa e não podemos dar margem a dúvidas no que se refere a quem pertence a Amazônia brasileira; a Amazônia é nossa, é do Brasil - afirmou Britto durante a audiência.
A fim de não dar brechas a uma leitura da declaração da ONU que leve à internacionalização da Amazônia, a OAB está examinando o texto e discutindo o tema no Conselho da instituição para, em seguida, levá-la ao Senado Federal.
"Self-determination"
O texto da Declaração de Direitos dos Povos Indígenas foi proposto por países como Alemanha, Finlândia e Dinamarca, os quais não são reconhecidos por conhecerem de perto as causas indígenas. Para Rezek, isso é no mínimo "curioso". O jurista lembra ainda que houve onze abstenções em relação ao texto e quatro votos contrários: Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e Austrália - países que possuem comunidades indígenas em seu território.
- O texto é incongruente porque não resolve o principal dilema de países como o Brasil, que é a questão de saber qual é a grande matriz ideológica a adotar. É preservar a condição natural dos indígenas ou é aculturá-los com maior rapidez e incorporá-los à sociedade?
De acordo com Rezek, self-determination é um termo clássico nas em relações internacionais. É o princípio que nos séculos XIX e XX levou povos à independência ante o domínio colonial. Porém, ele ressalta que quando incorporado ao texto das Nações Unidas, permite-se a interpretação de que haja hoje uma dominação de povos indígenas pelo Estado soberano em que se encontram, sugerindo o direito à independência.
- O texto contém dispositivos que vão certamente motivar cobranças internas e externas que arranham, que desafiam o domínio soberano do território brasileiro em sua extensão, a integralidade daquele território que é um espaço físico da soberania do Brasil e sempre foi - reforça o ex-ministro do STF.
Raposa/Serra do Sol
A respeito da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, localizada no estado de Roraima, Rezek considera injusta a retirada de brasileiros não-indígenas da região.
- A delimitação da reserva Raposa Serra do Sol preocupa por reunir etnias indígenas diversas, não exatamente afeiçoadas umas às outras, e o espaço onde há muitos brasileiros não indígenas, trabalhadores cuja expulsão da área seria uma iniqüidade - argumenta Rezek.
De acordo com a OAB, "a soberania brasileira pode e deve ser mantida independentemente da forma de demarcação daquela e de outras reservas indígenas".
Terra Magazine
Quem escondeu o óleo?
Por Alvaro Vargas Llosa
Behrouz Mehri/AFP |
Quem é responsável pelo astronômico preço do petróleo? A maior parte da culpa - como foi mostrado nas recentes farsas no Congresso dos EUA, com executivos das petroleiras defendendo seus salários sob questionamentos de congressistas beatos e preocupados - estão sendo posta nas empresas de petróleo.
Nos países europeus, manifestantes estão denunciando o governo por não ter tomado ações imediatas para proteger os consumidores. Nos jornais, de Hong Kong à Austrália e a Buenos Aires, traders responsáveis por US$ 260 bilhões atualmente investidos em fundos de commodities estão sendo condenados como especuladores.
Na verdade, esses não são os culpados. Durante anos, países com petróleo como Rússia, Venezuela e México têm desarrumado sua própria capacidade de produção para usá-la como arma política. Isso não significa que eles não estão produzindo milhões de barris por dia, mas significa que estão incapacitados de aumentar a produção para aumentar a demanda -- e o mercado não conta com eles para aumentar o fornecimento de petróleo no futuro.
Para piorar a situação, a política monetária nos Estados Unidos, a maior economia dos Estados Unidos, tem sido muito frouxa nos últimos anos, ajudando a alimentar o que alguns observadores estão chamando de bolha do petróleo .
Se também considerarmos que nas últimas três décadas os EUA, representando um quarto da demanda mundial por petróleo, tem visto sua capacidade de refino se limitar por causa das restrições ambientais, o que temos é, bem, o preço da gasolina chegando às alturas.
Todas essas causas levam a um pecado original: políticos interferindo no processo de demanda e fornecimento. Adicionando um insulto à injúria, agora temos políticos lançando a esmo propostas que, no máximo, não vão fazer nada para solucionar o problema (imposto de feriados) e, no pior cenário (como aumentar impostos das cinco empresas da Big Oil , usando leis antitrustes para frear a "concentração de mercado", aumentar os subsídios a combustíveis alternativos, controle de preços), vão manter o petróleo no subsolo.
Durante boa parte de sua presidência, a idéia de Vladimir Putin de diversão era jogar os proprietários das grandes empresas na cadeia e assumir o negócio deles. Como resultado, Rosneft e Gazprom, os gigantes de energia controlados pelo governo, têm mais de metade das reservas de petróleo e gás da Rússia. Putin também aumentou os impostos sobre o petróleo para 90%.
Tudo isso deu ao potentado russo força política e econômica para chantagear os importadores europeus dos hidrocarbonetos russos e pressionar países vizinhos, como a Ucrânia.
Quando a produção russa de petróleo aumentou para 9 milhões de barris por dia, parecia que Putin era Midas . Mas, ao mesmo tempo, a tecnologia russa estava ficando defasada e os investimentos de capital necessários para garantir um aumento saudável na produção não estavam sendo realizados.
O resultado: a produção caiu neste ano pela primeira vez. Nenhum trader está especulando que a Rússia não vai ajudar a baixar o preço do petróleo no futuro.
Uma história parecida pode ser contada na Venezuela, onde nos últimos anos, o presidente Hugo Chávez conseguiu reduzir a produção em um milhão de barris, segundo dados da Opep. A petroleira estatal, PDVSA, é um instrumento-chave da ridícula Revolução Bolivariana de Hugo Chávez, com bilhões de dólares sendo transferidos para outros países em vez de investidos no aumento da capacidade de produção. No México, o Projeto Cantarell , o segundo maior campo de petróleo do mundo, tem visto sua produção despencar nos últimos anos porque a legislação não permite que o capital privado manche a honra nacional com sua sede por lucro. Mas o fornecimento insuficiente não é o único fator agindo.
Um grupo de economistas, entre eles Paul van Eeden e Frank Shostak, argumentam de forma convincente que a política monetária frouxa do Federal Reserve , entre janeiro de 2001 e junho de 2004, e novamente desde setembro de 2007, alimentou a inflação. Ao fazer isso, a política monetária induziu investimentos ruins na economia -empreendimentos empresariais que não se realizariam de outra forma e que agora aumentam a demanda por petróleo. É claro, em outros países - na China em particular - a inflação causada pela política monetária também engrossou a demanda por energia.
As pessoas estão certas em estarem irritadas. Não há nenhuma razão para que um barril de petróleo possa custar tanto e para que numa economia tão produtiva quanto a dos EUA as pessoas paguem US$ 4 a mais por um galão de gasolina.
Desfazer os erros que nos levaram aonde estamos custará caro e será extremamente impopular. Para começar, é bom colocar a culpa em quem a tem.
Alvaro Vargas Llosa é diretor do Center on Global Prosperity no Independent Institute
(C) The Washington Post Writers Group
Tradução: Rodrigo Garcia
Movimento gay põe psiquiatras "de quatro"
por Gerson Faria em 12 de junho de 2008
Resumo: Onde estão as autoridades psiquiátricas que não se manifestam, vendo um grupo de interesses criar terminologias pseudocientíficas com intuito de imputar doenças imaginárias à sociedade e daí clamar pela higienização social?
© 2008 MidiaSemMascara.org
Quando se afirma que o movimento gay utiliza o discurso padrão da “defesa de direitos básicos” para abrir espaços em busca de poder ilimitado, há algumas possíveis reações previsíveis:
Por parte da população em geral, esse assunto não tem relevância suficiente para causar qualquer expressão facial visível. Ou seja, ao modo brasileiro, “deixa pra lá”.
Já aquelas pessoas que sabem do que se trata, sabem também que é bastante arriscado opinar sobre esse assunto, pois a patrulha politicamente correta é atroz, louca para criar casos de linchamento que sirvam de exemplo. O melhor então, no curto prazo, é ficar calado, pois, evitando os clichês do movimento, grande é o risco de opinar de forma proibida. Isso porque todos os dias mudam os significados dos termos, a abordagem mais adequada etc.
Como só quem pode falar sobre o assunto publicamente são os donos dos termos, o movimento gay vai ganhando espaço no silêncio que obriga aos seus opositores e indiferentes. Os ativistas Kirk e Madsen já teorizaram a estratégia do movimento e um dos passos é justamente este: tornar o tema indiferente à opinião pública pelo excesso de informação externa criada e recriada pelo movimento e a proibição do contrário. De tanto ouvir o mesmo blablablá sem poder opinar, acostuma-se a ficar calado:
“Busque a dessensibilização e nada mais (...) Se você conseguir fazer com que os heteros pensem que a homossexualidade não tem nada demais, merecendo nada além de um 'dar de ombros', então sua luta por direitos sociais e legais está virtualmente ganha. Se os heteros não puderem desligar o chuveiro, ao menos eventualmente irão se acostumar a ficar molhados."
No Brasil parece-me que essa etapa está ganha. Ouvem-se os famigerados dados de que “em quatro meses, 98 pessoas sofreram por causa da homofobia” e não há um indivíduo, mal educado que seja, a ponto de perguntar ao menos o que se entende por homofobia. E não há um sujeito que chegue à conclusão que, dados esses números modestíssimos, talvez seja mais arriscado ser carteiro em São Paulo do que ser gay.
Já existem em operação “Centros de Prevenção e Combate à Homofobia” e ainda não se definiu o que é homofobia.
“Homofobia” é da categoria de termos que, como “socialismo”, não pode ser definido jamais. Sua força está em sua indeterminação, atualizável quando necessário. Os donos do termo e de seu uso é que definem seu significado no momento certo. Em mais uma conferência da burocracia gay, foram criados outros termos de mesmo tipo, lesbofobia e transfobia.
Ora, que país é esse onde qualquer grupo de interesse pode cunhar termos de conotação psiquiátrica e utilizá-los à revelia dos órgãos que seriam os responsáveis?
O que dizem os dirigentes brasileiros dos conselhos de medicina e psiquiatria? Foram postos “de quatro”, como ocorreu nos EUA?
É interessante lembrar como o processo ocorreu lá, pois no Brasil se utiliza como autoridade o fato de a Associação Americana de Psiquiatria (APA) ter excluído o homossexualismo da categoria de desordem. Em seu livro, “Homosexuality and the Politcs of Truth”, Jeffrey Satinover descreve o processo político que levou à alteração do status psiquiátrico do homossexualismo, por parte da APA. Os trechos em itálico são traduções do original.
Em um protesto ocorrido em maio de 1971, onde se realizava uma conferência de membros do alto escalão da APA, tiveram o microfone tomado da mesa e dado a um ativista do lado de fora, que bradou:
“A Psiquiatria é o inimigo encarnado. Ela engajou-se em uma incansável guerra de extermínio contra nós. Vocês devem entender isso como uma declaração de guerra... Estamos rejeitando-os como nossos donos”.
Ninguém levantou objeção alguma, fazendo com que o DSM começasse a repensar a nomenclatura do homossexualismo como desordem psiquiátrica. O comitê se encontrou formalmente e rejeitou tal mudança. O movimento gay agiu rapidamente e, em 1973, o NGTF (National Gay Task Force) comprou o mailing list dos membros da APA e enviou a esses uma carta apelando pela mudança na nomenclatura.
“Embora a NGTF tivesse um papel central nesse esforço, decidiu-se: (1) não transparecer que a carta fora escrita ao menos em parte pelo NGTF e (2) não revelar que a distribuição fora financiada por contribuições que o NGTF levantou. Realmente, a carta tinha toda indicação de ter sido concebida e enviada por aqueles psiquiatras que originalmente a assinaram. Embora cada signatário negasse publicamente qualquer papel na farsa, ao menos um deles alertou em privado que reconhecer o papel da comunidade gay na organização teria sido o ‘beijo da morte’.”
“Não há dúvidas, no entanto, sobre o grau em que os oficiais da APA estavam cientes de ambos, as origens da carta e sua forma de distribuição. Eles, bem como a NGTF, entenderam que a carta teve papel fundamental no esforço de voltar atrás na mudança”.
“O fato de que a maioria dos membros da APA que responderam terem votado pelo apoio às mudanças na classificação da homossexualidade, levou à decisão do Board of Trustees de mantê-las. Mas na realidade somente um terço dos membros da APA respondeu. Quatro anos após, uma pesquisa do periódico Medical Aspects of Human Sexuality mostrou que 69% dos psiquiatras não concordaram com a alteração e ainda consideram a homossexualidade uma desordem.”
“Dois anos após, a Associação Americana de Psicologia tomou a mesma decisão.”
Ou seja, autoridade ganha pela pressão política, ameaças, chantagem e suborno. E essa parece ser a origem da autoridade com que o movimento gay brasileiro se firma para impedir qualquer tipo de indagação no campo psiquiátrico com vistas ao entendimento e tratamento dos muitos casos conhecidos de homossexuais que sofrem com essa condição e buscam auxílio.
O Conselho Federal de Psicologia emitiu uma resolução em 1999 se eximindo de abordar o tema.
Quando a ação direta de inconstitucionalidade ADI 3510 caiu, permitindo a pesquisa com células-tronco embrionárias, juízes e cientistas sentiram-se em uma posição “histórica”, “heróica” ante o “obscurantismo das posições conservadoras das trevas das crenças religiosas”. “Galileus modernos”, como diria Vamireh Chacon. Quem aqui defendia que tal pesquisa era um tremendo furo n’água científico, já tendo sido demonstrada sua ineficácia, além de eticamente condenável, era uma minoria de padres e pesquisadores na marginalidade da opinião pública.
Já quando o movimento gay põe suas patas sobre duas áreas do conhecimento humano, a psiquiatria e a psicologia, nossos iluminados calam-se, pois parece que há temas tabus aos nossos cientistas e juízes, ao que eles costumam chamar “trevas do obscurantismo”.
Assim como sindicatos e partidos políticos que não querem ver seus membros se afastarem e querem aumentar seus quadros e dependentes, o movimento gay age rapidamente para tentar calar qualquer oposição.
Faço novamente a pergunta: onde estão as autoridades psiquiátricas que não se manifestam, vendo um grupo de interesses criar, a partir da sarjeta, terminologias pseudocientíficas com intuito de imputar doenças imaginárias à sociedade e daí clamar pela higienização social?
1968, o embuste que não terminou
Do portal do OLAVO DE CARVALHOPor Olavo de Carvalho em 29 de maio de 2008
Se a celebração das seis décadas de existência do Estado de Israel vem consistindo essencialmente em culpá-lo por todo o mal que lhe fazem e em desejar com fervor a sua morte próxima, a dos 40 anos das rebeliões estudantis de 1968 não tem feito outra coisa senão tomar como realidade, a priori e sem o mínimo exame crítico, a auto-interpretação lisonjeira que seus líderes fizeram desse movimento na época da sua eclosão.
Uma das poucas vozes dissonantes foi Nicolas Sarkozy, que em discurso recente afirmou:
“O Maio de 68 impôs o relativismo moral e intelectual a todos nós. Impôs a idéia de que não existia mais qualquer diferença entre bom e mau, verdade e falsidade, beleza e feiúra. Sua herança introduziu o cinismo na sociedade e na política, ajudando a enfraquecer a moralidade do capitalismo, a preparar o terreno para o inescrupuloso capitalismo das regalias e das proteções para executivos velhacos.”
Reagindo com indignação a essas palavras, o ativista-historiador Tariq Ali – ele mesmo um dos agitadores de 1968 – exclama: “Não me venha com essa, Sarkozy!”. E, imaginando brandir contra o presidente francês argumentos irrespondíveis, pergunta: “Então, nós é que somos responsáveis pela crise do subprime , pelos políticos corruptos, pela desregulamentação, pela ditadura do livre mercado, pela cultura infestada por um oportunismo descarado, pela Enron, pela Conrad Black, entre outras coisas?”
Mas a resposta a essa pergunta é, incontornavelmente, “sim”. O movimento de 1968, que na verdade começou em Harvard em 1967, marcou a conversão mundial da esquerda aos cânones da “revolução cultural” preconizada por Georg Lukács, Antonio Gramsci e os frankfurtianos. A ambição da militância, daí por diante, já não era tomar o poder, nem muito menos implantar o socialismo. Estas metas eram adiadas para depois de conquistado o objetivo primordial: destruir a civilização do Ocidente, corroer até à extinção completa as bases culturais e morais sobre as quais tinha se erigido o capitalismo. Ora, o que é o mais bem sucedido sistema econômico, quando amputado de seus fundamentos civilizacionais e reduzido à pura mecânica das leis de mercado? É um mundo de riqueza sem alma, um inferno dourado. Os revolucionários de 1968 produziram esse efeito por três vias e em três fronts:
(1) Espalhados na mídia e nas instituições de cultura, empreenderam a agressão direta, pertinaz e brutal a todos os valores e símbolos mais veneráveis da civilização e a demolição deliberada do sistema de ensino, onde as aulas de grego e latim foram substituídas por seminários de sexo anal.
(2) Infiltrados no meio empresarial como técnicos e consultores, persuadiram os capitalistas a “modernizar-se”, mandando às favas as exigências da moral tradicional e passando a agir segundo o modelo deformado do argentário sem escrúpulos. A caricatura marxista do empresariado tornou-se realidade, não raro encarnada pelos próprios homens de 1968, cuja posadíssima conversão à livre-empresa vinha acompanhada de uma ênfase cínica na eficiência amoral do sistema, propaganda irônica que só fazia ressaltar, de maneira implícita mas por isto mesmo ainda mais contundente, a superioridade moral do socialismo injustamente derrotado pelo mundo mau.
(3) Atuando como líderes e porta-vozes de movimentos sociais, condenavam os efeitos de suas próprias ações como se elas não fossem obra deles e sim de uma abstração hedionda, “o capitalismo”, e simultaneamente exploravam a nostalgia do universo cultural destruído, cooptando de volta os velhos valores e símbolos civilizacionais, até mesmo os religiosos, esvaziando-os de seu sentido originário e reduzindo-os a slogans da propaganda anticapitalista.
Com essa tripla operação, adquiriram o simulacro terrivelmente convincente de autoridade que até hoje aufere lucros morais de seus próprios crimes, debitando-os na conta da burguesia sonsa que se deixa intoxicar pelo seu discurso.
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sábado, 14 de junho de 2008
Agora bateu no Aerus - caso VARIG
Postado por Janaína Leite às 07:26 PM
A internet é mesmo um mundo à parte. Ao ler as agências de notícias fiquei com a impressão de que o depoimento de Denise Abreu, que acontece no Senado, estava sendo um fiasco. Fui conferir. É exatamente o CONTRÁRIO: a ex-diretora da Anac faz um estrago considerável com suas declarações sobre a VarigLog. Pior: acaba de colocar o Aerus, o fundo de pensão da Varig, na jogada.
Aí, amigo, o caldo entorna.
Segundo Denise, o modelo de venda da Varig elaborado pela equipe técnica GARANTIA o pagamento de todos os trabalhadores e dos aposentados, bem como criava um fundo de reserva.
Abro aqui um parêntesis. Sou pró-capitalismo e acho que o governo não tem de "preservar" empregos em companhias mal administradas. O caso, porém, é completamente diferente. Os trabalhadores da Varig não receberam as rescisões trabalhistas. Pior ainda foi o Aerus. O fundo de pensão foi fraudado ao longo de anos COM A AJUDA do Estado, que era responsável por ele. Imagine o que é isso: pagar uma aposentadoria privada a vida toda e, quando precisa dela, o dinheiro simplesmente... SUMIU! É inaceitável. INACEITÁVEL!. Fecho o parêntesis.
"Ora era dito para que cumpríssemos o que o juiz mandava. De repente, mudava tudo", afirmou a ex-presidente da Anac. E agora, como fica? A única esperança é o Supremo Tribunal Federal. Se os ministros amarelarem e seguirem os passos do compadre do presidente da República, o sr. Roberto Teixeira, estará institucionalizando que o roubo é permitido no Brasil. Basta que seja feito pelos amigos do rei.
Achei o vídeo abaixo no YouTube. ASSISTA. Ele explica direitinho o caso Varig-Aerus. Explicações adicionais podem ser encontradas aqui.
Dois estalos, e Diogo descobre os superpoderes de Roberto Teixeira
Sábado, Junho 14, 2008
Me deu um estalo durante o depoimento de Denise Abreu no Senado. Se eu fosse Newton, teria descoberto a lei da gravidade. Eu sou o Newton do lulismo. Cada um tem o Newton que merece. Estou para Newton assim como o lulismo está para as leis.
(...)
Acompanhe. Denise Abreu declarou que foi convocada por Dilma Rousseff dezenove dias depois de ser empossada na Anac. Isso significa que o encontro ocorreu precisamente em 8 de abril de 2006. Dilma Rousseff teria falado sobre a necessidade de criar um plano emergencial para atender os passageiros da Varig, porque o fim da empresa era iminente. Vinte dias mais tarde, Denise Abreu foi novamente convocada ao Palácio do Planalto. O tom de Dilma Rousseff era outro. Segundo Denise Abreu, ela agora fazia de tudo para agilizar a venda da Varig aos sócios arrebanhados pelo fundo americano Matlin Patterson. Foi nesse momento do depoimento que me deu o estalo: o que aconteceu entre os dias 8 e 28 de abril? (...)
Fiz dois telefonemas e descobri que o fato mais marcante ocorrido no período entre 8 e 28 de abril de 2006 foi a entrada em cena de Roberto Teixeira.
(...)
Durante o depoimento de Denise Abreu, me deu um segundo estalo. Dois estalos no mesmo dia podem ser considerados um feito histórico. E o segundo estalo foi ainda melhor do que o primeiro, porque corroborado por um documento inédito.
Os compradores da Varig foram isentados do pagamento das dívidas fiscais e trabalhistas da companhia aérea. Esse é um dos aspectos mais nebulosos do negócio. (...) Fiz mais dois telefonemas e descobri um documento assinado pelo próprio Roberto Teixeira (...) ele se atribuía a seguinte vitória: "Tivemos êxito integral na defesa jurídica dos interesses do grupo, livrando-o, até o momento, da sucessão das dívidas trabalhistas da Varig, que a muitos pareceria impossível".
(...)
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
