Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Capitalismo Selvagem? No Brasil é ESTADO SELVAGEM!
Pilgrimans chegando aos EUA com fé, disciplina em família e trabalho, ajudaram a construir as bases morais do pais que mais avançou na construção democrática. O capitalismo se desenvolvendo como resultado da competitividade de competências, alcançadas através do estudo e da pesquisa. Imperialismo posterior no enfrentamento com a URSS (insensatez de americanos acreditando na utopia marxista), guerra fria, erros...
Colonização brasileira: desastre desde o berço
O Estado hoje no Brasil: beneficiando banqueiros e empresas locais e internacionais sediadas na China, fabricando até mesmo medicamentos envenenados, brinquedos e berços que desarmam e sufocam os recem nascidos. Na agricultura a utilização monitorada de defensivos agrícolas PROIBIDOS NO PRIMEIRO MUNDO e que afetam a saúde de toda a população. E sobre tudo isto são cobrados impostos que facilitam o roubo e desvios.
Negociação das áreas com reservas de minerais estratégicos: quem quiser pode comprar partes substanciais do território nacional. Raposa e Ianomamis...
Cada cidadão devendo aos cartões de crédito, os aposentados impelidos pela propaganda do governo pendurados em empréstimos, a juros, que reduzem seus os parcos recursos. Saúde Pública entregue a empresas comerciais... Os custos mais altos por serviços de telefonia, combustíveis, eletricidade... Se isto não é capitalismo selvagem de estado, que é? Em um artigo para o Alerta, criei o termo CAPIMUNISMO, a associação do modelo capitalista de produção com o controle rigoroso do Estado sobre a população. Governo mundial dos controladores através de organismos como ONU, OEA, CE, etc. Ausência de liderança ética ou modelo. Como cidadão inglês, Orwell pesquisou bem suas fontes originais para a descrição do Big Brother.
E tudo isto aí acima é puro esoterismo para a maioria dos cidadãos do Brasil de hoje. É ou não é?
Forte abraço,
Arlindo
Stédile/MST na BAND.
O Sr. STÉDILE DO MST VAI SER ENTREVISTADO NO PROGRAMA CANAL LIVRE E A TV BANDEIRANTES ESTÁ FAZENDO A ENQUETE ABAIXO.
OS RADICAIS ESTÃO VOTANDO EM MASSA. E NÓS?
Socorro minha gente! Vamos lá votar......vaaaaaaamos
Repassem por favor!!!
http://www.band.com.br/canallivre/
O Homem Resignado
Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
Postado por movcc às Segunda-feira, Junho 02, 2008
Acostumei-me com o conceito de que o brasileiro é um povo pacato, passivo. Acostumei-me a acreditar que a reação do brasileiro dependia de uma massiva provocação da mídia, caso contrário, se não fosse instigado a reagir, o brasileiro aceitaria qualquer coisa, qualquer desatino dos governos, afinal, ele é um desprovido de impetuosidade. Pensava assim, aliás, passivamente por anos acomodei-me com esta visão.
Mas chegou Lula e seu discurso tosco e grotesco arrebanhava multidões de fiéis como um beato qualquer que prega ser o novo Jesus Cristo. A explicação da passividade passou a não me satisfazer. Queria entender porque o brasileiro aceita um presidente que admite ter mentido, que zomba dos que querem ser honestos e dignos. Um presidente que ao caminhar deixa um enorme rastro, com companheiros suspeitos de crimes e até de assassinatos? Precisava entender. Sabia apenas que, segundo pesquisas eleitorais, a camada populacional responsável pelas eleições de Lula é a com menor grau de escolaridade.
Foi quando, numa conversa informal, soube de um grupo de médicos de uma universidade paulista que estudava a forma de raciocínio e o comportamento do cérebro em relação ao grau de escolaridade. Humm, aquilo me interessava! Conversei com os pesquisadores e, num resumo superficial, um dos médicos me explicou que, segundo o estudo, quanto menor o grau de escolaridade, mais concreto é o pensamento. Não existe o pensamento subjetivo nem de longo prazo. Há apenas o imediato, o necessário, o essencial. O pensamento de um indivíduo sem escolaridade vai do acordar ao tomar banho. Do comer ao fechar uma porta. São pensamentos concretos de ações ou tarefas a serem realizadas e necessidades fisiológicas a serem saciadas. Os projetos se limitam à refeição do dia seguinte.
Apesar desse estudo nada ter a ver com a política, concluí que o eleitor de Lula é fisiológico e como suas aspirações e necessidades são imediatas e concretas, garantir a esses indivíduos a refeição do dia seguinte era o suficiente. Não pensa no médio e longo prazo.
Bem, por esse estudo o brasileiro não é pacato, é ignorante. Chocante, mas era a explicação encontrada pelos pesquisadores, e ia além do simplesmente “pacato pela própria natureza”.
O tempo passou e essa teoria que parecia tão bem se encaixar aos eleitores de Lula, não era suficiente para explicar a aceitação de tantas aberrações cometidas por políticos que roubam dinheiro público e são absolvidos pela própria população roubada.
Incomoda-me não ouvir uma única voz de indignação. Mas peraí!, o silêncio não vem dos eleitores de Lula, daquele indivíduo sem escolaridade. Não é desse indivíduo que se espera uma reação, afinal, os crimes financeiros e improbidades administrativas são complexos demais para a compreensão desse cidadão.
Elaborei algumas teorias, mas era preciso confirmá-las. Foi ai que conheci Garibaldi, um motorista de táxi de Fortaleza que me trouxe a informação para confirmar a minha suspeita.
Comentei com Garibaldi sobre o “vôo da sogra”, do governador do Ceará, que viajou para a Europa em jatinho particular pago com dinheiro público. Garibaldi disse: “coitado do governador, a oposição pegou no seu pé!”.
Para Garibaldi é normal Cid Gomes ter se encantado com o poder, é razoável que ele queira viajar em um jato fretado. É certo ele ter comprado um luxuosíssimo carro apenas para lhe atender quando está em Brasília. Garibaldi não é um cabo eleitoral de Cid Gomes, tem estudo, casa própria, seus filhos estudam e é uma pessoa bem informada que lê jornais. Essa sua postura vai além de Cid Gomes. Garibaldi elogiou e defendeu outros políticos da região, que são de grupos antagônicos ao do governador e tão ímprobos quanto.
Resolveu desviar por um caminho para me mostrar as mansões desses políticos como se fossem estrelas de cinema. Para ele pouco importava se a fortuna havia sido construída com dinheiro roubado. Eram semi deuses, merecedores de toda a honra e toda a glória.
Garibaldi tem ambições e pensa no futuro, mas não questiona a sua posição na nossa sociedade, nem a forma como aqueles tinham conseguido construir aquelas mansões. Garibaldi é o retrato de um homem resignado. O homem que eu procurava. É esse o indivíduo que suporta qualquer mal sem se revoltar, sem esboçar reação. Esse indivíduo não questiona os atos, pois para ele os detentores do poder possuem licença até para roubar, se assim desejarem.
Ele nunca se perguntou se pode ou não um dia chegar a outro patamar social, ele apenas segue a vida. Resignado. Esse é o homem brasileiro. Resignado.
Adriana Vandoni é economista, especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ. Professora universitária e articulista do Jornal Circuito Mato Grosso.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Chávez, o novo chefão das FARC?
Quarta-feira, 28 de maio de 2008
Quando eu recebi a confirmação da morte de “Tirofijo”, dada em comunicado das FARC, comentei com amigos que estranhava a rapidez com que eles tinham atendido ao pedido do ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, pois não se passaram 24 horas até que fosse enviado um vídeo com o pronunciamento de “Timochenko”. Duas coisas me chamaram a atenção: a rapidez da confirmação e a divulgação feita através do canal TeleSur, do governo de Chávez. Por que, em vez de entregar ao governo da Colômbia, este vídeo foi entregue a Chávez? Naquela altura eram só desconfianças de que se montava mais uma farsa; hoje, entretanto, o Notalatina apresenta as provas.
Para nós brasileiros, que não somos biólogos, é difícil reconhecer certos detalhes botânicos da flora venezuelana e colombiana a ponto de distinguir que tal vegetação é típica de um ou outro país. Para os nativos destes países, não, do mesmo modo que aqui nós sabemos dizer, mesmo sem muito estudo na área, que os cactos e as bromélias são característicos do Nordeste, enquanto as asaléas são mais comumente encontradas em São Paulo e adjacências. Entretanto, é possível notar que a vegetação é baixa e não espessa como se imagina ser uma “floresta”, além de aparecerem muitas flores como se houvesse um jardim. Nas selvas? Huum... Pois foram exatamente estes detalhes que chamaram a atenção de jornalistas colombianos e venezuelanos, para provar que aquela gravação não foi feita nas “montanhas da Colômbia”, como afirma Timochenko ao final da gravação e sim, na Venezuela.
O ex-ministro colombiano Fernando Lodoño (na foto acima) vai mais longe. Ele crê que Marulanda “Tirofijo” já está morto há anos, e que era Raúl Reyes quem se passava por ele nas mensagens encontradas em seu computador. Isto faz sentido, sobretudo porque há tempo se sabia que ele tinha um câncer de próstata mas, embora eu não endosse a tese por falta de provas, não parece no mínimo coincidente demais que, morto Reyes em 1º de março e apreendido seu computador, Marulanda tenha tido um enfarte mortal justo no dia 26 do mesmo mês e ano?
Lodoño também chama a atenção para a qualidade técnica da filmagem, feita com várias câmeras (tomadas de vários ângulos), o que é pouco provável existir num ambiente de acampamento no meio das inóspitas selvas. Neste vídeo aqui pode-se ver a minuciosa análise feita por especialista em botânica, além de – o mais grave – comparações feitas entre o uniforme usado por Timochenko (C.T. - o barbudo) e Chávez (C.T. - dispensa apresentação), que leva os analistas a concluírem que ambos têm a mesma procedência. Vejam este vídeo com atenção, observem os detalhes do uniforme, até do quepe e tirem suas conclusões.
Observem a foto de Chávez acima, onde se pode ver os detalhes citados no vídeo. Eu, entretando, chamo atenção para outro detalhe que não foi comentado: nesta foto, tirada meses atrás, Chávez usa uma braçadeira com as cores da bandeira venezuelana que são as mesmas da Colômbia. Não estaria ele enviando uma mensagem subliminar de que também pertence às FARC? Por outro lado, observem que Timochenko NÃO está com a braçadeira que cararteriza os membros das FARC neste uniforme. Não pode ter sido por “descuido” a ausência da braçadeira, justo num momento tão solene como o anúncio oficial da morte do fundador do bando mas... por que a braçadeira não está onde devia?
Para o ex-ministro Lodoño (como também para Alejandro Peña Esclusa), Hugo Chávez é o verdadeiro “comandante” das FARC, “é ele quem põe e tira; os membros do Secretariado não puderam nomear Cano porque não podem se reunir, não têm contatos entre si”, disse Lodoño. E no pleno do Partido Comunista da Venezuela (PCV) no dia 26, fez-se uma despedida a Marulanda com aplausos durante 1 minuto, alegando ser este partido “aliado estratégico” das FARC (C.T. - e aqui neste vídeo o Hugo CHávez diz COM TODAS AS LETRAS que conheceu o Raúl Reyes e o LULA em um encontro do FORO DE SÃO PAULO. Junte tudo isto e pronto. Impeachment do LULA e criminalização do PT, que TEM QUE SER EXTINTO). O deputado Oscar Figuera disse que o PCV é “um aliado estratégico das FARC” e em seguida afirmou que o PCV é “um dos grupos políticos aliados ao governo do presidente Chávez, desde que ele assumiu o poder em dezembro de 1998”. Acrescentou ainda admite as “coincidências de propósitos políticos” entre as FARC e Chávez. Mas Chávez quer fazer o mundo inteiro crer que não existe nada entre ele e seu governo e as FARC; é tudo intriga de Uribe, o “cachorro do império”.
Além de todas estas “coincidências”, há uma série de quatro vídeos gravados no dia 6 de março no programa “La Noche”, do canal RCN da Colômbia, onde Claudia Gurisatti entrevista o senador colombiano Germán Vargas Llenas que acompanha o desenrolar desta guerra junto ao Ministério da Defesa. Nessa entrevista são apresentadas imagens da guerrilha, entrevista com o povo venezuelano nas ruas e declarações feitas por Uribe, Chávez, Ortega. Há revelações surpreendentes, como a entrevista feita com a ex-guerrilheira desmobilizada das FARC de codinome “Camila”, que afirma os vínculos de Chávez com o bando terrorista. Mostra também que o pessoal de Inteligência e Forças de Segurança da Colômbia têm todos os acampamentos mapeados, sabem quantos e há quanto tempo existem células das FARC na Venezuela, bem como o movimento de Chávez em relação ao bando. Os vídeos têm entre 6 e 8 minutos cada e vale muito a pena vê-los. Cliquem aqui: La Noche 1ra parte de 4, La Noche 2da parte de 4, La Noche 3ra parte de 4 e La Noche 4ta parte de 4.
E na Folha de São Paulo (agora todo mundo fala de FARC e Foro de São Paulo desde criancinha!) de hoje há um revelação – nada nova – de que encontraram nos computadores de Raúl Reyes uma troca de correspondência entre as FARC e o chanceler Celso Amorim, quando tratava-se da não extradição de Francisco Antonio Cadena Collazos, vulgo padre Oliverio Medina. Nada estranho nisso, uma vez que foi publicado no próprio site das FARC – que eu tenho mas o site do bando está indisponível*** desde a morte de RR -, pelo menos duas dessas cartas: uma, solicitando os bons ofícios do governo amigo do Sr. da Silva, e outra agradecendo o empenho que culminou dando a este terrorista o status de “refugiado político” e não o extraditando como era vontade deles todos – tudo em nome da impunidade dos amigos. Fora essas duas, que foram específicas deste caso, há ainda as felicitações pela eleição e reeleição do companheiro do Foro de São Paulo, Lula da Silva, além dos acordos que nós não sabemos.
Aos poucos a sujeira começa a vir à tona e todos, um por um, vão acabar sendo desmascarados porque a verdade pode até tardar mas um dia aparece. É só ter paciência e esperar.
Fiquem com Deus e até a próxima!
*** Cartas das FARC para download abaixo
A MARXIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO
Do portal do GRUPO INCONFIDÊNCIA

Este livro “Capitalismo para principiantes”, já em sua 28ª edição, é distribuído pelo Ministério da Educação às bibliotecas das escolas públicas de todo o país, de acordo com o PNBEM/2008 – Programa Nacional Biblioteca da Escola para o Ensino Médio.
Um exemplar nos foi apresentado por um grupo de professoras que se sentiram enganadas, revoltadas e ultrapassadas pelo proselitísmo desse livro “didático” que prega abertamente a luta de classes e faz apologia ao “socialismo”, condenando o capitalismo.
De posse do livro, já o apresentamos à associações de classe de Minas Gerais, causando grande apreensão e revolta, principalmente por ser dirigido às mentes em formação de jovens alunos do ensino médio. Mostra o socialismo (marxismo) como altamente democrático e popular e o capitalismo como sistema opressor e injusto como se a realidade histórica não comprovasse exatamente o contrário.
O autor, Carlos Eduardo Novaes, na apresentação do livro, dedica-o às crianças e aos militares: “Curiosamente o capitalismo é o mais desumano, injusto, perverso e antidemocrático de todos os sistemas econômicos. Os militares que conheço nunca souberam disso; as crianças também não. Daí dedicar-lhes este livro. Às crianças, na esperança de que cresçam interessadas em entender o capitalismo. Aos militares, para que reflitam duas vezes antes do próximo golpe”.
Uma verdadeira lavagem cerebral perpetrada, não mais subliminarmente, mas diretamente dirigida às mentes em formação da juventude brasileira.
Também em nosso poder “Manifesto Comunista” de Karl Marx / Friedrich Engels, editado à época da fracassada “Revolução dos Cravos”, que parece ter sido plagiado pelo autor aqui citado.
Afinal, o fim justifica os meios.
NR: Os professores apesar de terem tentado contato com a Secretaria de Educação e órgãos da imprensa para denunciar a comunização dos alunos do ensino médio, nada conseguiram, motivo pelo qual fomos procurados . Não é de se admirar, pois o governador do estado está se aliando ao PT, em Minas Gerais.
Também aproveitaram para dizer da falta de segurança nas escolas, quando são constantemente ofendidas e até agredidas pelos alunos, sem que nada possam fazer. E ainda de seus parcos salários. – com mais de 20 anos de serviço, com curso universitário, trabalhando em dois períodos (duas escolas), percebem liquido, um pouco mais de R$ 1.300,00, sem direito a vale-transporte e refeição, conforme contra-cheques apresentados.
Voltaremos ao assunto.
Seminário A REALIDADE DA AMAZÔNIA
Grata
. Associação Paulista de Imprensa - API,
. Liga da Defesa Nacional,
. Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra - ADESG-SP,
. União Nacionalista Democrática - UND,
. Sociedade de Amigos do CPOR-SP - SOAMI,
. Associação Brasileira de Oficiais da Reserva do Exército (R/2) - ABORE,
. Sociedade de Amigos da Segunda D.E. - SASDE,
. União Democrática Ruralista - UDR,
. Sociedade Amigos da Polícia do Exército - SOPE,
. Ass. dos Oficiais da Polícia Militar do Est. de São Paulo - . AOPM,
. MMDC,
. Mulheres da Verdade,
. Tribuna Nacional,
. Instituto Federalista - IF BRASIL,
. Loja Maçônica Solidariedade,
. Loja Maçônica Minerva,
. Loja Maçônica Brasil,
. Ass. dos parentes de Vítimas de Ac. Aéreos - ABRAPAVAA.
Denúncia: perdemos entre 15 e 20 bilhões de dólares por ano. Culpado e cúmplice: ADIVINHA???
Esta é a entrevista do Dr. Antônio José Ribas Paiva que denuncia não só o sub-faturamento do nosso Nióbio como também seu contrabando.
Todos os brasileiros deveriam saber que são donos desse minério que o mundo inteiro precisa mas curiosamente quase não se fala no assunto.
A entrevista foi feita imediatamente após a vitória de Lula em dez/2002, sendo que no fim de semana seguinte ele retornou à fazenda do grupo Moreira Sales (primeiro fim de semana de dezembro/02) e reuniu-se com todos os governadores do PSDB.
A noticia está na FSP, não se trata de imaginação.
Façam vocês mesmos sua análise ouvindo as gravações na ordem correta!
Cavaleiro do Templo: entenderam porque a encrenca da Serra Raposa do Sol?
Ou baixe os arquivos aqui.
O QUE FALTA? Resposta: NADA. Ou melhor, o Brasil tomar vergonha na cara e tirar de Brasília a quadrilha...
Em 31 maio de 2008
1. Saiu na Revista Época, que publicou inclusive fotos das mensagens, que Raúl Reyes (o terrorista morto no Equador) vinha enviando mensagens a Lula desde um mês depois da sua posse (primeiro mandato).
Usou como intermediário um vereador do PT à época - Edson Albertão (que agora é do PSol), que transita livremente nos acampamentos das FARCs (C.T. - ATENÇÃO: QUEM ACHA QUE EXISTE A POSSIBILIDADE DE REVOLUCIONÁRIO DEIXAR DE SÊ-LO ESTÁ PEDINDO PARA MORRER. ELOÍSA (ou HELOÍSA, confesso que não vou perder meu tempo averiguando) HELENA E O PESSOAL DO PSOL É "DA TURMA" QUE AÍ ESTÁ NO PODER).
A última delas teria sido entregue a Eduardo Suplicy (que confirmou o fato), que por sua vez a repassou a 'Frei Betto' (que não se manifestou por estar viajando pela Espanha).
Procurado Marco Aurélio Garcia afirma ter falado com o 'chefe', que não sabe de nada, não viu nada. Ele próprio, Marco Aurélio, também nada sabe.
Teor da mensagem:
Reyes pede encontro com Lula para tratar de 'temas de benefícios recíprocos' (??).
Nas anteriores, ele propõe convivência pacífica entre as FARC e o Brasil na fronteira (ele afirma que 'nossa Organização guerrilheira tem profundo respeito por todos os povos e governos vizinhos da Colômbia e, por essa razão, não intervêm nos assuntos internos de seus países (!!)) e pede apoio do Brasil no combate a Uribe e aos Estados Unidos (leia abaixo).
2. Diogo Mainardi denuncia na Veja que enquanto Olivério Medina, o representante das FARCs no Brasil, estava preso em Brasília, a pedido da Colômbia (seu país de origem, onde era acusado de atos terroristas e assassinatos), sua mullher, Angela Maria Slongo, era nomeada pelo ministro da Pesca, Altemir Gregolin, para o cargo de oficial de gabinete II.
3. Finalmente, vem a público que o generoso Mr. Marco Aurélio Garcia, em discurso a seleto público no Foro de São Paulo, afirma que pretende que a América Latina participe da produção petrolífera do petróleo descoberto em NOSSO litoral.
E nós, continuamos aqui, reclamando uns para os outros...
(extraído do site do PT, curiosamente não escrito em português, mas na língua da pátria bolivariana)
Resolución sobre agresión a Ecuador
Declaración del Grupo de Trabajo del Foro de Sao Paulo
(no revista)
Los integrantes del Grupo de Trabajo del Foro de Sao Paulo deciden:
1. Condenar la agresión del gobierno de Álvaro Uribe a Ecuador, realizada el 1 de marzo de 2008, consecuencia de la implementación del Plan Colombia, programa diseñado por Estados Unidos, de su política militarista y escaso apego al Derecho Internacional y los Derechos Humanos.
(como fica a posição da OEA, aqui?)
2. Apoyar al gobierno progresista en Ecuador, liderado por el Presidente Rafael Correa. En ese sentido, se condena todo intento no democrático de boicotear el proceso de cambio e minar el inmenso apoyo popular con el que cuenta.
3. Reiterar su adscripción al principio de soberanía como eje de las relaciones entre los Estados, así como del respecto al Derecho Internacional.
4. Saludar que el conflicto sea tratado en instancias de la región, e insistir en la necesidad de desarrollar una institucionalidad democrática exclusivamente latinoamericana, que permita potencializar la integración y la resolución de conflictos.
5. Rechazar la Doctrina Bush de la “Guerra al Terrorismo y las intervenciones preventivas”, doctrina que asume al gobierno de Álvaro Uribe en su política internacional y tratamiento al conflicto colombiano.
6. Solicitar al gobierno de Ecuador y a la Comunidad Internacional investigar el papel desempeñado en la agresión colombiana, por el gobierno de Estados Unidos y sus fuerzas militares desplegadas en la región.
7. Saludar el compromiso del gobierno de Rafael Correa, de dar por terminado el Acuerdo de la presencia de militares estadounidenses en la Base de Manta, una vez que éste termine en el 2009. A la par, mientras tanto, respaldar el pedido de las fuerzas de izquierda de Ecuador, de realizar una auditoria internacional a la Base, para revisar si realmente cumple con el único propósito firmado: el combate al narcotráfico, o si realiza también acciones contrainsurgentes en el conflicto colombiano, control de flujos migratorios u otros, aspectos no contemplados en el Acuerdo suscrito en 1999.
Postado por ANDEC Associação Nacional em Defesa da Ética e da CidadaniaDIOGO MAINARDI: GOVERNO LULA CONTRATA MULHER DE MEDINA, TERRORISTA DAS FARC. VOCÊ LEU CERTO!
Sábado, Maio 31, 2008
Em recente entrevista a Diogo Schelp, em Montevidéu, durante reunião do Foro de São Paulo, Valter Pomar, da direção do PT e secretário-geral da entidade, tentou negar os vínculos das Farc com o Foro. Depois ele mandou expulsar o jornalista de uma das reuniões. Em nome da democracia, é claro. Outro membro destacado do Foro, Marco Aurélio Top Top Garcia, reclamou da mídia reacionária. Compreendo... E Diogo, agora o Mainardi, não desiste. Leiam trechos da sua coluna na VEJA desta semana. Volto em seguida:
*
A mulher de Olivério Medina, o representante das Farc no Brasil, foi contratada pelo governo Lula. Agora só falta arranjar um emprego para a mulher de Fernandinho Beira-Mar, outro criminoso ligado às Farc.
Em 29 de dezembro de 2006, Angela Maria Slongo foi nomeada pelo ministro da Pesca, Altemir Gregolin, para o cargo de oficial de gabinete II, com um salário de DAS 102.2. Angela Maria Slongo é mulher de Francisco Antonio Cadena Collazos, também conhecido como Olivério Medina, ou Padre Medina, ou Camilo López, ou El Cura Camilo. Quando Angela Maria Slongo foi nomeada pelo Palácio do Planalto – sim, o Ministério da Pesca é ligado diretamente ao gabinete do presidente da República –, Olivério Medina estava preso em Brasília, a pedido da Colômbia, seu país de origem, onde era acusado de atos terroristas e assassinatos.
(...)
Publicamente, Lula tenta se afastar da companhia das Farc. Às escondidas, seu governo dá cada vez mais sinais de irmandade com o grupo terrorista, como nesse caso da mulher de Olivério Medina. Nos computadores de Raúl Reyes, o terrorista morto pelos soldados colombianos, foi encontrada uma mensagem de Olivério Medina em que ele dizia poder contar com o apoio da "cúpula do governo" brasileiro, em particular com o ministro Celso Amorim.
(...)
Sempre que alguém morre no Brasil por um crime relacionado ao tráfico de drogas, pode-se dizer que há um dedo das Farc. O grupo terrorista está perdendo terreno na floresta colombiana. Mas chegou ao poder nos morros brasileiros e na Esplanada dos Ministérios. Assinante lê mais aqui
Voltei
No dia 12 de maio, publiquei aqui o post que segue. Não se engane: sempre que você achar que um petista já foi longe demais, ele ainda vai surpreendê-lo. Medina, à diferença do que considerou a Justiça brasileira, não é um refugiado. Ele é um chefão das Farc, conforme sabe o governo colombiano. Mais: os arquivos que estão nos computadores de Raul Reyes, o terrorista pançudo, indicam que o marido da professorinha é um chefão da organização criminosa. Eles também revelam que conseguir o status de refugiado faz parte da tática da guerrilha. Ainda segundo os computadores, Medina contava com a ajuda de Celso Amorim. Segue o post do dia 12.
AS FARC NO BRASIL E OLIVÉRIO MEDINA, UM CHEFE
As Farc — sim, o grupo terrorista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia — atuam no Brasil, segundo farto material publicado no jornal colombiano El Tiempo. Ali se evidencia que os narcoguerrilheiros têm contato com nada menos de 400 grupos espalhados por sete países da América Latina, com algumas ramificações na Europa e Estados Unidos. O Peru e o Brasil servem para o recrutamento de simpatizantes e negócios com armas e cocaína; o Equador abriga o braço financeiro da organização e dá refugio a terroristas; a Venezuela, a Costa Rica e o México lavam os narcodólares.
A principal estratégia dos terroristas é enviar ao exterior representantes que ganham o status de refugiados políticos. El Tiempo dá nomes de alguns membros do grupo em vários países, e, claro, no Brasil. Sobre o Bananão, está lá: “(...) o contato das Farc, Francisco Antonio Caderna Collazos, o ‘Camilo’ — casado com uma professora brasileira e encarregado de trocar cocaína por armas e do recrutamento de simpatizantes —, não pôde ser extraditado para a Colômbia porque goza do status de refugiado desde 2006”.
Quem é esse? Ora, é o notório padre Olivério Medina, lembram? Aquele que participou, certa feita, de uma reunião com petistas em Brasília e que chegou a prometer, segundo um agente da Abin, doar US$ 5 milhões para a campanha de Lula à Presidência, em 2002. A VEJA contou a história numa reportagem, cuja íntegra está aqui: “Documentos guardados dos arquivos da Abin contam tudo. O principal foi datado de 25 de abril de 2002, está catalogado com o número 0095/3100 e recebeu a classificação de ‘secreto’. Em apenas uma folha e dividido em três parágrafos, esse documento informa que, no dia 13 de abril de 2002, um grupo de esquerdistas solidários com as Farc promoveu uma reunião político-festiva numa chácara nos arredores de Brasília. Na reunião, que teve a presença de cerca de trinta pessoas, durou mais de seis horas e acabou com um animado forró, o padre Olivério Medina, que atua como uma espécie de embaixador das Farc no Brasil, fez um anúncio pecuniário. Disse aos presentes que sua organização guerrilheira estava fazendo uma doação de 5 milhões de dólares para a campanha eleitoral de candidatos petistas de sua predileção.”
Evidentemente, os tontons-maCUTs se encarregaram de acusar uma “conspiração”. Collazos — também conhecido por Camilo e Medina —, que padre não é, foi adotado pelos esquerdopatas locais e tratado como uma vítima do governo legal da Colômbia. E, agora, está livre para agir.
A principal fachada das Farc, hoje, é a CCB — ou Coordinadora Continental Bolivariana. Olivério Medina, segundo o jornal, é peça graúda. Ele integrava o comando da CCB em companhia de Raúl Reyes, o terrorista pançudo morto no Equador, e de Orlay Jurado Palomino, ou “Hermes”, que está na Venezuela. Com a morte do chefe, eles buscam ampliar a rede de contatos da CCB: o atual esforço é para instalar-se nos EUA por intermédio de uma ONG e de uma entidade ambientalista.
Para ler a íntegra, clique aqui
Análise do XIV Encontro do Foro de São Paulo
Por Graça Salgueiro, domingo, 25 de maio de 2008
Terminou hoje o XIV Encontro do Foro de São Paulo, em Montevidéu, e como eu havia prometido seguem alguns comentários, não propriamente sobre as Resoluções Finais porque ainda não foram disponibilizadas para o público em geral; estas serão comentadas em um próximo artigo que com muito gosto farei. O que quero comentar aqui baseia-se no que foi escrito pelo jornalista Diogo Schelp, da revista Veja, que participou como correspondente brasileiro do tal Encontro.
Antes disso, porém, quero disponibilizar para os que se interessem pelo tema, o vídeo onde Timoleón Jiménez lê comunicado oficial das FARC-EP, confirmando a morte de Marulanda. No comunicado Timochenko diz já no final: “Com imenso pesar informamos que nosso Comandante-em-Chefe Manuel Marulanda Vélez, morreu no passado 26 de março como conseqüência de um infarto cardíaco, nos braços de sua companheira e rodeado de sua guarda pessoal e de todas as unidades que conformavam sua segurança, depois de uma breve enfermidade”. (...) “O despedimos fisicamente em nome dos milhares e milhares de guerrilheiros farianos e milicianos bolivarianos, e de milhões de colombianos e cidadãos do mundo que o valorizam, admiram e amam acima da asquerosa campanha midiática contra as FARC”. E anuncia o nome dos atuais comandantes: “Acordamos unanememente que à cabeça do Secretariado e como novo Comandante do Estado-Maior Central esteja o camarada Alfonso Cano. Como integrante pleno do Secretariado ingresse o camarada Pablo Catatumbo e suplentes os camaradas Bertulfo Álvares e Pastor Alape”.
Como se pôde ver - eu denunciei isto na edição anterior e o historiador Carlos I. S. Azambuja já havia denunciado também no artigo Círculos Bolivarianos - Coordenadora Continental Bolivariana -, o bolivarianismo chavista foi criado pelas FARC, o que torna evidente as ligações profundas de Chávez com esta organização narco-terrorista, por mais que ele queira desqualificar o trabalho da INTERPOL e do presidente Uribe. Aliás, hoje eu li que as autoridades venezuelanas confirmaram a lisura do trabalho de análise desses técnicos, bem como a autenticidade do material encontrado mas isto fica para uma próxima edição.
Voltando ao XIV Encontro do Foro de São Paulo (FSP), o jornalista Diogo Schelp conta que a Veja foi "convidada a se retirar" de uma das reuniões do FSP, onde acontecia a oficina “Andino-Amazônica”. Naturalmente que este tema interessa sobremaneira aos brasileiros mas antes de iniciarem as sessões do Foro Diogo realizou uma entrevista com o Secretário de Relações Internacionais do PT e Secretário Executivo do FSP, Valter Pomar, e lhe fez perguntas muito incômodas. Além disso, para o PT (já li muitos artigos raivosos sobre matérias da Veja) esta revista é “neoliberal” e de “extrema-direita” portanto, inimiga.
Mentir não é uma prerrogativa da ministra Estela, Vanda, oops! Dilma Roussef mas de todo e qualquer comunista, pois segundo dizia Lenin, “a verdade é um conceito burgês”. E Valter Pomar não foge à regra. O meu objetivo nesta edição de hoje é exatamente tirar o véu destas mentiras sobre o Foro de São Paulo, pois do modo como saiu na Veja, sem uma confrontação mais direta utilizando dados disponibilizados por eles mesmos, o leitor daquela revista pode acabar acreditando no que o PT quis que o público acreditasse a respeito desta organização.
Diogo pergunta se é verdadeira a informação de que as FARC e o ELN serão impedidos de ser membros do FSP e Pomar responde: “Não existe uma filiação ao Foro. Nenhum desses grupos, portanto, pode ser chamado de membro do Foro. Basta se inscrever e vir participar. Assim como você se inscreveu e está aqui”. Primeira mentira: existe filiação sim, há partidos e “grupos” filiados como membros sim, senão, por que o PT iria colocar em seu site uma Lista de Membros atualizada? Observem que nesta lista constam 74 partidos e grupos subversivos, que têm direito a voz e voto nas deliberações. Então, como não são membros? Eles tiveram o cuidado de retirar os grupos guerrilheiros porque, com as revelações dos computadores de Raúl Reyes, ninguém quer aparecer comprometido com este bando terrorista.
Em seguida Diogo pergunta quando as FARC deixaram de participar do Foro e Pomar responde: “As guerrilhas colombianas ... há muitos anos deixaram de vir, até porque a situação da guerra não lhes permite. Na década de 90 havia uma situação de negociação das FARC com o governo e naquele período a presença delas em eventos na região era pública e notória”. Segunda mentira. Em primeiro lugar, porque ele maliciosamente joga com as palavras afirmando que “há muitos anos deixaram de vir” como isso quisesse significar não pertinência; em segundo lugar, porque não estar de corpo presente não significa de modo algum que deixaram de ser membros ativos. Tanto é assim, que no XIII Encontro ocorrido em janeiro do ano passado em El Salvador, a Comissão Internacional das FARC-EP enviou um comunicado solicitando “levar en conta seus pontos de vista nas deliberações”, cujo trecho copio no original, para comprovar o que afirmo. Esclareço que o site das FARC encontra-se “indisponível” desde a morte de Raúl Reyes (C.T. - na verdade esta assim a muito mais tempo, publiquei no dia 10 de janeiro de 2008 isto aqui), tanto quanto o do FSP, esse há mais de 1 ano:
“Compañeros y compañeras delegados y delegadas al XIII Foro, reciban nuestro cariñoso y bolivariano saludo, muchos éxitos en sus deliberaciones. (...) Al no podernos hacer presentes en tan importante evento entregamos a ustedes este documento con nuestros puntos de vista, y agradecemos de antemano el tenerlo en cuenta en las deliberaciones”. (http://www.farcep.org/?node=2,2513,1 em 16 de janeiro de 2007) (C.T. - já que o site das FARC está fora do ar, leia o conteúdo do link acima aqui).
Noutro trecho da entrevista Pomar diz que: “Classificar as FARC de terrorista significa tratá-las como um grupo criminoso, e ninguém negocia com criminosos. Só que para solucionar a guerra na Colômbia é preciso negociar”. Causa repulsa ler uma coisa dessas! Então explodir bombas dentro de uma igreja repleta de mulheres e crianças, não é atitude de criminoso? Explodir uma fazendeira com um colar-bomba, porque não cedeu à extorção, não é atitude de criminoso? Usar um menino de 11 anos numa bicicleta-bomba que o desfez em migalhas, não é atitude de criminoso? E o outro menino degolado cuja foto ilustrou a edição do dia 06 de março, não é um ato bestial de criminosos desalmados?
Bem, rebater ponto por ponto cada uma dessas mentiras torpes, sobretudo a de que as FARC não pertencem a esta organização, é uma tarefa extenuante que daria para escrever um tratado, que não é o objetivo deste blog, até porque este assunto não parece preocupar muito os brasileiros. É possível adiantar, entretanto, que a tônica deste Encontro foi a demonização do presidente Álvaro Uribe, de culpar os Estados Unidos pela “desgraça” de estar ajudando a destruir o terrorismo na Colômbia e a apoiar, incondicionalmente, os maiores comprometidos com as FARC que são Chávez e Correa.
E o Notalatina encerra esta edição com a apresentação de um áudio da Entrevista de Alejandro Peña Esclusa concedida ao ex-ministro colombiano Fernando Lodoño em seu programa de rádio em Bogotá, “A Hora da Verdade”, onde ele delineia mais ou menos o que deveria ocorrer no tal Encontro do FSP, quem iria participar e quais os temas que seriam abordados. Ressalto que Peña Esclusa é, a meu ver, o maior conhecedor do tema “Foro de São Paulo”, pois é um estudioso do assunto desde a sua fundação, em 1990. É, portanto, uma autoridade internacionalmente reconhecida e idôneo. Esta gravação foi feita no dia 23, primeiro dia do Encontro, e tem a duração de 15 min. e 2 seg. Fiquem com Deus e até a próxima!
Comentários e Traduções: G. Salgueiro
O Governo Ideológico do Crime Organizado
Por Jorge Serrão, domingo, Junho 01, 2008
O principal desafio da humanidade neste Terceiro Milênio é a Defesa e Conservação da Privacidade. Os direitos e garantias individuais são mandados para o saco pelos promotores da Nova Ordem Mundial. Sem respeito à liberdade individual, a ordem pública fica ameaçada, a paz social inviabilizada e a democracia obstaculizada. Teremos condições de sobreviver, humanamente, em um “Estado Sem Direito”? Depois leia: A ditadura do crime é uma realidade
A resposta é Não! O sistema globalitário tem uma regra cruel. Manda quem pode e obedece quem não tem juízo de valor sobre a realidade do poder. Ou se submete quem não tem condições de perceber o “poder das idéias ou regras impostas”. As ideologias ou ideocracias cumprem o papel de mecanismos de controle, dominação e manipulação social. Presenciamos a negação do processo político, com a imposição forçada de consensos e pensamentos únicos.
São “pensamentos únicos” ou “unificantes”: a Globalização ou neoliberalismo; os Socialismos ou comunismo; os Neonazismos ou fascismos; os Fundamentalismos religiosos e os dogmas radicais de toda espécie. Os “ismos” só servem para criar divisões e conflitos artificiais que facilitam as estratégias de controle, manipulação e dominação das sociedades – sobretudo as mais subdesenvolvidas e ignorantes.
Pelo visto, as cúpulas das chamadas “esquerdas” são manobradas de forma idêntica às chamadas “direitas”, em nome de interesses maiores dos “negócios” mundiais. Neste processo, as ideologias são simples instrumentos de dominação. Os ideocratas fazem de otários o resto dos militantes ideológicos, que se transformam em agentes conscientes ou inconscientes no trabalho para a corporocracia global.
A corporocracia é o “governo ou poder das grandes empresas transnacionais”. A corporocracia ocorre quando os mecanismos de Estado e o governo formal de uma sociedade são reféns de agentes políticos que tomam decisões favoráveis às “grandes corporações”.
A “corporocracia” verdadeira surge quando os três poderes de sustentação do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário) tornam legal ou legítimo, em termos jurídicos e institucionais, um sistema de corrupção junto com os políticos para que eles defendam, nessas respectivas instâncias, as posições defendidas pelos “controladores” (que podem ser os administradores das grandes empresas ou quem eestiver acima deles na hierarquia).
Nesta situação, os políticos tendem a se tornar títeres (isto é, marionetes políticas) dos administradores, muito mais que dos proprietários das ações das grandes empresas. Por este conceito, através do mecanismo de extração de renda monopolística ou oligopolística, as grandes empresas seriam capazes de definir a agenda política nacional dos países e o tipo de governo que as pessoas comuns (o povo) pensam ser uma democracia.
O modelo consiste em fazer com que a maioria da população acredite que o regime governamental continua baseado uma democracia representativa. Mas tal noção é fruto de puro jogo de cena político na manipulação do Poder. Na verdade, os políticos passam a fazer e promulgar leis adequadas aos interesses dos “controladores”. Mas como os cidadãos elegem os políticos (por mecanismos de escolhas) têm a ilusão de que eles os representam. Na realidade, os políticos representam seus “controladores”.
Em resumo, corporocracia é sinônimo de gestão ideológica do crime organizado. Pratica-se um intervencionismo estatal em favor dos pequenos grupos poderosos e em detrimento das sociedades locais. Tudo operacionalizado pela classe política – geralmente aquela mais desqualificada para o trato da “coisa pública”.
Nessa neolibertinagem, os controladores administram, nas sombras, os três principais mecanismos de controle social no mundo: a oferta de dinheiro (via monetarismo), os meios de comunicação de massa e “o crime organizado” (sinônimo de violência, terrorismo e corrupção). Tudo é justificado por convenientes teorias econômicas, políticas, jurídicas, psicossociais ou organizacionais.
A difusão da ignorância e da desinformação são os instrumentos básicos de dominação e controle do Império Global. Cabe ressaltar que os meios de comunicação são hoje as armas mais eficazes de difusão ideológica e de apelo ao consumismo especulativo.
Afinal, a dominação só é possível se dirigentes e dirigidos partilham dos mesmos valores que inspiram a norma jurídica e a motivação ideológica que consagram a dominação. O dogma da “globalização inevitável” é o fator unificante de idéias, padrões, comportamentos e procedimentos. O mundo se resume a uma rede de obediência que não deve ser contestada.
Doutrinariamente, os controladores viabilizam a dominação, manipulação e controle através de quatro instrumentos.
1) As ideocracias (que vendem pretensas soluções, “bandeiras de luta”, felicidade, sonho e utopia na forma de ideologias);
2) os conflitos de diferenças (sejam regionais, econômicos, sociais, religiosos, raciais e jurídicos);
3) No caso extremo, a violência e sua degeneração radical: o terrorismo.
4) As legislações, as padronizações organizacionais ou as regras “globais” impostas aos cidadãos e interpretadas conforme o “Direito Alternativo” – que dá interpretação subjetiva às conseqüências do julgamento.
Os ordenamentos jurídicos – cada vez mais totalitários e interpretados subjetivamente – e as confusões ideológicas - para gerar cada vez mais divisão e menos cooperação – são práticas de violência política-econômica para fazer com que as pessoas façam o que não escolheriam fazer voluntariamente. Também servem para impedi-las de fazer o que voluntariamente escolheriam fazer, se tivessem Liberdade (palavrinha fundamental para a verdadeira Democracia).
Em resumo, quanto maior a intervenção governamental, mais os indivíduos são impedidos de fazer aquilo que os beneficiariam, sendo compelidos, em vez disso, a fazer o que lhes causam perdas, em mundo global cada vez mais especulativo e repleto de valores voláteis.
O Poder Real Mundial emprega quatro forças para exercer seu poder - principalmente nas sociedades subdesenvolvidas ou na periferia do poder.
1) Os Agentes de Influência: que são a Mídia, as ONGs, os Movimentos Populares, as Seitas e os Sindicatos;
2) O Partido Político no Poder (força motriz da ideocracia);
3) As Forças de Sustentação (o Governo Formal, através dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, englobando também o aparelho repressivo do Estado: Ministério Público, a Máquina de Arrecadação, as Forças Policiais e as Forças Armadas).
4) As Forças Subterrâneas, promotoras de ações táticas criminosas.
O “quarto elemento” é formado pelas máfias que exploram diferentes negócios, pelas facções criminosas, por grupos paramilitares e por agentes terroristas preparados para ações de guerrilha urbana ou rural, com fins pretensamente “revolucionários”. O chamado quarto elemento é apenas a face mais visível do crime organizado. Mas não é a hegemônica, que lidera o processo criminoso.
Sempre é fundamental destacar a doutrina: sem a presença da máquina do Estado e da classe política que o aparelha, o crime não se organiza. A corporocracia só se viabiliza neste sistema de “parceria” ou “simbiose”. Quando essas quatro forças formam uma aliança sistêmica com o aparelho do Estado forma-se o Governo Ideológico do Crime Organizado.
A regra é clara e simples. Governo do Crime Organizado é a associação, para fins delitivos, entre as classes política e empresarial, membros dos três poderes (Executivo, legislativo e Judiciário) e agentes marginais de toda espécie, com a finalidade de usurpar o poder estatal, praticando o roubo, a corrupção, a violência e o terror.
Até quando deixaremos o Poder Real Mundial e seu Governo Ideológico do Crime Organizado mandarem em nós?
Reagir é preciso, democraticamente. Vamos defender e conservar nosso Direito à Privacidade!
Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://www.alertatotal.blogspot.com e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal
A ditadura do crime é uma realidade
Da Redação do Alerta Total, domingo, Junho 01, 2008
Nesta segunda-feira, um dos casos de violência contra jornalistas que mais chocou o país completa seis anos. Tim Lopes, repórter da TV Globo, foi barbaramente assassinado a mando do traficante Elias Maluco quando fazia uma reportagem sobre bailes funk na Vila Cruzeiro, favela do Complexo do Alemão. O repórter foi torturado e morto depois de um julgamento feito por membros da quadrilha de Elias Maluco, na Vila Cruzeiro, e presidido por ele. Depois de matarem Tim Lopes, os bandidos queimaram seu corpo, usando pneus e gasolina, num forno improvisado conhecido como microondas. Em 2005, Elias Maluco foi condenado a 28 anos e seis meses de prisão pela morte de Tim.
Neste sábado, o Brasil ficou sabendo que uma repórter, um fotógrafo e um motorista do jornal "O Dia" foram torturados por milicianos que dominam a Favela do Batan, em Realengo. A equipe, disfarçada, estava morando há duas semanas em um barraco na comunidade, preparando uma reportagem sobre o cotidiano de quem vive sob o domínio de uma milícia.
Denunciados, os repórteres de O DIA foram seqüestrados e mantidos em cárcere privado em um dos barracos usados como quartel-general pela quadrilha. O interrogatório e as torturas duraram sete horas e meia, período em que a equipe foi submetida a socos e pontapés, choques elétricos, sufocamento com saco plástico, roleta-russa, tortura psicológica e todo tipo de situação vexatória. Em um dos intervalos entre as sessões de agressões, a equipe identificou o barulho de sirenes iguais às das patrulhas policiais rondando o cativeiro. Mas os homens que chegavam ao local, em vez de socorrer as vítimas, eram solidários aos carrascos.
Criadas sob o "inocente" argumento de enfrentar o tráfico de drogas e livrar as comunidades carentes do crime organizado, as milícias compostas por policiais, agentes penitenciários, bombeiros e ex-servidores da Segurança Pública dominam hoje bem mais do que as 78 comunidades onde fincaram suas garras e estruturaram um exército muito bem armado. Elas ditam as leis a aproximadamente 2 milhões de cariocas e os submetem a um código penal que nunca foi escrito. Todos conhecem bem cada parágrafo, onde estão previstas a tortura e a morte a quem desafiar as suas regras.
"Educar todo mundo não funciona"
Do portal do JB ONLINEPor Karla Correia, Brasília [ 01/06/2008 ] 02:01
(dica do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO).
Jornalista, escritor, filósofo, editor do site Mídia Sem Máscara, Olavo de Carvalho é uma das poucas vozes na imprensa assumidamente conservadoras. E vê essa mesma "escassez" do pensamento de direita no ambiente político. Para Carvalho, a direita no Brasil não sabe ser oposição e só tem fortalecido os partidos de esquerda ao tentar copiar suas bandeiras históricas. Também tem empobrecido o debate político ao deixar de ocupar espaço no ambiente acadêmico e de pesquisar referências em outros países, onde o conservadorismo tem voltado a ter força. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao JB.
Há uma certa dificuldade hoje em encontrar movimentos políticos, partidos ou líderes que se proclamem claramente como de direita no Brasil. A direita está envergonhada?
Faz mais de 20 anos que a direita está sendo burra. Estão todos acreditando nessa coisa de roubar as bandeiras do adversário. Como o abortismo. O pessoal de direita pensa em roubar a bandeira do abortismo e vê nisso uma forma de adquirir também o apoio das pessoas que são abortistas. Mas quando faz isso, pensando em uma vantagem imediata, vai apenas reforçar a ideologia de seu oponente. Todo sujeito que se deixa moldar à idéia de seu inimigo, já está derrotado. É a vitória perfeita, Lênin já dizia que a vitória perfeita era obtida sem lutar, o adversário se entrega. Pois eles, a esquerda, conseguiram.
Como isso aconteceu?
A esquerda adotou uma tática muito inteligente criada pelo Antonio Gramsci, o pensador italiano. Consiste em dominar primeiro todo o universo da cultura, das idéias, da educação, antes de conquistar o poder. Então, esse pessoal durante o regime militar já estava aplicando isso. Ocuparam as universidades, as redações de jornais. De repente, não havia mais idéias conservadoras em circulação. E se você não tem as idéias, as pessoas não tem como se definir. Elas não têm nem como se expressar. Se um político hoje vai se expressar, ele usa a linguagem da esquerda. São burros e presunçosos.
E qual é a primeira conseqüência dessa ocupação?
O poeta austríaco Hugo von Hofmannsthal dizia que nada está no ambiente político de um país que não esteja primeiro em sua literatura. Porque é do imaginário formado que você tira as idéias. Agora, você estupidificou a cultura superior e, em conseqüência, a política. Veja a que se dedica o governo brasileiro hoje: a destruir o país e a cuidar de futilidades. Ele quer doar um pedaço do território, doou um pedaço da Petrobras para a Bolívia, quer doar um pedaço de Itaipu para o Paraguai. Deixa aí duas ou três cidades à mercê do PCC, que é o mesmo que as Farc. Está entregando tudo. E ao mesmo tempo está preocupado com a perseguição aos gays. Que perseguição, meu Deus do céu?
O senhor fala que a esquerda dominou os espaços acadêmicos e da mídia. O PT diz a mesma coisa.
Quais são os autores conservadores que escrevem na imprensa brasileira? Eu cito dois: eu e o Reinaldo Azevedo. E só. A esquerda ocupa todos os espaços, manda em tudo, depois briga com ela mesma e fica fazendo choradeira de que está sendo atacada pelos direitistas. Mas o que eles chamam de direita é o que? O PSDB? Ouça o discurso do José Serra. Veja o que o Fernando Henrique fez. Ele praticamente criou o MST com o dinheiro do Estado.
O PSDB é um expoente de direita?
É o máximo de direita que se admite no país, hoje. É o PSDB, a social-democracia, que é a mais velha tradição da esquerda. A verdadeira direita sumiu do Brasil.
Não tem um líder, um expoente conservador que mereça destaque no País?
Dom Bertrand é um grande estadista. Pergunte de qualquer assunto brasileiro para ele e ele conhece tudo e nunca teve um cargo público na vida. E sem ter pretensão, ele não é nem o príncipe herdeiro, faz isso por interesse pelo Brasil. Se ele se candidatasse, eu votava nele na hora.
E no Congresso?
Não consigo pensar em ninguém.
O pouco espaço ocupado pelo conservadorismo faz do brasileiro um povo liberal?
O brasileiro é essencialmente um conservador. É um povo religioso, que acredita na família, no trabalho. Mas não é de perseguir ninguém, então passa essa imagem de liberal. Uma coisa é a crença que o brasileiro tem. Outra é o sentimento que ele nutre pelos outros seres humanos. Claro que existem malucos em qualquer lugar do mundo, você pode pensar no movimento skinhead... mas são quantos em uma população de 180 milhões de habitantes?
O brasileiro é cordial mas se identificou muito com o Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite.
O brasileiro está aterrorizado pelo crime. Cinqüenta mil homicídios por ano são duas guerras do Iraque por ano. É uma coisa brutal, as pessoas estão é conformadas até demais. O pessoal vê o filme com o capitão Nascimento dando porrada em bandido e pensa que é isso que tem de fazer. Eles querem alguém que tome uma providência.
Qual seria o programa de um governo de direita no Brasil, hoje?
Em primeiro lugar, ele teria um enfoque moral, religioso e tradicional. São valores e princípios gerais, veja bem, o governo não pode se meter a ser o grande moralista. O governo não deve educar ninguém nesse aspecto, são as entidades religiosas que devem se fortalecer e atuar. Em segundo lugar, a economia de mercado, que é a única que funciona. Não tem esse negócio de socialismo, intervenção do governo no mercado, isso não funciona. É só o governo meter a mão que a coisa vai para trás. Terceiro é educação clássica. Você tem que primeiro formar uma elite intelectual capaz de educar o restante do país. O governo vem com essa história de educar todo mundo, mas isso não funciona. Não é possível.
A educação então não deve ser para todos?
Não. Educação é um processo irradiante, que vai por círculos concêntricos. Você educa dez, que educam cem, que educam mil, que educam um milhão e vai assim.
Nem ao menos cuidar de erradicar o analfabetismo?
Isso não adianta. Você vai investir um dinheiro maluco nisso e os caras vão sair todos analfabetos funcionais. Porque se você não cria uma tradição de educação, a educação não pega. Se você não tem essa tradição, não tem o amor à cultura, ao conhecimento. A educação deve ser muito séria e começar por uma elite, que vai irradiando esse valor. Quem vai dar a educação para todos? A educação que se dá ao povo hoje não deveria ser dada a ninguém. Oferecer essa educação para meia dúzia de pessoas é um insulto. Para milhares, é um crime.
Qual o maior problema do atual governo federal?
Eu acho que o Brasil concedeu ao Lula todos os direitos. Que presidente brasileiro chega ao poder e, dois anos depois, o filho dele está milionário? Só isso aí seria suficiente para ele perder o cargo. Mesmo que não comprovasse nada, isso é falta de decoro. Presidente deve ser como a mulher de César. Não basta ser honesto, tem que parecer honesto também.
As escravas das Farc
Da coluna do DIOGO MAINARDIVEJA, Edição 2060, 14 de maio de 2008
"Marco Aurélio Garcia já garantiu a ‘neutralidade’ do Brasil na guerra contra as Farc. No caso das escravas sexuais dos terroristas, é como manter uma postura de neutralidade diante de Josef Fritzl, o austríaco que prendeu a própria filha por mais de vinte anos, servindo-se dela como sua escrava sexual. Josef Fritzl? Nem simpatia, nem antipatia"
Rocco Cotroneo, correspondente do Corriere della Sera na América Latina, fez uma reportagem sobre uma escrava sexual das Farc. Aos 11 anos, ela foi arregimentada pelos terroristas colombianos para montar minas. Essa tarefa costuma ser desempenhada por crianças para evitar o risco de perder um terrorista num acidente. Aos 12 anos, ela se tornou escrava sexual de um alto comandante das Farc, um dos mais procurados do país. Ele tinha 45 anos. Algum tempo depois, ela engravidou. É comum que as escravas sexuais das Farc – as "ratas" – tenham de abortar com pontapés na barriga. Como ela pertencia a um dos chefes do bando, conseguiu ter o filho, que lhe foi tomado aos 2 meses de idade e entregue a um parente. Ela fugiu do acampamento terrorista e foi acolhida num instituto do governo, onde Rocco Cotroneo a encontrou.
O assessor especial de Lula, Marco Aurélio Garcia, já garantiu a "neutralidade" do Brasil na guerra contra as Farc. Quando lhe perguntaram se seu grupo tinha simpatia pelos terroristas, ele respondeu simplesmente: "Nem simpatia, nem antipatia". No caso das ratas, é como manter uma postura de neutralidade diante de Josef Fritzl, o austríaco que prendeu a própria filha por mais de vinte anos, servindo-se dela como sua escrava sexual. Josef Fritzl? Nem simpatia, nem antipatia.
O general Augusto Heleno Pereira advertiu que os traficantes de drogas ligados às Farc representam o maior perigo para a Amazônia. A seguir, ele disparou contra a reserva indígena Raposa Serra do Sol, que pode facilitar a entrada de traficantes de drogas no Brasil. O general Augusto Heleno Pereira se recusa a admitir que 19.000 índios precisem de uma área daquele tamanho. Eu me recuso a admitir que, podendo dispor de uma área daquele tamanho, os índios continuem a morar em choupanas comunitárias junto com suas sogras.
Na última terça-feira, um plantador de arroz foi preso na reserva Raposa Serra do Sol. De acordo com o ministro Tarso Genro, ele tomou posse de "terras indígenas". A rigor, até Ipanema é terra indígena. Todos os dias eu olho pela janela e penso alegremente: isto aqui é uma aldeia macuxi. É tolice tentar separar os índios do resto dos brasileiros. Nós somos todos iguais. Eles fazem o que a gente faz: derrubam a mata e tacam fogo nela. Eles gostam do que a gente gosta: bebida fermentada. Eles acreditam no que a gente acredita: que o subsolo é habitado por Wanabaricon, seres de pequena estatura que plantam, pescam e constroem aldeias. Quando o índio Serenkato foi gravar um CD, o que ele fez? Arranjou um patrocínio público, igualzinho aos nossos artistas. Duvido que a música de Serenkato seja pior do que a de Caetano Veloso, que também arranjou um patrocínio público para seu próximo espetáculo.
Os traficantes de drogas assassinos e pedófilos tomaram conta da floresta. Todos os dias eu olho pela janela e penso alegremente: aquele ali é um deles?
Kenneth Maxwell rides again
Do portal do OLAVO DE CARVALHOPor Olavo de Carvalho em 01 de junho de 2007
Kenneth Maxwell, em cuja autoridade de historiador o Council on Foreign Relations e a Folha de S. Paulo confiam para todas as questões relativas ao Brasil, já havia fornecido provas de sua total incompetência ao assegurar, baseado em opiniões de terceiros tão ignorantes quanto ele, que o Foro de São Paulo não existia (C.T. - em post anterior (clique aqui) eu já advertia, seguindo os conselhos do Olavo de Carvalho, a prestar a atenção nesta pessoa. Como diz o título deste post, o Sr. Kenneth Maxwell ataca de novo. Não esqueçamos desta famigerada criatura).
Com o parágrafo que transcrevo a seguir ele alcançou o nível de inépcia requerido para tornar-se controlador de vôo em Cumbica, diretor da CIA ou ministro do governo Lula (digo isso porque colunista da Folha ele já é). O rapaz vai longe. Indignado contra a campanha anti-abortista de Bento XVI, ele passa o seguinte pito no Papa:
“ Caso o papa tivesse ido a Chiapas (México) para pregar na igreja fundada em San Cristóbal pelo frei Bartolomé de Las Casas, talvez sentisse a necessidade de confrontar uma realidade diferente. Las Casas não tinha dúvidas de que a chegada dos cristãos à América havia causado ‘a destruição das Índias', literalmente levando pragas e morte a milhões dos habitantes indígenas da região.”
Maxwell é decerto o último historiador do mundo que aceita a “leyenda negra” de frei Bartolomé de las Casas como fonte confiável. Depois que a pesquisadora australiana Inga Clendinnen reuniu em Aztecs: An Interpretation (Cambridge University Press) todos os testemunhos de sobreviventes das batalhas de Hernán Cortez contra os astecas, nenhum membro da comunidade historiográfica tem o direito de ignorar que quem destruiu essa antiga cultura não foram os espanhóis, mas as tribos circunvizinhas, cansadas de fornecer vítimas sacrificiais para os ritos macabros de uma religião cujo fim Maxwell acha lamentável. Se o livro de frei Bartolomé ainda serve de documento, não é sobre a história das Américas: é sobre o ódio psicótico que os europeus têm a si mesmos, que os leva a inventar mentiras contra seus heróis e mártires enquanto os remanescentes astecas alardeiam orgulho de uma cultura genocida.
Mas, se Maxwell desconhece o passado, ignora ainda mais radicalmente o presente. Apelar à igreja de Chiapas como argumento contra o anti-abortismo papal é dar um tiro no próprio pé: os bispos de Chiapas foram os primeiros na América Latina a ameaçar de excomunhão os partidários do aborto, e são até hoje os mais intransigentes nisso. Tiro no pé não é talvez a expressão adequada: Maxwell está mais é seguindo os passos de Jimmy Carter, queridinho da esquerda chique, o único presidente americano que derrubou um aliado para dar o poder a um inimigo, o primeiro atleta que conseguiu ter falta de ar por meio de exercícios respiratórios e o primeiro e único jogador de golfe, em todo o universo, que conseguiu acertar o próprio olho com o taco.
domingo, 1 de junho de 2008
A direita a serviço da esquerda
Do portal do OLAVO DE CARVALHODentre as muitas coisas verdadeiras ditas pelo sr. Fernando Henrique Cardoso entre uma mentira e outra, esta merece a maior atenção:
"Não existe direita no Brasil, no sentido clássico do conceito... O pensamento conservador filia-se a uma tradição ocidental que estabelece como pilares da ordem a família, a propriedade, os costumes. O nosso conservadorismo não é nada disso. Tem a ver com clientelismo, patrimonialismo, uso indevido dos recursos do Estado. Ele não é composto de um ideário, e sim de aproveitadores. Por que a 'direita', no Brasil, apóia todos os governos, não importa qual? Na história recente, ela apoiou os militares, apoiou o Sarney, apoiou o Collor, apoiou a mim, apóia o Lula. Porque seus integrantes não são de direita. Essa gente toda só quer estar perto do Estado, tirar vantagens dele."
Só faltou ele acrescentar – e por isso acrescento eu – que esse é o mais grave problema do Brasil. Desde logo, só a economia capitalista pode gerar prosperidade, mas o sucesso dessa economia depende diretamente da conduta da classe capitalista. Ora, é precisamente a essa classe que o ex-presidente se refere. Se ela própria insiste em se tornar dependente do Estado, por interesses imediatistas e pela relutância covarde em se expor plenamente aos riscos da livre concorrência, ela condena o capitalismo brasileiro à atrofia perpétua. Não tem sentido um sujeito prosternar-se ante a autoridade governamental e depois reclamar que ela o oprime com sobrecarga de impostos e de exigências burocráticas. Se você quer independência, tem de agir com independência. No Brasil os ricos gritam "Enxuguem o Estado!", mas querem continuar nadando na piscina das verbas oficiais. Assim não dá.
Mas os efeitos da subserviência capitalista ao Estado vão muito além da esfera econômica. O exemplo da classe rica se propaga por toda a população e a corrompe, fazendo de cada cidadão um virtual pedinte de dinheiro público. O brasileiro não sonha em enriquecer com trabalho, poupança e investimento, mas em chegar o mais rápido possível à aposentadoria. E ele não pensa assim por ser preguiçoso, mas porque sua poupança é comida pelos impostos e a única forma de investimento que resta ao seu alcance são as contribuições previdenciárias. O Brasil não é uma potência capitalista porque preferiu ser antes um imenso Instituto de Previdência. Os efeitos psicológicos dessa situação são devastadores: se o objetivo da vida é a aposentadoria, o trabalho não é o caminho da prosperidade e da auto-realização, mas uma incomodidade temporária que deve ser removida o mais rápido possível. Então o desleixo e a incompetência tornam-se não apenas direitos, mas até deveres: como o trabalho não tem nenhuma outra finalidade senão ser abolido o quanto antes, o trabalhador esforçado é visto como um vaidoso pedante ou como um puxa-saco do patrão.
Estragando a população em geral pelo mau exemplo, a acomodação capitalista no seio da burocracia corrompe ainda mais os políticos. Corrompe-os por três lados ao mesmo tempo:
1. Os que são seus amigos tornam-se ipso facto agentes de negócios, captadores de recursos estatais para financiar – ou salvar – empresas privadas.
2. Os inimigos, temporariamente excluídos da mamata, sentem-se investidos do direito de multiplicá-la em proveito próprio tão logo cheguem ao poder e imaginam-se, por essa mesma razão, as pessoas mais honestas do mundo. Quando, na CPI dos Anões do Orçamento em 1993, os petistas vociferavam contra "o Estado dentro do Estado", referindo-se hiperbolicamente a vulgares negociatas entre empreiteiros e parlamentares, ao mesmo tempo que já iam preparando o futuro Mensalão – este sim um verdadeiro Estado dentro do Estado --, não tenho a menor dúvida de que ao menos inconscientemente identificavam a justiça social com a distribuição igualitária do direito de roubar. Por isso mesmo não sentem hoje a menor dor na consciência por tudo aquilo que têm feito desde que se tornaram os novos donos do poder. Vigarice por vigarice, acham mais lícita aquela que não favorece só as velhas elites mas reparte o botim entre os pobres e oprimidos – isto é, eles próprios. Caso contrário não teria razão de ser a afetação de coitadice com que um Lula ou uma Benedita, alçados à mais alta hierarquia do Estado, continuam se vendo como membros da classe desamparada.
3. Uns e outros, amigos e inimigos, acabam tendo seus interesses vitais diretamente ligados à burocracia estatal -- e tudo farão para que ela continue crescendo, a despeito até de suas convicções pessoais.
Do ponto de vista ideológico, então, os efeitos da simbiose entre Estado e elite empresarial raiam o monstruoso.
Primeiro: por falta de advogados, a defesa dos "pilares da ordem, a família, a propriedade, os costumes" , como os resumiu Fernando Henrique, é excluída do linguajar político decente e jogada para o limbo da "extrema direita". Como, por outro lado, ela expressa os ideais majoritários da população brasileira, o resultado é que o Brasil se torna uma nação de excluídos políticos, onde a maioria não tem representantes nem porta-vozes. Privado dos canais normais de atuação, o conservadorismo brasileiro recua para o inconsciente coletivo e tem de se expressar por vias simbólicas, indiretas, analógicas. Muitos dos eleitores de Lula votaram nele pelo simples fato de que ele parecia um tipo mais antigo, mais arraigado nas tradições populares, do que seus concorrentes moderninhos, com ares de tecnocratas. O motivo da escolha não foi político nem ideológico: foi puramente estético. Não encontrando quem falasse em seu nome, o povo votou em quem se parecia com ele fisicamente, sem ter a menor idéia de que elegia o candidato do aborto, do desarmamento civil, do casamento gay – de tudo o que podia haver de mais artificial e antipopular. Aí a política eleitoral se torna pura fantasia alucinatória.
Segundo: dentre os defensores da economia privada, muitos têm menos horror ao esquerdismo do que à perspectiva de ser tomados por "extremistas de direita". Então apressam-se em isolar economia e cultura, articulando a apologia do capitalismo com a do programa cultural revolucionário, incluindo abortismo, eutanásia, liberação das drogas e anticristianismo professo ou implícito. Tornam-se assim forças auxiliares da revolução gramsciana, e toda a sua gritaria em favor da liberdade de mercado já não faz a menor diferença, pois ninguém na esquerda está lutando pela socialização dos meios de produção; todas as tropas foram concentradas no campo de batalha cultural.
Terceiro: se uma parte da direita não tem ideologia nenhuma e a outra tem uma ideologia que favorece a revolução cultural, o resultado é que a esquerda fica com o monopólio da propaganda ideológica. Até os que a odeiam são obrigados a falar na linguagem dela, o que significa que tudo o que dizem funciona no fim das contas como propaganda esquerdista.
Quarto: não é possível que a própria "direita" que criou essa situação permaneça psicologicamente imune a seus efeitos por muito tempo. Ela própria acaba introjetando a cosmovisão e os valores da esquerda, e no fim das contas já não tem nada a alegar em favor do capitalismo senão o fato de que ele é do seu interesse. E é exatamente assim que estamos hoje em dia: entre os opinadores de plantão, não há mais quem não veja a política como a luta entre "interesses" privados e "valores" coletivos. Em suma: no Brasil, entre as classes falantes, todo mundo é de esquerda – uns porque gostam, outros porque não sabem ser outra coisa.
Não conheço, por exemplo, entre os "direitistas" brasileiros, um só que não enxergue a economia, em última instância, exatamente nos termos em que a descreveu Karl Marx. Por menos que gostem disso, seu cérebro está programado para enxergar o capitalismo como luta de classes e exploração da mais-valia. Quanto mais dizem tomar o partido da sua própria classe, mais se tornam prisioneiros da jaula marxista.
Também não conheço um só capitalista que não acredite na lenda esquerdista de que Karl Marx foi "um grande pensador". Podem proclamar até que "o marxismo está superado", mais quanto mais o depreciam da boca para fora, mais lhe rendem homenagem em pensamento.
Ora, Karl Marx não foi nenhum gênio, nenhum grande pensador, nenhum cientista social notável. Foi uma besta quadrada, incapaz de dominar os problemas filosóficos mais elementares e de se orientar no meio da mixórdia verbal que ele próprio criou. Seu único talento foi o do vigarista intelectual capaz de angariar prestígio por meio do blefe, do boicote e da intimidação. Estudem a atuação dele na I Internacional e verão do que estou falando.
Mas, antes disso, examinemos um ponto essencial. Embora a tradição marxista condene com veemência o "abstratismo burguês" que supostamente raciocina a partir de meros conceitos sem ter em vista a praxis histórica, toda a análise que Marx faz da economia capitalista é abstratismo da espécie mais primária. Ele define o capitalismo como exploração da mais-valia e sai tirando conclusões dessa definição sem prestar a mais mínima atenção às condições histórico-sociais que já na sua época possibilitavam a existência do capitalismo. Na sua definição, este se resume a uma determinada relação entre capitalistas e operários, exploradores e explorados. Nesse esquema, não há nenhum lugar para a massa dos consumidores, a vasta classe média da qual depende a existência de capitalistas e operários. Uma máquina econômica constituída apenas de exploradores e explorados não poderia durar um só dia. Afinal, quem paga a brincadeira? Partindo da sua definição de capitalismo, Marx acreditava que o número de consumidores iria diminuir cada vez mais, até que a máquina de exploração já não tivesse condições de funcionar. Mas o único argumento que ele oferece em favor dessa previsão é que ela é uma decorrência lógica da sua definição de capitalismo – uma definição que, a priori , já omitia a existência dos consumidores. Na verdade, estes é que deveriam ser o centro da definição: o capitalismo pode até incluir exploradores e explorados, mas ele não consiste nem em explorar nem em ser explorado -- ele consiste em comprar e vender. Até mesmo a relação entre patrão e empregado é apenas um caso especial de compra e venda – algo que qualquer principiante habilitado a distinguir gênero e espécie tem a obrigação de perceber. Em vez de definir o capitalismo pelo perfil real da sua existência histórica, Karl Marx preferiu reduzi-lo a uma "essência" abstrata que pudesse ser descrita mediante uma só relação simples, a relação entre salário e "valor". Depois, vendo que a existência real do capitalismo não confirmava a essência, concluiu que esta acabaria por predominar sobre a existência. Maior "abstratismo burguês" não poderia haver: uma essência abstrata que pode mais do que a realidade histórica é uma espécie de platonismo radical, o primado absoluto das idéias (com o agravante de que as idéias platônicas eram pensadas por Deus, e a definição marxista de capitalismo é pensada apenas por Karl Marx). Na realidade objetiva, a existência e a prosperidade do capitalismo dependem inteiramente do mercado, isto é, dos consumidores, e isto é assim já na base, na "essência" mesma do processo. Se o capitalismo foi economicamente viável por um só dia, nesse dia já ele aumentou o número de consumidores, pois alguém então comprou o que não havia comprado antes. Dessa condição real, o que seria preciso deduzir é que o capitalismo consiste na ampliação do mercado, na multiplicação do número de consumidores. Se cabe descrever os processos históricos como "essências", essa é a essência do capitalismo – e o que se deveria deduzir dela é que, se essa essência viesse a existir historicamente, o resultado seria a ampliação progressiva da classe média até à dissolução do "proletariado" como classe identificável. Isto foi exatamente o que aconteceu, e é exatamente o contrário do que Marx previa. Para fazer a previsão certa, ele precisaria ser um filósofo de verdade, isto é, saber pelo menos aquilo que todo discípulo de Sócrates já havia aprendido dois milênios antes: distinguir entre o que o cérebro inventa e o que a experiência ensina. A experiência pode ser confusa e o pensamento introduz nela alguma ordem e clareza. O que não vale é, em prol da clareza, substituir a experiência por meros pensamentos. Mas Karl Marx foi um pouco além: ele acreditou piamente que seus pensamentos acabariam por demonstrar a irrealidade da experiência.
Não é compreensível que alguém tenha sequer algum respeito por um idiota capaz de embarcar num erro tão básico. A fama de Karl Marx deve-se apenas ao fato de que a idiotice é contagiosa e o número dos contaminados acaba valendo como uma espécie de autoridade intelectual. Ao contrário do que pensava Descartes, é a idiotice e não a sensatez que é distribuída por igual entre todas as classes: a proporção de idiotas não é maior entre aqueles a quem o marxismo promete um paraíso do que entre aqueles que ele ameaça jogar na lata de lixo da História. Os primeiros são idiotizados pela ambição, os segundos por aquele medo extremo que acaba se tornando fascínio e subserviência.
Não adianta nada você gostar do capitalismo se acredita que ele é baseado na exploração da mais-valia e que sua única chance de sobrevivência reside em fazer concessões cada vez maiores à militância socialista detentora do monopólio dos valores morais e das esperanças de futuro.
Ou você acredita que o capitalismo encarna valores morais inegociáveis e que ele é a única esperança de dias melhores para a humanidade, ou é mais lógico você desistir logo dele e arrumar uma carteirinha do PSTU.
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P. S. -- Se você é católico, não se sinta obrigado a dizer amém à declaração do Papa de que Karl Marx "forneceu uma imagem clara do homem vitimado por bandidos". Não é uma sentença doutrinal ex cathedra , é apenas uma opinião individual que todo católico tem o direito e até o dever de contestar. Não adianta nada o meu caro Reinaldo Azevedo tentar atenuar o sentido da frase, dizendo que ela não é propriamente um elogio a Karl Marx. A declaração não impressiona pelo que insinua a favor de Karl Marx, mas pelo que diz claramente contra os capitalistas: são bandidos. Assim os descreveu Karl Marx, e o Papa considera essa descrição uma "imagem clara". E o mais bonito é que a ela o ex-cardeal Ratzinger não tem a objetar senão que Karl Marx, limitando-se à esfera material, não foi ao fundo espiritual do problema. Portanto, na perspectiva papal, não basta denunciar o mal econômico da exploração da mais valia: é preciso sondar as dimensões espirituais dessa abominação. Que eu saiba, esse é o programa da Teologia da Libertação: adornar a estupidez marxista com pretextos espirituais colhidos da religião cristã. Cabe recordar que, no trato disciplinar com os Boffs e Gutierres, Ratzinger sempre se limitou às reprimendas paternais sem o mínimo efeito prático, ao mesmo tempo que, para os católicos tradicionais, reservava a mais grave das punições: a excomunhão. Não espanta que um Pedro Casaldáliga não lhe tenha respeito nenhum e lhe passe pitos em público. A ninguém os comunistas desprezam mais do que a seus colaboradores discretos no seio da "direita". Nossos direitistas deveriam aprender com o exemplo: quanto mais você se faz de bonzinho, mais a esquerda lhe cospe em cima.
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.


