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segunda-feira, 26 de maio de 2008

Agência americana planeja ocupação da Amazônia

Do portal AGÊNCIA AMAZÔNIA DE NOTÍCIAS
Por LORENZO CARRASCO (*), segunda, 26 de maio de 2008

RIO — Enquanto o Brasil se debate em meio a um virtual “apagão” do Estado nacional, o governo dos Estados Unidos, por intermédio da sua Agência de Desenvolvimento Internacional (Usaid), delineia um “plano estratégico” para a ocupação efetiva de áreas críticas da Amazônia, onde a presença soberana dos Estados nacionais que compartilham a região é precária.

A estratégia integra uma nova etapa do processo de "internacionalização" da Amazônia, subseqüente à já consolidada fase de demarcação de vastas reservas naturais e indígenas na região, em proporções muito superiores às recomendadas pelos interesses nacionais.

Apenas no Brasil, as reservas indígenas ocupam quase 1,1 milhão de quilômetros quadrados, cerca de 13 % do território nacional, para pouco mais de 400 mil indígenas. Para comparação, toda a Região Sudeste, a mais populosa do País, com mais de 75 milhões de habitantes, não chega a 928 mil quilômetros quadrados.

Aproximadamente a metade dessa área está destinada a unidades de conservação biológica ou ambiental. Situações semelhantes ocorrem no Peru, Bolívia e Equador.

Lançada em junho de 2005 pela Usaid, a Iniciativa para Conservação da Bacia Amazônica (ABCI, na sigla em inglês) não oculta o propósito de coordenar as ações de diversos grupos ambientalistas e indigenistas nacionais e estrangeiros, provendo-os dos recursos e instrumentos de “governança ambiental” para o controle efetivo da região. A intenção é recrutar povos indígenas, “populações tradicionais” e Ongs nacionais e estrangeiras, para criar uma rede que em nada difere de um exército de ocupação pós-moderno a serviço de um esquema de “governo mundial” controlado por grupos hegemônicos do Establishment anglo-americano.

Neste contexto, ação da Usaid vem reforçar financeiramente as intensas atividades de Ongs como o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), Survival International, Conservation International, The Nature Conservancy e outras, financiadas tanto pela Usaid como por agências governamentais do Canadá, Reino Unido, Holanda e outros países europeus, além de fundações familiares do Establishment.

amazonia260508_1.jpgPor “governança ambiental”, deve-se entender o controle efetivo dos territórios demarcados como reservas, sob intensas pressões internacionais, para obstaculizar o desenvolvimento do Brasil e seus vizinhos, insidiosamente apresentado como ameaça à integridade do meio ambiente. O argumento central da ABCI é o de que os enormes e desconhecidos recursos da bacia Amazônica podem servir como uma base sólida para o desenvolvimento regional, mas são ameaçados por usos não sustentáveis associados com a agricultura, pecuária, exploração madeireira, mineração, exploração de petróleo e pesca. Essas ameaças, por sua vez, são intensificadas por outras forças, como o crescimento populacional (sic), o desenvolvimento infra-estrutural, a expansão dos mercados de commodities. (Plano Estratégico da Usaid para a Iniciativa de Conservação da Bacia Amazônica).1

Semelhante formulação interdita, de fato, qualquer perspectiva de desenvolvimento de atividades econômicas modernas na região, mantendo as populações que ali vivem em condições de pobreza extrema, ou deslocando-as sob o pretexto da demarcação ou ampliação de reservas indígenas (mesmo em áreas nunca ocupadas por eles), como tem ocorrido com freqüência. Um dos riscos envolvidos é o de que populações que aceitem tais condições terminem se opondo às próprias instituições nacionais.

A intenção é explícita:

A Usaid luta por uma Bacia Amazônica em que os povos indígenas e tradicionais, outras partes interessadas na conservação e instituições chave alcancem o comprometimento, capacidade e cooperação para serem guardiões efetivos da diversidade biológica e dos serviços ambientais de importância global da bacia.

Da mesma forma, o planejamento da agência contempla uma estratégia de ações transnacionais:

Como várias das ameaças à biodiversidade na Bacia e, portanto, as eventuais oportunidades de ação da Usaid, são transnacionais por natureza, é preciso desenvolver e negociar práticas de gestão de recursos entre os parceiros regionais. A troca de conhecimentos entre as partes interessadas e as agências de conservação terá maior eficácia se forem levadas em conta as conexões da bacia que cruzam linhas municipais ou nacionais.

O propósito é coordenar todos os programas do governo estadunidense para a região. Assim, o documento-base da Iniciativa propõe que os grupos de intercâmbio de informações do Governo dos EUA reúnam-se em nível nacional para catalisar e sustentar colaborações entre o programa da Usaid para a Amazônia e outras atividades do Governo dos EUA.

Entre as iniciativas existentes e possíveis de colaboração destacam-se o intercâmbio de informações e oportunidades de contato relacionados com a governança ambiental, fiscalização e cumprimento de leis e regulamentos, assistência técnica e treinamento, oportunidades de contato com mercados e produtores, além da diplomacia ambiental. (sic)

As oportunidades programáticas específicas de colaboração com o GEUA (Governo dos EUA - n.e.) incluem o processo de Fiscalização Florestal e Governança (FLEG), a Iniciativa Presidencial contra a Exploração Madeireira Ilegal, cooperação ambiental nos termos dos Acordos de Livre Comércio, o Programa Piloto do G-7 para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), gestão das áreas indígenas e capacitação, monitoramento da fauna e cobertura florestal, e gestão das bacias hidrográficas e áreas protegidas.

No tocante ao PPG7, a Usaid explorará oportunidades de integrar-se com as redes de pesquisa do subprograma de ciência (pesquisa dirigida — Ciência II) e alavancar experiências anteriores do PPG7 em, por exemplo, monitoramento e mobilização das comunidades... Em parceria com as organizações regionais, como a OTCA, a COIAB, a Aliança Amazônica e outras, a Usaid procurará implementar estes investimentos regionais com os países membros do Tratado de Cooperação Amazônica, conforme apropriado às respectivas atividades. (...) [1].

O que surpreende na ABCI não é mais uma manifestação da velha cobiça oligárquica internacional sobre a Amazônia, mas a sem-cerimônia com que um governo estrangeiro, alegando causas nobres, promove em pleno século XXI uma interferência tão ostensiva nas políticas brasileiras que influenciarão de forma decisiva as perspectivas de desenvolvimento de uma região que disputa com o Nordeste o triste título de a mais atrasada do País. A bem da verdade, isso não representa novidade na política estadunidense, uma vez que um propósito idêntico já estava explicitado no hoje célebre memorando secreto do Conselho de Segurança Nacional, NSSM-200 (National Security Study Memorandum-200), elaborado em 1975 sob a orientação de Henry Kissinger e apenas desclassificado no início da década passada.

Os autores do documento propunham o controle do crescimento populacional do Brasil e outras 13 "nações-chave", alegando que ele implicaria em um uso descontrolado dos recursos naturais nacionais - minerais, energéticos etc. -, os quais, na sua visão hegemônica, seriam fundamentais para a prosperidade futura dos EUA e seus aliados. Logo, o crescimento demográfico brasileiro representava uma "ameaça" aos interesses nacionais estadunidenses.

Mais tarde, na década de 1990, as questões ambientais passaram a integrar definitivamente a agenda de segurança nacional dos EUA, como se mostra no documento United States Security Strategy for the Americas (Estratégia de Segurança dos Estados Unidos para as Américas), publicado pelo Departamento de Defesa, em setembro de 1995.

Em 1998, o general Patrick Hughes, então diretor da Agência de Inteligência de Defesa (DIA), explicitou tais intenções no tocante à Amazônia. Em uma conferência proferida no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), em 9 de abril daquele ano, ele afirmou que uma das hipóteses de conflito que o Pentágono considerava possíveis nas duas décadas seguintes seria uma intervenção na Amazônia brasileira, para evitar danos ambientais que pudessem, eventualmente, provocar impactos sobre os interesses estadunidenses (diante da grande repercussão internacional de suas declarações, o general Hughes se viu obrigado a desmenti-las).

Em novembro de 2002, já em plena era das intervenções unilaterais do governo “neoconservador” do presidente George W. Bush, o então secretário da Defesa Donald Rumsfeld apresentou, na V Conferência de Ministros da Defesa das Américas, em Santiago do Chile, o conceito de “soberania efetiva”, significando a necessidade de intervenções em áreas onde o Estado nacional não pudesse, por um motivo ou outro, exercer um pleno controle territorial.

O conceito é uma variante do princípio de “soberania limitada” ou “soberania restrita”, tão prezado pelos grupos que se empenham em impor estruturas de "governança global" sobre os Estados nacionais soberanos. Afortunadamente, a sugestão foi amplamente rechaçada pelos demais participantes do encontro.

É sintomático que o programa da Usaid introduza o conceito da governança efetiva sobre regiões nas quais os Estados nacionais amazônicos tenham uma presença débil.

Na mesma linha, devem ser consideradas as declarações de autoridades de outras potências do Hemisfério Norte a respeito da soberania sobre a Amazônia, como a do então comissário de Comércio da União Européia e atual diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Pascal Lamy. Em 21 de fevereiro de 2005, em uma palestra realizada em Genebra, Suíça, sobre o tema “As lições da Europa para a governança global”, Lamy afirmou que a floresta amazônica e as demais florestas tropicais do planeta deveriam ser consideradas “bens públicos mundiais” e submetidas a uma gestão coletiva pela comunidade internacional.

Ainda mais escandalosa foi a proposta do ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, David Miliband, para uma “privatização completa da Amazônia”, alegadamente, para preservar a floresta como uma proteção contra as emissões de dióxido de carbono que, supostamente, estariam provocando o aquecimento global. A sugestão, feita em uma conferência sobre mudanças climáticas em Monterrey, México, no final de setembro de 2006, envolveria a aquisição de grandes áreas da Floresta Amazônica por cidadãos e grupos privados, de modo a formar uma vasta área “protegida”, cuja administração seria confiada a uma comissão internacional. O esquema teria o apoio do então primeiro-ministro Tony Blair, porque “capturaria a imaginação do mundo” e “uniria a comunidade internacional”.

Em entrevista ao jornal Daily Telegraph (1/10/2006), Miliband admitiu que a idéia poderia suscitar questões de soberania com o Brasil: “Obviamente, existem problemas de soberania, mas o desmatamento é um assunto enorme... e qualquer plano, mesmo que seja radical, é digno de ser avaliado.”

Na ocasião, a imediata reação do Itamaraty obrigou o boquirroto ministro-ambientalista britânico a se retratar, com as tradicionais declarações de que havia sido mal interpretado pela imprensa.

Como se percebe, a iniciativa da Usaid ocorre nesse contexto de intenções ostensivas de interferência direta na Amazônia, que configura uma autêntica estratégia de guerra irregular, ou “guerra de quarta geração” (G4G), contra a soberania nacional do Brasil e seus vizinhos amazônicos.

O conceito de G4G, que vem sendo discutido entre certos círculos militares e estratégicos da América do Norte e da Europa, se refere a campanhas em que um Estado nacional se defronta com oponentes não-estatais, como organizações terroristas e/ou criminosas - ou, no caso brasileiro, ONGs contrárias ao desenvolvimento nacional.

Assim sendo, não é exagero considerar que estão em curso na Amazônia ações de “quarta geração”, nas quais os territórios não são conquistados no sentido militar clássico, mas têm neutralizado o seu pleno desenvolvimento socioeconômico e conseqüente povoamento, para, em uma fase posterior, serem eventualmente declarados como territórios sem “soberania efetiva”. Estaríamos, portanto, às voltas com uma doutrina estratégica exógena, cuja denominação não poderia ser outra senão “Pax Verde”.

Embora os métodos tenham mudado, sendo hoje muito mais sofisticados no que tange à manipulação da opinião publica ou ao controle psicológico, os propósitos são os mesmos do velho colonialismo europeu de séculos passados.

fig1.jpgA agenda da Usaid em marcha

Em janeiro de 2007, no relatório Iniciativa para a Conservação da Bacia Amazônia - Desenho, Atividades Propostas e Resultados Esperados, a Usaid deu a conhecer o programa da ABCI, que contará com um financiamento de 65 milhões de dólares aplicados ao largo de cinco anos, em cinco frentes diferentes. Em realidade, tais recursos funcionarão como créditos iniciais para motivar a atração de mais recursos provenientes de agências governamentais, fundações e ONGs internacionais. Recorde-se que o programa visa vincular as principais redes existentes e dirigir as suas ações de forma centralizada.

Três das linhas de ações previstas para a Iniciativa visam estabelecer um "cerco verde", para conter os efeitos econômicos das grandes obras de infra-estrutura na Amazônia Ocidental, em uma vasta região que pertence ao Brasil, Bolívia e Peru. A intenção é cercar o estratégico estado de Rondônia por três frentes: a primeira, ao norte, pelo sudoeste do estado do Amazonas (Fig. 1); a segunda, ao sul, pela região do Madidi-Manu, na Bolívia e no Peru (Fig. 2); e a terceira, a oeste, pela região do chamado MAP, formado pela província peruana de Madre de Dios, o Acre e o departamento boliviano de Pando (Fig. 3).

Na primeira frente, estão inseridos o que o documento chama “Municípios Alvos no Sudoeste do Estado do Amazonas”, por ser esta uma nova “região de fronteira”, onde vários projetos importantes de infra-estrutura estão sendo planejados pelo governo brasileiro, incluindo a pavimentação das rodovias Porto Velho - Manaus e Humaitá-Lábrea, a construção do gasoduto Urucu-Porto Velho e de represas hidroelétricas de grande escala no Rio Madeira, um dos principais tributários do Rio Amazonas.

Nessa frente, o programa se propõe a “estabelecer uma barreira verde de áreas protegidas”, para conter a ocupação econômica e desenvolver redes locais com capacidade tecnológica para o monitoramento in situ do território da região-alvo, inclusive com a utilização de tecnologias de sensoreamento remoto.

O propósito inquestionável é desenvolver uma capacidade local de inteligência em tempo real, gerenciada externamente por interesses inconfessáveis.

Para este objetivo, a Usaid conta com o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), que desde o ano 2000, vem se especializando na tarefa de organizar redes locais contra projetos de infra-estrutura, especialmente entre grupos indígenas. “O programa aumentará a capacidade das organizações indígenas de assegurar a integridade de seus territórios e o manejo sustentável dos seus recursos naturais”, diz o texto.

fig2.jpgA criação do IEB resultou de uma iniciativa conjunta da Usaid e da seção estadunidense do WWF e a organização conta com o apoio financeiro de agências oficiais dos Países Baixos e do Reino Unido. Suas tarefas especificas são:

1. Construir capacidade local... Desenvolvimento organizacional de instituições locais em assuntos como administração, gestão financeira, e preparação de projetos, planejamento, monitoramento, e avaliação; Desenvolvimento interinstitucional através do planejamento e implementação de espaços públicos para a resolução de assuntos sócio-ambientais e através de treinamento em assuntos como gênero e equidade, resolução de conflitos, e redes de comunicação. Para aumentar os impactos, a abordagem enfatizará treinamento de líderes, intercâmbio de treinamento a curto e médio prazo, e estabelecimento de grupos temáticos de trabalho em tópicos estratégicos, como estradas, óleo e gás, e a gestão econômica de áreas protegidas habitadas. (sic)”.

2. Monitorar tendências da paisagem. Esta atividade é projetada para fornecer aos tomadores locais de decisão e ao público a informação necessária para orientar a conservação e o desenvolvimento do sudoeste do Amazonas e assim tomar decisões fundamentadas. Como parte desta atividade, o programa conduzirá um monitoramento anual de níveis de desmatamento, incêndios florestais, e abertura de estradas não oficiais para atividades madeireiras ilegais.

Para fortalecer a capacidade local para monitorar mudanças na paisagem,o programa oferecerá cursos para os líderes e técnicos sobre o uso de sistemas de informação geográfica (SIGs) e imagens de satélite. O programa também analisará os impactos sociais e econômicos de projetos de infra-estrutura no sudoeste do Estado de Amazonas, incluindo o gasoduto Urucu-Porto Velho, a rodovia BR-319, as represas hidroelétricas no Rio Madeira, e outros projetos em andamento na Bacia Amazônica que afetam o sudoeste do Amazonas. As informações geradas nesta atividade serão disseminadas on-line, em publicações, e através de seminários locais."

Bloqueando a saída para o Pacífico

O segundo alvo da ABCI é a região Madidi-Manu, que os estrategistas "verdes" vêem como um “cordão sanitário” no Peru e na Bolívia, contra a potencial extensão dos efeitos positivos dos grandes projetos de infra-estrutura em Rondônia, especialmente o Complexo do Rio Madeira, o gasoduto Urucu-Porto Velho e a conexão Manaus-Porto Velho, dois dos potenciais “corredores de desenvolvimento” para a modernização socioeconômica e a industrialização da Região Amazônica - perspectiva intolerável para a Usaid e suas redes intervencionistas.

Igualmente execrada por esses círculos antidesenvolvimentistas é a saída brasileira para o Pacífico, pela Rodovia Interoceânica, cuja ligação da BR-364 com a malha rodoviária peruana se encontra em construção e, quando concluída, permitirá o acesso aos portos oceânicos de Ilo e Mataraní.

Nas próprias palavras do documento da Usaid, o objetivo desse subprograma é avaliar e desenvolver estratégias para enfrentar os impactos de desenvolvimento de infra-estrutura em grande escala. A combinação da conclusão do trecho final da Rodovia Interoceânica e a expansão do desenvolvimento de óleo e de gás natural terá impactos profundos na região, com o potencial de destruir muitas das importantes e difíceis realizações feitas em nome da conservação e do uso sustentável de recursos naturais.

Atualmente, vários parceiros do consórcio ajudam o povo local a avaliar e a enfrentar os impactos do desenvolvimento de infra-estrutura em grande escala. O programa continuará e expandirá este processo participativo, trabalhando com atores locais, autoridades governamentais em diferentes níveis, e doadores para assegurar que o desenvolvimento de infra-estrutura irá incorporar objetivos que apóiem a conservação da biodiversidade e o uso sustentável de recursos naturais.”


Do Bolivian Syndicate ao "MAP Syndicate"

O terceiro “tampão” pretendido pela Iniciativa da Usaid está localizado na chamada MAP (Madre de Dios-Acre-Pando), ironicamente, a região onde a concessão feita pelo governo boliviano ao Bolivian Syndicate provocou, no início do século passado, o mais sério conflito fronteiriço na história das relações diplomáticas entre a Bolívia, o Brasil e o Peru. Como o próprio relatório assinala, a região de MAP é uma conexão crucial na Rodovia Interoceânica que conecta os portos do Atlântico no sudoeste do Brasil aos portos do Pacífico no Peru.

fig3.jpgA pavimentação da componente da Rodovia Interoceânica no Acre foi completada em 2002, e atualmente a parte restante nas terras baixas em Madre de Dios está sendo pavimentada. Esta atividade faz parte de um investimento de US$ 800 milhões que inclui o melhoramento de instalações portuárias no Peru para permitir as exportações do Brasil para as economias à margem do Pacífico. Um conjunto semelhante de rodovias está planejado para unir as seções de Cobija e Riberalta no Pando a La Paz na Bolívia; os investimentos atuais reservados para a melhoria dessas estradas totalizam dezenas de milhões de dólares.

Também nas fases de planejamento avançadas está um conjunto de grandes represas hidroelétricas no Rio de Madeira e seus tributários (a um custo calculado em US$ 10 bilhões) na Bolívia e Brasil, que afetarão diretamente Pando e Madre de Dios. Além disso, companhias chinesas começaram a exploração madeireira em Madre de Dios ao longo das margens bolivianas e brasileiras.

Deve-se destacar que uma boa parte do departamento de Pando é constituída por áreas de cerrado contínuas aos campos de Rondônia e, portanto, o seu desenvolvimento agrícola moderno pode constituir-se em um importante vetor de modernização econômica para uma das mais depauperadas regiões da Bolívia. O pleno desenvolvimento do Complexo do Rio Madeira, que inclui duas usinas hidrelétricas em território boliviano (uma binacional, no rio Mamoré, e a outra no rio Beni), com a construção de eclusas (que não podem ser descartadas de forma alguma), proporcionaria uma saída para o Atlântico para o potencial produtivo daquela hoje estrangulada região boliviana. Quanto ao Acre, a Iniciativa da USAID pretende coibir até mesmo a simples prospecção de gás e petróleo no estado, onde os estudos geológicos são promissores.

Além dos aspetos geoeconômicos, o programa como um todo está sendo contemplado para “servir como um exemplo de colaboração internacional em assuntos transfronteiriços na Bacia Amazônica”, o que, precisamente, aumenta a gravidade da interferência estadunidense. Aqui, observa-se o verdadeiro sentido da proposta da USAID, de “aumentar a capacidade de governança ambiental” - que não é outra coisa senão o princípio de soberania relativa anteriormente mencionado.

O Projeto MAP já conta com financiamento do governo holandês e vem sendo executado pelo “consórcio” das ONGs WWF, Conservation International, The Nature Conservancy e a pouco conhecida holandesa Tropenbos, além do Serviço Holandês de Cooperação para o Desenvolvimento - um verdadeiro “MAP Syndicate”. Um dos objetivos diretos é criar os costumeiros entraves ambientais, como os famigerados "corredores de conservação", para dificultar esforços como a ligação da BR-364 com o Pacífico (anteriormente bloqueada no final da década de 1980, por pressões diretas do presidente George Bush pai).

Reservas transfronteiriças e "governança ambiental efetiva"

O “Projeto MAP” é apenas uma das iniciativas da Usaid para desenvolver ações em regiões transfronteiriças entre Peru-Brasil, Equador-Colômbia, Brasil-Guiana e Brasil-Guiana Francesa, todas regiões ricas em recursos naturais. Segundo o relatório da ABCI, estas terras, que aparecem como a maior mancha verde na terra quando vistas do espaço, são habitados principalmente por povos indígenas e comunidades tradicionais. A ABCI reconhece que estes povos possuem laços profundos com a terra e um legado de manejo que oferecem a melhor esperança para assegurar a conservação e o desenvolvimento sustentável da Bacia Amazônica.

Porém, ademais dessa visão romantizada, que deixa de fora os quase 25 milhões de demais brasileiros que habitam a Região Amazônica, o relatório da UsaidD deixa clara a sua preocupação central com os recursos minerais e energéticos existentes no subsolo das reservas indígenas, como se observa na “pérola” a seguir:


Embora muitos países amazônicos tenham reconhecido que os povos indígenas e tradicionais controlam áreas significativas da região, o controle de minerais e de hidrocarbonetos permanecem nas mãos do Estado ou de companhias privadas, que têm elevado em muitas áreas a exploração descontrolada e destrutiva de minérios e do transporte de petróleo e gás. Uma série de outras ameaças - incluindo rodovias, represas hidroelétricas, jurisdições cruzadas, incursões por colonos e companhias madeireiras, e conflitos constantes sobre terras e recursos naturais - flagelam os territórios indígenas em toda a região (grifos nossos).

fig4.jpgSobre a “governança efetiva”, diz o documento:

As ameaças ambientais diretas a muitas terras indígenas são sintomáticas de um problema mais sério: falta de governança efetiva. Organizações representativas dos povos indígenas tipicamente desempenham um papel marginal em decisões referentes aos povos e territórios indígenas. Estas organizações enfrentam problemas estruturais internos que limitam a sua efetividade no trato de assuntos ambientais e de manejo de recursos naturais, especialmente ao nível de reserva.

Apenas uma minoria dessas organizações tem sido capaz de desenvolver capacidade técnica significativa, e muitas ainda confiam em aliados "indigenistas" da sociedade civil para fornecer o apoio técnico necessário. Da mesma forma, suas práticas e procedimentos administrativos e financeiros são freqüentemente fracos. Por sofrerem de falta crônica de recursos financeiros, as organizações indígenas amazônicas tendem a ser instáveis e mostram dificuldades em alcançar seus objetivos programáticos.

Por outro lado, um número crescente de organizações indígenas amazônicas reconhece que o sucesso na luta por terra significa pouco se estas terras não forem administradas efetivamente. Por toda a Bacia Amazônica, especialmente no Brasil, vários movimentos indígenas estão sofrendo a transição da luta por terra para a administração de seus territórios, que exige uma série de competências diferentes. Este programa busca responder ao desejo das organizações indígenas amazônicas para apoio no fortalecimento de sua efetividade.

Portanto, a ação da Usaid propõe uma “gestão ambiental de terras indígenas”, especialmente nessas áreas de fronteira, para dar capacidade às organizações indígenas de determinar as políticas de “distribuição de direitos sobre os recursos naturais”. Ou seja, a intenção é que as organizações indígenas controladas pela rede de ONGs internacionais possam definir a utilização dos recursos minerais ou energéticos.

No caso, a estratégia visa fortalecer a capacidade de “pelo menos 20 federações indígenas amazônicas”. Além disto, o “treinamento in situ e a capacitação focalizarão áreas que estas organizações identificaram como estrategicamente vitais”.

Cabe perguntar: “vitais” para quem, cara-pálida?

Brasil, é hora de acordar!

Do exposto, resulta claro que o Brasil está sendo paulatinamente submetido a uma nova forma de colonialismo, com o qual a determinação de crescer e exercer plenamente a soberania sobre os seus recursos naturais e o seu território está sendo derrotada por interesses exógenos. A forma verbal “derrotada” se justifica porque as instituições nacionais como um todo, que se encontram débeis e abastardadas, abandonaram a missão de cuidar primordialmente do bem comum e o bem-estar geral da Nação.

As próprias Forças Armadas, cuja missão mais primordial é a preservação da integridade territorial do País, têm sido criminosamente sucateadas pelas crescentes restrições orçamentárias e um revanchismo “antiautoritário” irracional e irresponsável, contribuindo para deixar o País cego e indefeso diante dessas novas e mais sofisticadas formas do colonialismo.

Essa é a hora para que as forças patrióticas da Nação acordem para pelejar pela sua soberania plena, ou correrão o sério risco de despertar mais tarde da sua letargia e se defrontarem com o pesadelo de uma nação dividida ou fragmentada. Para saber mais sobre o assunto, clique aqui.

(*) O texto de Lorenzo Carrasco foi publicado originalmente no Alerta em Rede, em maio de 2007, e encontra-se atualíssimo diante das escaramuças em torno da internacionalização da Amazônia.
 
[1] Plano estratégico da Usaid para a Iniciativa de Conservação da Bacia Amazônica, Usaid, 06/02/2005.

Obama é comunista

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
O grupo "Sobrevivência dos Estados Unidos "America's Survival" colocou em sua página da internet, informes sobre as conexões comunistas de Obama, desde sua infância no Havai até sua chegada a arena política em Chicago. Segundo o grupo, o senador democrata por Illinois tem um passado comunista.

Em declarações à Efe, Cliff Kincaid, o presidente do grupo afirmou que todas as provas contidas nos informes “são sólidas e verdadeiras, porém, os meios de comunicação, encantados com Obama, não querem aceitá-las". "Somos investigadores e queremos apenas dar ao público a informação veraz que ele necessita. Seu passado importa porque ele se associou com grupos e pessoas da extrema-esquerda, comunistas, desleais aos EUA, e teria que explicar essas conexões" disse Kincaid.

Kincaid quer que Obama explique, por exemplo, seus vínculos com a ativista Bernadine Dohrn e com o "terrorista comunista" William Ayres, um ex-membro do grupo "Weather Underground" ligado a atentados contra instalações governamentais no final da década de 1960. – Informação da AOL/Latina

COMENTÁRIO

Nosso Blogue tem se dedicado a fazer comentários sobre o perfil de Obama, com o objetivo de informar aos nossos leitores que vivem nos USA, e que logo mais estarão escolhendo o homem que irá presidir a maior potência do mundo. Esta informação de hoje merece ampla divulgação, pois trata das conexões COMUNISTAS de OBAMA.

Durante o nosso jantar de ontem, eu e Arthur falávamos justamente sobre o modelo de vida americano, sobre a construção planejada desse país, sobre a civilidade do povo, e de como o americano é importante como cidadão, isto é, ele é respeitado pelo seu governo.

Nós vivenciamos a vida americana de vez enquando, e sabemos que a diferença estrutural dos EUA com os países de 3º. Mundico equivale a estar em outro planeta, naquele que imaginamos existir quando sonhamos.

Daí, discutimos sobre o que a INVEJA é capaz de fazer: perseguir, destruir, matar e cometer toda ordem de atrocidades em nome dessa coisa chamada "COMUNISMO" - o alimento dos vagabundos do mundo, inconformados com sua incapacidade de mudar a própria vida, através do trabalho. O comunista é um "ser" doente, incapaz, ressentido, complexado e imoral. Enfim, é um delinqüente ideológico que, se preciso for, comete qualquer crime para poder se apropriar da vida material dos outros. O comunismo é uma FERIDA ATÁVICA da humanidade, criada para nivelar os fracos (pelo rodapé) em torno da INVEJA, porque eles não conseguem aceitar as diferenças entre os homens, não suportam os graus evolutivos - seja da beleza física, moral, intelectual ou financeira.

Se você prezado leitor, dispensar um breve olhar nesse cardume de piranhas comunistas, que ataca o mundo por aí afora, perceberá o quanto eles se parecem entre si. Querer descobrir alguma diferença entre eles é missão impossível. A espécie nasceu com o primitivismo em destaque. Deve ser alguma reminiscência dos ferozes “hunos”, o exército de bárbaros. Eu nunca conheci um só comunista que fosse belo, bem-sucedido e culto.

Para se ter uma idéia, os hunos foram descritos em uma crônica européia do século VI d.C, da seguinte maneira:

"Eles vêm das estepes asiáticas, e toda a Europa tremerá perante eles, em seus peitos batem os corações de animais selvagens, desde a antiguidade eles não são considerados humanos! Nenhum cultiva a terra nem toca mesmo um arado. Sem morada fixa, sem casas, erram por todos os lados e parecem sempre fugir com as suas carriolas. Como animais desprovidos de razão, ignoram inteiramente o que é o bem e o que é o mal; não têm religião, nem superstição, nada iguala a sua paixão pelo ouro".

Pois estamos bem no meio de uma deplorável “Revolução dos Vagabundos”, aqui na América Latina, onde a massa acéfala de ressentidos é paga pelos medíocres (que ocupam as cadeiras de presidentes) para saquear e depredar, portanto, só nos resta torcer para que Obama não venha se somar na desorganização das democracias. Seria o fim de qualquer chance para o resto do mundo. Por Gabriela/Gaúcho

Se essa coisa vencer por lá, aí sim, we will be shitted, definitivamente. Para conhecer sobre o passado comunista de Obama, clique aqui

ACREDITE: O FORO DE SÃO PAULO, DESTA VEZ, NOS PRESTOU UM GRANDE SERVIÇO

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO

Você já viu alguma ratazana desfilar por aí, tranquilamente, em plena luz do dia? É raríssimo. Elas preferem, e não sem razão, circular durante a noite pelas sombras dos canais de esgoto. É assim que os roedores se reproduzem se alimentam e sobrevivem com segurança. Esta analogia pode ser aplicada ao Foro de São Paulo, a entidade mafiosa fundada pelo Lula da Silva em 1990, e que até então, permaneceu convenientemente na penumbra, longe dos holofotes e protegida da opinião pública.

No entanto, o Foro de São Paulo resolveu deixar a zona de sombra, em Montevidéu. Obviamente, porque estão acreditando na proteção da redoma, ora proporcionada pelos governantes da esquerda latina. Em Montevidéu, desta vez, eles não esconderam sua agenda da imprensa (como sempre fizerem), e ainda foram mais além: usaram o Encontro para reafirmar suas intenções sobre a construção da “Grande Pátria Latina” (a Ursal), para desafiar as democracias do mundo inteiro, para reiterar e defender seus laços com as FARC (membro do Foro) e, principalmente, para repudiar o Presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, que, segundo as conclusões do Foro, é "o principal fator de risco" para a paz na América Latina, ao mesmo tempo em que conclama as nações a "impedirem" uma guerra preventiva na região".

A CHAVE DE OURO DO ENCERRAMENTO
Ontem, durante o discurso de encerramento, o presidente Ortega da Nicarágua foi responsável por dois grandes momentos. Disse ele:

1 - Ele enviou suas "condolências e solidariedade" pela morte do terrorista das FARC, o "Tirofijo" - "Nosso irmão, o comandante 'Marulanda', foi um lutador extraordinário, que batalhou desde longos anos e foi o guerrilheiro de mais longa luta na história da América Latina e do Caribe"

2 - "o Governo colombiano é uma ditadura disfarçada de democracia da qual o povo colombiano é vítima".

Disse Paulo Francis certa vez:

"A melhor propaganda anticomunista é deixar um comunista falar". Também conheço outra afirmação rebatendo esta frase, que diz: “chega de deixá-los falar, eles já falaram e mentiram demais”.

Com relação ao fato das ratazanas do Foro São Paulo agora estarem falando abertamente, desta vez tenho que concordar com Paulo Francis. O assunto ficou velado durante 25 anos, e as pessoas sequer sabiam da existência desse tumor cancerígeno, criado pelo Lula da Silva. Olhavam-nos com desconfiança quando comentávamos sobre o assunto, em rodas de amigos e conhecidos.

Não temos recursos e tampouco temos apoio para fazer um amplo trabalho de conscientização sobre o assunto. Pois aí está! O Foro existe. E quanto mais eles abrirem a boca para vomitar sua bílis, mais facilmente as pessoas “com algum discernimento” poderão sentir o cheiro podre do esgoto, e quem sabe criar seu juízo (ainda que tardio) sobre o quê significa manter o Lula no Poder. Portanto, que eles rosnem e rosnem muito. Por Gaúcho/Gabriela


ELES SÃO MESTRES EM ESCONDER O PRÓPRIO RABO

A propósito, o Ortega é só mais um pária neste jogo sujo. Ele ousou falar sobre o povo colombiano, que é vítima da ditadura disfarçada de Uribe. Enquanto o Uribe tem mais de 80% de aprovação dos colombianos, Ortega é rejeitado pela maioria em seu país: Para 64,2% da população nicaragüense, o presidente Daniel Ortega é qualificado como um “governante autoritário, que atua para instaurar a ditadura na Nação. A informação é do Instituto M&R Consultores, e a pesquisa foi feita entre os dias 3 e 9 deste mês (maio). Se quiser saber mais leia aqui

A CASERNA VENEZUELANA ESTÁ SE MOVIMENTANDO

Mal estar no Exército pelas ligações de Chávez com a guerrilha

Um processo aberto recentemente no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) por um general ativo do exército venezuelano, atualmente relegado a sua casa sem mando nem tropa, por ordem presidencial, está mostrando novos níveis de mal-estar no interior da Força Armada Nacional (FAN), motivados, entre outos fatores, pelas evidências que vinculam o governo do presidente Hugo Chávez com a guerrilha colombiana.

No dia 15 de maio passado, o general da brigada Angel Omar Vivas Perdomo pediu ao TSJ para anular a ordem do presidente Hugo Chávez que obriga aos militares venezuelanos a utilizarem em seus cerimoniais o lema de inspiração cubana "Pátria, Socialismo ou Morte, Venceremos'', sob a argumentação de que é inconstitucional. É a primeira vez que um militar ativo e alto grau expressa abertamente sua oposição ao mandato presidencial.

O alto oficial é também um dos entre 800 e 1.000 coronéis, generais de brigada e de divisão, que segundo informes da inteligência, se encontram atualmente relegados em suas casas, sem responsabilidades nem mando sobre a tropa, principalmente porque se opõem à ideologia do estamento militar, e a converter as FAN em um exército socialista, inspirado no modelo cubano. Você pode ler a matéria completa no El Nuevo Herald (em espanhol)
aqui. Tradução – Arthur (MOVCC)


POR UMA QUESTÃO DE DIGNIDADE, LONDRES ROMPE COM CHÁVEZ

O novo prefeito conservador da capital britânica, Boris Johnson, decidiu encerrar o acordo que seu antecessor havia feito com Chávez, para a importação de petróleo (cru) mais barato para o transporte urbano de Londres, em troca de assessoramento na gestão urbanística de Caracas.

Ken Livingstone, o prefeito anterior, abaixou o preço das passagens de ônibus para a população graças a esse pacto com o Chávez.

Johnson não renovará o pacto em agosto, quando se encerrará sua vigência, por entender que não faz sentido que Venezuela financie o transporte aos londrinos quando no país sul-americano existe tanta gente na pobreza.

Imediatamente, o conservador Boris Johnson afirmou que manterá os benefícios do preço baixo para a utilização do transporte público. - "Creio que muitos londrinos se sentem incomodados quando a gestão dos ônibus urbanos de um dos maiores centros financeiros internacionais do mundo esteja sendo financiada pela gente de um país onde muitos vivem na extrema pobreza”, disse Johnson.

Equipe da revista VEJA é expulsa (convidada a se retirar) de reunião do FORO DE SÃO PAULO

Do portal da revista VEJA (para assinantes)

A reportagem de VEJA foi "convidada a se retirar" de uma das reuniões do Foro de São Paulo, nesta sexta, em Montevidéu.

Comentário do CAVALEIRO DO TEMPLO: como pode a mídia ser expulsa de uma reunião de chefes de Estado? Quer dizer que o povo que elegeu o LULA não pode saber o que esta pessoa está deliberando junto com as FARC, o ELN, o Hugo Chávez "de cadeia", o Evo "iMorales" e mais outros presidentes de repúblicas (são ao todo mais de dez) e/ou seus representantes?

domingo, 25 de maio de 2008

Vem aí, o “Patriotic Act” – O preço do onanismo mental de Chávez

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
EUA PREPARA BOICOTE CONTRA TRANSAÇÕES BANCÁRIAS VENEZUELANAS

Busch não mandará seus Marines invadirem a Venezuela, como imagina o alucinado Hugo Chávez. No entanto, está em marcha uma série de medidas econômicas e financeiras orientadas a desestabilizar e, eventualmente desencadear a implosão da Revolução Bolivariana de Chávez. O secretário do tesouro norte-americano prepara um embargo comercial e também financeiro contra o Estado venezuelano.

Quem informa é o jornalista Santiago Alcalá do jornal “El Quirofano”, que teve contato com fontes do Tesouro americano. Motivo: as informações contidas no PC de Raul Reys. Os EUA apenas estão dando os retoques finais para a aplicação da Lei.

VEM AÍ, A “PATRIOT ACT”
Artigo 3.1.1. – “Providing Appropiate Tools Required to Intercept and Obstruct Terrorism”

Resistirá a “rebulição” a um embargo similar ao imposto contra Cuba, Coréia do Norte, Irã e Sudão? Atualmente, mesmo sem embargo comercial e financeiro, já não existe pão, leite, ovos, frango, e a inflação está nas alturas. Os gringos acham que Hugo não resiste. Além do mais, a crosta de corrupção, depravação e flacidez dos costumes que imperam no governo revolucionário, precipitarão sua derrocada. Leia o artigo completo
aqui - Via 24 Horas - Tradução: Arthur (MOVCC)

POR QUE O BRASIL ESTÁ MUITO PIOR QUE A VENEZUELA? Apesar não estar faltando comida (ainda)?

- Porque lá, os estudantes e a população em geral, ocupam as ruas para defender seu país.

Esta foto é de uma das manifestações do “NO”, ocorridas em Caracas no ano passado contra a mudança da Constituição, que o Chávez queria meter goela abaixo do povo.

ENQUANTO ISSO, AQUI NO BRASIL....

Os estudantes (UNE) saem às ruas justamente para saudar o Chávez, e o povo só ocupa as avenidas quando tem parada Gay, como hoje, em São Paulo. Quando é Circo financiado justamente por aquele que mete as patas sem dó no dinheiro público.

Carta aberta ao Congresso e outras autoridades

Por Ester Azoubel da ASSOCIAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DA ÉTICA E DA CIDADANIA - ANDEC

Divulguem aos seus amigos e contatos

Aos Ministros da Justiça, da Defesa, aos Congressistas e demais autoridades

É com grande tristeza e espanto que constatamos que a lei da anistia foi esquecida, parcialmente descartada, sem ter sido revogada.

Então a anistia só existe para um dos lados em conflito? Se não serve para todos, então vamos revogar de verdade.

Está na hora de abrir o jogo para os brasileiros que nasceram depois de 1964. Havia, aqui, um grupo de dementes esquerdopatas que queriam, à semelhança do que acontecia nos infelizes países comunistas, nos transformar em um “paraíso socialista”. Aquele tipo de paraíso que beneficia um grupo dirigente que se locupleta de todos os bens da nação, em detrimento do povo que é nivelado no mais rasteiro nível social, igualando a miséria e a infelicidade para toda a população. Foi assim que aconteceu em todos os países que caíram nessa infelicidade. Haja vista o genocida Fidel Castro (que o Diabo o carregue o quanto antes), que é um dos homens mais ricos do mundo enquanto o povo cubano amarga a mais infeliz das misérias.

Houve uma justa reação da população e a esta reação, acorreram as FFAA. Se os terroristas não tivessem tentado usar a força para alcançar seus intentos demoníacos, provavelmente tudo se teria resolvido na paz.

Mas tentaram. Assassinatos, seqüestros, assaltos, justiçamentos, terror com bombas colocadas em pontos da cidade alcançando pessoas inocentes.

Vamos revogar a Lei da Anistia?

Ótimo.

Começamos pedindo que os terroristas devolvam as indenizações que indevidamente receberam, dinheiro absurdamente distribuído a quem só o mal tentou fazer, dinheiro que veio dos impostos escorchantes que pagamos e que deveria ser usado em benefício da população.

O Brasil não deve nada a terroristas. Mas vamos indenizar suas vítimas. Aqueles inocentes que foram mortos por estes bandidos dementes que queriam trazer o inferno para o nosso país. Vamos denunciá-los e processá-los adequadamente.

Se a anistia não é para todos, então não deve servir para ninguém.

Pobre Brasil! Pobre povo Brasileiro!

Ester Azoubel

Alain Touraine, por qué no te callas?

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Olavo de Carvalho, 19 de maio de 2008

Em recente entrevista à France-Presse , em Lima, o mundialmente célebre sociólogo francês Alain Touraine (C.T. - não esqueçam o nome deste desqualificado, para dizer o mínimo) disse que “a América Latina caminha para a Direita ”. O argumento que ele apresentou para justificar uma afirmativa tão extravagante foi que “nenhum dos países da região fez reformas para reduzir a desigualdade”. A ciência política nasceu quando Platão e Aristóteles distinguiram entre o discurso do agente político que quer produzir certos efeitos práticos e o discurso teorético do estudioso que quer apenas compreender a ação política. Decorridos dois mil e quatrocentos anos, ainda há quem se esforce para apagar essa distinção, de modo a que o olhar atento do filósofo não constitua obstáculo à ação política baseada na confusão e no erro. Hoje em dia esse esforço é premiado com honras acadêmicas e aplausos da mídia, constituindo mesmo tudo o que um cidadão precisa fazer para celebrizar-se como cientista político.

Direita e Esquerda são termos que podem ser usados seja por um observador para descrever entidades políticas concretas, seja por essas mesmas entidades para definir-se a si próprias ou a seus adversários. Têm, portanto, três camadas básicas de significado. São, em primeiro lugar, nomes de grupos políticos atuantes, perfeitamente identificáveis. Em segundo lugar, nomeiam um conjunto de ideais e valores, reais ou fictícios, alegados para legitimar as ações desses grupos. Em terceiro lugar, e com emprego inverso, constituem o nome de vícios e crimes que cada um dos grupos imputa ao respectivo adversário.

Só o primeiro desses três sentidos corresponde diretamente a uma realidade objetiva: os outros dois são expressões simbólicas de emoções e preferências subjetivas. Deixar claro em qual desses três sentidos as expressões estão sendo usadas é um dever que incumbe até mesmo às pessoas empenhadas na pura ação política, quanto mais ao estudioso acadêmico. Confundir os significados é a obra dos demagogos e charlatães.

Na primeira das três acepções, Esquerda é o nome das entidades que sustentam a política de Lula, no Brasil, de Hugo Chávez, na Venezuela, de Evo Morales, na Bolívia, etc. Na segunda acepção, representa o conjunto de pretextos ideológicos que legitimam essa sustentação, o mais veemente dos quais é a promessa de “reduzir as desigualdades”. Na terceira, expressa a auto-imagem desses grupos enquanto inimigos da Direita , identificada, para fins de propaganda, como criadora e beneficiária da desigualdade.

Nos países latino-americanos presentemente governados pela Esquerda , os partidos que ela denomina de Direita - dos quais alguns se autodefinem como tal e outros não - encontram-se cada vez mais distanciados não só do poder como da mera possibilidade de alcançá-lo um dia, tal a força dos mecanismos repressivos e de controle, ostensivos ou sutis, que a Esquerda dominante mobilizou contra eles.

Em segundo lugar, a Esquerda latino-americana está organizada supranacionalmente, através do Foro de São Paulo e da sua bem azeitada rede de contatos, que lhe tem propiciado vitórias em cima de vitórias, enquanto os partidos de Direita se limitam a reações locais e inconexas, incapazes de fazer face a uma estratégia continental unificada. Muitos desses partidos encontram-se tão debilitados que já temem ostentar o rótulo de direitistas e buscam adaptar-se ao esquerdismo triunfante por meio de toda sorte de concessões pusilânimes e mimetismos simiescos. Mais ainda, as organizações de esquerda , apoiadas por fundações bilionárias, por organismos internacionais e pela grande mídia da Europa e dos EUA, têm hoje recursos financeiros com que nenhum partido de Direita ousaria sonhar.

Por fim, o governo dos EUA, em vez de contrabalançar a situação ajudando os partidos latino-americanos de direita no seu próprio interesse, insiste na velha tática de buscar “conter a Esquerda radical ” por meio do apoio à Esquerda moderada , ignorando solenemente a solidariedade profunda entre as duas esquerdas e ajudando a marginalizar e estrangular as poucas forças de Direita e pró-americanas que possam restar no continente. Nesse panorama, a coisa mais evidente é que a Esquerda , como força concreta organizada, já domina a América Latina como nenhuma outra corrente política unificada jamais dominou antes, e que as perspectivas de afastá-la do poder são cada vez mais remotas e, a curto prazo, praticamente inexistentes.

Por outro lado, é um fato histórico inegável que a Esquerda , justamente nos países que dominou da maneira mais completa e incontrastada, como a URSS, a China ou Cuba, não só fez pouco ou nada para reduzir as desigualdades, como realmente as aumentou. Tanto do ponto de vista político quanto do econômico, a distância entre os privilegiados e a massa popular aí cresceu a um ponto que o cidadão comum das democracias mal pode conceber, mas que se mede em números: jamais se morreu de fome, no mundo, como se morreu nessas nações governadas por nababos revolucionários. Em matéria de fome e miséria, nada, nos países capitalistas, ou mesmo na maior parte das colônias das antigas potências européias, se compara ao que se passou na Ucrânia em 1932-33 ou na China durante o Grande Salto para a Frente .

Definir a Esquerda pela “luta contra a desigualdade” é defini-la pelo seu discurso de auto-exaltação ideológica exclusivamente, vendendo como realidade atual e concreta o que é somente um slogan publicitário e uma promessa jamais cumprida. Isso não é ciência, é vigarice intelectual. Vigarice tanto mais intolerável quando acoplada à fraude semântica complementar e inversa que, recusando à Direita o privilégio conferido à Esquerda , de autodefinir-se por seus ideais nominais, a define pelos males e pecados que a Esquerda lhe imputa. Mas fazer desse truque imoral o fundamento para o diagnóstico de uma situação política concreta, saltando da mera confusão proposital de conceitos à falsificação de um estado de fato, já é ir além da pura vigarice, é abdicar da condição de intelectual e rebaixar-se ao nível dos demagogos mais chinfrins e desprezíveis.

Além de camuflar o poder da Esquerda sob o falso alarma de uma guinada à Direita, desviando as atenções gerais de um desastre atual e presente para um perigo remoto e fictício, o professor Touraine transforma em propaganda esquerdista aquilo que, pela sua substância fática, só poderia e deveria ser um ataque frontal à hipocrisia das organizações de Esquerda , ao já proverbial cinismo com que, uma vez chegadas ao poder, elas só se ocupam em conquistar mais poder ainda, em vez de zelar pelo bem do povo que nelas confiou.

Não, o que define a Esquerda, historicamente, não é a luta contra a desigualdade. É a luta pela concentração de poder político, sob o pretexto de combater a desigualdade. Foi isso o que se viu na Revolução Francesa, na Revolução Russa, na Revolução Chinesa, na Revolução Cubana e por toda parte onde a Esquerda reinou sem ser atrapalhada pela presença da maldita Direita . Mesmo nas nações democráticas, onde tem adversários a enfrentar, a Esquerda busca sempre aumentar por todos os meios possíveis o poder da burocracia estatal. E, como a concentração do poder político concentra também necessariamente o poder econômico – motivo pelo qual os capitalistas monopolistas ajudam sempre a Esquerda , não a Direita --, a Esquerda mundial deve ser definida estritamente, segundo a substância da sua realidade histórica, como a força política que há pelo menos dois séculos promove a desigualdade em nome da igualdade.

Nenhum cientista social, mesmo sem o prestígio do prof. Touraine, tem jamais o direito de tomar slogans como realidades, seja para favorecer o seu próprio grupo político, seja para denegrir o adversário.

Olavo de Carvalho é jornalista, ensaista e professor de Filosofia

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".