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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Por uma economia livre

Da VEJA
Edição 2076, 3 de setembro de 2008

Pesquisador da Heritage Foundation, dos Estados Unidos, diz que o "capitalismo de comparsas" cresce na América Latina

Duda Teixeira
Divulgação
"Muitos governantes usam os impostos e a burocracia para massacrar os empreendedores, que vêem como uma ameaça"

O economista americano James Roberts, de 58 anos, é coordenador do índice de liberdade econômica da Heritage Foundation, entidade de promoção de políticas liberais com sede em Washington, nos Estados Unidos. A lista elaborada por Roberts compara a facilidade com que cidadãos de diferentes países conseguem começar um negócio, escolher um emprego, tomar dinheiro emprestado ou usar o cartão de crédito. Publicado anualmente desde 1995, o ranking tornou-se um termômetro da saúde e da eficiência das economias nacionais. Antes de assumir essa função, Roberts trabalhou no Departamento de Estado durante 25 anos. Como diplomata, coordenou programas destinados a assessorar a transição para o capitalismo em vários países do Leste Europeu. Roberts concedeu a seguinte entrevista a VEJA.

"Os dois fatores que fizeram o Brasil cair no ranking da liberdade econômica foram a corrupção e a falta de abertura financeira. As leis brasileiras são pouco receptivas aos investimentos estrangeiros"

A liberdade econômica é capaz de diminuir a desigualdade social de um país? Em primeiro lugar, é preciso definir o que vem a ser igualdade social. Esse conceito pressupõe que todos sejam forçados a viver em casas idênticas, ganhar os mesmos salários, comer as mesmas comidas e acreditar nos mesmos valores? Essa abordagem totalitária já foi tentada na União Soviética e está em pleno vigor em Cuba. Os resultados foram e são desastrosos, para não dizer trágicos. Como os fundadores dos Estados Unidos sabiam muito bem, é impossível para um governo arcar com a missão de assegurar igualdade para todos os cidadãos. As pessoas não nascem iguais. Elas possuem habilidades e talentos próprios. Cada uma deve decidir sozinha o que quer fazer da vida: se prefere trabalhar duro ou levar uma existência mansa e tranqüila. O principal papel de um governo não é ir contra essa realidade e forçar algo que não existe nem existirá. O bom governante é aquele que oferece oportunidades iguais para todos buscarem a própria felicidade. O capitalismo promove níveis desiguais de prosperidade. Como diria o estadista Winston Churchill, isso é muito melhor do que produzir miséria igual para todos, como faz o socialismo.

A pobreza diminui nos países com liberdade econômica? Ao dar oportunidades para que a população mais pobre prospere, a liberdade econômica é boa para todos. Quando esse conceito é implementado, a elite política fica impossibilitada de usar a máquina estatal para ganhar vantagens econômicas, o que sempre ocorre em prejuízo dos mais fracos. Essa situação terrível é o que chamamos de "capitalismo de comparsas". Nos países onde essa prática é institucionalizada, os governantes e seus amigos sobrecarregam a população com burocracia e pesados impostos com o objetivo de massacrar os empreendedores, que vêem como uma ameaça. Quando, por outro lado, existe liberdade, o poder econômico não está sujeito a forças políticas e sociais. Pequenas e médias companhias privadas, que são a espinha dorsal de uma economia e produzem a maior parcela dos impostos, têm melhores chances de crescer. A liberdade econômica é uma doutrina revolucionária que desafia o status quo e os que querem usar o poder em proveito próprio. No longo prazo, sua aplicação produz mais prosperidade, mais igualdade de renda, mais emprego e reduz os níveis de pobreza.

É possível medir esses benefícios? Se dividimos os países do mundo em cinco grupos, usando o grau de liberdade econômica como parâmetro, vemos que o grupo de países mais livres tem uma renda per capita cinco vezes maior que a do grupo de nações que consideramos repressoras. O desemprego nos países livres é de 6%, enquanto nos economicamente repressores é de 19%. As nações mais livres também possuem menor inflação, que sabidamente corrói o salário dos mais pobres.

Como está o Brasil no ranking de liberdade econômica? Em 2003, o primeiro ano do governo do presidente Lula, o país alcançou a sua melhor posição no ranking. Ficou em 58º lugar. No ranking deste ano caiu para a 101ª posição. Hoje o Brasil está ao lado de países como Zâmbia, Argélia, Camboja e Burkina Faso. Com isso, o Brasil mudou de categoria. Saiu do que chamamos de "moderadamente livre" para uma economia "majoritariamente não livre".

"O capitalismo promove níveis desiguais de prosperidade.
Como diria o estadista inglês Winston Churchill, isso é muito melhor do que produzir miséria igual para todos, como faz o socialismo"

O que fez o Brasil cair tanto no ranking? Os dois fatores que empurram o país para baixo são a corrupção e a falta de liberdade financeira. No último ranking da Transparência Internacional, que mede o grau de corrupção dos países, o Brasil aparece em 72º lugar numa lista de 179 nações. Apesar de o uso da internet nas concorrências públicas estar crescendo no Brasil, o que é positivo, muitas das empresas participantes desses leilões afirmam ter encontrado corrupção em alguma parte do processo. As leis brasileiras são pouco receptivas aos investimentos estrangeiros. O país precisa melhorar as leis de investimento, reduzir as restrições à moeda estrangeira e facilitar a vida dos empresários estrangeiros que queiram operar no país.

O senhor falou em capitalismo de comparsas. Em que países esse fenômeno é mais forte? Muitos países são vítimas desse mal, embora em diferentes graus. Os Estados Unidos já tiveram, em sua história, políticos corruptos que recebiam favores de empresários. Hoje, os americanos não vivem uma situação em que o capitalismo de comparsas possa ser considerado institucionalizado. Isso acontece mais claramente no México, na Argentina e na Venezuela. A economia mexicana é dominada por grandes empresas estatais e privadas, que exercem monopólios ou duopólios. Entre as estatais estão a Pemex, de petróleo, e a CFE, de eletricidade. O resultado é a falta de competição, que prejudica os consumidores mexicanos. Na Argentina, o governo populista dos Kirchner mostra claro favoritismo a setores dominados por colegas peronistas. Nas áreas em que há amigos, o governo não é tão severo ao exigir que as companhias obedeçam às regras ambientais, por exemplo. Já no regime do venezuelano Hugo Chávez, o capitalismo de comparsas domina inteiramente o país. A tal ponto de alguns economistas preferirem não chamar o sistema venezuelano de capitalismo. O governo Chávez é mais parecido com o fascismo ou com a ditadura da KGB, sob o comando de Vladimir Putin, na Rússia. Lá, ter sido um espião é essencial para se tornar um empresário de sucesso.

Quais são as nações que mais melhoraram em termos de liberdade econômica nos últimos anos? Qual foi o impacto disso? Eu destacaria Botsuana, Estônia, Irlanda e Mongólia. O padrão de vida nesses países melhorou muito na última década. Desde 1995, todos tiveram um aumento médio anual do PIB superior a 5%. Ao reforçar o estado de direito e a transparência no governo, todos ganharam estabilidade política e econômica. A Irlanda hoje é um grande exportador de software da União Européia. A Estônia tem seguido o mesmo caminho e investe bastante em tecnologia e informática.

Por que as antigas colônias inglesas da Ásia estão entre os países com maior liberdade econômica? Parte da resposta está na cultura anglo-saxã. Dos dez países no topo do ranking, sete foram colônias inglesas. A Inglaterra é o décimo na lista. É uma tradição inglesa e do norte da Europa ter governos limpos, transparentes e responsáveis. Servidores públicos não tentam roubar, os tribunais de Justiça procuram ser honestos e não aceitam suborno. Outro fator é a relevância dada aos direitos de propriedade em países com influência anglo-saxã, como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Botsuana e Irlanda. Outros países protestantes dividem o mesmo legado. Em 1215, a Constituição inglesa já criava um sistema de pesos e contrapesos para o poder governamental, que evoluiu bastante desde então. Graças a isso, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário não interferem uns nos outros e formam um sistema transparente, que previne abusos do poder. Uma das bandeiras da reforma protestante no século XVI foi a rejeição total da corrupção que permeava a Igreja Católica na época.

Como está a América Latina no ranking? Quando analisamos o continente americano como um todo, percebemos que a liberdade econômica está diminuindo. A culpa é claramente da América Latina. A região está dividida. De um lado estão governos baseados em uma democracia mais profunda, que estimula o livre mercado e traz prosperidade para a população. É o caso do Chile, que aparece em oitavo lugar no ranking mundial, à frente da Suíça e da Inglaterra. De outro estão governos populistas que vendem fórmulas desgastadas do passado. A Venezuela está entre os dez países mais repressivos, à frente apenas de notáveis ditaduras como a de Robert Mugabe, no Zimbábue, ou a de Kim Jong Il, na Coréia do Norte. Desde que ganhou as eleições, Chávez promove um intenso ataque ao sistema privado. Muitos empresários pararam a produção porque não conseguem mais obter lucros. Na Argentina, a falta de liberdade econômica tem sido uma tragédia. O país, que em 1933 tinha um PIB equivalente à soma dos de Brasil e México e era uma das dez maiores economias do mundo, tornou-se periférico. Nos últimos 75 anos, seus governantes fizeram com que o país caminhasse para trás, apesar de ser muito rico em recursos naturais. Na Nicarágua, Daniel Ortega ressuscitou seu discurso antiamericano e sua política desestabilizadora, aproximando-se perigosamente de Hugo Chávez e do iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Qual dos dois grupos de países está mais forte na região? Muitos países estão caminhando em direção a modelos falidos do passado. No nosso ranking, isso se refletiu no desempenho dos países. Dezessete caíram de posição, enquanto doze tiveram melhora.

Que país poderia servir de modelo para a América Latina? O Brasil pode ser citado como exemplo no que diz respeito à manutenção de sua política antiinflacionária. Exceto pelo Chile, os demais países da região não mostram a mesma disciplina. A maioria dos governos prefere comprar vantagens políticas no curto prazo, mesmo sabendo que isso está sendo feito à custa do crescimento e da saúde econômica a longo prazo.

As mudanças que Raúl Castro está promovendo em Cuba vão ampliar a liberdade econômica na ilha? Não há nenhuma informação que me leve a concluir que Cuba esteja dando passos verdadeiros em direção à liberdade econômica. Não haverá democracia baseada em livre mercado até que o regime de Fidel Castro se vá definitivamente. A transição representada por Raúl não é para valer. Ele só está tentando fazer parecer que há uma mudança, quando não há nenhuma. Os camaradas do partido dizem que as pessoas agora podem comprar celulares, mas só os que ganham pesos conversíveis podem se conceder esse luxo. Isso exclui grande parcela da população de Cuba. O governo é quem decide quem pode ou não comprar computadores e aparelhos de DVD. Ninguém tem vontade de trabalhar na ilha, porque sabe que isso não compensa. O Exército controla 60% da economia e Raúl está no comando dos militares. Certamente não tomará nenhum passo em direção a uma liberdade econômica verdadeira, porque isso ameaçaria seu próprio poder. Tudo não passa de um grande teatro.

De maneira geral, a liberdade econômica tem diminuído ou aumentado no mundo? Quando se somam todos os países, é possível ver que a liberdade econômica tem aumentado, embora muito lentamente. Quem mais puxa a curva para cima são os países europeus. Dos vinte países mais livres, metade está na Europa. Outro destaque são as antigas colônias inglesas. Hong Kong é o campeão, seguido de Cingapura.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

IMPRENSA LIVRE OU ENGAJADA?

Do novo portal do HEITOR DE PAOLA, PAPÉIS AVULSOS



Senhor Diretor de Redação

Definitivamente a Veja se engajou na campanha do PT para prefeitos e está, com todo o cuidado, preparando seus leitores para o terceiro mandato de Lula. Os sinais do que estou afirmando estão ai bem à mostra sob a forma de longas reportagens com títulos pomposos e coloridos, juntamente com a decisão que a revista adotou de não querer enxergar o lado podre do país e de seus governantes, justamente aquele lado que aflora, queiram ou não, influindo decisivamente nas vidas dos cidadãos. Vou citar apenas três exemplos recentes que comprovam a minha afirmação.

1 - Na edição 2054, de 2 de abril de 2008, Veja publicou a reportagem A classe dominante, onde informa que 86 milhões de brasileiros que ganham em média R$ 1.062,00 constitui hoje o maior contingente populacional do país. Dentre outras bobagens, afirmou Veja: "Em dois anos, 20 milhões de brasileiros saíram da pobreza e emergiram para a classe C", emendando com outra: "A maior parte desses brasileiros emergiu das classes pobres (D e E), que perderam 20 milhões de pessoas devido à estabilidade econômica". Informa ainda que as classes A e B (ricos e classe média) são 28 milhões de pessoas. Assim, numa população de 187 milhões de pessoas, 28 milhões de ricos e bem de vida, 86,2 milhões ganhando pouco mais de dois salários mínimos e 82,8 milhões de miseráveis, sendo que a metade vive às custas das esmolas do governo tipo Bolsa Família. A esse quadro desesperador, Veja tece loas e afirma, para espanto de quem sabe pensar, esta pérola de mediocridade: "Esse fenômeno catapultou o consumo e expandiu a classe média, deixando o país a um salto do desenvolvimento.

Comentário: Veja omitiu o fato de que quem vive com menos de três salários mínimos não pode ser classificado como classe média, e sim, como pobre vivendo no limite da indigência. Além disso, omitiu o fato notório de que a classe C foi engordada também por muitos da classe média que está sendo esmagada via impostos escorchantes, trabalhando 4,5 meses por ano apenas para pagar de impostos. Omitiu ainda o fato de que, em qualquer país do mundo, é a classe média, em vias de extinção no Brasil, quem comanda o processo de desenvolvimento por ser esta a que, pelo seu nível de conhecimentos, mais produz, e pelo seu nível de ganho, mais consome. Num processo natural de desenvolvimento a classe A entra com o capital (e o risco evidentemente) e a classe B com o trabalho, a produção e o consumo. À classe C compete limpar o chão da fábrica e as D e E produzir a sujeira, pois não sabem fazer outra coisa. Donde se conclui que, no Brasil, a matéria prima indispensável para a construção de uma grande nação é de uma escassez desconcertante.

2 - Na edição 2070, de 23 de julho de 2008, Veja publicou a reportagem Show dos bilhões, com mais de 60 páginas onde se esmera por tentar mostrar aos desinformados que o Brasil já deslanchou, deixou para trás o subdesenvolvimento e daqui para a frente será somente samba, futebol e cerveja. Aos que sabem pensar e lidar com números e estatísticas, Veja demonstrou apenas que existem no Brasil alguns bolsões de progresso espalhados pelo país cuja prosperidade depende mais da iniciativa privada e menos de ações governamentais, notadamente no interior, enquanto as grandes cidades brasileiras estão cada vez mais sufocadas pelas favelas e pela violência, produtos de um empobrecimento crescente e da decadência moral que assola o país. Dentre outras pérolas da mediocridade que tomou conta da imprensa tupiniquim, Veja enumera os 8 motores do desenvolvimento, quais sejam: 1, soja - 2, cana - 3, carnes - 4, ferro e aço - 5, petróleo - 6, automóveis - 7, portos - 8, indústria têxtil. Ou seja, Veja considera como motores do desenvolvimento quatro exportadoras de comodities (produtos primários), uma empresa estatal que provoca um rombo de oito bilhões de dólares em suas contas de comércio exterior e produz os derivados de petróleo mais caros do mundo, montadoras de automóveis estrangeiras que operam com tecnologia 100% de suas matrizes e se beneficiam de mão de obra barata, portos onde a eficiência e os custos civilizados existem somente nos privados porque os públicos estão operando além do limite de suas capacidades o praticam as tarifas mais caras do mundo e, por fim, a indústria têxtil, que só funciona graças aos teares produzidos lá fora.

Comentário: Veja se omitiu de informar aos seus leitores que nenhum país do mundo enriqueceu e atingiu um razoável grau de desenvolvimento exportando comodities e produzindo com fábricas e tecnologias importadas de outros países. Omitiu também o fato de que o progresso de uma nação tem como ponto de partida o conhecimento gerado por um sistema educacional eficiente e por pesquisas públicas e privadas, coisas em que o Brasil ainda está atrasado algumas décadas, haja vista que o sistema educacional brasileiro é hoje considerado um dos piores do mundo e o investimento em pesquisas é insignificante, com o agravante de que o país tem perdido seus melhores cientistas para universidades e institutos de pesquisa do exterior por não encontrarem no Brasil condições adequadas de trabalho e desenvolvimento pessoal.

3 - Na edição 2071 de 30 de julho de 2008, Veja publicou ampla reportagem intitulada Poucos e bons, louvando o fato de que a taxa de fecundidade das mulheres brasileiras caiu para 1,8 filho por mulher, informando ainda que "Com a taxa de fecundidade em 1,8 filho por mulher, a população brasileira cresce mais devagar. Isto melhora a renda e o padrão de vida do país". Veja, creio eu, baseou-se para escrever esta reportagem nos dados do IBGE, um instituto público de pesquisas atualmente politizado e empenhado apenas em divulgar dados que agradem ao governo de plantão. E o governo de plantão não aceita más notícias.

Poucos e bons! Poucos e bons o que, cara pálida tupiniquim? Como dar credibilidade a uma média matemática geométrica num assunto que merece e deve ser dissecado por camadas? Onde estão nascendo os poucos e bons? Seria nas favelas? Ou nos bolsões de miséria espelhados por todo o país? Alguém ai conhece os sertões onde as mulheres procriam como ratazanas e os homens afirmam a sua masculinidade pelo número de filhos que conseguem gerar?

Vamos falar sério, por favor! Em 1970 a população brasileira era de "90 milhões em ação, salve a seleção". Em 2008 são 190 milhões. Cresceu 100 milhões em apenas 38 anos sendo que 15% gerados pelas classes ricas e média com condições de dar uma boa educação aos filhos e 85% nas classes baixas e miseráveis cujos filhos têm que amargar o péssimo ensino oferecido pelo governo. Observa-se, portanto, que os poucos e bons surgiram e continuam a surgir dos 15% abastados que realmente reduziram a geração de filhos sobretudo pelos custos que acarretam, enquanto os 85% restantes continuam a abastecer a praça, sobretudo as favelas e os bolsões de miséria, de pobres coitados que se lhes fossem dada a opção entre nascer ou não nascer, optariam pela última.

Lá no meio da reportagem, Veja se dá ao desplante de plantar uma mentira: "A taxa de fertilidade brasileira é agora igual à da China, que há tempos limita o número de filhos por família". Deve ter sido a influência das olimpíadas que levou a Paula Neiva e Roberta de Abreu Lima a escreverem tal culhuda (culhuda: em linguagem chula, mentira). Eu aproveito para convidar as duas notáveis jornalistas a esquecerem os números fajutos do IBGE e, por conta da Veja, darem umas voltas pelas favelas das grandes cidades e pelos bolsões de miséria espalhados pelo país. Assim verão uma realidade completamente diferente e constatarão que a explosão demográfica nesses lugares tenebrosos é simplesmente assustadora. Mas não esqueçam de levar um contingente do exército para protege-las, já que nesses lugares a polícia não é mais respeitada.

Comentário final: Veja, com tais reportagens, seguramente vestiu a camisa do PT e está empenhada até o pescoço pela retumbante vitória dessa notável agremiação de picaretas na maioria das prefeituras brasileiras nas próximas eleições e que servirão como aquecimento para a conquista do terceiro mandato pelo senhor Lula da Silva, para euforia geral da nação tupiniquim que se contenta apenas com o arco e a flecha para atingir os píncaros da mediocridade.

Sinceramente, não dá mais para ler a Veja. Até porque o que mais me motivava a faze-lo eram colunistas como Roberto Pompeu de Toledo, Diogo Mainardi e André Petry. O primeiro agora perde tempo escrevendo sobre quem já se foi tarde e que muito contribuiu para o jeito brega e irresponsável de ser do brasileiro, o segundo está arrependido de ter se tornado pai e nos enche o saco escrevendo sobre esta sua frustração e o terceiro está empenhado em ajudar a eleger Barak Obama presidente dos Estados Unidos.

Assim sendo, vou voltar a ler meus gibis da infância e adolescência, correndo com isto menos risco de mergulhar na mediocridade geral que assola as mentes brasileiras.

Otacílio M. Guimarães

Em tempo: Sugiro a redação de Veja publicar uma ampla reportagem sobre a dívida pública brasileira, que caminha célere para os dois trilhões de reais e sobre os gastos públicos descontrolados. Mas ponham para fazer esta reportagem gente que entende do assunto, assim os leitores de Veja ficarão sabendo que o país está simplesmente falido.

Carta de Otacílio M. Guimarães à Revista VEJA, 28/07/2008

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Equipe da revista VEJA é expulsa (convidada a se retirar) de reunião do FORO DE SÃO PAULO

Do portal da revista VEJA (para assinantes)

A reportagem de VEJA foi "convidada a se retirar" de uma das reuniões do Foro de São Paulo, nesta sexta, em Montevidéu.

Comentário do CAVALEIRO DO TEMPLO: como pode a mídia ser expulsa de uma reunião de chefes de Estado? Quer dizer que o povo que elegeu o LULA não pode saber o que esta pessoa está deliberando junto com as FARC, o ELN, o Hugo Chávez "de cadeia", o Evo "iMorales" e mais outros presidentes de repúblicas (são ao todo mais de dez) e/ou seus representantes?

domingo, 6 de abril de 2008

O mal, os católicos e a revista Veja

Do BLOG DO ANGUETH
Domingo, 06 de abril de 2008

Na edição desta semana (Edição 2055, 9 de abril de 2008), a reportagem de capa da Veja é: O mal – Uma investigação filosófica, psicológica, religiosa e histórica sobre as origens da perversidade humana.

O título é assaz pretensioso para uma reportagem de 4 míseras páginas. Entendo que, por razões mercadológicas, a revista limite suas reportagens. Mas que ela então limite também seus títulos.

A reportagem se concentra nos casos de maldade contra crianças, mas não consegue esconder seu anti-americanismo notório ao ajuntar num mesmo parágrafo o que ela chama de “infame caso de tortura em Abu Ghraib” e o Tribunal de Nuremberg, “que julgou líderes nazistas, não aceitava a obediência a ‘ordens superiores’ como justificativa para crimes de guerra”. Que maneira mais sutil de igualar a invasão do Iraque à invasão hitlerista da Europa!

A investigação histórica mencionada no título fica relegada a uns quadros que aparecem ao pé de três das quatro páginas da reportagem, com o título Um Enigma Profundo: os principais marcos na história do pensamento sobre o mal.

A primeira frase do primeiro quadro (O mal na religião) é um pouco ambígua: “Todas as religiões compreendem alguma força de desordem ou destruição – o Mal”. Meu “Aurélio” me diz que compreender pode significar “conter em si, constar de, abranger, incorporar, englobar, incluir” e também “alcançar com a inteligência, atinar com, perceber, entender”.

Desconfio, e logo digo a razão, que a Veja quer dizer que “todas as grandes religiões” contêm em si, incorporam, incluem, “alguma força de desordem ou destruição” como explicação para a origem do mal do mundo. Falo isso porque tenho a convicção que todos que, atualmente, não são católicos conhecedores da tradição da Igreja, tendem para uma forma ou outra de Gnose. A Gnose é uma antiqüíssima idéia de que há, no mundo, a ação, ou a guerra de dois deuses: o do Bem e o do Mal. Acho assim, mais provável a explicação gnóstica do verbo compreender usado pela Veja.

Hoje em dia, as pessoas professam a gnose sem o saber. Existe uma bibliografia enorme a respeito, começando pelo Adversus haereses de Santo Irineu, onde o autor dá nome à coisa, a descreve nos mínimos detalhes e depois apresenta argumentos contrários á gnose. É um livro obrigatório para a compreensão da doutrina gnóstica.

Mas, atenção: a gnose é apenas uma das várias tentativas que o homem inventou para explicar a presença do mal no mundo. Existem outras que menciono mais abaixo. A Veja identifica a origem das idéias gnósticas (sem dar o nome à coisa) no Zoroastrismo que, diz a revista, “pode ter influído sobre o judaísmo e o cristianismo”. Logo depois, fala sobre o Gênesis, como a sugerir uma certa continuidade do Zoroastrismo. Menciona a serpente de Éden e nos avisa que “o Satã do Antigo Testamento ainda não é exatamente um opositor malévolo de Deus”. O “ainda” da frase é totalmente gnóstico, pois, para nós católicos, o demônio nunca foi opositor de Deus. Ele é apenas um ser criado e só atua quando Deus assim o permite. O demônio só é um opositor de Deus na Gnose, onde ele assume o estatuto de criador. Para o católico, não há opositor a Deus, mas apenas quem não aceita Seus desígnios. Deus é o Ser Supremo: “Eu sou Aquele que sou”.

A revista cita ainda Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino sem lhes dar a devida importância, como dois dos que tentaram explicar a presença do mal no mundo. Cita ainda Leibniz, Darwin, Aristóteles, Maquiavel, Kant, Nietzche, Arendt. Como fechamento da parte histórica, cita a neurociência e o mapeamento cerebral dos psicopatas.

A neurociência, usando a autoridade que a ciência adquiriu no último século de dar palpite em tudo, tenta reduzir todos os valores morais à pura química cerebral. Seria útil ler A Neurociêcia Refuta o Livre-Arbítrio e A Neurociência Refuta a Ética. Não é pouco significativo que a Veja tenha terminado a seção sobre “os marcos na história do pensamento sobre o mal” com a referência à neurociência. A idéia é mesmo que a ciência vá resolver o problema do Mal no homem. Isso já não é gnose, mas o mais irredutível materialismo adicionado a quantidades industriais de soberba.

O que dizer da historinha que a Veja nos conta. Bem, além do que eu já disse, digo ainda que ela é mais significativa pelo que ela não nos conta. Fico aqui apenas com o mais significativo evento que ocorreu na História da Humanidade em relação à organização institucional das forças do mal contra a civilização humana. Trata-se da heresia que foi chamada de Albigense, ou a heresia dos cátaros. Esse foi um movimento herético medieval que quase triunfou e se assim tivesse acontecido, a civilização teria perecido. Não mencionar um evento de tais proporções numa história dos marcos sobre o mal é não entender a essência do mal. É comum que quem não entende a essência do mal fique abestalhado com a sua diversidade: “Qual é o teu nome. Ele respondeu: Legião!” (Lc. 8,30). Mas para compreender a essência do mal é preciso ter a graça do “discernimento dos espíritos” de que nos fala São Paulo (I Cor. 12, 10). E quem de nós tem essa graça atualmente?

domingo, 10 de fevereiro de 2008

FORO DE SÃO PAULO na Veja

Para quem acha que o FORO DE SÃO PAULO é uma viajem de quem não tem o que fazer ou APENAS um clubinho da esquerdopatia continental, aqui está o "clubinho" na VEJA.

Mais detalhes, pois a revista não poderia falar sobre 18 NOS DE DEMÊNCIA em um única matéria, cliquem aqui.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

FORO DE SÃO PAULO na Veja de 30 de janeiro de 2008

FINALMENTE!!!!!!

Como acontece com crianças, que não podem ser identificados em matérias jornalísticas, a mídia brasileira esperou o FORO DE SÃO PAULO chegar aos seus 18 ANOS DE VIDA para revelar ao grande público (ou melhor, aos leitores da VEJA) a maior aberração que existe na América LatRina.

Este "entidade" chamada FORO DE SÃO PAULO que foi criada por LULA e FIDEL e dela participam ainda as FARC, o ELN e o MIR, é o suporte da socipatia latRina esquerdopata pois organizou e permitiu que pessoas como CHÁVEZ chegassem ao poder, como AFIRMA o nosso PresiMente (trecho: "... Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente. Quem está lembrado, o Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela..." e ainda pior, "... sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política ..." ).

Leia na íntegra o que LULA falou, está no site do Governo Federal a informação acima. Ele, como PresiMente do Brasil, conspirou para a eleição de um amigo.

Segue a matéria da Veja

Artigo de Reinaldo Azevedo que sairá na VEJA de 30.01.2008 sobre o Foro de SP:

O FORO DE SÃO PAULO NÃO É UMA FANTASIA

Resumo: "Os petistas falam do Foro sem receio. Fizeram-no no vídeo preparado para o 3º Congresso do partido, no fim de agosto e início de setembro do ano passado. Procure no YouTube ou clique aqui para ver. Parte do jornalismo brasileiro, no entanto, pretende que tratar do assunto é dar asas a uma fantasia paranóica. Eis uma prática antiga da esquerda. Ela sempre foi craque em ridicularizar a verdade, transformando-a numa caricatura, de modo que seus adversários intelectuais ou ideológicos não encontrem senão a solidão e o desamparo".

Vivemos os últimos dias de 2007 e os primeiros de 2008 sob o signo do terror. Setores da imprensa do Brasil e do mundo se deixaram seduzir pela pauta dos bandidos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Co-estrelaram a farsa protagonizada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que "libertou" duas reféns (há oitocentos!), os governos do conservador Nicolas Sarkozy, presidente da França, e do "progressista" Luiz Inácio Lula da Silva. Os maus herdeiros de Tocqueville (1805-1859), autor de Democracia na América, querem apenas resgatar do coração das trevas Ingrid Betancourt, uma cidadã que também tem nacionalidade francesa – e depois esquecer aquele canto amaldiçoado das... Américas. Já Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula e representante brasileiro na "negociação", estava lá como um utopista. Ele é fundador de uma entidade internacional chamada Foro de São Paulo, que tem como sócios tanto o PT como as Farc. Existe, portanto, uma entidade em que essas duas organizações são parceiras, companheiras e partilham objetivos comuns.

O tal Foro foi criado em 1990 por Lula e pelo ditador Fidel Castro. Reúne partidos e grupos de esquerda e extrema esquerda da América Latina. Era a resposta local ao fim do comunismo – a URSS seria oficialmente extinta no ano seguinte. Há dois anos e meio, no aniversário de quinze anos da entidade, a reunião dos "companheiros" se deu no Brasil. E Lula discursou para a turma. Não acredite em mim, mas nele. A íntegra de sua fala está no endereço oficial http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc. Ou clique no terceiro item da coluna à esquerda, "Discursos e entrevistas", e depois faça a procura por data: está lá, no dia 2 de julho de 2005.

Em sua fala, o presidente brasileiro:

- exalta a atuação de Marco Aurélio Garcia no Foro:
"O companheiro Marco Aurélio tem exercido uma função extraordinária nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990";

- explicita as vinculações da organização com Chávez:
"O Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos (...) a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela";

- canta as conquistas internacionais da patota:
"E eu quero dizer para vocês que muito mais feliz eu fico quando tomo a informação, pelo Marco Aurélio ou pela imprensa, de que um companheiro do Foro de São Paulo foi eleito presidente da Assembléia, foi eleito prefeito de uma cidade, foi eleito deputado federal, senador (...)";

- expõe os tentáculos internos de que o Foro se serve:
"Vejam que os companheiros do Movimento Sem-Terra fizeram uma grande passeata em Brasília. (...) A passeata do Movimento Sem-Terra terminou em festa, porque nós fizemos um acordo entre o governo e o Movimento Sem-Terra";

- e reafirma a marcha rumo ao poder no continente e, se der, fora dele:
"Por isso, meus companheiros, minhas companheiras, saio daqui para Brasília com a consciência tranqüila de que esse filho nosso, de quinze anos de idade, chamado Foro de São Paulo, já adquiriu maturidade, já se transformou num adulto sábio. (...) Logo, logo, vamos ter que trazer os companheiros de países africanos para participarem do nosso movimento (...)."

Os petistas, como se vê, falam do Foro sem receio. Fizeram-no, por exemplo, no vídeo preparado para o 3º Congresso do partido, no fim de agosto e início de setembro do ano passado. Procure no YouTube ou clique aqui para ver o tal SOCIALISMO PETISTA. Ou ainda aqui para vê-lo no próprio site do PT (procure por SOCIALISMO PETISTA). É muito elucidativo este vídeo pois dizem, entre outras coisas, que vão "EXTINGUIR O CAPITALISMO". Não há limite para a mente doente...

Parte do jornalismo brasileiro, no entanto, pretende que tratar do assunto é dar asas a uma fantasia paranóica. Eis uma prática antiga da esquerda. Ela sempre foi craque em ridicularizar a verdade, transformando-a numa caricatura, de modo que seus adversários intelectuais ou ideológicos não encontrem senão a solidão e o desamparo. Se você é do tipo que prefere anuir com o crime a ficar sozinho, acaba se comportando como um vapor barato do tráfico ideológico.

Já lembrei no blog a viagem que o escritor francês André Gide (1869-1951) fez à URSS em 1934, para participar do Primeiro Congresso dos Escritores. O evento era organizado por Jdanov, o poderoso ministro da Cultura. Intelectuais de todo o mundo estiveram lá. Só Gide denunciou o regime do ditador soviético Stalin (1879-1953), o que fez no livro Retour de l’URSS. Isso lhe valeu o ódio da esquerda internacional e uma espécie de ostracismo. André Malraux (1901-1976) foi um dos que silenciaram. Fez pior do que isso: afirmou que os Processos de Moscou, farsas jurídicas a que Stalin recorria para eliminar seus adversários (e até aliados), não maculavam a essência humanista do socialismo. De fato, o autor de A Condição Humana era um espião soviético. As esquerdas têm muitos heróis nascidos no solo fertilizado pelos cadáveres de seus adversários. Posso ficar só, mas repudio o crime.

Malograda a primeira expedição de Chávez e dos "observadores" para resgatar os reféns das Farc, o Itamaraty divulgou uma nota no dia 1º de janeiro lamentando o desfecho e concluía: "O governo brasileiro reitera seu apoio ao processo de paz na Colômbia, assim como a disposição de aprofundar sua contribuição a iniciativas de fortalecimento do diálogo interno naquele país". Traduzindo a linguagem diplomática: o Brasil reconhecia as Farc como "força beligerante" – uma reivindicação de Chávez –, e não como grupo terrorista. No dia 14 de janeiro, em seu programa de rádio, foi a vez de o próprio Lula afirmar: "Na medida em que as Farc se dispõem a libertar dois reféns, ela está dando (sic) um sinal de que é possível libertar mais. Portanto, o apelo que eu faço é que o governo colombiano e o meu amigo, o presidente (Álvaro) Uribe, mais os dirigentes das Farc se coloquem de acordo para que se possa (sic) libertar mais pessoas que estão seqüestradas". Os terroristas, que recorrem a assassinatos e seqüestros e vivem da proteção que oferecem ao narcotráfico, eram, assim, reconhecidos como expressão política legítima – agora não apenas no Foro de São Paulo, mas no âmbito da diplomacia e do governo brasileiros.

Isso tudo é irrelevante? Não é, não. Já publiquei no blog a lista dos partidos e organizações que integram o Foro: além do PT, do PC do B e das Farc, estão, entre outros, o também colombiano Exército de Libertação Nacional, o Partido Comunista de Cuba, o Partido Comunista do Chile, o Partido Comunista da Bolívia (aliado de Evo Morales), o Partido Comunista da Venezuela (engolido por Chávez), a Frente Sandinista de Libertação Nacional e o PRD mexicano (Partido da Revolução Democrática), do arruaceiro López Obrador, aquele que não aceita perder eleições.

A recusa em condenar as Farc, a defesa incondicional do governo de Hugo Chávez na Venezuela, o apoio às pantomimas de Evo Morales na Bolívia – mesmo e especialmente quando ele contraria interesses brasileiros – e de Rafael Correa no Equador e as relações sempre especiais com a tirania cubana fazem parte do alinhamento do governo do PT com este "Comintern" (Internacional Comunista) cucaracho, o Foro de São Paulo.

Ah, não. Não haverá uma revolução comunista liderada pelos petistas. É mais lucrativo operar uma "revolução" na telefonia, não é mesmo? Condescender com a hipótese do levante é uma forma de fazer uma caricatura do que vai acima. O que estou afirmando, e isto é inconteste, é que existe uma organização na América Latina, chamada Foro de São Paulo, a que pertencem o PT e as Farc, que coonesta grupos e governos que optaram pelo terror, pela ditadura ou por ambos. O que essa gente faz é chantagear a democracia, cobrando muito caro por aquilo a que temos direito de graça. E isso se dá, como sempre, sob o silêncio cúmplice e medroso dos democratas.

E que se note: por motivos óbvios, os petistas são mais decentes quando silenciam sobre os crimes das Farc do que quando fingem indignação em entrevistas.

Mais sobre o FORO DE SÃO PAULO na REVISTA MUNDO REAL.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".