Loja OLAVETTES: produtos Olavo de Carvalho

Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Nova era do petróleo está a caminho, mas alarmismo profetiza esgotamento da Terra. O que há?

 

VERDE: A COR NOVA DO COMUNISMO

domingo, 22 de julho de 2012

 

Enigma: profecias falham mas "profetas" seguem pregando  que é preciso pôr fim à sociedade rica e produtiva

Enigma: profecias falham, mas "profetas" seguem pregando
que é preciso pôr fim à sociedade rica e produtiva

Quando jovem morei em Roma. Os imprevistos da vida me faziam passar com frequência diante de certo palazzo romano, não longe do Lungotevere.

Dentre as inúmeras peculiaridades dos palazzi romani, aquele entretanto me intrigava. Sobretudo uma placa junto ao pórtico de entrada. Nela estava escrito: Clube de Roma.

Em alguma parte, eu lera que esse Clube anunciara o esgotamento do petróleo para 1980 e a urgência de uma reformulação mundial do conceito de crescimento para o planeta. Em verdade, eu não me preocupava muito se aquilo era uma turma de esquisitos, se um boato jornalístico ou confusão minha.

Um dia, falando com um professor, comentei a placa, meu desinteresse e minha interrogação sobre o tal clube. Ele me respondeu muito seriamente que se tratava de algo de muito peso, sustentado por Cresos famosos cujos nomes ele declinou como se fossem nomes sagrados. E eram potentados mesmo!

Sempre que por lá passava, eu fitava fortuitamente aquela placa misteriosa. Se os homens que comandavam então a economia e as finanças achavam que o mundo não duraria muito, então o clube deveria estar fervilhando de homens atarefados, carregando pesados relatórios com o quadro de suas graves preocupações.

E sem embargo o palazzo dormia no dolce far niente romano.

Foi na Eco-92 que li alguma coisa do tal Clube. Sob o título “Limites do Crescimento”, ele anunciava o esgotamento dos recursos da Terra em breve prazo e exigia o congelamento do desenvolvimento econômico do mundo, além de um drástico controle da natalidade visando deter o consumo de bens materiais. Editado em 1972, o livro vendeu mais de 30 milhões de exemplares em 30 idiomas.

Também fiquei sabendo que, aplicando a tese do livro, o presidente americano Jimmy Carter profetizou: “Nós poderemos ter esgotado as reservas de petróleo conhecidas no mundo todo lá pelo fim da próxima década”.

Novas jazidas e tecnologias: futuro energético promissor

Novas jazidas e tecnologias: futuro energético tranquilizador

As predições do Clube de Roma revelaram-se de tal maneira exageradas que achei que ele tinha fechado. Mas descubro agora na Wikipédia que o mesmo segue com as velhas teses e conta com uma equipe de patrocinadores de renome.

Ao mesmo tempo, leio em “Veja” que não só o petróleo não acabou como é obvio, mas que as reservas conhecidas estão aumentando de modo impressionante.

A quem serve o tão alarmismo, como o espalhado pelo Clube de Roma, sobre a extinção dos recursos da Terra, o qual contraria toda a verdade objetiva?

As razões não são de ordem econômica ou científica, mas de um conjunto de ideias que ficam na penumbra e que aparecem cá e lá pela boca de alguns arautos mais imprudentes: um socialismo utópico com muita coisa de religião, desenvolvido de modo “sustentável” – é claro – numa taba mais ou menos comunista.

Eis, entrementes, alguns excertos do artigo “Uma nova era do petróleo está a caminho”, da jornalista Clara Costa, da revista “Veja”, 15/07/2012, que desfazem esse alarmismo:

Um estudo recém-publicado sobre o volume das reservas de petróleo – e as novas descobertas no mar, nas rochas e nas areias – está causando alvoroço no mundo acadêmico.

Intitulada “Petróleo: A nova Revolução”, a pesquisa feita pelo pesquisador italiano Leonardo Maugeri afirma categoricamente que não só o fim da era do petróleo está longe, como o aumento da capacidade de produção alcançará quase 20% nos próximos oito anos – uma taxa de crescimento que não se vê desde a década de 1980.

Maugeri redigiu o relatório durante o ano sabático que tirou para estudar na Universidade de Harvard. Até então, o italiano era um dos altos executivos da petrolífera ENI, a maior empresa do setor em seu país.

“Ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, a capacidade de fornecimento de petróleo está crescendo mundialmente a níveis sem precedentes, e que poderão até superar o consumo”, diz em seu estudo.

Novas tecnologias tornam rentáveis jazidas antes desprezadas ou inacessíveis

Novas tecnologias tornam rentáveis jazidas antes menosprezadas ou inacessíveis

A argumentação de Maugeri é calcada em dois pontos que se interligam.

O primeiro é a descoberta de novas reservas no mundo ocidental – não apenas de petróleo convencional, como é o caso do encontrado na camada pré-sal brasileira, mas também de jazidas de gás da rocha xisto, nos Estados Unidos, e as areias betuminosas do Canadá.

Segundo ponto defendido pelo pesquisador: que o surgimento de fontes não-convencionais fará com que o Ocidente transforme-se no novo “centro de gravidade” da produção e exploração de petróleo global, diminuindo a dependência da oferta proveniente do Oriente Médio.

Segundo o pesquisador, estima-se que haja no planeta 9 trilhões de barris de combustível fóssil não-convencional. O mundo tem capacidade para produzir, atualmente, 93 milhões de barris por dia – ou 34 bilhões de barris/ano.

Maugeri não sugere que o Iraque ou a Arábia Saudita terão queda em sua capacidade de produção. Muito pelo contrário. As perspectivas para ambos os países são de um acréscimo de 6 milhões de barris/dia de petróleo até 2020.

Contudo, graças ao avanço da oferta no Ocidente, ele argumenta que o mundo ficará menos sujeito à volatilidade de preço do barril trazida por questões geopolíticas que afetam os países árabes.

Para os Estados Unidos, Maugeri estima que a capacidade de produção passe, dentro de oito anos, dos atuais 8,1 milhões de barris/dia para 11,6 milhões de barris/dia.

Gás de xisto nos EUA

Em outras palavras, o país deve desbancar a Rússia e se tornar o segundo maior produtor de petróleo – os sauditas seguirão na liderança.

No caso do Brasil, Maugeri prevê que a capacidade de produção deverá sair de 2 milhões de barris/dia para 4,5 milhões de barris/dia em 2020 devido à exploração do pré-sal.

Avanços tecnológicos – O estudo do pesquisador italiano foi taxado de otimista por parte da comunidade acadêmica. A principal crítica de estudiosos está no fato de Maugeri ter minimizado os riscos e os desafios de investimento nos avanços tecnológicos necessários para extrair petróleo de fontes não convencionais.

Maugeri, contudo, fez a conta. Segundo ele, mesmo com um barril de petróleo cotado a 70 dólares – hoje o contrato para agosto do produto sai por 87,10 dólares o barril nos EUA e 102,40 dólares por barril no mercado europeu –, a extração de toda essa nova capacidade será lucrativa.

“É preciso pensar que o petróleo ‘fácil e barato’ de hoje não era tão fácil e barato quando foi descoberto”, diz ele.

O estudo que publicou em Harvard aponta que 2012 não encontra precedentes em aportes de recursos no desenvolvimento de novas tecnologias de extração e produção. Até o final do ano, serão 600 bilhões de dólares em investimentos – um recorde que deverá implicar melhora de eficiência nos próximos anos.

Produção de gás poderá superar consumo

Produção de gás poderá superar consumo

Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também citao gás de xisto nos Estados Unidos como exemplo do que está por vir. Há dez anos, o uso deste produto como fonte de energia era praticamente inexistente no país e hoje representa mais de 23% da oferta de combustível.

“Muitos acreditam que poderá até mesmo haver uma superoferta de gás em 2017”, explica Pires. Na edição desta semana, a revista britânicaEconomist discorre sobre o gás natural (em especial, o de xisto nos EUA) em 14 páginas de reportagem. O estado de Dakota do Norte, onde está localizada a reserva de Bakken, a maior fonte americana de gás, é considerado o eldorado do emprego no país.

Um lugar para os “verdes” – O peso das previsões alarmistas sobre o fim da era do petróleo tende, portanto, a perder força.

Mas é verdade também que toda a gama de fontes renováveis de energia – vistas como um contraponto ao uso de combustíveis fósseis – terá seu lugar garantido no futuro.

Os ambientalistas podem até exercer pressão pela prevalência dos combustíveis “verdes”, mas a continuidade dos investimentos no segmento está assegurada por uma combinação de fatores sociais, econômicos e geopolíticos.

Matriz diversificada – O fator mais relevante, contudo, chama-se legislação. Governos de diversas nações tanto podem, por força de lei, inibir determinados tipos de exploração quanto viabilizar fontes renováveis.

Se a natureza "não presta" para justificar ambientalismo,
caia a leia sobre ela e os "consumistas".
Foto: Dia Mundial do Meio Ambiente, Wilson Dias-ABR

Está fora de discussão que novas fontes energéticas mais limpas, menos poluentes, alternativas eficazes, etc., devem ser bem-vindas desde que se mostrem proporcionalmente rentáveis e não tragam danos ao ambiente como as eólicas atuais na Europa.

Mas a frase final do excerto que acabamos de reproduzir explica muita coisa do procedimento do “ambientalismo” radical. Tratar-se-ia para eles de concentrar suas pressões sobre os governos para obter o que não obteriam de outra forma.

Qual forma? A civilizada: mostrando os benefícios, argumentando, convencendo a sociedade livre. E não aterrorizando com boatos e outros artifícios de propaganda.

Mas convencer está ficando duro para o ambientalismo. É só ver como a hipótese do “aquecimento global” perde adeptos, e dos mais graúdos!

Então, os ambientalistas passam por cima da sociedade e tentam introduzir leis que caiam como pedras sobre ela.

Isso me fez pensar no Código Florestal, levando-me a entender melhor o que está se discutindo em Brasília. O que acha o leitor?

Nenhum comentário:

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".